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Shoichi Yokoi, o Soldado Japonês fiel!
Uma história tão peculiar como a deste soldado japonês que foi fiel como ninguém à causa. Em 24 de janeiro de 1972, dois habitantes da ilha de Guam descobriram Shoichi Yokoi, um soldado japonês que estava escondido na selva há 28 anos -desde o fim da Segunda Guerra. Yokoi estava com 56 anos, muito magro mas com um aspecto saudável e vestia um uniforme feito por ele mesmo a partir de fibras de hibisco.
Segundo divisou os dois visitantes, atacou-os com uma rede de pesca, mas conseguiram se livrar delas e capturaram Yokoi para levá-lo à delegacia de polícia.
Sua história ficou famosa em todo mundo e se converteu em um dos personagens mais famosos do Japão. Quando foi recrutado no Exército Imperial Japonês em 1941, Shoichi Yokoi foi preparado para ser alfaiate das Forças Armadas. Fazia parte da 29º Divisão de Infantaria da Manchúria até que em 1943 chegou a Guam, já com a patente de Sargento.
Em 21 de julho de 1944, na batalha que seguiu ao desembarque das tropas estadunidenses em Guam, a unidade de Shoichi Yokoi foi aniquilada. Ele foi um dos poucos sobreviventes e, disposto a não se render, refugiou-se na selva. Quando regressou para casa, explicou:
– “Os soldados japoneses aprendem que é melhor a morte à desonra de ser capturado com vida”. Assim foi dado como oficialmente morto em setembro de 1944.
Yokoi teve os conhecimentos necessários e uma força mental incrível para sobreviver na selva durante 28 anos, esperando o regresso do exército japonês. A princípio, vivia junto com outros dois soldados em um buraco que cavou na terra consolidado com paredes de bambu. Após vários meses, e dado que a comida estava acabando, os outros dois soldados decidiram ir para outro lugar, ainda que não perderam o contato entre eles. No entanto, 8 anos depois, descobriu-os mortos, provavelmente de fome.
Em 1952, Shoichi Yokoi encontrou casualmente alguns folhetos e jornais nos quais era possível ler que a guerra já tinha terminado, mas pensou que era só propaganda de guerra estadunidense e permaneceu oculto na selva.
Yokoi não foi o único a viver tantos anos na selva. Em 1960, outros dois soldados japoneses, Minagawa e Si Ito, foram encontrados e repatriados ao Japão.
Após ser repatriado, Shoichi Yokoi converteu-se em um herói nacional em seu país, e quando foi visitar seu povoado natal, sua chegada foi televisionada e milhares de japoneses aguardavam alinhados ao longo da estrada hasteando bandeiras na sua passagem.
Nosso personagem casou-se alguns meses após seu regresso, escreveu um livro sobre suas experiências em Guam, apareceu regularmente na televisão e em 1974 inclusive se candidatou ao Parlamento.
Em 1981, seu sonho tornou-se realidade e foi recebido em uma audiência com o imperador Hirohito. A reunião foi a maior honra de sua vida e declarou ao imperador:
– “Sua Majestade, regressei a casa. Lamento profundamente que não tenha podido lhe servir bem. O mundo mudou, mas minha determinação de servir ao Senhor e minha Pátria nunca mudará”.
Viveu uma vida simples o bastante para brindar-nos com uma frase como esta:
– “Não posso entender por que as cidades queimam a comida que resta. Minha família não produz lixo. Comemos cada último bocado de comida e os alimentos que já não são comestíveis são utilizadas como adubo em meu jardim”.
Shoichi Yokoi faleceu de um ataque do coração em 1997, com 82 anos, deixando uma história incrivelmente dramática a respeito da sobrevivência. Mas ainda mais impressionante que a história em si foi a sua forma de patriótica de enfrentar as adversidades:
– “Segui vivendo pelo bem do imperador e do espírito Japonês”.
- O Sargento Shoichi Yokoi
- Calçado
Fonte: http://www.mdig.com.br/
Montese – A Conquista Final
Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza em comemoração a aniversário da Tomada de Montese em 16 de abril de 1945.
Nos primeiros dias de Abril de 1945, o 5º exército Americano decidiu atacar com os seus Corpos de Exército justapostos, pela rota 64 e atingir o norte do Apeninos entre os rios Reno e Panaro, com o objetivo de isolar ou conquistar a cidade de Bolonha.
Coube a 1ª Divisão de Infantaria Divisionária a proteção do flanco esquerdo do IV Corpo nesta investida. O General Critemberg resolveu fazer o ataque frontal com a 10ª Divisão de Montanha.
O ataque , marcado para o dia 12 de Abril, foi adiado para o dia 14, em virtude das condições climáticas, pois elas não permitiam o apoio indispensável da força aérea. A 10ª Divisão de Montanha se impôs de tal maneira à admiração dos brasileiros que, durante a reunião dos chefes militares do IV Corpo de Exército, o General Mascarenhas ofereceu e foi aceito figurar a região de Montese como objetivo da D.I.E., dessa maneira, a afamada Divisão Americana ficaria aliviada no seu flanco esquerdo para se dedicar inteiramente à difícil missão.
Neste ataque seria utilizada uma quantidade enorme de homens e materiais, com o intuito de fazer um rombo na linha defensiva e, ao adentrarem, iriam transformar os Apeninos, que serviam de linha defensiva alemã, em uma enorme muralha da de sua própria prisão.
Devido a isto, a Divisão de Infantaria Divisionária entrou num ritmo intenso de recompletamento de pessoal e de material. Estas medidas foram tomadas, prevendo principalmente consertos de estradas, reabastecimento de combustível, encaminhamento de prisioneiros. Em todos nossos soldados, estava a certeza de vitória, seria apenas uma questão de tempo.
Nesta ação de cobertura do flanco esquerdo, figurava a conquista da cidade de Montese, e a progressão seguindo a direção Zocca-Vignola.
A conquista de Montese correspondia na realidade à tomada de um trio de elevações, constituída por Montese-Zocco-Montello (não confundir Zocco, que é uma elevação, com Zocca, que é um povoado mais ao norte, que foi posteriormente conquistado) e, que viria a contituir o mais duro combate travado pela FEB.
Uma vez mais, as condições climáticas fariam com que o comando brasileiro atacar sem o apoio de observação aérea, permitindo que a artilharia alemã, sempre inativa durante o dia, abrisse fogo à vontade contra as nossas tropas.
Às 10:30 hs do dia 14 de Abril partiram os elementos de reconhecimento, que atingiram os seus objetivos através de pequenas mas rápidas incursões. Por volta das 13:30 hs o 11° RI, sob comando do Coronel Delmiro, sendo a ação principal por conta do 3º Batalhão, e depois de decorridos 90 minutos do início do ataque, Montese foi dominada mas, os dois vértices da base defensiva triangular tivessem sido capturados: Zocco e Motello.
Na manhã seguinte, dia 15 de Abril, o ataque prosseguiu com as mesmas tropas e, em face da ausência do apoio aéreo, a DIE suportou e enfrentou as repetidas e terríveis barragens da artilharia alemã e, ao término da jornada, somente os objetivos intermediários de Montesuffone e Paravento haviam sido conquistados.
O General Mascarenhas solicitou do comando superior e, obteve esse objetivo, como uma homenagem à brava e sempre exaltada 10ª Divisão de Montanha, assim, a unidade americana, que conquistara briosamente Monte Belvedere e Monte Della Toraccia, ficaria aliviada em suas responsabilidades. Sem querer, os brasileiros livraram seus companheiros da armadilha que a artilharia alemã lhes havia reservado.
Os numerosos mortos e feridos da FEB nesse combate, resgataram a dívida anterior, quando o sacrifício das tropas do General Hayes, tornou mais fácil a conquista de Monte Castelo.
Apesar da árdua jornada de Montese ter surpreendido os soldados brasileiros, verificou-se que a Seção de Informações, não deixou dúvidas quanto aos recursos que o inimigo dispunha para causar as sérias baixas aos vitoriosos pracinhas da FEB.
A linguagem utilizada não poderia ter sido mais clara, tanto que dizia afirmativamente: “O inimigo defenderá fortemente o triângulo Montese-888-Montello”, mas a 3ª Seção é mais otimista e encarou a situação em termos definitivos, dando prosseguimento da ação:
“Procurar melhorar a posição, com a posse da linha Montese-888-Montello e da região de 747, partindo daí sobre Bertichi, Ranocchio e Montespecchio”.
A conquista de Montese
O ataque à cidade Montese, foi precedido de uma compacta preparação de nossa Artilharia Divisionária e, com apoio de tanques e agentes fumígenos da Companhia de Morteiros Químicos Americana, às 13:30 hs do dia 14 de Abril de 1945, foi desfechado o ataque, com o seguinte dispositivo: I e III Batalhões do 11º RI e II Batalhão do 1º RI, constituindo assim o 1° escalão de ataque.
Por volta das 15 horas, o I Batalhão do 11º RI, sob comando do Major Lisboa, demonstrando elevado espírito ofensivo, conseguiu penetrar em Montese, desarticulando a resistência alemã, mas a primeira tropa a entrar em Montese foi o pelotão comandado pelo Tenente Iporan Nunes de Oliveira, da 1ª Companhia do 11° RI.
Às 15:15 hs, o 11º Regimento de Infantaria conquistava Serreto, e alcançava as imediações de Paravento e, finalmente às 18:00 hs, os tanques americanos atingias as cercanias de Montebuffone, seguidos de perto pela Infantaria Brasileira. Valendo-se do apoio de nossos canhões e morteiros, o III do 11º RI, completou o assalto às “casamatas” alemãs, alcançando as cotas 806 e 808 – Montese e Serreto.
Apesar dos violentos ataques de nossa Infantaria, tudo indicava que os obstinados alemães, não estavam dispostos a abandonar Montese e, esperava-se a qualquer momento, um contra-ataque de blindados alemães, com o objetivo de recuperar \Montese e Serreto e, assim, nesta expectativa, encerrou-se a jornada do dia 14.
Não parecia indicado continuar o ataque na manhã seguinte, com a mesma tropa do 11º RI, que havia dispendido um esforço muito grande, com muitas baixas no seu efetivo. O General Mascarenhas pretendia empregar nas operações do dia 15, o III do 6º RI, porém, diante do elevado moral da tropa do 11º RI, cujos comandantes manifestaram o desejo de continuar na missão, ele, levando em conta, principalmente a economia de tempo e de meios, aceitou o pedido.
Os fogos da Artilharia alemã, pareciam mais ajustados e certeiros que os do dia anterior, causando muitas baixas em nossas linhas. Embora o 9º Batalhão de Engenharia participasse ativamente do ataque, acompanhando palmo a palmo nossa Infantaria, os campos minados e as traiçoeira armadilhas fizeram muitas vítimas entre nossos pracinhas.
A estafa e o levado números de baixas, aconselharam a retirada do III do 11º RI da linha de combate, cuja retração foi feita na noite do dia 15 para 16 de Abril, sendo substituído pelo II do 6º RI.
Foram quatro jornadas severas, vividas sob os mais pesados bombardeios que a tropa brasileira experimentou durante a Campanha da Itália. Somente nas áreas de Montese, Serreto e Paravento, ocupadas pelos brasileiros, houve maior bombardeio de artilharia inimiga do que no restante da frente ocupada pelas demais tropas do IV Corpo do Exército.
Balanço das baixas da FEB
1º RI – 8 mortos e 27 feridos, totalizando 35 baixas
6º RI – 14 mortos, 131 feridos, 3 extraviados, totalizando 148 baixas
11º RI – 12 mortos, 224 feridos, 7 extraviados, totalizando 243 baixas
O número de 426 baixas foi o preço pago pela conquista de Montese.
Montese e o Aspirante Francisco Mega
Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza.
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Montese e o Aspirante Francisco Mega
Um dos pontos mais difíceis a ser conquistado na frente dos Apeninos e, que deveria ser conquistado era a pequena cidade de Montese, localizada em uma elevação abrupta, com uma alta torre de observação, de onde se podia ver todo o campo a sua volta. Ela era cercada por montanhas um pouco mais baixas, e muito bem guarnecida pelo exército alemão, o que a tornava um alvo inexpugnável.
No dia 14 de Abril de 1944, o 11º RI se encontrava em posição de ataque, tendo sido designado ao Aspirante Francisco Mega minar a forte resistência alemã, nas proximidades de Serrete, ao pé de Montese. Ao chegarem ao local encontraram forte resistência, que os atacou com todo o tipo de armas disponíveis, provocando inúmeras baixas nas fileiras do pelotão do jovem Francisco Mega, mas este não se abatia de jeito nenhum, encorajando aos seus comandados a avançar, dando-lhes o exemplo.
Os homens seguiam avançando, a uma distância de aproximadamente 200 metros, quando ouviram o silvo de uma granada, e rapidamente todos se jogaram ao chão. Passado o susto, se puseram de pé para seguir a progressão, quando se deram conta que seu comandante estava ferido. Do seu peito jorrava o sangue do soldado brasileiro. Pararam atônitos, como se todos estivessem feridos.
– O que vocês estão olhando? Por que pararam? – perguntou o Aspirante Mega aos seus soldados. – A guerra é lá na frente. Minha morte não significa nada! Avancem, vamos, continuem a lutar!
Seu ordenança já estava amparando-o, pois suas forças se esvaiam rapidamente.
Não havia mais possibilidade de salvá-lo, pois os estilhaços estavam encravados por todo o seu corpo. Só restava uma vontade muito grande de transmitir suas últimas ordens. Chamou o Sargento e perguntou-lhe se ele está ciente das ordens e dá-lhe instruções para prosseguir, e o pede para mostrar-lhe o seu mapa, pois o seu estava coberto de sangue, e imediatamente o transmite as últimas ordens, e lhe pede que não lamentem a sua morte, pois quando eu vim para cá, já sabia que isto poderia ocorrer.
Todo o pelotão o cercava, pois era querido por todos e, nos seus últimos momentos de vida, despediu-se de cada um daqueles bravos, exigindo deles o compromisso de continuarem a atacar, agora sob o comando do Sargento. Então, pediu que tirassem de dentro do seu “fieldjacket” um terço de Nossa Senhora e, com a voz já bem enfraquecida, distribui os seus pertences entre seus comandados, e ao seu Sargento, entregou o seu anel, pedindo que o fizesse chegar ao seu pai, pois nele havia o retrato de sua mãe.
Foi rezando o terço de Nossa Senhora, que a vida do bravo brasileiro foi-se esvaindo, sem dor, clamo, ante o silêncio daqueles que ele havia conduzido nos campos de batalha. O seu exemplo levou à frente ainda com mais garra os seus comandados, e a posição foi conquistada.
Na realidade, o dia 14 de Abril, marcou o início da guerra nos campos da Itália. Tanto o 5º, quanto o 8º exércitos se encontravam concentrados na rota de Bolonha, como se estivessem apostando uma corrida para ver quem chegaria primeiro aos Alpes. Seguiam céleres as tropas dos “Tigres”(1ª de blindados) e os “Cabeça de búfalo”(34ª de blindados).
À direita de nossa tropa estava posicionada os homens muito bem treinados da 10ª Divisão de Montanha, pronta para dar o golpe decisivo na região dos Apeninos. Todo este esquema das tropas americanas estava montado e pronto para entrar em ação, entretanto ela não saiu do lugar.
Só os pracinhas brasileiros, com um pelotão comandado pelo Tenente Iporã avançou e, depois de uma luta ferrenha e sangrenta, conseguiram desalojar os alemães da torre e Montese, que lá estavam espreitando nossas tropas, ceifando muitas vidas brasileiras.
Neste ataque, o Esquadrão de Reconhecimento comandado pelo Capitão Plínio Pitaluga foi imprescindível para a vitória, que avançou com seus carros de combate, assustou os tedescos, que pensavam estar sendo atacados por uma divisão americana.
Sobre a cidade de Monte, neste dia, foram despejadas aproximadamente 15.000 granadas de artilharia de vários calibres, quer aliadas, quer alemãs.
A conquista de Montese é mais uma das belas páginas de glória do 11º Regimento de Infantaria.
- 2º Pelotão à frente da 8ª do 11º RI deixando Montese após vitória contra os alemães
- Patrulha do Tenente Iporan sob fogo inimigo
- Foto do Acervo Pessoal da Família enviada para o BLOG
10 de Abril – Dia da Engenharia Militar do Exército Brasileiro
Com muito orgulho publicamos o artigo enviado pelo Engenheiro Militar, Administrador, Pesquisador da História da FEB e Tenente-Coronel do Exército André Monteiro. Pessoa amiga, cujo valor e a simplicidade só perdem para sua dedicação e serviço a memória da Força Expedicionária Brasileira.
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10 de Abril – Dia da Engenharia Militar do Exército Brasileiro
Permitam-me nesse 10 de abril, dia da Arma de Engenharia do Exército Brasileiro, referenciar os valorosos pracinhas herdeiros de Villagran Cabrita.
O Comandante da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, Marechal Mascarenhas de Moraes, concedeu o seguinte elogio à Engenharia da FEB, publicado no Boletim do dia 4 de fevereiro de 1945:
“A Engenharia da FEB não descansa. São múltiplas suas missões. A construção ou reparação de estradas, muita vez sob o fogo inimigo, que tem cobrado o tributo do generoso sangue brasileiro no soldado da Arma de Engenharia; na organização de zonas minadas, precedendo as posições da Infantaria, portanto sob eficaz alcance das armas inimigas; na limpeza dos eixos de progressão de carros de assalto; na construção de instalações para a tropa ou na organização dos meios de defesa das Armas e do Comando, a Engenharia Brasileira se tem distinguido como essencialmente combatente.
E no seu trabalho diuturno, silencioso e produtivo, sem o menor temor às reações do adversário, por isso que sabe ser indispensável ao desempenho das missões das outras armas, tem uma grande e única preocupação: fazê-lo rápido e perfeito.
Sabe a Engenharia que a rapidez e perfeição se completam, como inseparáveis, para o bom êxito das missões de combate. Sabe a Engenharia que esse bom êxito, que a tem acompanhado desde o início de sua atuação neste Continente e que a acompanhará até o fim, é o resultado da vontade de ser eficiente no conjunto da FEB. É o resultado da feliz atuação de seus comandantes.
Sabe, finalmente, que a vontade, só a vontade, servida por um material moderno e bem manejado, é o elemento essencial à consecução da Vitória do Brasil sobre os usurpadores da Liberdade, cujos clarões alvissareiros já se anunciam ao Mundo, para apontar-lhe o reto caminho da Paz dignificante, da Paz igualitária, da Paz tão ansiosamente aguardada. Soldados da magnífica Engenharia do Brasil, que bem trilhais os belos exemplos de vosso valoroso Patrono – o Gen. Villagran Cabrita! Continuai a produzir como o tendes feito até hoje e a vossa Pátria vos recompensará, com os agradecimentos pela vossa ação!”
A Engenharia do exército Brasileiro sempre conservou seu espírito pioneiro, indômito e desbravador que revelou-se nos brilhantes feitos do 9º Batalhão de Engenharia de Combate na 2ª Guerra Mundial, quando teve a oportunidade de ter sido a 1ª tropa brasileira a ser engajada contra o inimigo. A primeira tropa brasileira a cumprir missão de combate em território italiano foi a 1ª Companhia do 9º Batalhão de Engenharia, comandada pelo Capitão Floriano Möller. Essa companhia, desde o dia 6 de setembro de 1944, vinha operando, ativa e eficientemente, numa das pontes do Rio Arno, às ordens do IV Corpo de Exército.
A Engenharia da Força Expedicionária Brasileira foi incansável na tarefa de deixar abertas ao tráfego as estradas vitais para o desenvolvimento das operações, além de lançar pontes e limpar campos de minas traiçoeiros, dentre outras inúmeras missões.
A Engenharia satisfez plenamente a tudo que lhe foi exigido, indo além de suas possibilidades normais. Imbuídos de grande espírito patriótico, os engenheiros deixavam transparecer seu amor ao Brasil em todos seus atos, como por exemplo o de dar nomes às pontes que construíram: 7 de setembro, Entre Rios, Carioca, Lages, Lagoa Vermelha, Itajubá, Aquidauana, Cachoeira, Curitiba e outros.
André Gustavo de Pinho Monteiro – Tenente-Coronel de Engenharia
Especial: Tomada de Montese – A Batalha Mais Difícil do Exército Brasileiro!
Montese: missão difícil, missão cumprida!*
Nos meandros da finalização da Segunda Guerra Mundial, ainda restavam alguns sacrifícios a serem enfrentados pelos componentes da nossa gloriosa Força Expedicionária Brasileira. Dessa forma desencadeou-se o ataque a Montese entre os dias 14 e 15 de abril de 1945.
O município de Montese ocupa uma vasta área de colinas que faz fronteira com as Províncias de Modena e Bolonha. Possuí numerosos rios, uma rica vegetação, bosques e castanhais antigos que rodeiam os povoados medievais. Era considerada uma região de difícil acesso devido às fortificações alemãs construídas ao longo da Linha Gótica. As tropas alemãs encontravam-se na posse da região de Montese, em posição dominante sobre uma extensa área de colinas, tendo como fronteiras as Províncias de Modena e Bolonha.
Para o cumprimento da missão foi designada a 2ª Companhia do 1º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, sendo planejadas para uma execução eficaz duas fases, quais sejam:
1ª Fase: Missão secundária- Teria início as 09:00 h com o ataque de dois pelotões a dois postos avançados do inimigo. Conforme previsto no planejamento os dois pelotões atacaram os objetivos, com forte reação do inimigo. O 1º Pelotão foi detido pelo forte fogo inimigo, conseguindo conquistar o objetivo algumas horas depois. O 2ª Pelotão foi detido em um campo minado sento castigado pela concentração do fogo de artilharia . Neste ataque, seu comandante foi atingido mortalmente na cabeça. Devido a estes contratempos o objetivo definido para o 2º Pelotão não foi atingido
2ª Fase : Ataque Principal a cidade – Com início às 12:00, também com dois pelotões. Às 11:45, o comandante confirmou a operação, considerado como hora “H” para o ataque principal.
Na hora definida o 1º Pelotão atacou o cume, após vencido 1/3 do percurso, foi atingido por intenso fogo de artilharia (barragem), que acabou cortando o fio do telefone em vários pontos, dificultando o contato entre as equipes. Somados a isto alguns soldados foram atingidos.
Por se tratar de um momento de finalização da guerra houve um subestimação do inimigo por parte, principalmente do exercito norte-americano, pois tanto as tropas de montanha, quanto as tropas blindadas sofreram grande números de baixas, sejam elas por morte ou feridos, com um pequena progressão. Segundo relatos como o do Marechal Floriano de Lima Brayner, chefe do Estado Maior da FEB na Itália, foi uma das maiores concentrações de fogos realizados pelo exercito do III Reich, foram fogos de artilharia, morteiros de infantaria e demais artifícios disponíveis, eram os prelúdios finais de uma guerra sangrenta, porem, os alemães jamais se entregariam sem demonstrar seu preparo e experiência em combate.
O 11 RI, através de suas subunidades dispersas no terreno, com a astucia dos majores comandantes dos três Batalhões, com a valentia dos comandantes de pelotões e destemor de cada componente daquelas pequenas frações aferrados no terreno, fizeram com que mais uma vez o inexperiente soldado brasileiro se destacasse. Mesmo nas piores condições possíveis, a cobra fumava com todo seu vigor, pois foi no calor da batalha que o pracinha brasileiro mostrou sua capacidade de combater.
Destacaram-se comandando seus pelotões Tenente Iporan, que a frente conclamava seus comandados que o seguissem e o Tenente Rauen, que pela sua bravura acabou mortalmente ferido em combate. Não sendo diferentes as atitudes dos sargentos comandantes de Grupo de Combate, dos cabos comandantes de esquadra e dos nobres e valorosos soldados.
Como ainda citado pelo Marechal Floriano de Lima Brayner[1]: “Montese e realmente uma pagina brilhante da Infantaria Brasileira. Reforca a tese que sempre defendi, da capacidade de liderança dos nossos tenentes, auxiliados por bons sargentos. Os soldados olham para eles como par um espelho, durante a ação”.
Os principais combates foram realizados nos dais 14 e 15 de abril, onde houveram grande numero de baixas do exercito norte-americano e brasileiro, porem para haver a consolidação efetiva da região as atividades se prolongaram por mais de cinco dias. A partir daí foi aberto um eixo onde o Esquadrão de Reconhecimento deslocava-se entre Montese-Ranocchio-Bertochi.
Estava consolidado mais um ponto estratégico nos campos de batalha da Itália no cerco contra o Nazifascismo. Mais uma vez saltava aos olhos das tropas aliadas o valor do pracinha brasileiro. A audácia, valentia, destemor, são algumas das características inerentes a verdadeiros heróis, brasileiros que representaram a sociedade brasileira de forma inconteste e que por uma diversidade de interesses e fatores permanecem em campos obscuros da historicidade brasileira.
* Artigo enviado pelo Historiador Alessandro Santos
Bibliografia
O Exército na História do Brasil (vol. III, República). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora.
Böhmler Rudolf , Monte Cassino – Editora Flamboyant, 1966
Marechal Mascarenhas de Morais, Memórias (Volume 1)- Bibliex,1984
RODRIGUES, Agostinho José, Terceiro Batalhão – O Lapa Azul, Rio de Janeiro, BIBLIEX, 1985.
BRAYNER, Floriano de Lima. A verdade sobre a FEB – memórias de um chefe de Estado- Maior na Itália. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
[1] BRAYNER, Floriano de Lima. A verdade sobre a FEB – memórias de um chefe de Estado- Maior na Itália. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. P. 404
- Patrulha Brasileira em Montese
Os Navios Brasileiros Torpedeados – Quinta Parte
O Navio “Gonçalves Dias”, navegava ao sul do Haiti em direção ao Porto de New Orleans, transportando uma carga de café, e por volta das 21h15min do dia 24 de Maio de 1942, quando sentiu-se um forte impacto, do primeiro torpedo e, logo a seguir um segundo torpedo o atingiu. Era um ataque do submarino alemão U-502, sob comando do Capitão Jorger Von Rodsentiel.
Com o impacto o geradores de energia se desligaram, impossibilitando qualquer pedido de socorro feito via rádio. Apenas duas baleeiras estavam em condições de entrar na água e, nelas embarcaram os 44 sobreviventes e quando procuravam afastar-se o mais rapidamente da embarcação que afundava rapidamente, viram surgir primeiro a torre e depois todo o submarino a cerca de 30 metros de distância. Posteriormente, quatro homens de aparência alemã surgiram no passadiço, e um deles falando em inglês com forte sotaque alemão, procurou saber qual a nacionalidade do navio, sua procedência e porto de destino, e depois de confabularem entre si, indicaram a direção da terra e se foram. Faziam parte da tripulação 52 homens, dos quais 6 vieram a falecer.
O Navio “Alegrete” já alcançara Santa lúcia, nas Antilhas e acabara de transpor o farol de Moule Chique, quando o seu Comandante Gomes de Souza pensou ter avistado o periscópio de um submarino, e chamou rapidamente o rádio telegrafista para comprovar mas este, entretanto ele nada pôde constatar. Eram 13h30min de 1º de Junho e, por volta das 17 horas o comandante se encontrava na cabine, recebendo a comunicação que a pouco tempo atrás, um outro navio brasileiro havia sido atingido por um torpedo, quando foi sentido um violento impacto e, imediatamente ele enviou o sinal de SOS e ao mesmo tempo, destruiu todos os códigos de cifras do Estado Maior da Armada, bem como as instruções que recebera em Belém do Navy Control.
Mandou descer as quatro baleeiras e nelas se acomodaram os 64 tripulantes e, o navio foi deixado com todas as luzes acesas. Duas horas depois do ataque, quando já anoitecera, os náufragos viram a embarcação receber 18 tiros de canhão, além do impacto de mais dois torpedos.
O comandante do submarino U-156, o Capitão Hartersteis não se contentou apenas em torpedeá-lo, mandou destruí-lo a tiros.
Segundo os arquivos da Marinha alemã, e a relação do almirante britânico, mais dois navios brasileiros foram postos a pique pelo submarino alemão U-159, que estava sob o comando do Capitão Witte. Um destes foi o Navio “Paracuri”, que transportava 64 tripulantes, que felizmente, escaparam ilesos. A outra embarcação não foi identificada, mas ambos foram afundados no Atlântico Norte.
O Navio “Pedrinhas” pertencia à Companhia de Comércio de Pernambuco, pesava 3.666 toneladas e, quando navegava do Porto do Recife, com destino à cidade de Nova Iorque, sob comando de Ernesto Mamede Vidal. No dia 26 de Junho, quando se localizava a 23º07N e 62º06W, frente a Porto Rico, recebeu o impacto do torpedo que partiu do submarino U-203, comandado pelo capitão Rudolf Mutzelburg.
A tripulação era composta por 48 homens, e a guarnição da peça de artilharia da Marinha de Guerra, que salvaram-se ao chegar na costa de Porto Rico.
O Comandante José martins, do Navio “Tamandaré”, recebeu a informação de que a zona que teria de navegar estava infestada de submarinos e decidiu, portanto, alterar sua rota. Ele navegava tranquilamente, quando foi informado da presença de um submarino nazista avariado, que havia submergido.
Ao verificar a rota do inimigo, achou que poderia enfrentá-lo com a artilharia de bordo e, fez os cálculos e preparou-se para o ataque. Atirou várias vezes, mas o inimigo, com manobras rápidas se defendeu, e durante a noite preparou o contra ataque para iniciá-lo no dia 26 de Junho, às 02h10min o U-66, sob comando do Capitão Frederich Markworth, lançou um torpedo que atingiu em cheio a embarcação brasileira. Vale ressaltar que este submarino era bem menor do que o que foi atacado pelo Navio “Tamandaré”, que tinha uma tripulação de 52 homens, dos quais 4 morreram.
Montese – A Batalha mais Sangrenta do Exército Brasileiro desde a Guerra do Paraguai.
Muito se fala em Monte Castelo. Óbvio, já que esse bastião se perpetuou no imaginário dos brasileiros pelos insucessos, e abateu o moral da FEB durante meses a fio. Mas, outra dura e violenta batalha ainda estava por vir.
No início de março de 1945, o Supremo Comando Aliado no Teatro de Operações do Mediterrâneo já preparava a chamada Ofensiva da Primavera, que seria o golpe final desferido contra as forças alemães nesse Teatro de Operações. Esse último golpe, consistia romper a Linha Gótica, no centro, e ganhar o vale do rio Pó, na direção de Bolonha.Todos os Exércitos aliados na Itália estariam empregados nessa ofensiva. Para tanto, coube como missão a Divisão Expedicionária Brasileira os seguintes termos ajustados em 07 de abril:
11º RI – Conservando suas atuais posições e mediante ordem da 1ª DIE (Divisão de Infantaria Expedicionária), deverá apoderar-se, na jornada do dia 14, na região de Montese – 888 – Montello. Aproveitando esta progressão, ocupar a região de 747, de maneira a ligar-se com as de Montese e 931 (NW de Monteforte).
Para facilitar a leitura segue abaixo um resumo da missão do 11º Regimento de Infantaria: o Regimento de São João Del Rey deveria a partir de seu ponto inicial, tomar a posição entre Montello e Montese e se dirigir a região de MonteForte, fazendo a ligação com outras tropas do dispositivo ofensivo.
Isso é apenas uma pequena parcela do dispositivo que seria formado.
Levando em consideração que os aliados não acreditavam em uma resistência tenaz dos defensores, dada às condições da guerra aquela altura, esperava-se, até certo ponto, uma facilidade das tropas nas conquistas territoriais. Infelizmente não foi isso que aconteceu! Os alemães resistiram à ofensiva com artilharia, infantaria, minas e morteiros até o último metro de terreno. Baixas significativas foram sentidas, não só nas tropas brasileiras, mas em todos os setores aliados. Em Montese 189 cidadãos italianos da pequena cidade, morreram durante os combates; das 1121 casas existentes, 833 foram destruídas.
Bravos soldados brasileiros tombaram em Montese. Sargento Wolf, Aspirante Mega e Tenente Ary Rauen são apenas alguns nomes dos mais destacados soldados brasileiros que deram sua vida naquela ação. As tropas brasileiras sofreram entre os dias 14 e 16 de abril aproximadamente 450 baixas entre mortos e feridos.
A partir de hoje, até o dia 16 de abril, data final da vitória brasileira, vamos publicar um especial completo sobre A TOMADA DE MONTESE. Para que possamos vislumbrar esse episódio marcante na vida dos soldados da Força Expedicionária Brasileira.
Agradeço desde já a colaboração inestimável dos amigos e pesquisadores Rigoberto Souza Júnior e Alessandro Santos que irão colaborar nessa pesquisa, para que possamos apresentar os fatos históricos de forma fácil e na fidelidade desejada pelos nossos leitores.
- Entrada do Castelo de Montese – 1890
- Militares brasileiros fazem varredura em Montese após combate
- Montese – Igreja e Torre detruídas após bombardeio de 1945
- Montese – vista panorâmica – anos 70
- Montese 1945 após bombardeio neste local passava a Linha Gótica
- Montese destruída pela fogo alemão e aliado
- Montese em meados do século passado
- Patrulha da FEB na região entre Montese e Fanano antes do ataque final
- Piazza della Repubblica em 1910
- Vista parcial de Montese após ataque
Fotos Engraçadas e Sem Noção da Guerra – Parte III
A sequência da série mais sem noção da Segunda Guerra. Quando você pensa que já viu de tudo nessa guerra está completamente enganado, pois tinha muito soldado louco e sem noção em todos os fronts.
- O que esse cara do lado esquerdo tá fazendo?
- Crianças na guerra tudo bem, mas não vamos exagerar…
- Soldado se ferra
- O Poder, a atenção e Força e a…Preguiça do soldado alemão.
- Nem lava-jato resolve
- Ele precisa disso sem está no avião?
- Caramba esse apoio da metralhadora é muito bom!
Continuem votando:
Promoção dos 500 mil acessos – ABRIL ESPECIAL
Promoção dos 500 mil acessos – ABRIL ESPECIAL
Para comemorar o BLOG irá presentear CINCO dos seus internautas que participarem da enquete abaixo, com os seguintes prêmios:
1. Coleção da Segunda Guerra Battefield – Editora Abril
2. Enciclopédia Sobre a Segunda Guerra – Edição RARA da Década de 60 – Editora Primor.
3. Camisa Estilizada da Segunda Guerra
4. Caneca Personalizada
5. DVD – The Longest Day (O Dia Mais Longo) – Filme de 1962 sobre o Dia D .
Como participar? Vote no enquente abaixo e faça um comentário explicando os motivos de sua escolheu ou mande um email para blogchicomiranda@gmail.com dando sua resposta.
No dia 20 de abril, vamos encerrar as votações e o 05 posts mais votados serão republicados, e quem votou neles e deixou o comentário vamos realizar um sorteio entre os participantes, informando por email o resultado e enviaremos para o endereço dos ganhadores a premiação.
Podem votar quantas vezes quiserem, contudo só concorrerá aqueles que deixarem seus comentários ou enviarem emails.
No Enquete há a opção de colcoar o POST que não está na opção de resposta. Então é só procurar no BLOG o post que você mais gostou e colocar o título dele na resposta.
Divulguem e votem!
MEIO MILHÃO DE ACESSOS – ABRIL ESPECIAL
No dia 18 de setembro do ano publicamos um POST especial quando o BLOG atingiu 100 mil acessos. Seis meses depois vamos alcançar uma nova MARCA:
MEIO MILHÃO DE ACESSOS
O cultivo da História. Essa ciência desvalorizada é, muitas vezes, usada de forma leviana e cheia de tendências e recheada de interpretações ideológicas que deturpam o fato histórico, tornando-o um instrumento para cultivar ódio e velhos pensamentos na cabeça de jovens. Esse espaço sempre esteve aberto para o que há de mais importante, o livre pensamento, desde que haja argumentos fundamentados nas boas práticas da interpretação histórica. Sem racismo ideológico, sem perseguição a perdedores ou exaltação a vencedores. A História é isso! É estudo puro e simples, e uma interpretação baseada em fatos e não em suposições ideológicas.
Acredito que a missão está sendo cumprida. Em meio a um público exigente e de qualidade impressionante. Qualquer publicação que suscite dúvida, um email imediatamente chega e minha caixa postal, questionando a publicação. Não meus amigos, não é fácil manter esse BLOG; não é fácil, nas limitações que o cotidiano exige, buscar, pesquisar e pesquisar para sempre vislumbrar os acontecimentos da Segunda Guerra e a participação da Força Expedicionária Brasileira de forma que todos compreendam a importância desde acontecimentos para História da Humanidade e a do Brasil, respectivamente.
Evidentemente não poderia deixar de mencionar os colaboradores do BLOG: Rigoberto Souza Júnior e Alessandro Santos, amigos e consultores para vários assuntos relacionados à FEB, com certeza sem o apoio desses guerreiros a missão seria muito mais árdua. A Chico Bendl que já se transformou em colaborador, inclusive enviando artigo para publicação. Aos nossos amigos que fazem referência do BLOG em outros sites ou permitem que seja publicado os posts: ao pessoal da WebKits, principalmente Márcio Pinho (caricaturista); Portal da FEB na pessoa de Derek, outro guerreiro; pessoal das Comunidades do Orkut e Facebook! A Todos Obrigado.
A TODOS os mais de 500 comentários que geraram boas discussões, troca de ideias e abriu novos laços de amizade.
Guerras das Malvinas – A Mais Desnecessária das Guerras
As ilhas Malvinas, arquipélago situado a cerca de 500 quilômetros da costa argentina, foi palco de uma dais mais curtas, sangrentas e desnecessárias guerras que aconteceram no século XX. A região foi ocupada pelos britânicos desde o século XIX e integrava uma parcela mínima dos vastos territórios que compunham o imenso império britânico. Após a Segunda Guerra, mesmo com o processo de descolonização, a região sul americana se manteve sob a tutela inglesa.
Chegada a década de 1980, com quase um século de dominação britânica no arquipélago, a ditadura militar que controlava a Argentina decidiu promover um plano de controle sobre o território. É importante ressaltar que nessa época, a ditadura argentina – então comandada pelo general Galtieri – se via pressionada pelos problemas sociais e econômicos que colocavam a população contra o governo. Dessa maneira, o plano seria uma forma desesperada de recuperar a imagem do governo por meio da guerra.
Um pouco antes do começo da guerra, o alto comando do governo argentino elaborou a Operação Rosário como forma de planejar as estratégias empregadas por suas forças militares. Paralelamente, no plano político internacional, os argentinos acreditavam que teriam o apoio dos Estados Unidos para reaver o território das Malvinas ou que os ingleses iriam abrir mão da ilha por meio de uma rápida negociação diplomática. No entanto, os planos do governo Galtieri não saíram como o esperado.
Em março de 1982, uma frota de navios mercantes escoltada por embarcações militares começou a rondar o arquipélago. Desconfiando daquela estranha manobra, as forças britânicas que zelavam pela proteção da ilha exigiram que aquelas embarcações se afastassem imediatamente do território inglês. Essa pequena indisposição acabou servindo de pretexto para que as forças argentinas declarassem guerra à Inglaterra realizando a invasão das Malvinas no dia 2 de abril daquele mesmo ano.
O conflito nas Malvinas, apesar de sua pequena extensão territorial, exigia que as forças militares envolvidas estivessem preparadas para enfrentar o clima hostil marcado por nevadas e chuvas constantes. A primeira invasão realizada pelos argentinos foi vitoriosa e resultou no controle de Port Stanley, que, com a conquista, mudaram o nome da cidade para Puerto Argentino. Enquanto o regime propagandeava sua vitória na mídia, os ingleses tentaram negociar uma retirada pacífica dos militares argentinos.
Mediante a negativa do governo Galtieri, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher ordenou a preparação das forças britânicas para um conflito contra os argentinos. A evidente superioridade bélica inglesa poderia antever o resultado deste conflito. Após uma fase de relativo equilíbrio entre as forças militares envolvidas na guerra, o lado britânico colocou em ação a chamada Operação Sutton, enviando um grande número de armas e fuzileiros para participar da guerra.
Aproveitando dos acidentes geográficos que tomavam todo o arquipélago, os argentinos organizaram um contra-ataque aéreo comandado pela Fuerza Aérea Sur. Utilizando de mísseis Exocet, os argentinos conseguiram abater duas embarcações britânicas. Apesar disso, as maiores derrotas argentinas aconteceram em terra, quando os britânicos não tiveram maiores dificuldades para vencer um exército numeroso, porém extremamente mal preparado.
Em pouco tempo, os ingleses organizaram um cerco à cidade de Port Stanley. A vitória dos ingleses aconteceu durante o mês de junho de 1982. A falta de armamentos potentes e o preparo tático dos ingleses impeliram as tropas argentinas a se entregarem sem oferecer maior resistência. No dia 14 de junho de 1982, a Inglaterra tinha finalmente restabelecido sua hegemonia sobre as Ilhas Falkland, nome oficialmente dado pelos ingleses à região.
Após o conflito, a galopante crise inflacionária – que então batia na casa dos 600% ao ano – e os movimentos populares contra a repressão militar causaram a queda da ditadura argentina. Em um brusco processo de redemocratização, os argentinos depuseram Galtieri e, no ano seguinte, realizaram as eleições que levaram Raúl Alfonsín ao poder. Na Inglaterra, o conflito fortaleceu a imagem política de Margaret Thatcher, que conseguiu se reeleger como primeira-ministra.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
- Argentino nas Malvinas
- Soldado Britânico
A Segunda Guerra e Seus Fronts em 70 Fotos.
Hitler elencou em sua obra literária os motivos da Alemanha ter perdido a Grande Guerra. Uma de suas colocações pesava exatamente no fato dos germânicos lutarem em dois fronts. Quando eclodiu a Segunda Guerra, Hitler chegou a lutar em vários fronts ao mesmo tempo. Enquanto permanecia na ofensiva soviética, trabalhava rigorosamente para manter a África com o seu general mais famoso. Ainda temos que contar com a Batalha do Atlântico e o bloqueio naval a Inglaterra, além, claro da já perdida Batalha sobre a Inglaterra. Ora, se todos esses fronts fossem reduzidos à importância de campanhas controladas e intensas, o resultado da guerra seria diferente? Bem, não queremos cogitar, mas com certeza sua estratégia poderia ser vencedora se tivesse mantido os territórios conquistados até 1942. O que podemos afirmar é que a luta em ambientes tão diferentes e completamente distantes um dos outro, nos releva um registro nunca visto antes na História das Guerras, e por isso essa se tornou Mundial, por ser travada em terrenos e climas que tornavam as batalhas com soldados especializados em determinada circunstâncias de combate.
Vamos mostra TODOS os fronts nas 70 FOTOS que contam a Segunda Guerra
- A Itália – A Chegada
- Ofensiva Aérea
- O Pacífico
- Frio Extremo da Frente Soviética
- Deserto da África
GRAF ZEPPELIN – Da Propaganda Nazista ao Esquecimento Histórico!
O Graf Zeppelin tinha 213 m de comprimento, 5 motores, transportava 20 passageiros e cerca de 45 tripulantes e um volume de 105.000 m³, sendo o maior dirigível da história até a data de sua construção em 1.928.
Sua estrutura era baseada numa carcaça de alumínio, revestida por uma tela recoberta por lona de algodão, pintada com tinta prata, para refletir o calor.
Dentro, existiam 60 pequenos balões com gás hidrogênio, juntamente com os 5 motores Maybach, de 12 cilindros, desenvolvendo até 550 HP (máximo) cada, alimentados com um combustível leve, o Blau Gas (gás azul = H²) e gasolina, que o mantinham no ar, a uma velocidade de até 128 km por hora. Tinha capacidade de carga para até 62 toneladas.
O primeiro vôo aconteceu em 1.928, ligando Frankfurt a Nova York, e durou 112 horas.
Em 29 de agosto de 1.929, comandado por Hugo Eckener, completou o primeiro voo em redor do mundo ao aterrar em Lakehurst, Nova Jersey, nos Estados Unidos da América.
Essa famosa epopeia ao redor do mundo durou 21 dias, iniciada em 8 de Agosto, durante os quais percorreu 34.600 km.
Saindo da Estação Aeronaval de Lakehurst , estado de Nova Jersey, nos EUA, atravessou o Oceano Atlântico e fez a sua primeira escala em Friedrichshafen, na Alemanha, depois pela Europa, sobrevoou os Montes Urais e atravessou a Sibéria até alcançar Tokio, onde fez escala. Posteriormente pelo Oceano Pacífico rumo ao Estados Unidos e, em 26 de Agosto, depois de 79 horas e 22 minutos de navegação, aterrou em Los Angeles, Califórnia.
Finalmente, em 29 de Agosto, regressou à Estação Aeronaval de Lakehurst, seu ponto de partida.
O Graf Zeppelin oferecia grande conforto.
Apenas 35 lugares eram disponíveis, e normalmente a lotação não ultrapassava 20 passageiros. A aeronave era bastante estável, devido ao seu tamanho. Os passageiros dispunham de cabines duplas, com beliches, sala de estar e de jantar, e até um salão para fumar, cuidadosamente isolado para não incendiar o perigoso e inflamável gás de sustentação da aeronave, o hidrogênio. Exceto no salão de fumar, era proibido o uso de cigarros, charutos e cachimbos em qualquer lugar do dirigível. Os passageiros eram revistados no embarque, e o porte de isqueiros e fósforos era rigorosamente proibido. Os isqueiros do salão de fumar eram presos por correntes à mesa.
Infelizmente, apenas 14 meses depois da novidade ter chegado ao Brasil (1.936), o Hindenburg acidentou-se em Lakehurst, New Jersey, nos Estados Unidos. Pouco antes de pousar, a aeronave incendiou-se, por motivos até hoje não esclarecidos, no dia 6 de maio de 1.937. não fica descartada a hipótese de uma manobra criminosa…
61 tripulantes e 36 passageiros estavam a bordo. Desses, 13 passageiros e 22 tripulantes faleceram, além de uma pessoa no solo. Essas 36 vítimas encerraram definitivamente a carreira dos dirigíveis Zeppelin. Foi o fim de uma era. Apenas um mês depois, o Graf Zeppelin foi retirado de serviço.
O dirigível-irmão do Hindenburg, o LZ-130 Graf Zeppelin II, já concluído, nunca chegou a entrar em serviço ativo.
Depois de passar alguns anos em um museu, ambos foram desmontados em 1.940, para aproveitamento do seu alumínio em aviões militares, por ordem do Marechal do Reich Hermann Goering.
Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin (1.838 – 1.917) Ferdinand Graf von Zeppelin, Graf Zeppelin ou Barão Zeppelin nasceu em Konstanz, Grão Ducaco de Baden (hoje parte de Baden-Württemberg, Alemanha). General alemão e construtor de aeronaves; fundou a Zeppelin Airship company, construtora dos famosos dirigíveis Zeppelin.
Dr. Hugo Eckener (1868 – 1954) era o chefe do Luftschiffbau Zeppelin nos anos da inter-guerra, sendo comandante do famoso Graf Zeppelin em muitos de seus voos, incluindo o primeiro voo tripulado ao redor do mundo, fazendo-o o comandante mais bem sucedido da história da aeronáutica.
Viajar no Zeppelin era um luxo permitido para poucas pessoas. A passagem para a Alemanha era muito cara, algo equivalente a 10 mil Euros atuais (2.011). O trecho doméstico entre o Rio e Recife também era caro, e poucos lugares eram disponíveis. A viagem entre o Rio e a Alemanha durava 5 dias. 2 dias eram necessários para a travessia do Atlântico. A velocidade máxima era de 128 Km/h, muito mais rápida que a velocidade dos navios de passageiros da época, que variava entre 25 e 40 Km/h.
A temporada de 1.936 dos dirigíveis alemães foi marcada pelo primeiro voo comercial do D-LZ129 Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin. Esse voo inaugural, comandado por Lehmann, foi feito para o Brasil, e decolou para o Rio de Janeiro em 31 março de 1.936.
A grande maioria dos voos do Graf Zeppelin para o Brasil foi comandada por Hugo Eckener. Este, que além de pilotar, também foi um dos construtores dos dirigíveis alemães, acabou excluído dos últimos voos dos Zeppelins, como vimos, especialmente os do Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin, por sua insistente oposição ao uso das aeronaves como propaganda para o regime nazista. Foi substituído por Ernst Lehmann, um aviador pró-nazista que acabou falecendo no desastre do Hindenburg, em maio de 1.937.
O Graf Zeppelin completou, no total, 147 vôos ao Brasil (sendo 64 transatlânticos) entre os 590 vôos da sua longa carreira de 17.177, 48 horas de vôo, em nove anos de operação (1.928-1.937), o que tornou-o o mais bem sucedido dirigível da história da aviação. Foi uma fantástica e impecável carreira para uma aeronave que foi projetada e construída como protótipo, mas que, de tão perfeita, acabou sendo colocada em serviço.
Transportou um total de 34 mil passageiros, 30 ton de carga, incluindo 2 aeronaves de pequeno porte e um carro, e 39.219 malas postais, com total segurança e sem acidentes.
Passados 75 anos, pouca coisa resta da história dos Zeppelins no Brasil. A maior e mais notável é o hangar de Santa Cruz, ainda intacto e em uso pela Força Aérea Brasileira. Não é o último hangar de Zeppelins ainda existente, como reza a lenda, pois o hangar de Lakehurst ainda permanece igualmente intacto.
Em Recife, ainda resta, relativamente intacta, a torre de atracação de Jiquiá.
O Museu Aeroespacial, do Rio de Janeiro, tem em seu acervo uma das hélices de madeira do Graf Zeppelin e alguns pedaços de tela rasgada, resultado de trabalhos de manutenção, e nada mais.

Nesta fantástica foto de Ferreira Júnior, de propriedade de seu afilhado Sidney Paredes vemos o momento de desembarque dos passageiros do dirigível Graf Zeppelin na base aérea de Santa Cruz.
- Chamada para o Embarque
- Conforto
- Cabines
- Restaurante
- O início do FIM do Zeppelin
- Acidente do Hindenburgo
- Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin
- Dr. Hugo Eckener
- Nesta fantástica foto de Ferreira Júnior, de propriedade de seu afilhado Sidney Paredes vemos o momento de desembarque dos passageiros do dirigível Graf Zeppelin na base aérea de Santa Cruz.
- Última Torre do Mundo do Zeppelin – Recife
- Passagem por Recife
- Instrumento de Propaganda Nazi
Enviada por email segundo os Crétidos abaixo:
FORMATAÇÃO: MENSAGEIRO DA PAZ
TEXTO: NET + comentários
IMAGENS: NET + Arquivo
DATA: 09 – 02 – 2.012





















































































































































































































































































































































