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Archive for the ‘Guerras’ Category

2ª Companhia de Guarda – Passagem de Comando e um Legado que Fica!

Sabe aquele ditado: A palavra convence, mas o exemplo arrasta! Conhecemos poucos que expressam tão bem esse honroso ditado como o Major Antoine, comandante da 2ª Companhia de Guarda, que passou o comando para o Capitão Prazeres no dia de ontem (17). A Companhia de Guarda em Pernambuco é uma das mais antigas e tradicionais Unidades Militares do Estado, possui uma estreita ligação com a FEB, pois grande parte do contingente nordestino que passou, em trânsito, para se incorporar as unidades de combate no Rio de Janeiro, ficaram alojados na então 2ª Companhia Independente de Guarda, ainda localizada na Rua Visconde de Suassuana. Não apenas isso, mas todo o patrulhamento do litoral do Recife, durante a Segunda Guerra Mundial, foi uma das muitas missões desempenhadas pela Companhia, além do patrulhamento para manter o “backout” contra possíveis incursões aéreas do inimigo.

O Major Antoine comandou essa respeitadíssima Unidade Militar cotejando e enaltecendo sua história, para tanto, inaugurou o Espaço FEB, uma sala dedicada a preservar à memória da Força Expedicionária Brasileira, e permitiu que seu contingente estivesse em contato contínuo com os feitos do Exército Brasileiro no Teatro de Operações da Itália. Não por acaso, teve seu nome indicado para ser agraciado com a Medalha Aspirante Mega, nada mais justo! A cerimônia da entrega da Medalha ocorreu em 22 de junho, e todos ficamos impressionados com o discurso do Major Antoine, dando ênfase ao espírito guerreiro do Aspirante Mega, ouvia-se, no tom emocionado de sua voz, a convicção de um militar diferenciado, de um profissional do mais alto gabarito. Mas, o que mais chamou a atenção foi o respeito e o carinho que a tropa nutria por seu comandante, ficando evidente nas palavras do Tenente R/2 EDMILSON BARBOSA, que naquela ocasião, estava se despedindo da Companhia por término de tempo de serviço, e no seu discurso de despedida,  exaltou o período em que esteve sob o comando de Major Antoine. Foi realmente emocionante.

Todos são unanimes em afirmar que a passagem de comando, realizada no dia de ontem, foi uma das mais belas cerimônias militares já realizadas na região. E, como não poderia deixar de ser, o comandante realizou um discurso emocionante, entusiasmando os presentes.

A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira agradece ao Major Antoine todo o carinho e o respeito com que sempre nos ajudou, em todas as ocasiões que tivemos a oportunidade de compartilhar a preservação da História da FEB. No mesmo intento, deseja sucesso no ECEME, e nos colocamos à disposição para qualquer eventualidade, pois a ANVFEB-PE sempre estará aberta ao nobre guerreiro de infantaria!

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O Melhor Cartunista do Brasil na Segunda Guerra

Uma das características do nosso povo é, sem sombra de dúvida, o humor, que sempre esteve presente no rádio, periódicos e tv. Durante a Segunda Guerra Mundial, não por acaso, o Brasil possui um dos mais bem humorados e criativos cartunista do período. Seu nome era Benedito Carneiro Bastos Barreto, mas era conhecido como Belmonte. Belmonte criou Juca-Pato, personagem muito famoso no final de década de 30 e início da década de40, mas ele era também um expert em política internacional, e seus desenhos faziam desdenho da política antissemita de Hitler e das ações da Alemanha. Segundo Ana Maria Dietrich (Nazismo Tropical? O partido Nazista no Brasil), as caricaturas de Belmonte foram parar nas mãos de Goebbels em uma das últimas transmissões de rádios feitas e Berlim, antes de sua queda. O chefe da propaganda do Reich gritava pelo rádio com um maço de desenhos, afirmando que o artista tinha sido comprado pelos ingleses e americanos. Como diria a autora: “melhor que qualquer prêmio” (Ana Maria Dietrich, 2007).

 

Fotos Engraçadas e Sem Noção da Segunda Guerra

  Segue mais uma série de fotos sem noção da guerra. Na verdade essas fotos revelam não apenas o humor, mas também o a humanidade daqueles que fizeram parte de uma conflito desumano.

Retrospectiva – A Alemanha da Segunda Guerra

Fim de ano chegando e começamos a fazer nossas retrospectivas. Como não poderia deixar de ser, vamos iniciar uma série de publicações que colocam à disposição as nossas melhores publicações agrupadas por assunto. Nosso objetivo é disponibilizar os quase mil posts agrupados e disponíveis, principalmente para quem nos acompanha a pouco tempo.

Tema é ALEMANHA:

Clique no link para ver a matéria:

Pichação nos Muros de Berlim! Aviso aos Invasores

 

Berlim – A Divisão de Uma Cidade Derrotada!

 

Especial: 08 de Maio de 1945 – Os Acontecimentos!

 

Especial: 08 de Maio de 1945 – A Rendição!

 

Artigo – A Alemanha Foi Uma Nação Vilã? Parte I

Batalha das Ardenas – Uma Tentativa de Negociar a Paz?

Quando dezembro inicia de 1944 ainda pairava as apostas que o aquela guerra se encerraria até o natal. Ninguém, pelo menos os anglo-americanos, nem imaginavam o que estava por vir. Já no início daquele mês de inverno, estava sendo elaborada a operação Unternehmen Wacht am Rhein (“Operação vigília sobre o Reno”), nome dada a contra-ofensiva alemã que visava a separação dos exército americanos e britânicos, capturando a região da Antuérpia e Bélgica.

Sempre se questiona qual era a intenção de Hitler já que empregou suas melhores tropas nessa contra-ofensiva, abrindo mão da proteção de suas fronteira no oriente. Evidentemente o sacrifício das unidades de Walter Model tinha um caráter mais estratégico do que militar. Segundo Lev Bezymenski, historiador russo, Goebbels, com a autorização do Führer, já tinha aberto um canal de comunicação com industriais e empresários suíços para tentar conduzir a Alemanha a uma paz negociada, tendo como premissa a manutenção da cúpula nazista no poder, o que foi prontamente rechaçada pelos americanos e ingleses, seu objetivo era uma paz em paralelo para conter o inimigo soviético que devorava a frente oriental. Segundo o mesmo Bezymenski, Hitler, sabendo da posição dos Ocidentais, declara: “Vou provar para os ingleses e americanos que não há paz que não seja comigo”.

No final das contas a batalha se concentrou sobre a cidade de Bagstone e isolou algumas das melhores unidades americanas por algumas semanas. Com a melhoria das condições climáticas e completa e absoluta superioridade aérea aliada, as unidades alemães ficaram sem qualquer apoio e não resistiram muito a chegada do 3º Exército de Patton.

O custo da tentativa de mostrar que a Alemanha ainda possuía condições de guerra custou entre 60 a 100 mil alemães mortos e feridos e 19 mil americanos mortos e 47 mil feridos, do lado inglês 1040 mortos e feridos.

Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra!

Um excelente acervo fotográfico enviado por JOB AZEVEDO, que é um dos membros mais atuantes desse espaço.

Agradecemos a colaboração.

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 USS Philippine

USS Philippine

Ataque de um P-47

Ataque de um P-47

Tentativa de salvamento do piloto

Tentativa de salvamento do piloto

desembarque de fuzileiros no pacífico

desembarque de fuzileiros no pacífico

Teatro do Pacífico

Teatro do Pacífico

Guam

Guam

Saída de Bastogne

Saída de Bastogne

Canhão de 280mm

Canhão de 280mm

Explosão de Navio de Abastecimento

Explosão de Navio de Abastecimento

V1

V1

Desvio no ar de um míssel V1

Desvio no ar de um míssel V1

Panzerkampfwagen VI "E Tiger"

Panzerkampfwagen VI “E Tiger”

JU88

HE-115

Alemão" KARL " Morterios para Sebastopol

Alemão” KARL ” Morterios para Sebastopol

Carregando uma KARL

Carregando uma KARL

O Tiro!

O Tiro!

Macchi 202v

Macchi 202v

Bombardeiros italianos 303  sobre a África

Bombardeiros italianos 303 sobre a África

Ataques a Pearl Harbor

Ataques a Pearl Harbor

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Hoje: 71 Anos dos Ataques a Pearl Harbor

Hoje lembramos os 71 anos dos ataques a base naval de Pearl Harbor, que acelerou o processo de entrada dos americanos na Segunda Guerra Mundial. Os ataques, são considerados como um ato de covardia, pois até horas antes da declaração de guerra, os japoneses negociavam a paz, mesmo sabendo que seus aviões estavam se dirigindo para o arquipélago. No final das contas serviu para unir os Estados Unidos contra as nações do Eixo, fazendo com que todo o argumento anti-guerra fosse esvaziado e o patriotismo americano fosse expressado nas filas de alistamento e no aumento considerável da capacidade da industria bélica.

Todos os efeitos e os desdobramentos da Segunda Guerra tem seu ponto de partida naquela manhã de 07 de dezembro de 1941. Os gritos de socorro dos marinheiros presos nas embarcações ecoaram nas ondas dos rádios americanas e no coração dos soldados por toda a guerra.

Segue abaixo todos os links relacionados sobre o tema que o BLOG publicou ano passado, quando no aniversário de 70 anos dos ataques:

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Estoura a Guerra

http://wp.me/pSMXF-2dX

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Nas Vésperas do Ataque

http://wp.me/pSMXF-2dD

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Tojo assume o poder

http://wp.me/pSMXF-2dc

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Os Informes “Magia”

http://wp.me/pSMXF-2cJ

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – O caminho para Pearl Harbor

http://wp.me/pSMXF-2ch

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Documentos Anexos – Final

http://wp.me/pSMXF-2eG

De Comandante do Ataque a Pearl Harbor a Cidadão Americano

http://wp.me/pSMXF-VA

O Ataque de Doolittle – A Resposta de Pearl Harbor.

http://wp.me/pSMXF-2iL

 

PEARL HARBOR 1941

Motos e SideCars da Alemanha – Mobilidade da Guerra

Hoje é bem comum tropas de policiais militares utilizam motocicletas para chegar a ocorrências ou ter uma maior mobilidade na captura de bandidos. A Alemanha já tinha observado o potencial da utilização de motocicletas nas campanhas da Segunda Guerra. A França utilizou largamente bicicletas em muitas tropas, enquanto a Alemanha passou a dota unidades inteiras com motocicletas. Não por ocaso, esse tipo de combatente, foi largamente utilizada nas campanhas da França e União Soviética, proporcionado um locomoção rápida no apoio a blindados.

A motocicleta alemã mais famosa da guerra foi a A Zündapp KS750 da Wehrmacht, com sidecar que podemos levar um combatente com uma MG acoplada. A utilização dessas motocicletas era das mais variadas situações e em vários teatros de operações.

Vejamos alguns exemplos dessas fantásticas máquinas:

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Piloto de Avião P40 Perdido em 1942 – Avião Encontrado em 2012

Quem olhar de relance as fotos deste texto, pode até pensar que é uma grande tolice tanto material por uma aparente “sucata” no meio do nada. Mas na verdade esta é uma verdadeira cápsula do tempo na forma de um avião de caça da Segunda Guerra Mundial, descoberto em pleno deserto do Saara agora em março 2012.

A descoberta foi feita por Jakub Perka, um funcionário de uma empresa de exploração de petróleo polonesa, que atuava com a sua equipe em uma expedição na região oeste do Egito. A importância deste achado se deve principalmente pela preservação dos vestígios e legibilidade dos sinais de identificação, o que permitiu encontrar a história do avião, do piloto e dos relatórios originais da queda no deserto.

O modelo da aeronave é um Curtiss P-40 Kittyhawk III, fabricado nos Estados Unidos, mas que pertencia em 1942 ao 260º Esquadrão da RAF, a Royal Air Force, como é conhecida a força aérea da Inglaterra. Há 70 anos este caça atuava no Norte da África, durante os encarniçados combates entre tropas aliadas contra alemães e italianos por aquele pedaço esquecido do mundo.

 

Um Estranho Voo

Em meados de 1942, as forças aliadas no Norte da África estavam em retirada ante o avanço implacável do general alemão Erwin Rommel, o famoso estrategista que ficou conhecido como a “Raposa do Deserto” e que comandava o “Afrika Korps”.

 

 

No início da tarde do dia 28 de junho de 1942, um domingo, os Sargentos de Voo (Flight Sergeant) do 260º Esquadrão da RAF, Dennis Charles Hughmore Copping e W.L. “Shep” Sheppard tinham ordens para voar com dois P-40s que seguiriam para uma revisão. Eles partiriam da base aérea LG-100, próximo a linha de combate, até a base aérea LG-085, localizada próximo a estrada Cairo-Alexandria. Depois retornariam com dois aviões do mesmo tipo para o ponto de partida.

 

Nada mais que uma simples missão de traslado. Ida e volta em 30 a 40 minutos e tudo estava terminado. Mas não foi tão simples assim!

Consta no relatório existente que Sheppard estava pilotando uma aeronave que se encontrava com as asas danificadas por causa de uma batalha aérea que havia acontecido naquela mesma manhã de 28 de junho. Para fazer o avião voar, o pessoal de terra preencheu os orifícios de balas com sacos de areia e cobriu tudo com tecido. Já o P-40 de Copping teve impactos na fuselagem com estilhaços de fogo antiaéreo e ele voaria com o trem de pouso baixado, possivelmente porque o sistema hidráulico foi danificado e não podia recolher. Copping, com muito mais experiência de voo que Sheppard, seria o líder.

 

Na necessidade do conflito e estarem com suas máquinas aéreas prontas para novos combates, os pilotos ingleses se arriscavam em voos com estas aeronaves em estado precário. Mas alguém tinha de cumprir este tipo de missão!

Vinte minutos após a decolagem, Sheppard percebe que algo está errado. Para sua surpresa o experiente Copping segue em direção ao oeste, entrando direto para o coração deserto e em área controlada pelos inimigos, quando deveria seguir em direção leste.

No início o pensamento de Sheppard era que Copping estava tentando evitar as posições alemãs existentes nas proximidades da LG-100, já que ambos voavam com metralhadoras desativadas e não poderia se defender se fossem interceptados por combatentes inimigos.

Sheppard confere várias vezes a sua bússola e vendo que Copping não altera o curso de sua aeronave, decidiu chamar pelo rádio, quebrando o silêncio obrigatório ao voar sobre o território inimigo para escapar à detecção. Sheppard alerta seu companheiro que ele está seguindo o curso errado, mas Copping não responde. Então Sheppard, aproximou seu avião e por 15 minutos ficou acenando com as mãos, indicando que o líder estava indo na direção oposta. Naquele momento eles estavam a 35 minutos no ar e já deveriam ter chegado ao destino. Copping parecia não ter mais a mínima noção do plano de voo.

 

Em seu relatório posterior aos eventos, Sheppard narrou que tomou uma decisão extrema. Ele colocou seu aeroplano em frente do avião de Copping e manobrou indicando para que ele o seguisse, mas nada aconteceu. Sheppard afirmou que repetiu a mesma manobra, mas Copping novamente não alterou seu rumo e Sheppard foi forçado a deixá-lo sozinho e apontou o nariz do seu P-40 em direção leste.

 

Sheppard voou verificando a todo momento a sua bússola e a posição do sol, rezando para está correto. Aventurou muito perigosamente no deserto do Saara e mais viável, e até mesmo temem por suas vidas. Finalmente visualizou a Depressão Qattara, um ponto geográfico que confirmou a sua posição, lhe permitindo localizar o rio Nilo e ir para LG-100, depois de passar quase duas horas no ar.

 

Após o desembarque os comandantes de base perguntaram onde estava o outro P-40 e Sheppard só pode explicar o infeliz acontecimento, em seguida, foi enviado para se refrescar com um chá e seguiu para o médico. Depois de longas horas de espera, Copping não deu nenhum sinal de vida. Aquela altura seu avião já tinha esgotado todo o seu combustível e caído sobre as dunas do deserto.

 

Ao piloto Sheppard foi ordenado seguir o plano de voo original. Ele pegou um avião substituto e o levou ao LG-085, onde se encontrou com o Comandante Wilmot, que teve que elaborar um relatório sobre o que aconteceu com seu parceiro.

 

Em seguida praticamente não houve nenhum esforço para resgatar Copping, cujo caso foi imediatamente esquecido em meio ao caos vivido durante a retirada diante do avanço do Afrika Korps. Se ele tivesse sobrevivido, teria ficado muito atrás das linhas inimigas e se tivesse sido encontrado por alguém, seria pelo exército alemão.

 

Indícios Apontam que Copping Sobreviveu ao Acidente

As razões para a pretensa desorientação do piloto inglês provavelmente jamais serão conhecidas, mas os restos do seu avião apontam que ele sobreviveu a queda. Nas fotos podemos ver que ele era um bom piloto, pois conseguiu pousar em meio a uma região com bastante rochas e não capotou o P-40.

 

Depois de examinar os restos do P-40 que repousam na área conhecida pelos egípcios como Al Wadi al Jadid, percebe-se que o painel de instrumentos foi encontrado intacto.

 

Foram encontradas evidências de um acampamento perto da fuselagem, os restos de paraquedas teria sido aberto e utilizado como uma tenda improvisada e o rádio, juntamente com as baterias da aeronave foram retiradas. Provavelmente Copping tentou pedir ajuda, sem sucesso. Nas fotos o transmissor está na areia. Equipamentos e controles do avião foram encontrados espalhados em volta da nave no local do acidente.

 

A equipe de Jakub Perka afirma que pesquisou uma área de 30 quilômetros no entorno do P-40, mas o corpo do piloto não foi localizado. Acredita-se que Copping, sabendo que não seria resgatado, tentou desesperadamente fazer uma viagem de retorno impossível, perecendo ao longo do caminho, pois estava a 320 km de qualquer vestígio de civilização.

 

Dennis Charles Hughmore Copping  era filho de Sydney Omer Copping e Adelaide Copping, nasceu em Southend-on-Sea, Essex, oeste da Inglaterra. Mesmo sem um corpo, seu nome está cerimoniosamente gravado no Painel 249, do El Alamein War Cemetery, localizado a 130 quilômetros de Alexandria, no Egito.

Fonte:  http://tokdehistoria.wordpress.com/2012/06/09/aviao-p-40-da-segunda-guerra-mundial-encontrado-no-deserto-do-saara-70-apos-seu-desaparecimento/

Reconhecimento Justo, Para Um Homem Justo! Rigoberto Souza

Qual a expectativa de um jovem nascido no interior da Paraíba em 1922, sendo o filho mais velho de uma família de 09 irmãos? Qual a expectativa de um jovem nordestino, com poucas oportunidades, em um período em que o índice de analfabetismo da população brasileira era de 90%? Você sabe o que é ser Brasileiro? Vamos a um exemplo de brasileiro na mais digna concepção do adjetivo pátrio.

Vamos falar de um homem que expressa à eternizada máxima de Euclides da Cunha: “O nordestino é antes de tudo, um forte!”; vamos falar de um homem que deixou à sua terra natal e foi se apresentar ao Exército, no tempo em que o Exército convocava jovens! Vamos falar de um cidadão que foi voluntário para guerra, para a Segunda Guerra Mundial, no tempo em que muitos buscavam a dispensa do serviço militar! Vamos falar de um Sargento do Exército Brasileiro que participou das principais Batalhas da Força Expedicionária Brasileira, e que combateu como a valentia do nordestino que defendeu Monte Santo na Guerra Canudos, mas envergando a farda do Exército de Caxias, empunhando o fuzil das nações livres para libertar a Itália do julgo alemão.

Esse mesmo homem voltou para sua terra, para sua gente! E como um bom brasileiro, casou, constituiu família e procurou viver uma vida digna, procurou viver a liberdade que ele ajudou a consolidar no mundo. Esse cidadão brasileiro, apesar das poucas oportunidades, lutou pela sobrevivência de sua família, se formou em odontologia, se tornou dentista, também Auditor…Eita cabra macho arretado! Esse brasileiro se chama RIGOBERTO SOUZA, e hoje completa 90 anos de idade; 90 anos com a lucidez de 25 e a história de uma nação sobre seus ombros.

Ao senhor Veterano, Doutor, Mestre e Brasileiro minha continência pelo que o senhor fez por esse país! E um forte abraço pela oportunidade de lhe conhecer e conversar ouvir histórias e a emoção que jamais poderemos encontrar em livros, por melhores que eles sejam.

Sua Pátria lhe agradece!

aniversário Rigoberto

Sargento Rigoberto Souza

Sargento Rigoberto Souza

O Último Policial do Exército Morto em Ação Depois da Segunda Guerra Mundial

 Sinto-me no dever de informar e tentar reparar mais uma das muitas injustiças desse país. Em 1997, em uma das mais sérias crises institucionais já vividas por esse país, quando Policiais Militares de vários Estados entraram em estado de greve e, mais uma vez, para defender o Brasil do colapso governamental que se instalava naquele cenário, o Exército Brasileiro foi chamado para cumprir seu dever, defender o seu povo!

  Nesse contexto o 4º Batalhão de Polícia do Exército enviou soldados para patrulhar o centro do Recife em julho 1997. Durante um assalto a Banco, um Policial do Exército, Walber Mendes de Andrade, morreu durante confronto com bandidos. Caia um jovem de 23 anos de idade, defendendo seu povo, sua gente; Caia um Soldado Brasileiro.

 No dia 28 de novembro de 2012, o senhor Coronel Ricardo Pereira de Araujo Bezerra, realizou uma homenagem ao PE Andrade. O Auditório do Batalhão é reinaugurado como Auditório Soldado Walber Mendes de Andrade.

 Como presidente da Associação SEMPRE Polícia do Exército, fico feliz de saber que pelo menos o seu sacrifício não foi esquecido, e mais orgulhoso ainda por ter tido a oportunidade de ter servido com o PE Andrade.

 Passados mais de quinze anos do ocorrido, ninguém fala nada sobre o sacrifício desse jovem soldado,

 Segue abaixo um Alusivo escrito para homenagear o PE Andrade:

 

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

Foto Estranha…Soldado Estranho…Não Necessariamente Nessa Ordem!

Quando a gente analisa algumas fotografias de soldados da Segunda Guerra, percebe que soldado sempre será o mesmo. Nas horas de descanso, gosta de dormir, tirar onda dos companheiros e às vezes, tirar onda dele mesmo! Segue alguns exemplos para comprovar:

Alemães: Aclamados como Libertadores, mas não por muito tempo…

Falando de uma questão controversa, que sempre levanta discussão quanto à veracidade do fato. É verdade que os alemães foram aclamados como libertadores em alguns países como União Soviética, Polônia, Tchecoslováquia e outros? E que, inicialmente, houve uma convivência pacífica entre dominantes e dominados?

A resposta é sim para quase todos esses países, mas principalmente da União Soviética, nas regiões que outrora fizeram parte da Prússia Oriental, de origens germânicas. Esses povos que estavam sob o julgo de Stálin, e não adianta dizer que não era julgo! Receberam as tropas alemãs com o entusiasmo e a alegria da liberdade. Esse fato se repetiu por várias cidades, principalmente aquelas mais castigadas pela repressão política do regime de Moscou.

Com relação a outros países, como os Países Baixos, a política que se introdução era de dar certa autonomia administrativa, mas sem perder o esforço econômico na guerra, ou seja, em outras palavras, envio de ativos e de bens e serviços em prol de Berlim, por isso, sempre houvera medidas impopulares que deixavam o clima tenso entre as forças de ocupação e os nativos.

Eis um dos erros apontados para a queda do Reich, sua política de ocupação. Em várias cidades onde o Exército Alemão foi recebido como libertadores, com o passar do tempo e a implementação de uma política tão repreensiva, excessivamente violenta e de exploração econômica, tornou possível a formação de cidadãos que viriam a lutar pela expulsão em definitivo dos alemães, conhecidos como partisans.

Não houve qualquer tipo de tentativa de aproximação ou de benevolência entre Berlim e os países ocupados, pelo contrário, demonstração de poder era comum entre os representantes de Hitler, suscitando ódio e medo. As tropas de ocupação eram autorizadas a confiscar, tributar, julgar e condenar da forma como bem entenderem para a manutenção do poder pela força, sendo esse cenário insustentável por um período muito longo.

Se o sistema de Hitler fosse voltado para conquistar um aliado e não mais um inimigo velado nos territórios já dominados pela força, talvez a história da guerra fosse outra.

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O Modelo Alemão de Formar Soldado Combatente

Um dos pontos mais claros do Tratado de Versalhes era a referência ao tamanho do Exército Alemão, que deixava de ser um Exército e passava a ser uma força de defesa, chamado de Reichswehr. O Tratado previa uma força de 100 mil homens, sendo que 96 mil praças e 4 mil oficiais. Nesse contexto, o então comandante da Força Nacional, General von Seeckt passou a conceber uma doutrina de uma força profissional que fosse a base de um novo Exército. Esses militares seriam instrutores e formadores de combatentes em um futuro próximo.

Quando Hitler assume, já nos primeiros anos de governo, ele desconsiderou todas as imposições do Tratado e partiu para requalificar e transformar a Alemanha em potência militar, e inicia o processo de alistamento obrigatório e começa a criar as unidades militares que seriam a ponto de lança da visão expansionista do nazismo.

O treinamento desse recém formado Exército é digno de nota. Estabeleceu parâmetros e metas para a formação do soldado combatente. Cidades inteiras foram evacuadas para se transformarem em campo de instrução. A mobilização militar da Alemanha transformou um Exército de 100 mil homens para 2 milhões em pouco mais de 5 anos.

Esses centros de instruções funcionaram quase até o final da guerra, formando todo tipo de combatente. Já quando a demanda por homens treinados era evidente para a Alemanha, os centros receberam crianças, velhos e soldados não-combatentes das forças aérea e naval. Quando não havia mais o que fazer, e o fim era previsível, restava praticamente os civis lutando uniformizados, pelo menos, aqueles que ainda acreditavam em alguma coisa.

Trens Blindados da Segunda Guerra: Muito usado Pouco Falado

Transporte muito utilizado durante toda a guerra, sempre visto nos filmes e jogos da Segunda Guerra Mundial, mas que é pouquíssimo falado são os trens blindados de transporte.

O início da utilização dessas fortalezas sobre trilhos iniciou na campanha da Rússia, quando a necessidade das linhas de abastecimento das tropas eram cada vez mais dependentes da malha ferroviária, enquanto que a superioridade aérea ainda não permitia a liberdade de trânsito nos territórios ocupados, nem para os alemães, nem tão pouco para os soviéticos.

Cada vez mais trens eram necessários para transportes de tropas, artilharia, tanques, munição e todo tipo de suprimentos necessário à linha de frente. Esses colossos eram armados com baterias antiaéreas e artilharia, além de unidades inteiras, que tinham como missão proteger a carga. Algo inovador, mas vulnerável aos ataques de pequenos grupos que destruíam a malha ferroviária com o objetivo de dificultar o trânsito desses monstros da guerra.

Outros países incrementaram a utilização desses trens, principalmente a URSS que transportavam milhões de tropas, sendo decisivo para o a campanha na frente oriental.

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Série Antes e Depois – A Segunda Guerra por outro ângulo

Apresentaremos mais uma excelente coleção de imagens criadas pelo designer Max3. Passando pela Normandia e pelos países ocupados pela Alemanha. Um excelente acervo e uma excelente link entre o passado e o presente.

Categories: Guerras, História

O Moral das Tropas e Seus Traumas Determinam a Guerra.

Quando perguntado a um determinado especialista sobre os motivos do sucesso das tropas durante a Operação Overlord , o Dia D, ele foi enfático: “Os soldados americanos tinham visto pouco a guerra”. Tirando um pequeno contingente da 116 Ranger e da 82 Airborne que participaram de operações semelhantes na África e na Itália. O grosso das tropas foram enviadas e preparadas para desembarcar na Normandia e lá viriam à primeira vez a guerra. Não havia soldado traumatizado, pouco tinha noção do que um tiro certeiro de 88 alemã poderia fazer a um corpo humano; poucos viram seus companheiros serem dilacerados ou partidos ao meio pela cadência de uma metralhadora inimiga. Esse foi um dos motivos do sucesso no Dia D.

Enquanto que do lado alemão muitos tinha sido transferidos da frente Oriental direto para a França, inclusive muitos mutilados parcialmente ou com problemas de saúde ou de idade muito avançada, veteranos de muitas batalhas. Também havia adolescentes no contingente e os estrangeiros dos Batalhões OSTs, praticamente lutando sem entender os motivos. Segue abaixo o relato de um prisioneiro alemão capturado pelos brasileiros da FEB na Itália que reflete exatamente o que os soldados da Alemanha pensavam:

“[…] Estou nessa guerra a mais de 04 anos, estou há seis meses sem receber notícia de minha família, estou cansado dessa guerra…Estou feliz porque agora ela acabou para mim…”

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Recife: Fotos e História

 Como já publiquei outras história de minha cidade, irei continuar a mostrar a cidade do Recife e sua interpretação história a partir de fotografias antigas. As fotos são fontes diversas, sendo a principal delas do Gustavo Arruda.

O Exército Alemão em Campanha – A Qualidade e a Realidade Parte II

 Mas um lote de fotos de extrema qualidade e realismo do Exército Alemão em campanha. Realmente vale a pena analisar cada fotografia.

Os crédito estão nas fotografias

Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha” – Final

Exceto Hein Severloh (seta vermelha), apenas o cabo Louis Kwiatkowski disparou uma arma MG 42, na praia (seta azul), mas só às 12h15. O fogo das duas metralhadoras já eram visíveis a uma grande distância. Isso permitiu que as suas posições fossem facilmente reconhecidos. O destroier americano Frankfort bombardeou as posições de Severloh, que desde as 12h00 só tinha munição traçante, vinha cada vez mais próximo o bombardeio naval acerta seu bunker que resistia. Severloh continua atirando…

Só às 15h30 quando os soldados inimigos estavam sendo abatidos a uma distância de apenas 50 metros do Observatório de artilharia, o tenente Frerking  deu ordens para que o último homem se retirasse até as nove horas da base WN 62. Estima-se que dos 300 metros de extensão da praia, mais de 3.000 soldados tinham perdido a vida ali. Às 06h30 massas de mortos e feridos, se formavam próximos a Muralha… Adolf Schiller, um soldado de um Posto de Observação ficou profundamente chocado e avaliava superficialmente:

“Os corpos estavam quase três metros de altura…”

Vista aérea da Força Aérea dos EUA a partir de 5.000 metros, do dia 06 de 1944 às 12h30:

 A foto mostra a metade inferior do local de desembarque, inclinação de 50 metros do litoral, no centro da defesa WN62 (borda verde). Na metade superior do mar, que estava com a maré cheia nesse horário, os corpos dos soldados mortos já flutuavam na praia.  No canto superior esquerdo da fotografia observa-se uma barragem de fogo de artilharia no setor da primeira Bateria, que era liderado pelo Tenente Frerking, localizada pelo círculo vemelho. Um grande número de embarcações de desembarque estavma próximo a área 62 WN na praia (do lado esquerdo momento, existem apenas duas LCTs, que transportavam alguns tanques). Hein Severloh atirava com sua MG 42 nas embarcações de desembarque (área de incêndio, de cor vermelha em que a massa de soldados americanos deitado na praia compõem uma linha escura). A grande quantidade de sangue derramado, o mar ficou descolorido.

Heinrich Severloh caiu durante a noite de 6 para o dia 7 Junho, duas vezes ferido levemente. Foi preso pelos americanos. Felizmente para ele, a algumas centenas de metros atrás da costa, e por isso os americanos nunca souberam realmente que ele era, porque, como disse Severloh:
“Se eles soubessem quem eu era e que havia massacrado as suas tropas, eles teriam imediatamente finalizado o trabalho em mim…”

 

Foi transferido para os Estados Unidos como prisioneiro de guerra.  Em 22 de Maio 1947  foi libertado e retornou para casa.