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Archive for the ‘História’ Category

Hoje: 71 Anos dos Ataques a Pearl Harbor

Hoje lembramos os 71 anos dos ataques a base naval de Pearl Harbor, que acelerou o processo de entrada dos americanos na Segunda Guerra Mundial. Os ataques, são considerados como um ato de covardia, pois até horas antes da declaração de guerra, os japoneses negociavam a paz, mesmo sabendo que seus aviões estavam se dirigindo para o arquipélago. No final das contas serviu para unir os Estados Unidos contra as nações do Eixo, fazendo com que todo o argumento anti-guerra fosse esvaziado e o patriotismo americano fosse expressado nas filas de alistamento e no aumento considerável da capacidade da industria bélica.

Todos os efeitos e os desdobramentos da Segunda Guerra tem seu ponto de partida naquela manhã de 07 de dezembro de 1941. Os gritos de socorro dos marinheiros presos nas embarcações ecoaram nas ondas dos rádios americanas e no coração dos soldados por toda a guerra.

Segue abaixo todos os links relacionados sobre o tema que o BLOG publicou ano passado, quando no aniversário de 70 anos dos ataques:

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Estoura a Guerra

http://wp.me/pSMXF-2dX

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Nas Vésperas do Ataque

http://wp.me/pSMXF-2dD

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Tojo assume o poder

http://wp.me/pSMXF-2dc

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Os Informes “Magia”

http://wp.me/pSMXF-2cJ

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – O caminho para Pearl Harbor

http://wp.me/pSMXF-2ch

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Documentos Anexos – Final

http://wp.me/pSMXF-2eG

De Comandante do Ataque a Pearl Harbor a Cidadão Americano

http://wp.me/pSMXF-VA

O Ataque de Doolittle – A Resposta de Pearl Harbor.

http://wp.me/pSMXF-2iL

 

PEARL HARBOR 1941

Motos e SideCars da Alemanha – Mobilidade da Guerra

Hoje é bem comum tropas de policiais militares utilizam motocicletas para chegar a ocorrências ou ter uma maior mobilidade na captura de bandidos. A Alemanha já tinha observado o potencial da utilização de motocicletas nas campanhas da Segunda Guerra. A França utilizou largamente bicicletas em muitas tropas, enquanto a Alemanha passou a dota unidades inteiras com motocicletas. Não por ocaso, esse tipo de combatente, foi largamente utilizada nas campanhas da França e União Soviética, proporcionado um locomoção rápida no apoio a blindados.

A motocicleta alemã mais famosa da guerra foi a A Zündapp KS750 da Wehrmacht, com sidecar que podemos levar um combatente com uma MG acoplada. A utilização dessas motocicletas era das mais variadas situações e em vários teatros de operações.

Vejamos alguns exemplos dessas fantásticas máquinas:

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Piloto de Avião P40 Perdido em 1942 – Avião Encontrado em 2012

Quem olhar de relance as fotos deste texto, pode até pensar que é uma grande tolice tanto material por uma aparente “sucata” no meio do nada. Mas na verdade esta é uma verdadeira cápsula do tempo na forma de um avião de caça da Segunda Guerra Mundial, descoberto em pleno deserto do Saara agora em março 2012.

A descoberta foi feita por Jakub Perka, um funcionário de uma empresa de exploração de petróleo polonesa, que atuava com a sua equipe em uma expedição na região oeste do Egito. A importância deste achado se deve principalmente pela preservação dos vestígios e legibilidade dos sinais de identificação, o que permitiu encontrar a história do avião, do piloto e dos relatórios originais da queda no deserto.

O modelo da aeronave é um Curtiss P-40 Kittyhawk III, fabricado nos Estados Unidos, mas que pertencia em 1942 ao 260º Esquadrão da RAF, a Royal Air Force, como é conhecida a força aérea da Inglaterra. Há 70 anos este caça atuava no Norte da África, durante os encarniçados combates entre tropas aliadas contra alemães e italianos por aquele pedaço esquecido do mundo.

 

Um Estranho Voo

Em meados de 1942, as forças aliadas no Norte da África estavam em retirada ante o avanço implacável do general alemão Erwin Rommel, o famoso estrategista que ficou conhecido como a “Raposa do Deserto” e que comandava o “Afrika Korps”.

 

 

No início da tarde do dia 28 de junho de 1942, um domingo, os Sargentos de Voo (Flight Sergeant) do 260º Esquadrão da RAF, Dennis Charles Hughmore Copping e W.L. “Shep” Sheppard tinham ordens para voar com dois P-40s que seguiriam para uma revisão. Eles partiriam da base aérea LG-100, próximo a linha de combate, até a base aérea LG-085, localizada próximo a estrada Cairo-Alexandria. Depois retornariam com dois aviões do mesmo tipo para o ponto de partida.

 

Nada mais que uma simples missão de traslado. Ida e volta em 30 a 40 minutos e tudo estava terminado. Mas não foi tão simples assim!

Consta no relatório existente que Sheppard estava pilotando uma aeronave que se encontrava com as asas danificadas por causa de uma batalha aérea que havia acontecido naquela mesma manhã de 28 de junho. Para fazer o avião voar, o pessoal de terra preencheu os orifícios de balas com sacos de areia e cobriu tudo com tecido. Já o P-40 de Copping teve impactos na fuselagem com estilhaços de fogo antiaéreo e ele voaria com o trem de pouso baixado, possivelmente porque o sistema hidráulico foi danificado e não podia recolher. Copping, com muito mais experiência de voo que Sheppard, seria o líder.

 

Na necessidade do conflito e estarem com suas máquinas aéreas prontas para novos combates, os pilotos ingleses se arriscavam em voos com estas aeronaves em estado precário. Mas alguém tinha de cumprir este tipo de missão!

Vinte minutos após a decolagem, Sheppard percebe que algo está errado. Para sua surpresa o experiente Copping segue em direção ao oeste, entrando direto para o coração deserto e em área controlada pelos inimigos, quando deveria seguir em direção leste.

No início o pensamento de Sheppard era que Copping estava tentando evitar as posições alemãs existentes nas proximidades da LG-100, já que ambos voavam com metralhadoras desativadas e não poderia se defender se fossem interceptados por combatentes inimigos.

Sheppard confere várias vezes a sua bússola e vendo que Copping não altera o curso de sua aeronave, decidiu chamar pelo rádio, quebrando o silêncio obrigatório ao voar sobre o território inimigo para escapar à detecção. Sheppard alerta seu companheiro que ele está seguindo o curso errado, mas Copping não responde. Então Sheppard, aproximou seu avião e por 15 minutos ficou acenando com as mãos, indicando que o líder estava indo na direção oposta. Naquele momento eles estavam a 35 minutos no ar e já deveriam ter chegado ao destino. Copping parecia não ter mais a mínima noção do plano de voo.

 

Em seu relatório posterior aos eventos, Sheppard narrou que tomou uma decisão extrema. Ele colocou seu aeroplano em frente do avião de Copping e manobrou indicando para que ele o seguisse, mas nada aconteceu. Sheppard afirmou que repetiu a mesma manobra, mas Copping novamente não alterou seu rumo e Sheppard foi forçado a deixá-lo sozinho e apontou o nariz do seu P-40 em direção leste.

 

Sheppard voou verificando a todo momento a sua bússola e a posição do sol, rezando para está correto. Aventurou muito perigosamente no deserto do Saara e mais viável, e até mesmo temem por suas vidas. Finalmente visualizou a Depressão Qattara, um ponto geográfico que confirmou a sua posição, lhe permitindo localizar o rio Nilo e ir para LG-100, depois de passar quase duas horas no ar.

 

Após o desembarque os comandantes de base perguntaram onde estava o outro P-40 e Sheppard só pode explicar o infeliz acontecimento, em seguida, foi enviado para se refrescar com um chá e seguiu para o médico. Depois de longas horas de espera, Copping não deu nenhum sinal de vida. Aquela altura seu avião já tinha esgotado todo o seu combustível e caído sobre as dunas do deserto.

 

Ao piloto Sheppard foi ordenado seguir o plano de voo original. Ele pegou um avião substituto e o levou ao LG-085, onde se encontrou com o Comandante Wilmot, que teve que elaborar um relatório sobre o que aconteceu com seu parceiro.

 

Em seguida praticamente não houve nenhum esforço para resgatar Copping, cujo caso foi imediatamente esquecido em meio ao caos vivido durante a retirada diante do avanço do Afrika Korps. Se ele tivesse sobrevivido, teria ficado muito atrás das linhas inimigas e se tivesse sido encontrado por alguém, seria pelo exército alemão.

 

Indícios Apontam que Copping Sobreviveu ao Acidente

As razões para a pretensa desorientação do piloto inglês provavelmente jamais serão conhecidas, mas os restos do seu avião apontam que ele sobreviveu a queda. Nas fotos podemos ver que ele era um bom piloto, pois conseguiu pousar em meio a uma região com bastante rochas e não capotou o P-40.

 

Depois de examinar os restos do P-40 que repousam na área conhecida pelos egípcios como Al Wadi al Jadid, percebe-se que o painel de instrumentos foi encontrado intacto.

 

Foram encontradas evidências de um acampamento perto da fuselagem, os restos de paraquedas teria sido aberto e utilizado como uma tenda improvisada e o rádio, juntamente com as baterias da aeronave foram retiradas. Provavelmente Copping tentou pedir ajuda, sem sucesso. Nas fotos o transmissor está na areia. Equipamentos e controles do avião foram encontrados espalhados em volta da nave no local do acidente.

 

A equipe de Jakub Perka afirma que pesquisou uma área de 30 quilômetros no entorno do P-40, mas o corpo do piloto não foi localizado. Acredita-se que Copping, sabendo que não seria resgatado, tentou desesperadamente fazer uma viagem de retorno impossível, perecendo ao longo do caminho, pois estava a 320 km de qualquer vestígio de civilização.

 

Dennis Charles Hughmore Copping  era filho de Sydney Omer Copping e Adelaide Copping, nasceu em Southend-on-Sea, Essex, oeste da Inglaterra. Mesmo sem um corpo, seu nome está cerimoniosamente gravado no Painel 249, do El Alamein War Cemetery, localizado a 130 quilômetros de Alexandria, no Egito.

Fonte:  http://tokdehistoria.wordpress.com/2012/06/09/aviao-p-40-da-segunda-guerra-mundial-encontrado-no-deserto-do-saara-70-apos-seu-desaparecimento/

Reconhecimento Justo, Para Um Homem Justo! Rigoberto Souza

Qual a expectativa de um jovem nascido no interior da Paraíba em 1922, sendo o filho mais velho de uma família de 09 irmãos? Qual a expectativa de um jovem nordestino, com poucas oportunidades, em um período em que o índice de analfabetismo da população brasileira era de 90%? Você sabe o que é ser Brasileiro? Vamos a um exemplo de brasileiro na mais digna concepção do adjetivo pátrio.

Vamos falar de um homem que expressa à eternizada máxima de Euclides da Cunha: “O nordestino é antes de tudo, um forte!”; vamos falar de um homem que deixou à sua terra natal e foi se apresentar ao Exército, no tempo em que o Exército convocava jovens! Vamos falar de um cidadão que foi voluntário para guerra, para a Segunda Guerra Mundial, no tempo em que muitos buscavam a dispensa do serviço militar! Vamos falar de um Sargento do Exército Brasileiro que participou das principais Batalhas da Força Expedicionária Brasileira, e que combateu como a valentia do nordestino que defendeu Monte Santo na Guerra Canudos, mas envergando a farda do Exército de Caxias, empunhando o fuzil das nações livres para libertar a Itália do julgo alemão.

Esse mesmo homem voltou para sua terra, para sua gente! E como um bom brasileiro, casou, constituiu família e procurou viver uma vida digna, procurou viver a liberdade que ele ajudou a consolidar no mundo. Esse cidadão brasileiro, apesar das poucas oportunidades, lutou pela sobrevivência de sua família, se formou em odontologia, se tornou dentista, também Auditor…Eita cabra macho arretado! Esse brasileiro se chama RIGOBERTO SOUZA, e hoje completa 90 anos de idade; 90 anos com a lucidez de 25 e a história de uma nação sobre seus ombros.

Ao senhor Veterano, Doutor, Mestre e Brasileiro minha continência pelo que o senhor fez por esse país! E um forte abraço pela oportunidade de lhe conhecer e conversar ouvir histórias e a emoção que jamais poderemos encontrar em livros, por melhores que eles sejam.

Sua Pátria lhe agradece!

aniversário Rigoberto

Sargento Rigoberto Souza

Sargento Rigoberto Souza

O Último Policial do Exército Morto em Ação Depois da Segunda Guerra Mundial

 Sinto-me no dever de informar e tentar reparar mais uma das muitas injustiças desse país. Em 1997, em uma das mais sérias crises institucionais já vividas por esse país, quando Policiais Militares de vários Estados entraram em estado de greve e, mais uma vez, para defender o Brasil do colapso governamental que se instalava naquele cenário, o Exército Brasileiro foi chamado para cumprir seu dever, defender o seu povo!

  Nesse contexto o 4º Batalhão de Polícia do Exército enviou soldados para patrulhar o centro do Recife em julho 1997. Durante um assalto a Banco, um Policial do Exército, Walber Mendes de Andrade, morreu durante confronto com bandidos. Caia um jovem de 23 anos de idade, defendendo seu povo, sua gente; Caia um Soldado Brasileiro.

 No dia 28 de novembro de 2012, o senhor Coronel Ricardo Pereira de Araujo Bezerra, realizou uma homenagem ao PE Andrade. O Auditório do Batalhão é reinaugurado como Auditório Soldado Walber Mendes de Andrade.

 Como presidente da Associação SEMPRE Polícia do Exército, fico feliz de saber que pelo menos o seu sacrifício não foi esquecido, e mais orgulhoso ainda por ter tido a oportunidade de ter servido com o PE Andrade.

 Passados mais de quinze anos do ocorrido, ninguém fala nada sobre o sacrifício desse jovem soldado,

 Segue abaixo um Alusivo escrito para homenagear o PE Andrade:

 

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

Foto Estranha…Soldado Estranho…Não Necessariamente Nessa Ordem!

Quando a gente analisa algumas fotografias de soldados da Segunda Guerra, percebe que soldado sempre será o mesmo. Nas horas de descanso, gosta de dormir, tirar onda dos companheiros e às vezes, tirar onda dele mesmo! Segue alguns exemplos para comprovar:

Alemães: Aclamados como Libertadores, mas não por muito tempo…

Falando de uma questão controversa, que sempre levanta discussão quanto à veracidade do fato. É verdade que os alemães foram aclamados como libertadores em alguns países como União Soviética, Polônia, Tchecoslováquia e outros? E que, inicialmente, houve uma convivência pacífica entre dominantes e dominados?

A resposta é sim para quase todos esses países, mas principalmente da União Soviética, nas regiões que outrora fizeram parte da Prússia Oriental, de origens germânicas. Esses povos que estavam sob o julgo de Stálin, e não adianta dizer que não era julgo! Receberam as tropas alemãs com o entusiasmo e a alegria da liberdade. Esse fato se repetiu por várias cidades, principalmente aquelas mais castigadas pela repressão política do regime de Moscou.

Com relação a outros países, como os Países Baixos, a política que se introdução era de dar certa autonomia administrativa, mas sem perder o esforço econômico na guerra, ou seja, em outras palavras, envio de ativos e de bens e serviços em prol de Berlim, por isso, sempre houvera medidas impopulares que deixavam o clima tenso entre as forças de ocupação e os nativos.

Eis um dos erros apontados para a queda do Reich, sua política de ocupação. Em várias cidades onde o Exército Alemão foi recebido como libertadores, com o passar do tempo e a implementação de uma política tão repreensiva, excessivamente violenta e de exploração econômica, tornou possível a formação de cidadãos que viriam a lutar pela expulsão em definitivo dos alemães, conhecidos como partisans.

Não houve qualquer tipo de tentativa de aproximação ou de benevolência entre Berlim e os países ocupados, pelo contrário, demonstração de poder era comum entre os representantes de Hitler, suscitando ódio e medo. As tropas de ocupação eram autorizadas a confiscar, tributar, julgar e condenar da forma como bem entenderem para a manutenção do poder pela força, sendo esse cenário insustentável por um período muito longo.

Se o sistema de Hitler fosse voltado para conquistar um aliado e não mais um inimigo velado nos territórios já dominados pela força, talvez a história da guerra fosse outra.

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O Modelo Alemão de Formar Soldado Combatente

Um dos pontos mais claros do Tratado de Versalhes era a referência ao tamanho do Exército Alemão, que deixava de ser um Exército e passava a ser uma força de defesa, chamado de Reichswehr. O Tratado previa uma força de 100 mil homens, sendo que 96 mil praças e 4 mil oficiais. Nesse contexto, o então comandante da Força Nacional, General von Seeckt passou a conceber uma doutrina de uma força profissional que fosse a base de um novo Exército. Esses militares seriam instrutores e formadores de combatentes em um futuro próximo.

Quando Hitler assume, já nos primeiros anos de governo, ele desconsiderou todas as imposições do Tratado e partiu para requalificar e transformar a Alemanha em potência militar, e inicia o processo de alistamento obrigatório e começa a criar as unidades militares que seriam a ponto de lança da visão expansionista do nazismo.

O treinamento desse recém formado Exército é digno de nota. Estabeleceu parâmetros e metas para a formação do soldado combatente. Cidades inteiras foram evacuadas para se transformarem em campo de instrução. A mobilização militar da Alemanha transformou um Exército de 100 mil homens para 2 milhões em pouco mais de 5 anos.

Esses centros de instruções funcionaram quase até o final da guerra, formando todo tipo de combatente. Já quando a demanda por homens treinados era evidente para a Alemanha, os centros receberam crianças, velhos e soldados não-combatentes das forças aérea e naval. Quando não havia mais o que fazer, e o fim era previsível, restava praticamente os civis lutando uniformizados, pelo menos, aqueles que ainda acreditavam em alguma coisa.

Trens Blindados da Segunda Guerra: Muito usado Pouco Falado

Transporte muito utilizado durante toda a guerra, sempre visto nos filmes e jogos da Segunda Guerra Mundial, mas que é pouquíssimo falado são os trens blindados de transporte.

O início da utilização dessas fortalezas sobre trilhos iniciou na campanha da Rússia, quando a necessidade das linhas de abastecimento das tropas eram cada vez mais dependentes da malha ferroviária, enquanto que a superioridade aérea ainda não permitia a liberdade de trânsito nos territórios ocupados, nem para os alemães, nem tão pouco para os soviéticos.

Cada vez mais trens eram necessários para transportes de tropas, artilharia, tanques, munição e todo tipo de suprimentos necessário à linha de frente. Esses colossos eram armados com baterias antiaéreas e artilharia, além de unidades inteiras, que tinham como missão proteger a carga. Algo inovador, mas vulnerável aos ataques de pequenos grupos que destruíam a malha ferroviária com o objetivo de dificultar o trânsito desses monstros da guerra.

Outros países incrementaram a utilização desses trens, principalmente a URSS que transportavam milhões de tropas, sendo decisivo para o a campanha na frente oriental.

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Série Antes e Depois – A Segunda Guerra por outro ângulo

Apresentaremos mais uma excelente coleção de imagens criadas pelo designer Max3. Passando pela Normandia e pelos países ocupados pela Alemanha. Um excelente acervo e uma excelente link entre o passado e o presente.

Categories: Guerras, História

O Moral das Tropas e Seus Traumas Determinam a Guerra.

Quando perguntado a um determinado especialista sobre os motivos do sucesso das tropas durante a Operação Overlord , o Dia D, ele foi enfático: “Os soldados americanos tinham visto pouco a guerra”. Tirando um pequeno contingente da 116 Ranger e da 82 Airborne que participaram de operações semelhantes na África e na Itália. O grosso das tropas foram enviadas e preparadas para desembarcar na Normandia e lá viriam à primeira vez a guerra. Não havia soldado traumatizado, pouco tinha noção do que um tiro certeiro de 88 alemã poderia fazer a um corpo humano; poucos viram seus companheiros serem dilacerados ou partidos ao meio pela cadência de uma metralhadora inimiga. Esse foi um dos motivos do sucesso no Dia D.

Enquanto que do lado alemão muitos tinha sido transferidos da frente Oriental direto para a França, inclusive muitos mutilados parcialmente ou com problemas de saúde ou de idade muito avançada, veteranos de muitas batalhas. Também havia adolescentes no contingente e os estrangeiros dos Batalhões OSTs, praticamente lutando sem entender os motivos. Segue abaixo o relato de um prisioneiro alemão capturado pelos brasileiros da FEB na Itália que reflete exatamente o que os soldados da Alemanha pensavam:

“[…] Estou nessa guerra a mais de 04 anos, estou há seis meses sem receber notícia de minha família, estou cansado dessa guerra…Estou feliz porque agora ela acabou para mim…”

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Recife: Fotos e História

 Como já publiquei outras história de minha cidade, irei continuar a mostrar a cidade do Recife e sua interpretação história a partir de fotografias antigas. As fotos são fontes diversas, sendo a principal delas do Gustavo Arruda.

O Exército Alemão em Campanha – A Qualidade e a Realidade Parte II

 Mas um lote de fotos de extrema qualidade e realismo do Exército Alemão em campanha. Realmente vale a pena analisar cada fotografia.

Os crédito estão nas fotografias

Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha” – Final

Exceto Hein Severloh (seta vermelha), apenas o cabo Louis Kwiatkowski disparou uma arma MG 42, na praia (seta azul), mas só às 12h15. O fogo das duas metralhadoras já eram visíveis a uma grande distância. Isso permitiu que as suas posições fossem facilmente reconhecidos. O destroier americano Frankfort bombardeou as posições de Severloh, que desde as 12h00 só tinha munição traçante, vinha cada vez mais próximo o bombardeio naval acerta seu bunker que resistia. Severloh continua atirando…

Só às 15h30 quando os soldados inimigos estavam sendo abatidos a uma distância de apenas 50 metros do Observatório de artilharia, o tenente Frerking  deu ordens para que o último homem se retirasse até as nove horas da base WN 62. Estima-se que dos 300 metros de extensão da praia, mais de 3.000 soldados tinham perdido a vida ali. Às 06h30 massas de mortos e feridos, se formavam próximos a Muralha… Adolf Schiller, um soldado de um Posto de Observação ficou profundamente chocado e avaliava superficialmente:

“Os corpos estavam quase três metros de altura…”

Vista aérea da Força Aérea dos EUA a partir de 5.000 metros, do dia 06 de 1944 às 12h30:

 A foto mostra a metade inferior do local de desembarque, inclinação de 50 metros do litoral, no centro da defesa WN62 (borda verde). Na metade superior do mar, que estava com a maré cheia nesse horário, os corpos dos soldados mortos já flutuavam na praia.  No canto superior esquerdo da fotografia observa-se uma barragem de fogo de artilharia no setor da primeira Bateria, que era liderado pelo Tenente Frerking, localizada pelo círculo vemelho. Um grande número de embarcações de desembarque estavma próximo a área 62 WN na praia (do lado esquerdo momento, existem apenas duas LCTs, que transportavam alguns tanques). Hein Severloh atirava com sua MG 42 nas embarcações de desembarque (área de incêndio, de cor vermelha em que a massa de soldados americanos deitado na praia compõem uma linha escura). A grande quantidade de sangue derramado, o mar ficou descolorido.

Heinrich Severloh caiu durante a noite de 6 para o dia 7 Junho, duas vezes ferido levemente. Foi preso pelos americanos. Felizmente para ele, a algumas centenas de metros atrás da costa, e por isso os americanos nunca souberam realmente que ele era, porque, como disse Severloh:
“Se eles soubessem quem eu era e que havia massacrado as suas tropas, eles teriam imediatamente finalizado o trabalho em mim…”

 

Foi transferido para os Estados Unidos como prisioneiro de guerra.  Em 22 de Maio 1947  foi libertado e retornou para casa.

 

Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha”!

 Primeiro deixe-me explicar que sou contra o título do post. Mas coloquei propositadamente para que possamos entender uma outra visão da incrível história que vamos contar agora. Primeiro vamos falar que um jovem que, lutando por seu país e defendendo os interesses de sua pátria, aos 21 anos de idade derrubou, segundo algumas estimativas (exageradas creio eu!), aproximadamente 3.000 mil inimigos. A questão é que esse soldado era ALEMÃO e derrubou americanos. Esse título foi dado a ele nos anos 50 quando a história veio a público e ele se tornou conhecido. Mas se ele fosse americano? Ele seria um MONSTRO ou um HERÓI?

A verdade é que esse cidadão viveu toda a sua vida com essas mortes sobre seus ombros. Monstro ou Herói a existência dele se tornou pesada com as vidas perdidas naquela praia no dia 06 de junho 1944. Por isso quem pode julgá-lo? Ninguém! Nem mesmo a História.

 Então vamos entender o pouco mais desse soldado alemão:

Severloh nasceu em 1923 em Metzingen, distrito de Celle. Décimo primeiro filho de um fazendeiro local, teve o aval do seu pai para entrar para o Exército com 19 anos. A Alemanha já estava em guerra havia 03 anos. Toda a produção, economia e a vida alemã estavam severamente abaladas pelos resultados na Frente Oriental, era o apocalipse da Alemanha se aproximando. Mas nada intimidou o jovem Heinrich Severloh e ele seguiu para se engajar na guerra.

O inverno russo era uma brutal intimidação e seus superiores cruéis. Severloh parecia está com seu destino selado. Mas o destino reservava algo diferente para esse jovem cabo, um papel que entraria para a História da Segunda Guerra Mundial, envolvida em uma das mais sangrentas batalhas para libertação da Europa.

Severloh pertencia à frente russa com o que sobrou da 321ª Divisão de Infantaria, no final de outubro de 1943. Com a reestruturação e uma crise de amidalite, o Cabo Severloh foi transferido para a 352ª Divisão para defender a Normandia. Após a formação da divisão, ele passou a compor uma bateria estacionada em praia que ficou conhecida pelo codinome “Omaha”, um dos principais pontos da invasão para a Operação Overlord, era o Dia D.

Na madrugada de uma sexta-feira de junho de 1944, a invasão aliada a Normandia começou. Hein Severloh, de serviço na noite anterior como um companheiro da bateria no centro de controle de incêndio no ninho resistência 62.

 “Foi um horizonte negro de navios”, disse Hein Severloh, “foi assustador, horrível … Eu me ajoelhei na minha posição e orei. Então, pouco antes das cinco da manhã começou a barragem terrível de artilharia naval. – 30 minutos … “

Sob o fogo do pesado bombardeio naval 34.142 soldados norte-americanos se aproximou por terra na seção Omaha Beach, em suas 16 defesas costeiras na manhã apenas 308 soldados alemães estavam nas posições…

Às 6h30m chega às primeiras ondas de desembarque. Inicialmente estavam se aproximando do setor da WN 62, onde estava o cabo Severloh que começou a atirar …

Com uma MG 42 de alta cadência, Severloh começou a atirar nos soldados quando eles deixavam a sua embarcação. Ele só usava seu fuzil quando os soldados se separavam, na tentativa de se proteger,  escolhendo os alvos.

Com fuzis e metralhadoras, o Cabo Hein Severloh atirou por longas nove horas, em toda a área de desembarque de Omaha entre os setores Eyse Red e Fox Green.

Contudo a situação piorava! No decurso da manhã um bombardeio pesado dos navios e mais soldados se dirigiam para a área do bunker. O chefe da primeira Bateria, tenente Frerking, no pequeno abrigo de observação da artilharia percebeu que o fogo e a avanço continuava em frente ao WN 62. Ao meio-dia, o ímpeto da resistência diminuía, Frerking tentou várias vezes com seus superiores uma ordem de retirada. O Tenente Frerking permaneceu com seus únicos seis soldados no WN 62, incluindo Hein Severloh, e sua metralhadora.

Continua amanhã…

O Exército Alemão em Campanha – A Qualidade e a Realidade das Fotos

Me enviaram um lote de fotografias muito interessante do designer Larrister, um especialista no tratamento fotográfico, principalmente na recuperação. Realmente as fotografias impressionam pela qualidade. Portanto segue esta incrível coleção:

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By Larrister Collection

As Fotografias Mais Engraçadas e Sem Noção da História! – Parte IV

 Mais uma série das fotografias mais engraçadas e sem noção da história. Com destaque para as crativas invenções bizarras e as roupas estranhas para fotografias mais estranhas ainda.

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Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra – Galeria Colorida

  Todos sabe que o acervo de nossas fotografias é grande, mas sempre estamos dispostos a aumentá-lo. Segue uma excelente sequência de fotos coloridas da Segunda Guerra:

 

O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte II

Estamos analisando, a partir dos relatos de Liddell Heart, os motivos que levaram Hitler a ordenar a suspenção da ofensiva contra o Corpo Expedicionário Britânico e o restante das Forças Francesas estacionadas na cidade de Dunquerque.  No primeiro POST, Heart relata um encontro entre Hitler e Rundtedt na cidade de Charleville, na manhã do dia 24 de maio de 1940, quando nesta ocasião o general Rundtedt argumenta com Hitler sobre a necessidade de se diminuir o ímpeto da ofensiva. As informações estavam baseadas na biografia de guerra de Churchill que teve acesso aos diários de guerra de Rundtedt, coisa que o próprio Liddell tenta refutar.

O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I

Vamos continuar nossa analise sob a ponto de vista de Liddell Hear:

[…]

“Não há nada aqui, contudo, que mostre Rundtedt tomando a iniciativa de propor a ordem de interromper o movimento. O máximo que essa anotação meio vaga, do diário, mostra é que Rundtedt, ao analisar a situação, exprimiu ansiedades que concordavam com o ponto de vista de Hitler. Embora isto seja significativo, não é o bastante para justificar a rejeição pelo historiador do testemunho de todos os oficiais envolvidos de que a ordem definitiva partira do próprio Hitler e viera do seu Quarte-General. Além disso, as declarações deles são confirmadas por um registro contemporâneo mais explícito do diário que Halder mantinha no O.K.H.

O estudo deste registro em conjunção com às outras evidências torna a sequência dos acontecimentos mais clara. Após transposição do Mosa, a ideia original de Halder fora que o Grupo de Exército de Rundtedt deveria seguir na direção sudoeste. Seu eixo de progressão passaria por Compiègne e iria até o baixo Sena, perto de Rouen (embora Halder desprezasse a oportunidade de, após chegar a Compiègne, virar para o sudeste, na direção geral de Paris). A progressão seria “em escalão”, com os exércitos da esquerdas recuados, de tal sorte que quando avançassem protegeriam automaticamente o vizinho da direita de uma ataque de flanco. No decurso do movimento,  o exército de Kluge no setor direito seria transferido para o Grupo de Exércitos de Block, a fim de ajuda-lo a completar o engajamento dos exércitos aliados da Bélgica.”

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O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I

Hitler, diferentemente do que os críticos possam imaginar, ele foi sim um estrategista astuto, quem afirma é ninguém menos do Linddell Hart, Oficial do Exército inglês e um dos historiadores mais respeitados do seu tempo. Considerando essa observação de Liddell, então quais os motivos que levaram Hitler a suspender a ofensiva contra as tropas britânicas e francesas em Dunquerque quando tudo convergia para o fim da Força Expedicionária Britânica juntamente com o restante do cambaleante Exército francês. Vamos debater essa situação em alguns posts. Inicialmente vou publicar a visão do historiador Liddell Hart que logo depois que acabou a guerra realizou entrevistas com os principais generais de Hitler e publicou um livro O outro lado da colina, uma fantástica e importante obra. Mas vamos para a primeira parte:

A “Ordem de Alto” diante de Dunquerque

Um dos grandes enigmas da guerra é a origem da ordem que deteve as forças blindadas alemãs às portas de Dunquerque – o último porto de fuga que restara para o Exército Britânico.

A primeira versão que tive a esse respeito, logo após a guerra, foi do ajudante de Brauchitsch (Walther von Brauchitsch – Comandante-em-Chefe da Wehrmacht), o general Siewert. Ele mostrou-se convicto de que os blindados tinham sido detidos por ordem pessoal de Hitler; contou-me também como Brauchitsch e Halder (Comandante do Alto Comando Alemão – O.K.H) se opuseram à ordem e tentaram cancelá-la – uma declaração que é confirmada pelos registros oficiais. Depois, o marechal-de-campo von Rundstedt e o general Blumentritt contaram-me suas respectivas versões de como a ordem chegou ao Grupo de Exércitos “A” – transmitidas pelo telefone pelo coronel von Greiffenberg do O.K.H., que deu a entender se contrário ao ponto de vista de Halder. Blumentritt disse que ele próprio atendeu o telefone.

Mas Churchill, em sua recente história da guerra, diz que a imobilização dos blindados “deve-se à iniciativa não de Hitler mas de Rundstedt”. Ele baseia sua conclusão no que o diário de guerra do Grupo de Exército “A” registra a respeito da discussão que teve lugar quando Hitler visitou o QG de Rundstedt em Charleville, na manhã do dia 24 de maio.

O peso que Churchill confere a esse solitário indício pode parecer um tanto excessivo ao historiador que sabe como são compilados os diários de guerra e que teve experiência com seus erros frequentes. Em geral, são conservados em dia pelos oficiais mais modernos, que não estiveram presentes às discussões cruciais, e nos períodos de grande atividade e cansaço, tanto o registro quanto sua conferência tendem a inadequados. Qualquer prova ou afirmativa precisa ser considerada cuidadosamente, se não tem o apoio de outras evidências, e mais ainda em um caso como este, em que o registro de modo algum é tão claro quanto a conclusão que Churchill extraiu dele. O sumário que fez do registro contém os seguintes pontos:

“À meia-noite do dia 23 chegaram ordens de Brauchitsch no O.K.H.,… para o último ato” da ‘batalha envolvida’

“Na manhã seguinte Hitler visitou Rundstedt, que ponderou como ele que seus blindados, que tinham ido tão longe e tão depressa, estava com o efetivo muito reduzido e precisavam de uma pausa para se reorganizar e recuperar o equilíbrio para o golpe final…Além disso, Rundstedt previu a possibilidade de ataques partindo do norte e do sul contra suas forças tão dispersas…Hitler ‘concordou inteiramente’ que o ataque a lestede Arras devia ser levado a efeito pela infantaria e que as formações móveis continuassem a manter a linha Lens-Bethune-Aire-St.Omer-Gravalines a fim de interceptar as forças inimigas sob pressão do Grupo de Exércitos ‘B’ no nordeste. Ele insistiu também na enorme importância de conservas as forças blindadas para operações futuras”.

Continua 08/11/2012

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