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As 200 melhores Fotos da Segunda Guerra Mundial – Parte 01
Retomando as atividades do BLOG, resolvemos iniciar uma nova fase do nosso espaço, depois de um período de férias. Muitas novidades estão sendo preparadas para que possamos voltar com mais força na pesquisa histórica das Guerra Mundiais.
Para começar iremos publicar o que mais tem marcado a vida desse espaço, a qualidade dos registros fotográficos. Dividido em duas publicações, confiram as 200 mais impressionantes fotografias da Segunda Guerra Mundial. Vamos lá…
A Guerra do Açúcar – As Invasões Holandesas no Brasil
Leitura sempre foi algo muito atraente pra mim. Ler faz toda a diferença. Mas não adianta ler o que nada acrescenta. Leia aquilo que transborda de conhecimento. Com a tecnologia ao alcance de um teclado, ficou mais fácil ler, mas a leitura é feito comida, que pode ser nutritiva e fazer bem ao corpo ou pode servir apenas para engordar.
Sou da velha guarda! Gosto do livro físico! Não me mande um PDF, me mande um bom livro. Tenho orgulho da minha biblioteca! Leve-me as roupas do corpo, mas deixe meus livros em paz!
Por isso considero a indicação de um bom livro algo muito valioso. Sabe aquela informação privilegiada que pode enriquecer ou empobrecer um indivíduo? É mais ou menos isso quando se indica uma obra de qualidade.
Hoje é seu dia de SORTE! Irei passar a tal informação privilegiada!
Uma postagem sobre uma obra riquíssima, em termos históricos e literários. A Guerra do Açúcar – As Invasões Holandesas no Brasil, do Professor Carlos Daroz , um especialista em História Militar e um dos mais importantes pesquisadores do período holandês no Brasil. Trata-se de uma daquelas obras que é obrigatória a leitura para entendimento da formação do nosso País. Por isso, a indicação do livro é tão precisa. A guerra do Açúcar é muito mais do que uma narrativa de batalhas, trata-se de uma reflexão sobre um período histórico.
Saiba usar com sabedoria a dica! Se conselho fosse bom não se dava! Mas…
SINOPSE
Durante trinta anos, no curso do século XVII, uma grande parte do Nordeste brasileiro era holandês. Em busca de um produto extremamente valioso na Europa – o açúcar – a Companhia das Índias Ocidentais holandesa realizou duas tentativas de instalar uma colônia no Brasil, dando origem a um intenso e custoso conflito.
A partir de fontes historiográficas brasileiras e europeias, A Guerra do Açúcar conta a história desse conflito que colocou a Companhia das Índias Ocidentais contra Portugal, Espanha e nativos do Brasil.
Uma história de homens rudes, soldados e insurretos, mercenários e piratas, índios e negros; de um povo que se recusou a ser dominado por uma cultura estranha e hostil. Uma história de lutas e sacrifícios, mas, sobretudo, de esperança em um destino mais promissor.
ESTRUTURA DO LIVRO
Prefácio – General Aureliano Pinto de Moura, presidente do IGHMB
Apresentação
Capítulo 1 – Um projeto ousado
Capítulo 2 – A fala de Deus – A arte da guerra no século XVII
Capítulo 3 – As forças coloniais portuguesas no Brasil
Capítulo 4 – As forças da Companhia das Índias Ocidentais
Capítulo 5 – Os holandeses invadem a Bahia
Capítulo 6 – O “terror dos mares” – Período entre as invasões
Capítulo 7 – Os holandeses conquistam o Nordeste
Capítulo 8 – O Conde expande a conquista
Capítulo 9 – A Guerra da Liberdade Divina
Capítulo 10 – Negociando o Brasil
Capítulo 11 – O Legado
Bibliografia
Notas
SOBRE O AUTOR
Carlos Roberto Carvalho Daróz é oficial de Artilharia do Exército Brasileiro, historiador militar, professor e pesquisador. Nascido no Rio de Janeiro, obteve seu bacharelado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras e diplomou-se Mestre em Operações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Paralelamente a vida militar, desenvolveu sua carreira acadêmica. Com licenciatura em História pela Universidade Salgado de Oliveira, especializou-se em História Militar pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e pelo Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Atua como professor do Colégio Militar do Recife e do curso de pós-graduação em História Militar, da Universidade do Sul de Santa Catarina. É membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e pesquisador-associado do Centro de Estudos e Pesquisa em História Militar, da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército Brasileiro.
Historiador militar da nova geração, possui dezenas de artigos e trabalhos de História Militar, publicados na Revista do Exército Brasileiro, A Defesa Nacional, Revista da Universidade da Força Aérea, Revista Militar (Portugal) e outros periódicos especializados. É palestrante frequente de temas relacionados à História Militar, tanto no meio militar, quanto na academia.
E autor do livro Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932, eu conta a história do emprego do Poder Aéreo na Revolução Constitucionalista.
A Guerra do Açúcar:
As invasões holandesas no Brasil
Autor: Carlos Roberto Carvalho Daróz
Editora: Editora Universitária da UFPE
ISBN: 978-85-415-0518-5
Gênero: História Militar
Prefácio do General Aureliano Pinto de Moura, presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil
445 páginas
65 imagens
5 tabelas
Preço: R$ 50,00 (mais frete de R$ 8,00)
Conheça nossa página: https://www.facebook.com/aguerradoacucar
Solicite seu livro pelo e-mail aguerradoacucar@yahoo.com.br
A Alemanha e a Invasão da União Soviética – Entendimento
O processo de invasão da União Soviética estava na mente de Hitler desde a sua formação ideológica total. Era um projeto de poder. E todos sabiam do antagonismo dos regimes alemães e soviéticos. Por isso o pacto de não agressão Molotov-Ribbentrop, assinado à surdina de 23 de agosto de 1939, causou tanta estranheza as nações ocidentais. Todos foram pegos de surpresa com a declaração da assinatura do pacto. O resultado imediato permitiu uma invasão à Polônia coordenada com as forças soviéticas, ao ponto de terem estabelecidos todas as áreas de influências antes mesmo que qualquer tiro fosse disparado. Até hoje os defensores do regime comunista não acreditam que a figura de Stálin se alinhou com Hitler e caminharam juntos com os mesmos objetivos de 1939 a 1949. Argumentam que é uma mentira reconhecida dos capitalistas para denigrir a imagem de Joseph Stálin ou uma maravilhosa estratégia do líder soviético para ganhar tempo e se preparar para uma guerra inevitável. Duas argumentações, diga-se de passagem, falhas e sem cabimento. Primeiro é necessário entender que não há qualquer dúvida que o Pacto delimitava as condições de avanço alemão e previa as condições depois da capitulação polaca. Não há qualquer argumentação histórica séria que vá de encontro às condições a este cenário. Com relação à visão de que Stálin se preparava para uma guerra com a Alemanha, isso é uma argumentação extremamente difícil de ser defendida. A invasão da União Soviética ocorreu com um avanço territorial significativo durante as primeiras semanas de campanha, com pouca ou nenhuma resistência. O próprio Stálin já esperava uma invasão a Rússia, inclusive com um plano de abandonar a capital russa e realizar a transferência das fábricas bélicas para os Montes Urais. Hitler opta por avançar em direção ao Cáucaso, a revelia do pensamento de militares expoentes como Guderian e von Rundstedt que acreditavam na conquista da capital. No sentido geral, não argumentosque possam embasar que se tratava de uma estratégica stalinista, estava mais para uma guerra desesperada pela sobrevivência. E a guerra não foi ganha pelas estratégias russa, quando estavam defendendo seu território, mas pela tenacidade de seus jovens soldados.
Segue galeria da invasão alemã a território russo.
27 de Setembro de 2014 – Um Dia Memorável!!
Pernambuco sempre se orgulhou de seu passado de lutas. Não por acaso, a célula inicial dos preceitos pátrios de nosso País tem sua origem nas “terras dos altos coqueiros”, com expulsão dos flamengos nas memoráveis Batalhas dos Guararapes de 1648. Este mesmo ímpeto de luta e senso de justiça social retorna nas revoluções de 1817 e 1824, com objetivos de formar uma nova nação, um novo País, sendo um dos primeiros movimentos separatista a declarar independência do Império que se formava. Esse é o povo pernambucano, sempre disposto a lutar por sua terra e defender sua gente.
Em 1943, quando na formação da Força Expedicionária Brasileira, divisão militar que iria ser enviada para o Teatro de Guerra, nosso Estado contribuiu com 681 militares pernambucanos compondo a Divisão do General Mascarenhas de Morais. E eles lutaram bravamente. Infelizmente 13 perecerem em combate ou em decorrência da guerra.
Infelizmente, assim como todos os outros soldados da Força Expedicionária Brasileira, o esquecimento foi o flagelo que a política impôs a geração que lutou na Itália. Os 13 pernambucanos mortos na Itália, não teriam seus nomes assemelhados aos nomes como Felipe Camarão, Fernandes Vieira ou Frei Caneca, seus nomes estavam destinados ao esquecimento, estavam…
No meio do mar do esquecimento eis que surge uma lâmpada de esperança para o Brasil. Desde 2010 a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (ANVFEB-PE) vem estruturando um projeto de reforma e destaque do único memorial para os pernambucanos que morreram na campanha da Itália. Esse monumento foi inaugurado em 1971 no Parque 13 de maio, no centro do Recife, na gestão do Prefeito Geraldo Magalhães. Década depois, não havia qualquer referência ao monumento, anos de abandono e descaso. As placas que foram afixadas por ocasião da inauguração inexistem, e ninguém da administração pública sabia informar do que se tratava. Realizamos um projeto de resgate histórico e, com o apoio irrestrito do Comando Militar do Nordeste, a Prefeitura do Recife entrou no processo de restruturação do monumento.
Hoje, 27 de setembro de 2014, os mesmos veteranos que participaram da inauguração em 1971, puderam presenciar em vida a lembrança dos companheiros que tombaram na guerra que insistimos em esquecer.
Que outros 27 de setembro cheguem para iluminar nosso povo e nossa passado, para um futuro que possa sempre valorizar as gerações que viveram e morreram por nossa terra.
A Memória dos Heróis Mortos Largado ao Esquecimento!
Caros! Hoje as coisas mudam! Reinauguração do Monumento aos Pernambucanos que tombaram no Teatro de Operações da Itália. 14h00 no Parque 13 de maio.
AO PRIMEIRO COMANDANTE! FELIZ DIA DO SOLDADO!
Lembrai-vos dos vossos Soldados!
Ser soldado para alguns desavisados e de conhecimento insípido, se reduz apenas a receber e executar ordens como se robozinhos fossem. Ser soldado para outros tantos é apenas um elemento acéfalo que mecanicamente responde a ordens de seus superiores. Ser soldado para aqueles que, ideologicamente sentem ódio pelo seu próprio Exército, são homens vis, que matam e torturam.
Mas será essa a verdade que representa ser um SOLDADO?
Soldado, antes de tudo, tem na sua essência o antigo guerreiro, aquele que morre por sua terra para proteger sua família. O conceito de soldado vai muito além de ideias simplistas e equivocadas. Ser soldado é viver em função de sua pátria, por seu País. A vida de um soldado e sua alma repousam na farda que ele enverga. Essa segunda pele que representa tudo que ele acredita e por ela entrega a vida. Ser soldado é ter honra! Ser um disciplinado e privar-se para salvaguarda da coletividade. É ser vigilante enquanto outros dormem em berço esplêndido! Ser soldado é entregar tudo, sem nada esperar em troca! Enfim, ser soldado, é aceitar perder a vida nos campos de batalha, a viver uma existência na escuridão da covardia!
Neste Dia do Soldado, neste esquecido Dia do Soldado! Apresento-lhes um dos maiores soldados que esse País já teve. Um jovem Tenente Temporário que o Brasil e seu Exército insistem em não reconhecê-lo.
José Sabino Maciel Monteiro, natural de Porto Alegre, Rio Grande Sul, nascido em 20 de janeiro de 1917, cursou o primeiro ano do Curso de Cavalaria do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Paraná (CPOR/PR), onde foi matriculado em 20 de abril de 1934, cursando o segundo e o terceiro ano do Curso no CPOR/Rio de Janeiro, onde foi declarado Aspirante a Oficial em 1936. Em 1942, já como comandante de fração do 2º Regimento de Cavalaria, se destacou durante a realização de uma apresentação de Pista de Combate e o General de Divisão Mascarenhas de Morais, Comandante de Força Expedicionária Brasileira, convidou o jovem Tenente para servir na 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária. A designação para a função foi publicado no Diário Oficial em 08 de maio de 1944. Participando do 3º Escalão da Força Expedicionária Brasileira.
Não demorou muito para que o Tenente Sabino tivesse seus méritos reconhecidos. Foi convidado a assumir o comando do Military Police Platoon, a primeira fração de Polícia do Exército do Brasil. O Tenente Sabino tinha a perfeita noção da responsabilidade, isso explica sua dedicação devocional no cumprimento as missões do Pelotão de Polícia. Tanto que foi promovido a Capitão nos campos de Batalha. A documentação que embasa esse espírito, refletindo a quantidade de elogios que foram direcionados a este militar. Os elogios partiram de todos os escalões de comando, destacando-se a referências elogiosas do Chefe do Serviço de Polícia, órgão a qual o Pelotão/Companhia estava subordinado, junta-se os elogios do Comandante da Divisão, General Mascarenhas de Morais. Das referências elogiosas e citações, uma em especial chama a atenção, o elogio pessoal do Major General do Exército americano Willis D. Crittemberger, comandante do IV Corpo, sobre as ações ofensivas. Uma referência elogiosa pessoal para um Oficial comandante de uma Companhia não era comum no contexto das operações de um Corpo de Exército. Segue resumo das citações elogiosas:
“[…] Tenho a honra de louvar o Capitão José Sabino Maciel Monteiro, pelo muito que fez na esfera de suas atribuições, para que a Divisão alcançasse o alto conceito em que se firmou no Teatro de Operações da Itália[…]” Continua “…Recebendo cada nova missão entusiasticamente e cumprindo-a com eficiência, é um resultado de que se podem justamente orgulhar os oficiais e praças da 1ª DIE”.- Elogio registrados nas alterações do Capitão Sabino em 16 de junho de 1945.
A referência cita ainda “a atuação da Divisão no Vale do Serchio, vencendo o antigo inimigo e tomando suas posições; a rocada para o Vale do Reno e a sua entrada em posição; a participação nas operações da Ofensiva da Primavera, com contínuos avanços sob intenso fogo de artilharia e morteiros inimigos, as constantes substituições sempre excelentemente executadas, a arrancada agressiva para noroeste contra forte resistência inimiga, conquistando Zocca, Collechio, Fornovo e obrigando a rendição da 148º Divisão Alemã e a da Divisão italiana; refletem a capacidade a eficiência e o espírito combativo de sua tropa”.
Durante o período de atuação na Itália, sete elogios forma realizados pelo General João Batista Mascarenhas de Morais, Coronel Armando de Morais Ancora e pelos diferentes Chefes de Polícia que se reversavam na atividade, todos identicamente ricos ao ressaltar as virtudes militares do Capitão Sabino.
Recebeu as seguintes condecorações: Cruz de Combate, Medalha de Campanha, Medalha Mascarenhas de Morais, Medalha do Mérito Militar, Bronze Star (EUA), Medalha Croce al Valor Militare (Itália). Dentre as várias condecorações de campanha, versa a Bronze Star, uma das mais altas honrarias americanas. Na citação que lhe concedeu a Medalha lê-se:
“[…]Como Oficial Comandante de Polícia do Exército,[…] demostrou grande habilidade como organizador[…], trefegando constantemente pelas rodovias sob bombardeio inimigos, checando a execução das missões e restaurando a ordem em lugares que foram destruídos pelo fogo inimigo[…]”
Ainda na citação se lê: “[…] conduziu com grande inteligência os Planos de Evacuação e Custódia dos prisioneiros alemães”. E que “sua conduta foi de acordo com as mais altas tradições das Forças Aliadas”.
De retorno ao Brasil, durante o período de desmobilização da FEB, o Capitão Sabino, permaneceu no Comando da 1ª Companhia de Polícia Militar por mais 116 dias, passando o comando em 15 de dezembro de 1945. Isto o tornou o primeiro Oficial de Polícia Militar do Exército Brasileiro. Ressaltando que a Companhia de Polícia Militar da 1ª DIE não foi desmobilizada e passou a ser 1ª Companhia de Polícia Militar da 1ª Região Militar e que, posteriormente, por força do Decreto nº 23.466, de 06 de Agosto de 1947, tem sua designação alterada para 1ª Companhia de Polícia do Exército. E, por último, é transformada, através da Portaria Reservada nº 121-99 de 24 de dezembro de 1951, no 1º Batalhão de Polícia do Exército.
Depois? Ah! Depois! Infelizmente ele morreu sem o devido reconhecimento de seu Exército. Morreu e sua primazia na criação da Polícia do Exército do Brasil passou para escuridão histórica!
Mas ele foi um grande Soldado! E isso ninguém pode mudar! Daqueles Oficiais R/2 que seus soldados o seguem instintivamente! Daqueles que os subordinados entram na linha de frente não por ser ordem de um superior, mas por ser ele! O Comandante! Que seus homens dariam a vida para protege-lo. Isso é ser soldado! Morrer por quem vale a pena! É um Oficial R/2 SIM! E um dos melhores que esse Exército de Caxias já produziu!
Muito Prazer em Conhecer Comandante!! Feliz Dia do Soldado!
UMA VEZ PE, SEMPRE PE!
Treinando para o Dia D – Fotos Coloridas.
A máxima da infantaria sempre será: “Treinamento difícil, combate fácil”. Para realizar uma operação nunca antes imaginada, esse jargão fora o principal motivador para o início da Operação Overlord, mas conhecida como o Dia D. Desde o final de 1943 milhões de soldados, aviados e marinheiros treinaram a exaustão aquela que seria a maior operação anfíbia da guerra até aquele momento. Os Aliados queriam desembarcar na Europa ocupada nas primeiras horas da invasão 200 mil homens e uma quantidade de equipamento descomunal. Para tanto, seria necessário empreender na doutrina e na disciplina da tropa para que todos os níveis de comando pudessem entender e executar todas as missões previstas para alcançar os objetivos. Não havia margem para erros, pois as falhas iriam ser cobradas com vidas. Por isso, meses após meses, todos os militares envolvidos treinavam a exaustão suas missões. De operações de desembarque a escaladas em montanhas, como foi o caso da Ranges na Pointe du Hoc. Além dos treinamentos das divisões aerotransportadas e de ataques de pequenas unidades de infantaria, missões específicas dos paraquedistas britânicos e americanos.
Evidentemente que nenhum treinamento se compararia ao cenário de horror que esses jovens seriam submetidos, como foi o caso em Omaha Beach, pois, como diria o próprio comandante Supremo da Força Expedicionária Aliada, General Eisenhower : “Todos os Planos de Guerra se encerram quando a Batalha começa[…]”
Segue uma excelente galaria desses treinamento de todas as Forças envolvidas no Dia D com fotografias coloridas:
Primeira Guerra Mundial: O Início da Propaganda de Massa!
É impossível não pensar em propaganda moderna sem trazer a figura de Joseph Goebbels e de toda máquina criada para difundir as ideias nazistas na Alemanha e no mundo. Mas o que poucos sabem é que a propaganda de guerra foi introduzida na Primeira Guerra Mundial. Os impérios Austro-húngaro e Prussiano iniciaram fortes campanhas nacionalistas de apoio ao conflito. A Inglaterra e França também buscavam apoio da população, além de menosprezar o inimigo com charges que passavam mensagens específicas. Quando a entrada dos Estados Unidos, além de mensagens da luta pela liberdade, também eram comuns mensagens que tratavam a venda de bônus de guerra. Estratégia também acompanhada de várias nações envolvidas no conflito.
OFFTOPIC – A Morte de Eduardo Campos, uma reflexão…
Nunca me manifestei politicamente a favor de Eduardo Campos, mesmo sendo conhecedor de sua capacidade administrativa. Não por acreditar que ele não fosse um bom candidato, simplesmente acreditava que poderia não ser o momento dele na política nacional, muito embora achasse que nos pleitos dos próximos anos, ele seria um forte candidato ao maior cargo do Executivo Brasileiro. Lido com o orçamento e planejamento do Estado de Pernambuco desde 2005, e como disse, sou testemunha da competência administrativa do ex-governador de Pernambuco. Realmente, a Administração Pública do Estado se divide neste século antes de depois de Eduardo. E isso é mérito que ninguém pode tirar-lhe. A mudança de paradigma que ele proveu desde 2007 foi gigantesca. Uma gestão extremamente técnica voltada a resultados, coisa típica da administração privada sendo emprega na pública. Foi um choque, mas que deu resultados, mais uma vez, é inconteste seus méritos como Governador de Pernambuco. Os números provam isso, em termos econômicos, Pernambuco chegou a crescer a 7, 8 pontos percentuais ao ano; em termos sociais, enquanto havia um aumento da criminalidade nos grandes centros urbanos brasileiros, Pernambuco diminuía seus índices de violência. Evidentemente, ele tinha seus problemas, mandava e desmandava, políticos que não seguiam suas diretrizes eram largados ao esquecimento. Enfim, mesmo com resultados e com problemas, eu não acreditava que seria o momento dele como Presidente.
Infelizmente, o que se pode dizer hoje de Eduardo Campos, refletindo sobre os fatos recentes, é que ele acima de tudo era um político honesto. Como muitos dizem, um idealista e um apaixonado por esse País, além de ser vocacionado para o Executivo. Infelizmente, características que são cada vez mais incomuns nos políticos brasileiros. Portanto, neste aspecto, o Brasil perde ainda mais com a morte desse pernambucano. Além do vácuo na disputa presidencial, encontraremos um Estado perdido politicamente. O que nos reserva o futuro? Só Deus sabe! Se o desaparecimento de Eduardo Campos torna a corrida à Presidência incerta, em Pernambuco as consequências são ainda mais devastadoras, pois o referencial se foi, e haverá espaço para retroagirmos com velhas figuras querendo ocupar as rédeas perdidas há anos ou novas lideranças abocanhando a herança política deixada por Eduardo Campos. Mas uma coisa é certa, demorará alguns anos até Pernambuco produzir novamente um politico com os potenciais que o neto do Dr. Arraes possuía, infelizmente!
Debate Sobre a Segunda Guerra Mundial – João Barone
Vamos participar do Debate sobre a Segunda Guerra Mundial e a participação do Brasil no maior conflito do século XX. Acesse o LINK abaixo e acompanhe
http://seuhistory.com/programas/guerras-mundiais/bate-papo-com-joao-barone
Afinal! Onde Hitler Morreu? Berlim ou América do Sul?
Um dos maiores nomes da ciência História, um dos expoentes da Escola de Annales, o inglês Eduard Carr, vai afirmar em uma das principais obras que analisa a História enquanto ciência, que o fato histórico deverá ser embasado em evidências e considerações por parte do historiador, segundo Carr: “Como qualquer historiador ativo sabe, se ele para pra avaliar o que está fazendo enquanto pensa e escreve, o historiador entra num processo contínuo de moldar seus fatos segundo sua interpretação e sua interpretação segundo seus fatos. É impossível determinar a primazia de um sobre o outro”. (Carr, 1973). Portanto, cada historiador deverá se policiar para que sua interpretação não tenha primazia sobre o fato, incorrendo em defender inverdades como fatos.
Uma dos acontecimentos que é mais castigado por interpretações, em termos de Segunda Guerra Mundial, é a morte de Adolf Hitler em 30 de abril de 1945. Ao longo das décadas, muitas teorias e especulações foram sendo elaboradas com o objetivo de negar o suicídio de Hitler em Berlim. Uma fuga negociada e executa com o aval dos Estados Unidos do Führer e de seus assessores para a América do Sul são as que mais ganham cobertura dos adeptos da teoria. Alguns escritores narram detalhes da vida de Hitler no exílio. Entre os adeptos da tese, fazemos menção a duas em especial. A primeira é a obra da Simoni Renée Guerreiro Dias que realizou dissertação de mestrado com o tema, Hitler no Brasil – Sua Vida e Sua Morte. O interessante na pesquisa é que ela afirma que o ditador teria fugido com a tutela e a ajuda do Vaticano. Hitler teria recebido da Igreja Católica direito a um mapa contendo a localização de um tesouro jesuíta do século XVIII. Não encontrando o tesouro, Hitler se instala em definitivo na cidade de Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso, onde teria constituindo família, com uma brasileira negra, para não levantar suspeitas, claro. Hitler teria morrido com 81 anos de idade; a segunda teoria, publicada por Ediciones Absalón, “El Exilio de Hitler”, sustenta a passagem de Hitler por Barcelona, antes de formar um comboio de submarinos em direção a América do Sul. É importante observar que, em conjunto com os seus assessores, Hitler embarcou com uma carga de ouro.
Um novo capítulo inicia com a liberação de um documento do FBI, datado de 21 de setembro de 1945, que trata exatamente um encontro com uma fonte que testemunhou que altos representantes do governo Argentino receberam o comboio de Hitler com mais de 50 pessoas.
Agora vamos realizar uma pequena exposição que tem que ser explicada antes de qualquer afirmação. Constantes em vasta bibliografia.
Os ataques sobre Berlim iniciaram de forma contundente em 21 de abril de 1945. Hitler foi transferido com seus assessores no dia seguinte para o bunker, vamos aos relatos:
Em 21 de abril, Hitler foi levantado cerca de 09h30m e informado de que Berlim estava na linha de fogo da artilharia russa. Burgdorf bem como outros ajudantes esperaram por ele na antecâmara.
Na antecâmara, esperavam por Hitler Burgdorf, Schaub, Below e Günsche.
– Que está acontecendo? De onde vem o tiroteio? – perguntou. Burgdorf informou que o centro de Berlim estava sob pesado fogo de artilharias russas, aparentemente postadas a noroeste de Zossen. Hitler empalideceu. – os russo estão assim tão perto?
Às primeiras horas da manhã de 22 de abril o fogo da artilharia russa aumentou…
As bombas russas frequentemente explodiam em Tiergarten e por vezes mesmo nos jardins que circundavam os ministérios da Wilhelmstrasse (Chancelaria). O seu estrondo arrancou Hitler do sono às nove da manhã.
Tão logo se vestiu chamou Linge e perguntou nervosamente: “Qual o calibre?” Para acalmar Hitler, Linge respondeu que o fogo vinha de baterias antiaéreas no Tiergarten e de canhões russo isolados, de longo alcance. Após o café em seu gabinete, Hitler voltou ao quarto, onde Morell lhe aplicou como de costume uma injeção estimulante.
A conferência militar foi convocada para o meio-dia. Por volta de meio-dia reuniram-se no bunker de Hitler as seguintes pessoas: Doenitz, Keitel, Jodl, Krebs, Burgdorf, Winter, Christian, Voss Fegelein, Bormann, Hewel, Lorenz, Below, Günsche, Johannmeyer, John von Freyend e Von Freytag-Loringhover.
Foi a conferência militar mais rápida de toda a guerra. Muitos rostos estavam transfigurados. Em vozes abafadas a mesma pergunta era repetida várias vezes: “Por que não pode o Führer se decidir a abandonar Berlim?”
Hitler chegou dos seus aposentos particulares e parecia mais curvado do que nunca. Laconicamente saudou os membros da conferência e deixou-se cair na cadeira. Krebs começou a relatar os fatos. Comunicou considerável agravamento da situação das tropas alemães que defendiam Berlim. Os tanques russos tinham conseguido avançar para o sul, via Zossen, e alcançado os arredores de Berlim. Nos subúrbios leste e norte havia violenta luta. As tropas alemãs postadas no Óder ao sul de Stettin estavam inapelavelmente cercadas. Os tanques russos tinham-se infiltrado através de uma brecha e penetrado profundamente nas posições defensivas alemãs.
Hitler se levantou e curvou-se sobre a mesa. Pôs-se a apontar algo no mapa, suas mãos tremendo. Subitamente empertigou-se e jogou seu lápis de cor sobre a mesa. Inspirou profundamente, sua face ficou rubra, seus olhos esbugalhados. Recuou um passo da mesa e numa voz brusca gritou: “É o fim! Em tais circunstâncias não posso comandar! A guerra está perdida! Mas vocês estão enganados, cavalheiros, se pensam que vou deixar Berlim! Daria antes um tiro na cabeça! ”
Todos fixaram os olhares horrorizados sobre ele. Mal levantou a mão. “Obrigado senhores”. Então, abandonou a sala. (Bezymenski, 1968)
Apesar de algumas contradições encontradas no relato, principalmente sobre os participantes da Conferência Militar do dia 22 de abril, não há qualquer dúvida que houve a reunião e que as condições de saúde e o cenário militar descrito, correspondem à realidade de Berlim. O próprio Almirante Doenitz deixa Berlim naquele mesmo dia, confirmando assim que havia ainda condições de entrada e saída da cidade, e que o cerco dos soviéticos ainda não estava completo. No dia 23, Hitler recebe a visita de Alberto Speer e no dia seguinte chega à família do ministro Goebbels. No dia 26 todas as linhas de entrada e saída de Berlim estavam completamente tomadas, para se sair da cidade, apenas fugindo do cerco imposto pelos soviéticos. No dia 29 de abril, deu-se a reunião final. O General Weidling, governador militar de Berlim, e comandante da LVI Corpo Panzer, ainda aventou a possibilidade de uma escapada pelas linhas soviéticas, mas Hitler o dissuadiu. Não tinham nem tropas, nem equipamento, nem munições, para qualquer tipo de operação. Era ficar e morrer!
O Führer então despediu-se formalmente das pessoas mais próximas que ainda o seguiam até aquele momento.
Baseado no que já temos como relato, podemos identificar algumas questões:
- O médico particular de Hitler, Theodor Morell, afirma que a saúde de Hitler era delicada. Inclusive, estudos recentes apontam sintomas de Mal de Parkinson.
- Várias testemunhas confirmam que Hitler estava no bunker em 30 de abril de 1945, portanto a possibilidade de uma fuga sob o forte cerco soviético se não era impossível, era muito pouco provável.
- Goebbels confessa a Hitler que ficaria com ele até o fim. Joseph e Marta Goebbels estiveram no bunker e assassinaram seus seis filhos, depois se mataram. Soa como ilógico que eles não tenham fugido com o Hitler.
- Blondi sua cadela é encontrada morta nas proximidades do bunker, mais uma evidência que Hitler não deixou Berlim.
Os soviéticos antes de chegarem a Berlim promoveram uma corrida interna entre as suas unidades para quem trouxesse Hitler, vivo ou morto. Também outros altos membros do partido nazista estavam na lista. No início de maio, foram encontramos 02 corpos em caixas de munição nos arredores de Berlim, estes foram enviados imediatamente para autópsia e investigados pela NKVD. Identificaram que eram os corpos de um homem e uma mulher. Foram em busca dos registros dentários e do próprio dentista de Hitler que, confrontando com os registros, confirmaram que o corpo do homem era do líder nazista.
Os fatos aqui observados são embasados em vasta bibliografia fruto de pesquisa de vários historiadores e pesquisadores do tema. Isso não quer dizer que os acontecimentos que cercam A MORTE DE HITLER, estejam completamente sacramentados, pois a própria História como ciência passa por revisões e podem sofre alterações, contudo não há ainda qualquer evidência séria, apesar das tentativas insípidas, de mude o fato de que Hitler não morreu em 30 de abril de 1945, no bunker em Berlim.
No dia 31, a partir das 21h00, será transmitido ONLINE pelo Hangout um vídeo Chat com João Barone e os convidados Marcelo Madureira, Arthur Dapieve e Chico Miranda. Falaremos sobre a Segunda Guerra Mundial, abordando, inclusive a participação brasileira.
Para participar é só Clica neste LINK: https://plus.google.com/u/0/events/c3u0jqefnibrf8h2keekcgdqcs4
Confirme sua presença e mande sua pergunta! PARTICIPEM!
MAIS INFORMAÇÕES: http://seuhistory.com/programas/guerras-mundiais
Guerras Mundiais no HISTORY & João Barone e Convidados!
O dia 31 de julho será um excelente dia para os entusiastas, pesquisadores e estudiosos da Segunda Guerra Mundial. Na verdade, para ser mais amplo, a jornada da Segunda Guerra Mundial, será nos dias 28, 29 e 30 de julho, com a série Guerras Mundiais, exibida pelo HISTORY CHANNEL, indicada a 03 Emmy.
Minissérie em 6 episódios, que traz a história de uma geração de homens que lutaram como soldados nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, e que se tornaram líderes na Segunda Guerra Mundial. Hitler, Churchill, De Gaulle, MacArthur, Patton, Stalin e Mussolini hoje são conhecidas lendas globais, e fizeram parte das duas guerras sangrentas que abalaram a humanidade por 30 anos. Desde as primeiras batalhas, eles souberam o quanto lhes custaria subir ao poder, lutando por suas vidas na linha de frente. As lições que aprenderam ali os moldou, e os revelou quando o combate irrompeu de novo. Alguns se tornaram heróis, forjados pela coragem debaixo de fogo; outros, despontaram como os vilões mais infames que o mundo já viu. Reconstituir as guerras mundiais dessa forma, é contá-la através desses homens em uma abordagem única e inédita: a Primeira Guerra os mudou e na Segunda Guerra, eles mudaram o mundo.
No dia 31, a partir das 21h00, será transmitido ONLINE pelo Hangout um vídeo Chat com João Barone e os convidados Marcelo Madureira, Arthur Dapieve e Chico Miranda. Falaremos sobre a Segunda Guerra Mundial, abordando, inclusive a participação brasileira.
Para participar é só Clica neste LINK: https://plus.google.com/u/0/events/c3u0jqefnibrf8h2keekcgdqcs4
Confirme sua presença e mande sua pergunta! PARTICIPEM!
MAIS INFORMAÇÕES: http://seuhistory.com/programas/guerras-mundiais
A Velha e Boa Alemanha de SEMPRE!
Depois da consagração da Copa do Mundo do Brasil, a imprensa brasileira muito tem alardeado sobre a organização e o planejamento dos alemães e seu metodismo para tornar-se a maior potência futebolística do mundo. Mas, para quem conhece o histórico da Alemanha, não é difícil entender os motivos que levaram a Alemanha a atingir esse nível de planejamento e execução, já que isso faz parte da cultura desse povo. Sempre fez. O mundo sentiu de forma voraz essa cultura de organização e execução calculista na mais trágica das formas. A Alemanha fez sua fama pela vocação belicista. Contudo, não quero falar sobre as duas guerras, daria margem para infindáveis discussões entre adeptos e acusados do rastro de destruição e morte dos regimes que estiveram no poder seja na Alemanha do Kaiser; seja na Alemanha Nazista.
A prova inconteste da magnitude da abnegação alemã surge exatamente quando o povo esteve destroçado, ou seja, no final da Segunda Guerra Mundial. Não há outro exemplo mais contundente de humilhação que uma nação tenha vivenciado com privação ao extremo, nos difíceis meses posteriores a guerra. Cidades completamente destruídas, mortos aos milhões, estupros em massa, foram os ingredientes que acompanharam a chegada das forças estrangeiras a partir de abril de 1945 e por lá permaneceram até 1989.
Não importa os motivos da guerra, as ideologias ou qualquer tipo de juízo de valor sobre seu desfecho causal, o que interessa são os fatos e isso aponta para um povo extraordinário e resistente, e com uma impressionante vocação para se reinventar e se adaptar as mais adversas situações; seja causado por regimes nefastos; seja para reerguer-se da quase aniquilação ou até mesmo para se planejarem para ser o país do futebol.
Uma Luz na Escuridão Histórica: Gastão Coimbra e o Seu Maravilhoso “Homens da Pátria”
O professor e historiador Roney Cytrynowicz escreveu um artigo que dizia o seguinte sobre o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial:
O lugar da Segunda Guerra Mundial na história e na memória coletiva da população do São Paulo, e do Brasil [grifo nosso], tem sido, no entanto, marcado muito mais pela ausência do que por uma presença efetiva e consistente. A guerra, episódio central da História do século 20, não está presente na memória da cidade de São Paulo; ela não é celebrada coletivamente, não é lembrada. Os soldados que lutaram e os mortos não são referenciados a não ser por pequenos grupos diretamente ligados a eles.
Infelizmente uma verdade gritante que se agrega a característica do Brasil em ser um País sem memória. Mas, sempre haverá ações que possam ir de encontro a essa nociva cultura. Essas ações, não raras vezes, são protagonizadas por pessoas que, distantes dos financiamentos públicos e de suas estatais, têm que vivenciar sacrifícios pessoais para ter sua obra sendo exibida.
Gestão Coimbra conseguiu formar um bastião de resistência para levar ao público uma obra cinematográfica que retrate o sacrifício de jovens, que deixaram suas famílias e sua terra, para obedecer ao chamado patriótico de uma nação em guerra. O longa-metragem HOMENS DA PÁTRIA é muito mais do que um filme, é um projeto que traz ao público histórias marcantes e reais de pessoas humildes que estivem à serviço do Brasil e lá deixaram suas vidas ou grande parte de sua juventude; histórias reais vivenciados por brasileiros que, infelizmente, são estigmatizados pelo ideologismo governamental que vira as costas para a importância histórica dos mais de 25 mil brasileiros que lutaram na Itália e a memória de quase 500 mortos.
Apesar dos sacrifícios para concepção do projeto, é facilmente perceptível a fidelidade histórica do filme de 90 minutos, possibilitando uma vivência com os fatos narrados, ou seja, será uma aula de história e o reconhecimento da Força Expedicionária Brasileira na formação de uma política de regaste do nosso passado recente.
Esses são alguns motivos para que TODOS possam apreciar e convidar outras pessoas, principalmente àqueles que acham que o Brasil pulou de 1939 para 1945.
O Todos os envolvidos nosso muito obrigado!
NATAL, TRAMPOLIM DA VITÓRIA: UMA AULA DE CIDADANIA HISTÓRICA – FUNDAÇÃO RAMPA
Muitos textos e artigos foram publicados aqui no BLOG para expressar a indignação quando o abandono histórico que o Brasil relega sua participação na Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, nenhum é tão gritante quando a completa ausência de informações sobre o que americanos consideravam ser o “Trampolim da Vitória”. A bela cidade de Natal figura como a cidade que mais sentia os efeitos da guerra, simplesmente pelo fato dela ser a principal rota aérea para apoio e suprimento das operações ocorridas em todo Teatro do Mediterrâneo que sustentavam os bombardeios ao sul da Alemanha, além de operações do Pacífico. Era a maior Base Aérea Americana fora dos Estados Unidos, por isso, a importância das operações do Pernamirim Field serem consideradas como cruciais para o esforço de guerra dos Aliados.
Os impactos sociais com a presença de centenas de americanos mudou a cara da cidade de Natal e transformou a vida de milhares de cidadãos. Para aqueles americanos, vivenciar as terras tropicais durante a guerra foi a melhor experiência que se poderia ter em um conflito de sofrimento humano inenarrável.
Tudo ficou em um passado obscuro e sem qualquer tipo de ligação com o presente. Não há mais paralelo histórico que possa trazer à luz a riqueza e importância da presença dos Aliados no importantíssimo e estratégico Saliente do Nordeste, exceto pela batalha individual de heróis contemporâneos como Augusto Maranhão e Marcos Sedin, aliando esforços para manter a História de sua cidade com a Fundação Rampa.
Aos Diretores da Fundação Rampa, nossa humilde continência.
http://www.fundacaorampa.com.br
O Tenente Mário Messias, secretário da Associação Nacional dos Veteranos da FEB/Regional Pernambuco, enviou um conjunto de fotografias que orgulharia qualquer pesquisador. São fotos de Ivan Dmitri/Michael Ochs Archives / Getty Images.
100 Anos e Uma Única Morte Que Mudou o Mundo
100 anos se passaram e o mundo nunca mais seria o mesmo. A morte em 28 de junho de 1914 do Arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa Duquesa Sofia Maria Josefina, consolidou um dos últimos ingredientes para o estopim do maior conflito armado até aquela data, era a Primeira Guerra Mundial que iniciava. O assassino, um jovem sérvio de apenas 19 anos, Gavrilo Princip, integrante do grupo terrorista conhecido como Mão Negra que se autodeclarava anarquista radical. Segue relato do triste episódio que mudou o rumo da História:
Na manhã de 28 de junho de 1914, Francisco Fernando e sua comitiva partiram de trem de Ilidža para Sarajevo, onde foi recebido com grande pompa pelo governador Oskar Potiorek. Seis carros foram colocados à disposição da comitiva. Entretanto, por engano, três agentes da polícia local embarcaram no primeiro carro juntamente com o chefe de segurança especial, enquanto os oficiais a seu serviço foram deixados para trás. O segundo carro levava o prefeito e o chefe de polícia de Sarajevo. O terceiro carro era um Gräf & Stift, veículo esportivo conversível, onde Francisco Fernando, Sofia, o governador Potiorek e o tenente-coronel conde Franz von Harrach embarcaram. Segundo o programa oficial da visita, a primeira parada da comitiva seria num quartel, para uma rápida inspeção. Às 10 horas da manhã, o grupo seguiu para a câmara municipal.
A comitiva passou pelo primeiro terrorista, Mehmedbašić, que havia sido posicionado por Ilić em frente ao jardim do Café Mostar. Entretanto, ele não conseguiu atirar sua bomba sobre o carro do arquiduque. Vaso Čubrilović, que estava ao seu lado com uma pistola e uma bomba, também não conseguiu agir O próximo terrorista por quem a comitiva passaria era Nedeljko Čabrinović, armado com uma bomba no lado oposto da rua paralela ao rio Miljacka
Às 10h10min da manhã, o carro de Francisco Fernando se aproximou e Čabrinović atirou sua bomba. Entretanto, o artefato bateu na capota aberta do veículo e caiu na rua, explodindo sob o carro seguinte da comitiva. A explosão abriu no chão um buraco de 30 cm de diâmetro e feriu um total de 20 pessoas.
Após o ataque, Čabrinović engoliu a cápsula de cianureto e pulou no rio Miljacka. Porém, a tentativa de suicídio fracassou, pois o terrorista vomitou o veneno e o rio tinha apenas cerca de 12 centímetros de profundidade. Detido pela polícia, Čabrinović foi agredido pela multidão antes de ser levado em custódia.
A comitiva partiu em disparada em direção à câmara municipal, deixando o carro danificado para trás. Cvjetko Popović, Gavrilo Princip e Trifun Grabež não conseguiram efetuar nenhum ataque contra o grupo, devido à velocidade com que se deslocavam.
Após saber que o plano de assassinato havia malogrado, Princip foi até uma delicatessen nas proximidades. No curto trajeto o sérvio avistou o carro aberto de Francisco Fernando manobrando próximo da Ponte Latina. Neste momento, o motorista iniciava o retorno para tomar o caminho certo para o Hospital de Sarajevo, mas o motor do veículo parou durante a manobra e Princip teve a sua oportunidade.
Um relato detalhado do atentado foi descrito por Joachim Remak no livro Sarajevo:
“Uma bala perfurou o pescoço de Francisco Fernando, enquanto a outra perfurou o abdome de Sofia (…) Como o carro estava manobrando (para retornar à residência do governador), um filete de sangue escorreu da boca do arquiduque sobre a face direita do Conde Harrach (que estava no estribo do carro). Harrach usou um lenço para tentar conter o sangue. Vendo isso, a duquesa exclamou: “Pelo amor de Deus, o que aconteceu com você?” e afundou-se no assento, caindo com o rosto entre os joelhos de seu marido.”
“Harrach e Potoriek (…) acharam que ela havia desmaiado (…) só o marido parecia ter idéia do que estava acontecendo. Virando-se para a esposa, apesar da bala em seu pescoço, Francisco Fernando implorou: “Sopherl! Sopherl! Sterbe nicht! Bleibe am Leben für unsere Kinder!” (“Querida Sofia! Não morra! Fique viva para os nossos filhos!!!”). Dito isto, ele curvou-se para a frente. Seu chapéu de plumas (…) caiu e muitas de suas penas verdes foram encontradas em todo o assoalho do carro. O conde Harrach puxou o colarinho do uniforme do arquiduque para segurá-lo. Ele perguntou: “Leiden Eure Kaiserliche Hoheit sehr?” (“Vossa Alteza Imperial está sentindo muita dor?”) “Es ist nichts…” (“Não é nada…”), disse o arquiduque com voz fraca, mas audível. Ele parecia estar a perder a consciência durante seus últimos minutos mas, com voz crescente embora fraca, repetiu esta frase, talvez, seis ou sete vezes mais.”
“Um ronco começou a brotar de sua garganta, diminuindo quando o carro parou em frente ao Konak bersibin (Câmara Municipal). Apesar dos esforços médicos, o arquiduque morreu pouco depois de ser levado para dentro do prédio, enquanto sua amada esposa morreu de hemorragia interna antes da comitiva chegar ao Konak.”
Princip foi imediatamente detido. Durante o julgamento ele afirmaria que sua intenção não era matar Sofia, mas o governador Potiorek.
Recife de Antigamento no Facebook
Caros amigos,
A partir de agora estaremos juntos com a Página do Facebook Recife de Antigamente. Se trata de uma das melhores páginas sobre a História do Recife que temos o orgulho de acompanhar. Todos os tópicos relacionados com a História do Recife estarão presentes tanto no Facebook, quanto no BLOG. A parceria também divulgará eventos e palestras relacionadas a História do Recife. Nosso objetivo é manter viva a cultura histórica e seus valores de nossa amada Recife, lutando contra a estigma de um país sem memória.
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Recife e Seus Estrangeiros na Segunda Guerra Mundial
Enquanto Natal recebia um contingente considerável de americanos, por ser uma impontante via aérea para os Aliados, Recife serviu de Base para 4ª Frota Naval, responsável pelas Operações Marítimas de defesa e escolta de comboios no Teatro de Operações do Atlântico Sul durante todo o decurso da guerra. O Governo de Agamenon Magalhães cedeu um edifício comercial, recém construído, para acomodar todo o QG da 4ª Frota Naval.
Os pernambucanos viram chegar a sua, ainda provinciana capital, centenas de estrangeiros que estavam em trânsito ou estacionados em Recife. Eles participavam da vida social e eram incetivados a desfrutarem da hospitalidade pernambucana. Restaurantes importantes a época, como o Restaurante Leite, recebia marinheiros prontos a se alegrarem e a gasteram seus doláres na companhia das pernambucanas. Essa quantidade de dinheiro estrangeiro circulando, causou um inflacionamento de vários produtos e serviços, como por exemplo, os preços dos aluguéis aumentaram consideravelmente, principalmente em pensões próximos ao Porto do Recife. Outra curiosidade é que os bares e prostíbulos locais, tinham dois cardápios, um em inglês e outro em português, alguns mais refinados e exigentes não mais aceitavam “locais” como clientes, atendiam apenas a estrangeiros e só recebiam em moedas estrangeiras.
A 4ª Frota permaneceu em atividade até 1946, quando foi desativada, e com isso, o comércio nos arredores do Porto do Recife entrou em declínio e por muitas décadas foi conhecido por ser o maior centro de prostituição do Estado, com alto índice de criminalidade. Na década de 90 foi reestruturada e recebeu incentivos para se transformar em um Polo de Tecnologia do país e receber várias empresas de tecnologia, formando o Porto Digital.
Os impactos sociais e econômicos da presença dos estrageiros ainda deve ser objeto de estudo, pois Recife deixou de ter a influência francesa, para ser uma cidade que respirava a cultura americana, passando a se despedir com um BYE!
MAIOR Acervo do Dia D na Internet?
Chegando o aniversário número 70 da Operação Overlord. Evidentemente pensei em escrever um artigo sobre o tema, claro. Essa operação, me perdoe os adeptos da República Soviética, é a que mais aguça o interesse de alguns aficionados pela Segunda Guerra Mundial, graças a propaganda americana. Deixando de lado a ideologia, percebi que já escrevi tanto sobre esse tema, que talvez o que iria escrever soasse repetitivo. Então não vou escrever. Irei disponibilizar os links de todos os artigos que já escrevi sobre o Dia D, nem eu mesmo lembrava que foram tantos! São 47 Artigos tratando diretamente os eventos do dia 05 e 06 de junho de 1944, data de marca o início das operações aerotransportadas e, posteriormente, o desembarques nas praias normandas. Acompanhada com os artigos, estão disponíveis uma centena de fotografias que, diga-se de passagem, estão entre as minhas preferidas. Por sinal, estou indicando uma galeria com as fotografias que considero imperdíveis para quem gosta da operação.
Com relação ao “MAIOR Acervo”, pode ser que tenha outros, claro! Mas é só para chamar a atenção.
ESPERO QUE GOSTEM!



