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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros

 Segue abaixo uma tradução realizada por A. Raguenet, um exímio tradutor, que nos brinda com um clássico da Segunda Guerra: War War Without Garlands, do autor Robert Kershaw.

 A. Raguenet é um atuante membro do WebKits.

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Pessoal, traduzo aqui parte do capítulo do livro War Without Garlands, do autor Robert Kershaw.

Este capítulo, também chamado A War Without Garlands, é bem interessante pois trata sobre as pressões que o soldado alemão sofria com a campanha de invasão da União Soviética (Operação Barbarossa). Os relatos são fortes e os detalhes às vezes cruéis. Deve-se ter em mente que este front (oriental) estava mais inclinado para uma guerra de extermínio do que para um embate justo.

Como sempre coloco o capítulo em partes para não sobrecarregar a leitura. E me reservo o direito de adaptar certas passagens para a nossa língua pátria de modo a tornar o texto com uma compreensão mais fácil à nossa cultura.

Espero que gostem!

Abrs a todos!!!
A Raguenet

Parte 1

As pressões sobre o soldado alemão

O principal medo para o soldado alemão era o mesmo que sempre acompanhou todos os combatentes através dos tempos: será que ele sobreviveria tanto em corpo quanto em mente para a próxima batalha? Sobre esta expectativa incerta, havia tempo suficiente para se preocupar durante as longas viagens para o front. Essas poderiam durar semanas já que os avanços dos exércitos alemães penetravam cada vez mais no interior da Rússia em 1941. Porém, os trens-hospital ofereciam as primeiras perspectivas dos desencantamentos que estavam logo à frente ao transportarem tropas que se dirigiam naquela que era a difícil viagem para a retaguarda. O soldado alemão Breno Zeiser, motorista de uma unidade de transporte, de início tinha uma visão ingênua. Durante seu treinamento, ele e seus companheiros foram alimentados com uma dieta de proclamações vitoriosas no rádio os quais lhe fizeram acreditar, arrogantemente, que:

“Qualquer idiota sabe que é necessário ter perdas, você não faz uma omelete sem quebrar ovos, mas nós vamos lutar pela vitória. Além disso, se qualquer de um de nós realmente acabar por deter uma bala, será a morte de um herói. Então gritemos ao máximo HURRA, vamos lá, atacar, HURRA!”

As primeiras visões dos trens-hospital retornando do front rapidamente dissiparam este patriotismo de HURRA.

“Os enfermeiros começaram a trazer os rapazes com membros amputados, uniformes cobertos de sangue, uma maçaroca de curativos, o tecido encharcado de vermelho nas pernas, braços, cabeças e torsos além daquela agonia a qual não necessariamente precisa ter sangue: rostos desconfigurados com olhos profundos.” Um dos soldados que estava no trem lhe disse o que os esperava:

“De acordo com ele, era bem sombrio. Os Vermelhos estavam lutando desesperadamente e nós tivemos muitas baixas. Mesmo assim, o avanço continuava com rapidez, mas a um preço o qual deixava claro de que nós não poderíamos saber qual seria já que os russos tinham muito mais homens do que nós, mas muito mais.”

C O N T I N U A.

 

Expressão da Miséria Humana: Prisioneiros de Guerra

Condição indesejada de qualquer combatente, cair nas mãos do inimigo. Um Prisioneiro de Guerra (POW) é algo que os Exércitos tiveram que conviver em grande escala na Segunda Guerra Mundial, e até os dias de hoje geram criticas pela política adota por algumas nações em relação às condições que esse soldado ficou prisioneiro. Não por acaso, desde a Grande Guerra, já havia extrema preocupação com a condição de POW, tanto que a Terceira Convenção de Genebra, realizada em 1929, deliberou especificamente sobre o tratamento dispensado a Prisioneiros de Guerra. O direito a uma condição mínima, com uma alimentação mínima, foram algumas das decisões da Convenção.

Nada disso impediu que Prisioneiros de Guerra fossem mortos, humilhados ou colocando em uma situação de miséria total. E engana-se quem acredita que os alemães foram os únicos a praticarem atrocidades contra seus prisioneiros. Os russos e os americanos deixaram muito a deseja no quesito humanidade em relação aos inimigos capturados, sendo que o primeiro executaram milhares de alemães durante a campanha contra Berlim.

Mas nada se compara ao Teatro de Operações do Pacífico, apesar de menor em termos de operações, produziu bizarrices incomparáveis, tais como a norma da U.S. Navy, que proibiu a coleção de partes de corpos de inimigos, prática corriqueira entre os integrantes da Marinha americana. Em contrapartida, os japoneses foram acusados, nas Filipinas, de marchas forçadas de mais de 100 km sem qualquer alimentação, a chamada Marcha da Morte. Isso, sem falar das atrocidades cometidas contra os chineses.

No final das contas, o tratamento aos Prisioneiros de Guerra, nada mais é do que a  mais perfeita expressão do que a Segunda Guerra representou para a humanidade,  desprezo pela vida e decadência de valores básicos para a paz.

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O Melhor Cartunista do Brasil na Segunda Guerra

Uma das características do nosso povo é, sem sombra de dúvida, o humor, que sempre esteve presente no rádio, periódicos e tv. Durante a Segunda Guerra Mundial, não por acaso, o Brasil possui um dos mais bem humorados e criativos cartunista do período. Seu nome era Benedito Carneiro Bastos Barreto, mas era conhecido como Belmonte. Belmonte criou Juca-Pato, personagem muito famoso no final de década de 30 e início da década de40, mas ele era também um expert em política internacional, e seus desenhos faziam desdenho da política antissemita de Hitler e das ações da Alemanha. Segundo Ana Maria Dietrich (Nazismo Tropical? O partido Nazista no Brasil), as caricaturas de Belmonte foram parar nas mãos de Goebbels em uma das últimas transmissões de rádios feitas e Berlim, antes de sua queda. O chefe da propaganda do Reich gritava pelo rádio com um maço de desenhos, afirmando que o artista tinha sido comprado pelos ingleses e americanos. Como diria a autora: “melhor que qualquer prêmio” (Ana Maria Dietrich, 2007).

 

Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra!

Um excelente acervo fotográfico enviado por JOB AZEVEDO, que é um dos membros mais atuantes desse espaço.

Agradecemos a colaboração.

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 USS Philippine

USS Philippine

Ataque de um P-47

Ataque de um P-47

Tentativa de salvamento do piloto

Tentativa de salvamento do piloto

desembarque de fuzileiros no pacífico

desembarque de fuzileiros no pacífico

Teatro do Pacífico

Teatro do Pacífico

Guam

Guam

Saída de Bastogne

Saída de Bastogne

Canhão de 280mm

Canhão de 280mm

Explosão de Navio de Abastecimento

Explosão de Navio de Abastecimento

V1

V1

Desvio no ar de um míssel V1

Desvio no ar de um míssel V1

Panzerkampfwagen VI "E Tiger"

Panzerkampfwagen VI “E Tiger”

JU88

HE-115

Alemão" KARL " Morterios para Sebastopol

Alemão” KARL ” Morterios para Sebastopol

Carregando uma KARL

Carregando uma KARL

O Tiro!

O Tiro!

Macchi 202v

Macchi 202v

Bombardeiros italianos 303  sobre a África

Bombardeiros italianos 303 sobre a África

Ataques a Pearl Harbor

Ataques a Pearl Harbor

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Motos e SideCars da Alemanha – Mobilidade da Guerra

Hoje é bem comum tropas de policiais militares utilizam motocicletas para chegar a ocorrências ou ter uma maior mobilidade na captura de bandidos. A Alemanha já tinha observado o potencial da utilização de motocicletas nas campanhas da Segunda Guerra. A França utilizou largamente bicicletas em muitas tropas, enquanto a Alemanha passou a dota unidades inteiras com motocicletas. Não por ocaso, esse tipo de combatente, foi largamente utilizada nas campanhas da França e União Soviética, proporcionado um locomoção rápida no apoio a blindados.

A motocicleta alemã mais famosa da guerra foi a A Zündapp KS750 da Wehrmacht, com sidecar que podemos levar um combatente com uma MG acoplada. A utilização dessas motocicletas era das mais variadas situações e em vários teatros de operações.

Vejamos alguns exemplos dessas fantásticas máquinas:

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Reconhecimento Justo, Para Um Homem Justo! Rigoberto Souza

Qual a expectativa de um jovem nascido no interior da Paraíba em 1922, sendo o filho mais velho de uma família de 09 irmãos? Qual a expectativa de um jovem nordestino, com poucas oportunidades, em um período em que o índice de analfabetismo da população brasileira era de 90%? Você sabe o que é ser Brasileiro? Vamos a um exemplo de brasileiro na mais digna concepção do adjetivo pátrio.

Vamos falar de um homem que expressa à eternizada máxima de Euclides da Cunha: “O nordestino é antes de tudo, um forte!”; vamos falar de um homem que deixou à sua terra natal e foi se apresentar ao Exército, no tempo em que o Exército convocava jovens! Vamos falar de um cidadão que foi voluntário para guerra, para a Segunda Guerra Mundial, no tempo em que muitos buscavam a dispensa do serviço militar! Vamos falar de um Sargento do Exército Brasileiro que participou das principais Batalhas da Força Expedicionária Brasileira, e que combateu como a valentia do nordestino que defendeu Monte Santo na Guerra Canudos, mas envergando a farda do Exército de Caxias, empunhando o fuzil das nações livres para libertar a Itália do julgo alemão.

Esse mesmo homem voltou para sua terra, para sua gente! E como um bom brasileiro, casou, constituiu família e procurou viver uma vida digna, procurou viver a liberdade que ele ajudou a consolidar no mundo. Esse cidadão brasileiro, apesar das poucas oportunidades, lutou pela sobrevivência de sua família, se formou em odontologia, se tornou dentista, também Auditor…Eita cabra macho arretado! Esse brasileiro se chama RIGOBERTO SOUZA, e hoje completa 90 anos de idade; 90 anos com a lucidez de 25 e a história de uma nação sobre seus ombros.

Ao senhor Veterano, Doutor, Mestre e Brasileiro minha continência pelo que o senhor fez por esse país! E um forte abraço pela oportunidade de lhe conhecer e conversar ouvir histórias e a emoção que jamais poderemos encontrar em livros, por melhores que eles sejam.

Sua Pátria lhe agradece!

aniversário Rigoberto

Sargento Rigoberto Souza

Sargento Rigoberto Souza

Foto Estranha…Soldado Estranho…Não Necessariamente Nessa Ordem!

Quando a gente analisa algumas fotografias de soldados da Segunda Guerra, percebe que soldado sempre será o mesmo. Nas horas de descanso, gosta de dormir, tirar onda dos companheiros e às vezes, tirar onda dele mesmo! Segue alguns exemplos para comprovar:

O Modelo Alemão de Formar Soldado Combatente

Um dos pontos mais claros do Tratado de Versalhes era a referência ao tamanho do Exército Alemão, que deixava de ser um Exército e passava a ser uma força de defesa, chamado de Reichswehr. O Tratado previa uma força de 100 mil homens, sendo que 96 mil praças e 4 mil oficiais. Nesse contexto, o então comandante da Força Nacional, General von Seeckt passou a conceber uma doutrina de uma força profissional que fosse a base de um novo Exército. Esses militares seriam instrutores e formadores de combatentes em um futuro próximo.

Quando Hitler assume, já nos primeiros anos de governo, ele desconsiderou todas as imposições do Tratado e partiu para requalificar e transformar a Alemanha em potência militar, e inicia o processo de alistamento obrigatório e começa a criar as unidades militares que seriam a ponto de lança da visão expansionista do nazismo.

O treinamento desse recém formado Exército é digno de nota. Estabeleceu parâmetros e metas para a formação do soldado combatente. Cidades inteiras foram evacuadas para se transformarem em campo de instrução. A mobilização militar da Alemanha transformou um Exército de 100 mil homens para 2 milhões em pouco mais de 5 anos.

Esses centros de instruções funcionaram quase até o final da guerra, formando todo tipo de combatente. Já quando a demanda por homens treinados era evidente para a Alemanha, os centros receberam crianças, velhos e soldados não-combatentes das forças aérea e naval. Quando não havia mais o que fazer, e o fim era previsível, restava praticamente os civis lutando uniformizados, pelo menos, aqueles que ainda acreditavam em alguma coisa.

Trens Blindados da Segunda Guerra: Muito usado Pouco Falado

Transporte muito utilizado durante toda a guerra, sempre visto nos filmes e jogos da Segunda Guerra Mundial, mas que é pouquíssimo falado são os trens blindados de transporte.

O início da utilização dessas fortalezas sobre trilhos iniciou na campanha da Rússia, quando a necessidade das linhas de abastecimento das tropas eram cada vez mais dependentes da malha ferroviária, enquanto que a superioridade aérea ainda não permitia a liberdade de trânsito nos territórios ocupados, nem para os alemães, nem tão pouco para os soviéticos.

Cada vez mais trens eram necessários para transportes de tropas, artilharia, tanques, munição e todo tipo de suprimentos necessário à linha de frente. Esses colossos eram armados com baterias antiaéreas e artilharia, além de unidades inteiras, que tinham como missão proteger a carga. Algo inovador, mas vulnerável aos ataques de pequenos grupos que destruíam a malha ferroviária com o objetivo de dificultar o trânsito desses monstros da guerra.

Outros países incrementaram a utilização desses trens, principalmente a URSS que transportavam milhões de tropas, sendo decisivo para o a campanha na frente oriental.

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O Moral das Tropas e Seus Traumas Determinam a Guerra.

Quando perguntado a um determinado especialista sobre os motivos do sucesso das tropas durante a Operação Overlord , o Dia D, ele foi enfático: “Os soldados americanos tinham visto pouco a guerra”. Tirando um pequeno contingente da 116 Ranger e da 82 Airborne que participaram de operações semelhantes na África e na Itália. O grosso das tropas foram enviadas e preparadas para desembarcar na Normandia e lá viriam à primeira vez a guerra. Não havia soldado traumatizado, pouco tinha noção do que um tiro certeiro de 88 alemã poderia fazer a um corpo humano; poucos viram seus companheiros serem dilacerados ou partidos ao meio pela cadência de uma metralhadora inimiga. Esse foi um dos motivos do sucesso no Dia D.

Enquanto que do lado alemão muitos tinha sido transferidos da frente Oriental direto para a França, inclusive muitos mutilados parcialmente ou com problemas de saúde ou de idade muito avançada, veteranos de muitas batalhas. Também havia adolescentes no contingente e os estrangeiros dos Batalhões OSTs, praticamente lutando sem entender os motivos. Segue abaixo o relato de um prisioneiro alemão capturado pelos brasileiros da FEB na Itália que reflete exatamente o que os soldados da Alemanha pensavam:

“[…] Estou nessa guerra a mais de 04 anos, estou há seis meses sem receber notícia de minha família, estou cansado dessa guerra…Estou feliz porque agora ela acabou para mim…”

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O Exército Alemão em Campanha – A Qualidade e a Realidade Parte II

 Mas um lote de fotos de extrema qualidade e realismo do Exército Alemão em campanha. Realmente vale a pena analisar cada fotografia.

Os crédito estão nas fotografias

Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra – Galeria Colorida

  Todos sabe que o acervo de nossas fotografias é grande, mas sempre estamos dispostos a aumentá-lo. Segue uma excelente sequência de fotos coloridas da Segunda Guerra:

 

Exército da Alemanha na Segunda Guerra – Uma Força Nunca Antes Vista!

Esqueçam ideologia e o vazio discurso dos vencedores. Falemos de Forças Armadas no início da década de 1940; falemos do formidável Exército Alemão. Enquanto que a França importava uma quantidade estratosférica de cavalos e se vangloriava de ter os melhores pombos correios da Europa, o inimigo derruba a Polônia e entrava nos Países Baixos e Noruega com forças aerotransportadas e unidades blindadas altamente móveis; enquanto a França se entrincheirava os soldados alemães atacavam em pequenas unidades com alto poder de fogo individual. Eis um dos motivos da Alemanha ser uma referência em doutrinamento militar para os Exércitos do mundo inteiro no início do conflito. Os inimigos só puderam assistir a Blitzkrieg e tentar aprender com ela.

Claro que as consequências de um poder militar com essa a envergadura na Alemanha foi maléfico para as nações, e principalmente quando servia a propósitos ideológicos questionáveis. Mas não podemos deixar de observar a formação de uma força tão bem preparada e tal bem empregada. Um Exército nunca antes visto, e que mudou o conceito de se fazer guerra.

Vamos entender um pouco desse Exército através desses registros:

O Que Esperava o Soldado Alemão na Campanha da Rússia?

O que soldado alemão esperava com invasão da URSS? Uma operação rápida e um retorno ainda mais rápido. Sempre que analisamos a Segunda Guerra, em especial as grandes operações, deixamos de lado muitas vezes a visão do soldado, daquele que realmente fez a guerra. Mas essa talvez seja a mais importante e detalhada de todas as visões.

O perfil do soldado alemão que enfrentou as primeiras campanhas era diferente daquele que iniciou a Operação Barbarossa, e isso faz toda a diferença. Muitas unidades foram formadas para atingir o contingente necessário mínimo para eclodir a invasão. Soldados ainda sem experiência de combate se misturavam com os veteranos das campanhas da Polônia, Bélgica e Holanda e França. Outro fator importante era a visão que os soldados tinham do inimigo russo. Boatos surgiam que os russos eram brutais, já que havia relatos de assassinatos em massa praticados pelo regime comunista. E que a vastidão do território iria engolir qualquer tropa inimiga. Isso influenciava no moral da tropa. Foi necessário que os comandantes das pequenas frações e companhias se desdobrassem para explicar todo o material envolvido na campanha e realizar promessas de que eles retornariam ao solo pátrio em algumas semanas.

Quando é eclodida e invasão e as unidades avançam rapidamente dentro do território soviético, o moral aumenta com a velocidade do avanço. Mas as semanas passam e o ímpeto diminui, enquanto se encontra cada vez mais resistência soviética em todos os fronts. A logística começa a ser o grande pesadelo dos soldados que, com o cair do primeiro inverno de 1941, começa a entender os riscos da imensidão branca e assassina do território soviético. Mas ainda assim o avanço persiste durante todo o ano de 1942, até o isolamento no inverno gelado de Stalingrado, a partir dali o único pensamento dos militares envolvidos na campanha da Rússia era sobreviver! Mesmo com os esboços de reação alemã, depois da rendição do 6º Exército Alemão, o soldado da Wermatch nunca mais seria o mesmo.

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Antes e Depois – Especial Itália!

Publicar as fotos da medieval Itália que, a partir de 1943, foi um teatros de operações mais intensos da Segunda Guerra Mundial, e que sofreu uma profunda destruição, principalmente em pequenas cidades e vilas, sendo que muitos habitantes se encondiam em cavernas para não perderem suas vidas.

Também lembramos que foi esse cenário que nossos pracinhas combateram valorosamente.

Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D

Nas últimas palavras antes do início da Operação Overlord os comandantes de pelotão falavam abertamente para os soldados não se preocuparem, pois os bombardeios previstos para as praias desencadeados pela Marinha e Força Aérea aliada iria destruir qualquer coisa que se movesse no litoral onde aconteceriam os desembarques. Observem as torres das igrejas, não restará uma só em pé – diziam os oficiais. Também não deveriam se preocupar com os abrigos e fortificações nas praias, isso seria um monte de escombros assim que o primeiro soldado colocasse o pé na praia.

É certo que o bombardeio foi poderoso, contudo impreciso! Principalmente onde os americanos mais precisavam, no funil chamado Vierville Sur Mer, a praia de codinome Omaha. Mesmo com todo o impacto naval e aéreo as fortificações estavam lá, firmes e fortes, com canhões 88 e ninhos de metralhadoras apontadas destruidoramente para as embarcações da primeira leva. Era o início de um massacre.

As Fotografias Mais Engraçadas da História! – Parte II

O tempo é muito engraçado, isso mesmo, basta olhar para uma foto sua na década de 80 ou 90 e você logo perceberá que o tempo passou e o que era “moda” naquela época, parece ridículo hoje. Então imagine a moda a 50, 60, 70 anos atrás ou mais? Por mais engraçado que possa parecer, alguém se orgulhou dessas fotos algum dia. Então observem os modistas do século passado e do anterior.

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Determinando as Causas do Fim de Hitler –

Impressionante como nos deparamos com argumentos da Segunda Guerra que impossibilitam qualquer tipo de análise mais profunda do evento. Outro dia estava observando alguns comentários na internet sobre o confronto entre a URSS e Alemanha e, perplexo, observei que algumas pessoas defendem avidamente que a Segunda Guerra Mundial foi basicamente um conflito envolvendo esses dois países. Os principais argumentos foram as grande campanhas, os material bélico e humano envolvido e a derrocada do regime de Hitler iniciando às margens do Voga. É compreensível que um entusiasta soviético sustente o heroísmo do Exército Vermelho na campanha de expulsão da Wermartch até a queda de Berlim. Mas não é possível desconsiderar todas as campanhas militares entre 1939 a 1942, período em que vigorou de forma muito atuante a amizade entre os regimes do senhor Stálin e do ditador germânico. Não podemos conceber que o envolvimento de quase toda a totalidade de nações europeias e muitas outras nações de outros continentes, possam ser desprezadas no contexto das campanhas militares. Inconcebível também pensar que os mais de 02 milhões de soldados alemães estacionados na França em uma possível ofensiva aliada a partir do segundo semestre de 1943 possam ser desprezadas. Citamos apenas alguns exemplos, mas há muitos outros.

Portanto é necessário entender que uma das principais características do conflito é a percepção de que o envolvimento foi global, isso é passível, e que até 1942 a Inglaterra lutou praticamente sozinha nos céus e nos mares para segurar o ímpeto expansionista de Hitler. E os recursos empregados nas diversas campanhas foram diminuindo a capacidade bélica no decorrer dos anos e influenciou sim, o resultado final da guerra.

Essa visão é tão importante que o senhor Stálin, na Convenção Aliada em Casa Blanca, reforça a necessidade de abertura de uma nova frente, pressionando politicamente os Estados Unidos e a Inglaterra para que houvesse a invasão da Europa, por isso, podemos entender que um dos principais personagens para a Operação Overlord, o Dia D, foi o chefe comunista. Ele sabia a necessidade de fazer com que recursos importantes do, ainda combativo Reich, pudessem ser deslocados para a defesa de outra frente, aliviado seus Exércitos em franca ofensiva, portanto há argumentos suficientes para dar o peso e importância para cada ação política e de guerra.

Para finalizar é importante saber que, apesar de uma frente ter concebido um peso maior ou menor para o resultado final da guerra, o que levou a queda do Reich foi o conjunto de fatores, ações e decisões dos diversos líderes envolvidos que determinou e resultado final da guerra. Qualquer outra interpretação está baseada em exacerbada ideologia e não podem se configurar uma análise critica e isenta da Segunda Guerra.

Contudo nada disso tira o grande heroísmo e bravura com que lutou o povo soviético.

Segue abaixo alguns exemplos dos combates da União Soviética.

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Berlim…Pobre Berlim! Destruição, apenas Destruição

Berlim sempre foi uma das cidades mais importantes da Europa, berço de intelectuais, artistas e estadistas, cidade que viu nascer e morrer grandes ícones da história da humanidade. A Berlim planejada por Hitler tinha como plano ser a mais importante cidade que o mundo jamais vira; um centro cosmopolita futurista e modelo para a população selecionada segundo o entendimento nazista. Sem problemas de transporte, saneada, herborizada e totalmente planeja para ser a mais destacada cidade do III Reich. Pelo menos esse era o sonho do Fürher.

Em abril de 1945 os berlinenses iniciavam a parte final de um martírio que começou com os grandes bombardeios a partir de 1943. Com racionamento de alimento, transporte, combustível e serviço básicos a cidade estava muito longe de oferecer o mínimo necessário a seus cidadãos. E com a chegada da “Besta Vermelha” (termo utilizado pelos nazistas para classificar o Exército Vermelho), as coisas iriam piorar e muito para seus habitantes, que tentavam desesperadamente deixar a cidade, buscavam se entregar aos americanos, com medo da notória violência que as forças soviéticas tomavam as cidades germânicas. Dos 900 mil defensores mais de 450 mil perderam suas vidas em uma guerra de defesa desesperada. Mulheres, crianças e idosos sofreram amargamente com toda sorte de destruição que se aproximava. Pessoas se agrupavam em subsolos na tentativa de se esconder do furor das tropas, os mortos já não eram mais enterrados, e a cidade cheirava a morte. Até os últimos momentos alguns focos de resistência nazistas matavam aqueles que se recusavam a lutar contra “os vermelhos”, mas o que fazer? Naquela altura o pensamento era apenas um, sobreviver!

No final da guerra a cidade estava destruída e seus habitantes com todo o tipo de restrição que se pode imaginar. E a Grande Cidade idealizada pelos nazistas jazia sobre os escombros da velha e cansada de guerra Berlim.

 

 

 

A Destruição Bélica da Segunda Guerra

Confesso que estudando a Segunda Guerra, sempre me veio a curiosidade de saber o destino de uma quantidade impressionante de tanques, aeronaves e navios que eram produzidos para nações beligerantes e que foram destruídas em combate, principalmente quando as nações do Eixo caíram. O material bélico ainda disponível ou inutilizado dessas nações.

Bem, segue uma sequência de fotos que impressiona para verificar a extensão de equipamentos destruídos.