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Recife de Antigamento no Facebook

Caros amigos,

 A partir de agora estaremos juntos com a Página do Facebook Recife de Antigamente.  Se trata de uma das melhores páginas sobre a História do Recife que temos o orgulho de acompanhar. Todos os tópicos relacionados com a História do Recife estarão presentes tanto no Facebook, quanto no BLOG. A parceria também divulgará eventos e palestras relacionadas a História do Recife. Nosso objetivo é manter viva a cultura histórica e seus valores de nossa amada Recife, lutando contra a estigma de um país sem memória.

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recife_antigamente

 

Recife e Seus Estrangeiros na Segunda Guerra Mundial

 Enquanto Natal recebia um contingente considerável de americanos, por ser uma impontante via aérea para os Aliados, Recife serviu de Base para 4ª Frota Naval, responsável pelas Operações Marítimas de defesa e escolta de comboios no Teatro de Operações do Atlântico Sul durante todo o decurso da guerra. O Governo de Agamenon Magalhães cedeu um edifício comercial, recém construído, para acomodar todo o QG da 4ª Frota Naval.

 Os pernambucanos viram chegar a sua, ainda provinciana capital, centenas de estrangeiros que estavam em trânsito ou estacionados em Recife. Eles participavam da vida social e eram incetivados a desfrutarem da hospitalidade pernambucana. Restaurantes importantes a época, como o Restaurante Leite, recebia marinheiros prontos a se alegrarem e a gasteram seus doláres na companhia das pernambucanas. Essa quantidade de dinheiro estrangeiro circulando, causou um inflacionamento de vários produtos e serviços, como por exemplo, os preços dos aluguéis aumentaram consideravelmente, principalmente em pensões próximos ao Porto do Recife. Outra curiosidade é que os bares e prostíbulos locais, tinham dois cardápios, um em inglês e outro em português, alguns mais refinados e exigentes não mais aceitavam “locais” como clientes, atendiam apenas a estrangeiros e só recebiam em moedas estrangeiras.

 A 4ª Frota permaneceu em atividade até 1946, quando foi desativada, e com isso, o comércio nos arredores do Porto do Recife entrou em declínio e por muitas décadas foi conhecido por ser o maior centro de prostituição do Estado, com alto índice de criminalidade. Na década de 90 foi reestruturada e recebeu incentivos para se transformar em um Polo de Tecnologia do país e receber várias empresas de tecnologia, formando o Porto Digital.

 Os impactos sociais e econômicos da presença dos estrageiros ainda deve ser objeto de estudo, pois Recife deixou de ter a influência francesa, para ser uma cidade que respirava a cultura americana, passando a se despedir com um BYE!

MAIOR Acervo do Dia D na Internet?

 Chegando o aniversário número 70 da Operação Overlord. Evidentemente pensei em escrever um artigo sobre o tema, claro. Essa operação, me perdoe os adeptos da República Soviética, é a que mais aguça o interesse de alguns aficionados pela Segunda Guerra Mundial, graças a propaganda americana. Deixando de lado a ideologia, percebi que já escrevi tanto sobre esse tema, que talvez o que iria escrever soasse repetitivo. Então não vou escrever. Irei disponibilizar os links de todos os artigos que já escrevi sobre o Dia D, nem eu mesmo lembrava que foram tantos! São 47 Artigos tratando diretamente os eventos do dia 05 e 06 de junho de 1944, data de marca o início das operações aerotransportadas e, posteriormente, o desembarques nas praias normandas. Acompanhada com os artigos, estão disponíveis uma centena de fotografias que, diga-se de passagem, estão entre as minhas preferidas. Por sinal, estou indicando uma galeria com as fotografias que considero imperdíveis para quem gosta da operação.

 

Com relação ao “MAIOR Acervo”, pode ser que tenha outros, claro! Mas é só para chamar a atenção.

 ESPERO QUE GOSTEM!

 

Rommel e o Dia D – Preparação

http://wp.me/pSMXF-4ns

Os Loucos Condenados do Dia D

http://wp.me/pSMXF-4nX

Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D

http://wp.me/pSMXF-4of

Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D

http://wp.me/pSMXF-4pi

Dia D – A Operação que Mais Consumiu Recursos Materias e Humanos!

http://wp.me/pSMXF-4qx

Dia D e a Normandia: O Preço Pela Liberdade!

http://wp.me/pSMXF-4Vx

O Dia D – IN LOCO

http://wp.me/pSMXF-5cg

A Hora H do Dia D – Parte II

http://wp.me/pSMXF-5gr

Os Alemães e o Dia D.

http://wp.me/pSMXF-5hi

Os Melhores Registros Fotográficos do Dia D – Homenagem a Robert Capa

http://wp.me/pSMXF-5l3

Dia D – Especial 69 Anos – Destruição e Morte Vinda dos Céus

http://wp.me/pSMXF-5xj

Eis O Dia D, Ainda Chama Atenção

http://wp.me/pSMXF-5Pc

O GOOGLE MAPS do Dia D!!

http://wp.me/pSMXF-5AC

Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras

http://wp.me/pSMXF-5yF

O Dia D – Defensores e Atacantes

http://wp.me/pSMXF-3TH

Dia D – Análise, Fatos e Fotos

http://wp.me/pSMXF-3KC

E o Brasil, Como Viu o Dia D?

http://wp.me/pSMXF-C4

Omaha – Dia D – General Cota – O Comandante no Setor DOG WHITE

http://wp.me/pSMXF-CT

O Dia D no LEGO – Muito Legal!

http://wp.me/pSMXF-Dh

O Fracasso da Defesa no Dia D

http://wp.me/pSMXF-DH

Dossiê – A Morte do General Pratt no Dia D – Parte I

http://wp.me/pSMXF-Eu

O Dia D – Visto por um ângulo Diferente

http://wp.me/pSMXF-Uh

Dia D – Visto por Outro Ângulo

http://wp.me/pSMXF-ZO

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte I

http://wp.me/pSMXF-10M

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte II

http://wp.me/pSMXF-11v

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a dos Alemães – Parte Final

http://wp.me/pSMXF-12c

O Dia D, depois do Dia D!

http://wp.me/pSMXF-224

Os Civis No Dia D e depois do Dia D!

http://wp.me/pSMXF-22F

O Que Sobrou do Dia D? Cidades Destruídas

http://wp.me/pSMXF-23o

A Marinha de Guerra dos Aliados no Dia D.

http://wp.me/pSMXF-2bp

As Consequências do Dia D para a População da Normandia

http://wp.me/pSMXF-2NU

06 de Junho de 1944 – 67 Anos do Dia D

http://wp.me/pSMXF-Bg

Muito bem. Vamos! – A Ordem do Dia D – Especial – Parte II

http://wp.me/pSMXF-At

05 de Junho 1944 – DIA D 67 Anos – Especial – Parte I

http://wp.me/pSMXF-zL

Os Páraquedistas no Dia D – Parte I

http://wp.me/pSMXF-r9

Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Os Erros em Omaha

http://wp.me/pSMXF-oG

No Dia D – Hitler Dorme do Ponto

http://wp.me/pSMXF-hp

Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Quem fez a diferença

http://wp.me/pSMXF-fp

Dia D – Relatos de Omaha – Parte II

http://wp.me/pSMXF-cE

Dia D – Relatos de Omaha – Parte I

http://wp.me/pSMXF-cC

Depois do Dia D

http://wp.me/pSMXF-98

Prisioneiros de Guerra do Dia D!

http://wp.me/pSMXF-8Q

Fortificações Destruídas no Dia D

http://wp.me/pSMXF-5w

Erros do Dia D?

http://wp.me/pSMXF-5k

Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!

http://wp.me/pSMXF-4B

Fotos & Versões do Dia D

http://wp.me/pSMXF-3e

Operações Militares na Normandia!

http://wp.me/pSMXF-5oL

Antes e Depois – Especial Normandia

http://wp.me/pSMXF-5kL

Fotos Coloridas da Segunda Guerra – Impressionante – PARTE II

Seguindo com esse excelente acervo. As fotografias que impressionam pela realidade e por proporcionar uma visão diferente do conflito.

 

Respondendo Sobre Monte Castelo!

Maurício Sievers, Veterano do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília e membro do Conselho Nacional dos Veteranos da Polícia do Exército do Brasil (CONAVEPE), enviou-nos questionamentos sobre a atuação da Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), durante os fracassados ataques contra Monte Castelo em novembro e dezembro de 1944, que deixou uma centenas brasileiros mortos e feridos e estacionou o avanço Aliado na conquista do Vale do Pó.  Eis os questionamentos:

“[…]Gostaria de saber do nobre amigo, […] em especial sobre as várias tentativas fracassadas da TOMADA DE MONTE CASTELO, que além do Terreno íngreme, Tiros, Lama, Frio, Bombardeios, o Medo corroendo o estômago e a presença constante da morte, foram alguns dos detalhes que rondaram as mentes e corpos dos bravos heróis, também podemos dizer que as FALHAS ESTRATÉGICAS devem-se a INEXPERIÊNCIA e a falta de HABILIDADE do General Zenóbio da Costa e de todos os seus comandados, foram responsáveis pelo tombamento de tantos homens naquela missão? É mito ou verdade que os Americanos responsabilizaram unicamente o General Zenóbio pelas incursões fracassadas a Tomada de Monte Castelo?” –

Primeiramente, para efeito de conhecimento, o Marechal Zenóbio da Costa é o idealizador da Polícia do Exército no pós-guerra no Brasil, portanto mais do que justo discorrer sobre a pessoa do Zenóbio da Costa no ápice de sua carreira militar, que é sua atuação como Comandante da Infantaria Divisionária brasileira no Teatro de Operações do Mediterrâneo.

Tomando como base os questionamentos, evidenciamos duas linhas de argumentação. A primeira é o fato de haver FALHAS ESTRATÉGIAS e que, estas falhas, recaem pela falta de experiência do comandante da Infantaria Divisionária e seus soldados. E o segundo, é que os americanos imputaram a culpa no próprio Zenóbio da Costa.

Na abordagem da primeira visão, tomaremos o conhecimento sobre a hierarquia que acompanhava a Força Expedicionária Brasileira na Itália. Segundo o Marechal Lima Brayner, então Chefe do Estado Maior da Divisão Brasileira, em 01 de agosto de 1944, “A 1ª Divisão Brasileira foi realmente incorporado ao 5º Exército do IV Corpo de Exército Americano”.

A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, comandado pelo General de Divisão Mascarenhas de Morais, era formada pelo QG da 1ª DIE, Estado Maior Divisionário (1ª, 2ª, 3ª, 4ª Seção e, claro Chefia), Estado Maior Especial, Tropa Especial (onde está incorporada o Pelotão de Polícia, comandada pelo 1º Tenente R/2 José Sabino Monteiro), e o Depósito Divisionário.

A Infantaria Divisionária (Não confundir a 1ª DIE) comandada pelo General de Brigada Zenóbio da Costa, tinha sob seu comando o 1º, 6º e 11º Regimento da Infantaria.

As operações ofensivas eram determinadas pelo comando do V Exército e o Estado-Maior da Divisão realiza o planejamento da operação, cabendo ao comandante da Infantaria Divisionária dispor suas tropas, segundo as determinações para execução das operações da 3ª Seção do Estado Maior da Divisão, este chefiado pelo Coronel Castelo Branco (futuro Presidente do Brasil).

Lembremos que o houve quatro ataques a Monte Castelo. Dias 23 e 24 de novembro, ataques coordenados pela Task Force 45 americana, envolvendo apenas o III Batalhão do 6º RI; dias 29 de novembro e 12 de dezembro, envolvendo toda a Divisão Brasileira e coordenada pelo próprio Mascarenhas de Morais. As análises do desempenho das tropas brasileiras estão fixadas apenas nas últimas duas operações.

Podemos elencar vários motivos que levaram o fracasso e consequente perda de vidas brasileiras, mas nada relacionado à atuação do General Zenóbio da Costa.  Podemos afirmar, com base nos registros das operações fornecidas pelo próprio Chefe do Estado Maior da Divisão, Coronel Lima Brayner e a análise da obra “A FEB por um Soldado”, de Joaquim Xavier Silveira, que a 3º Seção Divisionária expediu ordens diretas de colocar tropas em linha recém-chegadas, como é o caso 11º RI, além de operações sucessivas utilizando a mesma estratégia e com tropas cansadas como erros estratégicos para o fracasso desses ataques. Outro ponto foi à falta de coordenação em todos os ataques. A Hora H, que deveria iniciar o ataque, não foi obedecida pelos elementos envolvidos, acabando por alertar o inimigo em diversos setores. O General Zenóbio tentou executar ordens expedidas diretamente oriundas do Comando da Divisão, não por sua estratégia. A questão da culpabilidade do General Zenóbio é irreal.

Com relação à falta de experiência e habilidade do General Zenóbio, é impensado que a Destacamento da FEB, formado em setembro de 1944 havia conseguindo várias vitórias tendo como comandante o Zenóbio da Costa, portanto qual o motivo de expor sua falta de experiência? A campanha do Destacamento da FEB entre setembro a dezembro daquele ano prova que o Comandante da Infantaria já tinha provado seu valor na campanha, e se ainda assim, havia falta de experiência, esta não concorreu para o resultado final da Batalha. O dispositivo para os ataques foram dispostos no terreno depois de um exaustivo deslocamento, adiciona-se a isso, vários outros fatores, fora do controle do comandante da infantaria, incluindo as bem fortificadas posições do inimigo.

Não há, pelo menos da historiografia atual, qualquer indicação de que os americanos colocaram a culpa no fracasso no próprio General Zenóbio da Costa, pois seria ilógica essa acusação. O Oficial de Ligação do Comando do Estado Maior do V Exército dentro da própria Divisão Brasileira era o Coronel Stevenson G. Carrel, que tinha por missão repassar todas as informações ao General Clinttemberg, comandante do V Exército. Portanto, o comando americano sabia que as estratégias escolhidas para os ataques partiram do Estado Maior da Divisão, diga-se de passagem, com animosidades entre o Coronel Kruel (Chefe da 2ª Seção) e do Coronel Castelo Branco (Chefe da 3ª Seção).

Então, temos o último questionamento, os fracassos de Monte Castelo foram provocados, principalmente, pela falta de experiência do próprio soldado brasileiro? A resposta pessoal para essa afirmação é não! Não foi o principal elemento do resultado da Batalha. Pois, nos ataques anteriores, desferidos por experientes tropas americanos não tiveram êxito. Mas é evidente que houveram sérios problemas de conduta de campanha da nossa tropa. Principalmente se levarmos em consideração que a Divisão utilizou tropas ainda no período de adaptação ao Teatro de Operações. Cito aqui um evento ocorrido por ocasião da substituição de tropas do 1º Regimento de Infantaria por elementos do III/Batalhão do 11º Regimento, que chegaram rapidamente já tendo que defender uma linha nas proximidades de Guanela, no dia 01 de dezembro de 1944. Posição conquistada duramente dois dias antes. Um determinado comandante de Companhia, ligou para o Comando do Batalhão informando que a posição da Companhia estava sendo atacada e que ele iria abandonar a linha. De imediato foi enviado reforços para a Companhia. Uma granada de artilharia atinge a retaguarda do PC da Companhia e o Capitão abandona seu posto e seus soldados o seguem. Esse capitão é substituído e retorna para casa. É importante dizer que isso é comum em qualquer Exército. Mas a falta de experiência em combate era notável entre as nossas tropas, nas não foi determinante para o resultado em Monte Castelo.

Lembro que o soldado brasileiro fez sua fama exatamente depois dos malogrados ataques em dezembro de 1944, a partir dai, passamos a realizar patrulha e defender uma Linha de dezenas de quilômetros, durante todo um rigoroso frio e tenebroso inverno. Até que em fevereiro de 1945, tomamos em definitivo este que é para Força Expedicionária Brasileira símbolo do sangue derramado de nossos soldados e orgulho de nossa vitória.

Fugindo do Assunto…Uma Excelente (e Divertida) Critica para Todos Nós!

 Pensemos no melhor estilo brasileiro. Todos nós podemos apontar que uma das principais características do nosso povo é conseguir fazer piada e rir de nossas próprias deficiências e desvirtudes.

O Porta dos Fundos é um grupo independentes de humor que consegue trazer a tona um humor tão realista e engraçado que as vezes incomoda a determinados segmentos. Sou fã do grupo liderado por Fabio Porchat, exatamente pela coragem de praticar um humor sem os pudores muitas vezes intransigentes, que torna muitos programas da própria Rede Globo, por exemplo, um enlatado de histórico já reconhecido.

 Em especial, no vídeo FOFOCA publicado esta semana, com Clarice Falcão (maravilhosa, por sinal) e os excelentes Rafael Infante e Antônio Tabet com o roteiro do Fábio Porchat  que, na minha opinião, joga na cara uma ideologia jornalística asquerosa, muito embora de consumidores vorazes.O vídeo, uma critica inteligente a mídia e ao povo que consume essa porcaria de jornalismo, se é que isso é jornalismo, deixa de lado os assuntos de interesse real do povo para direcionar para a fútil informação.

 No sentido geral, toda os instrumentos que podem ser usado para acordar esse povo para assuntos relevantes da sociedade devem ser usado indiscriminadamente contra uma rede de alienação bem estrutura e implantada, infelizmente, fortemente na cultura brasileira.

 

PARABÉNS PORTA DOS FUNDOS (#portadosfundos)

 

 

 

Fotos Coloridas da Segunda Guerra – Impressionante!

A Segunda Guerra Mundial deixou um acervo fotográfico vasto e ainda não totalmente esgotado. A grande maioria dos registros fotográficos, claro, em preto e branco, apesar da qualidade e do charme característicos, deixam a desejar quando é representar a realidade dos cenários. Principalmente para uma geração acostumada com os megapixels nas alturas.

Para minimizar essas faltas tecnológicas, alguns técnicos tem se desdobrado para aplicar cores digitalmente às imagens ao acervo da Segunda Guerra. Alguns, é verdade, não tem obtido êxito, pois muitas fotos perdem a naturalidade, contudo outros têm impressionado pela qualidade e pela realidade dos cenários. Vale a pena conferir.

Piloto Russo abatido em 1942

Essa é uma das Histórias que mais impressionam na Segunda Guerra Mundial

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Medalha…Medalha…Objeto de Reconhecimento do Soldado…Quase sempre!

Desde o princípio da civilização, quando o homem iniciou seus conflitos tribais até os grandes eventos militares, todos os povos sentiam a necessidade de condecorar seus soldados e seus comandantes pelas conquistas militares. Muito mais do que os despojos de guerra, as medalhas projetavam a bravura e as conquistas dos soldados, consequentemente respeito e status social.

Após o fim da Grande Guerra, a pobreza abateu sobre a República de Weimar, os bravos soldados alemães que lutaram durante anos e receberam altas condecorações militares, muitos mutilados de guerra, colocavam seus uniformes, com suas medalhas e se sentavam nas calçadas das principais cidades germânicas para pedir esmolas. Suas condecorações eram os instrumentos para sensibilizar as pessoas e lhe dar sustento. O próprio Hitler sustentava a mais famosa condecoração militar da Alemanha, a Cruz de Ferro. O Cabo Hitler recebeu a medalha quando levava mensagens de seu regimento. Até o fim da sua vida, Adolf ostentou sua Cruz de Ferro com orgulho.

Durante a Segunda Guerra Mundial as condecorações foram um elemento primordial na dura defesa do território soviético. Muitas condecorações militares foram criadas e oferecidas a homens e mulheres que lutaram em todas as frentes soviéticas contra o invasor alemão. Ao final da guerra e nos anos subsequentes, todos ostentavam suas medalhas e condecorações orgulhosamente.

A participação do Brasil no teatro de operações da Itália produziu vários heróis. Todos devidamente condecorados com medalhas de mérito de bravura individual, como é o caso do Tenente Apollo Rezk, o militar mais condecorado na campanha italiana. Todos que participaram da Força Expedicionária Brasileira foram agraciados com a Medalha de Campanha. Aos feridos, Sangue do Brasil.

Infelizmente, hoje as condecorações militares são mais objetos do ego humano do que o reconhecimento por serviços prestados. Muitas medalhas distribuídas de forma indiscriminada e por conveniência política, tornaram-se apenas condecorações do narcisismo de pessoas conhecidas como Muttley, personagem do desenho Corrida Maluca, que repetia insistentemente Medalha…Medalha…, depois de qualquer ação.

SALVE A RAINHA DAS ARMAS

 A Arma de Sampaio está de parabéns! Apenas aqueles que estiveram sob a formação e a doutrina da Infantaria sabe o valor e a abnegação de ser um INFANTE.

 ABAIXO POEMA DA INFANTARIA:

Reflexões sobre o Dia da Vitória – 1945/2014

Quem são os soldados que lutaram na Força Expedicionária Brasileira? Quem são os pracinhas? Se é que alguém sabe o que é um pracinha? Uma geração se ergue no nosso país sem qualquer conhecimento sobre o sacrifício de outras gerações na preservação do mundo como o conhecemos hoje. Sangue brasileiro foi derramado em um passado nem tão distante assim, e quem sabe o que eles fizeram? Desde o fim da guerra não houve qualquer preocupação com os brasileiros que lutaram envergando o Pavilhão Nacional em seu ombro. Preocupação histórica. Quem são esses brasileiros? Quem sabe? A Constituição de 1988 amparou-os, pois antes tarde do que nunca, mas o reconhecimento histórico talvez seja mais importante do que a política de amparo social, portanto quem são os Veteranos da Força Expedicionária Brasileira?  São vivos? Muito não estão entre nós; muitos morreram sem saber que seu país se importava com eles. Muitos deixaram nos campos de Batalha sua juventude e voltaram para o convívio social com o corpo ferido ou com alma ferida, pois a guerra faz isso. Perderam grande parte de sua juventude lutando contra um inimigo não deles, mas de seu país. Lutaram pelo seu país! Quem são os veteranos da FEB? O que eles fizeram? Onde eles estão?

Educadores, pais, cidadãos do Brasil todos são responsáveis pela injustiça acometido aos quase 500 brasileiros que perderam suas vidas e pela amnésia do sacrifício dos mais de vinte e cinco mil paulistas, paranaenses, fluminenses, pernambucanos, mineiros, paraibanos, paraenses, gaúchos, catarinenses e tantos outros estados que cederam seus filhos para lutarem nos campos de batalha da Itália.

Brasileiros, comunistas, pensadores, professores, formadores de opinião e todos os responsáveis por ensinar e aculturar os nossos filhos, esqueçam a ideologia quando explicarem aos mais jovens os motivos das ações do Brasil no contexto político e governamental e seu envolvimento no conflito; esqueçam sua formação política! Apenas expliquem que conterrâneos de seu Estado, mesmo com recursos opacos formaram uma Força Expedicionária de brasileiros, natos, com média de idade abaixo dos vinte anos, lutaram bravamente e cumpriram seu dever com seu país.

Quando perguntarem “Quem são esses pracinhas?” Respondam simplesmente que foram brasileiros que praticaram o que é entoado no Hino Nacional: “Verás que um Filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte…”. Poucos nesse país podem bater no peito e gritar empiricamente, em alta voz, que exerceram de fato essa afirmação.  Eles são soldados brasileiros, soldados do Exército Brasileiro, que em um passado nem tão distante assim, atravessam o oceano para lutarem e morrerem pelo seu país.

No final das contas, a profética frase do Presidente Siqueira Campos foi exercida até o seu último verbo: “À Pátria tudo se deve dar, sem nada exigir em troca, nem mesmo compreensão“. Muitos não entendem isso, pois são movidos por uma ideologia cega e se esquecem do amor por sua terra…Por sua Pátria….A Pátria Amada, Brasil!

30 De Abril de 1945 – A Humanidade Celebrou Uma Morte. Hitler!

 A História julga cruelmente a construção de um personagem. Hitler ficou personificado como a imagem do mal para a História Oficial, apesar de ser celebrado como um revolucionário por meia-dúzia de seguidores modernos. Sem levar isso em consideração, se o ditador alemão tivesse morrido antes de setembro de 1939, teria entrado para História como sendo um dos maiores símbolos da Alemanha, por devolver o orgulho e fortalecer a Alemanha economicamente. Porém, para o curso da História não há “SE”, há fato. Ele deflagrou o maior conflito armado da História da Humanidade e tornou o mundo moderno o que conhecemos hoje.

   Impressiona como as desventuras das notícias podem criar mitos e desvirtuar a verdade histórica. Isso quer dizer que um fato histórico pode ser diretamente influenciado por boatos e inverdades que circulam ao longo dos anos. É como se alguém lançasse um boato sobre alguma coisa e, depois de cem anos, aquele boato fosse testificado por pessoas como sendo um fato histórico, e isso, por mais incrível que possa parecer, acontece de forma muito contundente nos meios de comunicação, principalmente na internet.

   Um acontecimento histórico que tem sido vitima latente dos boatos e lendas urbanas recai sobre a Morte de Hitler. Desde o dia 01 de maio de 1945 (um dia após a sua morte) até os dias atuais, são constantes os boatos sobre a sorte do destino que envolve a morte, sepultamento e o corpo do homem que mudou o século XX e a história da humanidade.

   Berlim começou a sofrer os primeiros ataques da Primeira Frente Bielo-russa, em 21 de abril de 1945, e a cada dia os avanços eram maiores, enquanto a Wehrmacht lutava desesperadamente para manter a capital. Hitler se transferiu para o Bunker, que ficava próximo a Chancelaria, no dia 22 de abril e de lá não saiu mais. Todos os colaboradores do líder nazista também foram transferidos para lá. Outro fator importante era a saúde de Adolf Hitler, que desde o atentado, ocorrido em julho de 1944, deixou-o com sequelas no ouvido e, desde então, ele andava cada vem mais curvado. Todos os dias seu médico particular aplicava doses cada vez maiores de adrenalina para lhe dar ânimo.

   Esse era o cenário que se encontrava Berlim. Um Líder que nem mesmo de longe lembrava aquele homem que os guiou em 1939 para vitórias militares avassaladoras, enquanto o avanço dos “Ivans” sobre sua capital, o coração do “Reich de Mil Anos” , ocorria violentamente.

Um Relato inicial:

Uma das principais testemunhas dos acontecimentos ocorridos no bunker em 30 de abril de 1945 é Otto Günsche membro da SS-Sturmbannführer, juntamente com Heinz Linge forma um importante testemunho oral:

                Em 21 de abril, Hitler foi acordado cerca de 09h30m e informado de que Berlim estava na linha de fogo da artilharia russa. Burgdorf, bem como outros ajudantes, esperaram por ele na antecâmara. Como de costume fez sua própria barba. Nem mesmo seu barbeiro pessoal, August Wollenhaupt, tinha permissão de barbeá-lo; ele dizia que não suportava ter alguém com uma navalha encostada à sua garganta.

                Na antecâmara, esperavam por Hitler Burgdorf, Schaub, Below e Günsche.

                – O que está acontecendo? De onde vem o tiroteio? – perguntou. Burgdorf informou que o centro de Berlim estava sob pesado fogo de artilharias russas, aparentemente postadas a noroeste de Zossen. Hitler empalideceu. – os russos estão assim tão perto?

                Às primeiras horas da manhã de 22 de abril o fogo da artilharia russa aumentou…

                As bombas russas frequentemente explodiam em Tiergarten e por vezes mesmo nos jardins que circundavam os ministérios da Wilhelmstrasse (Chancelaria). O seu estrondo arrancou Hitler do sono às nove da manhã.

                Tão logo se vestiu chamou Linge e perguntou nervosamente: “Qual o calibre?” Para acalmar Hitler, Linge respondeu que o fogo vinha de baterias antiaéreas no Tiergarten e de canhões russo isolados, de longo alcance. Após o café em seu gabinete, Hitler voltou ao quarto, onde Morell lhe aplicou como de costume uma injeção estimulante.

                A conferência militar foi convocada para o meio-dia. Por volta de meio-dia reuniram-se no bunker de Hitler e as seguintes pessoas: Doenitz, Keitel, Jodl, Krebs, Burgdorf, Winter, Christian, Voss Fegelein, Bormann, Hewel, Lorenz, Below, Günsche, Johannmeyer, John von Freyend e Von Freytag-Loringhover.

                Foi a conferência militar mais rápida de toda a guerra. Muitos rostos estavam transfigurados. Em vozes abafadas a mesma pergunta era repetida várias vezes: “Por que não pode o Führer se decidir por abandonar Berlim?”

                Hitler chegou dos seus aposentos particulares e parecia mais curvado do que nunca. Laconicamente saudou os membros da conferência e deixou-se cair na cadeira. Krebs começou a relatar os fatos. Comunicou um considerável agravamento da situação das tropas alemães que defendiam Berlim. Os tanques russos tinham conseguido avançar para o sul, via Zossen, e alcançado os arredores de Berlim. Nos subúrbios leste e norte havia violenta luta. As tropas alemãs postadas no Óder ao sul de Stettin estavam inapelavelmente cercadas. Os tanques russos tinham-se infiltrado através de uma brecha e penetrado profundamente nas posições defensivas alemãs.

                Hitler se levantou e curvou-se sobre a mesa. Pôs-se a apontar algo no mapa, suas mãos tremendo. Subitamente empertigou-se e jogou seu lápis de cor sobre a mesa. Inspirou profundamente, sua face ficou rubra, seus olhos esbugalhados. Recuou um passo da mesa e numa voz brusca gritou: “É o fim! Em tais circunstâncias não posso comandar! A guerra está perdida! Mas vocês estão enganados, cavalheiros, se pensam que vou deixar Berlim! Daria antes um tiro na cabeça! ”

                Todos fixaram os olhares horrorizados sobre ele. Mal levantou a mão. “Obrigado senhores”. Então, abandonou a sala.

 Texto Extraído do Livro: A Morte de Adolf Hitler – Lev Bezymenski – 1968

Excelente Leitura Sobre o Teatro de Operações do Pacífico.

O mercado literário sobre a Segunda Guerra Mundial é vasto e com muitas obras com fundo histórico questionável. Livros que despertam mais interesse pela curiosidade do leitor, do que pela qualidade da exposição dos eventos analisados. Isso explica o esforço de alguns “historiadores” que insistem em dizer que Hitler fugiu para a América do Sul em um comboio de submarinos repleto de ouro. Sem se preocupar com fontes históricas sérias, formam argumentos insípidos que servem apenas para deturpar a história.

Mas também temos excelentes publicações. Obras preocupadas em contextualizar o leitor no conflito e permitir que ele possa julgar fatos a partir da exposição dos acontecimentos pelo autor.

Uma excelente opção de leitura é a obra de Karen Farrington (Segunda Guerra Mundial. Vitória no Pacífico. Do Ataque a Pearl Harbor à vitória em Okinawa. Editora M.Books: História – Guerras e Batalhas, 2014). Apesar de expressar uma visão americana dos eventos, a autora consegue deixar margem para os problemas na campanha do Pacífico e suas implicações políticas das nações envolvidas. Traz informações importantes sobre os preparativos das operações e suas dificuldades de execução que abrangem todas as ofensivas empregadas pelos americanos, no mais difícil front da guerra para os Estados Unidos da América.

 SEGUE ABAIXO RESUMO DA PUBLICAÇÃO E UMA GALERIA DE FOTOS QUE EXPRESSA AS CONDIÇÕES DO TEATRO DE OPERAÇÕES DO PACÍFICO.

BOA LEITURA!

RESUMO:

Em 7 de dezembro de 1941, a marinha japonesa atacou Pearl Harbor. Simultaneamente, o exército japonês lançou ataques maciços na Malásia, Hong Kong e nas Filipinas. A esfera de influência dos japoneses se espalhou num ritmo fenomenal.

 À medida que as nações da Ásia caíam uma a uma e as tropas britânicas e americanas na região eram rapidamente subjugadas, parecia que o sonho do império japonês estava para se tornar realidade.

 Da luta selvagem pelas ilhas do Pacífico à reconquista da Birmânia, contra todas as chances, pelo “esquecido” 14º Exército, Vitóriano Pacífico conta toda a história de como a guerra contra os japoneses no Extremo Oriente foi finalmente vencida.

SOBRE A AUTORA: Karen Farrington –é escritora e ex-jornalista do Fleet Street, que se especializou no estudo de conflitos ao longo do século XX. Ela marcou o 50º aniversário do final da Segunda Guerra Mundial com a publicação de Eyewitness to World War II, compilado de várias entrevistas com veteranos ao redor do mundo, sendo que muitos deles contribuíram para a Vitória no Pacífico.

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1- Capa Vitória no Pacífico

Serviço de Intendência. Onde a Vitória ou a Derrota Inicia!

Quando falamos em guerra, ou mais especificamente sobre a Segunda Guerra Mundial, logo alguém se levanta e fala sobre a revolução da guerra na utilização de blindados ou a importância da artilharia como força intimidadora nos campos batalha, ou até mesmo as novas formas doutrinárias para aplicação da infantaria. Mas, nenhuma outra arma ou serviço, passou a ser tão importante para o contexto de grandes operações militares, quanto o emprego da Intendência. O Serviço de Intendência Militar é o mais importante elemento para o contexto de uma guerra. A partir dela e para ela, os exércitos se configuram nos campos de batalha. Seus soldados, com as mais diversas qualificações profissionais que o Serviço exige, são empregados em áreas tão diferentes, tão distintas, que o conjunto destes, pode determinar o resultado de uma guerra.

A Alemanha quando se aventurou pelo vasto território russo, sabia que a sua logística seria o fato preponderante para a vitória ou para derrota. Erich von Manstein, alegou que a Wehrmacht deveria alcançar esmagar o inimigo em algumas semanas, do contrário, estaria enfadado ao fracasso, dado as linhas de suprimentos estarem fragilizadas. Neste mesmo contexto, quando Liddell Hart, historiador do Exército Inglês, perguntou a Wilhelm Guderian quais os motivos da derrota da Alemanha na União Soviética, ele, criador da doutrina do emprego de blindados Segunda Guerra, apontou para o Serviço de Intendência, que não fora capaz apoiar de perto as tropas mais avançadas.

Os Oficiais da Força Expedicionária Brasileira, ao chegar ao Teatro de Operações da Itália, foram matriculados em um estágio de combate, em um dos centros de treinamento Aliado. Ao final do estágio, o Coronel americano, comandante do Centro, solicitou a presença do General Mascarenhas de Morais, acompanhado do Coronel Lima Brayner, Chefe do Estado Maior, que registrou a conversa em suas memórias. “General”, disse o Comandante do Centro, “Os seus oficiais são extremamente dedicados e com grande vocação à liderança”. Chamou um dos Oficias que estava em forma e começou a inspecionar o militar brasileiro. “Mas esse material que eles estão usando é de péssima qualidade. Esse sapato, não aguentará mais do que alguns dias na linha…Esse capa, não tem nada de impermeável…Seus uniformes não são apropriados para esta guerra, General….”. A FEB, no primeiro contato na Itália, já tinha a certeza que seu Serviço de Intendência, teria que se superar.

Este Artigo é dedicado ao Presidente da Associação dos Oficiais da Reserva do Recife (AORE) 1º Tenente Int. Rogério Vasconcelos Júnior aos Alunos e instrutores do Curso de Intendência do CPOR/Recife e ao Aspirante  Int. Torreão do 7ºDSup, neto do Veterano da Força Expedicionária Brasileira Rigoberto de Souza.

Amanhã, 17/abril, publicaremos um artigo sobre o Serviço de Intendência da FEB.

Fotos de Montese com Legenda

Em alusão a uma data tão significativa, o vice-presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB/Regional Pernambuco, Rigoberto de Souza Júnior, nos enviou algumas excelentes fotos de um dia que insiste em ser esquecido por nossa nação.

 

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Montese – A Batalha mais Sangrenta do Exército Brasileiro desde a Guerra do Paraguai.

HOJE! Há 69 anos muitos brasileiros iniciaram uma jornada sem volta! Com muito, muito sangue nacional, Montese, o último entrave brasileiro na campanha da Itália, foi conquistada.

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A Revolução de 1964: Ponderações Historiográficas!

Aproveitando os 50 anos dos eventos conhecidos por uns como Golpe Militar de 64 e por outros como Contra-Golpe de 64, republicamos o Artigo do Historiador Alessandro dos Santos Rosa.

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Vietnã! Alguém Lembra os Motivos, Causas e Envolvidos?

Diferentemente do que se possa imaginar, a Segunda Guerra Mundial, para os contemporâneos deste conflito, entenderam que estavam lutando pela liberdade no mundo. Ninguém que participou deste conflito questionava a motivação da guerra. Os americanos foram atacados, os ingleses sofreram terríveis perdas e outros países justificavam sua participação simplesmente dizendo que era a guerra do bem contra o mal. Neste conflito, pelo menos para quem participou, tudo era claro.

Já a Guerra do Vietnã a coisa não foi tão fácil assim. Primeiro era uma guerra questionável. De fato, o inimigo que se lutava era muito mais do que um Exército ou uma nação vil, mas uma guerra ideológica, com o inimigo muitas vezes infiltrado entre os aliados. Era a Guerra Fria na sua versão mais pungente. Os Estados Unidos já se envolvera em conflito semelhante no início da década de 50, a Guerra da Coreia. Sabiam que uma nação dividida, uma nação separada pela ideologia e sistemas de governos diferentes poderiam produzir campos de batalha tão ou mais aterrorizante quanto as terríveis campanhas da Segunda Guerra. E eles produziram.

Refletir sobre a Guerra Vietnã é refletir sobre as consequências e dos resultados da própria Segunda Guerra Mundial. Mas do que um conflito em uma região suburbana do mundo, este evento marcaria para sempre a história da maior potência ocidental, e colocava em check a reputação das Forças Armadas mais aclamada das últimas décadas.

Como dissemos em publicações anteriores, assim como a Guerra de Inverno (1939/40) e a invasão da União Soviética, homens que lutam por seu país, em sua própria terra, sempre estarão dispostos a tudo para derrotar e expulsar o inimigo, independente de suas intenções. Depois do Vietnã, muitas outros guerras provariam isso, pois isso é o que a história ensina.

A Maior Catástrofe Militar Portuguesa Depois de Alcácer-Quibir

Portugal entrou no conflito a partir de 1914 já na linha africana, com o objetivo de defender suas colônias. Mas apenas em 09 de março de 1916, Portugal declara guerra à Alemanha e forma, no ano seguinte, o Corpo Expedicionária Português (CEP). Em 1918, as tropas portuguesas foram deslocadas para defender a região de Flandres na Bélgica. A Alemanha preparava uma ofensiva desesperada para retomar a região dos Calais na França.
As tropas portuguesas estavam exaustas. Deveriam ser rendidas por tropas inglesas, mas por falta de barcos, o CEP ficou estacionado, defendendo a linha. Porém, muitos oficiais abastados conseguiram retornar para Lisboa e outros conseguiram favores para abandonarem suas tropas. Em todo momento o General Gomes da Costa, comandante do CEP, informava o governo de Lisboa sobre as condições das tropas. Casos de insubordinação, suicídio e deserções eram cada vez mais frequentes.

Em 09 de abril de 1918, o General Erich Ludendorff eclodiu a ofensiva “Georgette”. Em algumas horas de combate 7,5 mil soldados portugueses estavam feridos, mortos ou desaparecidos em combate. Infelizmente, a ofensiva ocorreu quando o exército português recebeu ordens para se deslocarem à retaguarda, sendo substituídas por tropas britânicas. O caos e o desespero dos portugueses eram generalizados.

Dentre os muitos casos de heroísmo em situações de guerra que ocorreram no decurso das Batalhas, um soldado português chama a atenção: Aníbal Milhais. Enquanto os soldados recuavam, o soldado Milhais ficou entrincheirado e defendeu sua posição contra o avanço da Wehrmacht. Depois passou à frente e, durante toda a Batalha, esteve lutando de trincheira em trincheira. Ao final, conseguiu retornar as linhas aliadas e foi condecorado com a Ordem da Torre e da Espada, maior condecoração de Portugal. Ficou conhecido como soldado Milhão.

Mais sobre sobre o soldado Milhões:

https://www.facebook.com/HeroiMilhoes

Pernambuco: Guerra no Mar, no Ar e nas Ruas.

A história da atuação dos nazistas no Nordeste traz grupos que se reuniam uniformizados, espiões que atuavam na Base Americana em Natal e partidários que tentaram viabilizar uma rádio de ondas curtas em Pernambuco.
Quando estoura a 2ª Guerra Mundial, no dia 1º de Setembro de 1939, Mussolini tem mais adeptos em Pernambuco do que Hitler. Em parte, graças à propaganda que o consulado italiano vinha fazendo desde a década de 1920, quando o “Duce“ assumiu o poder. Além disso, o fascismo conta com muitos simpatizantes entre os integralistas que, um ano antes, tentaram assassinar o presidente Getulio Vargas e sua família, no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro. Os italianos são mais presentes em várias atividades: comércio, mecânica leve, funilaria, música e na fabricação de alimentos e refrigerantes (a Fratelli Vita, na Boa Vista, que foi depredada em Agosto de 1942), depois do afundamento dos navios mercantes brasileiros.
A colônia alemã era menor, porém mais influente, especialmente nos meios industriais e, a propaganda alemã também foi mais eficiente, especialmente após a ascensão do Nazismo – que adotou um tom anticomunista: “ A Segunda Guerra Mundial empolgou a população de Pernambuco que logo se dividiu entre partidários do Eixo e dos Aliados. No Recife, havia uma velha tradição de admiração pela Alemanha em que Tobias Barreto introduziu o germanismo no Estado, o que era reforçado pela admiração que muitas pessoas tinham pela decantada inteligência, competência e dedicação ao trabalho do povo alemão, herdada da Primeira Guerra Mundial. Esta colônia era expressiva sobretudo nos meios industriais e, esta admiração aumentou na década de 1930, quando o Consulado alemão fez uma intensa divulgação entre os estudantes e profissionais, da propaganda contra o comunismo russo, procurando amedrontar a população com a hipótese de os comunistas um dia chegarem ao poder no Brasil”(Manuel Correia de Andrade – em Pernambuco Imortal).
O Partido Nazista existiu em Pernambuco, entre meados da década de 30 até Getúlio Vargas proibir [partidos estrangeiros em 1937]. Até o momento, os nazistas nunca precisaram agir na clandestinidade: seus integrantes, na maioria absoluta eram funcionários da Fábrica Lundgren, na cidade de Paulista, que iam às reuniões uniformizados(inclusive com a braçadeira com a suástica), e até assinavam atas. Não foi apenas em Pernambuco que os Nazistas foram ativos, pois haviam núcleos importantes em outros estados – Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, sendo que estas representações foram criadas por Hans Hanning Von Consul, que era oficialmente adido cultural na Embaixada da Alemanha no Brasil.

Foram ao todo 83 células com 2.822 militantes, o maior número de filiados ao Partido nazista fora da Alemanha (os Landesgruppe). Estes militantes, mesmo depois da proibição de fazer política, continuaram na ativa, tanto na espionagem como na propaganda. O Recife interessava à espionagem por causa do movimento do Porto, que passa a ser base da 4ª Frota Naval Americana e, da proximidade com a base aérea de Natal, montada pela Força Aérea Americana.
Uma parte considerável da história da atuação dos nazistas no Nordeste está nos arquivos do extinto DOPS (Departamento de Polícia Política e Social de Pernambuco). Este órgão, depois que o Brasil entrou na guerra ao lado, entre outros da União Soviética, pararam de caçar comunistas, para caçar nazistas e fascistas. Uma das maiores descobertas nestes arquivos foi feitas pela historiadora Susan Lewis, foi que houve na cidade de Igarassu, durante a 2ª Guerra Mundial, um campo de confinamento, para onde foram mandadas, cerca de 400 famílias de alemães e japoneses, mas em condições que em nada lembravam os campos de extermínio nazistas, onde foram executados milhões prisioneiros, a maioria judia.
Até o final da guerra, em todo o país, foram presos 47 espiões, todos condenados pelo Tribunal de Segurança do Estado Novo e, em Recife o DOPS teve muito trabalho com espiões alemães, inclusive dois processos – ambos assinados pelo delegado Pedro Corrêa, sendo um de espionagem e outro por propaganda, que ilustram bem a situação que aqui se passava.
O processo por propaganda indiciou Evaldo Stalleiken, que, se hoje fosse vivo seria considerado um designer de primeira: ele fez o desenho da carteira de cigarros Nacionaes, de modo que a junção de 4 carteiras, formava a suástica e, as mesmas postas em outra posição, formavam a Cruz de Ferro, uma das maiores condecorações do Exército Alemão. Ao ser chamado pelo delegado para se explicar, ele disse que fez o desenho de múltipla utilidade sem querer…

O segundo inquérito, referente à espionagem, foi sobre a tentativa de montar uma rádio de ondas curtas, para aproveitar a posição geográfica do saliente nordestino, chamado de Trampolim do Atlântico Sul, que acusou Hans Heinrich Sirvet e Herbert Friedich Julius Von Heyer, que ofereceram dinheiro para que o técnico Walter Grapetim faça as instalações desta rádio, que já estava montada. O técnico Grapetim, procurou o alemão Oscar Shiler, responsável pela parte técnica da Rádio Clube de Pernambuco, que o aconselha a “não se meter em tal assunto”, que foi seguido à risca por ele.

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigberto de Souza Júnior

Texto extraído da “Revista Continente Documento Ano III nº 33/2005”