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Archive for janeiro, 2012

Os Aviões Mais Estranhos e Camuflados da Guerra!

Uma pequena amostra de aeronaves camufladas e estranhas da guerra.

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Uma Visão Alemã… Para Reflexão

Nesse post, resolvemos publicar uma quantidade razoável de fotos com a perspectiva pessoal dos militares alemães nos seus fronts. A ideia é tentarmos realizar uma análise desses soldados que, na grande maioria, estavam ali sem saber a profundidade dos acontecimentos que eles participavam, retificando a visão errada do mundo sobre a guerra do bem contra mal e colocando um olhar sobre o HOMEM, independente de sua origem ou cidadania, que sofreu, perdeu a juventude e muitas vezes tudo que tinha.

Eu acredito que a fotografia de época tenha esse poder: levar quem analisa a reflexão sobre a foto, observando expressões, equipamentos e paisagens que marcaram o mundo tão profundamente.

Convido a todos a reflexão da situação de cada homem e paisagem que ficaram registrados nessas fotografias:

Fonte: Arquivo Alemão.

O Ponto Mais Avançado das Linhas Brasileiras no Carnaval de 45.

É sábado, véspera de carnaval, e a voz do Major Henrique Oest chega do outro lado do telefone de campanha.
– Venha. A coisa está divertida. Esperamos você para almoçar.

A chuva rala que caiu durante toda a noite e transformou o cominho branco de ontem numa estrada de lama fofa é agora um aguaceiro pelado. Lembro-me das trovoadas no Nordeste, mas o pracinha de São Borja, que guia um jipe, me diz que as chuvas no Rio Grande não são como estas aqui na Itália.
– Lá é uma chuva limpa, a gente vê as coisas através dela. Aqui tudo fica escuro, como se estivesse caindo do céu água suja.

O Posto de Comando do Major Oest está exatamente a 17 quilômetros do nosso QG Avançado. É a posição brasileira mais próxima das linhas inimigas – um nariz pontudo que se intromete pelas linhas alemãs. “Um nariz cheirando as barbas nazistas”, como me explica, apontando no mapa, o tenente Turvo.

Neve e gelo são inconveniências que dentro em pouco deixarão de exisitir. As pequenas cascatas que descem dos Apeninos , e que o duro inverno havia cristalizado, começam a se dissolver e algumas já caem livres, de uma água extremamente clara, como linfas. O comaço do fim do inverno, com suas chuvas diárias que prenunciam a chegada da primavera, cobre agora tudo de uma lama grossa e escura que é o terro (e o martírio) das viaturas, que nela se atolam. Neve, agora, somente nas cristas mais elevadas das montanhas.

– Mas o inverno ainda não acabou. De uma hora para outra pode acontecer uma nevasca repentina. Acontece sempre.

Quem me diz isto é o paisano que, no meio da estrada, o jipe ia atropelando, a fumaceira artificial tirou-nos toda a visibilidade; e de minuto em minuto, como um contochão, repete-se a melopeia da guerra: os tiros da Artilharia brasileira, que rebentam próximos, e a resposta dos alemães, que respondem de suas posições já nos cumes. Os obuses dos artilheiros da FEB passam assoviando sobre nossas cabeças, e talvez não seja bem um assovio – é mais um gemido doloroso, como um grito de alguém se torcendo de dor. Conto mentalmente os segundos, e a granada explode 100 ou 200 metros além, em meio aos pequenos agrupamentos de casas de camponeses, cercadas de seus cones de feno, agora quase todas duramente atingidas pelos projéteis, nossos e deles. Pela décima ou vigésima vez ouço a advertência do PM (Polícia Militar), uma voz de paulista do interior que me chega do outro lado da barreira de fumaça:

– Os tedescos estão craqueando o caminho. Acho bom o senhor ainda depressa

Craquear é um verbo novo por aqui na frente brasileira significa algo de perigoso e incômodo: quer dizer que os alemães (ou “tedescos”, como preferem dizer os pracinhas, que já vão engrolando o seu italiano) estão castigando o caminho com obuses de canhão e granadas de morteiros, visando qualquer viatura ou comboio de abastecimento que passe por ali; ou, então, a ponte improvisada que, sobre o estreito riacho, liga as linhas avançadas à retaguarda. Mais adiante, outro PM nos previne que nosso jipe está muito próximo dos grandes caminhões que seguem à frente: “É bom manter distância. Ajuntamento pode chamar a atenção dos tedescos.” Paramos por alguns minutos, enquanto as pesadas viaturas se adiantam lá na frente. Uma granada explodiu na grama já livre da neve, bem lá na frente do pequeno e estreito vale. Um partigiano se aproxima do jipe e nos pede cigarro. É um rapaz corado e forte, metido numa roupa azul, com eu fuzil-metralhadora dependo de uma correia que ele traz no ombro direito. Pergunta para onde vamos. Responde e ele, sem pedir licença, pula para o banco de trás do jipe. Irá conosco.

Quando corremos 13 quilômetros e agora temos que deixar a estrada principal. O jipe sobre a encosta elameada aos solavancos, derrapando na lama, ameaçando atolar-se nela. O partigiano nos deis uns 500 metros antes do nosso destino, e já passa das 10 da manhã quando chegamos ao PC do Major Oest.

Ele agora traz um bigode que cai em pontas e parece ter engordado alguns quilos – ou então é o pesado uniforme (ou as várias camadas dele) que o faz assim, mais largo e mais troncudo. Leva-me por um braço para a pequena sala do andar térreo, na casa contadina, onde está reunida a sua oficialidade. E é nesta sala que escrevo agora, nesta véspera de carnaval. As paredes estão cobertas de mapas, pin-up girls e páginas de revista O Cruzeiro com história do Amigo da Onça. Há também um grande mapa da Europa, com a frente oriental toda riscada de linhas vermelhas e azuis. As setas brancas indicam avanços soviéticos: Zhukov vem por aqui, Cherniakovsky por ali.
– Você ficará por aqui alguns dias. E não adianta reclamar. Já mandei seu jipe de volta.
Não adianta reclamar: a partir de agora sou um homem isolado do mundo, preso neste PC avançadíssimo, e só sairei na próxima quarta-feira.
– Trouxe cama-rola?
– Não.
– Não há de ser nada. A gente arranja umas mantas.
Fica então acertado o seguinte programa a seu respeito: trabalharei aqui no “coração da frente”, que é o nome que deram a esta sala fumacenta e abafada, me explicam . Farei as refeições no PC da 6ª Companhia, que o cozinheiro de lá é melhor. À noite me acomodarão num dos quartos onde a Companhia tem sua sede e partilharei, ali, o reduzido espaço onde já estão aboletados o Segundo-Tenente Médico Hélio Reis Leal, de São Paulo, dois padioleiros, dois sargentos, o paisano, Massino e sua filha Inez, uma moça risonha que não deve ter mais de 16 anos.

O Major Oest me leva até a janela do lado, um reduzido buraco aberto na compacta parede de pedra:
– Olhe já para baixo e veja o que eles fizeram ontem. Mas não fique muito tempo com o rosto exposto. Podem acertá-lo.
Diviso, lá em baixo, um número sem conta de crateras abertas no chão, como feridas negras, de mau aspecto.
– Nosso carnaval começou cedo. Os tedescos começaram a atirar no fim da tarde. Morteiros e metralhadoras. A parede lá de baixo está toda pipocada. Mas em compensação não demos colher de chá. Mandamos confete que não acabava mais.
Depois o major me leva até o Capitão Joaquim da Rosa Cruz:
– Tome conta do Correspondente e o conduza até os foxholes lá em cima.
E virou-se para mim:
– Se tiver sorte poderá ver os alemães em cima das cristas.
Estamos os dois, eu e o capitão, a chapinhar sobre a lama.
– A guerra faz da gente um animal anfíbio – me diz ele. Me diz também que é de Porto Alegre, onde deixou esposa e filhos. Respondo que o carnaval do ano passado eu estava em Porto Alegre.
O Capitão responde:
– Eu também. Dançando no Clube Comercial.
Agora sou eu que digo:
– Eu também.
– Pois veja só que é a vida. Agora, neste carnaval de 45, estávamos novamente juntos. Será que estaremos no de 46?
Quem sabe? Se tal acontecer, certamente passaremos horas a comentar o instante de agora, falando deste carnaval de lama, granadas que explodem, das saudades que nos atormentam. O capitão murmura qualquer coisa que não escuto direito. Ele repete:
– Vamos fazer uma pausa para tomar folêgo, pois temos que subir até lá em cima, bem no cocuruto, onde estão os pracinhas. Vai ser uma dureza.
Respondo que guerra é guerra. Ele concorda:
– É
A última etapa é feroz: o caminho é quase vertical, de forma que para vencê-lo temos que nos segurar forte nas duas grossas cordas esticadas que, num arremedo de corrimão, descem lá do ponto mais alto. E sob nossas boras e lama tem a consistência de manteiga. Mas vamos lá.
O capitão ajeita o capacete de aço e pergunta:
– Pronto?
Depois me entrega uma das cordas, segura a outra, e lá vamos nós. A chuva continua a despencar, mas o field Jacket americano, de uma espessura blindada, e mais o esforço da subida não me deixam sentir frio. Nossas botas se enterram na lama além do tornozelo, às vezes derrapamos – e meu coração treme quando a encosta me parecer faltar aos pés. Lá embaixo, sei, é o abismo, encoberto pela fumaça.

Mas chegamos, finalmente. O capitão me explica:
– Somos aqui como uma espécie de península. Os alemães estão à nossa direita, em cima daquele morro que parece o perfil de uma mulher – está vendo? Estão também à nossa esquerda, naquela colina ali. De suas privilegiadas posições eles podem facilmente nos visar com seus morteiros e metralhadoras, mas a verdade é que nossa capacidade de fogo é maior. Não deixamos sem resposta um só tiro deles.
Aponta para um caminho estreito, do outro lado da terra de ninguém:
– Aquela estrada é vital para eles. Todas as noites eles têm que passar por ali suas viaturas, com víveres e munições. É aí que nós entramos.
Um sargento aparece, barba de dias (ou de meses), pergunta:
– É o Capitão?
– Sou eu, sim. Estou aqui com o Correspondente.
Vencemos os últimos metros e aqui estamos nas posições deste que é sem dúvida o mais ingrato setor de toda a frente brasileira, defendido pelo 6º Regimento de Infantaria. O Sargento Zózimo de Almeida, de Jacareí, São Paulo, entretém um diálogo com o capitão.
– Voltaram? – pergunta o capitão.
– Voltaram. Mas nós carregamos em cima deles.
– E a torre?
– Hoje de manhã foi alvejada com metralhadoras. Mas nós respondemos logo.
– Alguém ferido?
– De gravidade, nenhum. E dois foxholes afundaram na lama, ontem à noite. Mas já estamos cavando outros.
– À nossa retaguarda se enfileiram uma dezena de trincheiras individuais – os foxholes – e lá em cima, no ponto mais elevado do morro, há uma outra fila irregular. São simples buracos cavados no chão e que abrigam o pracinha e sua metralhadora. Há revezamento de tanta em tantas horas – os homens lá e cima trocam de posição com os homens de baixo, numa permuta que se repete durante o dia e à noite.

Lá nos foxholes mais altos – limite extremo de nossas posições em todo o setor apenino – encontramos, barba crescida, cabelos emaranhados e sobrando no capacete, pés metidos na lama, os soldados brasileiros que no momento mais próximos se encontram na linha de frente alemã. São pracinhas que neste fim de inverno vêm realizando um trabalho penoso de toda a frente defendida pela FEB. Muitos deles não tomam um banho de verdade há mais de um mês – e o sonho de todos, o imediato, é a possibilidade de passar um ou dois dias, ou mesmo apenas algumas horas, no QG Avançado do General Mascarenhas, em Porreta-Terme, situado noutro fundo de vale, a uns 30 quilômetros daqui.

Agora vamos fala da “casa dos pombos”
– Ela não é nossa nem deles – me explica o capitão. – Ou melhor, é nossa e é deles.
Ergo um pouco a cabeça, apenas uns cinco centímetros além do foxhole, e vejo-a lá embaixo, plantada no centro de vale, com o seu andar de cima deformado pelso obuses – nossos e deles. Pombos alvos como a neve passeiam tranquilos pelos escombros, beliscam aqui e ali, vão e voltam revoltados.
–  Aquela é uma casa como que à margem da guerra. Quando os tedescos querem melhorar a bóia, organizam patrulhas noturnas com o objetivo de apanhar alguns perus e galinhas que lá se encontram, às dúzias. Nós, então, contra-atacamos. Já aconteceu até que duas patrulhas, uma nossa e outra dele, encontraram-se no meio do caminho, a apenas alguns metros da casa, que continua habitada: um casal de velhos e duas mulheres, talvez viúvas. Nessa noite não se resolveu coisa nenhuma.
– O sargento Zózimo interrompe para informar que não há mais galinhas nem perus, e que os alemães agora estão caçando os pombos:
– Eles em cima dos pombos e nós em cima deles.
Voltamos pelo mesmo caminho – e a descida se torna ainda mais perigosa, como escorregar sem defesa por um tobogã. De volta, enquanto tiro penosamente as bota enlameadas, no terreiro do PC, lembro-me mais uma vez que hoje é sábado, véspera de carnaval. “Uma ano atrás eu estava em Porto Alegre e à noite dancei no Clube Comercial”, penso. E parece que escuto a voz do Capitão Rosa dizer: “Eu também”.

Fonte: Joel Silveira/Thassilo Mitke – A Luta dos Pracinhas – A FEB 50 anos depois – Uma visão diferente.

Os Capacetes da Wehrmacht na Segunda Guerra

 O capacete dos Alemães na Segunda Guerra talvez seja o mais característico símbolo desse período, tanto que seu modelo foi totalmente abolido no pós-guerra, mas que atualmente, os modelos atuais guarda algumas características dos capacetes mais famosos de todos os tempos.

Modelo de Transição

Modelos de Transição

Modelos utilizados pelas tropas SS ainda na primeira metade da década de 30. É conhecido como modelo transacional e são oriundos dos modelos da guerra M1916, M1917 e M1918, recebendo nova pintura e decalque do escudo Partido Nacional Socialista. Esses modelos foram usados largamente ainda no período da Guerra, e substituídos totalmente até 1941.

M1935

M1935

Capacete que recebeu um decalque especial com pintura interna e externa fosca na cor verde, tendo um nível médio de textura para evita o brilho. Capacete apresenta marcas de fabricação que indicam que sua produção aconteceu entre 1939 a 1939.

M1940 Duplo Decalque

Capacete muito raro foi produzindo por um período muito curto, já que a regulamentação dos decalques forçou que ele fosse retirado para alterações. Observa-se fotos de soldados na linha de frente utilizado esse capacete, mesmo depois que o mandado de recolhimento ter sido expedido, estima-se que apenas uns milhares de capacetes com essa formação tenham sido produzidos e hoje é desejado por colecionadores.

M1940 Único Decalque

Capacete com decalque único fabricado pela empresa Quist, indicado pelo “Q66” na borda interior.

M1942

Capacete padronizado com padrão único. Fabricado na cidade de Lauter.

Todas as fotos são produtos registrados de – http://www.german-helmets.com

As Comunicações na Segunda Guerra

Aparelho Celular? Não, mas a comunicação rádio frenquência já existia e foi largamente usada na Segunda Guerra, contudo os velhos pombos não deixaram de ser empregados, um modo fácil e eficiente de comunicação, principalmente para unidades isoladas. Vamos vislumbrar um pouco mais com os equipamentos mais modernos que a Segunda Guerra presenciou.

Soldado utiliza um walkie-talkie, aparelho inovador na guerra

Outro Pombo de Comunicação - O Momento do voo

A alimentação da FEB nos campos da Itália

Artigo enviado pelo nosso amigo e colaborador Rigoberto Souza Júnior sobre a alimentação da tropa brasileira na Itália.

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Às vezes imaginamos como os nossos Pracinhas se alimentavam durante o período em que enfrentaram as agruras da guerra, além do impiedoso inverno europeu no final de 1944, uma situação completamente inusitada para a maioria dos nossos soldados.

Ao contrário do que se pode pensar a alimentação distribuída ao contingente da FEB, foi orientada por médicos e cientistas americanos, pois a saúde dos nossos soldados eram tido como fator preponderante para o sucesso nos combates que iriam ser travados com um exército profissional, que já tinha enfrentado muitas outras batalhas.

A alimentação distribuída à Força Expedicionária Brasileira era quase toda de origem norte americana, o que no início trouxe algumas reclamações, não só por parte dos praças, como também pelo oficialato, que invariavelmente que sentiam falta da dupla feijão e farinha de mandioca, achavam pouca a quantidade de arros que era servida, não gostavam do molho de tomate, nem do milho, nem dos temperos utilizados, nem tampouco dos frios e embutidos, que os americanos adoravam, e que não eram comuns em nossa alimentação. Grande parte dos alimentos vinham desidratados, como abóbora, batata, cenoura, ovo, e o café era sem cafeína, mas em compensação os doces oferecidos eram maravilhosos, frutas em calda, além de termos sempre galinha ou peru, servidos quentes.

Com a passar dos dias, os nossos soldados passaram a ficar mais corados, e se fortaleciam a olhos vistos, seus corpos ficavam visivelmente mais fortes, apesar do trabalho árduo que foram  impostos pelas batalhas, pelas noites sem dormir nas patrulhas constantes.

De acordo com a estação do ano, a alimentação era mais ou menos  calórica, visando não deixar que os soldados ficassem ou fracos demais, nem engordassem o que dificultaria seu deslocamento naquele terreno tão acidentado. No inverno por exemplo, notava-se que recebiam uma quantidade maior de queijo e manteiga e, nos ataques eram empregadas um tipo de ração que um indivíduo pudesse transportar, que fosse leve e que ele mesmo pudesse preparar.

Dentre estes princípios, eram fornecidas à nossa tropa quatro tipos de ração: “Tipo K”, “Tipo C”, a “Tipo 10 por 1” e a “Ração quente”, que eram assim constituídas:

1 – Ração K que era subdividida em 3 caixas: uma para o café da manhã, outra para almoço     e outra para o jantar, e cada caixa tinha aproximadamente o tamanho de um tijolo (daqueles     antigos, sem furos), e que para exemplificar continha: Bife de carne de porco, 6 biscoitos, sopa de vegetais desidratados, uma barra de     chocolate(aproximadamente 60 gramas), dois chicletes, três cigarros, seis fósforos e papel     higiênico.  Pelo seu pouco peso, esta ração era utilizada nos ataques pois o soldado a     carregava com extrema facilidade, e servia para um dia completo de alimentação.

2 – Ração C que se constituía  de duas latas por indivíduo, sendo uma mais leve, contendo     por exemplo: quatro bolachas, dois cubos de açúcar, quatro caramelos de leite , cinco gramas     de café em pó, papel higiênico, cigarro, desinfetante para água(para combater a cólera),     fósforos e chicletes.

A outra lata, com alimentação mais rica em calorias, poderia conter carne de porco com     feijão branco, carne com macarrão, ou galinha com batata, etc. Esta ração era empregada     para alimentar as tropas em locais de difícil acesso, em virtude das péssimas condições das estradas, devido à topografia do terreno ou por se localizar sob observação da tropa inimiga.

3 – Ração 10 por 1 era um conjunto de alimentos para um dia de comida, para ser consumida por 10 pessoas, e era constituída por um certo número de pacotes e latas que vinha num pequeno caixote de madeira, que poderia ser assim repartida:

Suco de laranja                Suco de grape-fruit
Bife                                   Carne e arroz
Milho                                Tomate
Biscoitos                           Biscoitos
Doce                                 Caramelos de leite
Café                                  Chocolate em pó
Açúcar                             Açúcar
Pudim de ameixa           Doce de leite

Além destes itens, ambas possuíam também: quatro cigarros, seis fósforos, desinfetante para     água, papel higiênico e dois chicletes.

   Outra informação importante que deve-se frisar é que sempre que possível a alimentação fornecida à tropa era quente, como a que foi servida logo que foi possível após o ataque em que a FEB conquistou o tão famigerado Monte Castelo.

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B17 – A Fortaleza Voadora do Reich?

 Alguns aviões foram capturados durante a guerra pela Alemanha e retornaram ao serviço ativo, só que desta vez lutando sob a insígnia do Reich. Várias aeronaves foram capturadas, vamos ver apenas os exemplos do B-17 a Fortaleza Voadora do Reich!

B-17F-27-BO “Wulf Hound”
Primeira aeronave capturada pelos alemães o B-17F-27-BO “Wulf Hound” (41-24585) de 360BS 303BG “Hell`s Angels “. Danificado por caças alemães durante bombardeio de 12 dezembro 1942, e fortemente danificada durante voo de retorno por Bf 110 da NJG 1. O Piloto do B-17 o Tenente Flickinger foi forçado a aterrar em Leeuwarden aeródromo na Holanda. O avião foi reparado e dois dias mais tarde (depois de adicionar a insígnia alemã) com cobertura de dois Bf 110 voou para Rechlin. Aeronave foi testada e mais tarde foi incorporada ao serviço ativo na Alemanha e na França, em unidades de combate diferentes. Os pilotos poderiam conhecer os pontos fortes e fracos da Fortaleza Voadora. O avião foi exibido no aeródromo de Larz, em 12 de junho de 1943, durante a exposição de aviões Aliados capturados. Juntamente com B-17F e outros aviões, como B-24, P-47D, P-51, P-38, Avro Lancaster, DH Mosquito, Typhoon e Spitfire foram exibidos. “Wulf Hound” voltou a Rechlin em julho de 1943, e foi utilizado em testes com planadores DFS 230.

B-17F-85-BO “Dancer Flak”
Segundo B-17 em mãos alemãs B-17F-85-BO “Dancer Flak” (42-30048) de 544BS 384BG. Avião pilotado pelo tenente Dalton Trigo realizou pouso forçado no aeródromo de Laon, na França.

B-17F-90-BO “Down e Go!”
B-17F-90-BO “Down and Go!” certamente foi um avião amaldiçoado. Problemas com avião pilotado pelo tenente Ned Palmer começaram logo após a decolagem. Ambos os motores falharem. Tripulação queria bombardear a Alemanha e voou em frente. Pouco antes da chegada houve um superaquecido em outro motor e foi desativado também. Mas eles seguem o curso sobre a Suécia, contudo avião pousou em campo de exercício da Wehrmacht em Avedøre Holme, na Dinamarca. O avião foi cercado por soldados alemães.

B-17F-100-BO “Miss Nonalee II”
Última B-17 capturado pelos alemães em 1943 B-17F-100-BO “Miss Nonalee II” (42-30336) de 548BS 385BG. Este avião, pilotado pelo tenente Glyndon G. Bell, foi danificado 9 de outubro de 1943 durante o bombardeio executado em Anklam (Prússia Oriental). A tripulação decidiu ir para a Suécia, mas eles calcularam errado o voou para a Dinamarca. Todos os membros da tripulação, exceto o piloto saltaram e foram pegos pela polícia dinamarquesa que colaboravam com os alemães. Tenente Bell fez pouso forçado perto em Varde, Dinamarca a Resistência dinamarquesa conseguiu encontrar o piloto antes das forças locais e conseguiram leva-lo para a Suécia.

B-17G-25-DL
Primeiro B-17 capturados em 1944 foi B-17G-25-DL (42-38017) de 349BS 100BG “Bloody Hundredth”. Avião pilotado pelo tenente John G. Grossage foi danificado 03 de março de 1944. Após a perda de um dos motores e com um membro da tripulação ferido seriamente, o piloto decidiu voar para a Suécia, mas o erro de navegação e o avião pousou em Schlezwig-Jagel aeroporto no Norte da Alemanha.

B-17F-115-BO “Phyllis Marie”
B-17F capturado pelos alemães B-17F-115-BO “Phyllis Marie” (42-30713) de 568BS 390BG. O avião foi capturado 08 de março de 1944 após o desembarque no Vaerlose, na Dinamarca.
B-17G-10 VE-
B-17 capturado em 09 de abril de 1944 pelos alemães foi B-17G-10-VE de 731BS 452BG.

B-17 no Kampfgeschwader 200
Todos os B-17 (excluindo “Miss Nonalee II”) foram transferidos para 200 KG – Unidade especial da Luftwaffe. Todos os Aviões receberam as insígnias alemãs e o da Unidade e camuflagem noturna especial. Os alemães acrescentaram alguns equipamentos: altímetro barométrico ASI e radioaltimeter FuG 101. Os pilotos alemães ficaram maravilhados, porque a “Fortaleza” era um avião formidável. Eles voaram por toda parte: União Soviética, Polônia, Grécia, Itália, França, Bélgica, Holanda, Irlanda e até a Palestina e África! Todos os aviões possuíam o status de ultrassecreto, nem mesmo era do conhecimento de toda a Luftwaffe sua existência e seus alvos em missão eram do conhecimento apenas do piloto e do navegador. Servir no KG- 200  era muito perigoso – os primeiros aviões foram perdidos 15 de maio e 27 junho de 1944 durante missões de combate. Outro avião fortemente danificado em 19 de novembro de 1944 o B-17 “Down e Go!” que foi destruído durante uma missão na fronteira entre a Espanha e França. Um B17 pilotado pelo piloto Knappenscheider Pechmann explodiu logo depois da decolagem e todos a bordo foram mortos. Último avião perdido durante a guerra ocorreu 2 de março de 1945. Avião decolou do aeródromo 11:08 Stuttgart-Euchterdingen com 8 membros da tripulação, nove agentes e três contêineres com equipamentos. Quando o avião voltava para a base foi abatido por um avião britânico de combate noturno. Parte da tripulação saltou com paraquedas.

O 1º Desertor da F.E.B – Um Herói!

 Esse depoimento foi escrito pelo então Coronel Floriano de Lima Brayner, Chefe do Estado Maior da Força Expedicionária Brasileira, e nos mostra um fato curioso sobre o Embarque do 1º Escalão para a Itália.

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O General Mascarenhas de Morais desencadeou a operação “embarque” que importava lançar o Grupamento nº 1 (1º R.I.) para Santa Cruz, onde estacionaria como se estivesse embarcado; o Grupamento 11º (11º R.I.) para o Recreio dos Bandeirantes, com o mesmo objetivo: finalmente, o Grupamento nº 6 (6º R.I) para o embarque real.

Vinte e quatro horas depois entrava no porto do Rio de Janeiro o poderoso transporte “General Mann”, super-artilhado, com alojamento para 6.000 homens. Atracou no Armazém 2 do Cais do Porto, abriu os portões do embarque, e às 21 horas dessa jornada de 30 de junho começou a “engolir” os 6 mil homens do 1º Escalão de Transporte. Mascarenhas, cuja bagagem já estava embarcada, presidiu todos os detalhes da operação, com serenidade e a costumeira energia. Como Comandante da Área de Embarque, eu o assessorava em todos os momentos.

Presentes e extremamente atentos, dois generais americanos, vindos especialmente para presenciar o embarque, eram assessorados pelo General Kröner, Adido Militar dos Estados Unidos. Em dado momento, algo inesperado aconteceu: uma patrulha de Fuzileiros Navais que fazia a Segurança da Área de Embarque, encontrou um soldado expedicionário escondido. Leva-o imediatamente à presença do Grupo de Autoridades presentes, com grande desgosto para o nosso Comandante que não teve meias-palavras para invectivar aquele que considerou o desertor nº 1 da F.E.B. O homem ouviu a torrente de insultos de cabeça baixa, sem esboçar a mínima reação. A mesma patrulha levou-o até a escotilha de embarque, entregando-o ao oficial que fiscalizava a entrada dos homens. Algum tempo passado, uma escolta de bordo bem à presença das autoridades, com o pretenso desertor, declarando, de Ordem do Ten.Cel. Motta, que dirigia a operação dentro do navio, que o homem não pertencia a nenhuma das unidades embarcadas! Surpresa Geral. Emoção. A informação dizia  que o homem não era tipicamente um desertor. Ao contrário; ele estava ali para tentar o embarque como clandestino, de vem que a sua unidade – Um Grupo de Artilharia – estava na Vila Militar e só embarcaria no 2º Escalão.

E porque esse interesse em seguir com o 1º Escalão?
Simplesmente por motivo sentimental. Um companheiro e conterrâneo da cidade mineira, amigo de família, seguia no 1º Escalão.
Ao partirem de sua cidade para se incorporarem à F.E.B. trocaram juramentos perante seus pais, de que zelariam sempre, um pelo outro. Naquele momento, quando as circunstâncias iriam os separar – um seguia no 1º Escalão, enquanto a unidade do outro permaneceria no Rio, o peso do juramento prevaleceu, e ele aproveitaria a confusão dos últimos momentos e entraria no navio, para esconder-se e só aparecer quando estivesse ao largo e aceitassem o fato consumado, de um clandestino que não seria devolvido. Um plano simplista, ingênuo e convincente. Os Chefes militares reunidos ali, ouviram-no conta com desembaraço, a proeza frustrada e, mais do que isso, o apelo veemente, em tom dramático, para que o deixassem seguir com seu companheiro, da cidadezinha mineira. O Gen. Mascarenhas que tivesse expressões candentes ao classifica-lo como 1º desertor da F.E.B., só faltou-lhe pedir desculpas, censurando-o, todavia por ter permanecido silencioso quando verdadeiramente insultado e ofendido nos seus brios.

Afinal de conta o homem era mais herói do que covarde!

Fonte: Brayner, Floriano de Lima –  Recordando os Bravos, Civilização Brasileira – São Paulo, 1977.

Os Estrangeiros Voluntários da Alemanha na Segunda Guerra

Voluntários dos EUA na SS

Alguns cidadãos dos EUA foram membros da Waffen-SS, mas nenhuma unidade foi inteiramente composta de voluntários americanos ou nunca foi completada (apesar de algumas afirmações sobre uma “American Free Corps” ou “George Washington Brigade”). De acordo com dados da SS cinco cidadãos dos EUA serviram na Waffen-SS até maio 1940, mas depois dessa data não há mais números disponíveis.

Segundo Tenente Martin James Monti (nascido em 1910 em St. Louis de um pai italiano e mãe suíço-alemã) em outubro 1944, viajou de Karachi a Nápoles (através de Cairo e Trípoli), onde roubou uma aeronave de reconhecimento(foto reconhecimento versão do P-38) e voou para Milão. Lá, ele se rendeu, ou melhor, desertou, para os alemães e trabalhou para uma emissora de propaganda (como Martin Wiethaupt) antes de entrar para a Waffen-SS como SS-Untersturmführer na Kurt Eggers SS-Standarte. No final da guerra, ele foi para o sul da Itália, onde se entregou para as forças americanas (ainda usando seu uniforme SS) alegando que tinha sido dado a ele por guerrilheiros. Ele foi acusado de deserção e condenado a 15 anos de trabalho duro. Esta sentença foi logo comutada e ele foi reintegrado a Força Aérea, mas em 1948 ele é licenciado e preso pelo FBI, depois de descoberto que ele era Martin Wiethaupt. Desta vez é acusado de traição e recebe condenação de 25 anos no ano seguinte. Ele estava em liberdade condicional em 1960.

Peter Delaney (aka Pierre de la Ney du Vair), natural de Louisiana e um SS-Haupsturmführer da Eggers SS-Standarte Kurt, que se acredita ter servido na Légion des Volontaires Français (LVF). Ele conheceu Monti e, provavelmente, facilitou a entrada do mesmo na Waffen-SS. Delaney foi morto em 1945.

Pelo menos oito voluntários americanos são conhecidos e terem morrido em ação pela Alemanha.

Numerosos alemães étnicos que nasceram nos EUA serviram na Wehrmacht, por exemplo Rickmers Boy, que nasceu em Nova York e ganhou a Cruz de Cavaleiro, como parte de 320 Divisão de Infantaria, em 26 de março de 1943.

Nenhuma tentativa real foi realizada pelas autoridades dos EUA para investigar o assunto e mapear os voluntários no pós-guerra, ao contrário, por exemplo, dos esforços britânicos.

Fonte: Axis History

Viajando Pela Itália da Segunda Guerra!

 Recebemos uma quantidade excelente de fotos dos campos de batalha da Itália, mas com outras fotos tiradas no mesmo ângula da atual Itália. Impressionam pela qualidade! É realmente uma viagem no tempo.

 Temos os detalhes e locais de cada foto, mas vamos ter uma certo trabalho para postar, por enquanto, vamos publicar apenas vinte fotografias e, posteriormente, as próximas terão mais detalhes.

Fallschirmjägers – Os Paraquedistas Alemães!

Antes da eclosão da guerra, os soviéticos realizaram uma demonstração de manobras aerotransportadas para uma delegação de oficiais alemães, incluindo Herman Göering. Göering ficou tão impressionado com o potencial das tropas aerotransportadas que imediatamente ordenou a formação de uma força com essa especialização na Alemanha. Na primavera de 1935 (março-abril), Göring transformou a Landespolizei Göring em um regimento aerotransportado, dando-lhe a designação de Regimento Göring (RGG). Em 01 de abril de 1935 a unidade foi incorporada à recém-formada Luftwaffe. Göring também ordenou que um grupo de voluntários realizassem testes e treinamento de paraquedas. Estes voluntários formariam um núcleo Fallschirmschützen Bataillon (“batalhão de soldados paraquedistas”), que seria uma futura Fallschirmtruppe. Em janeiro de 1936, 600 homens e oficiais formaram o primeiro RG Jager Batalhão /, e a Unidade de Engenheiros RG 15. Oficialmente inaugurado em 29 de janeiro de 1936 com uma ordem de chamada de recrutas para o treinamento com paraquedas na Escola de Treinamento localizado 96 km a oeste de Berlim. A escola foi aberta com curso de salto para formação de uma tropa de paraquedista e recebiam militares da ativa e da reserva da Luftwaffe. Sargentos, oficiais e praças da Luftwaffe tinham que concluir com êxito seis saltos a fim de receber o emblema Parachutist Luftwaffe.

Durante a guerra, a Luftwaffe formou uma série de unidades Fallschirmjäger. A Luftwaffe construiu uma divisão com três regimentos Fallschirmjäger mais unidades de apoio e meios aéreos, conhecida como 7ª Divisão Flieger.

Unidades Fallschirmjäger participaram da primeira invasão aérea sobre a Dinamarca em 09 de abril de 1940. Na madrugada da Operação Weserübung, eles atacaram e tomaram o controle de Base Aérea de Aalborg, que desempenhou um papel fundamental atuando como uma estação de reabastecimento para a Luftwaffe na subsequente invasão da Noruega. Atacaram e tomaram as pontes ao redor de Aalborg. Outros ataques aéreos durante a Batalha da Dinamarca também foram realizadas, incluindo uma fortaleza na ilha Masnedø.

A próxima operação da Fallschirmjäger foram os ataques aéreos durante a Campanha da Noruega, pela primeira vez durante os estágios iniciais da invasão, quando os regimentos Fallschirmjäger capturaram a importante base aérea de Sola, Os Fallschirmjägers também encontraram sua primeira derrota na Noruega, quando uma companhia foi lançada sobre a vila e o entroncamento ferroviário de Dombås em 14 de abril de 1940 e foi quase totalmente destruída pelo Exército norueguês durante uma batalha de cinco dias.

Mais tarde na guerra, os ativos da 7ª Divisão Fallschirmjäger foram reorganizadas e usadas como o núcleo de uma nova série de divisões de infantaria de elite da Luftwaffe, numerados em uma série que começa com a 1ª Divisão Fallschirmjäger. Estas formações foram organizadas e equipadas como divisões de infantaria motorizadas, e muitas vezes, desempenhando um papel de “bombeiros” na frente ocidental, atuando em pontos críticos da frente. Seus militares eram frequentemente encontrados no campo de batalha como Kampfgruppen, ou unidade de pronto-emprego, destacada de uma divisão ou organizados a partir de diversos ativos disponíveis. De acordo com a prática padrão alemão, essas unidades eram conhecidas pelos nomes dos seus comandantes.

Depois de meados de 1944, os Fallschirmjägers não eram mais treinados como paraquedistas, devido às realidades da situação estratégica, mas manteve o Fallschirmjäger honorífico. Perto do fim da guerra, as unidades Fallschirmjägers não eram mais que uma dúzia.

Assalto a Eben Emael, a invasão de Creta
Em 00.43 horas no dia 10 de maio de 1940, sob o codinome de Granite Group, 42 planadores deixaram suas bases em Colônia para começar o primeiro grande ataque aéreo sobre os países baixos como parte da operação Gelb alemão. Os planadores carregando 493 tropas Fallschirmjäger foram designados para tomar e manter as pontes em Veldwezelt, Vroenhoven e Canne na Bélgica e na fortaleza de Eben-Emael.
Esta fortaleza era supostamente inexpugnável, porém com o elemento surpresa da operação, o planador, deu o desembarque e precisão, chegando diretamente no topo do forte pegando os defensores completamente de surpresa. Nove planadores realizaram um desembarque de tropas rápido alcançando seus objetivos e conquistando e destruindo bunkers de artilharia belga usando uma mistura de carga explosiva carregados em mochilas e cargas de demolição.
Os defensores da Bélgica foram dominados e os Fallschirmjägers rapidamente alcançaram todos seus objetivos contabilizando apenas 06 mortos e 19 feridos. Os belgas sofreram 60 mortos e 40 feridos com mais de 1000 prisioneiros.

O exército alemão decidiu invadir Creta para consolidar a estratégica no Mediterrâneo. Assaltos anfíbios foram descartados, já que os alemães não tinham superioridade nos mares na época, então um plano foi elaborado por um ataque direto utilizando tropas aerotransportadas na ilha. Infelizmente para os alemães, os Aliados tinham quebrado seus códigos e foram avisados da invasão planejada até os menores detalhes.

A invasão começou às 08h00min no dia 20 maio de 1941 com pequenos saltos de tropas aerotransportadas ao redor do campo de aviação em Maleme. A espera batalhões da Nova Zelândia atingiam as tropas antes deles caíram em seus paraquedas e interceptando os planadores. Na primeira onda de Fallschirmjägers perderam 400 dos 600 homens que saltaram. Os sobreviventes tomando posições no “vale da prisão”. Os civis de Creta começaram a roubarem dos alemães mortos suas armas e as caixas de armas e suprimento de apoio, dando assistência aos Aliados.

Mais tarde outros desembarques em Rethimnon às 04h15min e outro em Heraklion às 05h30min. Como antes, os defensores Aliados estavam esperando por eles e infligiu pesadas baixas.

Os alemães conseguiram romper o cordão de defesa ao redor de Heraklion, no primeiro dia, apreendendo as barracas gregas na borda oeste da cidade e capturaram as docas, os gregos contra-atacaram ambos os pontos e recapturaram. No dia seguinte, Heraklion foi fortemente bombardeada. As unidades foram gregas foram atacadas e assumiram uma posição defensiva na estrada de Knossos. Quando a noite caiu, nenhum dos objetivos alemão tinha sido garantido.

Na noite de 20 de Maio, os alemães lentamente avançavam contra os neozelandeses do Morro conhecido por 107, que dava para o aeródromo. Os comandantes alemães na ilha de Creta decidiram jogar tudo para o setor Maleme no dia seguinte. Depois de várias tentativas das tropas Fallschirmjäger, conseguiram tomar o morro e isso foi a tábua de salvação, permitindo que aviões de transporte começassem a operar no aeródromo em Maleme, embora este estivesse sob pesada fogo de artilharia.

Os Tanques Mais Estranhos e Destruidores da Primeira Guerra

 É fato que o avanço tecnológico de 30 anos é incrível, levando em consideração o século XX, claro! E se analisarmos do ponto de vista dos tanques de guerra é visível às transformações que aconteceram entre a utilização do Tanque Mark I para o M1. Então, para que possamos enxergar essa visão, vamos dar uma olhada nessa sequência de fotos de diversos tanques de combate da Grande Guerra, que encerraram seu ciclo de vida nesse período, mas abriu espaço para a nova Cavalaria Mecanizada que estava por vir.

Símbolo da Paz? Que nada! Acreditem esse era o sistema de Comunicação do Tanque!

Fonte: http://www.strangemilitary.com/

A Memória dos Heróis Mortos Largado ao Esquecimento!

No ano passado, realizamos uma pesquisa para descobrir se Pernambuco teria algum monumento que fizesse referência a Força Expedicionária Brasileira, já que, tradicionalmente, Pernambuco é um Estado repleto de monumentos, esculturas, placas, marcos e edificações que referenciam seus inúmeros mártires.

Iniciamos a pesquisa com o direcionamento e a ajuda de Rigoberto Souza que identificou duas homenagens que estão bem registradas na ANVFEB-PE. A primeira, uma placa inaugurada no Monte Guararapes pelo próprio Marechal Mascarenhas de Moraes na década de 50, e que teve um grande significado, já que nesse local, na cidade de Jaboatão de Guararapes, ocorreu a Batalha dos Guararapes, considerado pelo Exército Brasileiro como um marco de criação da Força Terrestre. Infelizmente essa placa foi retirada do local e atualmente está no Rol da Associação. A Segunda é um Monumento em estilo moderno, lembrando o estilo de construção que Oscar Niemayer utilizou em Brasília, e cujo a grandiosidade destoa de outras construções no principal parque da cidade de Recife, o Parque 13 de Maio, que, por acaso, também foi o local onde se anunciou ao povo pernambucano o início da Segunda Guerra.

Para pesquisar o monumento à FEB, resolvemos seguir para o Arquivo Público de Pernambuco, onde há vários registros e jornais de época que podem explicar como ocorreu a concepção desse projeto. Encontramos registros  no principais jornais da cidade que circularam no dia 13 de março de 1971, onde se destaca a Inauguração de um Viaduto no bairro do Espinheiro, na Rua João de Barros, e um Monumento em Homenagem aos pernambucanos mortos na Itália, essa honraria foi realizada pela Prefeitura da Cidade do Recife sob a gestão do então Prefeito Geraldo Magalhães.

O Monumento inaugurado contou com a presença da Associação dos Ex-Combatentes da FEB e a presença de militares do IV Exército, além de autoridade civis e eclesiásticas. Por ocasião houve uma missão em homenagem aos mortos e o descerramento das placas alusiva seguido do desfile de tropas e dos ex-combatentes .  As placas estavam registrados o seguinte:

1 – Homenagem do Prefeito Geraldo de Magalhães Melo e do povo do Recife aos integrantes da FEB, 13/III/1971.

2 – “Aquele que morre por seu país, serve-o mais em um só dia do que os outros em toda vida” (Péricles).

3 – Homenagem aos pernambucanos que deram a vida em holocausto à pátria na Segunda Guerra Mundial:

2º Tenente Manuel Barbosa da Silva,

2º Sargento Severino Taborda de Freitas,

3º Sargento José de Souza,

Cabo Hermínio da Silva,

Cabo Otávio Araújo,

Cabo Waldemir Holder,

Soldado Joaquim Lira,

Soldado José Barro.

Atualmente esse monumento encontra-se abandonado, quando visitamos a local, as pessoas responsáveis pela manutenção não souberam dizer do que se tratava essa grandiosa obra, se limitando a dizer que: “era alguma coisa do Exército”. Procuramos a administração do Parque 13 de Maio, que também nada acrescentou. Perguntamos a algumas pessoas que estavam no local que frequentam o Parque, mas não sabiam de nada. Um das razões disso é que as placas foram retiradas do local, e ninguém sabe informar se foram retiradas pela prefeitura ou simplesmente roubadas.

Para finalizar observamos que esse acontecimento é uma prova material do descaso com que a História do nosso povo a jogado na obscuridade da ignorância. Pior que tudo, jogamos ao relento a memória e o sacrifício de 12 pernambucanos que morreram lutando pelo seu país seu país, sem qualquer cerimônia esquecemos que esses brasileiros deram sua vida, assim como Frei Caneca e outros mártires pernambucanos entregaram suas vidas por uma causa.

 Outras Fontes: Carlos Bezerra Cavalcanti, O Recife – Um Presente do Passado.

Fotos RARAS do Acervo da ANVFEB-PE.

Formatura com a presença em peso dos Ex-Combatentes

Convite para Inauguração

Informações sobre a Inauguração

Não há qualquer indicação da origem, apenas depredação!

Os Heróis MORTOS PELO SEU PAÍS E ESQUECIDO POR ELE!

MG .30 Alemã – “A Lourdinha” para os Brasileiros

Apelidado pelos brasileiros que lutaram na Itália de “Lourdinha”, em homenagem a esposa de Cabo do 1º RI que não parava de falar um segundo. A MG .42, é uma variação da MG .30. A Maschinengewehr 30 ou MG30 é um projeto original da Alemanha, mas nesse período o país estava proibido de ter armas desse porte, e acabou tendo sua produção realizada a partir da Áustria e Suíça, mas seu designer foi amplamente alterado e suas evoluções foram amplamente utilizados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Essa arma mortífera foi a base de inspiração de várias armas modernas.

As fotos mostram a .30 e suas variações

Os Cães da Segunda Guerra

Eles lutaram como soldados e morreram como civis, sofrendo suas dores e morrendo junto com seus donos, mas nunca deixando-os sozinhos!

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Fonte: TIME

Todos os Uniformes do Exército Vermelho na Segunda Guerra – Parte II

Continuação de excelente série de identificação dos uniformes do Exército Vermelho.

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O Teatro do Pacífico e Toda a sua Destruição

No início de dezembro publicamos um artigo que tinha como título uma pergunta:  Teatro de Operações do Pacífico – O Pior da Guerra? Esse tipo de pergunta é aquela que não há uma resposta conclusiva. Todos estão certos, todos os fronts foram terríveis, principalmente para aqueles que lutaram. A FEB lutou em dois períodos distintos e, para uma tropa saída dos trópicos, podemos afirmar que lutou bravamente no frio. Mas o Pacífico tem algumas peculiaridades tenebrosas, além das doenças tropicais, do isolamento a qual as tropas eram submetidas e das constantes alterações de terreno que as tropas tiveram que lutar contra um inimigo que, diferentemente de outros povos, lutava por um semi-deus que possuía pleno poder sobre a lealdade do soldado! Não creio que esse conjunto de fatores torna o PIOR dos Fronts, mas torna-o diferente, em uma guerra diferente!

 Estamos publicando a melhor, na nossa humilde opinião, coleção de fotos sobre o Teatro de Operações do Pacífico, não apenas pela sua dramaticidade, mas principalmente pela coragem dos fotógrafos da Associated Press por serem um soldado junto com a tropa ou estarem em um avião ou um navio realizando um registro que hoje fascina, mas que amedrontou o mundo naqueles anos de profunda tristeza para a humanidade.

Quatro transportes japonês, atingidos por dois navios de superfície e aeronaves americanas. Encalhados e queimando em Tassafaronga, a oeste de posições em Guadalcanal, em 16 de novembro de 1942. Eles faziam parte da força enorme de embarcações em 13 de novembro e 14. Somente estes quatro chegaram Guadalcanal. Eles foram completamente destruídos por armas de fogo de artilharia dos navios, e de aeronaves.(AP Photo).

Seguindo a tampa de um tanque, a infantaria americana assegura uma área em Bougainville, Ilhas Salomão, em março de 1944, depois que as forças japonesas infiltraram em suas linhas durante a noite.(AP Photo)

Torpedeado destroyer japonês Yamakaze, fotografados através de periscópio de USS Nautilus, 25 de junho de 1942. O Yamakaze afundou dentro de cinco minutos depois de ser atingido, não houve sobreviventes.(AP Photo / US Navy).

Patrulha de reconhecimento americana entra em selvas densas na Nova Guiné, em 18 de dezembro de 1942. O tenente Philip Winson tinha perdido uma de suas botas ao construir uma jangada e fez um improviso de uma folha de terra e de cintas de um de seus kits para subir na elevação.(AP Photo / Ed Widdis)

Soldados japoneses mortos, em Guadalcanal nas Ilhas Salomão, após o ataque de Marines em agosto de 1942.

Um soldado australiano capacete, rifle na mão, tem vista sobre uma paisagem típica de Nova Guiné nos arredores de Milne Bay em 31 de outubro de 1942, em que uma tentativa anterior de invasão japonesa foi derrotada pelos defensores australianos.(AP Photo)

Bombardeiros japoneses voam muito baixo para um ataque a navios de guerra dos EUA e transportadores, em 25 de setembro de 1942, em um local desconhecido no Oceano Pacífico. (AP Photo)

Em 24 de agosto de 1942, durante a operação na costa das Ilhas Salomão, a USS Enterprise sofreu pesados ​​ataques por bombardeiros japoneses. Vários ataques diretos sobre o convés de voo mataram 74 homens. O fotógrafo da imagem estava entre os mortos(Foto: AP).

A boia de calções é colocado em serviço para transferência de um destróier dos EUA para uma cruzador de sobreviventes em um navio, 14 de novembro de 1942 que tinha sido afundado em ação naval contra os japoneses fora de Santa Cruz, ilhas do Pacífico Sul em 26 de outubro. A Marinha americana voltou-se aos japoneses na batalha, mas perdeu um porta-aviões e um contratorpedeiro.(AP Photo)

Estes prisioneiros japoneses estavam entre os capturados pelas forças dos EUA na ilha de Guadalcanal, nas Ilhas Salomão, mostrado 05 de novembro de 1942.(AP Photo).

Aviões em novembro de 1943.(AP Photo)

Agachado, Marines das primeiras levas em uma praia na Ilha de Tarawa para tomar o aeroporto japonês em 2 de dezembro de 1943.(AP Photo).

Baterias secundárias de um cruzador americano formando esse padrão de anéis de fumaça. Ilhas Makin,  antes de as forças dos EUA invadiram o atol em 20 de novembro de 1943.(AP Photo).

As tropas da infantaria 165, o ex-New York “Fighting 69” avança na praia de Butaritari, Atol Makin, que já estava em chamas graças ao bombardeio naval que precedeu em 20 de novembro de 1943. As forças americanas tomaram o Atol.(AP Photo)

Corpos espalhados de soldados americanos na praia de Tarawa, testemunham a ferocidade da batalha por esse trecho da areia durante a invasão dos EUA das ilhas Gilbert, no final de novembro de 1943. Durante a Batalha de 3 dias de Tarawa, cerca de 1.000 fuzileiros navais morreram, e outro 687 marinheiros da Marinha dos EUA perderam suas vidas quando o USS Liscome Bay foi afundado por um torpedo japonês.(AP Photo)

Marines são vistos avançando contra as posições japonesas durante a invasão em Tarawa, neste final de novembro 1943 da foto. Dos quase 5.000 soldados japoneses e trabalhadores na ilha, apenas 146 foram capturados, os demais foram mortos.(AP Photo)

Infantaria da Companhia “I” aguardam a ordem para avançar em busca de forças japonesas recuadas na Frente Ilha Lavella, nas Ilhas Salomão, em 13 de setembro de 1943.(Exército dos EUA)

Dois de doze A-20 Havoc bombardeiros leves em uma missão contra o Kokas, Indonésia em julho de 1943. Quando um dos bombardeiros foi atingido por fogo antiaéreo após ter deixado cair suas bombas, e mergulhou no mar, matando dois membros da tripulação.(USAF).

Pequenas embarcações japonesas fogem de navios de maior porte durante um ataque americano sobre Porto de Tonolei, base de japoneses na Ilha de Bougainville, em 09 de outubro de 1943.(AP Photo / US Navy).

Dois fuzileiros lança-chamas em defesas japonesas que bloqueiam o caminho para o Monte Suribachi em Iwo Jima em 4 de março de 1945. À esquerda está Soldado Richard Klatt, do Norte de Fond Dulac, Wisconsin, e à direita é Soldado Wilfred Voegeli.(AP Photo / US Marine Corps)

Um membro de uma patrulha descobre esse escondendo de uma família japonesa em uma caverna nas encostas, 21 de junho de 1944, em Saipan. A mãe, quatro filhos e um cachorro se refugiaram na caverna da luta feroz na área durante a invasão dos EUA das Ilhas Marianas.(AP Photo)

Colunas de tropa embarcadas em um LCI (Landing Craft, Infantry) trilha na sequência de um LST (Landing Ship, Tank) em rota para a invasão do Cabo Sansapor, Nova Guiné em 1944. (1 Cl. Harry R. Watson / Guarda Costeira dos EUA)

Com o seu artilheiro visível no cockpit de traz de um bombardeiro de mergulho japonês, a fumaça saindo da carenagem,  caminha para a destruição na água abaixo depois de ser atingido perto de Truk, reduto japonês nas Carolinas, por um PB4Y da Marinha americana em 02 de julho de 1944 . Tenente Comandante William Janeshek, piloto do avião norte-americano, disse que o artilheiro agiu como se ele estivesse prestes a ser resgatado e, de repente, sentou-se e ainda estava no avião quando ele atingiu a água e explodiu.(AP Photo / US Navy)

Uniformes Alemães de Hugo Boss

Hugo Boss começou a sua empresa de vestuário em 1924 em Metzingen, uma pequena cidade ao sul de Stuttgart, onde ainda possui sede. No entanto, devido o clima econômico na Alemanha, foi à falência. Em 1931, ele chegou a um acordo com seus credores, deixando-o com seis máquinas de costura para começar de novo. No mesmo ano, tornou-se membro do partido nazista e um membro patrocinador (“Förderndes Mitglied”) da Schutzstaffel . Mais tarde, declarou que tinha entrado para o partido por causa da promessa de acabar com o desemprego e porque se sentiu “temporariamente” afastado da igreja luterana. Juntou-se à Frente de Trabalho Alemã. Suas vendas aumentaram de 38.260 peças em 1932 para mais de 3.300.000 peças em 1941. Embora tenha afirmado em uma publicação de 1934/1935 que era um “fornecedor de uniformes nazistas desde 1924”, essas entregas são prováveis ​​desde 1928/1929 e certos desde 1934, quando ele se tornou um Reichszeugmeisterei – fornecedor licenciado (oficial) de uniformes para o Sturmabteilung , Schutzstaffel , Juventude Hitlerista , Partido Nacional-Socialista e outras organizações.

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Fonte: Axis History.

Alguns dos Melhores Aviões que Voaram na Europa Durante a Segunda Guerra

 

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Fonte: ECPA