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U-Boot 513 – Os Interrogatórios – Parte IV
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USS Barnegat |
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| AVP10/A12 | ||||
| Serial No. 001 | ||||
| SEGREDO 24 julho de 1943. | ||||
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| ser realizada até o ponto de destino final. |
3. Foram feitas tentativas de se obter tantas informações quanto possível de prisioneiros, ouvindo-os sem qualquer interrogatório, e as que foram obtidas e estão submetidas abaixo.
O comandante do submarino prontamente se ofereceu a fornecer as seguintes informações:
| (A) Ele era comandante do submarino. |
| (B) Nome – Fritz Guggenberger, 28 anos. |
| (C) Posto: Capitão-Tenente (Tenente-Comandante). |
| (D) Que ele ingressou na Marinha em 1934 e fez um cruzeiro pelo mundo depois que concluiu a Academia Naval, onde passou três anos. |
| (E) É casada e tem uma filha com idade 1-1/2 anos. |
| (F) Ao dar a informação acima, ele comentou: “Nós não temos nenhum desejo de lutar contra os americanos”. |
| A seguinte conversa ocorreu entre Guggenberger e o oficial médico, enquanto ele foi o primeiro a ser tratado na enfermaria: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Capitão Tenente Guggenberger mostra considerável surpresa quando soube que o navio e o avião eram americanos e queria saber se o navio que os resgatou estava conectado com o avião que o afundou. Ele se mostrou surpreso que a Marinha dos EUA estivesse operando tanto para o sul, e afirmou que permaneceu à tona sob fogo assumindo que “era brasileiro e que se afastavam”. Ele queria muito agradecer ao Comandante, presumivelmente por ter salvado sua vida.
Capitão Tenente Guggenberger disse ao oficial responsável que seus homens estavam “apenas dispostos a contar seus nomes e postos”. Ele também pediu autorização para vê-los e, claro, esta foi recusada.
Em conexão com surpresa evidenciado o Capitão do submarino, que era um avião americano que tinha afundado, um ponto não ficou claro, já que o bote salva-vidas de borracha que foi lançado aproximadamente quatro horas antes do resgate, já que esse barco e inúmeros outros artigos que foram lançados pelo avião, tinham claramente a inscrição “da Marinha dos EUA”, assim não entendemos a surpresa.
Admiral Graf Spee – A Batalha do Rio Prata
Foi identificado pela primeira o Admiral Graf Spee, estava navegando rumo ao sul ao longo da costa uruguaia quando avistou o vapor francês Formose escoltado pelo cruzador britânico Exeter, de 10 000 toneladas. O comandante alemão, capitão Langsdorff, imediatamente ofereceu batalha. Mas as probabilidades a seu favor ficaram reduzidas quando os dois cruzadores leves , Ajax e Achilles, responderam rapidamente ao chamado do Exeter para tomar parte do combate.
Mesmo assim, o capitão alemão deve ter tido razões para achar que o seu navio era superior à força combinada adversária. Seus armamentos eram mais pesados do que os seis canhões de 205mm do Exeter. Os dois cruzadores leves dispunha apenas de canhões de 105mm. O Graf Spee tinha duas torres cada uma das quais com três canhões de 279mm., cujo alcance era de três mil metros maio que o de qualquer canhão do Exeter e cinco mil metro maior que o dos canhões do Ajax e do Achilles. Seus projéteis eram de 300kg., comparados com as de 124kg. Que eram os projéteis mais pesados do Exeter. Tanto em alcance quanto em capacidade ofensiva, o navio alemão era definitivamente superior.
Do que ele carecia era velocidade. Seus 25 nós eram suficientes para um navio tão pesadamente armado; ,as os cruzadores britânicos tinham uma velocidade de 35 nós, que usaram com brilhante vantagem. A batalha iniciou-se às seis horas “num bem manhã com mar amplo”(como descreveu mais tarde o comandante do Ajax); e quando os navios britânicos com a sua velocidade superior clocaram-se entre o Graf Spee e o alto mar, o comandante alemão não teve oportunidade de evitar a batalha mesmo que assim o quisesse.
Nas primeiras fases do encontro foi o Exeter que levou a pior. Os cruzadores mais leves levaram algum tempo para chegar ao alcance de tiro, e isto permitiu ao Graf Spee concentrar-se contra o seu adversário mais formidável. Nas quatro horas seguintes, suas granadas pesadas fizeram entre 40 a 50 impactos no Exeter, danificando sua roda de leme e pondo fora apenas um de seus canhões de 203mm., disparando, esta peça à mão, o Exeter estava praticamente forçado a ficar fora de qualquer intervenção efetiva na batalha.
A esse tempo, entretanto, tanto o Ajax como o Achilles movia-se entre o navio alemão e a costa, ficando o Achilles ao outro lado, e o canhões de 150mm. dos cruzadores martelavam com ferocidade do decorrer de uma batalha móvel rumo ao sul. Os cruzadores britânicos fizeram uso efetivo de cortinadas de fumaça para cobrir seus movimentos e de sua velocidade para manobrar sobre o Graf Spee e forçá-lo a dividir seu fogo. Pelo meio da tarde o Graf Sppe encontrava-se em uma situação séria, com a popa danificada e a torre de controle destruída, e com tantos feridos entre a sua tripulação que a capacidade de luta estava seriamente diminuída. Mas, embora tentasse escapar, o Exeter avariado ainda o perseguia, cortando-lhe a retirada ao norte, e os cruzadores leves utilizavam-se agora das cortinas de fumaça para mais se aproximar do Graf Spee e martela-lhe com furor em uma distância incrivelmente curta. Os impactos que eles colocaram na proa justamente acima da linha d’água fizeram enormes estragos e asseguraram a vitória britânica. Um impacto no Ajax, que lhe deixou em ação apenas duas das quatro torres, deu ao Graf Spee uma trégua muito necessária e a chegada da escuridão permitiu-lhe escapar para procurar, a toda velocidade, segurança neutra em Montevidéu. Quando à meia-noite ele avistou pela primeira vez os contornos do porto, estava reduzido a um navio completamente derrotado.
A fase seguinte foi uma batalha diplomática em torno do tempo que ele tinha o direito de permanecer naqueles porto. A Alemanha clamou para que lhe fosse dado tempo de refazer-se. A Grã-Bretanha insistiu em que não lhe fosse permitido fazer reparos. Depois de proceder a uma investigação, as autoridades uruguaias ordenaram ao capitão Langsdorff, a despeito dos seus protestos, partisse às 08h00 da noite do domingo de 17 de dezembro 1939. É claro que isso não permitiria ao Graf Spee recobrar sua capacidade combativa; e havia informes de que seus recentes adversários, que o aguardavam vigilantes na embocadura do Rio Prata, tinha sido grandemente reforçados por unidades ainda mais poderosas. Parecia uma alternativa enfrentar a derrota em face de forças superiores ou submeter-se ao internamento pelo resto da guerra. Cumprindo ordens diretas do governo alemão, o capitão Langsdorff optou por uma terceira solução. Às 6h30 da noite do dia 17 levou o navio para fora do porto, desembarcou a tripulação, e meteu-o a pique há três milhas da costa. Três dias depois, o capitão Langsdoff suicidou-se em Buenos Aires, onde ele e a maioria de sua tripulação tinham encontrado refúgio.
Este fim ignominioso de uma belonave antes tão altiva acentuou ainda mais a importância vital de todo o episódio. Foi mais tarde sublinhado pela revelação de que o único reforço à esquadra britânica tinha sido o cruzador Cumberland, que substituiu o Exeter avariado. O Graf Spee não teria a enfrentar uma força alguma superior que a que antes se encontrara. O fato era, contudo, que essa mesma força lhe tinha demasiada. Antes da batalha do Rio Prata era crença geral que apenas os mais novos cruzadores de batalha poderiam enfrentar os couraçados de bolso. Agora ficou demonstrado que os navios bem menores, mas de maior velocidade, lidando com perícia e ousadia acima de todos os louvores, tinha podido enfrentar decididamente o orgulho da frota alemã. O mito do couraçado tinha sido destruído logo na primeira prova.
Fonte: Edgar MCInnes – História da Segunda Guerra Mundial – 1952
U-Boot 513 – O Resgante – Parte II
USS Barnegat
| AVP10/A12 | |||||||||||||||
| Serial No. 001 | |||||||||||||||
| c / Posto de Correspondência da Frota, | |||||||||||||||
| New York, NY, | |||||||||||||||
| 24 de julho de 1943. | |||||||||||||||
| SEGREDO | |||||||||||||||
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1. Em 1705 Zebra em 19 de julho, 1943 Barnegat recebeu a notícia que o avião No. 5, Esquadrão de Patrulha setenta e quatro, atacou um submarino na Latitude 27 0 30 ‘Sul, Longitude 47 0 55′ Oeste, e que cerca de vinte (20) sobreviventes estavam no mar. Preparativos para iniciar o resgate foram iniciados imediatamente e em 1800 Zebra, Barnegat estava em andamento para proceder a operação. O atraso foi inevitável. Colocamos maior velocidade possível na tentativa de chegar ao local antes do cair da noite, mas isso não foi possível quando um segundo relatório dava a posição de cerca de 55 milhas ao norte e leste da posição original. Nenhum problema ocorreu na chegada ao local, mas um avião estava circulando, e o navio seguiu diretamente usando RDF e radar. A posição foi alcançada em 2146 Zebra, cerca de uma hora após o pôr do sol e uma hora e meia antes do nascer da lua. Posição correta foi de 27 0 17 ‘Sul, 47 0 32′ Oeste. A noite tornou a localização da balsa circular muito difícil e lenta. O Radar SL pegou um pequeno alvo de uma milha e meia de distância. Em 2215 Zebra uma pequena embarcação foi avistada à deriva com sete sobreviventes nele. Todos os sobreviventes estavam a bordo em 2250 Zebra. Pesquisas foram iniciadas por possíveis sobreviventes adicionais até 0100 Zebra, 20 de Julho, na qual as buscas foram interrompido e Barnegat retornou à base. Busca aéreas adicionais na área na manhã seguinte revelou um bote salva-vidas virado e dois coletes salva-vidas, mas sem sinais de vida.
U-Boot 513 – Informações Detalhadas – Parte I
U-513 foi atacado e afundado por um avião PBM da VP-74, 19 jul 1943.
Narrativa da ASW-6 Relatório de Ataques
CONFIDENCIAL
III. Abordagem e ataque. (A) Narrativa: Operador de radar relatou a indicação de 18 graus para estibordo, à distância de 20 milhas. Ward, piloto segundo lugar, levou o binóculo e começou a digitalização. Olhei para o blip afiada, sobre o alcance do piloto radar. Aproximadamente dois minutos mais tarde Ward puxou meu ombro e apontou para estibordo. Ele então pegou os controles. Eu levei os óculos e pegou o sub depois Ward tinha cheirado mais e se virou para estibordo 18 graus. Na primeira observação que parecia ser um grande submarino ou barco PC. O segundo piloto aumentou a pressão do colector de 38 polegadas em 2350 RPM e nós estávamos debaixo da cobertura de nuvens com uma velocidade de ar de 140 indicados. Tomei, então, os controles e chamei aos Postos de Batalha para a tripulação. Aparentemente, o sub não tinha-nos vistos até este ponto e sobre este momento em que definitivamente o identificou como um submarino na rubrica cerca de 270, 8 a 10 nós de velocidade. Eu tinha voltado para a porta, a fim de tirar proveito da cobertura de nuvens finas cerca de seis quilômetros – tendo 270 0 T – a partir de sub e para entregar o ataque de fora do sol se o tempo permitisse. Infelizmente o submarino nos identificou. Ele começou a disparar sua arma de convés neste momento e começou uma curva acentuada para estibordo, e visivelmente aumentava a sua velocidade para cerca de 15 nós. Isso deu a impressão, a esta distância, que ele iria bater de mergulho, então eu imediatamente começou a correr. Sua arma de convés estava atirando continuamente em 3 a 5 segundos de intervalo e os marcadores a partir desta arma para 3 milhas iam em cerca de 25 metros de largura da asa à porta. Neste momento eu disse para o artilheiro arco a abrir fogo, mais para fins de efeito, mas seus ouvidos se tornaram obstruídas na descida e ele não me ouviu. Outros membros da tripulação, não ocupados, tentaram passar a palavra para ele na torre pessoalmente com o resultado que ele se confundiu pensando que eles estavam tentando aliviar e não abriu fogo. O submarino estava manobrando como evitar qualquer contato. Manobrou de forma a entregar ataque tão perto de uma quilha executado a partir de stern possível. O fogo do sub neste ponto tinha se tornado mais pesado com rastreadores da arma de convés. Traçadores foram para a porta e estibordo. Experiência adquirida no passado disparando armas livre de aviões transportadora tinha me ensinado que os tiros de deflexão da metade eram alvo mais difícil, então eu estava derrapando na primeira à esquerda depois à direita tão violentamente quanto possível, sem estragar a corrida. Este eu fiz sem esforço consciente como eu estava usando a tática antes que eu percebesse. O U-boat não fez qualquer tentativa de mergulho. Bombas foram lançadas pelo segundo piloto de 50 pés a 166 nós indicados, enquanto U-boat virou leve a estibordo. Queda observada a sub straddle, deck duas bombas impressionante com ligeiro atraso na detonação. Como nenhuma das minhas armas estavam disparando, o meu maior desejo era fazer aumentar a distância e evitar mais fogo, então eu permaneci baixo, com uma curva ligeira derrapagem para a esquerda, então, cerca de 10 segundos depois fiz curva acentuada para observar os resultados e ficamos surpreso ao não ver nada, mas observamos subir uma mancha marrom na água. Voltou mais à vista e 1 ou 1-1/2 minutos após queda do petróleo e vi espalhando, descoloração marrom, bolhas de ebulição, e cerca de 15 a 20 sobreviventes lutando na água. Nós imediatamente iniciamos os preparativos para soltar barcos de vida (borracha) para os sobreviventes. Abrandamos e reduzimos flaps para este barco e foi abandonada aproximadamente no meio deles.
Uma das vítimas:
O cargueiro Tutoia, do Lloyd Brasileiro.
Na noite de 30 de junho 1943, o cargueiro S.S. Tutoia, de 1125 toneladas, propriedade do Lloyd Brasileiro navegava, no litoral sul de São Paulo, de Paranaguá (PR) ia a Santos (SP), tendo a bordo 37 tripulantes e 750 toneladas de carga, incluindo partidas de carne salgada, café, batatas, chá-mate e madeiras. Sob o comando do Capitão Acácio de Araújo Faria, viajava com suas luzes apagadas para despistar os nazistas, na altura da ponta da Jureia, em Iguape (SP), quando perto da 1 hora da manhã, foi avistado pelos vigias do submarino alemão U-513.
Chamado à ponte do tombadilho de comando externo, o Capitão Guggenberg enviou, em sinais de lâmpada-morse, ordem para que o navio mercante diminuísse a marcha e acendesse as luzes para identificação. Acreditando que era um navio de guerra brasileiro ou aliado, o Comandante Faria atendeu ao pedido, recebendo em troca um torpedo que explodiu à meia-nau, na altura da ponte de comando e que o matou. O antigo Tutoia quebrou-se em dois, arqueou em seguida e desapareceu nas coordenadas 24º43’S – 47º19’30” W, posição anotada no diário de bordo do submarino e que difere da posição oficial (4º40’S – 47º05’W). Uma baleeira e duas balsas foram as únicas opções dos 30 tripulantes sobreviventes deste ataque, onde sete pessoas morreram. Uma balsa chegou à praia da Jureia, em Iguape, sul de São Paulo, e outra atingiu o litoral paulista, enquanto que a baleeira foi rebocada por uma embarcação até Santos (SP).
Fonte: http://www.uboatarchive.net/
A Foto com o periscópio é meramente ilustrativa e foi criada por Luciano Faustino do BLOG: http://my.opera.com/perfeito/albums/
Memórias de um Soldado de Hitler – Parte I
Aos 79 anos, Henry Metelmann é jardineiro da escola pública Chaterhouse, em Surrey. Sudoeste da Inglaterra. Com um sorriso no rosto e grandes olhos brilhantes, ele corta a grama, cuida das flores e poda as árvores, com calma e delicadeza. Difícil imaginar que esse velhinho simpático uma dia foi um nazista dedicado, lutando contra tudo e contra todos “pelo Füher, pelo Povo e pela Pátria”. Mais difícil ainda acreditar que ele assassinou civis inocentes e atirou em dezenas de soldados soviéticos, justamente no momento em que eles tentavam se entregar.
Quando comecei a entrevista Metelmann, perdi o fôlego com sua honestidade. Eu já havia conversado com outros veteranos nazistas e nunca tinha visto algo assim. Não que eles quisessem mentir, mas sempre me parecia que não queriam lembrar os fatos com muita precisão. Esse senhor, ao contrário, estava decidido a conta sua história sem meias palavras. Hoje, ele vive sob o peso da culpa e é um empenhado pacifista, “disposto a tudo para que outros não sigam seus passos”.
Segundo o historiador Michael Burleight, no livro Third Reich: a new History [não publicado no Brasil], os nazistas nunca conseguiram ter tomado o poder sem o consentimento do povo. Ele é incisivo em afirmar que a Alemanha, com um todo, foi responsável pelos crimes cometidos em seu nome: “a população estava desesperada por uma identidade e por um milagre econômico . por isso, não houve qualquer revolta quando o país, durante o Terceiro Reich, desviou-se do bem para o mal. O que houve foi apenas uma realinhamento moral”. Nesse sentido, Metelmann é uma figura arquetípica.
Crianças de Hitler
Henry Metelmann foi criado nos arredores de Hamburgo, norte da Alemanha. Seus avós tinham uma vida abastarda, mas perderam todo o dinheiro na depressão que assolou o país após a Primeira Guerra Mundial. Assim, Henry já nasceu na pobreza – e tinha apenas doze anos quando Hitler subiu ao poder. Ainda criança, ele já era simpatizante nazista ativo: “para mim, Hitler era um segundo Deus”.
Logo, o grupo de jovens cristãos a que pertencia foi absorvido pela Juventude Hitlerista. “ Pertencíamos a alguma coisa pela primeira vez na vida. E eu adorava o uniforme. As pessoas nos saudavam pelas ruas. Era fantástico. Só havia um menino em minha classe que não pertencia à Juventude”, lembra Metelmann.
Empenhado em se torna útil, ele se ofereceu como voluntário para, aos sábados, ajudar a bloquear as lojas que pertencessem a judeus. Ele conta que, na mesma época, também assistiam a vizinhos serem presos e pessoas serem espancadas pelos militantes nazistas. Mas Metalmann não tinha dúvida quanto ao que estava acontecendo: “eu parava para pensar e chegava à conclusão de que, para se ter uma sociedade decente, era preciso força aquelas pessoas a entra na linha de uma vez”.
Seu pai, um veterano da Primeira Guerra, acreditava nos ideais esquerdistas; sua mãe era um cristã devota. Nenhum dos dois apoiava o Nacional-Socialismo, mas este deu poderes ao pequeno Henry, concedeu-lhe autoridade para se rebelar contra eles. “Tivemos ferozes discussões com meu pai, até chegar o momento em que ele não ousava mais argumentar comigo. Sei de jovens que chegaram a entregar seus pais como traidores – o que era suficiente para mandá-los a um campo de concentração”.
Em 1941, aos 18 anos, Henry Metelmann foi recrutado para pilotar um Panzer, o famoso tanque de guerra nazista. “Éramos cãezinhos querendo nos livrar das amarras”. De trem, foi enviado ao front russo. Para ele, a guerra era 100% justificável àquela altura. “Éramos a maior nação do mundo, Éramos mais inteligentes e mais eficientes do que os outros, e Deus nos havia dado a missão de abrir caminho sobre as Untermenschen – Classes inferiores”. Na fivela de seu cinto estavam escritas as palavras: “Gott mitt uns” (Deus está conosco) e seu comandante vivia lembrando que eles tinham um “dever sagrado”.
Ele chegou à Criméia (atual Ucrânia), em dezembro de 1941. Lá, ninguém do círculo de Metelmann questionava o propósito da guerra, nem criticava a ordem de expulsar os habitantes locais de suas casas – mulheres e crianças, em sua maioria – em pleno inverso russo, provavelmente condenando-os à morte. “Tinham-se medo de questionar uma ação como essa. Seus colegas poderiam pensar que você gostava dos inimigos”, admite.
A Experiência Cruel
“A lembrança mais dolorosa que tenho é do ponto de vista humano. Estávamos em nosso tanque quando um colega disse : “Olhe, maçãs !”. Tínhamos chegado a uma espécie de sítio. Eu estava guiando o tanque. Desci, então, para colher maçãs para nós. Neste momento, vi uma mulher debruçada sobre uma menina que deveria ter uns doze anos. Tinha sido atingida por um disparo. O sangue saía da ferida aberta no corpo da menina. Pensei: “Não posso fazer nada”. A mulher – a mãe da menina – levantou-se, olhou para mim e disse: “Veja o que vocês fizeram ! Minha filha estava vindo para dar as boas-vindas a vocês, soldados ! O que ela estava trazendo para vocês era pão e sal – que é um sinal de boas-vindas. E vocês a mataram!”. Eu me lembro de que a menina ainda estava respirando. Voltei para o tanque. Um dos meus colegas perguntou: “Cadê as maçãs ?”. Eu disse : “Acabei de ter uma experiência terrível. Nós matamos uma menina! Ela está ali, no chão. Não podemos fazer nada!”. Meu colega disse : “Ah, não importa! É somente uma russa…”
AGUARDEM SEGUNDA PARTE!
Enquete Encerrado.
O nosso enquete terminou e com 67,74% ganhou o POST :
Memórias de um Soldado de Hitler.
Essa é uma reportagem realizada pela revista BBC e trata-se de um projeto do diretor de criação Laurence Rees. Ele entrevistou vários ex-combatentes alemães, ingleses, americanos, russos… E conseguimos algumas dessas reportagens.
Para TODOS os Amigos que Acompanham o Blog!
Amigos,
Segue abaixo os links do WebKits Modelismo, que tem sido um grande e atrativo exercício de discussão, não só de modelismo, mas também de discussão sobre a Segunda Guerra e o Fórum tem um nível excepcional de pessoas comprometidas com as várias vertentes da visão histórica.
Recomendamos e estamos colocando um link permanente no blog:
Página Principal:
Fórum:
http://webkits.infopop.cc/eve/forums/a/cfrm/f/379600941
Abraços!
Uma Visão Diferente dos Campos de Batalha
Quando possível, após contato com o inimigo e graças à superioridade aérea na França em 1944, os Aliados além de ataques aéreos sistemáticos contra o deslocamento de tropas alemães, realizam um trabalho de registro dos conflitos, ou seja, realizaram tomadas aéreas da região logo após o encerramento dos combates ou dos bombardeios aéreos. Segue abaixo alguns desses registros que foram realizados pelos Aliados e hoje fazem parte do acervo do Exército Americano.
A primeira parte são as próprias tomadas do campo de batalha, precisa ser analisada cada fotos, onde é possível se indentificar corpos e veículos em chamas. A segunda parte são alguns resultados desses combates, para que possamos ter uma noção do inferno que aconteceu em terra.
PRIMEIRA PARTE
SEGUNDA PARTE – OS RESULTADOS
Três Heróis Brasileiros
Jovens cheios de sonhos e de vida. Mas veio a guerra e os levou para bem longe da terra natal, para o outro lado do Oceano Atlântico, a Itália, onde tiveram que enfrentar os alemães e seus canhões, as noites geladas e a brutalidade do front. Quando o mundo lembra os 70 anos do início da Segunda Guerra, vale a pena conhecer mais sobre essa história e reverenciar o ato de bravura de três soldados. Geraldo Baêta da Cruz, 28 anos, natural de Entre Rios de Minas, Arlindo Lúcio da Silva, de 25, de São João del Rey, e Geraldo Rodrigues de Souza, de 26, de Rio Preto, na Zona da Mata, que morreram como heróis na cidade italiana de Montese, onde ocorreu uma das mais sangrentas batalhas do conflito mundial com a participação da FEB.
De acordo com os registros, os três pracinhas integravam uma patrulhado 11º RI de São João del Rey que teve como esforço principal o combate em montanhas com densos campos de minas e sob o fogo cerrado das metralhadoras alemãs. Em Montense, a tenacidade, o ardor combativo e as qualidades morais e profissionais dos brasileiros foram demonstradas em seu raro espírito ofensivo, sob os fogos da Infantaria e Artilharia do Inimigo, transpondo caminhos desenfiados, neutralizando campos minados, assegurando e posteriormente, para a Divisão Brasileira, a posse definitiva dessa importante posição alemã dentro do contexto da Guerra. Em uma dessas incursões, os pracinhas mineiros se viram frente a frente com uma companhia alemã composta de aproximadamente 100 homens. Era 14 de abril de 1945. Eles receberam ordens para se render, mas continuaram em combate até ficarem sem munição e serem mortos.
O detalhe é que, em vez da vala comum, mereceram as honras especiais do Exército alemão. Admirado com a coragem e resistência do trio, o comandante nazista mandou enterrá-los e colocar, sobre a cova, uma cruz e placa com a inscrição: “Drei Brasilianische Helden” ou “Três Heróis Brasileiros”. Terminada a guerra, seus restos mortais foram trasladados para o Cemitério de Pistoia, na Itália, e depois para o Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ, (foto). Mereceram as condecorações Medalha de Campanha (participação na guerra), de Sangue do Brasil (quando há ferimento) e Cruz de Combate(feitos de destaque).
No coração dos familiares e amigos ainda está a marca do dia da convocação dos jovens para a guerra e, depois, no caso dos três mineiros, do trágico comunicado sobre a morte. “Foi horrível e doloroso para todos nós. No mês seguinte, à partida de Geraldo Baeta, minha mãe sofreu um derrame cerebral e morreu. Uma vizinha ouviu no rádio que o navio em que ele estava fora a pique. Só que a mulher confundira tudo, era mentira, o meu irmão prosseguia viagem”, conta Natanaela Baeta Morais, de 79 anos, casada, moradora do Bairro de Lourdes, em Belo Horizonte. Numa caixa, ela guarda todas as cartas e medalhas conquistadas nos campos da Itália, e um pouco das cinzas do herói.
Enquanto abraça a foto do irmão, “que era arrimo de família de 10 filhos”, Natanaela conta que Geraldo Baeta nunca ficou sabendo que a mãe morrera tão rapidamente: “Achamos melhor não falar nada”. As cartas não paravam de chegar e, numa delas, o pracinha fez uma brincadeira com a mãe, dona Sinhá, dizendo que arrancaria e traria o bigode de Hitler para ela escovar o sapato. “Foram meses muito tristes, nossa família se reunia para chorar”, recorda-se Natanaela, certa de que os jovens precisam conhecer esses episódios para valorizar mais a participação dos brasileiros no conflito mundial. “Tudo isso só não pode cair no esquecimento das novas gerações”, pede Dona Natanaela Morais.
“Eles não morreram em vão”
GERALDO BAETA DA CRUZ – IDENT. MILITAR N° IG-295.850
Classe 1916. 11º Regimento de Infantaria. Embarcou para além-mar em 22 de setembro de 1944. Natural do Estado de Minas Gerais, filho de Antonio José da Cruz e Maria Conceição da Cruz, residente em João Ribeiro, MG. Faleceu em ação no dia 14 de abril de 1945, em Montese, Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra C, fileira nº 4, sepultura nº 47, marca: lenho provisório.
Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
GERALDO RODRIGUES DE SOUZA – IDENT. MILITAR N° 4G-88.714
Classe 1919. 11º Regimento de Infantaria. Embarcou para além-mar 20 de setembro de 1944. Natural do Estado de Minas Gerais, filho de Josino Rodrigues de Souza e Maria Joana de Jesus, residente à rua Cajurú nº 4, Serra Azul, SP. Faleceu em ação no dia 14 de abril de 1945, em Natalina, Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira 9, sepultura nº 98, marca: lenho provisório.
Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
ARLINDO LÚCIO DA SILVA – IDENT. MILITAR N° 1G-291.827
Classe 1920. 11° Regimento de Infantaria. Embarcou para além-mar em 20 de setembro de 1944. Natural do Estado de Minas Gerais, filho de João Olímpio da Silva e Maria Cipriana de Jesus, tendo como pessoa responsável D.Maria Cipriana de Jesus , residente à rua Vargo de faria n° 177, São João del-Rei, Estado de Minas Gerais. Faleceu em ação no dia 14 de abril de 1945, em Montese, Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra C, fileira nº 4, sepultura 44: lenho provisório.
Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil de Combate de 1ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: No dia 14 de abril, no ataque a Montese, seu Pelotão foi detido por violenta harragem de morteiros inimigos, enquanto uma Metralhadora alemã, hostilizava violentamente o seu flanco esquerdo, obrigando os atacantes a se manterem se manterem colados ao solo. O Soldado Arlindo, atirador de F.A, num gesto de grande bravura e desprendimento, levanta-se, localiza a resistência inimiga e sobre ela despeja seis carregadores de sua arma, obrigando-a a calar-se nessa ocasião, é morto por um franco-atirador inimigo”
Fontes:
http://www.anvfeb.com.br/fatos_e_depoimentos.htm
FEB – Origem da Polícia do Exército
A organização de uma unidade para atuar com função de polícia foi mais uma exigência ditadas pela necessidade de adaptar o Exército brasileiro à nova estrutura da segunda guerra mundial para operar em combate. Como se tratava se tropa especial, teve que ser criada: sua origem vem dos Decretos Reservados 6.069-A, , 6.071-A, 6.072-A, 6.073-A, todos de 06 de dezembro de 1943, que criou a Tropa Especial da 1ª Divisão e Infantaria Expedicionária. Em 05 de fevereiro de 1944, por boletim especial do Exército, o Pelotão de Polícia começou a ser organizado, inicialmente com elementos do 3º Regimento de Infantaria – sua estrutura organizacional seguia a linha do modelo americano Military Police Platoon. Algum tempo depois, o Diretor da Guarda Civil de São Paulo colocava à disposição da 1ª DIE todo seu pessoal para que dela saísse o contingente principal do Pelotão de Polícia. O oferecimento foi aceito. Tiveram desempenho importante nesse episódio o Major Luís Saldanha da Gama, recém-nomeado, Chefe do Serviço Especial da FEB , e Major Luís Gonzaga da Rocha, Chefe de Polícia. Esses dois chefes fizeram ver às autoridades militares responsáveis a enorme vantagem de aproveitamento dos homens da Guarda Civil de São Paulo. Além de ter o treinamento necessário para os serviços de polícia e de tráfego, essa tropa era composta de homens selecionados, com porte avantajado e marcial.
O Pelotão de Polícia então foi organizado em sua maioria com elementos oriundos daquela conceituada corporação policial e desde o começo se destacou do resto da FEB: uniforme bem cortado, aparência marcial e um perfeito treino para o exercício da missão a que estava destinado. Foi sem dúvida a unidade de FEB que já embarcou do Brasil com treino especializado e em pouco tempo distingui-se da demais, sabendo adquirir a confiança dos chefes. Esse preparo foi muito importante para a FEB; o Pelotão de Polícia iria exercer tarefa vital, dirigir o fluxo de tráfego em zona de combate, quer dentro da neblina artificial que durante o dia mascarava o movimento da tropa, quer durante a noite, no mais rigoroso regime de blackout. Muitos problemas de interrupção de tráfego, muitos acidentes foram evitados, muitas vidas foram poupadas pelo eficiente comportamento desse Pelotão.
Quem foi motorista na FEB não esquece a figura dos MP (Military Police, nome inicialmente dado ao Policial do Exército durante os combates na Itália) postados em uma encruzilhada ou na cabeceira de alguma ponte, dando as informações precisas, mandando aguardar ou avançar. Os membros do Pelotão frente de combate ou na retaguarda, com a missão de orientar o tráfego de veículos em comboios, carros de combate e deslocamento de tropas a pé. Essas missões obrigavam a permanecer em seus postos, e muitas vezes sob forte bombardeio inimigo. O Pelotão de Polícia teve algumas baixas, uma delas extremamente dolorosa: um soldado da MP, em serviço na Ponte Veturinna, no dia 10 de fevereiro de 1945, deu voz de prisão a um elemento da tropa aliada, em estado de embriaguez, que não queria obedecer sua instrução. Foi abatido a tiros por esse militar embriagado, que, preso logo em seguida, foi entregue à sua unidade de origem. Esse militar respondeu à Corte Marcial e foi fuzilado. O fato causou constrangimento , mas também surpresa, pela rapidez com que o comando aliado julgou e condenou o responsável à pena máxima, sem apelação ou qualquer mercê.
Os membros do Pelotão tinham características que os distinguiam do resto da tropa da FEB. Na gola do uniforme, ostentavam um distintivo “duas garruchas cruzadas” em metal amarelo (até hoje é um dos símbolos da Polícia do Exército), uma braçadeira azul-marinho com as letras MP (Military Police), depois substituídas pelas inscrição PE (Polícia do Exército) se referindo ao Braçal PE. No capacete, havia uma bandeira brasileira no centro, tendo dos lados as letras M à direita e P à esquerda, envolvendo o capacete, duas faixas amarelas e atrás o distintivo do V Exército.
O Pelotão, inicialmente comandado pelo 1º Tenente Walmir de Lima e Silva e posteriormente pelo 1º Tenente José Maciel Miler, embarcou em escalões. O primeiro acompanhou a tropa do 6º RI e integrou a Destacamento da FEB, ficando diretamente sob o comando do General Zenóbio da Costa que, a partir desse momento, passou a dar especial atenção a essa tropa, procurando aprimorar sua capacidade profissional e sua apresentação. Em março de 1945, por necessidade do serviço, o Pelotão foi transformado em Companhia de Polícia e nessa qualidade continuou a prestar seus estimáveis serviços à FEB, até o retorno, também feito em escalões. Os serviços, aliás, não cessaram com o fim das hostilidades; a Companhia continuou a operar como antes, responsável pelo tráfego, pelas atividades policiais propriamente ditas, guarda de prisioneiros e outras.
Essa unidade não se dissolveu com a extinção da FEB. A guerra tinha mostrado que o Exército, mesmo em tempo de paz, necessitava de unidade especializada desse tipo. Em novembro de 1948 passou a ter autonomia administrativa e, posteriormente, constituiu-se em batalhão, mudando a designação para Polícia do Exército (P.E.), para não confundir com a Polícia Militar, dos Estados.
Os serviços que prestavam expandiam-se, ampliando seu quadro para Batalhão de Polícia do Exército. Hoje já conta com vários Batalhões e o primeiro deles tomou o nome de Marechal Zenóbio da Costa, como homenagem a esse ilustre chefe militar que na guerra, percebendo a valiosa utilidade dessa unidade, tanto fez para melhorar e aumentar seus efetivos.
Origem: Joaquim Xavier da Silveira de título A FEB POR UM SOLDADO, Xavier serviu no 1º Regimento de Infantaria durante a campanha no front italiano.
Morre Josué Mussalém – Economista & Historiador Militar
Morreu na madrugada de hoje o economista Josué Mussalém. Aos 64 anos, ele passou mal em casa e não resistiu a um edema pulmonar. O velório e o sepultamento serão realizados no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O enterro está marcado para as 16h30.
Josué Mussalém deixou mulher e dois filhos. Economista e administrador de empresas com mestrado em Economia, ele foi auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), presidente da Empresa de Urbanização do Recife (URB) e superintendente de planejamento e do Instituto de Informática da Fundação Joaquim Nabuco. Também atuou no setor privado como consultor de empresas, da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife, da Federação do Comércio de Pernambuco e ainda como comentarista econômico.
PS: Mussalém era um grande conhecedor de História Militar (um dos maiores especialistas em 2ª Guerra Mundial) além de grande amigo das Forças Armadas, do CPOR do Recife e de sua Associação de Ex-Alunos. Seu irmão é o Cel Eng R1 Vanderval (Ex-Cmt do 9º Batalhão de Engenharia de Combate – Aquidauana-MS).
Com informações do Tenente-Coronel Monteiro – CPOR-Recife
Tenente-Coronel Monteiro
Cenas de Combate em Okinawa

Preparação de uma unidade Marinha contra o inimigo. Às 12 horas, a pressão começa e tudo fica às claras incluindo este MG. Okinawa - maio 1945

Fotos da Companhia "A", 2ª Batalhão. Ir até o topo de onde foram repelidos por dois dias Por uma força japonesa. A investida foi um sucesso e os japoneses foram detidos com bazucas e lança-chamas. Okinawa - maio 1945

Major General da 6ª Divisão de Fuzileiros Navais estudando um mapa durante a batalha de Okinawa. Okinawa - abril 1945

PRESO - Rifles alinhados na entrada de uma caverna em Okinawa. Marines aguardam o resultado de uma carga explosiva para apanhar qualquer japonês que tentar escapar. Estas posições de caverna fortemente defendidas pelo japoneses e chamada de"Pequena Linha Siegfried " defendia a cidade capital de Naha. Okinawa – 1945

Frente: Marines em Okinawa pausa por trás da capa de um pequeno cume para a formação final da frente antes de saltar fora em um ataque. Homem agachado à esquerda carrega um rádio nas costas. Marines na liderança com packs em um rolo de fio de comunicações pesados, além de equipamentos de combate completo. Okinawa - abril 1945

A Marinha explora uma fortificação japonesa com sua arma BAR. Marine se move cautelosamente através das defesas japonesas em Okinawa. Okinawa - abril 1945

Fotos da Companhia "A", 2ª Batalhão. Ir até o topo de onde foram repelidos por dois dias Por uma força japonesa. A investida foi um sucesso e os japoneses foram detidos com bazucas e lança-chamas. Okinawa - maio 1945

Marines movendo-se com o que foi posteriormente intitulada "Vale da Morte" por causa de mais de 125 mortes em 8 horas durante a travessia. Um homem com uma BAR cansado durante a travessia pelo vale da morte. Okinawa – 1945
Série Heróis Brasileiros na FEB – Parte I
Vamos a partir de hoje publicar uma série que possa exaltar nossos ex-combatentes que participaram da Força Expedicionária Brasileira. Caso você tenha material sobre qualquer participante da FEB teremos a maior prazer de publicar, é só enviar para blogchicomiranda@gmail.com. No caso de hoje vamos publicar as fotos e resumo Enock Pires de Araujo enviados por Evan Hudes seu genro.
Capacete M1 completo c a insignia do 9o BE com assim como seus dog-tags e patches e de uma jaqueta do V exercito americano q ele conseguiu trazer de Napoles.
Enock Pires de Araujo,nascido em 26/07/1917,Alagoas,Maceio.
Especial – Documentos da Wermarcht
Com uma inestimável contribuição do nobre pernambucano Fred José Ferreira que é administrador do grupo Segunda Guerra Mundial no facebook, apresentamos uma série maravilhosa de documentos da Wermarcht e do regime nazista. Esse post tem uma conotação histórica muito importante, já que trás à luz toda a burocracia da guerra, segundo a visão alemã que, convenhamos, é raro. Curtam!
Quando o local de concentração de tropas ficava localizado próximo a alguma cidade, o soldado tinha acesso a um passe de visitação, no qual ficava definido a duração, de acordo com a patente, o hotel a ser utilizado, etc. Neste Ausweis específico, o Reichsbahnprasident Wilhelm Enrich visitava Paris, e se alojava no Grand Hotel.
Este é um recibo atestando o recebimento de um Wehrpass (veja mais adiante)
Este documento era expedido quando um soldado tinha algum tipo de desvio de conduta; no caso do Obergefreiter Walter Kowalski tudo parece bem.
Este é o documento de convocação dos membros da reserva. Quem recebesse esse documento estaria automaticamente mobilizado para o serviço da Wehrmacht. O Wehrpaß Notiz (veja mais adiante) era enviado antes, avisando o reservista.
“Pequeno passe militar de autorização de viagem”. O Kleiner Wehrmachtfahrschein era emitido para permitir ao soldado viajar pelas estradas de ferro do Reich ou das regiões ocupadas. Era dividido em duas partes, a 1ª, que se referia a ida e a 2ª, que se referia a volta, quando fosse o caso. A cor da tarja distinguia o documento: a vermelha indicava dispensa de combate, a azul, como na foto, indicava um documento livre de encargo.
A “Orgem de marcha” era o documento enviado ao soldado quando o comando decidia mudá-lo de posto ou levá-lo novamento para a instrução. Era enviado, normalmente, junto com um Kleiner Wehrmachtfahrschein (veja acima) para viagem e com o Sonderausweis D (veja mais adiante) para identificação.
Esse documento era emitido para autorizar o soldado a atuar como transportador de feridos, atestando sua formação específica.
O “Livro de disparos” era o registro do desempenho do soldados no controle das diferentes armas.
O nome “Livro dos pagamentos” não indica a verdade sobre este documento. O Soldbuch era um resumo de toda a vida do soldado em serviço, e servia de parâmetro para identificar o valor de um soldado ou oficial. No caso de morte, o Soldbuch tornava-se Wehrersatzdienststelle e era incluído no Wehrstammbuch (veja mais adiante) do soldado.
O Sonderausweis era um documento especial de indentificação, que tinha várias séries. A série D, ou seja, o Sonderausweis D, representava Dienstreisen, serviço de viagem. Era emitido para indicar viagem oficial. A importância desse documento era a de que se o soldado era encontrado fora do front sem um documento como esse, era considerado desertor.
O Sonderausweis SO era muito raro. Era basicamente um Sonderausweis D (veja acima) mas destinado especificamente para viagens ao Sudoeste (Süd Ost).
O Wehrmacht Führerschein era o documento de liberação para dirigir veículos. Indicava as habilidades do soldado, adquiridas no treinamento, específicas para a função.
O Wehrpass era um documento entregue a todos os potenciais soldados. Ele ficava nas mãos do Comando, enquanto ao soldado era entregue o Soldbuch (veja mais acima). Os dois continham basicamente as mesmas informações relevantes sobre a carreira do soldado. O Wehrpass só era entregue ao soldado em caso de dispensa do serviço militar, ou no caso de morte repentina em combate, quando ele era enviado aos parentes.
Este documento era enviado ao reservista, já possuidor do Wehrpass, indicando que a qualquer momento ele seria convocado. Depois, era enviado o Gestellungsbefehl que consumava a convocação.
Este era o mais detalhado registro da carreira de um soldado. Ele continha as informações cruzadas entre o Soldbuch e o Wehrpass, desde a época do recrutamento até a dispensa. Todas as informações conhecidas sobre o soldado estavam neste arquivo.
Mitglieds-Ausweis
(BDM Membership ID)
Documento de membros da juventude hitlerista
Os alemães era obrigados a apresentar este documento para provar que eram de origem alemã. O AHNENPAS era um historico aonde vinha detalhado todo o passado de uma família: casamentos, filhos, mortes, etc.






































































































































































































