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A Hora H – Parte VIII
Quando os bravos caem, quando a morte chega, quando a covardia aflora e o medo atinge. Essa é a hora H! Não há homem que não saiba essa hora; não há soldado que não se assombre neste momento. Essa é a HORA H:
O Infante Brasileiro na Campanha de Inverno
Crônica publicada no Correio da Manhã, assinado apenas como “Veterano”, de janeiro de 1945. Esta publicação visa abranger o entendimento sobre questões que ainda geram dúvida em muitos brasileiros sobre o papel do soldado da FEB na Campanha da Itália. Não por acaso, a concepção errônea sobre o valor do nosso soldado na campanha da Itália se encerra quando o brasileiro é apontado com um especialista em patrulhas, mesmo depois das fracassadas investidas em Castello, em novembro e dezembro de 1944. A contrário do que se possa imaginar, para uma soldado nascido e criado nos trópicos, muitos, inclusive, oriundos dos escaldantes sertões nordestino, combateram com destemor com pequenas frações sob temperaturas que chegavam a 20 graus abaixo de zero em algumas regiões no norte da Itália. O soldado brasileiro esteve na vanguarda do setor do Quinto Exército em toda a campanha da Itália, desde que chegou ao Teatro de Operações. Como diz o artigo abaixo: “O Soldado Brasileiro é lutador e Bravo na sua aparente frouxidão…”
O Infante Brasileiro na Campanha de Inverno
Vi a primeira nevada cair na noite de Natal e logo pensei nos soldados. Pensei em todos, mas principalmente no infante. O infante do Brasil! Muitos se têm admirado dele. Eu confesso que não me surpreendeu. O infante do Brasil das campanhas platinas e dos chacos do Paraguai era exatamente como é o infante que combate na Itália. O valor deste infante está imortalizado na História Militar do Brasil. O valor dele nós conhecemos de sobra no país, sempre que é chamado a lutar. Não foi aqui na Itália que ele se revelou. O brasileiro é o homem que ninguém dá nada por ele; ele mesmo não se dá muito valor. O brasileiro é assim – por natureza – lutador e bravo na sua aparente frouxidão. Saiu do Brasil com os ouvidos cheios. O Alemão é o primeiro soldado do mundo. Viu o alemão pela frente e topou. Viu a neve e topou. Topou de cara. Topa tudo! Defendendo-se do frio – 17 graus negativos – lançando mão de todos os recursos de sua imaginação. Perfeitamente equipado para a campanha de inverno, então fica um número. Com uma bota de “pé de pato” e, na cabeça um gorro astrakan, visto no reflexo da neve, parece até um explorador polar. A guerra não para porque as planícies e as montanhas e os rios se transformam em gelo. Há máquinas gigantescas para desimpedir os caminhos. A engenharia trabalha dia e noite sob tempestades de neve para que o infante possa passar. o seu irmão artilheiro está atento, para ajudar e apoiar. a guerra não pára, não pode parar por causa do frio. O alemão está lá em cima. Domina as estradas, impede a passagem – precisa ser desalojado – e será desalojado. . Mais cedo ou mais tarde terá ceder. O General Mascarenhas de Morais acaba de consagrar um louvor especial à infantaria em uma ordem do dia. “A arma”, diz ele, “do sacrifício, a arma em que a têmpera do guerreiro é posta à prova a todo momento, a arma que não admite no seu meio os tíbios, os desalentados, os incrédulo, a arma que exige a manifestação viril da nossa raça por uma causa que é a reabilitação do mundo escravizado”
Acrescenta o comandante da FEB: “sei que a brava gente de infantaria tem um chefe experimentado em ações de combate – General Zenóbio da Costa – cujo o lema é “para frente, custe o que custar!” Acompanhei as ações da Infantaria primeiramente no Vale do Serchio, e por último no seu atual setor , lançando-se impetuosamente, em condições desfavoráveis, num terreno hostil, contra alemães poderosamente defendidos e mascarados, no Monte Castello. Claro que a FEB desempenha uma parte do esforço do Quinto Exército, e até agora nunca deixou de cumprir, dentro das possibilidades, as missões que lhe foram designadas. não tenho dúvida de que a Infantaria de SAMPAIO irá para a frente, custe o que custas!”.
Baterias de Costa e a Guerra Estática da Alemanha
Quando a França caiu em 23 de junho de 1940, a Alemanha subjugava grande parte da Europa Continental. Os domínios do Reich chegavam ao auge e um Exército de ocupação seria crucial para a manutenção do domínio alemão. Esse Exército, deveria, além de manter o controle interno dos inimigos do Reich, também deveria estar preparados para um possível ataque das nações inimigas. Quando a frente oriental foi aberta e uma nova fase da guerra se voltava para uma possível invasão da França, ergueu-se a mais conhecida fortificação estática da Segunda Guerra Mundial, a Muralha do Atlântico. Um conjunto de fortificações que se estendiam dos Países Baixos até as costas normandas. A propaganda de Goebbels classificava a Muralha com instransponível e inexorável. Mas não resistiu a primeira inspeção de Rommel. Que a chamou de enganação, e só servia de propaganda.
A Wehrmacht, no final de 1943, estava agora atrás da Muralha fazendo uma guerra estática, parecido com as trincheiras da Grande Guerra, aguardando um movimento do inimigo. Ou melhor, o próprio sistema de defesa estático da Alemanha era tão complicado quanto a diversidade de unidades militares estacionadas pela França. As Baterias Costeiras estavam subordinadas a Kriegsmarine , mas até iniciar os desembarques de tropas inimigas, a partir deste momento, a subordinação passaria a Wehrmacht, que deveria impedir exatamente a consolidação de pressionar o inimigo de volta para o mar.
Essa complicação de subordinação também se dava para as unidades Panzers que só podiam ser acionadas por ordem direta de Hitler, ou seja, Rommel deveria contra-atacar, mas sem contar com as Unidades de Blindados, exceto se solicitasse em tempo para que eles fossem deslocados.
Um dos grandes fatores de preocupação para Rundstedt e Rommel era o poderio naval dos aliados, por isso as fortificações costeiras foram construídas com uma proteção de concreto reforçado e dispostos de tal forma que resistissem a projéteis diretamente. Essas Baterias de Costas estavam prontas para atacar embarcações e tropas que chegasse às praias por elas protegidas. A proteção funcionou no Dia D. A maioria dos que lutaram nos Bunkers e Fortificações nas praias que desembarcaram inimigos, estavam vivos depois dos bombardeios navais e aéreos. Estavam surdos, mas vivos!
Vamos verificar como estas baterias funcionavam e o que restou delas no Dia D.
Eis O Dia D, Ainda Chama Atenção
O Dia D ou, no contexto militar, Operação Overlord, sempre esteve na mística das grandes batalhas da Segunda Guerra Mundial. Sempre habitou a mente daqueles que pesquisaram o assunto e sempre foi objeto de estudo de operações anfíbias nos centros de estudos militares do mundo. Os atacantes, representados pelo Supremo Comando Aliado, tinha à frente ninguém menos do que General Dwight David Eisenhower , veterano da Grande Guerra, foi escolhido por conseguir conciliar e transitar entre as arestas da alta cúpula militar americana e inglesa. Ele planejou, supriu e tentou executar da melhor forma possível a invasão à Muralha Europa, empregando todos os meios tecnológicos e humanos disponíveis do ocidente.
Do outro lado, estava dois experiente Marechais, o primeiro Gerd von Rundstedt, Comandante em Chefe da Frente Ocidental, estava cansado na idade e mais ainda daquela guerra, mas era um soldado profissional, comandando meio milhão de homens atrás da Muralha que a propaganda do Dr. Goebbels insistia em adjetivá-la de “intransponível”. Mas coube ao Marechal-de-Campo Erwin Rommel, nomeado Comandante do Grupo de Exército B, as defesas costeiras do Passo do Calais até o extremo sul da França. “A Raposa do Deserto” era respeitado pelos inimigos e graças a sua intervenção o Dia D, principalmente em alguns aspectos, o Dia D se tornou muito mais duro do que se podia imaginar.
Em abril de 1944, Rommel inicia uma série de melhorias nas defesas, que visavam aumentar as chances de fracasso de uma investida direta dos aliados. Isso incluía aumento do número de fortificações, expansão de áreas alagadas contra um desembarque aeroterrestre e criação de novas áreas de obstáculos marítimos em várias áreas que poderiam ser utilizadas como locais de desembarque. Segundo a doutrina empregada por Rommel, os Aliados deveriam ser repelidos sem que conquistassem um Cabeça-de-Praia, isso quer dizer que as defesas deveriam evitar a chegada e a fixação de tropas inimigas nas praias. Os blindados deveriam ser acionados assim que os desembarques iniciassem, acabando com qualquer chance de reforços através do Canal.
Mas os blindados não poderiam ser acionados sem uma ordem direta do próprio Hitler. Quando a ordem chegou, o Dia 06 de junho de 1944, já estava se encerrando e as tropas Aliadas, mesmo sofrendo terríveis baixas, já se posicionavam em direção ao interior; em direção a Caen, maior objetivo após os desembarques.
O Dia D, apesar de estudado e comentado a exaustão, ainda é motivo de reflexão, pois todos aqueles recursos de homens e material empregados em um espaço geográfico limitado e em um curto período não mais deva se repetir, já que a grandiosidade se reflete, infelizmente, na quantidade de civis e militares que perderam suas vidas nessa operação.
Você conhece a Batalha da Floresta de Hurtgen? Final
O tenente George Wilson participou da batalha e nos dá uma descrição dos métodos de guerra alemães. Toda a vez que estes, sob pressão, recuavam, solicitavam tiro de apoio da sua artilharia contra as posições que tinham acabado de abandonar, ao mesmo tempo em que ocupavam casamatas previamente preparadas, situadas a umas poucas centenas de metros na retaguarda.
– Geralmente, a nova linha de combate lhes proporcionava o controle de tudo o que estivesse à frente, localizada, talvez, numa vertente ou à beira de uma ravina. Suas casamatas eram feitas com grossos troncos de árvores e alguns metros de terra por cima. Eram quase imunes aos tiros de artilharia. É bem possível que tivessem concreto também. Não havia a mínima chance de nossos tanques se aproximarem delas para tiro direto, portanto, a infantaria tinha que tomá-las da forma mais difícil, lutando e avançando para conquistá-las uma por uma, através do arame farpado.
Entre o dia 7 de novembro e o dia 3 de dezembro, a 4ª Divisão perdeu mais de 7.000 homens, ou cerca de 10% de cada companhia por dia. Os substitutos fluíam continuamente para compensar as perdas, mas o apetite voraz da Floresta de Hurtgen por baixas era maior do que a capacidade do exército de fornecer novos soldados. Os registros do Tenente Wilson dão conta de sua companhia teve perdas da ordem de 167% dos recrutas: “Tínhamos começado com uma companhia completa, com 162 homens, e perdemos uns 287.”
O I Exército engajou, então, a 8ª Divisão de Infantaria no ataque. Em 27 de novembro, ela cercou a cidade de Hurtgen, o objetivo original da ofensiva nos meados de setembro, época em que fora iniciada. Coube ao tenente Paul Boesch, Companhia G, 121º Regimento de Infantaria, conquistar a cidade. No amanhecer de 28 de novembro, Boesch fez que se posicionassem alguns de seus tenentes no lado esquerdo da estrada que conduzia a cidade, enquanto levava outro pelotão para o outro lado. Boesch falou com cada um dos seus homens, explicando-lhes o que a companhia estava prestes a fazer. Quando deu o sinal, eles avançaram.
– Foi simplesmente infernal – avalia. Uma vez livres daquela floresta, os homens ficaram loucos para lutar.
Tanques americanos apoiaram a companhia de Boesch. Ele conta que, primeiramente, eles crivavam de balas os edifícios com suas metralhadoras .50. Depois, usavam seus canhões de 75 mm para abrir buracos nas paredes, de modo que a infantaria pudesse penetrar.
A 8ª Divisão de Infantaria não conseguiu ir além de Hurtgen. Por volta do dia 3 de dezembro, estava exaurida. Um oficial do estado-maior do regimento ficou chocado quando visitou a linha de combate nesse dia. Ele disse em seu relatório: “Os homens desse batalhão estão fisicamente esgotados. O espírito de luta e a vontade de combater ainda estão lá; a capacidade de continuar lutando não existe mais. Esses homens têm combatido sem dormir nem descansar durante quatro dias e, na noite passada, tiveram que ficar expostos ao tempo, num campo aberto. Tremem de frio, e suas mãos estão tão dormentes que eles têm que ajudar uns aos outros com a manipulação de seus equipamentos Creio firmemente que todos os homens de lá deveriam ser evacuados por meio de recursos das equipes médicas.” Muitos tinham pé-de-trincheira e todos sofriam de grave resfriado, ou coisa pior, além de diarreia.
Fonte deste artigo: Soldados Cidadãos – Stephen Ambrose – Bertrand Brasil
Camisa Exclusiva da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – PE
Senhores,
Muitos que acompanham a vida e os heróis da Segunda Guerra Mundial entendem o sacrifício que esses homens tiveram que deixar nos campos de batalha. Neste mesmo contexto nossos soldados lutaram, morreram e sofreram na Itália. Para não deixar que o tempo apague os sacrifícios desses homens nasceu a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira.
Essas associações, presentes em vários Estados, sempre estão trabalhando com todos os tipos de limitações e com o descaso histórico do país. Para minimizar esses problemas, a Regional Pernambuco da Associação da FEB, está disponibilizando CAMISAS EXCLUSIVAS DA REGIONAL. Podendo ser adquirida por encomenda com as informações abaixo:
Alberides de Lima Passos (presidente desta Regional), conforme dados que seguem:
Missão Militar Brasileira na Alemanha Nazista
Quando estudamos o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial sempre registramos as reticências do governo varguista na decisão de apoiar um ou outro país na guerra. Ideologicamente muitos mais próximo dos governos totalitários, aumentou gradativamente as relações comerciais e políticas entre os países do Eixo. A Alemanha era o parceiro preferencial desde 1935, quando o governo nazista passou a realizar troca de produtos agrícolas por industrializados, e esse comércio não parou até o rompimento das relações diplomáticas em 1942.
Um destaque muito importante e pouco lembrando é a Missão Militar Brasileira enviada a Alemanha Nazista em 1938, que seria uma cooperação militar em diversas áreas e, principalmente, para a aquisição de material bélico para reestruturação das Forças Armadas Brasileiras. A MMB na Alemanha iniciou conversas a partir de março de 1938 com o objetivo de analisar a compra peças de artilharia da empresa Krupp. No segundo semestre de 1940, a Comissão, chefiada pelo Coronel de Artilharia Anor Teixeira dos Santos, visitou a cidade de Essen para viabilizar a aquisição.
A Comissão visitou várias fábricas pela Alemanha e fechou acordos comerciais e compras de material bélico. Até que em 1942 se deu o rompimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a Alemanha e Comissão foi enviada de volta ao país.
Uma curiosidade é que o objetivo de reestruturação das Forças Armadas visava a defesa da fronteira sul, mais especificamente a Argentina como um inimigo a se combater.
Fonte: do Excelente site sixtant.net
Esses Esquisitos Ingleses
Ser britânico no início do século vinte não era nada fácil. O império de sua majestade passou de um Império absoluto nos séculos anteriores para concorrer com outras nações, se envolvendo em dois grandes conflitos na Europa territorial. Não por acaso, Keynes, afirmou que a Inglaterra agia como se não fizesse parte da Europa, sempre distante dos reais problemas políticos e sociais do território.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a insistência do Premier inglês Chamberlain na sua política de “paz a qualquer custo” deu uma boa margem para que Hitler tomasse gosto pela sua política expansionista. Quando a guerra era invitável, e a Força Expedicionária Britânica chega a França, alguns meses depois, tem que ser resgatada de volta para casa.
Rommel, quando lutou contra os ingleses no deserto, dizia que não acreditava que o britânicos abriam mão de perseguir suas tropas para tomar o seu chá da tarde. Mas nunca subestimou os ingleses, sempre admirou e foi profundo admirador dos súditos do Rei.
Não podemos deixar de comentar os uniformes estranho e os capacetes esquisitos do Exército Real.
68º Aniversário da Ação do ENOLA GAY sobre Hiroshima
Umas das mais severas discussões sobre a Segunda Guerra Mundial reside exatamente na utilização da Bomba Atômica sobre Hiroshima e Nagazaki. Muitos críticos sempre ponderam sobre a real necessidade de se lançar ataques tão devastadores sobre o Japão quando a guerra estava praticamente ganha.
É importante que possamos analisar o contexto geopolítico que se desenhou na Europa com a capitulação alemã e as condições da frente do pacífico que insistia em continuar.
Primeiro a Europa estava cansada de guerra e os reforços para os americanos sobre a Pacífico não empolgavam ninguém. Na última ofensiva antes da bomba, lançada sobre a Ilha de Okinawa, os Estado Unidos tiveram cerca de 183 mil baixas entre mortos e feridos. Um ataque Kamikaze sem precedentes deixou a Frota do Pacífico em choque. Tudo isso contribuiu para a conclusão de um Plano de Invasão sobre a ilha principal, com estimativa inicial de baixas em meio milhão de americanos.
O presidente Truman, que sucedeu Roosevelt no ano anterior, sabia das pretensões de influência na Europa Oriental da velha raposa Stálin; sabia tanto que tinha que persuadi-lo a não tentar nada que pudesse fazer aliados se tornarem inimigos. Muitos do Alto-Comando Aliado eram a favor de um ataque preventivo contra a União Soviética, entre eles o próprio General George Patton. Era o início da Guerra Fria.
Mas como explicar a utilização de bombas contra alvos-civis, em cidades densidade demográfica elevado, sem alvos militares em potencial. Sem falar que o Little Boy (A Bomba) foi lançado no início da manhã quando os bondes estavam lotados e as pessoas se dirigiam para o trabalho. Nada pode explicar, a não ser aumentar o número de vítimas.
No contexto geral é necessário que a humanidade possa lembrar de seus atos para que possamos guiar nosso futuro, e as próximas gerações, a não cometerem os mesmos erros do passado. História serve para isso.
Segue Relatos:
A explosão da bomba atômica na cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, é o tema de “Hiroshima” (Companhia das Letras, 176 p., R$ 42), livro escrito por John Hersey e considerado um dos principais títulos do gênero conhecido como jornalismo literário, no qual técnicas da literatura são utilizadas para a narração de um fato jornalístico.
Hersey foi a Hiroshima em 1946, um ano após a explosão da bomba, e contou a situação da cidade a partir dos relatos de seis sobreviventes. O texto foi publicado pela revista americana “The New Yorker” e no mesmo ano foi editado em livro. Quarenta anos depois, Hersey voltou a Hiroshima e acrescentou à obra um epílogo, no qual conta o que aconteceu com os mesmos seis personagens.
Leia, abaixo, trechos da obra nos quais Hersey reconstitui o dia da explosão a partir dos relatos dos sobreviventes:
Reverendo Kiyoshi Tanimoto
“Então um imenso clarão cortou o céu. O reverendo se lembraria nitidamente de que o clarão partiu do leste em direção ao oeste, da cidade em direção às montanhas. Parecia um naco de sol. Os dois amigos reagiram, apavorados – e tiveram tempo para reagir (pois mais de três quilômetros os separavam do centro da explosão). O sr. Matsuo subiu os degraus da frente, entrou na casa e praticamente se enterrou entre as trouxas de roupa. O sr. Tanimoto deu três ou quatro passos e se jogou entre duas grandes pedras do jardim, agarrando-se firmamente a uma delas. Com o rosto encostado na pedra, não viu o que aconteceu. Sentiu uma pressão repentina, e estilhaços de madeira e de telhas choveram sobre ele. Não ouviu barulho nenhum. (Praticamente ninguém em Hiroshima se lembra de ter escutado qualquer barulho produzido pela bomba. Entretanto, um pescador que estava em sua sampana no mar Interior, perto de Tsuzu – o homem com quem a sogra e a cunhada do pastor moravam -, viu o clarão e ouviu uma tremenda explosão; ele se encontrava a quase 32 quilômetros de Hiroshima, porém o estrondo foi maior do que quando os B-29 bombardearam Iwakuni, a apenas oito quilômetros de distância.)”
Sra. Hatsuyo Nakamura
“A sra. Nakamura observava o vizinho quando um clarão de um branco intenso, de um branco que nunca tinha visto até então, iluminou todas as coisas. Ela não se importou em saber o que estaria acontecendo com o vizinho; o instinto materno a direcionou para sua prole. No entanto, mal deu um passo (encontrava-se a 1215 metros do centro da explosão), alguma coisa a levantou e a fez voar até o cômodo contíguo, em meio a partes de sua casa. Quando ela aterrissou, tábuas caíram a seu redor, e uma chuva de telhas a cobriu. Tudo escureceu. A camada de destroços não era muito densa, e a sra. Nakamura se levantou. Ouviu uma das crianças gritar “Mamãe, socorro!” e viu a caçula Myeko, de cinco anos, enterrada até o peito e incapaz de se mexer. Enquanto abria caminho com as mãos, freneticamente, para acudir a menina, não escutou nem avistou o menor sinal dos outros filhos.”
As Melhores Fotografias para uma Análise Histórica
Cada fotografia tem uma expressão histórica que fala. Basta entende-la para compreender o seu contexto e com isso refazer o cenário do passado.
Para entender esse conceito de se estudar história, publicamos uma série de fotografias de cenários, exércitos e situações diversas para que cada uma possa refletir e entender o que cada fotografia quer dizer. Se você analisou uma foto e não conseguiu contextualizar ela na guerra, pode estudar um pouco mais…
Apresentando a 92ª Divisão Buffalo – Afroamericanos
A tropa brasileira lutou com outras divisões aliadas, contudo, de forma mais destacada, estavam a 10º Divisão de Montanha e a 92º Divisão de Infantaria, conhecida como Divisão Buffalo.
A 92ª Divisão de Infantaria Americana era uma unidade do Exército dos Estados Unidos que combateu na Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial. Organizada em Outubro de 1917, em Camp Funston, Kansas, a unidade era formada por negros americanos e afro-descententes praticamente de todos os estados americanos.
Antes de partir para França em 1918, a divisão foi presenteada com a insígnia dos “Buffalo Soldiers”. O apelido “soldado búfalo” data do final de 1860, quando os soldados negros se apresentaram como voluntários para o oeste americano. Os índios americanos, que encaravam a nova ameaça como “homens brancos pretos”, inventaram o termo “soldado búfalo” como mostra de respeito para um valoroso inimigo. De acordo com uma história, os índios pensavam que os soldados negros, com sua pele escura e cabelos encarapinhados, pareciam búfalos. Outra história diz que o nome vem do couro de búfalo que muitos soldados negros usavam durante os duros invernos no oeste, como um suplemento à seus inadequados uniformes do governo2
Com esta segregação, foi a única divisão de infantaria americana composta por negros, colocada em combate na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, fazia parte do V Exército e serviu na Campanha da Itália de 1944 até o fim da guerra.
Durante a Segunda Guerra Mundial, as unidades de combate eram racialmente segregadas e muitos deles tinham que provar seu valor para serem aceitos em determinadas companhias. Dos 990.000 negros americanos selecionados para o serviço militar durante a 2ª Guerra Mundial, somente uma divisão negra combateu como infantaria na Europa, a 92ª Divisão de Infantaria. A grande maiorias dos afro-americanos usando uniforme eram designadas para para atividades de construção ou intendência, neste último servindo basicamente na marinha e dentro destes serviços estavam o nada agradável, registro e inventário de sepulturas. O governo alegava que os negros não eram suficientemente motivados ou agressivos para lutar.
Apesar de reconhecida como uma unidade composta de negros, mesmo dentro dela havia segregação começando com os oficiais de primeira linha, onde todos os oficiais superiores eram brancos, ficando os negros com os comandos de segunda linha (oficiais inferiores)
Sob o comando do General de divisão Edward Almond, a 92ª iniciou seu treinamento de combate em outubro de 1942, seguindo para ação na Itália no verão de 1944, subordinada inicialmente à 1 ª Divisão Blindada .
Durante a campanha teriam contato com as tropas francesas e britânicas, nas quais a segregação etnoracial (de negros africanos, marroquinos, argelinos, indianos, gurkhas, árabes e judeus palestinos) também era regra. Também travariam contato com europeus exilados provenientes dos países ocupados pela Alemanha: poloneses, gregos e tchecos; italianos antifascistas; assim como com as tropas da Força Expedicionária Brasileira, que, em vez de segregacionismo, possuíam diversidade étnica.
Depois do desembarque no área continental da Itália em Salerno, em 9 de setembro de 1943, os aliados tinham tentado sem sucesso destruir Kesselring antes de janeiro de 1944. Agora eles mais uma vez esperavam fazer significativos avanços antes das nevascas de inverno que estavam para cair.
Em 1º de setembro, os três batalhões do 370º Regimento, junto com elementos da 1ª Divisão Blindada, cruzaram o Rio Arno e avançaram para o norte por três ou quatro quilômetros. O 370º de Engenharia e o 1º de Engenharia Blindada já haviam limpado os campos minados e preparado o terreno para cruzar o Arno.
Os alemães contra-atacaram com fogo de armas portáteis, metralhadoras e artilharia, enquanto seus elementos avançados começaram a retirar-se em direção à linha Gótica. Os soldados da divisão búfalo avançaram para o norte, além do monte Pisano e atacaram a cidade de Lucca. Eliminaram o restante da resistência inimiga ao longo da estrada conectando Pisa a Luca.
O ataque principal começou em 10 de setembro, e três dias depois os soldados búfalo e os tanquistas da 1ª Blindada estavam na base nos Apeninos setentrionais. No dia 18 de setembro, o II Corpo tinha rompido a Linha Gótica no passo Il Giogo e muitos dos tanques da 1ª Blindada foram enviados para aquela área. O IV Corpo consolidou suas unidades, enquanto mantinha sua seção da linha até tarde no mês, quando patrulhas dos soldados búfalo entraram no Vale do Serchio.
Fonte: Wikipedia
Série: A Hora H – Parte VI – Todas as Forças
Para nós uma fotografia geralmente serve como lembrança de um momento agradável. Mas para muitos que tiveram seus registros de guerra em fotografias, não esquecem o que passaram naquele momento. E quando essa fotografia reflete um momento extremo, ela toma um caráter mais nebuloso. Ser fotografado no momento em que a morte bate a porte é algo que não dá para esquecer. Infelizmente não foram poucos os casos em que os registros fotográficos param o tempo exatamente na Hora H.
Segue mais uma Galeria da Hora H:
Dia D – Especial 69 Anos – Destruição e Morte Vinda dos Céus
Há 69 anos a região da Normandia estava sendo palco do maior desembarque anfíbio da história militar. A Operação Overlord iniciara com a primeira leva desembarcando as 06:30 pontualmente em cinco praias francesas de codinome Ohama, Utah, Gold, Juno e Sword. Essa operação, mundialmente conhecida como O DIA D, ficou no imaginário daqueles que estudam ou são entusiastas da Segunda Guerra Mundial.
Hoje o BLOG terá um dia inteiro com publicações sobre o Dia D e seus desdobramentos.
Iniciamos agora não no Dia D, mas em uma visão diferente para uma análise individual. Os sistemáticos bombardeios as cidades francesas. Quase todas as cidades que estiveram no caminho das tropas aliadas foram bombardeadas, enquanto todas os centros populacionais costeiros foram total ou parcialmente destruídas.
A galeria abaixo mostra 80 fotografias, sendo que as 40 primeiras mostram o momento de um bombardeio ou o momento logo após. A segunda parte da galeria exibe a destruição em solo depois dos bombardeios. Cada foto é uma consequência de uma da galeria anterior, portanto é de imagina a agonia da população civil das cidades como Saint-Lo e Caen. Uma reflexão.
Aguardem que mais publicações que hoje o dia é do Dia D.
DESTRUIÇÃO EM TERRA
Série: A Hora H – Parte V
Mais do que uma série de fotografias, uma visão diferente da guerra. Fotografias para se refletir sobre o conflito e a pressão que era ser integrante dela.
Sinto Muito Soldado Kozel!
Hoje publico algo que considero intrigante e ao mesmo tempo pernicioso. Os eventos ocorridos durante o Regime Militar é a consolidação da expressão do filósofo alemão Nietzsche: “Não existe passado, existe interpretação”. A Segunda Guerra Mundial criou um mundo polarizado e essa polarização atingiu o Brasil, tomando forma desde a década de 50, mas só em 64 de fato eclodiu.
Como a Segunda Guerra, não há mocinho nem bandido neste período da história do Brasil, não há uma resistência ao estilo Segunda Guerra contra uma ocupação. O que há são pessoas tentando tomar o poder pelas armas; e um Exército realizando a manutenção desse poder. A ideologia era, e é, o combustível que levou o nosso país a entrar nesta luta incessante por uma identidade histórica. Uma elite pseudo-esclarecida voltada ao socialismo, tentando implantar um sistema de governo sob as bênçãos soviéticas. Há alguma inverdade nisto?
Portanto, atrocidades foram cometidas dos dois lados, do governo militar, por entender que se tratava de uma guerra, portanto operações de guerra foram organizadas e executadas. Mas também do lado da Luta Armada, nas diversas células, os radicais esquerdistas lutaram sua própria guerra. Cometeram atrocidades, sim! Cometeram ataques terroristas, sim! Mataram em nome de seu projeto de país ideal, sim! Ora, alguém pode contar outra história? Que conte para a mãe do Soldado Kosel.
A questão mais difícil de entender são os motivos que levam uma Comissão da Verdade ser Caolha! Ora! Se queremos a verdade, ela deve ser limpa como a mais clara das águas! Ela deve ser sem mácula e colocada em pratos limpos para que todos saibam o que aconteceu, pois o brasileiros, como a própria Comissão da Verdade gosta de falar, precisam conhecer A VERDADE. O mais importante é conhecer A VERDADE e não UMA VERDADE.
Mário Kozel Filho soldado de serviço no QG da 2ª Região Militar morreu em um atentado contra o QG, que estava envolvido? Terroristas! O que eles queriam? O que pretendiam? O Soldado Kosel, conhecido com como Kuka, não queria saber de ideologia, queria cumprir seu serviço e na manhã seguinte ir para casa!
O que é mais revoltante? O país (leia-se o governo atual) autorizou quase R$ 3 BILHÕES EM INDENIZAÇÕES PARA O BOLSA TERRORISMO e PAGA MENSALMENTE 30 MILHÕES EM PENSÕES.
Sabe quanto a família do Soldado, que só queria terminar seu tempo de serviço militar obrigatório e se formar ganha?
Em 20 de agosto de 2003, através da lei federal nº 10.724, os pais de Mário Kozel Filho foram indenizados com uma pensão mensal de R$ 300,00 e depois aumentada para R$ 1.140,00, pela lei federal nº 11.257 de 27 de dezembro de 2005
Atualmente a pensão mensal está em torno de R$ 2.500,00.
Os Libertadores Alemães Chegaram!!
Imaginem a cena. Uma tropa durante a Segunda Guerra Mundial chega em uma cidade e é recebida como libertadora! Crianças correm para ver a tropa passar. Mulheres jogam flores para os soldados, algumas, mais exaltadas, tentam agarrá-los para beijar. A tropa, orgulhosa do feito, desfila garbosamente pelas ruas da cidade. O comandante recebe as autoridades locais e estes colocam à disposição mantimentos e alojamento. Tudo para os libertadores!
Essa cena se repetiu a cada cidade libertada no território francês e nos Países Baixos durante o avanço anglo-americano, contudo o relato acima se deu em inúmeras vezes com as tropas alemães invadiam a União Soviética. Muito ucranianos, lituanos e outros de etnias menores que eram oprimidos pelo governo de Stálin, viram a oportunidade de exercer a liberdade que nunca connhecerá.
O sonho se tornou pesadelo quando se percebeu que as forças de ocupação exerceriam opressão na mesma proporção dos “vermelhos”. Não demorou muito para que os mesmos soldados que eram recebidos com flores, foram os mesmos algozes e agentes da destruição de muitas cidades da União Soviética.
A conclusão é de que o povo dessas regiões tiveram um século XX de cão, sendo seguidamente oprimidos durante décadas e décadas, antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.
Segue abaixo a galeria dos “libertadores” alemães:
Cavalaria Montada e Mecanizada durante a Segunda Guerra
Se alguém perguntar qual o instrumento bélico mais usado na história dos conflitos humanos? O que lhe vem a cabeça? Sem hesitar, a resposta correta para essa pergunta recai sobre um animal que o homem aprendeu a amar e a usá-lo em suas disputas, o cavalo. Esses animais são co-participantes em todos os conflitos humanos. Chamado de cavalaria, a quantidade de cavalos de uma nação determinava a seu poder e influência sobre seus vizinhos. O cavalo foi o instrumento de guerra da civilização por milênios, perdendo espaço apenas durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando a guerra se desenhava, a França solicitou aos países amigos que lhe cedessem cavalos para compor seu Exército. Em 1939, chegaram a França mais de 200 mil cavalos oriundos de todas as partes do mundo. Os franceses esperavam um conflito aos moldes de 1914. Mesmo ciente da mística história da cavalaria montada polonesa atacando os panzers alemães.
Os cavalos perderam o poder bélico para os mecanizados criados pelo homem, mas ainda foram muitos utilizados na Segunda Guerra Mundial, principalmente quando os recursos eram escassos na segunda fase da guerra. Divisões alemães inteiras passaram a ser dotadas de cavalos para percorrer os difíceis trechos de vastos territórios.
Eles ainda permanecem com uma estreita ligação afetiva com o homem, mesmo sendo co-participante de seus conflitos nunca tiveram o devido valor pelos seus bravos serviços prestados à humanidade.
Abaixo nossa galeria mista da cavalaria da Segunda Guerra:
Veículos Operacionais Militares – Parte II
Uma guerra total e completa não se faz apenas com blindados e carros de combate. Toda a logística de guerra depende de caminhões e veículos de transportes suficientes para transporte de tropas e suprimentos para a guerra. Ou seja, boa parte da guerra se ganhar mantendo a linha abastecida de homens e condições para que estes combatam, para tanto, o sucesso só é possível com um transporte eficaz, com veículos diferenciados.
Abaixo uma galeria da prova cabal do desenvolvimento dos veículos militares na Segunda Guerra Mundial
Segunda Guerra: Todos Perderam!
Muitos perguntam os motivos de se falar sobre a Segunda Guerra e se vivenciar um momento tão triste e cheio de dor e tragédia. Confesso que o nosso entusiasmo neste evento é acreditar que o mundo em que vivemos hoje é resultado direto desse conflito. Pensar que qualquer resultado diferente poderia mudar completamente a estrutura da sociedade tal qual a conhecemos é algo instigante .
Mas é necessário também fazer referência ao sacrifício humano e o sangue derramado das milhões de vítimas dessa guerra que significa exatamente o fracasso humano como civilização. Não culpo Hitler e seus partidários apenas, isso é um erro recorrente, mas culpo a civilização por tornar a Segunda Guerra Mundial possível. Uma geração inteira pagou um alto preço por isso. E não me refiro apenas as populações que sofreram com a guerra, também me refiro ao soldado que morreu em combate, pois cada soldado morto nos campos de batalha deixou uma família que o esperava em luto. Cada um que caiu, jogou uma mãe, esposa e filhos na penumbra da morte.
Quando pensamos em Segunda Guerra devemos pensar no que ela deixou de legado, mesmo que outros conflitos tenha a sucedido e outros mais ainda estão em andamento ou por vir, não nos esqueçamos que quando um Terceira Guerra Mundial eclodir nenhuma vida desperdiçada na Segunda terá valido a pena.
Em nome desse sacrifício segue abaixo uma lembrança dos bravos soldados:
Trens – A Máquina da Guerra
Novamente queria abordar o tema TRENS. Impressiona a importância desse meio de transporte para o deslocamento de grandes contingentes militares e material bélico durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial. Não por acaso, a Alemanha, quando seus territórios ocupados eram continentais e suas fontes de combustíveis começavam a dar sinais de enfraquecimento, passou a transportar unidades blindadas inteiras para a linha de frente. Sabendo da importância desse sistema de transporte, as estações ferroviárias e as próprias locomotivas eram alvo de bombardeios e de pequenas unidades militares que destruíam trilhos ou vagões.
Os trens foram utilizados de transporte de prisioneiros para os campos de concentração até para trazer de volta para casa mortos e feridos nas longínquas linhas de frente do leste. Apesar de muito utilizado, ainda é pouco lembrando nos estudos da Segunda Guerra Mundial.
Segue abaixo exemplos da utilização dessas verdadeiras máquinas de guerra