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Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha”!
Primeiro deixe-me explicar que sou contra o título do post. Mas coloquei propositadamente para que possamos entender uma outra visão da incrível história que vamos contar agora. Primeiro vamos falar que um jovem que, lutando por seu país e defendendo os interesses de sua pátria, aos 21 anos de idade derrubou, segundo algumas estimativas (exageradas creio eu!), aproximadamente 3.000 mil inimigos. A questão é que esse soldado era ALEMÃO e derrubou americanos. Esse título foi dado a ele nos anos 50 quando a história veio a público e ele se tornou conhecido. Mas se ele fosse americano? Ele seria um MONSTRO ou um HERÓI?
A verdade é que esse cidadão viveu toda a sua vida com essas mortes sobre seus ombros. Monstro ou Herói a existência dele se tornou pesada com as vidas perdidas naquela praia no dia 06 de junho 1944. Por isso quem pode julgá-lo? Ninguém! Nem mesmo a História.
Então vamos entender o pouco mais desse soldado alemão:
Severloh nasceu em 1923 em Metzingen, distrito de Celle. Décimo primeiro filho de um fazendeiro local, teve o aval do seu pai para entrar para o Exército com 19 anos. A Alemanha já estava em guerra havia 03 anos. Toda a produção, economia e a vida alemã estavam severamente abaladas pelos resultados na Frente Oriental, era o apocalipse da Alemanha se aproximando. Mas nada intimidou o jovem Heinrich Severloh e ele seguiu para se engajar na guerra.
O inverno russo era uma brutal intimidação e seus superiores cruéis. Severloh parecia está com seu destino selado. Mas o destino reservava algo diferente para esse jovem cabo, um papel que entraria para a História da Segunda Guerra Mundial, envolvida em uma das mais sangrentas batalhas para libertação da Europa.
Severloh pertencia à frente russa com o que sobrou da 321ª Divisão de Infantaria, no final de outubro de 1943. Com a reestruturação e uma crise de amidalite, o Cabo Severloh foi transferido para a 352ª Divisão para defender a Normandia. Após a formação da divisão, ele passou a compor uma bateria estacionada em praia que ficou conhecida pelo codinome “Omaha”, um dos principais pontos da invasão para a Operação Overlord, era o Dia D.
Na madrugada de uma sexta-feira de junho de 1944, a invasão aliada a Normandia começou. Hein Severloh, de serviço na noite anterior como um companheiro da bateria no centro de controle de incêndio no ninho resistência 62.
“Foi um horizonte negro de navios”, disse Hein Severloh, “foi assustador, horrível … Eu me ajoelhei na minha posição e orei. Então, pouco antes das cinco da manhã começou a barragem terrível de artilharia naval. – 30 minutos … “
Sob o fogo do pesado bombardeio naval 34.142 soldados norte-americanos se aproximou por terra na seção Omaha Beach, em suas 16 defesas costeiras na manhã apenas 308 soldados alemães estavam nas posições…
Às 6h30m chega às primeiras ondas de desembarque. Inicialmente estavam se aproximando do setor da WN 62, onde estava o cabo Severloh que começou a atirar …
Com uma MG 42 de alta cadência, Severloh começou a atirar nos soldados quando eles deixavam a sua embarcação. Ele só usava seu fuzil quando os soldados se separavam, na tentativa de se proteger, escolhendo os alvos.
Com fuzis e metralhadoras, o Cabo Hein Severloh atirou por longas nove horas, em toda a área de desembarque de Omaha entre os setores Eyse Red e Fox Green.
Contudo a situação piorava! No decurso da manhã um bombardeio pesado dos navios e mais soldados se dirigiam para a área do bunker. O chefe da primeira Bateria, tenente Frerking, no pequeno abrigo de observação da artilharia percebeu que o fogo e a avanço continuava em frente ao WN 62. Ao meio-dia, o ímpeto da resistência diminuía, Frerking tentou várias vezes com seus superiores uma ordem de retirada. O Tenente Frerking permaneceu com seus únicos seis soldados no WN 62, incluindo Hein Severloh, e sua metralhadora.
Continua amanhã…
O Exército Alemão em Campanha – A Qualidade e a Realidade das Fotos
Me enviaram um lote de fotografias muito interessante do designer Larrister, um especialista no tratamento fotográfico, principalmente na recuperação. Realmente as fotografias impressionam pela qualidade. Portanto segue esta incrível coleção:
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By Larrister Collection
As Fotografias Mais Engraçadas e Sem Noção da História! – Parte IV
Mais uma série das fotografias mais engraçadas e sem noção da história. Com destaque para as crativas invenções bizarras e as roupas estranhas para fotografias mais estranhas ainda.
Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra – Galeria Colorida
Todos sabe que o acervo de nossas fotografias é grande, mas sempre estamos dispostos a aumentá-lo. Segue uma excelente sequência de fotos coloridas da Segunda Guerra:
O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte II
Estamos analisando, a partir dos relatos de Liddell Heart, os motivos que levaram Hitler a ordenar a suspenção da ofensiva contra o Corpo Expedicionário Britânico e o restante das Forças Francesas estacionadas na cidade de Dunquerque. No primeiro POST, Heart relata um encontro entre Hitler e Rundtedt na cidade de Charleville, na manhã do dia 24 de maio de 1940, quando nesta ocasião o general Rundtedt argumenta com Hitler sobre a necessidade de se diminuir o ímpeto da ofensiva. As informações estavam baseadas na biografia de guerra de Churchill que teve acesso aos diários de guerra de Rundtedt, coisa que o próprio Liddell tenta refutar.
O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I
Vamos continuar nossa analise sob a ponto de vista de Liddell Hear:
[…]
“Não há nada aqui, contudo, que mostre Rundtedt tomando a iniciativa de propor a ordem de interromper o movimento. O máximo que essa anotação meio vaga, do diário, mostra é que Rundtedt, ao analisar a situação, exprimiu ansiedades que concordavam com o ponto de vista de Hitler. Embora isto seja significativo, não é o bastante para justificar a rejeição pelo historiador do testemunho de todos os oficiais envolvidos de que a ordem definitiva partira do próprio Hitler e viera do seu Quarte-General. Além disso, as declarações deles são confirmadas por um registro contemporâneo mais explícito do diário que Halder mantinha no O.K.H.
O estudo deste registro em conjunção com às outras evidências torna a sequência dos acontecimentos mais clara. Após transposição do Mosa, a ideia original de Halder fora que o Grupo de Exército de Rundtedt deveria seguir na direção sudoeste. Seu eixo de progressão passaria por Compiègne e iria até o baixo Sena, perto de Rouen (embora Halder desprezasse a oportunidade de, após chegar a Compiègne, virar para o sudeste, na direção geral de Paris). A progressão seria “em escalão”, com os exércitos da esquerdas recuados, de tal sorte que quando avançassem protegeriam automaticamente o vizinho da direita de uma ataque de flanco. No decurso do movimento, o exército de Kluge no setor direito seria transferido para o Grupo de Exércitos de Block, a fim de ajuda-lo a completar o engajamento dos exércitos aliados da Bélgica.”
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O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I
Hitler, diferentemente do que os críticos possam imaginar, ele foi sim um estrategista astuto, quem afirma é ninguém menos do Linddell Hart, Oficial do Exército inglês e um dos historiadores mais respeitados do seu tempo. Considerando essa observação de Liddell, então quais os motivos que levaram Hitler a suspender a ofensiva contra as tropas britânicas e francesas em Dunquerque quando tudo convergia para o fim da Força Expedicionária Britânica juntamente com o restante do cambaleante Exército francês. Vamos debater essa situação em alguns posts. Inicialmente vou publicar a visão do historiador Liddell Hart que logo depois que acabou a guerra realizou entrevistas com os principais generais de Hitler e publicou um livro O outro lado da colina, uma fantástica e importante obra. Mas vamos para a primeira parte:
A “Ordem de Alto” diante de Dunquerque
Um dos grandes enigmas da guerra é a origem da ordem que deteve as forças blindadas alemãs às portas de Dunquerque – o último porto de fuga que restara para o Exército Britânico.
A primeira versão que tive a esse respeito, logo após a guerra, foi do ajudante de Brauchitsch (Walther von Brauchitsch – Comandante-em-Chefe da Wehrmacht), o general Siewert. Ele mostrou-se convicto de que os blindados tinham sido detidos por ordem pessoal de Hitler; contou-me também como Brauchitsch e Halder (Comandante do Alto Comando Alemão – O.K.H) se opuseram à ordem e tentaram cancelá-la – uma declaração que é confirmada pelos registros oficiais. Depois, o marechal-de-campo von Rundstedt e o general Blumentritt contaram-me suas respectivas versões de como a ordem chegou ao Grupo de Exércitos “A” – transmitidas pelo telefone pelo coronel von Greiffenberg do O.K.H., que deu a entender se contrário ao ponto de vista de Halder. Blumentritt disse que ele próprio atendeu o telefone.
Mas Churchill, em sua recente história da guerra, diz que a imobilização dos blindados “deve-se à iniciativa não de Hitler mas de Rundstedt”. Ele baseia sua conclusão no que o diário de guerra do Grupo de Exército “A” registra a respeito da discussão que teve lugar quando Hitler visitou o QG de Rundstedt em Charleville, na manhã do dia 24 de maio.
O peso que Churchill confere a esse solitário indício pode parecer um tanto excessivo ao historiador que sabe como são compilados os diários de guerra e que teve experiência com seus erros frequentes. Em geral, são conservados em dia pelos oficiais mais modernos, que não estiveram presentes às discussões cruciais, e nos períodos de grande atividade e cansaço, tanto o registro quanto sua conferência tendem a inadequados. Qualquer prova ou afirmativa precisa ser considerada cuidadosamente, se não tem o apoio de outras evidências, e mais ainda em um caso como este, em que o registro de modo algum é tão claro quanto a conclusão que Churchill extraiu dele. O sumário que fez do registro contém os seguintes pontos:
“À meia-noite do dia 23 chegaram ordens de Brauchitsch no O.K.H.,… para o último ato” da ‘batalha envolvida’
“Na manhã seguinte Hitler visitou Rundstedt, que ponderou como ele que seus blindados, que tinham ido tão longe e tão depressa, estava com o efetivo muito reduzido e precisavam de uma pausa para se reorganizar e recuperar o equilíbrio para o golpe final…Além disso, Rundstedt previu a possibilidade de ataques partindo do norte e do sul contra suas forças tão dispersas…Hitler ‘concordou inteiramente’ que o ataque a lestede Arras devia ser levado a efeito pela infantaria e que as formações móveis continuassem a manter a linha Lens-Bethune-Aire-St.Omer-Gravalines a fim de interceptar as forças inimigas sob pressão do Grupo de Exércitos ‘B’ no nordeste. Ele insistiu também na enorme importância de conservas as forças blindadas para operações futuras”.
Continua 08/11/2012
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Fotografias que Reforçam a Superioridade Militar da Alemanha…
Para reforçar os argumentos do post anterior, segue uma sequência de fotos que testificam a superioridade do Exército da Alemanha, pelo menos nos dois primeiros anos da Guerra! Importante ressaltar!:
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Exército da Alemanha na Segunda Guerra – Uma Força Nunca Antes Vista!
Esqueçam ideologia e o vazio discurso dos vencedores. Falemos de Forças Armadas no início da década de 1940; falemos do formidável Exército Alemão. Enquanto que a França importava uma quantidade estratosférica de cavalos e se vangloriava de ter os melhores pombos correios da Europa, o inimigo derruba a Polônia e entrava nos Países Baixos e Noruega com forças aerotransportadas e unidades blindadas altamente móveis; enquanto a França se entrincheirava os soldados alemães atacavam em pequenas unidades com alto poder de fogo individual. Eis um dos motivos da Alemanha ser uma referência em doutrinamento militar para os Exércitos do mundo inteiro no início do conflito. Os inimigos só puderam assistir a Blitzkrieg e tentar aprender com ela.
Claro que as consequências de um poder militar com essa a envergadura na Alemanha foi maléfico para as nações, e principalmente quando servia a propósitos ideológicos questionáveis. Mas não podemos deixar de observar a formação de uma força tão bem preparada e tal bem empregada. Um Exército nunca antes visto, e que mudou o conceito de se fazer guerra.
Vamos entender um pouco desse Exército através desses registros:
O Pioneiro da Fotomontagem era Alemão, mas…
John Heartfield (nome de batismo Helmut Herzfeld), um alemão nascido em 1891 e pioneiro na fotomontagem. Heartfield utilizou técnicas de montagem fotográfica para ridicularizar a propaganda nazista na década de 1930. Foi perseguido pelo regime de Hitler, quando se refugiou na Tchecoslováquia até o país ser anexado pelo Alemanha. Foge para a Inglaterra e posteriormente para os Estado Unidos. John Heartfield é considerado um artista pelo seu trabalho com fotografias. Vejam parte desse acervo:
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Hitler – Quem foi esse Homem?
A análise da Segunda Guerra é algo que sempre gostei de fazer. Se pensarmos em ciência História, teremos como principal característica a dinâmica de interpretações dos fatos históricos. O Fato ele nunca está fechado e lacrado, sempre será debatido e revisto, e isso é importante para o entendimento do passado. Contudo devemos ter muito critério nos diversos tipos de opiniões a respeito do Fato Histórico ou das personalidades da História.
Essa semana uma determinada internauta deixou um comentário aqui no BLOG que era uma declaração de amor a Hitler, do tipo daquelas jovens que gritam por seus ídolos durante um show qualquer. Enfim, isso me fez refletir sobre a importância de uma interpretação correta dos acontecimentos do passado; isso me fez refletir sobre a pessoa do próprio Hitler. Já escrevi vários artigos sobre Hitler e creio que ele sempre será um objeto de estudo interessante, mas será que ele pode ser supervalorizado ou desprezado? Será que devemos amá-lo ou odiá-lo? De certo a História Oficial o condenou eternamente. Mas creio que ainda devemos explorar ainda mais para que as pessoas entendam quem foi esse homem. Portanto resolvi publicar uma análise mais completa sobre esse enigmático líder, com o máximo de informações possíveis, a partir de uma análise crítica e sem protecionismo e sem condenações preconcebidas desde a sua formação de Hitler, realizações enquanto esteve no poder, seus erros e acertos na sua trajetória; gostaria de estabelecer um perfil de Hitler sem me preocupar com o resultado da guerra, sem questioná-lo ou imputá-lo culpa, apenas entender seus pensamentos, suas ações, suas virtudes e suas faltas, pessoais e públicas.
Vamos postar uma série de artigos semanais, sempre no sábado, para levantar o máximo de informações possível sobre esse ícone histórico que mudou o mundo; mudou nossa realidade. Isso mesmo, pois o mundo como o conhecemos hoje, só se tornou possível pelo simples fato de Adolf Hitler ter nascido e se tornado quem ele foi. Isso não é um mérito!
Gostaria que outras pessoas pudessem contribuir com essa jornada História. Falarmos sobre Adolf Hitler sem a energia ideológica da defesa preconcebida, apontar os seus méritos sem diminuir; apontar seus erros e crimes sem o ódio dos vitoriosos ou a anistia dos simpáticos.
Ajudem a mostrar a verdadeira face do homem por trás do Mito!
Sempre com a maior quantidade de fotos possíveis.
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Suástica – Um Símbolo que Representa Um Regime!
Não há outro símbolo que cause tanto medo e perplexidade ao longo do século XX. A suástica, simbologia máxima do nazismo alemão não é um invenção do nacional socialismo, pelo contrário, é um símbolo que foi usado por século em vários povos e nações, tais como celtas, chineses, malteses e povos islâmicos. Contudo foi na Alemanha que a suástica entrou para história como símbolo da crueldade do regime, portanto temido e odiado por gerações.
Nos anos anteriores a guerra a suástica era usada largamente mundo a fora, inclusive usado em aviões aliados durante a I Guerra Mundial e em muitos produtos consumidos no ocidente e no oriente – fotos de exemplos de utilização da suástica,
Atualmente muitos grupos radicais e racistas adotam a suástica, mas não sabem a origem ou a mensagem que o símbolo representa
Dia D – A Operação que Mais Consumiu Recursos Materias e Humanos!
Sem menosprezar, claro, qualquer outra Operação durante a Segunda Guerra Mundial, obviamente nossa análise para o Dia D não se resume apenas ao evento em si, mas as consequências posteriores dessa operação no contexto não só militar, mas logístico. Não há precedentes no fluxo de material que essa operação forneceu para os avanço Aliados sobre a Europa. Portanto segue uma explicação textual de Stephen E. Ambrose em seu clássico – O Dia D, com uma coleção de imagens que retrata essa logística do Dia D.
[…]
Ao todo havia 2.727 navios, variando de belonaves e navios-transporte e embarcações de desembarque que fariam o cruzamento por si mesmos. Eram oriundos de doze nações – Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, França, Bélgica, Noruega, Polônia, Grécia e Holanda. Dividiam-se na Força-Tarefa Naval do Ocidente(931 navios, com destino a Omaha e Utah) e a Força Tarefa Naval do Oriente (1796 navios, com destino a Gold, Juno e Sword). Nos conveses dos LST estavam os barcos Higgins e outras embarcações de todos os tipos, mas naves – como salientou o almirante Morrison – “do que havia em todo o mundo quando Elizabeth I era Rainha da Inglaterra” .
Nos dias 03 de junho, os navios de apoio de artilharia e de bombardeio da Força-Tarefa naval do Ocidente zarparam de Belfast com destino ao sul através do mar da Irlanda. Entre eles achavam-se os encouraçados Nevada, veterano de Pearl Harbor, Texas, o mais velho da frota americana, e o Arkansas, juntamente com sete cruzadores e vinte e uma destroieres. Eles seguiram na frente. Depois circundado Lands End e passado pela ilha de Wight, seguiram os LST, os LCT, os LCM e os navios-transporte, os quais deveriam iniciar a jornada horas antes do amanhecer do dia 04, reunindo-se e alinhando-se em comboios.
Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D
Nas últimas palavras antes do início da Operação Overlord os comandantes de pelotão falavam abertamente para os soldados não se preocuparem, pois os bombardeios previstos para as praias desencadeados pela Marinha e Força Aérea aliada iria destruir qualquer coisa que se movesse no litoral onde aconteceriam os desembarques. Observem as torres das igrejas, não restará uma só em pé – diziam os oficiais. Também não deveriam se preocupar com os abrigos e fortificações nas praias, isso seria um monte de escombros assim que o primeiro soldado colocasse o pé na praia.
É certo que o bombardeio foi poderoso, contudo impreciso! Principalmente onde os americanos mais precisavam, no funil chamado Vierville Sur Mer, a praia de codinome Omaha. Mesmo com todo o impacto naval e aéreo as fortificações estavam lá, firmes e fortes, com canhões 88 e ninhos de metralhadoras apontadas destruidoramente para as embarcações da primeira leva. Era o início de um massacre.
Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D
Na praia de Omaha, as primeiras ondas tiveram baixas de quase 90% do efetivo. Muitos dos soldados se afogaram, foram pegos pelas metralhadoras ou artilharia inimiga. O grosso do efetivo nunca tinha entrado em combate, ali, naquela praia era a primeira vez que encontravam a guerra e a morte. A partir de momento que iniciou a invasão, nada mais importava, exceto sair vivo daquele inferno que foi a praia de Omaha. Se invasão falhasse, seria por ali, e o mais provável era que isso acontecesse, pois duas horas depois do início da Operação, corpos se amontoavam levados pelas ondas que sacudia-os de lado para outro, pela palavras de Stephen E. Ambrose: “[…] como uma gato brincando com seu brinquedo predileto, para lá e para cá[…]”.
Para os inimigos históricos dos Estados Unidos não é possível tirar o mérito desses jovens americanos que deram suas vidas por esse pedaço de terra. Assim como outros jovens alemães deram suas vidas para defendê-las. Isso é guerra! Infelizmente algo atroz que se repete vigorosamente ano após ano, não com as dimensões alcançadas da Segunda Guerra, mas em outras proporções ao redor do mundo.
Os Loucos Condenados do Dia D
O Exército Alemão realizou uma pequena campanha de difamação das tropas americanas quando a invasão da Europa era dada como certa. Era comum circular entre os soldados que protegiam a França, que o governo americano iria enviar criminosos condenados para lutarem contra eles. A ideia era não intimidar os soldados, mas fazer com que eles entendessem que estariam lutando contra não contra soldados ou uma força regular, mas com homens que não tinham nada a perder, por isso os alemães deveriam lutar pelas suas vidas e não se renderem.
Quando souberam dos rumores, os soldados aliados passaram a raspar suas cabeças com penteados moicanos, principalmente os paraquedistas. O objetivo era demonstrar que eles, pela menos na aparência, estavam bem próximos de condenados, e estavam dispostos a acabar com qualquer resistência inimiga.
Rommel e o Dia D – Preparação
Não há como negar. Uma dos principais motivos de preocupação para o Comando Supremo Aliado para o Dia D atendia pelo nome de Erwin Rommel. A designação de Rommel para cuidar da defesas estáticas alemãs na França foi determinante para as dificuldades que os Aliados encontrariam a partir de 06 de junho de 1944. Diga-se de passagem, que as coisas não ficaram pior pelo simples fato de Rommel não ter o pleno domínio das unidades diretamente empregadas no litoral normando. Evidentemente acrescenta-se a divergência dele e Rundstedt discordarem de tipo de estratégia que seria utilizada assim que a invasão iniciasse. Sendo que ele apostava tudo na defesa das praias, com as unidades panzers contra-atacando imediatamente antes que a cabeça-de-praia inimiga fosse formada, enquanto que Rundstedt acreditava que o melhor era preservar as unidades blindadas no litoral, longe da artilharia marítima aliada.
Em fevereiro de 1944 Rommel começou a inspecionar a Fortaleza Europa. Como resultado de sua inspeção, o aumento significativo das fortificações, minas, obstáculos e do poderio bélico nas regiões mais desguarnecidas, teoricamente menos provável para um desembarque, mas no local onde ele aconteceria quatro meses depois. Empregou além de tropas a população civil da França. Estava decidido a cumprir sua missão, mesmo que ele mesmo não mais acreditasse nela.
As Fotografias Mais Engraçadas da História! – Parte III
Segue mais uma sequência esquisita das fotos mais engraçadas da História. Antes de rir, pense naquela foto que você tirou meio ridícula daqui a 100 anos!
- Treinamento
- Um estranho Co-Piloto
- Ignorando Schwarzenegger !
- Uma carência desmedida!
- Campeonato de Melhor Radiografia!
- Sansão e Golias
- Não antendi!
- Conferindo o sexo!
- O par perfeito
- Máscara revolucinária!
- Miss?
- Lutando contra o crime!
- Paparazzo!
- da mesma família!
- Como elas fazem isso!
- Quem não tem cavalo caça com avestruz
- Treinamento para a morte
A Vida do Artilheiro na Campanha da FEB
Post em homenagem aos integrantes do 7º Grupo de Artilharia de Campanha – Regimento Olinda. Uma Unidade Militar que possui estreitos laços com o ímpeto que levou o Brasil a lutar nos campos de batalha da Itália.
——
Janeiro, 1945.
Encontramos no meio do caminho o General Cordeiro de Farias (comandante da Artilharia Divisionária), que está deixando crescer um bigode, e vamos a um Centro de Tiro. O Coronel Comandante de um Grupo de Obuses Auto-Rebocados nos acompanha até uma bateria.
Vamos visitar uma peça. O que vemos, no campo absolutamente branco, é um pequeno buraco negro: a entrada da barraca sob a qual está o canhão 105. A barraca, além de lona, ainda tem a rede de camuflagem do outono, e entre a lona e a rede já feno e galhos de pinheiros. Os ramos, sempre verdes do teto, dando um ar festivo ao interior. Mas por fora o inverno se encarrega de fazer a camuflagem: a neve cobre tudo. E quando ela se derrete costuma se infiltrar através de tudo e pingar lamentosamente sobre os homens que estão lá dentro.
O canhão está no meio da barraca, sempre muito limpo e bem tratado como um deus. Esse deus é servido por 10 homens. A um canto, a munição, com seu belo metal dourado. Ao lado, uma porta estreita, com um abrigo cujas paredes e tetos são de touras de pinheiro. Ali já dois telefones, uma cadeira, uma pequena mesa e cama para os 10 homens. Mas tudo isso num espaço muito reduzido; as camas são jiraus em estilo beliche; cinco jiraus duplos. A peça vital desse pequeno antro é o fogão aquecedor, cuja chaminé – agora verifico – sai discretamente um palmo fora da neve, lá fora. E há esta coisa importante: luz elétrica. Em resumo, o alojamento não é luxuoso, mas quente, e bem abrigado – e os soldados me dizem que ali, faça lá fora frio que quiser, dormem bem. Para comer, eles vão até o PC (Posto de Comando) da bateria – e me dizem todos que a comida é boa.
“Quase todos estão engordando aqui” – me diz o sargento Antão. Antão Vieira é de Tupaceretã, Rio Grande do Sul, e no seu grupo de homens há outro gaúcho, o soldado Marne Pereira Soares. Há um mineiro de Viçosa – Lauro Martins Correia – e um capixaba de São Mateus, Jorge Costa Machado. O cabo Benedito Martins é, como aquele homem do samba, de Niterói, e Newton Costa é de Petrópolis. Há dois baianos: Cícero Ferreira dos Santos, de Pilão Arcado, e um João que não estava presente no momento e todo mundo chama de João Baiano – e ninguém na hora lembrava o nome dele. Completam a dezena um carioca, Alberto Amar, e um fluminense, Grimaldo José do Patrocínio. Para dar um tiro não são necessários esses 10 homens. Bastam 4: um telefonista, um apontador, um atirador e um carregador.
Um canhão dá em média uns 40 tiros por dia – e no dia em que trabalhou mais deu 108 tiros. O Tenente Adélio Conti, que é o observador avançado e está ali no momento, me explica que a bateria (04 canhões) é comandada por um capitão – no caso o capitão Salomão Naslausuy; tem um tenente Aristides Simão, oficial de manutenção, ele, tenente Conti, observador avançado e um excendente, que é o segundo-tenente José da Mata Teixeira, que no momento está como observador avançado. Quem comanda os tiros é o comandante da linha de fogo, primeiro-tenente Aristides Simão. Ele diz pelo telefone ao sargento Antão:
– “Só a primeira peça, explosivo meia dúzia instantânea. Vigilância esquerda um dois zero. Sítio 427. Por um. Alça 380.”
Isso quer dizer mais ou menos o seguinte: que o projétil a ser usado deve ser explosivo – e não fumígeno. O “meia dúzia” quer dizer que deve ser usada a carga de projeção 6. Um projétil pode ser lançado com diferentes cargas, conforme a distância a que se destina. “Instantânea” quer dizer que a granada pe di tipo da que explode imediatamente quando toca o objetivo, e não antes, como as de “de tempo” (que explodem no ar e fazem uma chuva de estilhaços para matar pessoas), nem algum tempo depois, como a de “retardo”, que primeira penetra para depois explodir. “Vigilância” é a posição em que está o canhão, ou melhor, a direção em que ele está apontando. “Vigilância esquerda um dois zero”, indica que ele deve ser desviado para esquerda 120 milímetros. “Sítio 427” indica o objetivo; “por um” quer dizer simplesmente que deve ser dado apenas um tiro, e 380 é a alça a ser usada. O leitor entendido nessas coisa que desculpe a maneira pela qual as explico, pois estou me dirigindo no momento a leitores que suponho tão ignorantes no assunto como eu próprio.
Recendo essa ordem do Tenente Aristides, o sargento Antão as anota e as transmite imediatamente aos seus homens. Em alguns segundos eles regulam tudo, e então o sargento diz ao telefone:
– Antão, Pronto! Depois ouve a voz do tenente:
– Atenção…(que transmite aos soldados):
– Atenção!
– Fogo!
E assim o “Terror” – é este o nome que deram ao canhão – manda saudações às linhas alemãs.
O canhão deve estar preparado para fazer um tiro a qualquer momento que for ordenado, e fazê-lo em poucos segundos. Isso quer dizer que deve haver sempre 04 daqueles 10 homens acordados. Os soldados me disseram que preferem o sistema de cada turma trabalhar 24 horas e descansar 24 horas.
A vida dos 10 homens e 01 canhão não é na verdade, muito divertida. A barraca, a peça, e lá fora neve e nada mais. Esses homens são do segundo escalão: estão na linha de fogo desde 24 de novembro. Duas vezes por semana podem ir tomar banho de banheira quente na localidade mais próxima, é este passeio com que podem contar. Mas é rápido – e além disso durante algum tempo os banhos foram limitados a 01 por semana, porque o tal lugarejo estava sendo demasiadamente bombardeado pelos alemães […].
Deixo o pessoal entregue ao orgulho de sua instalação e vou-me embora. Nosso jipe enfrenta um pequeno turbilhão de flocos de neve, e durante toda a viagem as rajadas oblíquas o atravessam. No alto da serra encontramos o mesmo vento furioso de sempre e depois de um atraso de meia hora, na estrada atravancada pelos carros limpadores de neve. Mas poder rodar pela estrada a qualquer momento é um alto privilégio. Ficar meses em um canhão e dois telefones – esta é a rude disciplina do artilheiro.
Fonte: Crônicas de Guerra – Rubem Braga
Homenagem aos Pernambucanos Mortos no Teatro de Operações da Itália
Uma importante homenagem a Força Expedicionária Brasileira foi realizada hoje em Pernambuco. Em uma bonita cerimônia, foi inaugurado no 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Esquadrão Forte das Cinco Pontas, o Monumento aos Pernambucanos Mortos nos campos da Itália.
O evento contou com a presença do Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, senhor Alberides de Lima Passos e do Tenente R/2 Gildo – Diretor Cultural da Associação dos Oficiais da Reserva-AORE que, acompanhados do Major André Augusto, comandante do 10º Esquadrão, realizaram o descerramento da placa alusiva que homenageia os 12 pernambucanos que perderam suas vidas no Teatro de Operações da Itália.
O evento também contou com a Guarda do Monumento, formada por uma representação do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega, que tornou a solenidade ainda mais emocionante.
São iniciativas como estas que fazem jus a memória daqueles que entregaram suas vidas pelo seu país.
Os Veteranos pernambucanos da FEB agradecem os Lanceiros do 10º Esquadrão pela oportunidade de presenciar, em vida, o reconhecimento dos sacrifícios dos jovens pernambucanos em favor de um mundo melhor.
Informações Adicionais:
Os Pernambucanos da FEB mortos na Itália
A Memória dos Heróis Mortos Largado ao Esquecimento!

Os lanceiros do Recife honram, nesta data, a memória daqueles que fizeram o mais alto sacrifício em defesa da Nação Brasileira e da Democracia durante a 2ª Guerra Mundial

O Belo Monumento em Homenagem aos Pernambucanos Mortos! Com a Guarda do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega
- Os lanceiros do Recife honram, nesta data, a memória daqueles que fizeram o mais alto sacrifício em defesa da Nação Brasileira e da Democracia durante a 2ª Guerra Mundial
- O Belo Monumento em Homenagem aos Pernambucanos Mortos




















































































































































































































































































































































































































































































































































































