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Archive for outubro, 2011

Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte V

Esse conjunto de fotos (um dos maiores já publicados) representa três visões distintas que contam aspectos interessantes da Segunda Guerra. Primeiramente o Tratado de Não-Agressão entre Berlim e União Soviética, o chamado Tratado Molotov-Ribbentrop. Esse tratado deixou o mundo inteiro perplexo, tendo em vista dois sistemas de governo opositores e inimigos, sendo que a primeira repercussão sobre sua assinatura foram as severas criticas feitas a Internacional Comunista de suas afiliadas espalhadas pelo mundo. Contudo o pacto tem vida curta, apenas o tempo exato de Hitler alinhar suas tropas com a fronteira de uma Polônia subjugada, diga-se de passagem pela URSS e Alemanha. Então o show particular da Alemanha nazista tem início às 00h30m do dia 22 junho de 1941; Forças Especiais alemãs da Divisão Brandenburg, vestidas com uniformes soviéticos infiltram-se na fronteira. As forças especiais alemãs têm vários objetivos distintos, entre os quais, se destacam o controle de pontes e a destruição das comunicações telefônicas russas. Os militares alemães utilizam armas brancas e estão proibidos de disparar antes das 03h15m e, nessa exata hora, inicia oficialmente a Operação Barbarossa. Chega ao fim, da mesma forma como iniciou, surpreendentemente, a relação Berlim-Russia.

 Outro fator destacado nas fotos conta uma história que está ligada ao Post sobre o Bismarck que, segundo muitos historiadores, fora a gota d’água para que Hitler abandonasse suas pretensões em relação a belonaves marítimas desse porte, passando a investir em operações com submarinos em definitivo. Contudo há de se registrar a questão da mortalidade entre a  tripulação de UBoots, que chega 8 mortos para cada 10 marujos.

 E por último, a ainda calma Berlim. Com sua economia de guerra e com mulheres, mesmo que discretamente, exercendo funções braçais. Mas principalmente a doutrinação nazista sempre presente em todos os segmentos da sociedade e em todas as faixas etárias. O Ministro da Propaganda Goebbels era singular e complemente imbuído da missão de fazer um país inteiro reverenciar a figura do fürher.

Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra – Extra I

 

Temos o prazer de publicar um série extra de incríveis pinturas sovéticas de autores contamporâneos do conflito que registraram através de suas pinturas a incrível resistência do povo russo. E cabe um nota afirmando que sob qualquer ideologia ou fundamentação política é inegável a lutar do povo russo durante a Segunda Guerra Mundial e, segundo a nossa humilde opinião, muitas dessas pinturas transparecem esse heroísmo muito mais do qualquer foto já publicada.

 Os artistas são: N. But, N. Prisekin, Yu. Volkov,I. Bordachev, G. Nisskiy, N. Trufanov, M. Samsonov

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O afundamento do Bismark sob a visão do Capitão de Mar e Guerra Russel Grenfell

Em meados de Maio de 1941 a guerra mostrava-se desfavorável aos ingleses, lutando praticamento sozinhos por quase um ano contra as potências do Eixo, que até o momento ganhava a guerra, enquanto a  Royal Navy sofria pesadas baixas, e o comando alemão atacava a esquadra inglesa com submarinos, aviões  e também com navios.

            Chegavam ao alto comando Inglês que haviam sido vistas duas grandes unidades navais alemãs, que estavam sendo comboiadas por 11 navios mercantes, que navegavam a toda força para o norte, no Kattegart, e uma desta embarcações era o famoso encouraçado Bismark. Os ingleses se perguntavam o que iriam fazer estes navios inimigos?  Apenas acompanhavam os navios mercantes, ou aproveitariam este fato para entrar em mar aberto, hipótese que os ingleses achavam mais plausível, e nisto basearam todos só seus planos de ação. Esta decisão exigia uma estrita vigilância de todas as saídas do Mar do Norte, através das quais os alemães poderiam chegar ao Atlântico, o que exigiria um número muito grande de navios.

            O Comandante da Esquadra Inglesa Sir Jonh Tovey dispunha de dois encouraçados( o King George V e o Prince of Wales), dois cruzadores( o Hood e o Repulse), e um porta aviões( o Victorious) para lutar com o Bismark, que era maior que qualquer dos encouraçados ingleses, e possuía como armamento principal oito canhões de 15 polegadas e era tanto ou mais veloz que qualquer uma das unidades navais inglesas. Os navios britânicos não tinham a mesma qualidade das naus alemãs. O Repulse que 25 anos de uso, tinha dois canhões menos que o Bismark, sua blindagem era fraca e pouca capacidade de combustível. O Hood, embora poderoso já estava em serviço a mais de 20 anos e o Prince of Wales, era novo demais e estava a apenas 3 semanas que suas torres de artilharia haviam sido instaladas, não havendo nem tempo para treinar sua tripulação para situações de batalha e seus motores não haviam sido devidamente amaciados. Além destes o Victorious estava nas mesmas condições, e acabara os pilotos da reserva acabavam de fazer seus primeiros pousos na sua plataforma, restando ao Almirante Tovey apenas o King George V para enfrentar o Bismark.

            A Marinha Inglesa resolveu repartir seus navios pesados em duas forças, visando fechar as saídas para o Atlântico, o Hood e o Prince of Wales iriam para o norte e o sua nau capitânia, o King George V,  o Victorious e o Repulse iriam para o sul cobrir as passagens até as Ilhas Feroé, faltando apenas resolver qual o momento oportuno para mandar as esquadras para o mar, já que o suprimento de combustível iria desempenhar papel decisivo no êxito ou fracasso desta caçada em uma área tão extensa, com centena de milhas.

            No dia 21 de Maio, às 1:15, um piloto que fazia um voo de reconhecimento na costa da Noruega, fotografou duas naves em um fiorde perto de Bergen, sendo um deles rapidamente como sendo o Bismark e o outro seria um cruzador que foi identificado como o Prinz Eugen. Por volta da meia noite o Comandante Tovey como não havia recebido mais notícias da localização do Bismark mandou o Hood e sua força para o norte. Já no dia seguinte, as condições climáticas não foram propícias para operações aéreas o que levou o Comandante inglês a mandar sua esquadra, juntamente com o cruzador Norfolk prestar ajuda ao Suffolk, que já estava em missão de patrulha no Estreito da Dinamarca. Após 3 dias de vigília, por volta das 19 horas do dia 23 de Maio o Comandante R.M Ellis, que estava no passadiço do Suffolk avistou O Bismark e o Prince Eugen, acerca de 14 quilômetros de distância, estando a perigo de ser atingido pelo fogo inimigo, pois seus canhões tinham alcance de 40.000 metros, e rapidamente adentrou o nevoeiro e irradio sinal de inimigo à vista. Escondido no nevoeiro deixou o Bismark passar e foi navegando em seu encalço dele.

            Ao receber estas informações, o Comandante Phillips do Norfolk navegou rapidamente em direção aos inimigos, e às 20:30 horas e rompeu o nevoeiro quase em frente ao Bismark, que estava alerta e atirou 3 salvas de tiros com seus canhões de 15 polegadas que o enquadraram  e outro tiro caiu em sua esteira, levando-o a fazer uma manobra brusca para se esconder na densa névoa, vigiando o navio alemão de bem longe, numa posição segura. Por outro lado, a esquadra do Vice Almirante Holland, composta pel  Hood, o Prince of Wales e seis contratorpedeiros, singravam a pleno vapor para cercar as naus alemãs e, às 5:30 da manhã do dia 24 de Maio foram avistados e o Almirante mandou toda a frota se acercar deles, postando todos os oficiais e suas guarnições nas estações de combate pouco depois da meia noite.

            Quando a distância s e reduziu à 25 quilômetros o Hood e o Prince de Wales abriram fogo contra o Bismark, que respondeu imediatamente, sendo seguido pelo Prinz Eugen, e por um breve espaço de tempo, notou-se que o fogo foi direcionado ao Hood, e logo em seguida um enorme incêndio se propagou próximo ao grande mastro em direção à popa, lançando  labaredas à uma grande altura, parecendo que pulsava, pois ora as chamas subiam e em seguida baixavam. De repente uma grande explosão dividiu o Hood em dois partindo o seu casco, onde ao longe pode-se ver a proa e a  popa erguendo entre as ondas, desaparecendo em menos de dois minutos por completo. Agora o Prince of Wales era enquadrado pelos canhões inimigos, onde os canhões de 15 polegadas eram seguidas por tiros dos canhões de 8 polegadas do Prinz Eugen, com um intervalos de 10 a 15 segundos, levantando tanta água que era praticamente impossível verificar onde caíam os tiros dados pelo navio inglês. Em meio aos caos uma granada de 15 polegadas atingiu a ponte de comando, reduzindo-a a escombros matando toda os que ali estavam, com exceção apenas do Comandante J.C. Leach e do sinaleiro chefe, e para piorar a situação, por ser uma embarcação muito nova, vários problemas mecânicos começaram a aparecer, atrapalhando o funcionamento das torres, e constantemente falhava um ou outro canhão. Ele continuo sendo atingido e dois tiros perfurando bem na linha de flutuação, inundando-o com cerca de 500 toneladas de água, então ele mudou de rumo e abandonou o campo de batalha protegido por uma cortina de fumaça.

            Por sua vez o Bismark não dava sinais de ter sido avariado, mas se podia notar um grande rolo de fumaça negra que saía de sua chaminé após o combate, como se tivesse sido sacudido fortemente, e toda fuligem das suas caldeiras tivesse se soltado de uma só vez.

            Após o combate a análise da Marinha Inglesa é que defeitos na fabricação do Hood levou à sua destruição tão rapidamente, além de que o fogo do Bismark foi brilhante, sendo muito superior ao que poderia fazer os navios ingleses e depois do afundamento do Hood , tornou-se imprescindível a destruição desta nave alemã, que deixava um rastro de óleo embora estivesse navegando a toda força, aparentemente incólume.

            A força H do Vice Almirante Sir James Somerville, formada pelo cruzador de Batalha Renown, o porta aviões Ark Royal, o cruzador Shefield e seis contratorpedeiros, que se encontravam em Gibraltar, e que tinha por missão manter a esquadra italiana no sul do Mediterrâneo, fechando a saída para o oceano, trazendo toda a força H para o combate contra o Bismark. O encouraçado Ramillies que estava a centenas de milhas em pleno Atlântico e o encouraçado Ramillies que estava a cerca de 1.500 milhas da costa da Irlanda foram destacados tiveram a mesma ordem de dirigir-se para o combate naval.

            Apenas seis horas após o afundamento do Hood, mais dois encouraçados, um cruzador de batalha, um porta aviões, três cruzadores e nove contratorpedeiros, foram juntar-se a força de perseguição, promovendo uma concentração que não tinha paralelo em embates navais. Tanto o Norfolk quanto o Sufollk continuavam a seguir no encalço do Bismark, acompanhados pelo Prince of Wales e ao  longe pelo King George V, e mais atrás o porta aviões Victorious e o cruzador Repulse.

            Durante boa parte do dia o tempo clareou e os cruzadores mantiveram o inimigo em uma distância de 15 a 18 milhas, porém de repente um forte nevoeiro se acercou, e o navio alemão desapareceu por entre a chuva fina que caía naquele momento, se tornando invisível aos radares que tinha um alcance de 13 milhas. Por volta das 18 horas, este radar começou a revelar que que esta distância diminuía rapidamente e o comandante do Sufollk evitando uma emboscada mudou o rumo de sua embarcação, e ao dar meia volta viu o Bismark romper na sua frente, que usou toda a sua artilharia, e o Comandante Ellis mandou lançar uma cortina de fumaça, conseguindo ocultar-se atrás dela.

            Esta manobra feita pelo Bismark, foi executada unicamente para despistar a esquadra inglesa da retirada do Prinz Eugen, que foi obrigado a afastar-se, para ir reabastecer de combustível em um navio petroleiro, enquanto o encouraçado alemão afastava-se à grande velocidade. Para tentar frustar esta fuga do Bismark, o comando inglês sabia que a única maneira seria enviar um ataque aéreo partindo do porta aviões Victorious, pois se conseguissem acertar alguns torpedos no seu casco a velocidade teria que ser reduzida. O ataque aconteceu por volta das 18 horas, com todas as aeronaves portando torpedos, e ao final soube-se que apenas um atingiu o alvo, não alterando o plano de  fuga do Bismark.

            Na madrugada do dia 25 de Maio por volta das 3 da manhã, o Suffolk perdeu contato com o Bismark por aproximadamente 30 horas, até que os aviões do Comando Costeiro avistaram novamente o navio alemão no meio da manhã do dia 26 , e este desvio executado em direção ao Mar do Norte distanciou a esquadra inglesa do seu alvo, se postando muito atrás e se ele continuasse rumando à França seria impossível de alcançá-lo, já que esta marcha forçada consumia muito combustível, o que forçaria os navios ingleses a buscar algum  porto de reabastecimento, portanto era mister fazer a nau alemã a reduzir sua velocidade, e isto só seria possível fazendo uso de torpedeamento por parte da Força Aérea Inglesa. Quando o rádio trouxe a notícia do avistamento do Bismark, 15 aviões partiram do Ark Royal com a missão de torpedear o Bismark, sendo avisado que não haveria mais nenhum navio naquela área, não sabendo eles que o Sheffield havia sido encarregado de seguir a sua esteira, e os aviões que voavam através de chuva e cerração ao localizar um navio lançaram o ataque, e quando o Comandante Larcom captou no radar a aproximação, ordenou velocidade máxima, mudando o rumo para confundir os pilotos, sem disparar um único tiro, enquanto sua tripulação olhavam os torpedos caindo ao mar. A grande sorte foi que os torpedos estavam armados com espoletas automáticas e a maioria deles detonaram ao tocar com a supefície do mar, restando apenas seis ou sete que com muita habilidade a tripulação conseguiu se esquivar, fazendo com que todos passassem sem o tocar.

            No mesmo dia, após este ataque frustado todos os aviões estavam do Ark Royal estavam novamente municiados para um novo ataque, e notava-se que os pilotos estavam dispostos a não cometer nenhum erro, quando às 19 horas partiram e cerca de 40 minutos depois foram avisados pelo comandante do Sheffield que o inimigo encontrava-se a cerca de 12 milhas à proa, e pouco tempo depois começou o bombardeio, onde avistavam-se numerosas explosões de granadas no ar, com resposta do fogo antiaéreo que aos poucos foi diminuindo, e em pouco tempo a tripulação começou a avistar os aviões retornando, e passando tão perto que se podia ver o sorriso nos rostos dos pilotos que acenavam positivamente para os que estavam no passadiço do Sheffield( um destes aviões ao retornar foram contados 127 buracos na fuselagem do mesmo).

            As informações davam conta que a nau alemã, havia dado meia volta e dirigia-se em direção ao Mar do Norte, e que havia sido atingido, executando dois círculos completos e que agora estava parado de todo.

            No dia seguinte(27 de Maio), por volta das 8 da manhã o Norfollk avistou o Bismark a cerca de 8 milhas, avisando sua posição ao King George V e ao Rodney, que pouca mais de maeia hora depois iniciou um ataque com seus canhões de 16 polegadas, seguindo-se os disparos do King George V, permanecendo o Bismark calado durante dois minutos entrou em ação, respondendo ao ataque, mas em seguida o Norfollk e o cruzador Dorsetshire, se uniram nesta cruzada, diminuindo consideravelmente o poder de fogo alemão, castigando o Bismark de modo que muitos dos seus canhões só disparavam esporadicamente, onde podia-se notar que dois dos seus canhões de proa estavam abaixados ao máximo como se tivessem problemas mecânicos que não os deixavam levantar.

            A esta altura a velocidade do Bismark estava muito reduzida e por volta das 10 da manhã ele estava reduzido a uma ruína, onde podia-se notar que seu mastro tombara e sua chaminé desaparecera por completo e que no seu interior o fogo consumia tudo em um grande incêndio. Os ingleses estavam resolvidos a afundá-lo antes que a Força Aérea Alemã surgisse, com seus aviões de longo alcance que podiam estar rastreando o esteira do navio alemão, além dos seus submarinos que por alguma razão ainda não haviam aparecido em sua ajuda.

            O Comandante Rodney estava disparando tiros com seus nove canhões de 16 polegadas, que atingiram o seu casco, além de acertar um torpedo à meia nau, e o Norfollk acradita que também acertou mais um torpedo, e às 10 da manhã Sir Jonh Tovey a bordo do King George V ordenou que o Rodney se posicionasse para atingi-lo na popa, enquanto o Dorsetshire lançou dois torpedos que atingiram o Bismark à esquerda do passadiço fazendo-o explodir, e depois deu a volta e lançou mais outro torpedo que também atingiu o alvo.

            O Bismark, sempre com sua bandeira içada adernou  silenciosamente, virando de quilha para cima e afundou desaparecendo nas ondas. Tinha acabado a grande caçada, o Bismark deixara de existir após uma dolorosa batalha contra uma grande esquadra, e agora o que se via eram centenas de homens, cujas cabeças se viam no mar, onde 110 destes valorosos soldado foram resgatados pelo cruzador Dorsetshire e o contra torpedeiro Maori, que tiveram que afastar-se quando foram avistados os periscópios dos submarinos alemães foram avistados.

 Fonte:”História Secreta da Última Guerra”- Seleções Reader’s Digest  –   “The Bismark Episode” 1948 de Russell Grenfell

 Cedido pelo Pesquisador Rigoberto de Souza Júnior  – Secretário Ad-Hoc – ANVFEB-PE

Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte IV

No início de 1940 ambos os lados planejavam suas operações. Os Aliados concluíram que uma ataque da Alemanha deveria ser respondido com um avanço em direção à Bélgica. Os belgas, contudo, estavam ansiosos por manter sua neutralidade e não pretendiam provocar Hitler, o que o impediu que os Aliados assumissem posições estratégicas adequadas.

 Enquanto isso, Hitler dava continuidade a seus planos de um ataque a oeste. Em 10 de janeiro de 1940, informou seus generais de que o ataque iniciaria em 17 de janeiro de 40. Nesse ponto, o destino interveio: uma pequena aeronave alemã transportando dois oficias com os planos detalhados para a invasão dos Países Baixos perdeu o rumo e fez um pouso de emergência na Bélgica. Os planos não foram destruídos e Hitler, tendo presumido que estes haviam sidos comprometidos, adiou o ataque, sem saber que, para os Aliados, os planos eram meramente uma distração.

 No início de março, os detalhes da invasão foram mudados novamente, os generais Gerhardt von Rundestedt e Erich von Manstein sugeriram um ataque através das Ardenas, um território de florestas densas e considerado amplamente inadequado para os blindados. De fato, os Aliados consideravam bem implausível que a força principal do ataque inimigo viesse daquela direção.

Como era esperado que em 1940 continuasse sem nenhuma ação significativa em terra, alguns observadores sugeriram que Hitler blefara por tempo demais, permitindo que os britânicos e franceses reforçassem suas posições ao longo da provável linha de ataque alemão. Em 05 de abril, Neville Chamberlain proclamara que Hitler “perdera o ônibus”. Três dias depois, os alemães invadem a Noruega.

 Noruega

 Apesar de declarar neutralidade, e Noruega tinha clara importância estratégica. Os suprimentos alemães de minério de ferro sueco passavam pelo porto norueguês de Narvik, enquanto no país permitiriam que a Alemanha lançasse ataques aéreos contra o norte da Grã-Bretanha, além de propiciar ancoradouros para operações marítimas.

 Em 27 de janeiro, Hitler já havia esboçado os primeiros planos para a invasão da Noruega, ao mesmo tempo em que os Aliados procuravam uma maneira de interromper o fornecimento de minério de ferro aos alemães. Em 16 de fevereiro, o destróier HMS Cossack, após persegui-lo até um fiorde norueguês, abordou o navio de transporte alemão Altmark, libertando prisioneiros de guerra que este transportava (capturados de embarcações afundadas pelo Graf Spee). Os noruegueses protestaram contra a violação de suas águas territoriais, porém suas reclamações foram refutadas. O governo britânico ressaltou que a embarcação alemã entrou em águas norueguesas primeiro, deixando claro que a marinha britânica agiria quando as autoridade norueguesas não estivessem preparadas para fazê-lo. Hitler, então, convenceu-se de que não poderia confiar nos noruegueses para fazer frente aos britânicos.

 Em 28 de março de 1940, os britânicos e franceses concordaram em minar as águas da Noruega para impedir o tráfego de embarcações alemães. A decisão foi anunciada em 05 de abril, no mesmo dia em que Chamberlain sugeria que Hitler perdera a chance. Na verdade, as ordens alemãs para a invasão da Noruega foram dadas em 02 de abril, sendo que a força invasora alemã foi avistada no dia 07. Dois dias depois, soldados alemães desembarcavam na Dinamarca e na Noruega. Copenhague cai em 12 horas e os dinamarqueses não têm opção senão se renderem em 10 de abril.

 Os alemães encontram mais dificuldade na Noruega: combates acirrados entre embarcações britânicas e alemães em águas norueguesas entre 10 e 12 de abril resultaram em diversas perdas para os alemães. Tropas britânicas desembarcaram em Harstad nas olhas Lofoten, em frente a Narvik, em 15 de abril. No dia seguinte, unidades francesas e britânicas desembarcaram em Namsos. Em 18 de abril, tropas britânicas chegam a Aandalesnes. O plano era que as forças em Namsos e Aandalesnes se reunissem e tomassem Trondheim. Todavia, o comandante em Aandalesnes é convencido a ajudar os noruegueses em Lillehammer, que estavam sendo repelidos por pesado fogo alemão. Isso faz com que o contingente em Namsos, menos forte que o esperado, não possa rumar para Trondheim. No decorrer da semana seguinte, os alemães contra-atacam na Noruega central e empurram os Aliados de volta para Aandalesnes. Em 26 de abril, o Supremo Conselho de Guerra Interaliado concluiu que todas as forças devem ser evacuadas da Noruega. A evacuação é completada em 03 de maio e os Aliados avançam para Narvick. Ao final da terceira semana de maio, a estrada para Narvick está aberta. No fim do mês, as tropas alemães baseadas ali estão com poucos suprimentos e à beira de um colapso. Em 28 de maio, os Aliados lançam um ataque final e tomam Narvick. Contudo, durante o avanço sobre a cidade, a situação estratégica muda: os alemães haviam invadido a Bélgica e a Holanda em 10 de maio, fazendo com que a Noruega parecesse ser bem menos importante. Os Aliados decidem, então, por uma evacuação, que é lavada a cabo entre 03 e 08 de junho. A tragédia final da campanha aconteceu no último dia, quando o porta-aviões HMS Glorious foi afundado com quase toda a tripulação.

FEB – Os Detalhes Históricos – O Brasil em cima do Muro!

O Brasil foi uma grande incógnita para as forças beligerantes desde o início do conflito. Se por um lado havia uma clara aproximação com os Estados Unidos, por outro o governo possuía uma relação comercial mútua com os países do Eixo, principalmente Itália e Alemanha. O governo varguista tinha, inclusive, utilizado como base para formação do Estado Novo em 1937 o modelo italiano de Mussoline. Mais ainda, em discurso totalmente pró-fascista proferido pelo doutor Getúlio, abordo do Encouraçado São Paulo em 11/06/40, que não só causou constrangimentos para Oswaldo Aranha, então Chanceler brasileiro, como serviu para exemplificar o quanto o governo brasileiro estava dividido, e o resultado disso foi uma carta de felicitações enviada por Mussoline e uma explicação oficial do Chancelar ao Embaixador americano.  Outro fator importante para os beligerantes, principalmente dos Estados Unidos, era a posição estratégica do nordeste brasileiro. Desde o final da década houve missões de reconhecimento da inteligência da Marinha americana para identificar os pontos sensíveis e levantar a real situação das cidades brasileiras, principalmente Natal, Recife, Salvador e Rio de Janeiro, essas cidades, eram consideradas estratégicas e também totalmente vulneráveis a qualquer investida inimiga.

Os sucessos militares iniciais da Alemanha permitiram que boa parte da cúpula do Ministério da Guerra se mostrasse mais propensa ao apoio aos germânicos, podemos citar como exemplo o Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra e o Chefe do Estado Maior do Exército General Góis Monteiro que apesar de não haver qualquer referência bibliográfica que aponte-os como germanófilos,  há evidências nessa direção; no caso da apreensão do navio Siqueira Campos, que transportava uma carga de armas compradas pelo Brasil em contrato de importação anterior a declaração de guerra e que, sendo interceptada pelos ingleses, gerou um incidente diplomático que só foi contornado com a interferência direta dos Estados Unidos e a atuação de Oswaldo Aranha. Mesmo assim, o Chefe do Estado Maior solicitava ao presidente rompimento das relações diplomáticas com a Inglaterra.

Mais no final das contas o que pesou foi o apoio econômico. Getúlio Vargas precisava urgentemente, dentro das suas pretensões de estruturação do país, a criação de uma indústria de transformação brasileira, e os Estado Unidos estavam dispostos a financiar o projeto se houvesse a apoio à causa da guerra. Outro fator importante foi a atuação do Chanceler Oswaldo Aranha. As convicções do ministro das relações exteriores foram tão importantes para determinar qual seria a posição brasileira que ele conseguiu convencer, inicialmente o Presidente da República e, posteriormente todo o gabinete. Tarefa difícil se levarmos em consideração que até o momento do rompimento das relações diplomáticas Aranha teve oposição por parte dos militares, que acreditavam que o Brasil estaria completamente vulnerável se a declaração de guerra fosse consuma.

O Brasil nunca foi um parceiro importante para os Aliados, mas era estratégico. Os Estados Unidos sabiam disso, tanto que arquitetaram um plano de invasão ao Brasil caso o mesmo optasse pelo lado do Eixo e depois dos ataques a Pearl Harbor que gerou indignação dos países americanos e que fez com que houvesse a Reunião de Chanceleres no Rio de Janeiro em 1942 e posteriormente a quebra das relações diplomáticas entre o Brasil e as nações do Eixo. Tudo isso foi usado como insumo pelo hábil Oswaldo Aranha para fortalecer as relações com os Aliados e quebrar as resistências internas e, com isso fazer com que o Brasil sai em definitivo de “cima do muro”.

Afundem o Bismarck!

História

14 de fevereiro de 1939: Batizado por Dorothea von Loewenfeld, neta de Otto von Bismarck.

15 de setembro de 1940: O Bismarck partiu de Hamburgo para o Mar Báltico para os ensaios.

17 de setembro de 1940: Chegou a Kiel.

28 de setembro de 1940: Partiu de Kiel e chegou a Gotenhafen na Polônia.

Outubro-novembro 1940: Testes de mar no Mar Báltico.

05 de dezembro de 1940: Se afasta da zona do Báltico para a montagem final.

09 de dezembro de 1940: Chega ao Estaleiro Blohm & Voss, em Hamburgo.

De janeiro-março de 1941: Montagem final, fora concluída, acrescentou armas de 8 x 4,1″. O Bismarck está pronto em 24 de janeiro, mas um navio afundado no porto atrasou sua partida e ele fica retido na Blohm & Voss, até 6 de março.

8 de março de 1941: Chega em Kiel com leva suprimentos. O navio é pintado com um padrão de camuflagem.

17 de marco de 1941: Sai de Kiel e chega em Gotenhafen (Polônia) permanecendo até abril. O Bismarck continua a realizar manobras no Mar Báltico.

05 de maio de 1941: Adolf Hitler inspeciona o Bismarck em Gotenhafen.

12 de maio de 1941: Almirante Günther Lutjens e sua equipe chegam ao Bismarck. Bismarck participa de mais dois exercícios antes da implantação.

18 maio de 1941: Bismarck faz uma manobra de seis horas com o navio Tirpitz, a única vez que os dois navios operam em conjunto.

19 maio de 1941: Bismarck e Prinz Eugen partem Gotenhafen para a Operação Rhinübung.

20 maio de 1941: Bismarck é avistado pelo cruzador sueco Gotland e seu movimento é relatado.

21 de maio de 1941: Chegou a Grimstadfjord perto de Bergen, Noruega. Embora o Bismarck tivesse sido fotografado pela RAF. A noite o Bismarck e Prinz Eugen  partem para o estreito da Dinamarca.

23 de maio de 1941: Bismarck e Prinz Eugen são avistados por HMS Norfolk e Suffolk. Bismarck  inicia o ataque com cinco salvos em Norfolk que fica em chamas, ma não houve afundamento. O choque de armas de Bismarck danificou o radar e ele teve de abandonar ficando protegido pelo Prinz Eugen. O Bismarck, em seguida, fez uma tentativa de envolver a embarcação inimiga, mas Suffolk pegou-o fazendo uma curva em seu eixo e foi capaz de atingir o Bismarck.

24 de maio de 1941: Batalha do Estreito da Dinamarca, agora com HMS Prince of Wales, HMS Hood, HMS Norfolk e Suffolk. O Hood é afundado e o Prince of Wales danificado. Bismarck está danificado e o Prince of Wales  em chamas. O Bismarck é atacado durante a noite por aviões jogando torpedos. Enquanto o navio ainda opera. Um homem do Bismarck é morto por cair de uma passarela durante o ataque com torpedoa.

25 maio de 1941: Atacado por aviões Swordfish torpedos, Bismarck e Prinz Eugen se separam. Os britânicos perdem contato com o Bismarck. No entanto no final da noite o almirante Lutjens envia uma mensagem de rádio para Berlim. A mensagem é interceptada pelos britânicos e sua posição é revelada.

26 maio de 1941: O Bismarck é localizado por um barco de Catalina e depois atacado por aeronaves Swordfish, recebendo dois disparos diretos. Uma meia-nau e uma no leme,  enquanto o Bismarck tenta uma curva, fica incapaz de manobrar e só consegue realizar movimentos em círculo. No final do dia Bismarck é atacado por destroyer Piorun G-65, mas, o ataque é chaçado com sucesso. O Bismarck é atacado novamente pelo HMS Cossack F-03, HMS Maori F-24, HMS Zulu F-18, HMS Sikh F-82 e ORP Piorun G-65. Mais uma vez o ataque é rechaçado.

27 maio de 1941: Bismarck é afundado em ação com HMS King George V, HMS Rodney, HMS Norfolk  e HMS Dorsetshire.  A tripulação de Bismarck abre as válvulas para evitar a captura. HMS Dorsetshire resgatou 86 sobreviventes, mas um morreu de seus ferimentos a bordo.  HMS Maori F-24 resgatou 25 sobreviventes.  U-74 resgatou três sobreviventes e o Sachsenwald (navio alemão) resgatou dois sobreviventes.

A Morte de Hitler: Uma Análise Histórica – Parte II

 Um Relato inicial:

Uma das principais testemunhas dos acontecimentos ocorridos no bunker em 30 de abril de 1945 é de Otto Günsche membro da SS-Sturmbannführer e juntamente com Heinz Linge forma um importante importante testemunho oral:

                Em 21 de abril, Hitler foi levantado cerca de 09h30m e informado de que Berlim estava na linha de fogo da artilharia russa. Burgdorf bem como outros ajudantes esperaram por ele na antecâmara. Como de costume fez sua própria barba. Nem mesmo seu barbeiro pessoal, August Wollenhaupt, tinha permissão de barbeá-lo; ele dizia que não suportava ter alguém com uma navalha encostada à sua garganta.

                Na antecâmara, esperavam por Hitler Burgdorf, Schaub, Below e Günsche.

                – Que está acontecendo? De onde vem o tiroteio? – perguntou. Burgdorf informou que o centro de Berlim estava sob pesado fogo de artilharias russas, aparentemente postadas a noroeste de Zossen. Hitler empalideceu. – os russo estão assim tão perto?

                Às primeiras horas da manhã de 22 de abril o fogo da artilharia russa aumentou…

                As bombas russas frenquentemente explodiam em Tiergarten e por vezes mesmo nos jardins que circundavam os ministério da Wilhelmstrasse (Chancelaria). O seu estrondo arrancou Hitler do sono às nove da manhã.

                Tão logo se vestiu chamou Linge e perguntou nervosamente: “Qual o calibre?” Para acalmar Hitler, Linge respondeu que o fogo vinha de baterias antiaéreas no Tiergarten e de canhões russo isolados, de longo alcance. Após o café em seu gabinete, Hitler voltou ao quarto, onde Morell lhe aplicou como de costume uma injeção estimulante.

                A conferência militar foi convocada para o meio-dia. Por volta de meio-dia reuniram-se no bunker de Hitler as seguintes pessoas: Doenitz, Keitel, Jodl, Krebs, Burgdorf, Winter, Christian, Voss Fegelein, Bormann, Hewel, Lorenz, Below, Günsche, Johannmeyer, John von Freyend e Von Freytag-Loringhover.

                Foi a conferência militar mais rápida de toda a guerra. Muitos rostos estavam transfigurados. Em vozes abafadas a mesma pergunta era repetida várias vezes: “Por que não pode o Führer se decidir a abandonar Berlim?”

                Hitler chegou dos seus aposentos particulares e parecia mais curvado do que nunca. Laconicamente saudou os membros da conferência e deixou-se cair na cadeira. Krebs começou a relatar os fatos. Comunicou um considerável agravamento da situação das tropas alemães que defendiam Berlim. Os tanques russo tinham conseguido avançar para o sul, via Zossen, e alcançado os arredores de Berlim. Nos subúrbios leste e norte havia violenta luta. As tropas alemães postadas no Óder ao sul de Stettin estavam inapelavelmente cercadas. Os tanques russos tinham-se infiltrado através de uma brecha e penetrado profundamente nas posições defensivas alemãs.

                Hitler se levantou e curvou-se sobre a mesa. Pôs-se a apontar algo no mapa, suas mãos tremendo. Subitamente empertigou-se e jogou seu lápis de cor sobre a mesa. Inspirou profundamente, sua face ficou rubra, seus olhos esbugalhados. Recuou um passo da mesa e numa voz brusca gritou: “É o fim! Em tais circunstâncias não posso comandar! A guerra está perdida! Mas vocês estão enganados, cavalheiros, se pensam que vou deixar Berlim! Daria antes um tiro na cabeça! ”

                Todos fixaram os olhares horrorizados sobre ele. Mal levantou a mão. “Obrigado senhores”. Então, abandonou a sala.

 Texto Extraído do Livro: A Morte de Adolf Hitler – Lev Bezymenski – 1968

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A Morte de Hitler: Uma Análise Histórica – Parte I

É impressionante como as desventuras das notícias podem criar mitos e desvirtuar a verdade histórica. Isso quer dizer que um fato histórico pode ser diretamente influenciado por boatos e inverdades que circulam ao longo dos anos. É como se alguém lançasse um boato sobre alguma coisa e, depois de cem anos, aquele boato fosse testificado por pessoas como sendo um fato histórico, e isso, por mais incrível que possa parecer acontece de forma muito contundente nos meios de comunicação, principalmente a internet.

Um acontecimento histórico que tem sido vitima latente dos boatos e lendas urbanas modernas é sobre a Morte de Hitler. Desde o dia 01 de maio de 1945 (um dia após a sua morte) até os dias atuais são constantes os boatos sobre a sorte do destino que envolve a morte, sepultamente e o corpo do homem que mudou o século XX e a história da humanidade.

Antes de tudo é necessário separa o fato do boato, a informação errada do mito. Por isso, resolvemos realizar uma análise sistemática baseada nas informações existente sobre a morte do líder nazista. Nessa análise devemos levar em consideração relatos orais, documentos oficias do Exército Vermelho e outras fontes importantes para validar os acontecimentos registrados nos anais da história como sendo um dos mais importantes da humanidade.

Berlim começou a sofrer os primeiros ataques da Primeira Frente Bielo-russa em 21 de abril de 1945 e a cada dia os avanços eram maiores, enquanto a Wermarcht lutava desesperadamente para manter a capital. Hitler se transferiu para o Bunker que ficava próximo a Chancelaria no dia 22 de abril e de lá não saiu mais. Todos os colaboradores do líder nazista também foram transferidos para lá. Outro fator importante era a saúde de Adolf Hitler, que desde o atentado ocorrido em julho de 1944 deixou-o com sequelas no ouvido e, desde então, ele andava cada vem mais curvado. Todos os dias seu médico particular aplicava doses cada vez maiores de adrenalina para lhe dar ânimo.

Esse era o cenário que se encontrava Berlim. Um Líder que nem mesmo de longe lembrava aquele homem que o guiou em 1939 para vitórias militares avassaladoras e um avanço dos “Ivans” sobre sua capital, o coração do “Reich de Mil Anos”.

Gustav Weber - Sósia de Hitler e ainda hoje apontado como ele na foto

 

Qual a Origem dos Nossos Pracinhas?

 Segue abaixo artigo enviado pelo colaborador e Secretário Ad-hoc da Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Seccional Pernambuco Rigoberto de Souza Júnior.

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            Desde o ano de 1937 que o Brasil tornara-se uma ditadura inspirada nos modelos tanto italiano quanto alemão, com o Poder Legislativo, os partidos políticos fora da lei, a liberdade suprimida e a exaltação exacerbada ao Chefe de Governo Getúlio Vargas. O governo valeu-se da oportunidade, tendo em vista que a opinião pública exigia a tomada de uma atitude frente aos diversos ataques aos nossos navios, que levou à morte centenas de civis e militares, além da entrada dos EUA no conflito, para romper relações com os países do Eixo.

            Infelizmente o entusiasmo das ruas não tomou o caminho da seções de recrutamento, praticamente sendo inexistente o voluntariado. O apelo das autoridades militares para que todos os homens aptos ao serviço militar, engrossassem as fileiras da FEB, ficou sem eco nas classes mais abastadas de nossa sociedade, onde curiosamente os oradores mais inflamados dos comícios da época, ao serem chamados a se incorporar, se valiam de dispositivos legais que os isentavam de servir o Exército e, a Força Expedicionária Brasileira teve de ser organizada com a juventude pobre do Brasil.

            Os vários episódios ocorridos nos quartéis(quarteladas), o falso civismo republicano, o material obsoleto usado por nosso Exército, nos obrigou juntamente com oficiais americanos a retirar quase do nada uma divisão de Infantaria, um Grupo de Caça e um reduzido números de navios.

De acordo com relatos de alguns Veteranos da FEB da Regional PE, várias artimanhas foram usadas para estes jovens de classe, como o uso do creme dental “Kolinos”, que naquela época tinha uma cor amarela, e no exame de saúde ao ser perguntado se teria alguma doença venérea, apertava a ponta do pênis, de onde saía um excremento amarelado, que se dizia ser “pus”, já que sofria de blenorragia. Outro artifício usado para burlar o exame médico era se colocar um dente de alho no ânus, o que causava um aumento da temperatura corporal, indicando que o mesmo estaria com febre devido a uma possível infecção.

De acordo com fatos da época, se dizia que a era mais fácil a “Cobra Fumar” que o Brasil entrar na guerra e para configurar ainda mais a descrença da partida da FEB, o Major Elber de Mello ouviu do General Cordeiro de Farias uma anedota recorrente nas altas rodas da sociedade carioca na época era: A FEB não partirá. Não partirá porque seu comandante é DEMORAIS; o comandante da Infantaria é da COSTA e o comandante da Artilharia é CORDEIRO, ou seja, não é de briga…

 

Fonte: “A FEB doze anos depois” do Major Elber de Mello Henriques – Bibliex – 1959

Todos de famílias humildes do sertão nordestino

Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte III

Nessa publicação vislumbraremos principalmente o ano de 1940, que em termos de conquista, foi o ano mais avassalador para a Alemanha, deixando o mundo inteiro perplexos com as conquistas territoriais conseguidas em tão pouco tempo. Se valendo de uma França politicamente dividida e estrategicamente protegida pelo Tratado de Não Agressão gemano-sociético que, diga-se de passagem, tinha mais como objetivo fazer com que a Alemanha dividisse uma mesma fronteira com a URSS.

Contudo a grande Nação Nazista não estava preparada para enfrentar uma consequência previsível dessa expansão: a ocupação das nações invadidas. Nesse aspecto a Wermacht deixa de ser uma força ofensiva para atuar como força de ocupação, e isso exige uma nova conduta que não implementada pelos nazistas. Os líderes nazistas atuam com repressão e violência antes mesmo de qualquer movimento partisan ter sido formado. Agora o regime tem que se preocupar com a administração e o controle político interno dos países baixos e a França, além da continuidade posterior da guerra no atlântico e a preparação de uma possível invasão a Inglaterra. Nesse ponto a Inglaterra luta desesperadamente para manter-se firma sem qualquer acordo de paz. Contudo a moral inglesa é abatida a cada ofensiva aérea sobre Londres, já que os alemães possuem um controle de todos os campos de pouso que vai da Dinamarca até a Normandia. O único alívio é a disposição americana para enviar suprimentos para as terras da Rainha.

O “Futuro” vistos pelos Olhos do Passado!

Perdoem-me os futuristas, mas o futuro (que a Deus Pertence!) não me agrada por diversas razões, mas creio que através do estudo do passado e do presente podemos projetar o futuro…E esse é meu medo! Mas o amigo Pedro Ferreira  (um homem“batráquio”, “circunspecto”, “metódico” e além do mais piloto e acidentalmente Analista de Sistemas) me enviou há algum tempo essa imagem tirada do excelente blog http://capinaremos.com/. E retrata a disposição das pessoas do século XIX em retratar o século XX. Bem, não tenho como confirmar sobre a origem das gravuras, mas de qualquer forma é bem engraçado pensar que essas visões de futuros foram bem próximas da realidade. E para quem não acredita é só ver os desenhos de Leonardo da Vinci.

A VISÃO DOS FRANCESES COMO SERIA A ANO 2000

 

Especial Grande Guerra – Revistas do Período – Parte II

Ainda que timidamente, já aparece nos confins da Grande Guerra a temática interessante sobre a contribuição da impressa na formação da opinião pública sobre o confronto, a ideia de se propagar o inimigo como um ser abominável e desprezível em todos os aspectos está presente nas publicações do período “Le Mode”. Uma tática idêntica foi bastante utilizada pelo mestre da propaganda nazista Joseph Goebbels.

Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte II

Estamos contato a Segunda Guerra através das fotografias do Centro Histórico Alemão (Bundesarchiv). Nessa postagem estaremos “contando” a invasão da Polônia, que foi o primeiro grande evento oficial da Segunda Guerra em 01 de setembro de 1939. A campanha contra a Polônia foi desencadeada pelo Alemanha com a conivência e posterior apoio russo, estando inclusive previsto em cláusula secreta no Tratado de Não-Agressão germano-soviético. Esse fato até hoje é motivo de controvérsias. Também há registros da invasão Alemã aos países baixos e a surpreendente capitulação francesa, onde a cerimônia de rendição teve o cerimonialismo dos vencedores imposta por Hitler.

Armas em Funeral

É com grande pesar que a Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Regional Pernambuco informa o falecimento do nosso associado Isael Otávio de Carvalho, um dos nossos verdadeiros Heróis que  estiveram presentes no Teatro de Operações da Itália que lutaram bravamente honrando o bravo soldado brasileiro. A Família ANVFEB PE enlutada se solidariza com os familiares do nosso Herói.

 Rigorbero Souza Júnior – Secretário Ad-hoc

Que Nosso Deus Soberano possa recebê-lo e confortar a família do herói brasileiro.

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Fotos que Marcaram o Século XX – AP

Em 1973 a revista brasileira REALIDADE publicou as 73 fotos que marcaram até aquele ano a Associeted Press. A maior agência de notícia americana foi fundada em 1846 por um grupo de jornais e posteriormente congregou rádios e TVs de notícia para distribuir a notícia entre os seus afiliados.

Evidentemente que de 1973 até hoje muitas outras fotos entraram nesse ranking, contudo é importante relembrar as histórias que marcaram o século passado e praticamente forjou a notícia fotográfica.

Os detalhes históricos são do próprio período REALIDADE.

O “bombardeio” de Wall Street

O “bombardeio” de Wall Street

Os negócios prosperavam com tanta segurança, na tranquila Wall Street, que o “Rei dos Reis”, J. P. Morgan, tinha ido descansar na Inglaterra, deixando a direção de seus interesses ao filho, Junius. A 16 de setembro de 1920, quase ninguém notou uma velha carroça puxada a cavalo, que estava parada em frente ao número 23 da rua dos milionários. Até que ela desapareceu em uma coluna de fumaça matando trinta pessoas e ferindo trezentas, entre os quais o próprio Junius. Era um atentado terrorista, atribuído, vagamente, aos “vermelhos” e fotografado por George Schmidt.

 

Prelúdio de Guerra na Ásia

 

Prelúdio de Guerra na Ásia

Preocupados com os acontecimentos da Europa, os americanos nem pensam na Ásia, onde os japoneses prosseguem sua expansão imperialista. A 28 de agosto de 1937, a impressa o bombardeio da estação de Xangai, na China. Mas, como os aviões nipônicos demoraram, todos os fotógrafos foram-se embora. Menos um, H. S.Wong, que mandou para o ocidente a visão do horror.

A Dança da Vitória

Hitler gosta de escrever e reescrever a História. E como acha que um dos capítulos que precisam ser corrigidos é o que registra a rendição do Império Germânico, em 1918, ele escolhe com capricho o palco improvisado da cerimônia – um velho vagão, a alguns quilômetros de Compiègne – para, a 21 de junho de 1940, receber a delegação da França derrotada. Depois de falar aos franceses, sentado na poltrona que tinha sido ocupada pelo Marechal Foch (que comandou a vitória dos aliados em 1918), ele saiu para o ar livre, onde uma banda toca Deutschland über Alles (A Alemanha Acima de Tudo). E um fotógrafo desconhecido registra a reação coreográfica.

O velho Henry Capitula

A 3 de abril de 1941, pela primeira vez na história da companhia, os 120 mil empregados da Ford entram em greve. Todos os grandes da indústria já tinha aceitado negociar com os sindicatos. Mas Henry Ford sustentava que preferia fechar as portas das suas fábricas e jogar a chave fora, antes de submeter-se a qualquer espécie de acordo. Mas, diante do inevitável, ele cede. Milton Brooks, do Detroit News, ganhou o prêmio Pulitzer de fotografia, com esse fragrante desse conflito entre os operários.

O privilégio de sobreviver

Durante 16 meses, dos quais contou cada minuto, ele esteve longe de casa, na frente norte-americana. Viu 35 de seus melhores colegas morrerem antes que sua divisão chegasse à cidade de Kasserine, onde, ferido num bombardeio, foi hospitalizado. Ostentando condecorações que talvez preferisse nunca ter merecido, o coronel Robert Moore regrassa a Villisoa, Iowa, onde o esperam sua mulher, Dorothy, e sua filha Nancy. Earle L. Bunker, do Omaha World Herald, ganhou o prêmio Pulitzer de 1944, com esta fotografia.

O inverno no poder

A 29 de abril de 1945, em uma praça em Milão, onde Benedito Mussoline, o Duce, tinha começado sua triunfal carreira política, 22 anos antes, seu corpo jaz dependurado de cabeça para baixo, ao lado de sua amante, Clara Petacci, de 25 anos, e dos de dezesseis militantes do Partido Fascista. Depois do rápido julgamento, as últimas palavras do ditador foram: “Não! Não!”. Na praça, o povo incrédulo olha, espantado, para o pouco que restou do homem que, durante tantos anos, fez a lei na Itália. Alguns sacodem a cabeça de Mussoline, como para se certificar de que tudo acabou. Outros se queiram: “Morreu depressa demais. Deveria ter sofrido”.

“Ivan! Volta para casa!”

Em 1953, a população de Berlim Oriental está descontente: quer mais casas, mais bens de consumo e menos horas de trabalho. Em 16 de junho, 5000 pessoas realizam um protesto na avenida Stálin. No dia seguinte, a multidão é de 50000, e dois jovens, subindo em uma estátua, gritam: “Ivan! Volte para casa!” Os russos respondem a bala. No dia 28 tudo está calmo.

O menino do vagão vermelho

Ao meio-dia de 16 de maio de 1958, Bill Seaman, fotógrafo do Minneapolis Star, vê um menino puxando um vagão vermelho, de brinquedo, que quer atravessar o cruzamento das avenidas Riverside e 27-South. Ele pensa em avisá-lo do perigo, mas segue em adiante. Três quarteirões depois, ouve, em uma rádio da polícia, que um menino foi atropelado por um caminhão de lixo. Ele volta e encontra o corpo ao lado do vagão vermelho. A fotografia dessa tragédia valeu-lhe o prêmio Pulitzer de 1959.

Ele escolheu a sua AlemanhaConrad Schumann tem dezenove anos e não se lembra da Segunda Guerra Mundial, só tinha três anos quando ela acabou. Em agosto de 1961, ele é um dos muitos guardas da Alemanha Oriental que vigiam a barreira que separa o país em dois. Na tarde do dia 15, Peter Leibing, fotógrafo da agência Contipress, de Hamburgo, observava, do lado ocidental que os dois guardas que acompanham Schumann o olham com desconfiança. Ele prepara a câmara: duas horas depois de começar a patrulha, Schumann pula para a Alemanha que escolheu.

Uma batalha na esquina

Uma batalha na esquina

O presidente Rómulo Betancourt, da Venezuela, está no quarto ano de seu mandato quinquenal. Em junho de 1962, quinhentos fuzileiros se revoltam na base naval de Puerto Cabello. Em dois dias de sangrentos combates nas ruas entre rebeldes e tropas do governo, morreram duzentos homens. Hector Ronden, de La República, ganhou Pullitzer de 1963, com essa foto de um padre socorrendo em pleno tiroteio um soldado legalista ferido.

Injustiça pelas próprias mãos I

 

Injustiça pelas próprias mãos II

A 1º de fevereiro de 1968, quando a ofensiva Tet convulsionava o Vietnã, o coronel Nguyen Loan, chefe da polícia de Saigon, não hesitou em executar, antes de qualquer interrogatório, um suspeito do Vietcong, em pleno centro da capital. Ao recolocar a pistola no coldre, ele declarou calmamente: “Eles mataram muitos americanos e muitos dos nossos”. Eddie Adams, que estava andando pela rua, viu a cena e fotografou toda a sequência, o que lhe valeu o prêmio Pulitzer de 1969. “Tirei a foto por instinto”, disse depois, “qualquer idiota poderia ter feito a mesma coisa. Loan antes de sacar a pistola não deu nenhuma indicação do que faria.”

 

Polícia do Exército – História de uma Tropa de Elite

Permita-me publicar algo em causa própria. O senhor Rigoberto Souza Júnior me presenteou com algumas revistas de valor e peso histórico da década de 40 até a década de 80 e, por isso, estou estudando de forma gradativa para extrair o máximo possível dessa maravilhosa fonte histórica. E de ante mão, agradeço a esse pesquisador pela cooperação, contribuição e amizade que, mesmo de pouco tempo, já tem produzido frutos na renovação do Espírito Febiano desse humilde blogueiro.

Em uma publicação há uma revista O Expedicionário (Número 141 setembro/outubro de 1987), tem uma matéria assinada pelo General de Divisão Domingos Ventura Pinto Júnior sobre a formação do 1º Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro. Como a matéria é grande, coloquei alguns pontos abaixo que podem servir de inspiração e análise histórica para outros que, como eu um dia ostentaram o Braçal PE com orgulho e galhardia.

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O General Zenóbio da Costa depois da experiência com o Pelotão de Polícia da FEB tinha como objetivo ratificar a atuação de uma tropa de elite que pudesse ser exemplo de disciplina e respeito dentro do Exército Brasileiro.

Em fins de 1946, o General Zenóbio da Costa deu instruções pessoais ao Capitão Evandro Guimarães Ferreira, para providenciar, junto à 5ª Região Militar a seleção de 400 homens que iriam constituir, em 1947, a 1ª Companhia de Polícia do Exército, sob seu comando.

Entusiasmou-se o velho chefe com a primeira incorporação dos conscritos vindos do Paraná e Santa Catarina, tendo, ele próprio, ido esperar na estação Central do Brasil o primeiro contingente, que iria se transformar em homens de elite, de uma Unidade de Elite. Da Central do Brasil, o Marechal Zenóbio da Costa, dirigiu-se ao quartel da PE, onde aguardou a chegada do contigente, e, no pátio, fez uma saudação confortadora, ao mesmo tempo que  lhes disse que iriam servir Unidade Ex-Combatente, pois era originária do Pelotão e Companhia de Polícia Militar da Força Expedicionária Brasileira, e com o pensamento voltado a Pátria. Disse-lhe, também, que a Polícia do Exército é uma Unidade disciplinadora e que eles deveriam dar o exemplo, mostrando-se sempre austeros, bem uniformizados, cabeça levantada, disciplinados, e que cumpre-se à risca uma mística em que o CUMPRIMENTO DA MISSÃO é ponto de Honra. A DISCIPLINA tem que ser exemplar, pois o PE coíbe a indisciplina e para coibi-la, ele tem que ser disciplinado no mais alto grau; a POSTURA, a ATITUDE e o DECORO MILITAR, são virtudes que impossibilitam ao transgressor revidar a uma repreensão. É essa razão porque o soldado PE é DIFERENTE dos demais. Não é melhor nem pior; apenas diferente. Disse-lhes o General Zenóbio da Costa que eles teriam todo o conforto necessário e uma alimentação substancial e que em poucas semanas notariam sensível diferença física.

Em 1947, a 1ª Companhia de Polícia do Exército se consagra campeã das Olimpíadas Militares, competindo com Unidades mais antigas, entre elas os Regimentos de Infantaria, Artilharia, Cavalaria e Engenharia. O entusiasmo a que chegou o Marechal Zenóbio da Costa levou a determinar ao Capitão Evandro, comandante da Companhia, que tomasse providencias para que a PE fizesse demonstrações de ginástica, ordem unida e instruções especializadas, a fim de que ele pudesse convidar Generais e autoridades brasileiras e estrangeiras para mostrar a eficiência da nova Polícia do Exército. Determinou também que a guarda dos Palácios Presidenciais, do Ministério da Guerra, das residências dos Generais Ministro da Guerra e Comandante da Zona Militar Leste e 1ª Região Militar, fosse feita pela PE, e o seu objetivo era mostrar aos transeuntes a atitude militar do soldado da PE, bem como angariar a simpatia e o respeito das autoridades civis e militares que trafegassem pelos Palácios e residências oficiais.

Os transeuntes que passavam em frente a essas guardas da PE, se admiravam com a postura do PE, quando tentavam puxar assunto e não obtinham resposta. Diziam: “Esses PE, mais parecem estátua do que gente”

Em 1947 foi formada a primeira turma de Motociclistas Militares que iram operar 10 motos Harley Davidson, necessárias às escoltas das autoridades e dos embaixadores, além da escolta de unidade militares em cumprimento da missão.

Em 1948, precisamente no dia 16 de abril às 15 horas, os paióis de munição do Depósito Central de Material Bélico explodiram, levando a devastação e o pânico, às áreas de Deodoro, Vila Militar e adjacências, com dezenas de mortos e feridos e a fuga, em massa, de famílias dos militares que tinham naquelas localidades as suas residências e que deixaram ao abandono de suas casas. O Marechal Zenóbio, comandante da Zona Militar Leste e 1ª Região Militar tomou conhecimento da catástrofe e imediatamente, ele mesmo, telefonou ao Capitão Evandro, Comandante da Companhia, para que fosse pronto, para a Vila Militar e tomasse as providências compatíveis com a situação.

Era chega a hora da PE mostrar que não era apenas uma tropa de demonstrações e de se apresentar impecável nos logradouros ou em missão de guarda e patrulhamento; às 15 horas e 10 minutos o Capitão Evandro, com seus motociclistas à frente, com as sirenes abertas com cerca de 300 soldados, deslocou-se para a Vila Militar, onde chegou as 15h45m, a tempo de o Marechal Zenóbio da Costa, que também para lá se dirigiu, assistir o desembaraço do pessoal da PE, no transporte de feridos, vigilância nas áreas residenciais, balizamento com indicação dos hospitais e dos locais de reunião dos que perderam suas casas.

Em 15 de maio de 1948, a PE é visitada pelo Almirante Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, Brigadeiro e Generais sediados no Distrito Federal, e foi feita uma demonstração de Ginástica Calistênica, Controle de Distúrbio e Ordem Unida, além de uma disputa de Cabo de Guerra entre os soldados do Corpo de Fuzileiros e a PE, em que se sagrou vencedora a Polícia do Exército.

A tropa foi muito elogiada pelos presentes, e o Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais perguntou ao Marechal Zenóbio sobre a possibilidade de ser mandado um núcleo de Fuzileiros para estagiar na PE, com a finalidade de preparar a organização da futura Polícia da Marinha, ao que o Marechal respondeu ser uma honra para o Exército atender aquela solicitação.

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Segue abaixo as fotos do amigo Rafael que é membro do WebKits e que, getilmente, autorizou a publicação, aqui no BLOG, das fotos do acervo do seu pai que serviu no 2º BPE na década de 50 .

Aviso que as fotos são do acervo pessoal da família de Rafael e sua cópia só poderá ser realizada com a autorização do mesmo.

Uma dessas motos é esta aqui:

Foto - Felipe Fernandes - Reprodução com autorização

Foto Felipe Fernandes - Reprodução com autorização

Outras Fotos Históricas:

Frase de Impacto no Antigo Quartel da Polícia do Exército em Olinda

Brasão do 4º Batalhão de Polícia do Exército - Recife - Pernambuco

Lebensborn – A Fábrica de Crianças Arianas do III Reich

Lebensborn foi introduzido na Alemanha nazista, em dezembro de 1935. Lebensborn fazia parte da crença nazista em uma “Raça Superior” – a criação de uma raça superior que dominaria a Europa como parte dos planos de Hitler para o “Reich de Mil Anos”. O sucesso inicial experimentado pelos alemães no início da Segunda Guerra Mundial deu ao regime a oportunidade de expandir a Lebensborn por toda Europa ocupada pelos nazistas.

A idéia de criar uma “Raça Superior” foi apoiado por Heinrich Himmler, chefe das SS e um dos mais próximos confidentes de Hitler. Lebensborn foi idéia de Himmler. Lebensborn – significa a “Fonte da Vida ‘- foi concebido para fornecer a Alemanha nazista por gerações durante décadas e séculos vindouros. Entre 1935 e 1939, Lebensborn ficou restrito apenas a Alemanha nazista.

Se uma mulher queria participar tinha que provar sua origem ariana e, apenas 40% daqueles que solicitaram a adesão Lebensborn, passavam no teste de pureza racial. Lebensborn permitiu que as mulheres engravidassem mesmo que não fossem casadas ​​e as clínicas Lebensborns também atuavam como centros de adoção buscando lares para crianças nascidas como resultado do projeto. Em 1940, cerca de 70% das mulheres envolvidas no Lebensborn não eram casadas.

No total, dez casas Lebensborn chegaram a operar na Alemanha nazista, sendo a primeira construída nos arredores de Munique.

No entanto, foi na Segunda Guerra Mundial que Himmler viu a oportunidade real para expandir o projeto Lebensborn. A SS invariavelmente seguia as forças armadas alemãs em uma zona de guerra, pois tinha uma variedade de papéis a cumprir, após uma área ter sido invadida. No entanto, outra missão que lhe é dado por Himmler era o de buscar crianças pequenas estrangeiras que se adequavam a ideia da supremacia ariana.

A Noruega foi ocupada em 1940. Este país especialmente interessava ​​Himmler por causa de seu passado Viking. Himmler tinha um grande interesse que os guerreiros Vikings produzissem combatentes de sucesso. Mulheres norueguesas foram encorajadas ou forçadas a relações sexuais com oficiais da SS, independentemente de terem sido casados ​​ou não e nove casas Lebensborn foram estabelecidas no país. Crianças nascidas como resultado de tais ligações foram criados na Alemanha pelos pais nazista. Eles foram batizados em uma cerimônia SS, onde seus pais adotivos juravam que a criança teria uma fidelidade ao longo da vida às crenças do nazismo. Outras clínicas Lebensborn foram estabelecidas na Europa Ocidental – França, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Luxemburgo todos tinham uma casa de apoio.

É quase impossível saber o quanto as crianças foram retiradas dos países ocupados. Em 1946, foi estimado que mais de 250.000 foram enviadas à força para a Alemanha. Apenas 25 mil foram recuperados após a guerra e enviados de volta para suas famílias. Sabe-se que várias famílias alemãs se recusaram a devolver as crianças que tinham recebido dos centros Lebensborn. Em alguns casos, as próprias crianças se recusavam a voltar para sua família de origem. Também é sabido que milhares de crianças não “suficientemente bons” para ser o projeto foram simplesmente descartados.

Fonte: Der Spiegel