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O Dia da Vitória – Mais Uma Reflexão

No último dia 08 comemoramos o Dia da Vitória. Depois de 68 anos parece algo tão distante para o povo brasileiro quanto qualquer outro evento perdido no tempo e no espaço. Em Pernambuco a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira se fez representar com quatro veteranos da FEB. Participamos do evento com o Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega. Uma simples, mas significante formatura na 7ª Região Militar / 7ª Divisão de Exército. Em comum com a FEB, a 7ª RM/7ª DE foi comandada pelo General Mascarenhas de Morais no período de 1940 a 1943, do rompimento das relações diplomáticas com a Alemanha até a declaração de guerra.

Quando encerrou a formatura percebi um olhar triste da esposa de um Veterano, não me contive e perguntei se havia algum problema. Ela respondeu que não havia problema, mas que há alguns anos o desfile contava com dezenas de febianos, todos orgulhosos comemorando o Dia da Vitória, e, hoje, apenas quatro desfilavam. Não respondi, apenas concordei com a cabeça. Mas pensei, assim como o Dia da Vitória vai ficando no passado pela consecução dos dias, a vida segue o mesmo rumo, vai seguindo, como um rio segue seu curso, e muitos vão “desembarcando” para ficarem no passado. Muito embora suas vidas sejam motivo de orgulho para aqueles que entendem o sacrifício da geração que presenciou o Dia da Vitória naquele 08 de maio de 1945.

Reflexões sobre o Dia da Vitória – 1945/2014

Quem são os soldados que lutaram na Força Expedicionária Brasileira? Quem são os pracinhas? Se é que alguém sabe o que é um pracinha? Uma geração se ergue no nosso país sem qualquer conhecimento sobre o sacrifício de outras gerações na preservação do mundo como o conhecemos hoje. Sangue brasileiro foi derramado em um passado nem tão distante assim, e quem sabe o que eles fizeram? Desde o fim da guerra não houve qualquer preocupação com os brasileiros que lutaram envergando o Pavilhão Nacional em seu ombro. Preocupação histórica. Quem são esses brasileiros? Quem sabe? A Constituição de 1988 amparou-os, pois antes tarde do que nunca, mas o reconhecimento histórico talvez seja mais importante do que a política de amparo social, portanto quem são os Veteranos da Força Expedicionária Brasileira?  São vivos? Muito não estão entre nós; muitos morreram sem saber que seu país se importava com eles. Muitos deixaram nos campos de Batalha sua juventude e voltaram para o convívio social com o corpo ferido ou com alma ferida, pois a guerra faz isso. Perderam grande parte de sua juventude lutando contra um inimigo não deles, mas de seu país. Lutaram pelo seu país! Quem são os veteranos da FEB? O que eles fizeram? Onde eles estão?

Educadores, pais, cidadãos do Brasil todos são responsáveis pela injustiça acometido aos quase 500 brasileiros que perderam suas vidas e pela amnésia do sacrifício dos mais de vinte e cinco mil paulistas, paranaenses, fluminenses, pernambucanos, mineiros, paraibanos, paraenses, gaúchos, catarinenses e tantos outros estados que cederam seus filhos para lutarem nos campos de batalha da Itália.

Brasileiros, comunistas, pensadores, professores, formadores de opinião e todos os responsáveis por ensinar e aculturar os nossos filhos, esqueçam a ideologia quando explicarem aos mais jovens os motivos das ações do Brasil no contexto político e governamental e seu envolvimento no conflito; esqueçam sua formação política! Apenas expliquem que conterrâneos de seu Estado, mesmo com recursos opacos formaram uma Força Expedicionária de brasileiros, natos, com média de idade abaixo dos vinte anos, lutaram bravamente e cumpriram seu dever com seu país.

Quando perguntarem “Quem são esses pracinhas?” Respondam simplesmente que foram brasileiros que praticaram o que é entoado no Hino Nacional: “Verás que um Filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte…”. Poucos nesse país podem bater no peito e gritar empiricamente, em alta voz, que exerceram de fato essa afirmação.  Eles são soldados brasileiros, soldados do Exército Brasileiro, que em um passado nem tão distante assim, atravessam o oceano para lutarem e morrerem pelo seu país.

No final das contas, a profética frase do Presidente Siqueira Campos foi exercida até o seu último verbo: “À Pátria tudo se deve dar, sem nada exigir em troca, nem mesmo compreensão“. Muitos não entendem isso, pois são movidos por uma ideologia cega e se esquecem do amor por sua terra…Por sua Pátria….A Pátria Amada, Brasil!

Montese: Há 68 Anos Brasileiros Perdiam a Vida Por Esta Cidade!

Sabe que dia é hoje? Não é dia de Futebol! Pelo menos para História do Brasil! Tem ideia de quantos brasileiros foram mortos ou feridos há exatos 68 anos atrás? Mais de 400!! E sabe quem foram eles? Pois é!!

Montese, a mais dura das batalhas para os brasileiros!

A AGO (Ordem Geral de Operações) nº 15, de 12 de abril de 1945, do IV Corpo, determinada à 1ª DIE a seguinte missão: cobrir permanentemente o flanco esquerdo (ocidental) da 10º Divisão de Montanhas, conquistar Montese, explorando o êxito até o corte do Rio Panaro, e ficar em condições de progredir na direção Rocca-Vignola. A conquista de Montese se impunha para permitir o franco avançado da 10º Divisão de Montanha para o norte. A ação teve início às 10h15 de 15 de abril, pelo lançamento de fortes patrulhas sobre objetivos delimitados. Às 13h30 desencadeia-se o ataque propriamente dito. E às 15h o 1º/11 RI (Batalhão Major Lisboa) entrava em Montese apoiado pela 2ª Companhia do 9º Batalhão da Engenharia de Combate. Houve grande e tenaz resistência dos alemães, que à 18h ainda se mantinham em pontos de resistência dentro da cidade. A reação inimiga foi extraordinária. A limpeza total da cidade e a conquista das elevações que a dominavam foram outras verdadeiras ações de combate, que se prolongaram pelos dias 15 e 16 de abril. Para se uma ideia do que foi o combate em Montese, basta cita que sobre aquela cidade somente no dia 15 caíram 3200 granadas de vários calibres da artilharia alemã e que sobre as posições inimigas lá existentes a nossa artilharia fez 9660 disparos. A ação sobre Montese foi exclusivamente brasileira e nela tivemos 426 baixas. A partir de 19 de abril entrava a 1ª DIE francamente na exploração do êxito rumo ao vale do Rio Panaro e por ele a planície do vale do Rio Pó em extraordinário lances diários que chegaram a alcançar 80km.

Relato do Tenente Iporan

Eram 12 horas e estávamos bastante preocupados com a possibilidade de recebermos tiros pela retaguarda vindos de Montaurigola. Saímos para o ataque. Mal o pelotão transpôs em linha a crista, partiram de Montese foguetes de sinalização com estrelas vermelhas, denunciando nosso ataque.

A tropa ultrapassou os pontos mais elevados com grande rapidez, facilitada em muito pelo terreno íngreme. Após o pelotão ter vencido um terço da elevação, sua retaguarda foi batida por densa e compacta barragem de artilharia, que cortou o fio telefônico em vários ponto e colocou fora de combate um soldado da equipe de minas e outro da Saúde. No terço inferior da elevação, aproveitando-se de uma estrada carroçável, que oferecia boa proteção, o pelotão reajustou o sei dispositivo e lançou à frente o 3º Grupo de Combate (Sargento Celso Racioppi); os outros GCs apoiaram o avanço trocando tiros dispersos com as primeiras resistências inimigas, mal definidas no terreno.

O 3º Grupo, após um pequeno deslocamento, para e assinala a existência de minas. O comandante do pelotão, ao chegar no ponto assinalado pelo sargento, constatou, com satisfação, que não se tratava de um campo minado e sim de boody-trap (armadilhas) ligadas a minas antipessoais. Neutralizamos as minas, pois conhecíamos o manuseio daqueles artefatos. Mandamos o 3º G.C. continuar a progressão, ao mesmo tempo em que determinamos o avanço do 2º G.C. (Sargento José Matias Júnior), passando a marchar com este.

O grupo mais avançado começou a galgar as elevações de Montese, favorecido pelo terreno, que assemelhava-se a grandes escadas; ao chegar ao topo, o grupo foi detido por fogos oriundos das residências colocadas na frente de uma casa de grande porte. Juntamo-nos ao grupo para estudarmos a situação e constatamos que as posições inimigas estavam a cerca de 150 metros e o espaço que nos separava era formado por uma espécie de bacia, com encostas suaves e vegetação rasteira. Determinamos então ao comandante do G.C manter a posição após o avanço do 2º G.C., que seria empregado à esquerda, enquanto o primeiro G.C. (Sargento Rubens) foi puxado para a frente. Naquela oportunidade, o pelotão tinha perdido toda a ligação com a companhia e o rádio deixou de transmitir devido à distância e ondulações do terreno, e ainda não havíamos conseguido estabelecer nenhuma ligação com o pelotão de Ary Ranen, que deveria estar atuando à direita. Preocupados com a falta de comunicação, enviamos um mensageiro ao comandante da companhia dando ciência de nossa posição e da situação.

O 2º G.C. teve seu avanço sustado por fogos vindos do flanco direito da casa e de duas outras colocadas à esquerda. Sua situação era análoga ao do outro, ou seja, no topo das escadas, separados do inimigo por curtas distâncias, tendo de permeio um terreno limpo. Competia ao comandante do pelotão empregar o último grupamento, mas achamos melhor conservá-lo, pois isso poderia levar à vitória.

Depois de estudarmos detalhadamente o terreno e o inimigo, chegamos à conclusão de que atuando pela esquerda seria melhor, porque os degraus seguiam quase juntos às casas da esquerda. Depois disso, mandamos que o sargento Rubens avançasse como o último G.C.. Para ficarmos com as nossas atenções inteiramente voltadas para a ofensiva deste grupo, determinamos que o segundo-sargento auxiliar Nestor comandasse o apoio de fogos dos detidos em proveito do atacante. Inicialmente a progressão foi feita com relativa facilidade, mas, à proporção que se aproximava as casas, diminuía o seu ímpeto; constatamos, em dado momento, que o ataque estava parado. Resolvemos então impulsioná-lo; deslocamo-nos pra a frente, passando a atuar tal qual um comandante de grupo. O sargento ponderou, achando que o tenente estava fazendo “loucuras”, mas passou a atuar com mais energia e denodo, e avançamos ouvindo o pipocar das granadas de mão dos alemães, que explodiam nas proximidades.

O grupo, com o tenente à frente, quando se aproximava do topo das escadarias do terreno, a cerva de 40 metros das casas, e se preparava para tomar o dispositivo para o ataque recebeu denso bombardeio da nossa Artilharia, que envolveu juntamente com o inimigo. Num relance verificamos que não havia nenhuma baixa e bradamos “Avante às casas!!”.

O grupo atingiu as posições inimigas enquanto não havia se dissipado a fumaça da artilharia. Os alemães permaneceram no fundo de seus abrigos quando as nossas ultrapassavam as suas posições camufladas. Tentaram então reagir, mas foram postos fora de combate. O comandante de pelotão procurou imediatamente reconhecer o terreno em frente e, quando o fazia, foi metralhado de um das janelas laterais da casa grande. Não foi atingido, mas teve a calça chamuscada. Procurou então refúgio no interior da casa. Logo conseguimos restabelecer as ligações pelo rádio com o comandante da companhia, que foi informado que havíamos introduzido uma cunha na defesa adversária, porém, precisávamos de ajuda para manter a posição e que suspendessem o bombardeio que começara momentos antes.

Um úlitmo mensageiro foi enviado pelo Tenente Iporan informava o seu comandante de companhia que havia atingido o seu primeiro objetivo Montese.

Fonte:

Diário de Paisano na Segunda Guerra Mundial – Rudemar Marconi Ramos

Montese, Marco Glorioso de uma Trajetória  – Coronel Adhemar Rivermar de Almeida

A Cavalaria do Brasil na 2ª guerra Mundial

 Segue publicação enviada pelo pesquisador Rigoberto Souza – Vice-presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco.

Um modesto Esquadrão de Reconhecimento teve a honra de representar a Cavalaria de Osório nos combates enfrentados pela Força Expedicionária Brasileira no teatro de Operações da Itália. Seu pequeno efetivo, e seus reduzidos meios de combate não conseguiram ofuscar a bravura que os nossos cavalarianos tem demonstrado, desde as primeiras guerras, onde começou a florescer o espírito de nacionalidade do povo brasileiro.

            A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve no 1º Esquadrão de Reconhecimento, uma unidade à  altura de suas responsabilidades, sendo equipado com carros blindados M-8, de fabricação americana e, que pesavam cerca de 8 toneladas, armados com um canhão de 37 mm e duas metralhadoras, sendo uma anti aérea e, tripulados por 4 homens.

            A nossa Cavalaria atuou nas operações desenvolvidas ao longo do Rio Reno, do Rio Panaro e, ao longo do Vale do Pó, cujo curso transpôs até atingir o sopé dos Alpes, onde ligou-se às Forças Francesas do General Dellatre de Tassigny, que operavam a noroeste da cidade de Turim.

            Entre os mais importantes feitos, destaca-se a tomada da cidade de Montese, que localizava-se nas margens do Rio Panaro, que culminou com a libertação das cidades de Rannocchio, Salto e Berttocchio, além dos combates em Murano-Sul-Panaro, que transcorreram em campos minados e, repletos de armadilhas deixados pelo Exército Alemão. Continuou a sua saga, no ataque à vanguarda inimiga na região de Fornovo-Di-Taro, atingindo seu ápice com a rendição da 148ª Divisão Panzer Alemã e, aos remanescentes da 90ª Divisão Bersaglieri Italiana em Colecchio-Fornovo.

            Seria injusto deixar de vincular a atuação desta Unidade ao seu comando, que foi organizada e levada à guerra pelo Capitão Flávio Franco, ferido logo ao início da Operações, sendo substituído pelo subcomandante 1º tenente Bellarmino Jayme Ribeiro de Mendonça, que foi substituído pelo recém-promovido Capitão Plínio Pitaluga, detentor de uma excepcional inteligência, que soube unir a valentia e liderança.

            Conduziu seus carros de combate pelo difícil e montanhoso terreno italiano e, levou aos seus comandados o seu espírito blindado, que não dava conselhos ao receio e, fez de cada soldado um eterno amigo. Devemos realçar o comportamento e sacrifício do Tenente Amaro Felicíssimo da Silva, subalterno do Esquadrão de Reconhecimento e, primeiro Herói da Arma Blindada do Brasil. Foi enviado em missão delicada e difícil onde, nela encontrou a morte. Em homenagem a este ato de heroísmo, o Exército Brasileiro decidiu colocar o seu nome entre os de Tiradentes e Sampaio, passando esta Unidade a chamar-se Esquadrão Tenente Amaro.

            O General Mascarenhas de Morais, Comandante da FEB, ao citar o Esquadrão de reconhecimento, expressou a suas considerações ao escrever:

“ O 1º Esquadrão de Reconhecimento, confirmou nos campos de batalha da Itália, o acerto e sua escolha como participante da Força Expedicionária Brasileira e, as esplêndidas qualidades do Cavalariano Brasileiro, dirigido por quadros capazes e um Comando eficiente, enérgico e ousado.

Concorreu assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria, fosse reservado um lugar de destaque entre as nações que velarão pela paz vindoura e a futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

            Este post é dedicado ao Cel Pedro Anórbio de Medeiros( PAM ) e ao seu filho Cel Pedro Arnóbio de Medeiros Júnior, exemplo para a nossa Cavalaria.

Causos e Contos da Força Expedicionária Brasileira – IV

O “Nabisco”

O jantar que serviam no navio de transporte de tropas que levava a FEB à Europa era tipicamente brasileiro mas, o almoço era genuinamente americano, cheio de produtos que a maioria dos nossos pracinhas nunca haviam visto ou provado o sabor. No primeiro almoço a bordo, nos serviram um certo “Nabisco Shereddee Wheat”, uma espécie de biscoito de farinha de trigo, que se apresentava sob a forma de um fio enrolado sobre si mesmo, muito seco e duro, parecendo com a forma de palha de aço. Logo surgiram os comentários,não só quanto ao nome “Nabisco”(iniciais da National Biscuit Company), que ficou célebre, tanto com relação ao gosto, como apresentação e o modo de ser comido.

O Doutor Sá Nogueira( 1º Tenente Médico do Batalhão de Saúde), que era médico em São Paulo, atrapalhou-se seriamente com o famoso “Nabisco”. Ao abrir o pacote, deu com o rolo de palha seca e, não teve dúvida, salpicou açúcar e provou. Não gostou. Então, experimentou outra porção com manteiga e sal. Também não aprovou o sabor. Tentou comê-lo puro, enfiando um bocado na boca. Cada vez pior. Quando já estava por desistir de comer esta iguaria, o Capitão  Médico Dr. Álvaro Pais,que já havia estado nos EUA, explicou-lhe que aquele produto deveria ser embebido em leite, que se transformaria em uma papa saborosa.

“A passagem da linha do Equador”

 

Embora a FEB viajasse em um transporte de guerra, um acontecimento foi bastante comemorado por nossos soldados, a passagem pela linha do Equador, que rendeu homenagens ao Rei Netuno, que veio a bordo batizar os seus súditos.

Passava das 2 horas da tarde do dia 27 de Setembro de 1944, quando foi anunciado pelos alto falantes da presença do Rei Netuno e sua corte e, a frente seguia o embaixador de sua majestade( o Capitão de Corveta Paulo Antônio T. Bardy, vestido de pirata) abrindo alas para que os Rei dos Mares, que era outro senão o próprio Comandante Raul Reis. O Major Saldanha da Gama e o Capitão Amador Cisneiros, envoltos nas cortinas dos camarotes dos oficiais e usando perucas feitas de cordas desfiadas, eram o advogado de defesa e o promotor da corte, respectivamente. O Major Médico era o médico de sua Majestade,enquanto o Capelão de bordo era também o sacerdote, além de vários outros oficiais, marinheiros e soldados compunham o restante da corte.

Após os cumprimentos do General Cordeiro de Farias e das “altas autoridades”, houve uma ligeira confusão e, o Rei Netuno se aborreceu e mandou prender várias pessoas, que de imediato foram levados a julgamento, que ao final acabou por absolver todos réus.

Prosseguindo às brincadeiras, vários soldados foram batizados e, em homenagem aos fatos o Comandante do navio mandou distribuir dez maços de cigarro a cada soldado e, aos oficiais foram entregues diplomas, pelos quais adquiriam o direito de serem respeitados por baleias, serpente do mar, golfinhos, tubarões, lagostas e caranguejos, que eles guardaram como recordação desta histórica travessia.

O General Falconiére, que viajava no outro navio, telegrafou ao General Cordeiro de Farias nos seguintes termos: “Cumprimentando pela passagem do Equador, comunico situação e disciplina tropa ótima. Somente os artilheiros de bordo tiveram que ser amarrados em suas camas, com receio de grande choque de encontro à linha do Equador”.

No dia anterior o Comandante Raul Reis havia anunciado que daria um prêmio de cem dólares ao soldado que primeiro avistasse a linha do Equador.

Para mostrar o espírito esportivo que os soldados americanos possuíam em relação à nossa tropa, pode-se citar o boletim de bordo, documento oficial, assinado pelo Comandante e Imediato, que publicou o seguinte:

“Item 2 – Passagem do Equador – avisamos à tropa em geral que amanhã o navio atravessará a linha do Equador. Devem ser tomadas precauções especiais, pois muitas vezes se sente um choque muito violento, podendo até mesmo a hélice embaraçar-se na referida linha, se a passagem não for feita com muito cuidado”.

Texto extraído do Livro “A Epopéia dos Apeninos” de José de Oliveira Ramos

Causos e Contos da Força Expedicionária Brasileira – III

Alguns Causos enviados pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

O 2º Escalão da FEB embarcou no dia 22 de Setembro de 1944, às 12:15 hs, rumo à saída da barra, de onde podia-se vislumbrar sem binóculo o relógio da Central de Brasil.  As lembranças dos entes queridos que ficavam para trás daqueles montes, nos vinham nítidas à memória. Quando voltaríamos a rever essas praias saudosas? Quando voltaríamos a transpor essa barra, de regresso à nossa Pátria querida?

Vários causos podem ser lembrados nesta travessia do Atlântico rumo ao Teatro de Operações da Europa, que relatamos agora:

            “Lá vem peixe – Lá vem tu-tu-tu”

O que chama a atenção no início do trajeto a bordo do General Mann, eram as ordens transmitidas a todo o navio, pelos inúmeros alto falantes, em inglês, para os americanos e, em português para os brasileiros. Estas ordens sempre eram precedidas por um agudo silvo, e os soldados logo aprenderam que depois do apito viria uma novidade, e gritavam: “Lá vem peixe, lá vem peixe!”

Uma das ordens mais comuns era para este ou aquele oficial ou marinheiro telefonar para o telefone 222, terminando as ordens pelo infalível “two, two, two”. Nossa rapaziada achava graça naquela história e gritava: “Lá vem o tu, tu, tu! Olha o tu, tu, tu!”

            “Lixo, lixo!”

Muitos soldados se divertiam na popa do navio, formando duas alas, entre as quais passavam os marinheiros, encarregados de levar o lixo para o depósito. Os pracinhas gritavam: Lixo, lixo! Dizendo outras palavras inventadas, fingindo que falavam inglês.

Os americanos achavam graça e, pensavam que lixo queria dizer; “Abram passagem”, ou coisa parecida. Na volta os próprios americanos vinham gritando também: “lixo, lixo!”

            “Confusões”

Muitas confusões interessantes ocorreram entre brasileiros que não sabiam falar  bem o inglês e americanos que não sabiam falar bem o português.

O dentista do Q.G., o Ten Paulino de Melo, estava comendo um bombom perto de uma americano e, querendo ser educado perguntou-lhe assim: “Want you a good-good?” Ao que o americano lhe respondeu em ótimo português: “Não, obrigado, não gosto de bombom”.

Uma outra foi com o Sgt Enfermeiro Menésio dos Santos, que desejava visitar a enfermaria de bordo. Dirigiu-se à sentinela, com a frase já engatilhada: “Permit I visit the enfermar?” Respondeu-lhe a sentinela, que havia passado vários meses no Rio de Janeiro: “Não pode ser, cai fora!”

Extraído do Livro “A Epopéia dos Apeninos” de José de Oliveira Ramos

A FEB Em Quadrinhos. Muito Legal!

 Achei essa raridade. Muito legal. Isso nos passa a sensação do quanto os pracinhas foram cotejados como heróis. Histórias em quadrinhos que narram a epopeia da Força Expedicionária Brasileira.

 Em tempo: Chega uma explicação do pesquisador Mário Messias:

Estampas foram editadas a partir da década de 20, valendo citar as famosas como Estampas Liebig e Eucalol, da Perfumaria Myrta do Brasil do Rio de janeiro.(exemplos anexos). Houve uma série de Estampas Eucalol que retratava A História da FEB. As estampas da FEB eram do Sabonete Eucalol, três sabonetes em cada caixa com três estampas – e o Creme Dental Eucalol – uma estampa por tubo.

Foram desenhadas por Willy von Paraski e impressas pela Gráfica F. Lanzarra – São Paulo -, Litográfica Rebizzi e Gráfica Mauá, ambas do Rio de Janeiro, e algumas outras menores. Assim, não se editou quadrinhos sobre a FEB, mas sim estampas.

 Fonte: http://www.brasilcult.pro.br/historia/feb/hist01.htm

Major John Buyers Visita a ANVFEB-PE

A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco recebeu a visita do Major Jonh W. Buyers. O veterano da Força Aérea Americana, integrante do 350th Fighter Group, no Teatro de Operações do Mediterrâneo foi o Oficial de Ligação do 1º Grupo de Caça Brasileiro – Senta Pua!

Foi uma honra para os Veteranos e colaboradores da ANVFEB-PE, receber uma lenda viva da trajetória da Força Aérea Brasileira nos campos de Batalha da Itália, sendo testemunha da coragem do aviador brasileiro. Integrante da USFA falou das dificuldades da guerra e de suas experiências pessoais, sempre conversando com os mais jovens, nos agraciou com informações preciosas que não constam em livros, mas apenas nos testemunhos daqueles que fizeram parte desse conflito. Confidenciou que teve o privilégio de conhecer pessoalmente dois grandes brasileiros, o Comandante da Força Expedicionária Brasileira, Marechal Mascarenhas de Morais, e o “Pai da Aviação”, Santos Dumont. Ao contar como conheceu nosso Santos Dumont , se emocionou, e com os olhos cheios de lágrimas, declarou: “Tenho muito orgulho de ter conhecido esse homem!”.

O Major Buyers criou raízes profundas com nosso país, estando neste momento de passagem por Pernambuco. Por isso, a oportunidade de encontra-lo é motivo de orgulho, pois a memória e a bravura de uma geração não podem ser largada ao esquecimento.

Causos e Contos da Força Expedicionária Brasileira – II

 O Amuleto!

Um pracinha do 1º RI, foi escalado para tirar o serviço de sentinela na linha de frente. Quando entrou em forma, o sargento responsável pelo serviço, percebeu que o soldado estava com um sapato feminino pendurado a seu cinto de campanha. Ele chega bem próximo do ouvido do soldado, e começa a falar:

 – Que merda é essa no seu cinto soldado? Tá mudando o uniforme de campanha? Ficou louco? – O sargento fala sem alvoroço.

 O soldado, meio assustado com a reação do sargento, conta o motivo do objeto feminino estranho a uma soldado na guerra.

 – Sargento, esse não é o meu primeiro serviço na linha, e esse sapato é da minha mulher, e me salvou a vida – falando já suspirando.

O sargento com cara de surpresa, arregala os olhos.

–  Salvou sua vida? Como? – pergunta o sargento.

 – É que quando eu sai do Brasil, não houve tempo de me despedir da minha mulher, já que ninguém sabia quando era o embarque, e sempre vinha aqueles cansativos treinamentos de embarque e desembarque, até que entramos no navio e chegamos aqui. Só que como eu moro próximo da Estação do trem que passamos para o porto, consegui ver minha mulher no caminho e ela me viu. Claro, a gente só se viu a distância, então ela pegou esse sapato e jogou e mim, gritando para que eu levasse o sapato comigo o tempo todo, para lembra dela. E eu sempre fiz isso. No meu último serviço na linha, eu estava guardando uma estrada, protegido por sacos de areia em cima de um pequeno morro. A noite, peguei o sapato para matar um pouquinho a saudade. Só que o sapato escorregou da minha mão e caiu no sopé do morro, fiquei com medo de ir buscá-lo, mas resolvi descer, não podia perder a única lembrança da minha mulher, e se eu voltar para o Brasil sem isso, vai dar merda pro meu lado. Assim que desci, e peguei o sapato, explodiu um granada de artilharia no meu posto, tudo foi pelos ares! Se não fosse o sapato eu não estaria aqui hoje, tinha explodido no meu posto. Portanto, o senhor pode me prender, mas esse sapato vai ficar exatamente onde está! – Fala decididamente

O sargento não pergunta mais nada, bate no ombro do soldado e leva o grupamento para o serviço na linha.

O brasileiro amigo da artilharia inimiga

O Sargento Rigoberto contou que certa vez, que a sua companhia estava sofrendo uma barragem de artilharia e todos estavam abrigados. Quando ouvia um dos pracinhas gritando cada vez que um projétil de artilharia passava por suas cabeças.

 “Alta demais…baixa a Alça!” – quando  o projétil passava muito alto.

 E quando o projétil explodia à frente da Companhia ele reclamava com o inimigo.

 – “Foi muito…aumenta a merda da Alça!!”

 A cada tiro, o brasileiro tentava guiar a artilharia alemã. Até que o capitão, comandante da Companhia, resolveu tomar uma decisão:

  – Tirar esse desgraçado da linha, antes que algum alemão que fale português entenda o que ele está falando. – E o soldado foi retirado da linha

 O soldado corajoso para guerra, mas com alguns medos.

Certa vez, uma patrulha do 6º RI , comandado por um sargento, estava atuando próxima a uma pequena vila, quase abandonada. Quando resolveram descansar em uma casa mais afastada de dois andares. Eles resolveram ficar no segundo andar para poder observar o território. O sargento deu ordens para um soldado ficar de sentinela, enquanto o resto do grupamento descansava. A sentinela ficou próxima a uma janela, observando o movimento. Só que a casa tinha um caminho a sua retaguarda, e uma porta que dava acesso direto ao interior da casa. Quando o sargento percebeu, a casa estava com praticamente um pelotão de alemães alojados. Ficar ali, no segundo andar, era perigoso demais, qualquer barulho, chamaria a atenção do pelotão. Então o sargento observou um poste próximo a uma das grandes janelas da casa, e ordenou que os homens pulassem da janela para o poste, e descessem. Já no chão, poderiam se afastar e pedir apoio da nossa artilharia que não estava longe, tudo isso tinha que ser feito sem chamar a atenção do inimigo. Então, todos começaram a pular, um por um, até que ficou apenas o sargento com o soldado Inácio. Soldado considerado um dos mais combativos do regimento, voluntário para patrulhas. O sargento, mandou o Inácio pular, e o bravo soldado ficou estático e só balançava a cabeça – O que foi Inácio? Desce logo essa merda! – xinga o sargento.

 – Não posso sargento, tenho medo de altura! – fala o corajoso guerreiro

 – Como assim medo de altura? Você tá na merda, tá vendo o inimigo lá embaixo não? Pula logo, antes que empurre você pela janela!

 Inácio, se prepara, chega até a janela e volta com lágrimas nos olhos!

 – Sargento, consigo não! Tô quase me mijando de medo dessa altura! – fala já com lágrimas no olhos.

– Inácio, se tu num pular de vez, eu vou pular e deixar você resolver com os tedescos lá de baixo – ameaça o sargento

 Outra tentativa, desta vez Inácio quase escorrega, e se agarra com o sargento, e chora!   Já desesperado, os outros soldados gesticulavam para o sargento. Então ele olha pra baixo:

 – O que é? – Pergunta o desesperado sargento

 Um soldado que conhece o Inácio desde os tempos de escola, diz que Inácio tem mais medo de injeção do que de altura. Então é a solução! O enfermeiro que estava acompanhando a patrulha, jogou o seu estojo e dentro o sargento tirou uma injeção de penicilina, e já falando para o Inácio:

 – O seguinte soldado, você vai pular dessa janela agora, se você voltar aplico essa merda em você – Aponta a seringa para o pobre soldado

Inácio, respira fundo, corre e se joga no poste. A técnica era se jogar com o pé batendo no poste de forma que pudesse cair girando no poste, afim de minimizar o impacto da queda, mas o guerreiro se jogou de pernas abertas! E o poste maltratou profundamente suas partes mais sensíveis, praticamente ficou estatalado, abraçado com o poste alguns segundos, até cair completamente no chão.

 E todos ficaram felizes em ver o pobre Inácio gemendo no chão! Mesmo com todas as dificuldades a patrulha se afasta e aciona a artilharia brasileira, passando as coordenadas da casa com os inimigos.

Tomada de Monte Castelo: 7ª Região Militar Realiza Solenidade Alusiva

No dia de ontem (22/02), a 7ª Região Militar, Região Matias de Albuquerque, realizou solenidade alusiva ao 68º aniversário da Tomada de Monte Castelo, feito da Força Expedicionária Brasileira em 21 de fevereiro de 1945, e o 98º Aniversário deste grande comando.

A 7ª Região é comandada pelo General de Divisão Marcelo Flávio Oliveira Aguiar que não mediu esforços para realizar uma solenidade à altura de nossos Veteranos da FEB e da História da 7ª RM/7ª DE. Vale ressaltar que a Região foi comandada pelo então General Mascarenhas de Morais, entre os anos de 1940 a 1943, sendo um dos grandes comandos que reorganizou a defesa do nordeste brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial.

A solenidade contou com a presença de autoridades civis e militares, dentro eles o antigo comandante do Exército General Francisco Roberto de Albuquerque e o Comandante Militar do Nordeste General Odilson Sampaio Benzi.

Evidentemente, um dos destaques principais da belíssima e emocionante formatura foi à presença de Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, que desfilaram em viaturas de época , seguidos pelo Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega, grupamento composto de integrantes da Associação SEMPRE Polícia do Exército, utilizando réplicas dos uniformes utilizados pelos nossos pracinhas na Segunda Guerra Mundial.

O emocionante desfile perpetrou a máxima reverência aos brasileiros que tentaram nos meses de novembro e dezembro de 1944 a conquista de uma elevação bem defendida, que ceifou a vida de valentes soldados do Exército Brasileiro.

Serie: Causos de Brasileiros na Segunda Guerra Mundial – Parte II

 A pedidos. Vamos mais um vez contar alguns “causos” dos nossos pracinhas. Desta vez, fiz questão de incluir alguns casos que os pracinhas da Regional Pernambuco nos relataram através de depoimento. Alguns casos eu preservo os nomes já que o teor é um pouco…digamos…Forte!

Jeitinho Brasileiro

Quando a 10ª Divisão de Montanha se instalou próximo ao acampamento brasileiro, os nossos pracinhas começaram a sentir a falta de vários objetos de uso pessoal, uniformes e mantimentos. Então os soldados se reuniram e foram falar com o Comandante de Companhia, este, ouvindo as queixas prometeu entrar em contato com o pessoal da 10ª Divisão.

Então lá vai o Capitão brasileiro falar com o Capitão americano sobre os pequenos “desaparecimentos”.

O americano escutou atentamente as ponderações do brasileiro e no final, disse que não iria se preocupar com esse tipo de problema, que estava em zona de guerra, e que, para ele, isso era normal e não deveria ser uma censura para seus homens.

Retornando, o Comandante brasileiro reúne sua Companhia e diz o seguinte:

– Pessoal! Está tudo liberado! Nem o comando americano e nem o brasileiro irão punir qualquer tipo de conduta em relação aos furtos que acontecem entre nossas Unidades.

Algumas semanas depois o Capitão americano pede para falar com o brasileiro.

Pede desculpas pelo mal entendido e leva-o até o pátio onde há três caminhões carregados de todo tipo de objetos pessoais e mais outras coisas. E fala o seguinte:

– Entendemos que erramos quando não nos preocupamos com essa conduta, creio que essa carga supre todo o material desaparecido de sua tropa…Agora, veja se consegue restituir os 05 caminhões, 8 jeeps e um tanque da nossa Companhia.

Da noite para o dia as Companhias brasileiras apareciam com novos veículos com o Cruzeiro do Sul desenhado e tudo, inclusive alguns pracinhas juravam que tinham chegado do Rio de Janeiro de navio com eles desde o início da guerra.

Senha? P…Nenhuma!

O Comando americano sempre enviava senhas e contrassenhas em inglês, e o comando brasileiro, em operações em conjunto, tinha que manter as senhas. Na prática o pracinha não queria saber de senha, que passava a ser os xingamentos.

Conta o sargento Rigoberto do 2º Batalhão do 11º RI, Companhia anti-carros, que posteriormente foi revertida em companhia de fuzileiros. Estava em uma patrulha para detectar um corte na linha de transmissão da companhia. No caminho acabou chegando em  uma casinha, e se instalou por alguns instante ali. Quando viu um grupamento se aproximando, um dos soldados gritou – quem vem lá? A resposta veio da seguinte forma:

Tá me reconhecendo não Filho da p… Manda tua mãe pra cá! Seu filho da p…

Em resposta ele escuta:

 – Tu num tem mãe, pois mãe que manda o filho para a guerra é melhor parir um rolo de arame farpado!

 E assim nossos soldados iam se entendendo do jeito brasileiro de se comunicar!

Soldado de Engenharia que é “Pau pra toda Obra”

 Certa vez o soldado Geraldo recebeu uns dias de descanso em Florença e para lá seguiu. Chegando em um Hotel administrado pelos americanos, foi longo procurando um lugar onde tivesse algumas mulheres para desfrutar suas moedas de ocupação. O militar que o acomodou informou que, para manter a integridade física da tropa, ele tinha que escolher dentre as mulheres escaladas para esse tipo de atividade e que mandaria a escalada em um horário determinado.

Chegando no horário, uma bela senhoria passou a lhe fornecer informações importantes quanto a saúde sexual e sobre a discrição do seu trabalho. Fez recomendações quanto a limpeza e a sua identificação. Depois partiram para o ato sexual.

Ao final, a jovem pediu para que ele esperasse até que viesse um soldado para ajudá-lo no asseio. Mesmo estranhando, ele esperou! Chegou um enfermeiro que iniciou um processo de “higienização” de suas partes íntimas, acompanhado de um banho com produtos farmacológicos misturados na água.

Isso o deixou impressionado e feliz pelo tratamento VIP recebido.

Esse mesmo soldado, ao voltar para sua cidade, no interior de Minas, foi recebido com direito a banda de música, discurso em praça pública ao lado do prefeito e tudo que tinha direito.

Depois das festividades, ele recebeu um convite para ir à noite ao Bordel local. Evidentemente, o nosso vigoroso pracinha não baixou a guarda.

Ao chegar no “baixo meretrício”, a dona do Bordel deixou claro que seria tudo por conta da casa, mas ele tinha que discursar. E lá vai mais um vez nosso eloquente pracinha!

Segundo o próprio, o discurso pátrio no Bordel foi tão fervoroso que no outro dia pela manhã, todos na cidade sabiam o teor do discurso do nosso soldado.

Esse é nosso Veterano “pau para toda obra!”

Causos de Brasileiros na Segunda Guerra Mundial

 Não tem como negar que a característica do povo brasileiro esteve muito presente no Teatro de Operações da Itália. Entre os diversos “causos” há vários relatos, alguns, é verdade, sem a comprovação necessária para tomarmos como verdadeiras. Mas outros realmente encontramos comprovação. Entre tantos relatos, separamos alguns, bastante engraçados.

A Comida Comuflada

Os pracinhas, acostumados às rações reguladas que tinham no Brasil, ficavam surpresos com a abundância servida pelos americanos: carnes, legumes, frutas, uva-passa, sorvetes, mas nem tudo era elogio. Tinha um tal de Pork Lunch (enlatado a base de carne de porco) que eles serviam tantas vezes que todos odiaram – inclusive os americanos. De vez enquanto os cozinheiros punham um molho diferente para enganar o pessoal, mas o primeiro pracinha da fila que via aquela rodela coberta com molho avisava a turma de trás: “Cuidado, pessoal, hoje ela está camuflada!”.

O Ferimento de Neve

No meio de uma saraivada da artilharia alemã, os soldados aprontavam uns com os outros para amenizar o stress do combate como conta o sargento Moacyr Machado Barbosa: “Quando caíam algumas granadas de 88mm, nós jogávamos bolas de neve ou pedra nas costas dos companheiros. Quando o bombardeio acabava, a gente levantava e voltava à normalidade. Aquele que tinha sido atingido pela bola de neve ficava passando a mão no local atingido procurando sangue para ver se tinha sido ferido. Ferimento não dói na hora, só depois. Por isso ficava procurando ferida. Era uma brincadeira de brasileiro”

Tá todo mundo preso!

Numa região onde havia brasileiros, americanos, alemães e italianos indo pra lá e pra cá, só podia acabar em confusão. Certo dia, uma patrulha sob o comando de um sargento gaúcho voltando de uma missão deu de cara com um grupo de alemães. Imediatamente o sargento mandou seus homens cerca-los e desarmá-los. Mas os alemães viam sendo conduzidos como prisioneiros por três americanos. Sendo tantos pracinhas os cercando, os americanos gritaram: -Oh! Brazilian, friends! Mas o sargento não entendia inglês. Não quis saber de conversa foi logo dizendo: – Não tem disso, não! É tudo gringo, vai tudo preso! Só quando chegaram à Companhia é que então se esclareceu quem era “gringo” e que não era.

Bota-fogo!

O Cabo João Batista Moreira, da 5ª Companhia do 11º RI, conta que quando estava na linha de frente o Alto Comando mandou reforço de duas seções de metralhadoras pesadas sob o comando de dois cabos. O 1º RI todo era carioca e as senhas escolhidas do dia foram Flamengo e Botafogo. Informou o Capitão a aproximação de uma patrulha inimiga de 12 a 15 homens. O Capitão mandou esperarem chegar mais perto e desligou. Logo depois tentou contato com a seção de metralhadoras, que não atendeu. Nervoso, o Capitão começou a gritar: “Alô, Botafogo! Botafogo!”. O pracinhas ouviram isso e gritaram para os artilheiros: “O Capitão ordenou: ‘Mete Fogo!’ ‘Mete Fogo!’”. E toda a frente abriu fogo. Quanto mais o Capitão gritava, mais atiravam até que um mensageiro mandou cessar fogo. Então lançaram um very-light que iluminou uma área de 100 metros. Havia apenas um alemão morto, o resto da patrulha fugiu. A confusão gerou telefonemas das companhias e do batalhão querendo saber sobre “o violento ataque alemão…”.

Fontes: Relatos da FEB, História Oral do Exército na Segunda Guerra.

 

O Bravo Oficial R/2 na FEB – Tenente APOLLO MIGUEL REZK

Entre os estudiosos da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, uma argumentação é unânime: A inquestionável bravura dos Oficiais R/2 na Campanha Itália. Para os leigos em assuntos militares, Oficiais/R2 são jovens preparados em Centros de Ensino Militares, tais como CPOR e NPOR, para comandar pelotões em combate. Não é um militar de carreira, mas possui as mesmas prerrogativas e as mesmas funções. A origem do Curso de Formação é de 1927, data em que o Tenente-Coronel Luiz Araújo Correia Lima inaugurou o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro, com o seguinte objetivo: “proporcionar aos jovens universitários a conciliação das atividades acadêmicas com o Serviço Militar Obrigatório” (CNOR – Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil).

Forjados para serem comandantes de fração, os Oficiais R/2 tiveram um papel destacado na Força Expedicionária Brasileira, dos quais participaram 433 tenentes, 12 capitães, seis majores e um tenente-coronel, todos formados no CPOR/RJ.

Dentre esses Oficiais destacamos a participação do 1º Tenente APOLLO MIGUEL REZK, que integrou o 1º Regimento de Infantaria em batalhas como Monte Castello e Lá Serra. Estamos falando, simplesmente, do Oficial mais condecorado na Campanha da Itália: Cruz de Combate de 1ª Classe, Medalha Sangue do Brasil, Medalha de Guerra, Medalha de Campanha, Distinguished Service Cross, Silver Star.

O Tenente Sérgio Monteiro, historiador e presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, entidade máxima do Oficial R/2, é autor do livro “O Resgate do Tenente Apollo”.

Logo após o seu falecimento (1999), o Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil publicou um Boletim Especial sobre o nosso herói, onde o Tenente Sérgio Monteiro inseriu um artigo de sua autoria denominado “O Silêncio do Grande Guerreiro” que foi publicado à época, em vários órgãos da mídia, inclusive na Revista do Exército Brasileiro.

 O dia 21 de janeiro de 1999 será sempre lembrado por todos nós, da ativa ou da reserva, como a data em que a pátria, entristecida, viu partir aquele que se constituiu na realização máxima dos ideais do Ten Cel Correia Lima, patrono dos CPOR.    A Nação Brasileira perdeu um dos seus filhos mais ilustres. O Exército, um dos melhores soldados. A Força Expedicionária Brasileira, o mais destacado combatente. Os Oficiais da Reserva , o seu símbolo.

Nosso primeiro contato com o Maj Apollo foi em 1995, por ocasião do cinqüentenário do término da Segunda Guerra Mundial. Reunimos, num encontro memorável, no quartel do CPOR/RJ, cerca de quarenta oficiais R/2 febianos, presente o Gen Ex Gleuber Vieira, na época, chefe do DEP (Nota DefesaNet – Foi Comandante do Exército 2000-2002) . Entre eles, um desconhecido de todos nós, o Major Apollo.Terminado o evento, fomos procurados pelo saudoso Cel Pinto Homem (também febiano), que, emocionado, nos informou que aquele oficial cego e semiparalítico fora o mais destacado combatente da Força Expedicionária Brasileira. De imediato, nos apaixonamos por sua história. Daí em diante, resgatar o nosso herói das sombras do esquecimento passou a ser prioridade. Missão honrosa, mas difícil, neste país sem memória.

Foram muitas as visitas ao Maj Apollo, os encontros, as conversas e pesquisas. Uma verdadeira corrida contra o tempo que, inexorável, ameaçava nos privar daquela vida preciosa. Conquistamos algumas vitórias: o CPOR/RJ abriu suas portas para o seu filho mais ilustre; fizemos palestras para o Corpo de Alunos sobre a atuação da FEB, na campanha da Itália, com ênfase no destacado desempenho do, então, Ten Apollo; por nossa iniciativa, a revista Manchete e o Noticiário do Exército publicaram matérias sobre o bravo oficial R/2.

Em tocante cerimônia, o Maj Apollo inaugurou, dia 21 de abril de 1998, a nova Sede da Associação dos Ex-Alunos do CPOR/RJ e do Conselho Nacional de Oficiais R/2, que levou o seu nome. Foi pouco, muito pouco, quase nada, para quem tanto engrandeceu a sua pátria com ações plenas de heroísmo e coragem.

Como comandante de pelotão foi notável, sendo várias vezes elogiado pelo comando aliado, no teatro de operações da Itália. Recebeu duas condecorações do Governo americano, sendo que, uma delas, somente foi conferida a poucos combatentes da Segunda Guerra. Foi, também, agraciado com todas as medalhas de Guerra brasileiras. Em 1957, aos 39 anos, viu encerrada a carreira militar ao ser reformado no posto de major, em decorrência do agravamento de um problema nos pés.

A sua folha de alterações é referência para qualquer soldado: 20 anos de serviço ativo sem qualquer nota desabonadora, em meio a inúmeros elogios dos mais importantes chefes militares, brasileiros e estrangeiros.

Após deixar o serviço ativo, desenvolveu algumas atividades civis. Mas, lentamente, foi sendo esquecido por seus companheiros de Armas. Assim o encontramos, em seu lar, num recanto da Tijuca, quarenta anos depois de passar para a reserva.

Nos muitos contatos que tivemos com o Major Apollo, ficamos impressionados com o seu perfil de verdadeiro herói: simples, modesto, atencioso e, até mesmo, conformado com o abandono e as injustiças de que foi alvo. Resignado, acalentava, apenas, o desejo de ser promovido a Tenente Coronel, a exemplo do que ocorreu com vários outros ex-combatentes, que conquistaram a promoção por decisão judicial. Tentou, por via administrativa, mas não conseguiu. Quem sabe, o Exército e o Governo brasileiro, como tardia e derradeira homenagem, reconhecendo seus méritos, concedam-lhe, ainda que em caráter excepcional, a tão sonhada promoção, por merecimento e bravura em combate.

Nossa missão não terminou com o silêncio do grande guerreiro. Seus feitos heróicos precisam ser passados às novas gerações de oficiais R/2. Como um símbolo. Suas ações ultrapassaram os limites da existência física. Elas não mais lhe pertenciam. Na verdade, são páginas gloriosas da História Militar de uma Nação que teima em não cultuar seus heróis.

Quanto a nós, qual pássaros que tentam apagar o incêndio da grande floresta, continuaremos a fazer a nossa parte, tendo como paradigma o saudoso Major Apollo Miguel Rezk, que tão bem soube cumprir o seu dever.

CITAÇÕES

Citação de Combate (tradução) – Medalha “Distinguished Service Cross” (Cruz por Serviços Notáveis) – APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466) – Primeiro Tenente, de Infantaria, da Força Expedicionária Brasileira. Por heroísmo extraordinário na ação de vinte e quatro de fevereiro de mil novecentos e quarenta e cinco, em La Serra, Itália. Foi confiada ao Primeiro Tenente Rezk a missão de comandar o seu Pelotão no ataque e ocupação de La Serra, na frente de determinada resistência inimiga. À despeito de campos de minas desconhecidos, terreno excessivamente difícil e forte oposição, o Primeiro Tenente Rezk conduziu galhardamente os seus homens através uma cortina de fogo de metralhadoras, morteiros e artilharia para assaltar e arrebatar o objetivo inimigo. Embora gravemente ferido quando dirigia o ataque, o Primeiro Tenente Rezk nunca hesitou; pelo contrário, continuando firmemente o avanço. Depois de colocar o seu Pelotão em posição, repeliu três fortes contra-ataques, infligindo pesadas perdas aos alemães pela sua habilidade na direção do tiro. Depois, embora em posição vulnerável ao fogo das casamatas do inimigo circundante e a despeito das bombas que caíam e da gravidade dos seus ferimentos, o Primeiro Tenente Rezk defendeu resolutamente La Serra, contra todas as tentativas fanáticas dos alemães para retomar a posição. Pelo seu heroísmo, comando inspirado e persistente coragem, o Primeiro Tenente Rezk praticou feitos que refletem as mais altas tradições do Serviço Militar. Prestou o serviço militar vindo do Rio de Janeiro. Quartel General do V Exército – Oficial.

Citação de Combate (tradução) – Medalha “Silver Star” (Estrela de Prata) – APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466),  Primeiro Tenente, Infantaria, Força Expedicionária Brasileira. Por bravura em ação, em 12 de dezembro de 1944, em Monte Castelo, Itália. Comandando o seu Pelotão, através de intenso fogo de metralhadoras e morteiros, o Tenente APOLLO chegou até uma posição alemã, assaltou-a e continuou o seu avanço. Chegando a Fornelo, seu Pelotão recebeu intenso fogo de frente, de flanco e da retaguarda, porém o Ten APOLLO tenazmente manteve a posição até ser forçado a se retrair, em virtude de pesadas perdas. O seu bravo comando no combate reflete as elevadas tradições dos Exércitos aliados. Entrou para o serviço militar no Rio de Janeiro, Brasil. (Tradução feita pela Seção Especial do Comando da F.E.B.).

Citação de Combate – Primeiro Tenente de Infantaria APOLLO MIGUEL REZK – 1O R.I. – “em 23-II-1945:- O seu Pelotão integrava a 6a Cia. No ataque à Linha La Serra – Cota 958, e, no conjunto da Subunidade, cabia-lhe apossar-se de La Serra. Na primeira parte da noite se lança na ação. Não obstante o violento bombardeio de artilharia e de morteiros que cai sobre o terreno, o Pelotão progride: alcança o objetivo, investe contra a posição e nela se instala sumariamente. Não terminou, porém, o esforço do Pelotão do Tenente APOLLO. Imediatamente – os alemães contra-atacam, sem resultado, porém, uma vez que a resistência dos brasileiros é forte e tenaz. O Tenente APOLLO é ferido, e só na manhã seguinte pôde ser evacuado por causa dos constantes bombardeios e dos contra-ataques inimigos. A personalidade forte, o espírito de sacrifício, a combatividade, a tenacidade, o destemor do Tenente APOLLO constituem belos exemplos dignos da tropa brasileira”. Gen Div J.B. Mascarenhas de Moraes – Cmt do 1o Esc. da FEB e da 1a D.I.E.

DEPOIMENTOS

“… esta magnífica ação, das mais expressivas e brilhantes da campanha da FEB , transcorreu na noite de 23 para 24 de fevereiro, a partir de 21:15 horas… cerca de 24 horas, era a vez de La Serra, onde o bravo e excepcional Ten Apollo chegara de surpresa a assaltava a posição…” (Marechal Floriano de Lima Brayner, ex-Chefe do Estado-Maior da FEB).

“A promoção se justifica, sobretudo, em virtude da conduta excepcional desse oficial no teatro de operações na Itália, onde, entre diversas condecorações recebidas por bravura, lhe foi conferida a medalha “Distinguished-Service Cross” do Exército americano, por heroísmo extraordinário em ação, distinção máxima somente concedida a este combatente brasileiro”. (Gen Newton Estillac Leal, Ministro da Guerra – 1951).

“…é um bravo, conceituado e admirado por todos, tendo se destacado em todas as ações da Unidade. Disciplinado, muito bem educado, dedicado e capaz. Pode servir de modelo pela sua bravura e exata noção do cumprimento do dever”. (Gen Aguinaldo Caiado de Castro, ex-Comandante do 1o R I, na Itália).

“… por se tratar de oficial de ilibada conduta moral e de valor profissional fartamente evidenciado e reconhecido na paz como na guerra… como também pelo evidente imperativo de zelar por valioso patrimônio moral, que longe de ser exclusivamente pessoal, deve pertencer ao Exército e por ele cultuado”. (Cel Silvino Castor da Nóbrega, ex-Comandante do Batalhão de Guardas).

“… mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção de seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício…” (Cap Wolfango Teixeira de Mendonça, Comandante da 6a Cia/II Btl/1o R I – 1945).

“Todavia um dos seus pelotões bateu o recorde do ataque: o do tenente Apollo… que foi de todos o que mais se adentrou pelo dispositivo inimigo. E foi verdadeiramente agressiva a atuação do seu comandante”. (Ten Cel Nelson Rodrigues de Carvalho, ex-Febiano).

DADOS BIOGRÁFICOS

INFORMAÇÕES GERAIS

¨      Nome: Apollo Miguel Rezk.
¨      Nascimento: 09 de fevereiro de 1918, Rio de Janeiro.
¨      Filiação: Miguel Jorge Rezk e Suraia Miguel Rezk.
¨      Estado civil: Viuvo. Foi casado com Ivette Antunes Rezk. Teve dois filhos: Nelson e Nádia.
¨      Formação militar: CPOR/RJ.
¨      Formação civil: Ciências e Letras, Colégio Pedro II;
Perito-Contador, Escola Superior de Comércio do Rio de Janeiro; Economista, Faculdade de Economia e Finanças.

INFORMAÇÕES MILITARES

§  Aspirante a Oficial da Reserva, Arma de Infantaria, em 29/11/1939, classificando-se 10o/70;
§  Promovido a 2o Tenente em 31/09/1941; Promovido a 1o Tenente em 10/12/1943;
§  Embarcou para a Itália em 20/09/1944, no segundo escalão da FEB;
§  Comandou um pelotão de fuzileiros, nos ataques a Monte Castelo em 12/12/1944 e em 21/02/1945;
§  Conquistou as posições inimigas em La Serra – 24/02/1945;
§  Retornou ao Brasil, terminada a querra, partindo de Nápoles, com o 1o R I, em 11/08/1945;
§  Transferido para o Batalhão de Guardas, em 04/12/1947;
§  Escalado Oficial de Dia ao Ministério da Guerra, em 25/08/1949, apresentou a Guarda ao Presidente
Dutra por ocasião da inauguração do Panteon de Caxias;
§  Promovido a Capitão em 03/09/1951;
§  Transferido em 13/08/1952 para a Diretoria Geral de Pessoal do Exército;
§  Transferido em 28/11/1955 para a 5a Região Militar (Curitiba) onde foi designado Ajudante-de-
     
Ordens do General Mário Perdigão;
§  Transferido em 22/08/1956 para Departamento Geral de Pessoal do Exército;
§  Promovido a Major  e reformado em 09/12/1957.

CONDECORAÇÕES

v  “Distinguished-Service Cross”, EE UU;
v  “Silver Star”, EE UU;
v  Sangue do Brasil,
v  Cruz de Combate de Primeira Classe;
v  Medalha de Campanha;
v  Medalha de Guerra;
v  Medalha Mal Hermes;
v  Medalha Mal Caetano de Farias;
v  Medalha Honra ao Mérito;
v  Medalha de Bronze.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

ü Diretor-Tesoureiro da Cia. de Empreendimentos Comercial e Industrial São Leopoldo (1958/1966);
ü  Assistente da Divisão de Estudos e Pesquisas da Sunab (1967/1976);
ü  Diabético, perdeu a visão no final dos anos 80;
ü  Falecido em 21 de janeiro de 1999, aos 81 anos.

Mais Informações e Fontes:

http://www.cnor.org.br/

http://www.cporr.ensino.eb.br/

http://www.exalunoscporrecife.org.br/