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Tanques Alemães na Frente Oriental – Visão Completa
A primeira aparição do Tiger na frente oriental foi um fracasso. Os primeiros Tigers foram enviados ao 1º pelotão do 502º batalhão de tanques pesados (Schwere Panzer Abteilung 502). No dia 29 agosto 1942, os quatro Tigers chegaram à estação de trem de Mga próxima a Leningrado. Durante as primeiras horas da manhã os Tigers foram descarregados e preparados para o combate. Por volta das 11:00 da manhã, os Tigers entraram em suas posições de batalha. O Major Richard Merker comandou o pelotão, que incluía quatro Tigers, seis PzKpfw III Ausf. L e J, duas companhias da infantaria além de diversos caminhões da unidade de sustentação técnica. Um representante da firma de Henshel – Hans Franke acompanhou esta unidade num VW Kubelwagen que vinha atrás do primeiro Tiger. O Ataque foi um imenso fracasso, o terreno era lamacento, inadequado para o emprego de carros pesados como o Tiger, que atolavam com facilidade.
A infantaria russa recuou e sua artilharia abriu fogo pesado para cobrir as tropas. A unidade principal de Merker se dividiu em dois grupos atacando por duas estradas paralelas. O primeiro Tiger foi rapidamente imobilizado graças a uma falha da transmissão. O segundo foi abandonado poucos minutos depois devido a uma falha no motor. Apesar do fogo russo, o representante de Henshel começou inspecionar os tanques, rapidamente Merker se aproximou com seu Tiger e disse que o terceiro tanque estava fora de combate graças a uma falha no controle de direção. Durante a noite, todos os três Tigers danificados foram evacuados usando nove tratores Sd kfz (três por tanque!). Felizmente para os alemães, os russos não puderam organizar nenhuma ação para capturar os tanques abatidos.
Após a inspeção, as peças de reposição para os Tigers foram entregues pela fabrica da Henshel de Kassel em 15 de setembro todos os quatro Tigers estavam recuperados e preparados para a ação. A segunda ação dos Tigers não foi melhor do que a primeira. No dia 22 setembro, quatro Tigers, reforçados pelos tanques PzKpfw III, foram designados para acompanhar a 170ª divisão de infantaria no ataque ao exército soviético. O terreno arenoso tornou-se um verdadeiro lamaçal após as chuvas, o Major Merker se opôs ao uso dos Tigers nesta operação. Depois de uma ordem direta de Hitler, os Tigers entraram em combate. Logo após o ataque começar, o primeiro Tiger recebeu um impacto nas placas de blindagem frontais. O obus não penetrou, mas o motor parou e não havia tempo para reiniciá-lo, a tripulação abandonou o Tiger jogando granadas de mão no compartimento de combate, outros três Tigers alcançaram as trincheiras russas, mas foram danificados rapidamente pelo fogo cruzado da artilharia da russa enquanto atolavam no terreno lamacento. Mais tarde, os três Tigers foram evacuados, e os coordenadores alemães destruíram o quarto para evitar sua captura.
Os Tigers foram bem sucedidos em sua terceira batalha. Em 12 janeiro 1943, o 502º deu suporte à 96ª divisão de infantaria num ataque de tanques russo. O saldo foi que quatro Tigers destruíram 12 tanques T-34/76, obrigando os soviéticos a recuar. Em 16 janeiro, os russos capturaram seu primeiro Tiger durante um ataque alemão perto do Shlisselburg no front de Leningrado. O tanque capturado foi entregue imediatamente ao campo de provas de Kubinka onde foi inspecionado por engenheiros russos.
von Legat: “Camaradas, nós temos a arma perfeita, isso não será só um ataque, será uma caçada de ‘Ivans’.”
Em 1943, o exército do vermelho não tinha nenhuma arma comparável em poder de fogo ao canhão do Tiger, o 88 mm KwK 36 L/56 ou a sua blindagem pesada. Para o combate aproximado, a infantaria vermelha tinha os rifles antitanque PTRD-41 e PTRS-41 que disparavam granadas incendiárias de 14,5 mm com núcleos de tungstênio. Esta arma não podia bater um Tiger, mas, nas mãos certas, podia destruir os dispositivos óticos dos tanques ou danificar sua suspensão. Mas nos encontros entre a infantaria vermelha e tanques pesados alemães, os soviéticos fizeram largo uso de panzerfausts capturados.
Rundstedt: “Os tanques pesados russos representaram uma surpresa em qualidade e confiabilidade, desde o principio.” “
A artilharia era a arma principal do exército vermelho. Nem todos os tipos de canhões russos podiam penetrar a blindagem espessa do Tiger, mas concentrar o fogo de todos os canhões disponíveis nos tanques poderia danificá-los, podendo causar quebras no motor ou mesmo a detonação da munição. O canhão ZIS-3 de 76.2mm, usando munição antitanque poderia penetrar a blindagem lateral do Tiger (em distancias de 300-400 metros) ou destruir uma das esteiras. Por sua baixa mobilidade, o Tiger se tornava um alvo fácil para os canhões antitanque russos. Somente o canhão antiaéreo de 85 mm ou a versão A-19 de 122 mm podiam destruir o Tiger em distâncias maiores. Os soviéticos produziram muitos canhões antitanque, com diâmetro superior a 100 mm até o final da guerra.
Otto Carius: “Os americanos, – Que eu conheceria mais tarde na frente ocidental, não podem ser comparados com os russos. Os “Ivans” ateiam fogo em nossas posições com todos os tipos da artilharia, morteiros leves e pesados. Nós não podíamos sair de nossos abrigos a fim de checar nossos Tigers. Não é de estranhar que os russos quebrem facilmente nossa linha de frente após tal bombardeamento.”
Otto Carius: “A destruição de um canhão antitanque pode custar um par de tanques, eles são pequenos bem camuflados, esperando os tanques para uma emboscada. Geralmente enquadra-se o tanque no primeiro tiro. Se os artilheiros forem hábeis, podem bater os Tigers. Se não destruírem seu tanque com o primeiro disparo, não há tempo para fugir do segundo.”
Michael Wittmann : “É bem mais difícil achar um canhão antitanque do que um tanque propriamente dito, eles podem nos acertar várias vezes até os localizarmos.”
A artilharia de campanha do exército vermelho fornecia a sustentação antitanque para a infantaria. Quando o Tiger surgiu na frente oriental, o exército vermelho estava armado com o T-34/76 e diversas variantes do KV-1. Até o outono 1943, o exército vermelho tinha somente dois tipos de canhões de assalto: O canhão de assalto médio SU-122 e o canhão de assalto SU-76. Nenhum destes era eficaz nos encontros com o Tiger em distâncias maiores que 500 metros. O TigerTinha uma imensa vantagem em combates de longas distâncias. Durante a famosa batalha de tanques nos arredores de Prokhorovka, os comandantes russos fizeram uso da mobilidade superior do T-34 manobrando e atingindo os Tigers pelos flancos e retaguarda. O resultado da batalha foi um empate entre os novos tanques alemães contra os velhos tanques soviéticos, que se beneficiaram do terreno favorável. Esta foi a grande manobra dos generais Rotmistrov e do tenente-general Zhadov. A batalha terminou com perdas quase iguais, mas os sovietes mantiveram mais tanques na reserva para um contra-ataque, quando os alemães eram incapazes de continuar com sua ofensiva. Em fevereiro de 1944, realizava-se o rearmamento do T-34 com o canhão S-53 de 85 mm e então na metade de 1944 com 85 mm ZIS-S-53. Este novo canhão podia penetrar a blindagem lateral do Tiger I a uma distância de 800 metros e do lado da torreta a distância de 600 metros. Não era suficiente já que o Tiger podia destruí-los a distâncias de 1500 a 2000 metros.
O canhão de 85 mm AA era o canhão antiaéreo sem grandes aperfeiçoamentos. O S-53 era uma versão modificada projetada pelo departamento de projetos de F. F. Petrov’s a ser montado na torre do T-34/85. O Zis-S-53 era um S-53 modificado projetado pelo departamento de Grabin’s a fim de simplificar o canhão e reduzir seu preço, quanto à capacidade balística os dois canhões eram iguais. Do final de 1943 a metade de 1944, os principais oponentes do Tiger na frente oriental eram os canhões de assalto baseados no chassi do T-34 e do KV-1. Quando se descobriu que os tipos SU-76 e SU-122 existentes não poderiam penetrar a blindagem do Tiger em distancias superiores a 1000 metros, os soviéticos decidiram criar um novo canhão de assalto, o SU-85, armado com uma adaptação da peça antiaérea de 85 mm. A produção do SU-122 foi interrompida e o SU-85 foi adotado em seu lugar, seguido mais tarde pelo canhão de assalto médio SU-100.
Em 1943 outros canhões de assalto entraram em serviço como o super pesado SU-152. Foi baseado no tanque KV-1 e era armado com um obuseiro de 152 mm. Recebendo o apelido de Zveroboi (matador de feras) pela capacidade de destruir tanques alemães. No fim de 1943, um novo canhão de assalto, o ISU-152, baseado no tanque pesado IS-2. Foi armado com um obuseiro muito poderoso de 152 mm. O obus deste canhão podia penetrar qualquer parte da blindagem do Tiger ou até mesmo arrancar-lhe a Torre. Este canhão de assalto recebeu o apelido de “caçador de animais”. O peso do seu obus AP era de 48 kg (!!!), e de seu obus HE era de 41kg.
Otto Carius: “o impacto destruiu todo o lado direito da cópula do comandante. Mão fui atingido, porque tinha me curvado para acender o cigarro. De repente o canhão de assalto russo apareceu e eu dei uma ordem ao atirador para abrir fogo. E um segundo tiro, de um outro canhão de assalto, acertou a torre. Eu não posso recordar que maneira que deixei meu tiger . A única coisa que consegui salvar de meu Tiger foram os fones de ouvido.”
Apesar de usar os canhões de assalto com imensa habilidade, os exércitos soviéticos tinham a necessidade de produzir um tanque à altura do Tiger. No fim de 1943, um novo tanque pesado foi desenvolvido os IS-1, o exército vermelho recebeu os primeiros tanques em fevereiro de 1944. Ele recebeu uma atualização os IS-2. (Iosif Stalin, para Joseph Stalin. porque o alfabeto cirílico não tem o “J” ocidental) os tanques tinham uma silhueta mais baixa que as do Tiger e do Sherman. A Torre e as placas de blindagem frontais tinham 100 mm de espessura. As placas de blindagem laterais tinham 75 mm. Este tanque foi armado com o incrível canhão de 122 mm D25T que tinha 5 metros de comprimento. Estes tanques tinham uma vantagem marcante sobre os Tigers: a Blindagem era bem inclinada. Com estes tanques, o exército vermelho conseguiu finalmente um blindado que era superior ao Tiger I e equivalente ao König Tiger (Tigre Rei ou Tiger II) em muitos aspectos. Em março de 1944, os primeiros IS-2s foram testados em ação e provaram seu poder. Três mil tanques IS-2 foram construídos até o fim da guerra. Na opinião de Hasso von Manteuffel, ele foi o melhor tanque da II Guerra.
Manteuffel: “O ‘Stalin’ é o carro mais pesado do mundo; tem lagartas resistentes e boa blindagem. Outra vantagem esta na sua baixa altura – 51 cm inferior ao nosso mark V o ‘Pantera’. É sem dúvida um carro bom para a ruptura, mas excessivamente lento”. “
Durante a guerra, a união soviética construiu mais de 125.000 carros de combate blindados. A Alemanha construiu cerca de 89.000 e somente 2.000 deles eram Tigers e König Tigers . Não havia nenhuma possibilidade para que a Alemanha vencesse a Guerra no Front oriental.
Guderian: “Assim sendo, ansioso por aprender com a Historia, eu os advirto, para não subestimar os russos. No mínimo eles são capazes de copiar as ideias dos outros em muito pouco tempo”. “
Fonte: Hart, Liddel, “O Outro lado da Colina, Biblex. (“The Other Side of the Hill”)
Segue Galeria com os principais Tanques Alemães e de seus adversários aliados:
Sinto Muito Soldado Kozel!
Hoje publico algo que considero intrigante e ao mesmo tempo pernicioso. Os eventos ocorridos durante o Regime Militar é a consolidação da expressão do filósofo alemão Nietzsche: “Não existe passado, existe interpretação”. A Segunda Guerra Mundial criou um mundo polarizado e essa polarização atingiu o Brasil, tomando forma desde a década de 50, mas só em 64 de fato eclodiu.
Como a Segunda Guerra, não há mocinho nem bandido neste período da história do Brasil, não há uma resistência ao estilo Segunda Guerra contra uma ocupação. O que há são pessoas tentando tomar o poder pelas armas; e um Exército realizando a manutenção desse poder. A ideologia era, e é, o combustível que levou o nosso país a entrar nesta luta incessante por uma identidade histórica. Uma elite pseudo-esclarecida voltada ao socialismo, tentando implantar um sistema de governo sob as bênçãos soviéticas. Há alguma inverdade nisto?
Portanto, atrocidades foram cometidas dos dois lados, do governo militar, por entender que se tratava de uma guerra, portanto operações de guerra foram organizadas e executadas. Mas também do lado da Luta Armada, nas diversas células, os radicais esquerdistas lutaram sua própria guerra. Cometeram atrocidades, sim! Cometeram ataques terroristas, sim! Mataram em nome de seu projeto de país ideal, sim! Ora, alguém pode contar outra história? Que conte para a mãe do Soldado Kosel.
A questão mais difícil de entender são os motivos que levam uma Comissão da Verdade ser Caolha! Ora! Se queremos a verdade, ela deve ser limpa como a mais clara das águas! Ela deve ser sem mácula e colocada em pratos limpos para que todos saibam o que aconteceu, pois o brasileiros, como a própria Comissão da Verdade gosta de falar, precisam conhecer A VERDADE. O mais importante é conhecer A VERDADE e não UMA VERDADE.
Mário Kozel Filho soldado de serviço no QG da 2ª Região Militar morreu em um atentado contra o QG, que estava envolvido? Terroristas! O que eles queriam? O que pretendiam? O Soldado Kosel, conhecido com como Kuka, não queria saber de ideologia, queria cumprir seu serviço e na manhã seguinte ir para casa!
O que é mais revoltante? O país (leia-se o governo atual) autorizou quase R$ 3 BILHÕES EM INDENIZAÇÕES PARA O BOLSA TERRORISMO e PAGA MENSALMENTE 30 MILHÕES EM PENSÕES.
Sabe quanto a família do Soldado, que só queria terminar seu tempo de serviço militar obrigatório e se formar ganha?
Em 20 de agosto de 2003, através da lei federal nº 10.724, os pais de Mário Kozel Filho foram indenizados com uma pensão mensal de R$ 300,00 e depois aumentada para R$ 1.140,00, pela lei federal nº 11.257 de 27 de dezembro de 2005
Atualmente a pensão mensal está em torno de R$ 2.500,00.
O Calvário das Viúvas da Ocupação – A Estupidez Humana
Sempre gosto de afirmar que durante a Segunda Guerra Mundial, ou qualquer outro conflito, não há bandidos ou mocinhos, isso é uma caricatura simplista e equivocada que não faz parte da análise dos conflitos humanos.
A prova disso é que a estupidez humana sempre está presente. Pode ficar adormecida enquanto houver imposição para isso, mas quando libertada o homem e a sociedade como um todo, gosta de se vingar, destruir e causar dor sem qualquer tipo de remoço.
Segue abaixo o texto do excelente blog http://www.mdig.com.br/. Também há um grande acervo fotográfico que exibe os motivos de ainda estarmos longe de uma mundo melhor para as futuras gerações.
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Após a liberação dos territórios ocupados pelos alemães dos países europeus, milhares de mulheres que tinham relacionamentos com soldados alemães foram expostas a execuções humilhantes e brutais nas mãos de seus próprios concidadãos. Era a “Épuration Légale” (“purga legal“), a onda de julgamentos oficiais que se seguiu à liberação da França e da queda do Regime de Vichy. Estes julgamentos foram realizados em grande parte entre 1944 e 1949, com ações legais que perduraram por décadas depois.
Ao contrário dos Julgamentos de Nuremberg, a “Épuration Légale” foi conduzida como um assunto interno francês. Aproximadamente 300.000 casos foram investigados, alcançando os mais altos níveis do governo colaboracionista de Vichy. Mais da metade foram encerrados sem acusação. De 1944 a 1951, os tribunais oficiais na França condenaram 6.763 pessoas à morte por traição e outros crimes. Apenas 791 execuções foram efetivamente realizadas. No entanto, 49.723 pessoas foram condenadas a “degradação nacional”, que consistia na perda total de direitos civis.
A campanha para identificar e massacrar os colaboracionistas do regime alemão puniu cerca de 30.000 mulheres com humilhação pública, por suspeita de que tiveram ligações ou porque eram prostitutas e se relacionaram com os alemães. Muitas vezes, a coisa toda não passava de briga de vizinhas -uma denunciando a outra como acerto de contas pessoais- ou então uma denúncia vazia de participantes mais ativos que dessa forma tentavam salvar sua pele desviando a atenção de sua cooperação com as autoridades da ocupação.
O caso é que mesmo as pobres que tiveram algum tipo de relacionamento com os soldados e oficiais alemães não tinham culpa, o que elas iriam fazer? Elas eram reféns de um estado ocupado. Mas a ira e a necessidade de encontrar bruxas para caçar não permitia o razoamento, se houvesse um indício qualquer, a coitada tinha sua cabeça raspada e era exposta em público como desgraça da nação. Muitas vezes só raspar a cabeça não bastava, eram despidas, abusadas, desenhavam a suástica nos sues rostos, ou queimavam a marca com ferro em brasa na testa.
Estas mulheres foram reconhecidas como “nacionalmente indignas” e sofreram, além da degradante humilhação em público, penas de seis meses a um ano de prisão, seguida da perda total de direitos civis por mais um ano, quando ainda eram violentadas e insultadas nas ruas. Muitas não suportaram a vergonha daquela situação e sucumbiram cometendo suicídio.
Nisso tudo há ainda um aspecto que permaneceu vergonhosamente nas sombras por décadas: as crianças nascidas de soldados alemães. De acordo com várias estimativas, nasceram ao menos 200 mil dos chamados “filhos da ocupação“, mas estes sofreram menos que as mães, quando o governo limitou-se a proibir nomes alemães e o estudo da língua alemã. Entretanto não foram poucos os casos de “filhos da ocupação” que sofreram algum tipo de ataque e segregação.
A perseguição não se limitou a França, quase todos os países do bloco europeu de aliados fizeram o mesmo. Na Noruega, cinco mil moças que deram à luz filhos de alemães, foram condenadas a um ano e meio de trabalho forçado. Quase todas as crianças foram declararas pelo governo como deficientes mentais e enviadas para uma casa para retardados, onde foram mantidas até os anos 60.
Infelizmente não é tudo, a União Norueguesa para as Crianças da Guerra depois declarou que a “desova nazista“, como chamavam estas crianças, foi usada indiscriminadamente para testar medicamentos não aprovados. Somente em 2005, o parlamento norueguês publicou um pedido formal de desculpas a essas vítimas inocentes e aprovou a compensação para as experiências no valor de 3 milhões de euros. Este valor pode aumentar se a vítima fornecer provas documentais de que tenha sofrido algum tipo de discriminação racial diante do ódio, medo e desconfiança por causa de sua origem.
Os Libertadores Alemães Chegaram!!
Imaginem a cena. Uma tropa durante a Segunda Guerra Mundial chega em uma cidade e é recebida como libertadora! Crianças correm para ver a tropa passar. Mulheres jogam flores para os soldados, algumas, mais exaltadas, tentam agarrá-los para beijar. A tropa, orgulhosa do feito, desfila garbosamente pelas ruas da cidade. O comandante recebe as autoridades locais e estes colocam à disposição mantimentos e alojamento. Tudo para os libertadores!
Essa cena se repetiu a cada cidade libertada no território francês e nos Países Baixos durante o avanço anglo-americano, contudo o relato acima se deu em inúmeras vezes com as tropas alemães invadiam a União Soviética. Muito ucranianos, lituanos e outros de etnias menores que eram oprimidos pelo governo de Stálin, viram a oportunidade de exercer a liberdade que nunca connhecerá.
O sonho se tornou pesadelo quando se percebeu que as forças de ocupação exerceriam opressão na mesma proporção dos “vermelhos”. Não demorou muito para que os mesmos soldados que eram recebidos com flores, foram os mesmos algozes e agentes da destruição de muitas cidades da União Soviética.
A conclusão é de que o povo dessas regiões tiveram um século XX de cão, sendo seguidamente oprimidos durante décadas e décadas, antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.
Segue abaixo a galeria dos “libertadores” alemães:
O Soldado Alemão – O Melhor do Mundo?
O povo alemão foi considerado por muito tempo um povo cruel e militarizado, graças a campanha disseminada no pós-guerra. A principal característica oriunda dessa mística é disciplina notória dos alemães. Por isso o soldado alemão foi muito tempo considerado o melhor soldado do mundo, disciplinado e combativo. E as batalhas iniciais da Segunda Guerra elevariam essa observação para o seu mais alto nível.
Com o passar da guerra e com a rendição das forças do General Paulus em Stalingrado, o que o mundo viu e os soviéticos não cansavam de repetir, era de que o soldado alemão era tão humano como qualquer outro soldado de qualquer outro exército. Sujeito aos traumas e medos da guerra. Embora ainda senhora de milhões de quilometros quadrados de território, a máscara do soldado invencível caíra com o 6º Exército.
Quando as forças anglo-americanas abriram uma nova frente na França, o que se via era um Exército já bastante debilitado. Soldados com idade avançada ou muito jovens e unidades inteiras de estrangeiros. Claro, ainda contavam com forças extremamente combativas, mas muito longe da mística de invencibilidade do soldado alemão.
No final da guerra pouca coisa sobrou daquele soldado que era considerado quase uma força de outro planeta invadindo a França. O que sobrou eram os maltrapilhos e os doentes integrantes de uma exército derrotado.
Por fim não existem exércitos invencíveis, nem soldados invencíveis, o que realmente existe são homens muito bem treinados e equipados, mas que no final das conta são apenas homens, nada mais. Outros conflitos no pós-guerra iriam provar que exércitos poderosos poderiam ser vencidos, o Vietnã seria o maior exemplo.
Com vocês a galeria com a face do soldado que já fora considerado invencível.
Segunda Guerra: Todos Perderam!
Muitos perguntam os motivos de se falar sobre a Segunda Guerra e se vivenciar um momento tão triste e cheio de dor e tragédia. Confesso que o nosso entusiasmo neste evento é acreditar que o mundo em que vivemos hoje é resultado direto desse conflito. Pensar que qualquer resultado diferente poderia mudar completamente a estrutura da sociedade tal qual a conhecemos é algo instigante .
Mas é necessário também fazer referência ao sacrifício humano e o sangue derramado das milhões de vítimas dessa guerra que significa exatamente o fracasso humano como civilização. Não culpo Hitler e seus partidários apenas, isso é um erro recorrente, mas culpo a civilização por tornar a Segunda Guerra Mundial possível. Uma geração inteira pagou um alto preço por isso. E não me refiro apenas as populações que sofreram com a guerra, também me refiro ao soldado que morreu em combate, pois cada soldado morto nos campos de batalha deixou uma família que o esperava em luto. Cada um que caiu, jogou uma mãe, esposa e filhos na penumbra da morte.
Quando pensamos em Segunda Guerra devemos pensar no que ela deixou de legado, mesmo que outros conflitos tenha a sucedido e outros mais ainda estão em andamento ou por vir, não nos esqueçamos que quando um Terceira Guerra Mundial eclodir nenhuma vida desperdiçada na Segunda terá valido a pena.
Em nome desse sacrifício segue abaixo uma lembrança dos bravos soldados:
O Schalke 04 e o Nazismo – A Alemanha e o futebol de Hitler
Em 22 de junho de 1941. Esta é uma das mais importantes datas da história moderna. Ainda raiva o sol, quando, bem no início da manhã, a Alemanha nazista cruzou as fronteiras com a União Soviética, lançando guerra contra o território vermelho.
Com a desculpa de responder a violações de fronteira, mas com a notória intenção de destruir o bolchevismo e a União Soviética, Hitler mobilizou uma colossal máquina de guerra para o front russo.
Mais de três milhões de soldados nazistas cruzaram a fronteira ocidental, percorrendo mais de três mil quilômetros, desde o mar báltico ao Mar Negro, dando início à chamada Operação Barbarossa – batizada assim por Hitler em homenagem ao monarca Frederico I, o barba-ruiva, um grande imperador alemão da Idade Média.
A campanha iniciada naquele dia se revelaria a mais longa, mais cara e mais feroz operação militar de todos os tempos, mas, naquele fim de semana, surpreendentemente, não era o tema mais comentado entre os alemães nas todas de conversa em Berlim.
A Segunda Guerra Mundial havia estourado há quase dois anos e já não era mais novidade para ninguém. Sobre aquele violento pano de fundo, a vida cotidiana corria e a guerra deixara de ser o assunto principal. Para os alemães, então, pelo menos no princípio, a invasão da União Soviética era somente mais um passo de um drama sem data para acabar.
Fôlego novo para o futebol
Naquele domingo de junho, no ano de 1941, Berlim acordou com a notícia de que as tropas nazistas haviam invadido o território de Stálin, mas aqueles dias não seria, para o alemão, o episódio mais importante do dia. Estava programada para acontecer naquela tarde, no Estádio Olímpico da cidade, a final de um importante torneio de futebol.
Lá, os campeões do Schalke 04, clube favorito dos adeptos do regime nazista, iriam enfrentar o Rapid Viena time que defendia a Áustria, país recentemente anexado à Alemanha. A partida prometia, e a rivalidade de política existente entre os dois lados só acentuavam o interesse da população alemã. O clima de decisão enchia de ansiedade os torcedores germânicos que carregavam a certeza: os jogadores do Schalke 04 certamente não iriam decepcionar.
Com ascensão do nazismo, o futebol alemão viveu um período de renascimento. A estrutura do jogo foi profundamente modernizada, o que aumentou o interesse das torcidas e escancarou o talento dos jogadores, que, de olho no crescimento do esporte , empenharam-se como nunca. O regime de Hitler foi mestre em explorar o potencial do futebol, o “teatro do povo”, como divulgador da imagem do movimento nazista. As estrelas dos times alemães passaram a se tornar verdadeiros garotos-propaganda da ideia de supremacia ariana.
A renascença do futebol alemão ocorreu quase que simultaneamente ao período do florescimento de um dos mais famosos clubes de futebol do país, o Schalke 04. Saído do humilde subúrbio industrial de Gelsenkirchen (na região de Ruhr)m o Schalke 04 amargou a derrota do campeonato de 1933 para, no ano seguinte, voltar a triunfar sobre o então favorito time do FC Nuremberg (região da Baviera). E este era apenas o começo de uma notável sequência de vitórias. O time chegou à final em sete dos oito campeonatos seguintes e conquistou o título em cinco deles.
Em 1941, na final do campeonato, o time do Schalke 04 enfrentaria u duro adversário, o Rapid Viena, que vinha de uma excelente temporada. A seleção nacional austríaca de futebol tornara-se uma das mais fortes do mundo nos anos de 1930. Depois de 1938, quando o país foi anexado à Alemanha e os times austríacos rapidamente impuseram sua presença na disputa pela Liga alemã de futebol, a rivalidade, então, cresceu.
Naquele ano o Rapid Viena venceu a copa alemã. No ano seguinte, em 1939, outro time austríaco chegaria à final: o Admira Viena, que ficou apenas com o vice-campeonato. Em 1940, novamente o time do Rapid estaria nas finais, mas não levou o título. A presença dos austríacos do Rapid Viena na final do campeonato de 1941 simbolizava, portanto, mais um indício do evidente crescimento do time.
A partida naquela tarde de domingo era um confronto imperdível para austríacos e alemães. Não fosse apenas a rivalidade no futebol, havia também uma acentuada rivalidade regional. Ignorando a origem austríaca do Führer, a cultura alemã de, tradicionalmente, fazer uma divisão norte-sul vigorava à todo vapor – protestantes contra católicos e “prussianos” contra austríacos.
Os habitantes do norte da Alemanha insistiam em colocar os austríacos em um patamar inferior. Já os nascidos na Áustria, por sua vez, viam os alemães do norte como incultos e arrogantes.
Em 1939, um episódio viria, então, exaltar ainda mais os ânimos. Matthias Sindelar, um das principais estrelas do futebol austríaco, morreu misteriosamente depois de recusar-se a defender a camisa alemã. Suspeita-se que Matthias tenha sido assassinado pelos nazistas.
Embates físicos tornaram-se comuns nas disputas entre os times austríacos e alemães. Em 1940, inúmeros jogos foram marcados por brigas. E a violência não ficava restrita às arquibancadas. Em uma partida entre um time da Luftwaffe de Hamburgo e um time de Viena houve uma série de incidentes violentos e o goleiro austríaco, após alguns confrontos brutais, deixou a partida seriamente ferido. Mais tarde, o jogador morreria no hospital.
O espírito competitivo cada vez mais contaminava as opiniões dos torcedores. O sentimento antinazista carregado pelos austríacos direcionava-se ao time predileto pelo regime de Hitler: o Schalke 04.
Cada vez mais próximo da administração nazista, os jogadores do Schalke passaram a receber honrarias do governo, como posições de destaque nas tropas nazistas AS. Os atletas que brilhavam mais, como Ernst Kuzorra e Fritz Szepan, eram, inclusive, utilizados como porta-voz da propaganda nazista. Até mesmo Hitler torcia pelo time. O Schalke passou, então, a representar o movimento nazista e, assim, os embates entre eles e qualquer time de Viena tornaram-se palco de muita violência. O jogador Kuzorra, por exemplo, foi nocauteado em um jogo, e, no encontro entre o time do Admira Viena e o Schalke, em novembro de 1940, uma limusine nazista e um ônibus do time alemão acabaram depredados. Por todas essas razões, àquela altura, o jogo de 22 de junho de 1941 interessava mais aos alemães do que a invasão nazista a União Soviética.
Texto Roger Moorhouse
Post Relacionado: Morte de Matthias Sindelar
As Imagens da Guerra – Combates
A Segunda Guerra Mundial foi um evento que forjou o destino das gerações seguintes, paradoxalmente as terríveis consequências dessa guerra, recebemos como herança, além do repúdio pelos acontecimentos referente ao evento, uma quantidade expressiva de tecnologia que foi desenvolvida durante o período ou em imediatamente após, portanto não exagero dizer que recebemos uma parcela da Segunda Guerra, muito embora nenhum benefício justifique a perda de milhões de vidas em uma período tão curto. E para quem ainda tem dúvidas sobre os males que esse evento quase apocalíptico trouxe, não melhor do que trazer imagens que mostrem como os homens podem ser cruéis durante uma guerra, e que mesmo separados por intervalo de mais de 7 décadas, ainda não aprendemos a não usar a guerra como instrumento de opressão. Mudamos de época, mas não de guerras. Portanto segue as imagens de guerra com ênfase em combates:
Segunda Parte: As Imagens da Guerra – Combates Parte II
Crimes de Guerra – Aliados
Vamos começar uma nova série…Crimes de Guerra.
Os crimes de guerra dos Aliados.
Não. Quando se fala em crime de guerra dos Aliados a primeira coisa que se pensa são os bombardeamento das cidades alemãs, mesmo quando toda a industria de guerra estava completamente destruída, ou pensam nas bombas de Hiroshima e Nagasaki, que ceifaram vidas civis e sua consequências foram sentidas por gerações. Referimos-nos a outros crimes, e neste post iremos detalhar alguns, que talvez para muitos, seja a primeira vez que vão sentir o que a guerra faz aos homens.
Primeira coisa, a se pensar: os EUA, Inglaterra e outros Aliados são os mocinhos! Esqueça! Leia mais historiadores de verdade! Quanto a URSS, essa nação dirigida pelo senhor Stálin, merece uma capítulo de crueldade à parte…
Nahrendorf (Hamburgo perto de 1945)
Uma semana após a descoberta do Campo de Concentração Belsen, um boato alcançou o Exército britânico, os “Ratos do Deserto”, que combatia uma resistência da SS do 18º Regimento da Divisão da juventude hitlerista, atirou em seus prisioneiros em uma aldeia vizinha de vez. O ‘Rats’ estavam engajados em uma batalha feroz com os defensores da SS, na aldeia de Nahrendorf. Lentamente, e em grupos, a SS começou a se render. Como o barulho da batalha extinguiu os moradores saíram das cavernas e encontraram os corpos de 42 soldados da SS deitado em uma cova rasa. Os corpos foram, em seguida, enterrados em um morro próximo ao cemitério vila. Cada ano, centenas de veteranos da SS visitam o cemitério para prestar homenagem aos seus camaradas caídos, dizem, que foram mortos a sangue frio sob as ordens de um “louco sedento de sangue. (Os autores são homenageados, as vítimas são esquecidas)
MASSACRE pelos norte-americanos
O massacre de Dachau: assassinato de prisioneiros de guerra alemães e entregar os soldados das SS no campo de concentração de Dachau.
No massacre Biscari, que consistem em dois casos de assassinatos em massa, as tropas dos EUA da 45ª Divisão de Infantaria matou cerca de 75 prisioneiros de guerra, a maioria italianos.
Operação Teardrop: Oito dos sobreviventes, a tripulação capturada do submarino alemão U-546 são torturados por militares dos EUA. Historiador Philip K. Lundeberg tem escrito que o espancamento e tortura de U-546 de sobreviventes foi singular e uma atrocidade motivada por necessidade interrogadores para obter rapidamente informações sobre o que os EUA acreditavam ser potenciais ataques com mísseis por submarinos alemães.
soldados americanos matando os guardas da SS em Dachau
O Campo de Concentração de Dachau, perto de Munique, foi libertado por forças dos EUA no dia 29 de abril de 1945. O primeiro a entrar no campo e enfrentar o horror era soldado de primeira classe John Degro, o olheiro da Companhia 1, 3 º Batalhão, 157 º Regimento de Infantaria, 45ª Divisão do 7 º Exército dos EUA. Antes de entrar no acampamento, as tropas haviam chegado a um comboio de trinta e nove caminhões e estacionados nos arredores do acampamento. O comboio tinha vindo de Auschwitz, na Polônia, após uma viagem de 30 dias. Os caminhões estavam cheios de cadáveres de 2.310 judeus húngaros e poloneses que haviam morrido de fome e sede. Enfurecidos, os americanos, soldados com raiva, dizimaram um grupo de guardas que foram alinhados contra uma parede.
Na sequência do massacre de Malmedy uma ordem escrita da sede do 328º Regimento de Infantaria do Exército dos EUA, datada de 21 de dezembro de 1944, declarou: Não haverá soldados pára-quedistas ou da SS que será preso, mas devem ser fuzilados. Major-general Raymond Hufft (Exército dos EUA) deu instruções a seus soldados a não fazer presos quando eles cruzaram o Reno em 1945. “Depois da guerra, quando ele refletiu sobre os crimes de guerra que ele autorizou, admitiu ele,” se os alemães tivessem vencido, eu teria sido julgado em Nuremberg, em vez deles. Stephen Ambrose relacionados” Eu já entrevistei mais de 1.000 veteranos de guerra. Somente um deles disse que disparou um prisioneiro … Talvez até um terço dos veteranos … no entanto, incidentes em que se viu outros soldados desarmados atirando em prisioneiros alemães que tinham mesmo com as mãos para cima.
Perto da aldeia francesa de Audouville-la-Hubert 30 prisioneiros alemão Wehrmacht foram massacrados por pára-quedistas dos EUA.
O historiador Peter Lieb descobriu que muitas unidades canadenses receberam ordens a não fazer prisioneiros durante o Dia D durante o desembarque na Normandia. Se esta versão estiver correta, poderia explicar o destino dos 64 prisioneiros alemães (dos 130 capturados) que não estavam entre os POW (prisioneiros de guerra) na coleta na praia de Omaha no Dia-D.
Segundo um artigo no jornal Der Spiegel por Klaus Wiegrefe, muitas memórias pessoais de soldados aliados foram deliberadamente ignoradas pelos historiadores, até agora, porque eles estavam em desacordo com a “grande geração”, a mitologia que cerca a Segunda Guerra Mundial, mas começou a mudar recentemente com esses livros como “o dia da batalha” por Rick Atkinson, onde ele descreve os crimes de guerra dos Aliados na Itália, e “D-Day: The Battle for Normandia”, de Anthony Beevor. mais recente trabalho Beevor é atualmente discutido por estudiosos e alguns deles devem estar bem provado que significa que os crimes de guerra dos Aliados na Normandia eram muito mais ampla “do que se pensava anteriormente”.
COMPORTAMENTO “doentio” de soldados americanos
Alguns soldados aliados coletavam as partes do corpo japonês. A incidência deste comportamento por parte do pessoal americano e ocorreu em “grande escala”, suficiente para preocupar as autoridades militares durante todo o conflito e foi amplamente divulgado e comentado na imprensa de guerra japonesa e americana.
A coleção de partes do corpo de soldados japonês começou no início da guerra, levando a uma ordem de setembro 1942, para tomar medidas disciplinares contra essas lembranças. Harrison conclui que, uma vez que esta foi a primeira oportunidade real de tomar tais itens (a Batalha de Guadalcanal), “Claramente, face a coleta de partes do corpo em uma escala grande o suficiente para a preocupação das autoridades militares haviam iniciado logo após o primeiro organismos vivos ou mortos japoneses foram encontrados. ”
Quando os corpos dos japoneses foram repatriados das Ilhas Marianas, após a guerra, cerca de 60 por cento estavam faltando seus crânios.
Num memorando datado de 13 de junho de 1944, o Juiz Advogado Geral (JAG) do Exército dos EUA, afirmou que “tais políticas é brutalmente atroz”, além de ser repugnante, e violam as leis de guerra, e recomendou a distribuição a todos os comandantes de uma diretiva apontando que “os maus-tratos de guerra a um inimigo morto era uma flagrante violação da Convenção de Genebra de 1929, sobre os enfermos e feridos, que, desde que: Depois de cada contratação, o beligerante que permanece na posse do campo, devem tomar medidas para cuidar dos feridos e os mortos protegê-los de roubo e maus-tratos. “
O Brasileiro é Acima de Tudo Um Forte – O Legado da FEB
Tradicionalmente o brasileiro é taxado de ter a memória curta, isso quer dizer que lhe é peculiar o pouco interesse no passado de seu país. Em vários aspectos discordamos dessa posição, contudo existem características no Brasil que nos arremata para esse tipo de pensamento, e uma delas é a FEB. Isso mesmo, a Força Expedicionária Brasileira é um assunto pouco expressado no meio acadêmico, a participação brasileira no conflito mundial de 39 a 45 é um grande território de estudo para as diversas universidades do país, muito embora o tema seja pouco valorizado, as obras e estudos que têm como área de pesquisa a mobilização, atuação, resultados e desmobilização da Força Expedicionária Brasileira são de pouquíssimos autores em comparação a outros períodos da história brasileira. Nesse cenário, a memória dos que combateram no Teatro de Operações Europeu ficou sob a responsabilidade dos filhos, netos e bisnetos dos ex-combatentes que têm lutado com a mesma garra de seus antepassados para manter viva a honra que esses combatentes conseguiram nos campos de batalha italiano. Nessa “guerra” injusta contra a ignorância histórica, o trabalho se torna mais difícil com o passar dos anos e, quando os ex-combatentes nos deixarem, as Associações estarão enfadadas ao esquecimento se não houver um mudança de atitude no trato com a memória desses homens que viram a guerra, e voltaram sob a égide da vitória para o país, mas também destinados ao abandono do governo que os enviou.
Existe um grupo de intelectuais que critica e questiona firmemente a atuação da FEB nos campos de batalha italianos, entre os quais citamos William Waack, um dos maiores jornalista que esse país possui é também autor do livro As Duas Faces da Glória, que trás uma visão jornalística das relações do Brasil com os demais Aliados, e se baseia em documentos trocados entre os ingleses e americanos juntamente com entrevistas de combatentes alemães que lutaram contra a FEB na campanha da Itália. Bem, claro que essas discussões são pertinentes e, até salutar, para o debate sobre a participação brasileira, contudo o ponto passivo entre os estudiosos e aficionados pelo assunto é a bravura dos soldados brasileiros no combate, isso deve ser o elemento central na exaltação da memória das futuras gerações. Uma divisão expedicionária que foi formada com soldados com claras deficiências físicas, com pouca ou nenhuma instrução, saídos de um exército que até anos antes tentou golpes de Estado que foram planejados e executados por membros de suas fileiras, um exército cujo último conflito de grandes proporções foi uma controversa guerra contra seu próprio povo, em uma cidade chamada Canudos, ainda no século XIX; e a FEB foi criada sob as ordens de um Estado ditatorial para lutar contra uma nação de regime semelhante, guardada as proporções. Essa divisão foi formada com soldados que, aparentemente, não foram bem vistos por seus Aliados, mas que no decorrer das missões mostrou-se ser de extrema bravura individual, lutando contra um inimigo experiente, vindos de outros fronts como a campanha russa, membros da temida Afrika Corps, um povo que estava lutando desde o final do século anterior. Nossos soldados foram viris frente a este inimigo, deixando de lado suas limitações logísticas e físicas demonstraram serem dignos da frase do grande escritor Euclides da Cunha, quando se referiu ao povo que o exército enfrentara na guerra de canudos – O nordestino é acima de tudo um forte, escreveu ele em sua obra-prima Os Sertões – no caso da FEB, não apenas o nordestino, mas o brasileiro se mostrou forte, enfrentando o seu oponente e todas as limitações, enfrentando o tempo, e o rígido inverno europeu, mesmo saído das regiões tropicais e nunca ter visto neve, lutou na neve, vencendo um inimigo árduo, o frio. Pode-se escrever livro questionando as operações da campanha, mas deveríamos escrever dez vezes mais, sobre a coragem dos febianos para deixar de legado para as próximas gerações.
Fechando o ciclo de exemplos que podemos elencar na busca pelo reconhecimento dos nossos brasileiros que lutaram em solo estrangeiro, podemos citar os 17 de Abetaia que foram cercados e mortos no ataque em 12 de dezembro de 1944 no Monte Castelo, seus corpos só foram recuperados após o ataque de 21 de fevereiro de 1945, e devido o frio extremo, todos estavam bem conservados, muitos ainda com o dedo travado no gatilho de seus fuzis, enquanto outros estavam com granadas na mão e sem o pino de segurança, morreram todos em formação semi-circular, cercados, mas face a face com o inimigo, encarando-os até a morte. Homens bravos! Brasileiros Bravos!
Escrito por Francisco Miranda - Proibido reprodução ou publicação sem autorização do autor
Stálin – Um Mentiroso Convincente – Discurso Parte II
Platão disse uma vez que os governantes nunca devem contar toda a verdade ao povo, contudo o ditador Joseph Stálin gostava de enganar o povo segundo seus interesses políticos miseravelmente, e sua forma de agir era, muitas vezes, pouco convencional. Por exemplo, no início da década de 30 o líder soviético encomendou um censo populacional e os resultados foram, para “surpresa” dos líderes soviéticos, pouco produtivos, já que população diminuiu quase 32% entre as décadas de 20 e 30, devido as execuções em massa que eram deliberamente empreendidos pelo regime socialista. Resultado? Os recenseadores foram enviados a campos de concentração e trabalhos forçados ou executado! Óbvio!!
Na segunda parte do discurso proferido pelo pouco convencional Stálin para o povo soviético lutar contra a invasão nazista, é de se pensar que a “maldosa horda fascista”, foram recebidos como libertadores em várias cidades soviéticas. Stálin tenta minimizar novamente o Pacto Ribbentrop-Molotov, como sendo um legítimo instrumento de paz entre o URSS e a Alemanha de Hitler. Mentira! O infeliz dividiu a Polônia antes da invasão alemã, considerando inclusive áreas de influência entre os países do leste europeu. E em termos mais obscuros se comprometendo em enviar tropas russas para uma possível agressão ocidental.
Mas uma coisa o Stálin tinha razão…Quando ele diz que militarmente Hitler teve vantagens no avanço em terreno soviético, mas politicamente os russos tiveram a vantagem do mundo.
Finalizando, Stálin incentiva os soviéticos a lutarem por sua liberdade, infelizmente eles não viram liberdade nem durante a guerra, nem depois dela, nem mesmo seus filhos viram a liberdade…Eles vieram saber o sentido da liberdade cívica só há alguns anos.
Parte II “O que a Alemanha fascista ganhou e o que ela perdeu, por perfidamente, rasgar o pacto e atacar a URSS? Ela ganhou certa posição vantajosa para as suas tropas por um curto período de tempo, mas perdeu politicamente, expondo-se aos olhos do mundo inteiro como um agressor sanguinário. Não pode haver dúvida, que este ganho militar de curta duração, para a Alemanha é só episódio, enquanto o tremendo ganho político da URSS é um fator importante e duradouro, que é obrigado a formar a base para o desenvolvimento de sucesso militar decisiva do Exército Vermelho na guerra contra o fascismo Alemanha. É por isso que todo o nosso valoroso Exército Vermelho, toda a nossa valente Marinha, todos os falcões da nossa Força Aérea, todos os povos do nosso país, todos os melhores homens e mulheres da Europa, América e Ásia, e, finalmente, todos os melhores homens e mulheres da Alemanha – denunciar os atos traiçoeiros dos fascistas alemães, simpatizam com o governo soviético, aprovam o seu comportamento, e ver que a nossa causa é justa e, que o inimigo será derrotado e que a vitória será nossa . Em conseqüência desta guerra que tem sido forçada sobre nós, o nosso país tem vindo a enfrentar a morte com seu inimigo mais amargo e mais astuto – o fascismo alemão. Nossas tropas estão lutando heroicamente contra um inimigo fortemente armado com tanques e aviões. Superando inúmeras dificuldades, o Exército Vermelho e a Marinha Vermelha estão abnegadamente lutando por cada centímetro de solo soviético. As principais forças do Exército Vermelho estão entrando em ação armada, com milhares de tanques e aviões. Os homens do Exército Vermelho estão exibindo valor sem precedentes. Nossa resistência ao inimigo está a crescendo em força e poder. Lado a lado com o Exército Vermelho, todo o povo soviético está levantando em defesa de nossa terra natal. O que é necessário para pôr fim ao risco que pende sobre o nosso país, e que medidas devem ser tomadas para acabar com o inimigo? Acima de tudo, é essencial que o nosso povo, o povo soviético, deve apreciar a imensidão integral do perigo que ameaça nosso país e arrematar a complacência, o descuido e a mentalidade de trabalho construtivo pacífico que era tão natural antes da guerra, mas que é fatal, hoje, quando a guerra mudou radicalmente a situação. O inimigo é cruel e implacável. Ele está aqui para tomar as terras que foram regadas com o suor do nosso rosto, para aproveitar os grãos e o petróleo que foram obtidos com o trabalho de nossas mãos. Ele está para restabelecer o primado dos latifundiários, para restaurar o czarismo, para destruir a cultura nacional e à existência como estados nacionais dos russos, ucranianos, bielo-russos, lituanos, letões, estónios, os uzbeques, os tártaros, moldavos, georgianos, armênios, Azerbaijanians e os outros povos livres da União Soviética, de germanizar eles, para convertê-los em escravos dos príncipes alemães e os barões. Assim, a questão é de vida ou morte para o Estado soviético, de vida ou morte para os povos da URSS, de que os povos da União Soviética devem ser gratuitos ou cair na escravidão. O povo soviético deve perceber isto e deixar de ser descuidada, pois eles precisam se mobilizar e reorganizar todo o seu trabalho em pé de guerra nova, onde não pode haver misericórdia para o inimigo.” Link da Parte I FOTOS:E o Pacto de Não Agressão Entre a Alemanha e a Russia se foi…
Tirem suas próprias conclusões…
Stálin realizou um discurso para a URSS no dia 03 Julho de 1941 pela Rádio, falando sobre a agressão de Hitler e conclamando o povo a resistência, invasão que acontecera em 22 junho, colocando um fim ao pacto de não-agressão. Transcrevemos parte desse discurso, acompanhada de fotos muitíssima interessantes sobre a Campanha, que para muitos foi o maior erro de Hitler. Com relação ao teor do discurso, Stálin sempre mentiu, pelo menos é a opinião de muitos; opinião essa que compartilho, mas a afirmação de que a URSS sempre foi uma nação de “paz”, deixa qualquer um, que pelo menos conhece um pouco do ditador russo com náuseas.
“Minhas palavras são dirigidas a vós, queridos amigos!
O ataque pérfido militar de Hitler na Alemanha em nossa pátria, iniciada em 22 de junho, continua. Apesar da heróica resistência do Exército Vermelho e, apesar de melhores divisões do inimigo e unidades de aéreas, e que tenham cumprido a sua condenação no campo de batalha, o inimigo continua a avançar terreno, lançando novas forças para a batalha. As tropas de Hitler conseguiram capturar a Lituânia, uma parte considerável da Letônia, e a parte ocidental da Bielorússia e parte do oeste da Ucrânia. As aeronaves fascistas estão aumentando a abrangência de suas operações. O bombardeio de Murmansk, Orsha, Moghilev, Smolensk, Kiev, Odessa, Sevastopol são um perigo grave e pode parar nosso país.
Como isso poderia ter acontecido com o nosso glorioso Exército Vermelho rendeu uma série de nossas cidades e distritos para as tropas fascistas? São as tropas fascistas alemães realmente invencíveis como os propagandistas fanfarrões fascistas estão incessantemente alardeando? Claro que não! A história mostra que não existem exércitos invencíveis e que nunca haverá. O exército de Napoleão foi considerado invencível, mas foi derrotado sucessivamente por tropas da Rússia, Inglaterra e Alemanha. O exército alemão Kaiser Wilhelm, no período da primeira guerra imperialista, também era considerado um exército invencível, mas foi derrotado várias vezes por tropas russas e anglo-francesas, e foi finalmente derrotados pelas tropas anglo-francesas. O mesmo deve ser dito do exército alemão de Hitler fascista. Este exército ainda não encontrou resistência séria sobre o do continente europeu. Somente em nosso território tem encontrado resistência séria. E se, como resultado, as melhores divisões do exército alemão fascista foram derrotados por nosso Exército Vermelho, ele mostra que o exército fascista de Hitler também pode ser e será derrotado como os exércitos de Napoleão e Guilherme.
Essa parte do nosso território foi, no entanto, apreendidos pelas tropas fascistas alemães é explicado principalmente pelo fato de que a guerra da Alemanha fascista contra a União Soviética começou sob as condições que eram favoráveis para as tropas alemãs e desfavoráveis para as tropas soviéticas. O ponto é que as tropas da Alemanha, um país em guerra, já estavam totalmente mobilizadas, e as 170 divisões que a Alemanha lançou contra a URSS e trouxeram até as nossas fronteiras, estavam em um estado de prontidão completo, apenas aguardando o sinal de passar à ação, enquanto as tropas soviéticas ainda tinham que ser mobilizadas e transferir-se para as fronteiras. De não pouca importância, a este respeito, foi também o fato de a Alemanha fascista de repente e traiçoeiramente violou o pacto de não-agressão que ela mantinha desde 1939 com a URSS, ignorando o fato de que o mundo inteiro iria considerá-la como o agressor. Naturalmente, o nosso país amante da paz, não desejando tomar a iniciativa de romper um pacto.
Pode-se perguntar: Como pode o governo soviético aceitar celebrar um pacto de não agressão com pessoas tão pérfida e demônios, como Hitler e Ribbentrop? Não era este um erro por parte do governo soviético? Claro que não! Um pacto de não agressão é um pacto de paz entre dois estados. Foi precisamente este pacto de que a Alemanha que nos é proposto, em 1939. Poderia o declínio governo soviético tal proposta? Eu acho que não é um único Estado amante da paz poderia recusar um tratado de paz com um país vizinho, mesmo que esse país seja liderado por monstros e canibais como Hitler e Ribbentrop. Mas isso, claro, apenas na condição de um indispensável que esse tratado de paz não chegou a comprometer, direta ou indiretamente, a integridade territorial, a independência e a honra do Estado amante da paz. Como é sabido, o pacto de não agressão entre a Alemanha é a URSS foi precisamente desse pacto. O que obtemos através da celebração do pacto de não agressão com a Alemanha? Asseguramos a paz por mais de um ano e meio, a oportunidade de preparar nossas forças para repelir a Alemanha fascista deve ela o risco de um ataque ao nosso país, apesar do pacto. Isso foi uma vantagem para nós e uma desvantagem para a Alemanha fascista […]”
Segue mais nos próximos posts
A Grande Guerra Em FOCO
A partir de amanhã (05/04), estaremos abrindo uma série de POSTS até o próximo dia 11/04, com pelo menos uma publicação por dia, todas relacionadas a Grande Guerra. Teremos os principais confrontos e histórias interessantes, além de fotos exclusivas de alta qualidade.
Comentem ou mandem email: blogchicomiranda@gmail.com
E para começar segue abaixo uma raridade. O modelo francês de uma dos tanques mais utilizados, o Mark V.
Guerra trouxe indústria pesada ao Brasil
Brasil foi único país latino-americano a participar da Segunda Guerra Mundial. Cerca de 26 mil brasileiros lutaram na Itália. O apoio aos Aliados trouxe uma modernização militar, mais poder na América do Sul e industrialização ao país.
A participação brasileira na Segunda Guerra Mundial foi negociada entre setembro de 1939 e agosto de 1942 com os Estados Unidos. Segundo o Centro de Pesquisa e Documentação (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, “tratou-se do fornecimento de materiais estratégicos aos Estados Unidos e da permissão para o estacionamento de tropas norte-americanas nas bases do Nordeste; como contrapartida, o governo brasileiro reivindicava financiamento para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e o reequipamento e modernização das Forças Armadas”.
Getúlio Vargas governava desde 1930 o maior país da América do Sul, com 45 milhões de habitantes. Ideologicamente, simpatizava com as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), fato que alguns membros de seu governo confirmaram em declarações públicas. Através do autogolpe de 10 de novembro de 1937, revogou a Constituição de 1934, proibiu os partidos e instituiu a ditadura do Estado Novo.
Alemanha era principal parceiro comercial
Entre 1933 e 1938, o Brasil manteve intensas relações comerciais com a Alemanha nazista, que via no regime autoritário de Vargas um parceiro ideal. Em 1938, um quarto das importações alemãs, sobretudo matérias-primas e produtos agrícolas, vieram do Brasil, enquanto o comércio brasileiro com os EUA recuou. No mesmo ano, o Brasil importou armas da Alemanha. Daí a situação começou a mudar.
A pretexto de fortalecer o nacionalismo brasileiro, Vargas proibiu em 1938 a atividade política de estrangeiros, com o que reprimiu principalmente os 800 mil imigrantes da região Sul. Estes até então haviam sido abastecidos da Alemanha com propaganda nazista, incluindo material escolar, jornais e filmes. O partido nazista no Brasil, criado em 1931 e que contava com cerca de 5 mil filiados, foi proibido, devido à participação em agitações políticas.
Doutrina Monroe e “boa vizinhança“
Após a eclosão da guerra na Europa, os EUA aumentaram a pressão, por meio da chamada “política da boa vizinhança” e ajuda financeiras, para que os países sul-americanos apoiassem os aliados. Em 1939, Washington concedeu um crédito de 70 milhões de dólares ao Brasil, mas o país inicialmente se manteve neutro.
Com a invasão da França pela Alemanha e o alastramento da guerra para o Norte da África em 1940, os EUA acordaram de vez. Além disso, Vargas assustou os Aliados em junho de 1940 com um discurso de elogio ao Eixo. “Com esta manobra, ele aproximou-se mais uma vez do III Reich para aumentar o preço de sua aliança e, com isso, elevar a ajuda esperada dos EUA”, escreve a historiadora Ursula Prutsch, do Instituto de História da Universidade de Viena.
Ajuda militar
Entre julho e dezembro de 1941, os EUA aumentaram suas ofertas militares, técnicas e financeiras. Dentro do espírito da Doutrina Monroe e da “solidariedade continental”, em fevereiro de 1941, Vargas prometeu seu apoio aos americanos, caso estes fossem atacados por um país não-americano. No mesmo ano, os EUA iniciaram o financiamento da construção da Companhia Siderúrgica Nacional de Volta Redonda, principal símbolo da industrialização brasileira.
Além disso, segundo o CPDOC, em 1942 o governo norte-americano prometeu fornecer armas e munições ao Brasil no valor de US$ 200 milhões (há autores que falam em até US$ 1 bilhão). Em contrapartida, os brasileiros deveriam vender toda a produção de materiais estratégicos – bauxita, berilo, cromita, ferro-níquel, diamantes industriais, minério de manganês, mica, cristais de quartzo, borracha, titânio e zircônio etc – para o “grande irmão” do Norte. Os EUA instalaram suas bases militares no Nordeste e, no ano seguinte, concederam uma moratória da dívida externa brasileira.
O Brasil na guerra
Isso permitiu ao governo brasileiro aumentar os gastos militares, que chegaram a representar 36,5% do orçamento federal em 1942. “Com a bênção financeira e técnica dos EUA, o Brasil pôde consolidar sua hegemonia na América Latina, sobretudo em relação à Argentina. O Brasil obteve três quartos dos investimentos militares norte-americanos na região latino-americana durante os anos de guerra”, afirma Prutsch.
Depois que submarinos alemães afundaram cerca de 20 navios mercantes brasileiros em fevereiro e agosto de 1942, o Brasil declarou guerra à Alemanha e Itália em 28 de agosto. A partir de 30 de junho de 1944, cerca de 26 mil pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foram treinados e equipados pelos EUA, incorporados ao 5º Exército norte-americano e enviados ao front na Itália. Um grupo de caça da Força Aérea Brasileira realizou 2250 operações militares. No total, 1889 brasileiros morreram na guerra, 75% deles em ataques de submarinos (cerca de 650 no front).
Para a população brasileira, o cotidiano da guerra teve duas faces: por um lado, a propaganda de guerra restringiu direitos individuais e reprimiu diferenças étnicas; por outro, a infra-estrutura, sobretudo o sistema de transportes, chegou à beira do colapso devido à escassez de petróleo. Em algumas regiões, houve também escassez de determinados alimentos, produtos industriais e gasolina, o que fez os preços dispararem. Não foi surpresa, portanto, que com o fim da guerra tenha chegado também o fim da ditadura do Estado Novo.
por Geraldo Hoffmann – dw-world
III Reich – EM CORES – LIFE
Aos olhos da imprensa internacional o III Reich fez várias iniciativas para transparecer um regime forte, organizado e de grande coesão. Por isso, toda a imprensa era convidada a participar das festividades nazistas e seus comícios suntuosos e com alto grau de culto à pátria. Segue abaixo o acervo da revista Life que durante todos os anos 30 e início dos anos 40 registrou as várias faces exibidas pela Alemanha Nazista.
Hitler era mesmo o vilão?
Quando falamos em maldade, quando desejamos personificar o que é vil, não há melhor imagem ou caricatura que represente o que existe de pior na humanidade como o rosto de Adolf Hitler. Ele, como não poderia deixar de ser, é a materialização de tudo que há de pior no homem. Claros motivos para isso não faltam. Mas a história como ciência, possui verdades ainda incompletas ou distorcidas, por isso, centralizar todas as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra
para uma única liderança, um único povo, um único regime é polarizar os crimes de todos os envolvidos. Exatamente isso, todos comentaram crimes de guerra. Sem pormenorizar o papel do regime Nacional Socialista alemão, e as realizações criminosas de Hitler, que não deixam margem para defesa, contudo suas atrocidades não foram, nem de longe, as únicas. Os crimes de guerra, as atrocidades praticadas contra civis são máculas não apenas do Eixo, eles apenas perderam a guerra, por isso receberam toda a culpa. Podemos citar entre as atrocidades cometidas pelas nações vencedoras do conflito, os bombardeios dos Aliados sobre a Alemanha, a destruição de Nagasaki e Hiroshima, A Invasão Soviética a Berlim e os estupros sistemáticos das mulheres alemãs pelo Exército Vermelho (chamado ironicamente de Exército do Povo), os campos de concentração nos países Aliados, entre eles EUA e Brasil, tudo isso devidamente minimizado no pós-conflito. Embora que, aparentemente, pareça apenas uma pequena parcela dos feitos em comparação aos nazistas, não podemos ignorar o fato de que, no esforço de guerra, mesmo as nações democráticas promoveram a perda desnecessária de vidas, ignoraram direitos básicos a homens e mulheres. Devemos entender profundamente como a humanidade, de uma forma geral, mergulhou no limite da autodestruição.
O princípio de tudo
O Pacto de Versalles foi assinado em 02 de novembro de 1918, o armistício concretizava oficialmente o fim do conflito, chamado de A Grande Guerra, que ceifou onze milhões de vidas. A Alemanha, a principal nação beligerante, se rendia a França, EUA e Inglaterra. Falando especificamente sobre a imposição das condições para a rendição germânica, o tratado assinado era uma declaração de culpa e imposição de condições meramente vingativas contra o povo alemão. Perdas de territórios e pesadas multas de guerra a serem pagas as nações vencedoras, a título de indenização e espólio de guerra, mergulhava a economia da Alemanha a uma recessão profunda. No oeste foi criado a cidade livre de Dantzig, que teria um governo autônomo, essa cidade independente ficava no meio do chamado Corredor Polonês, que cortava o território da Alemanha, e tinha como objetivo oferecer uma saída marítima para o Estado polonês. No leste, na fronteira com a França e os Países Baixos, foi criada a zona desmilitarizada do Reno.
A Alemanha sufocada e arruinada, testemunhava seu povo passar a década de vinte sob as vistas dominadoras e revoltantes. Neste clima de revolta os discursos nacionalistas caem como música para os ouvidos de um povo oprimido, que enxerga em um eloqüente ex-combatente da Grande Guerra um messias, um salvador, e com o apoio de vários setores da sociedade, lança as bases para a criação de uma partido ultra-nacionalista; nasce o Partido Nazista. Sem hesitação, podemos afirmar que a constituição social, econômica e política da Alemanha pós-Primeira Guerra é produto direto do Tratado de Versalles.
Hitler tem concorrência a altura.
Nos demais países europeus a crise econômica desencadeada em 1929, chamada de Grande Depressão, eclodiu com a
quebra da Bolsa de Valores de New York em 24 de outubro. No entanto, a União Soviética, que adotou o comunismo desde a Revolução Bolchevista, teve condições de manter um crescimento razoável, com uma política de estatização de gêneros básicos da produção russa.
As ações de Stálin no campo econômico, social e político, por sinal, eram de uma repressão digna do czarismo derrubado pela Revolução. Para consolidar-se no poder, o líder georgiano não media esforços para eliminar qualquer opositor do regime. Dentre as suas vitimas estão Trotsky, o sucessor direto de Lênin, teve que fugir para não ser executado na Rússia, infelizmente não era tão longe (?), e foi assassinado no México. Para se entender os feitos do senhor Stálin, podemos analisar os seguintes dados:
- O censo de 1937 revelou que a população havia caído em oito milhões de pessoas, por causa da coletivização forçada no campo da repressão política e das execuções;
- Entre 1937 e 1938, foram presos cerca de um milhão e meio de “inimigos do povo”. Oficialmente foram realizadas 681.692 execuções – uma média de quase mil por dia;
- Por ordem de Stálin foram executados três marechais, 14 comandantes-de-exército, 08 almirantes, 60 comandantes-de-corpos-de-exército, 136 comandantes-de-divisão, 221 comandantes-de-brigada, 11 vice-comissários de defesa, 75 membros do sovite militar e mais 528 outros altos oficiais e funcionários do setor militar. Andrei Nikolaevitch Tupolev, projetista do avião que leva seu nome e do primeiro túnel aerodinâmico russo, e Sergei Korolev, que em 1933 construiu o primeiro foguete experimental soviético movido a combustível líquido, foram presos e enviadas para a Sibéria. Também foram presos quase todos os astrônomos do Observatório de Pulkovo, os estatísticos que tabularam o recenseamento de 1937, centenas de linguistas e de biólogos, que refutaram a Linguística e a biologia “oficial”, e cerca de dois mil membros da União dos Escritores.
“Os crimes de Stalin foram denunciados por Nikita Khrutchev, durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1953, quando Khrutchev assumiu o cargo de secretário-geral do partido. Tempos depois, já como primeiro-ministro do país, ao participar de uma conferência com membros do Partido Comunista, pediu que lhe fizessem as perguntas por escrito. Uma das indagações, feita por um dos integrantes da platéia, pedia que ele explicasse por que não denunciara o terror de Stálin, quando o ditador ainda estava vivo. Vermelho de raiva, o então chefe do governo soviético gritou: “Quem fez está pergunta?”. Ninguém respondeu. Já calmo, ele prossegue: “Pela mesma razão que você não se apresenta agora; simplesmente por medo!”. Calcula-se que, de 1917 a 1953, ano da morte de Stalin, os expurgos, a fome, as deportações em massa, o trabalho forçado no Gulag e os fuzilamentos mataram algo em torno de 20 milhões de pessoas na antiga URSS.” – Ipojuca Pontes
Levando em consideração que Stálin assinou um pacto de não-agressão com Hitler (“Pacto Molotov-Ribbentrop”, assinado no Kremlin em agosto de 1939) e dividiu o território da Polônia antes mesmo de qualquer declaração de guerra. Pura covardia! Por falar em covardia, um dos acontecimentos que mais chocam os historiadores é o Massacre de Katyn, na Polônia ocupada pelo Exército Vermelho e pelos Nazistas. Um dos episódios mais torpes da 2ª Guerra Mundial, que eliminou praticamente toda a elite militar polonesa, foi perpetrado pelos comunistas soviéticos a partir de ordens expressas do Kremlin e assinadas pelo próprio Stálin. Depois do massacre, num relatório destinado ao chefe da NKVD, o sanguinário Bloktin assinalou que, junto a dois outros asseclas, equipou uma cabana com paredes à prova de som, em
Ostachkov, e estabeleceu a cota de 250 fuzilamentos por noite. Sobre o assassinato em massa, o agente relata: “Usei um avental de couro e gorro de açougueiro, matando, em 28 noites, 7 mil oficiais, portando uma pistola Walther alemã para evitar identificações futuras. Os corpos foram enterrados em vários lugares, mas 4500 do campo de Kozelsk foram sepultados na floresta de Katyn”.
Bem, finalmente poderia decorrer neste artigo um livro inteiro sobre as atividades genocidas do senhor Stálin, contudo já o fizeram (historiador Simon Montefiore, em “Stalin – a Corte do Czar Vermelho”). Os acontecimentos históricos arrematam-nos para uma reflexão sobre todos os criminosos de guerra de 1939 a 1945, não apenas os derrotados, mas também os vencedores, Os Aliados também deveriam figurar no banco de réus em Nuremberg.
Respondendo a pergunta do título: SIM, ele era, contudo não era o único.


















































