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Archive for the ‘Guerras’ Category

A Revolta dos Vencedores! Os Partigianis Italianos!

Sargento Rigoberto relatou certa vez que os maiores horrores que ele viu na guerra foram testemunhadas após o cessar fogo na Itália. Evidentemente parece soar estranho para quem passou quase um ano na linha de frente e viu sua Unidade atuar nas principais batalhas da Força Expedicionária Brasileira. Mas não é tão surpreendente quando se observa o furor do povo italiano para por fim aquele período de dor e tristeza. Mussoline conseguiu, entre outras coisas, envolver a Itália na Guerra Civil Espanhola, levar o Exército a uma fatídica campanha no Norte da África e enviar Exércitos para apoiar a Alemanha na campanha de inverno na União Soviética. Tudo isso deixou os italianos com os nervos a flor da pele! Quando o regime cai e a Alemanha ocupa de fato os territórios italianos, revelasse a opressão do dominador. A Itália é um dos países que sentiu a guerra de perto. Pobreza, morte e destruição faziam parte do cotidiano dos italianos.

Quando a FEB chega à Itália, todos os pracinhas relatam unanimemente que se impressionavam com a destruição das cidades onde passavam, exatamente assim é a guerra, não permite que ninguém escape de suas consequências. Pessoas vivendo em cavernas, mulheres se prostituindo por qualquer alimento, crianças e velhos morrendo de inanição, esse era o quadro da população civil da outrora alegre Itália.

Quando a Alemanha se rende, chega a hora do acerto de contas, e os Partigiani queriam se vigar. Não por acaso, tropas alemães capturadas sofriam espancamento e morte, mas o pior estava reservado para os “traidores da pátria”, ou seja, os homens e mulheres que colaboravam com o regime de ocupação. Para estes, não bastava apenas a violência dos espancamentos ou a morte, mas a humilhação! Para as mulheres a violência era seguida da execração pública! Todos viravam as costas enquanto os cabelos eram raspados e suas roupas rasgadas! Se tivessem filhos de soldados alemães, eram banidas da cidade com a criança, tendo que perambular pelas estradas sem qualquer tipo de ajuda, pois quem ajudasse estava sujeita ao rigor da justiça dos vencedores.

As Fotografias Mais Engraçadas da História! – Parte II

O tempo é muito engraçado, isso mesmo, basta olhar para uma foto sua na década de 80 ou 90 e você logo perceberá que o tempo passou e o que era “moda” naquela época, parece ridículo hoje. Então imagine a moda a 50, 60, 70 anos atrás ou mais? Por mais engraçado que possa parecer, alguém se orgulhou dessas fotos algum dia. Então observem os modistas do século passado e do anterior.

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Determinando as Causas do Fim de Hitler –

Impressionante como nos deparamos com argumentos da Segunda Guerra que impossibilitam qualquer tipo de análise mais profunda do evento. Outro dia estava observando alguns comentários na internet sobre o confronto entre a URSS e Alemanha e, perplexo, observei que algumas pessoas defendem avidamente que a Segunda Guerra Mundial foi basicamente um conflito envolvendo esses dois países. Os principais argumentos foram as grande campanhas, os material bélico e humano envolvido e a derrocada do regime de Hitler iniciando às margens do Voga. É compreensível que um entusiasta soviético sustente o heroísmo do Exército Vermelho na campanha de expulsão da Wermartch até a queda de Berlim. Mas não é possível desconsiderar todas as campanhas militares entre 1939 a 1942, período em que vigorou de forma muito atuante a amizade entre os regimes do senhor Stálin e do ditador germânico. Não podemos conceber que o envolvimento de quase toda a totalidade de nações europeias e muitas outras nações de outros continentes, possam ser desprezadas no contexto das campanhas militares. Inconcebível também pensar que os mais de 02 milhões de soldados alemães estacionados na França em uma possível ofensiva aliada a partir do segundo semestre de 1943 possam ser desprezadas. Citamos apenas alguns exemplos, mas há muitos outros.

Portanto é necessário entender que uma das principais características do conflito é a percepção de que o envolvimento foi global, isso é passível, e que até 1942 a Inglaterra lutou praticamente sozinha nos céus e nos mares para segurar o ímpeto expansionista de Hitler. E os recursos empregados nas diversas campanhas foram diminuindo a capacidade bélica no decorrer dos anos e influenciou sim, o resultado final da guerra.

Essa visão é tão importante que o senhor Stálin, na Convenção Aliada em Casa Blanca, reforça a necessidade de abertura de uma nova frente, pressionando politicamente os Estados Unidos e a Inglaterra para que houvesse a invasão da Europa, por isso, podemos entender que um dos principais personagens para a Operação Overlord, o Dia D, foi o chefe comunista. Ele sabia a necessidade de fazer com que recursos importantes do, ainda combativo Reich, pudessem ser deslocados para a defesa de outra frente, aliviado seus Exércitos em franca ofensiva, portanto há argumentos suficientes para dar o peso e importância para cada ação política e de guerra.

Para finalizar é importante saber que, apesar de uma frente ter concebido um peso maior ou menor para o resultado final da guerra, o que levou a queda do Reich foi o conjunto de fatores, ações e decisões dos diversos líderes envolvidos que determinou e resultado final da guerra. Qualquer outra interpretação está baseada em exacerbada ideologia e não podem se configurar uma análise critica e isenta da Segunda Guerra.

Contudo nada disso tira o grande heroísmo e bravura com que lutou o povo soviético.

Segue abaixo alguns exemplos dos combates da União Soviética.

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A Festa Longe do Front! Era uma FESTA!

Uma coisa muito interessante na Segunda Guerra Mundial era o tratamento que era dispensado aos soldados que tiravam licenças para sair do front. Os Exércitos Aliados criaram uma doutrina até então completamente diferente de tudo que se poderia imagina. Com a ideia de que eram necessários pelo menos 20 anos para formar um bom soldado, os serviços de assistências se desdobravam para dispensar aos militares, toda a sorte de serviços para que o mesmo pudesse esquecer, pelo menos por algumas horas ou dias, os horrores dos combates. Para tanto ofereciam Bailes, Festas recheadas de bebidas e mulheres, estadias em hotéis e outros entretenimentos. Não por acaso, vários pracinhas da Força Expedicionária Brasileira relatam os dias felizes que tiveram em suas folgas pelas cidades da Itália. Evidentemente tudo controlado dentro dos padrões americanos de observância da lei e da ordem, mas que, depois de algumas garrafas de uma boa bebida, sempre havia confusão. Por isso a Miliry Police (MP) era uma figura sempre presente nos animados locais de diversão. Não por acaso, a MP brasileira também desempenhou a função da Itália. De tanto necessária, o general Zenóbio da Costa resolve implantar, em tempo de paz, uma tropa que se especializasse em trazer disciplina, onde os ânimos se exaltavam, era a Polícia do Exército dando seus primeiros passos no Rio de Janeiro no pós-guerra.

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Epa!!

Ferrou, tudo!

Olha a PE americana!

Fotos: David Scherman

Jackets Personalizados dos Pilotos da Segunda Guerra.

Assim como o Nouse Art, a cultura de se pintar os aviões com charges características, outro hábito introduzido nas Forças Aéreas Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, foram os Jackets personalizados dos pilotos, com artes e referências quantidade missões executadas e aviões, bombardeios e navios inimigos abatidos. Muito interessante!

Urso Wojtek, O Soldado Urso!

A Segunda Guerra produziu figuras que jamais serão esquecidas. Um desses personagens lendário para história da guerra foi o Urso Wojtek, um urso sírio, encontrado no Irã e adotado pela 22ª Companhia de abastecimento de Artilharia do II Corpo Polonês, que atuou nas campanhas da África e Itália. Durante uma das mais importantes batalhas na Itália, Monte Cassino, Wojtek ajudou no abastecimento e transporte de munição de artilharia, o que lhe foi conferido à honra de ser o primeiro SOLDADO URSO da guerra.

Oficialmente o urso era um Soldado Oficialmente alistado na Companhia e com o reconhecimento de que nunca deixou cair uma de caixa de munição. Vivia com os demais soldados nas barracas do acampamento. O Comando da Companhia criou um emblema do Urso carregando as caixas de munição, como símbolo oficial da 22 Companhia.

Depois da Guerra, o Veterano soldado Wojtek foi transportado para a Escócia e se tornou celebridade, por muitos anos permaneceu sendo atração para políticos, jornalistas e pela população, atraindo a curiosidade de todos, passou os seus dias na cidade de Edinburgh, onde morreu em 1963 no Zoológico local.

Arqueologia e Saques da Segunda Guerra

Apenas andando alguns kilometros em qualquer periferia de uma cidade russa e cavar alguns metros de profundidade é possível encontrar excelente material conservado da Segunda Guerra Mundial. Quase todo o território da Rússia Ocidental foi um campo de batalha, portanto é bastante comum grupos de pessoas que se reúnem para procurar por túmulos dos soldados caídos, recuperando assim raridades que enchem o mercado negro de militaria. Por toda a Europa onde aconteceram as principais batalhas da Segunda Guerra esses saqueadores sempre estão presentes, sem qualquer tipo de cuidado arqueológico e com único objetivo descartar o que não vende, isso inclui muitas vezes os restos mortais dos soldados, e separar o que pode ter algum valor. É um crime contra a história dos povos, um crime e um desrespeito sem tamanho contra a humanidade.

Veja também:

Piloto Russo abatido em 1942

Corpo de Piloto é Encontrado Mais de 60 anos Depois

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Playboy? Nada! O melhor era Pin-Up!

Esqueçam a Playboy! O que tinha de mais sensual na Segunda Guerra Mundial eram as PinUps, modelos que eram retratadas através de pinturas para serem distribuídas em calendários, pôsteres e revistas. O termo é utilizado pela primeira vez em 1941, mas desde o século XIX já podemos encontrar esse tipo de desenho de modelos sensuais. As PinUps de popularizaram de tal maneira que viraram produto de exportação da cultura americana e atravessou a guerra, sendo ainda utilizada até os dias de hoje.

 

Vamos retratar a obra de um dos mais importantes artistas de gênero, o americano Rolf Armstrong.

Rolf trabalhando com uma modelo

Rolf trabalhando com uma modelo

 

 

Berlim…Pobre Berlim! Destruição, apenas Destruição

Berlim sempre foi uma das cidades mais importantes da Europa, berço de intelectuais, artistas e estadistas, cidade que viu nascer e morrer grandes ícones da história da humanidade. A Berlim planejada por Hitler tinha como plano ser a mais importante cidade que o mundo jamais vira; um centro cosmopolita futurista e modelo para a população selecionada segundo o entendimento nazista. Sem problemas de transporte, saneada, herborizada e totalmente planeja para ser a mais destacada cidade do III Reich. Pelo menos esse era o sonho do Fürher.

Em abril de 1945 os berlinenses iniciavam a parte final de um martírio que começou com os grandes bombardeios a partir de 1943. Com racionamento de alimento, transporte, combustível e serviço básicos a cidade estava muito longe de oferecer o mínimo necessário a seus cidadãos. E com a chegada da “Besta Vermelha” (termo utilizado pelos nazistas para classificar o Exército Vermelho), as coisas iriam piorar e muito para seus habitantes, que tentavam desesperadamente deixar a cidade, buscavam se entregar aos americanos, com medo da notória violência que as forças soviéticas tomavam as cidades germânicas. Dos 900 mil defensores mais de 450 mil perderam suas vidas em uma guerra de defesa desesperada. Mulheres, crianças e idosos sofreram amargamente com toda sorte de destruição que se aproximava. Pessoas se agrupavam em subsolos na tentativa de se esconder do furor das tropas, os mortos já não eram mais enterrados, e a cidade cheirava a morte. Até os últimos momentos alguns focos de resistência nazistas matavam aqueles que se recusavam a lutar contra “os vermelhos”, mas o que fazer? Naquela altura o pensamento era apenas um, sobreviver!

No final da guerra a cidade estava destruída e seus habitantes com todo o tipo de restrição que se pode imaginar. E a Grande Cidade idealizada pelos nazistas jazia sobre os escombros da velha e cansada de guerra Berlim.

 

 

 

A Destruição Bélica da Segunda Guerra

Confesso que estudando a Segunda Guerra, sempre me veio a curiosidade de saber o destino de uma quantidade impressionante de tanques, aeronaves e navios que eram produzidos para nações beligerantes e que foram destruídas em combate, principalmente quando as nações do Eixo caíram. O material bélico ainda disponível ou inutilizado dessas nações.

Bem, segue uma sequência de fotos que impressiona para verificar a extensão de equipamentos destruídos.

68 anos se passaram…

Há 68 anos a Força Expedicionária Brasileira, entrava efetivamente na 2ª Guerra Mundial, quando o General Mark Clark, decidiu que a tropa brasileira, constituída por um Grupamento Tático, sob o Comando do General Zenóbio, ficasse subordinada ao 4º Corpo do V Exército Americano a partir do dia 13 de Setembro de 1944.

            Este Grupamento Tático foi batizado de Destacamento FEB, sendo assim constituído:

  • 6º Regimento de Infantaria
  • II/1º Regimento de Obuses Auto Rebocável (R.O.Au.R)
  • 1 Cia de Engenharia do 9º Batalhão de Engenharia
  • Pelotão da Cia de Transmissões
  • Cia de Evacuação e Pelotão de Tratamento do 1º Batalhão de Saúde
  • Pelotão da Companhia de Intendência
  • Pelotão de Polícia do Exército
  • Pelotão de Sepultamento

            Neste mesmo dia, ficou determinado que este destacamento se deslocasse para a Região de Ospedaleto(situada ao sul da cidade de Pisa), movimentação feita rapidamente, num percurso de 50 km a partir da cidade de Vada. E, ao final do dia recebeu a seguinte ordem do 4º Corpo:

–        Substituir os elementos do II/370º Regimento de Infantaria americano às 19 horas de 15 de Setembro de 1944

–        Substituir 0 434º Grupo de Artilharia Antiaérea americano às 19 do mesmo dia

–        Manter contato com o inimigo e sondar o dispositivo por meio de vigorosa ação de patrulhas

–        No caso do inimigo retirar-se, persegui-lo mediante ordem, e

–        Manter contato com a 1ª Divisão Blindada, situada à leste.

            Em consequência destas ordem o 6º regimento de Infantaria deslocou-se para Vecchiano e o II Grupo deslocou-se para Monte Bastioni, sendo que, nesta movimentação dois Batalhões do  6º RI fizeram o percurso motorizado, enquanto o III, com menos sorte o fez à pe.

            Por volta da meia noite do dia 15 para 16 de Setembro a tropa substituiu a tropa americana, que já não mantinha contato com o inimigo. A zona de Operações do Destamento FEB, se iniciava no paralelo de Vecchiano e à frente, se limitava a oeste pelo Lago de Massaciucoli(onde constantemente, grupos de soldados alemães em pequena embarcações, hostilizavam a nossa tropa) e a leste pelo Rio Serchio, no sopé dos Apeninos.

            As patrulhas lançadas no decorrer desta noite, não encontraram o inimigo, apesar de ter atingido a transversal via Bertini – Ponte Vignole, o que mostrou o pleno conhecimento da situação pelo general Mark Clark, que em seu discurso à nossa tropa, falou que os alemães não eram super-homens, tanto que já estavam aos poucos sendo batidos de suas posições, mas que seria mais salutar à nossa tropa experimentar aos poucos os combates, pois era uma tropa inexperiente.

            O Regimento Ipiranga avançou cautelosamente para o Norte com 2 Batalhões em primeiro escalão e, a inexperiência da tropa, a artilharia inimiga com seus morteiros, os campos minados e o terreno desconhecido, tornaram esta progressão bastante lenta e enervante para nossos soldados. Apesar de tudo, antes de escurecer, a Infantaria Brasileira apoderou-se da cidade de Massarosa. Neste mesmo dia, às 14:22 horas, a 1ª/II grupo de Artilharia lançou o primeiro projétil sobre o inimigo( o estojo desta projétil encontra-se no Museu de Exército).

            Nesta posição, a tropa brasileira foi informada por uma patrulha americana, que nas imediações havia uma incursão terrestre alemã, informação que foi repassada ao P.C., e para várias instalações, mas foram recebidas com displicência pelos Oficiais.

            O General Alemão Rommel, diz em suas memórias, que sua experiência adquirida durante a 1ª Guerra Mundial lhe ensinou duas coisas importantíssimas:

–        O primeiro ataque nunca é esperado por tropas inexperientes

–        Nunca repita o mesmo golpe, em um curto espaço de tempo sobre a mesma tropa.

            A Força Expedicionária Brasileira, soube superar todas as adversidades encontradas no Teatro de Operações da Itália e demonstrou que apesar de ser formada das classes mais simples de nossa sociedade, era muito valorosa, além de mostrar que o homem brasileiro tem muito brio.

            Este post é dedicado a todos os Pracinhas que lutaram na 2ª Guerra Mundial.

            “Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heroicos”

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza

 

 

 

 

Aconteceu em 13 de Março de 1946

 Sabe o que acho interessante? É que a Força Expedicionária Brasileira nunca deixou a luta! Até os dias atuais existem algumas dezenas de descendentes dos Veteranos da FEB que ainda lutam para que o Brasil reconheça o feitos de seus pais. O nosso Brasil foi implacável com os jovens que lutaram na campanha da Itália. E com o mesmo vigor com que os pracinhas enfrentaram a morte contra os alemães, eles também tiveram que lutar pela sua sobrevivência aqui em sua própria terra natal, só que o inimigo estava mais velado do que os alemães em Monte Castello.

Fonte: Webkits – Fórum

Isso em 1946

A Arte de um Profissional e Artista Retratando a Guerra

 É necessário entender que a Segunda Guerra Mundial marcou a humanidade profundamente, mais ou menos como um fato marcante ou traumatizante na vida de uma pessoa e que, de tempos em tempos, é necessário rememorá-la para reafirmar as lições aprendidas e tirar o melhor (se é que existiu isso) desse triste evento.

 O russo Sergey Larenkov é um profissional de designer que executa isso de forma artística, pois retrata uma situação de caos total reorganizada ao ponto de nos lembrar que a humanidade sempre poderá se recomeçar, sempre poderá se reestruturar, mas sem esquecer  o que passou.

Sempre postamos fotos chamadas ANTES E DEPOIS (THEN AND NOW), mas essas fotos observasse um diferencial do artista pela qualidade e pela mensagem dramática que ele passa.

Curtam!

Uma pintura clássica transformada em outra arte

História Completa da Segunda Guerra – O aniquilamento do Exército polonês

 

O aniquilamento do Exército polonês

 

Na noite de 9 de setembro, o General Dab-Biernacki, chefe do Exército Prússia, chega a Brest-Litovsk. Sem demora, procura o Marechal Smigly-Rydz que dois antes, instalara ali o seu QG. Os dois chefes apertam-se as mãos e, durante alguns segundos, permanecem em silêncio. Finalmente, Dab-Biernack comunica ao seu superior a tremenda notícia: – Marechal. Está tudo perdido. Os alemães destruíram esta noite o meu exército, na margem direita do Vístula.

Smigly-Rydz, abatido, deixa-se cair em uma cadeira. O aniquilamento do Exército Prússia põe fim às últimas esperanças de constituir uma nova frente defensiva. Nada mais pode deter o avanço alemão para Varsóvia. Dois dias antes, o marechal dera a Dab-Biernacki a ordem de deslocar rapidamente as suas forças para leste do Vístula, mas, em um vertiginoso avanço, as divisões motorizadas de Rundstedt envolveram pelo norte e pelo sul as divisões polonesas e as cercaram. A 8 de setembro a batalha terminava. As últimas três divisões do Exército Prússia foram aniquiladas.

A Wehrmacht, dando estrito cumprimento ao seu plano de campanha, empreendeu em seguida a destruição dos exércitos dos generais Bortnowski e Kurtrzeba, cujas unidades, que tinham mais da metade dos efetivos totais do exército polonês, ficaram isolados a oeste do Vístula.

Na manhã de 10 de setembro, o general Kurtrzeba, inicia um violento ataque para o sul, para golpear o flanco esquerdo da gigantesca cunha lançada pelos alemães e conter o avanço dos blindados para Varsóvia.

A 12 de setembro, o general Kurtrzeba e o general Bortnowski realizam uma conferência às margens do Bzura. Ao sul deste rio, os seus soldados sustentam desesperados combates com as tropas de von Blaskowitz, sob o bombardeio incessante e demolidor da artilharia e dos Stukas. Em poucos minutos, os dois chefes tomam uma resolução extrema. Fracassou o ataque para o sul e, de todas as direções convergem forças alemães. Decidem sustar imediatamente a ofensiva e empreender no dia seguinte a retirada para Varsóvia. Entretanto, já é tarde.

O cerco estendido por von Rundstedt fecha-se inexoravelmente. As  1ª e 4ª DP que se encontravam frente à Varsóvia, dão meia volta e dirigem-se a toda velocidade para o Bzura, para cortar pelo leste, a retirada dos poloneses. Do norte, o 4° Exército de Von Kluge avança em marcha forçada e completa a barreira que, pelo oeste e sul, foi levantada pelo 8° Exército de Blaskowistz. Na manhã de 16 de setembro, os alemães iniciam o ataque. Os Panzers atravessam o Bzura e, aniquilando todas as forças que se colocam pelo caminho alcançam a localidade de à Kiernoczie, situada no centro da gigantesca bolsa. A sorte dos exércitos poloneses está selada. No outro dia, os alemães recrudescem a violência da ofensiva.

Cai a noite. Pelos caminhos que vão ao leste, marcham, e meio a um caos indescritível, milhares de soldados poloneses. Sobre as margens do Bzura, chocam-se com os alemães e se desenrola uma luta furiosa e sangrenta. Duas brigadas de cavalaria conseguem romper o cerco e evadir-se para Varsóvia, através de espessos bosques. O General Kurtrzeba, acompanhado por um grupo de oficiais, consegue também chegar à Capital. O general Bortnowski cai prisioneiro. Ao despontar do dia 18 de setembro, a Luftwaffe lança todos os seus efetivos ao ataque. Com um rugido ensurdecedor, os Stukas abatem-se sobre as indefesas colunas de soldados, metralhando-os sem piedade. Poucas horas depois a batalha termina. Está destruído o grosso do Exército polonês.

O final

 

Enquanto se travam os últimos e sangrentos combates da batalha do Bzura, o 19° Corpo Blindado do general Guderian, avança da Prússia Oriental para o sul e, depois de atravessar o rio Narew e aniquilar as forças polonesas que encontra pelo caminho, flanqueia Varsóvia pela retaguarda. Sem deter a sua marcha, os tanques alemães ocupam a cidade de Brest-Litovsk e, a 16 de setembro, fazem contato com as unidades de von Rundstedt, nas margens do rio Bug. Assim, tal como foi planejado, as forças vindas do norte e do sul fecham finalmente a gigantesca armadilha sobre a totalidade do exército polonês. No dia seguinte, os russos, dando cumprimento às cláusulas secretas do tratado germano-russo, cruzam as fronteiras orientais da Polônia e, avançando rapidamente para oeste, chegam à Brest-Litovsk.

No mesmo dia em que os russos entram na Polônia, o marechal Smigly-Rydz foge para a Romênia. Varsóvia, entretanto continua resistindo. Lá se concentra os restos do Exército polonês que, sob o comando do General Rommel, prepara-se para enfrentar a investida final da Wehrmacht.

Hitler ordena e, a 25 de setembro, começa o bombardeio aéreo maciço de Varsóvia. Por todo o dia, os Stukas metralham e bombardeiam implacavelmente a indefesa cidade. Ao cair da noite e à luz dos incêndios que se propagam por todos os bairros, os alemães iniciam o ataque decisivo. Combatendo furiosamente, os soldados e civis poloneses recuam lentamente para o centro. As munições e víveres se esgotam. Não há medicamentos para atender aos milhares de feridos e falta água.

A 27 de setembro, o general Rommel se rende. Ao meio dia, cessa o fogo e os soldados queimam as bandeiras dos seus regimentos, para que não caíam nas mãos dos alemães. Dois dias depois, as tropas do 8° Exército de von Blaskowitz entram em Varsóvia.

Artigo: Adolfo Luna Neto

As fotos abaixo não necessariamente são da invasão da Polônia, mas refletem o poderio bélico da Alemanha

 

 

 

 

A luta da FEB na Itália

 

 Artigo enviado pelo pesquisador Rigoberto Souza – Vice-Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco.

A Força Expedicionária Brasileira lutou exatos sete meses e dezenove dias no Teatro de Operações da Itália: de 16 de Setembro de 1944, quando um batalhão do 6º RI iniciou a marcha na frente do Rio Serchio – entre Pietrasanta e Luca(que findou com a conquista de Camaiore), até o dia 2 de Maio de 1945, dia em que a ordem de cessar fogo, vinda do comando do 4º Corpo de Exército, deteve o 3º Batalhão do 11º RI na localidade de Vercelli – no Vale do Pó nas proximidades de Novara.

            Nestes quase 8 meses, a 1ª D.I.E.(Divisão de Infantaria Divisionária) lutou em duas frentes, a primeira, a do Rio Serchio durante o outono de 1944; e a segunda(que foi muito mais ingrata), a do Rio Reno(não confundir com o Rio Reno na Alemanha), situada ao norte de Pistóia, na Região da Toscana em plena Cordilheira dos Apeninos.

            Nesta fase a FEB atravessou a época mais cruel do inverno, com temperaturas às vezes inferiores a 20ºC negativos e, sob constante hostilidade do fogo inimigo. Daí, a FEB marcharia, tendo como ponto de partida o Quartel General avançado de Porreta Terme, para a vitória dos seus maiores feitos: a vitória em Monte Castelo(21 de Fevereiro de 1945), a tomada  de Montese(14 de Abril de 1945), até culminar com o aprisionamento da 148ª Divisão Alemã, conjuntamente com a Divisão Bersaglieri Italiana, além de forças blindadas do Afrika Korps, que se deu no dia 28 de Abril de 1945, não por coincidência o mesmo dia em que o Duce Benito Mussolini foi preso pelos “partigiani” na cidade de Como.

            Nesta guerra de quase oito meses a FEB perdeu 443 homens, entre soldados e oficiais e, mandou para hospitais de retaguarda cerca de 3.000 feridos, não deixando de cumprir uma só missão que lhe foi atribuída pelo General Willys Dale Crittemberg, comandante do 4º Corpo de Exército, o qual a FEB estava incorporada.

            Durante a maior parte do inverno dos Apeninos, os alemães dominaram o cume de Monte Castelo, do Monte Della Toracia e do Soprasso, o que obrigou à tropa brasileira, que estacionava no Vale do Reno a disfarçar os seus movimentos sob a proteção de um nevoeiro artificial produzido pela queima de óleo diesel.

            Entre 2 de Julho de 1944(partida do 1º Escalão) e 8 de Fevereiro de 1945, quando seguiu o 5º Escalão nos navios transporte General W.A. Mann e General Meigs, desembarcaram em Nápoles um total de 25.445 expedicionários. Dos Oficiais superiores da FEB, 98% deste total pertenciam à ativa do Exército Brasileiro, como também eram da ativa 97% dos seus Capitães, mas em compensação 49% dos subalternos pertenciam à reserva, ou seja, civis convocados nas mais diferentes partes do Brasil para completaremos quadros da FEB.

            A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária foi composta pelo 1º Regimento de Infantaria(Regimento Sampaio), da cidade do Rio de Janeiro; pelo 6º Regimento de Infantaria da cidade de Caçapava – no estado de São Paulo; também pelo 11º Regimento de Infantaria da cidade de São João Del Rey, no estado de Minas Gerais. Além destes regimentos também faziam parte 4 grupos de Artilharia, do 9º Batalhão de Engenharia de Combate da cidade de Aquidauana(Mato Grosso), de um Esquadrão de Reconhecimento(Cavalaria), do 1º Batalhão de Saúde, sediado na cidade de Valença(estado do Rio de Janeiro) e, das chamadas tropas especiais e de corpos auxiliares, incluindo-se  67 Enfermeiras.

            Na relação de tombados no Teatro de Operações, o 1º RI vem em primeiro lugar com 152 homens mortos, seguido pelo 11º RI com 134 e 109 do 6º RI. Sendo que todos Estados brasileiros tiveram a honra de enviar seus representantes.

            No conjunto militar da frente Italiana, onde operava o 5º Exército Norte americano e 0 8º Britânico, a FEB que estava incorporada ao 4º Corpo de Exército Norte Americano que, por sua vez além da DIE brasileira faziam parte uma divisão blindada(norte americana), uma divisão Sul-africana e outra Inglesa, que lutaram lado a lado dos brasileiros na Tomada do Monte Castelo.

            A ação do 4º Corpo cobria uma frente de 80 quilômetros e, nesta frente a FEB ficou responsável a partir de Novembro de 1944, quando se deslocou para o front dos Apeninos, por uma extensão de 10 km e,  quando da Ofensiva da Primavera em Abril de 1945 esta frente chegou a medir o dobro do tamanho, instalando o seu QG em Porreta Terme, cerca de 30 km ao norte da cidade de Pistóia.

 

 

 

 

Brasiliano, brava gente!

Os ceguinhos de Podenzano

Já a paz havia sido declarada quando, uma tarde, chega-nos o capitão Verejão e convida-nos para irmos visitar o colégio para crianças cegas.

Como sempre, munimo-nos dos clássicos mantimentos de que a população tanto necessitava, e fomos.

O colégio ficava à margem da estrada que liga S. Carlos a Podenzana, e se achava instalada num amplo casarão, no fundo de aprazível chácara.

Fomos recebidos pelas madres orientadoras do colégio que nos conduziram por um salão onde nos foram apresentados os alunos.

À Diretoria demos mantimentos, às crianças demos chocolates e balas.

É bem verdade que os que se afastavam de sua Pátria e de sua família, como que o coração se lhes enche de ternura e de bondade; entretanto o quadro era realmente de comover.

Os ceguinhos se aconchegavam uns aos outros, saboreando as balas com desmedido prazer, vestidos humildemente, uns sem pai, outros sem mãe.

A Diretora ao agradecer-nos as dádivas, confessou-nos que havia muito que lhes faltava tudo, inclusive sabão.

Passamos a cuidar mais de perto dos ceguinhos. Mandávamos-lhes o “show” da companhia de Petrechos do Batalhão e o capitão Arnóbio. Os ceguinhos, assim ouviram diversas canções brasileiras e mesmo algumas italianas. Pediram que cantassem a “Aurora” cujo o ritmo eles acompanhavam com as palmas. Cantamos-lhes o nosso Hino Nacional, cujas palavras lhes traduzimos.

Em certo momento colhemos a mão de uma das meninas e trouxemo-la para perto de nós. Carla tinha apenas 10 anos. Cega de nascença, viva e inteligente, conversou muito conosco, espontaneamente agradeceu-nos os chocolates e pediu-nos notícias do Brasil.

Depois, volvendo seus tristes olhos para uma direção infinita, chegou-se mais perto de nós e desse-nos, como num segredo: os “tedescos” levaram meu paizinho, será que ele volta?

Respondemos a Carla que sim e apressamos nossa retirada.

Dias após recebemos a carta que se segue:

Senhor Major

 

A vossa gratíssima visita, e a excepcional delicadeza que tiveste em trazer-nos, além de uma farto e boníssimo presente, a alegria de ouvir a harmonia e a doce poesia do vosso belo país, nos comoveu assim, tão profundamente, que sentimos a necessidade de oferecer a Vós o nosso agradecimento muito sincero. Quanta gratidão, quanta admiração sentimos por Vós, pelo vossos soldados, que não se desdenharam de dar a nós, pobres e humildes crianças, o nosso tempo preciso que nos fez conhecer a bondade e a Cristã irmandade da alma brasileira.

 

Que o bom Deus faça descer sobre Vossos caros a abundância dos seus favores celestes. Proteja, prospere a Vossa casa, a Vossa terra que nenhuma Pátria, e faça que nenhuma sombra de dor que tem dilacerado a nossa infeliz Pátria, toque de leve o benéfico Brasil que vejo de tão longe para enxugar-nos as lágrimas e trazer-nos a Paz.

 

Pedimo-vos para transmitirdes as nossas saudações aos Vossos, os quais, estamos certos, serão como seu grande pai, que recordaremos sempre com reconhecimento. Com o agradecimento dos Cegos.

 

Instituto dos Cegos – Madonna dela Bomba

                               Piacenza, 11-6-44

Crônicas de Guerra – Coronel Olívio Gondim de Uzêda

Registro Fotográfico da Guerra Civil Americana – Uma Exposição

 As fotografias abaixo revalam pouco sobre os combates, mas muito sobre as pessoas que participaram ou sofreram as consequências da Guerra Civil Americana. Não por acaso, suponho que as fotografias apresentadas transmitam para cada pessoa mais do que um ponto perdido no passado, revalam a vida daqueles deixados no espaço temporal que muitos só conhecem através de livros. Contudo essa exposição de fotografias mostra o que uma guerra pode fazer com as pessoas, suas privações, dores, angustias e perdas…Muitas perdas!. Temos que entender que a guerra no final resumir-se a máxima: “Ninguém perde com a Paz, mas na Guerra tudo se perde! “.

História Completa da Segunda Guerra – O Início do Conflito!

Nessa segunda parte da série História Completa da Segunda Guerra Mundial, vamos analisar em algumas publicações o início do conflito europeu. A eclosão da guerra de fato, só acontece dia 03 de setembro de 1939, quando em uma declaração conjunta entre a França e Grã-Bretanha a declaração de guerra contra a Alemanha é proferida. Hitler iniciara o conflito e agora ele não mais poderia voltar atrás. Enquanto os soviéticos, inicialmente não participam da ofensiva alemã, muito embora tenham um acordo secreto assinado no Pacto Ribbetrop-Molotov que previa a divisão do território polonês, contudo as forças soviéticas só entram na Polônia em 17 de setembro, quando a declaração de guerra já estava consumada entre as potências ocidentais. Nesse momento nasce a Blitzkrieg, e o mundo observa estarrecido com a performance de nova forma de fazer guerra.

É necessário lembrar que nesse momento do conflito ALEMANHA e UNIÃO SOVIÉTICA eram parceiros nessa empreitada, inclusive com Hitler submetendo os planos de invasão para a chancela de Stalin. É necessário entender que, mesmo sendo regimes antagônicos, os dois países tinham políticas parecidas no que se refere a áreas de influência pela Europa Central. Não há como negar a esdruxula relação fez parte de uma estratégia, inclusive interna, do Fürher para o planejamento da guerra total que estava por vir.

O início da Blitzkrieg

Nas primeiras horas da manhã de 01 de setembro de 1939, bases áreas polonesas são atacadas por bombardeiros alemães. O plano da Luftwaffe era infligir o maio dano possível à força aérea polonesa para assegurar que não interferisse na invasão por terra que viária a seguir. Às 04h45m, elementos da vanguarda da força de invasão cruzaram a fronteira da Polônia.

Os poloneses foram pegos de surpresa. A mobilização de suas forças, ordenada apenas dois dias antes, nem sequer estava perto de ser concluída. Algumas unidades de reserva contavam com todo ou quase todo o seu efetivo e aguardavam para se deslocar para as posições designadas em caso de invasão, mas muitas outras ainda esperavam a chegada da maioria de seu pessoal e, assim sendo, não estavam em condições de se dirigirem à frente de combate. Para os alemães, isso representou enfrentar oposição inicial enfraquecida até o final da tarde daquele 01 de setembro.

As formações de vanguarda do Grupo de Exércitos do Norte alemão se beneficiaram do fato de seu avanço ser acobertado por um nevoeiro de outono. Houve um ou dois incidentes em que, por causa da baixa visibilidade, unidades alemãs confundiram unidades amigas com tropas polonesas, chegando a trocar tiros entre si, mas nada grave. Os alemães tomaram Danzing rapidamente, com o Terceiro e Quarto Exército deslocando-se para cortar o Corredor Polonês antes que o Terceiro Exército se desviasse em direção a Varsóvia. A oposição foi ligeira, com somente algumas posições polonesas ao longo da costa do Báltico apresentando resistência digna de nota.

Aquele foi o dia em que nasceu o muito do galante ataque da cavalaria polonesa contra tanques. O 18º Regimento de Lanceiros realmente recebeu ordens de realizar uma carga de cavalaria contra a infantaria alemã e parecia que teria sucesso. Contudo, alguns veículos blindados alemães flanquearam os cavaleiros poloneses e abriram fogo sobres os lanceiros, que sofreram baixas pesadas e foram forçados a se retirar.

A situação era delicada para os defensores poloneses, que lutavam por seus planos defensivos em ação. A garantia de apoio de França e Inglaterra se mostrara especialmente inócua, já que não impedira a invasão e parecia haver pouco que qualquer uma das potências pudesse fazer para ajudar seu aliado polonês com suficiente rapidez.

Na segunda manhã da invasão, os alemães esperavam uma oposição mais tenaz conforme se aproximavam do rio Brade. Ali, acreditavam eles, seria a base da principal linha de defesa polonesa. Entretanto, os poloneses não estavam suficientemente preparados. Além disso, ataques aéreos e alvos de transporte foram eficazes e, assim, o rio foi cruzado com facilidade, apesar do esforço de unidades defensoras.

As principais dificuldades alemãs aconteceram quando alguns dos tanques do XIX Corpo Panzer ficaram sem combustível por terem estendido demais suas linhas de suprimento. Isso foi uma amostra do que aconteceria ao longo da guerra, já que o exército alemão dependia muito do transporte animal. Como resultado, em sempre haveria suprimentos disponíveis em momentos críticos.

Naquele instante, a força aérea polonesa já sofrera baixas pesadas. A surpresa do ataque inicial deixou poucas aeronaves em condições de resistir e, embora alguns pilotos tivessem conseguido decolar, estes há não podiam influenciar o que estava por vir. Os pilotos poloneses eram bem treinados e capazes, mas suas aeronaves eram amplamente obsoletas. Isso era particularmente verdadeiro em relação aos caças poloneses, que estavam uma geração atrás dos Messerschmitt Bf-109s da Luftwaffe, mais comumente (embora incorretamente) conhecidos como Me-109. Apesar disso, a força aérea polonesa continuou a operar. Patrulhas de caças defendendo Varsóvia opuseram severas resistências enquanto puderam, porém, em 03 de setembro, a Luftwaffe já estabelecera superioridade aérea em todo o país, permitindo que o poderio aéreo desempenhasse o papel fundamental de apoiar as forças alemãs no solo.

Isso, entretanto, não significou que a Luftwaffe tenha passado todo o tempo sobre os campos de batalha. Um dos principais objetivos de usar ataques aéreos para apoiar movimentações rápidas em combate, na tática que ficou conhecida como Blitzkrieg, era desmoralizar o inimigo, atacando centros de comunicações, administrativos e industriais. Varsóvia foi bombardeada no primeiro dia, enquanto as tropas polonesas que tentava chegar à linha de frente eram impedidas por uma série de ataques aéreos contra estradas, pontes e ferrovias. Além disso, bolsões de resistência polonesas foram bombardeados pelo ar, principalmente por uma aeronave que logo se tornaria infame, o bombardeiro de mergulho Junkers Ju-87, mais conhecido como Stuka.

Parte I – História Completa da Segunda Guerra – De Olho na Polônia

Fonte: David Jordan – The complete history of World War Two

 

 

 

Desfile do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega

Hoje, 07 de setembro 2012, o Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega (GHAFM) teve uma vibrante participação no desfile cívico-militar do Dia Independência Brasil. Esse projeto foi concebido dentro da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, com o objetivo de rememorar os pracinhas que lutaram na Segunda Guerra Mundial. O GHAFM é a realização do sonho de muitos, dos quais, o seu próprio efetivo, contemplado com membros da Associação SEMPRE Polícia do Exército, que estiveram vibrando com a galhardia de quem sustentava em sua cadência a honra de levar os nomes de todos os membros da FEB. Orgulhamo-nos em poder nos envolver em tão grandiosa e honrosa missão. Os integrantes da Força Expedicionária Brasileira estavam bem representados. Várias tropas desfilaram hoje, mas poucas tiveram o peso histórico e a enorme responsabilidade de marchar em nome daqueles que defenderam a liberdade do mundo, dos quais, muitos tombaram e tantos outros não estão mais entre nós.

Agradecemos imensamente ao General Benzi, Comandante Militar do Nordeste, e o General Aguiar, Comandante da 7ª Região Militar, pelo reconhecimento e apoio a este projeto.

Evidentemente outros colaboradores militares e civis atuaram para que o GHAFM estivesse presente, entre comandantes de Unidade Militares, Diretores, Chefes de Seção e o apoio de militares que se envolveram direta ou indiretamente em todo o processo. A todos a nossa continência!

Pátria! Brasil!

 

 

 

História Completa da Segunda Guerra – De Olho na Polônia

 Inicialmente, o primeiro grande evento militar da Segunda Guerra Mundial aconteceu em 01 de setembro de 1939. E partir desse marco, vamos iniciar uma série que, há algum tempo, já estava em nossos planos. Um estudo histórico completo sobre a Segunda Guerra Mundial partindo de uma forma mais cronológica, ou seja, a partir de 1939 até 1945. Vamos procurar enfatizar mais de uma visão, isso incluir a visão da Alemanha, seu povo e seus líderes. Esse projeto, tem por objetivo trazer várias perspectivas de um evento grandioso, e que merecem ser analisados de várias vertentes de interpretações históricas, portanto não vamos poupar ninguém!

 Se você discordar das análises publicadas, não tem problema, poste seu comentário e vamos debater. De forma que todos possam conceber um interpretação diferente para o mesmo evento, mas aviso de antemão, nossa visão deve ser despida da ideologia ou apologia, pois o estudo histórico deve ser assim, apenas análise dos fatos!

De olho na Polônia

Em 28 de outubro de 1938, Hitler faz a primeira exigência territorial a Polônia: Danzing deveria ser devolvida a Alemanha e permitam a construção de ligações rodoviárias e ferroviárias com a Prússia Oriental através do Corredor Polonês. A Polônia recusa, mas com que fim? Em 15 de maço de 1939 os alemães desmembram a Tchecoslováquia em seus estados constituintes. A Eslováquia torna-se um protetorado alemão, a Rutênia é entregue à Hungria, e a Boêmia e a Moravia são incorporados à Alemanha. A atitude em relação à Alemanha, tanto por parte da Grã-Bretanha quanto da França, começa a mudar, especialmente entre os britânicos. Chamberlain é pressionado para declarar que a Grã-Bretanha apoiaria a Polônia contra a agressão alemã. Hitler reitera suas exigências aos poloneses que, em 21 de março, as rechaçam novamente. Dois dias depois, soldados alemães ocuparam a cidade de Memel na fronteira entre a Prússia Oriental e Lituânia, levando à conclusão de que o exército alemão poderia fazer o mesmo em Danzing. A Polônia alerta que qualquer tentativa de tomar Danzig significaria a guerra e, em 31 de março de 1939, Grã-Bretanha e França declaram que apoiariam os poloneses se isso acontecesse.

Em 15 de abril, ainda sob impacto da anexação da Albânia por Mussoline apenas uma semana antes, o presidente Roosevelt pede garantias a alemães e italianos de que não atacariam outros países europeus. Hitler e Mussoline ignoram o pedido, sabedores de que as Leis de Neutralidade de 1935-37 impedem que os Estados Unidos intervenham em uma guerra na Europa. Três anos mais tarde, Stalin proporia uma aliança de 10 anos com a Grã-Bretanha e França. Se a proposta tivesse sido aceita, é possível que os eventos subsequentes fossem diferentes.

Entretanto, as negociações se mostraram difíceis, como resultado de um antagonismo soviético-polonês que datava do conflito de 1920. A Polônia não tinha nenhuma intenção de se aliar a suas potências que, por sua vez, eram aliadas de um vizinho não confiável, e a União Soviética pensava o mesmo.

Hitler renunciou ao pacto de não-agressão de 1934 com os poloneses em 28 de abril de 1939 e repetiu suas exigências por Danzing. A isso se seguiu, em 22 de maio, o “Pacto de Aço”, no qual Itália e Alemanha prometiam apoio mútuo em caso de uma guerra futura. Para piorar as coisas, soviéticos e alemães chocam os observadores internacionais com a assinatura de uma pacto de não-agressão em 23 de agosto. O pacto incluía cláusulas sobre a divisão da Polônia entre a Alemanha e a URSS, além de garantir liberdade aos soviéticos para lidarem com os países do Báltico. Talvez mais importante ainda, o pacto significou que a Alemanha não mais enfrentava a possibilidade de uma guerra em suas frentes, um golpe duro para os aliados ocidentais, que agora percebiam que Hitler estava livre para atacar a Polônia. Em 26 de agosto os britânicos assinam um tratado de aliança com a Polônia. Hitler já dera ordens para uma invasão, mas a ação britânica o obriga a adiar.

Deduzindo, entretanto, que não havia nada que Grã-Bretanha ou França pudesse fazer para evitar uma vitória alemã na Polônia, Hitler dá nova ordem para invadir o país em 01 de setembro.

Fonte: David Jordam