Archive
Berlim, 1945 – A Vida dos Alemães Antes da Derrota!
A Estação Gesundbrunnen do U-Bahn, o sistema de metrô de Berlim, tinha sido projeto para comportar 1.500 pessoas, mas tinha três vezes esse número nos primeiros meses de 1945. Velas espalhavam-se por todo o lugar e, além de fornecer uma iluminação escassa, serviam para medir o nível de oxigênio. Ao se apagar uma vela no chão, as crianças eral alçadas sobre os ombros dos mais velhos. Se alguma outra, sobre uma cadeira, se apagasse, era hora de começar a evacuar a estação. Ou, então, se a chama de uma última vela, colocada na altura do queixo, se extinguisse, todos deveriam correr para a superfície, mesmo que fosse em meio a um bombardeio aéreo.
A vida nos bunkers e estações de metrô era uma constante para os 2,7 milhões de habitantes que restava na capital do Terceiro Reich, em 1945. Cerca de 300 bombardeios aéreos, que assolavam a cidade desde 1940, e o avanço de 2,5 milhões de soldados e amais 6 mil tanques do Exército Vermelho devastaram ruas, avenidas, pontes, sistemas de água, luz e transporte, além de quase a metade das casas e um terço dos prédios residenciais, entre os soldados soviéticos, era comum a prática de estupros coletivos de civis alemãs e os saques a estabelecimentos comerciais e casas. Até a capitulação, que seria assinada no dia 08 de maio de 1945, 50 mil civis pereceriam em meio aos 80 milhões de metros cúbicos de entulho em Berlim.
Em 19 de março de 1945, com a iminência do cerco soviético sobre a capital, Adolf Hitler deu a ordem que ficou conhecida como “terra arrasada”. Nela, o Führer determinava que instalações militares, de transportes, comunicações e suprimentos e toda a estrutura física da capital, que pudesse servir aos soviéticos fossem destruídos. “Caso a guerra seja perdida, o povo também estará perdido e não é necessário se preocupar com as usas necessidades de sobrevivência elementar”, disse Hitler em um memorando. “Os que restarem após a batalha serão, de qualquer maneira, apenas os inadequados, porque os bons estarão mortos.” Em 30 de abril, o próprio Hitler uniu-se aos “bons”, cometendo suicídio.
Números que retratam a destruição:
A precária infraestrutura da cidade refletia a baixa qualidade de vida em maio de 1945.
- 37 dos 38 reservatórios e 99,9% dos dutos de gás de Berlim estavam destruídos
- Nenhum dos 100 mil postes de iluminação das ruas funcionavam
- As 19 estações de água da cidade estavam danificadas
- 122 das 188 agências dos Correios estavam fora de operação
- As 46 centrais telefônicas estava fora de funcionamento
- Dos 4300 km de ruas, 1350 km estavam destruídos
- De 153 mil veículos motorizados da cidade, apenas 115 continuavam funcionando
- Dos 33 mil leitos em hospitais antes disponíveis, 24 mil não podiam ser usados e nenhuma das 400 ambulâncias funcionava
- Das 649 escolas, 149 estavam destruídas, 439 danificadas e 81 foram disponibilizadas para outros usos
Fonte: Grande Guerras – Julho 2006
Okinawa – A Última e Dolorosa Conquista do Pacífico
Após a Batalha por Iwo Jima o caminho para a segunda maior ilha do Japão estava aberta, Okinawa. O Décimo Exército Americano invadem em 01 de abril de 1945 e encontra ligeira oposição inicial. Todavia, ataques kamikazes maciços são lançados contra a frota de invasão em 6/7 de abril. No segundo dia, um ataque naval, liderado pelo imenso encouraçado Yamato, é interceptado por um porta-aviões americano. O Yamato, três destroieres e um cruzador leve são afundados. Os cinco destroieres sobreviventes escapam, mas a perda do Yamato após as perdas em Leyte torna a marinha japonesa irrelevante.
Em 09 de abril até o final do mês, os americanos continuam a atacar a linha defensiva de Shuri no sul da ilha, encontrando fanática resistência em seu avanço. A guarnição japonesa é progressivamente dividida em três bolsões, que são destruídos até o fim de junho. Pela primeira vez os soldados japoneses começam a se render, sugerindo que o moral está se esvaindo. Não obstante, o número de soldados que combate até a morte, assim como o número de baixas americanas em Iwo Jima e Okinawa, levantam questões sobre o custo de um assalto final ao Japão.
Fonte: História da Segunda Guerra Mundial – David Jordan
—————————————-
Sobre a Batalha de Okinawa, a história de um povo, a banalização do mal e a insustentável busca pela paz numa base militar.
Fonte: http://okinawabrasil.wordpress.com/
Quando se está em Okinawa, mal se pode imaginar o que este povo, seus mares e cavernas viram acontecer por aqui. Digo povo, mares e cavernas, porque poucas construções sobraram para contar essa história.
A Batalha de Okinawa foi talvez a mais sangrenta em terra que se passou no eixo do pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, pouco sabemos sobre ela. Segundo escrito nos livros do colégio e nas apostilas do cursinho, o Japão, também fortemente influenciado por uma política imperialista e fascista, foi aliado da Alemanha e da Itália durante a II Guerra.
Foi no mês de abril de 1945 que a já empobrecida ilha de Okinawa foi invadida pelos Estados Unidos da América.
Com sua superioridade militar as tropas americanas rapidamente causaram um grande estrago na pequena ilha e o já enfraquecido exército japonês teve que recuar para o sul de Okinawa.
Neste processo, a cidade foi praticamente inteira destruída. Como muitas casas por aqui eram feitas de madeira e palha, em pouco tempo, Okinawa se tornou um grande incêndio e a destruição em cidade. Durante a batalha, que durou pouco mais de dois meses, o exército japonês teve mais de 100.000 baixas, o americano mais de 12.000. Mas, claro, quem sofreu mais com essa história foram os civis. Mais de 150.000 okinawanos perderam suas vidas.
Com suas casas destruídas e com a guerra (literalmente) pegando fogo, os okinawanos que sobreviviam aos ataques americanos tinham que se refugiar nas cavernas da ilha ou nos túmulos (ohaka) típicos de Okinawa (ainda preciso escrever sobre o ohaka).
No entanto, com o agravamento da situação e com o abandono das tropas japonesas pelo próprio governo japonês, a população local passou a temer não só os americanos, mas também o exército japonês. Com a escassez de alimentos, os soldados japoneses não só roubavam a pouca comida que estes sobreviventes conseguiam, mas também obrigavam-lhes a cometer suicídios coletivos e coisas do tipo.
Não são poucas as histórias de pessoas que viram seus entes queridos morrerem de fome ou malária, ou mesmo os que tiveram que conviver (ou seria con-morrer) com os corpos em decomposição dentro destas cavernas.
Na Guerra, Sorte e Coisa Bem Rara! Homenagem a FEB.
A observação da Segunda Guerra e a participação brasileira no conflito, se analisadas do ponto de vista social, proporcionaram um cenário improvável, que marcou uma geração por colocar em combate, sul-americanos que não tinham o perfil de um combatente moderno, não era dotado dos recursos físicos e da preparação psicológica adequada para combater sob o manto sagrado da democracia, que ele mesmo não entendia ou desfrutava. Era difícil de imaginar que um cidadão nascido no interior da Paraíba, filho de um Coletor de Impostos, pudesse participar de um conflito mundial lutando pelo Brasil contra regimes que, teoricamente, possuíam similaridade com o de Getúlio Vargas, ou pior, que um pernambucano, que nascera em 1922, na Rua Imperial, número 67, tradicional via da cidade do Recife, que passou sua infância na capital pernambucana tomando banhos no Rio Capibaribe na década de 30, frequentando as serestas e ouvindo os pianos nas casas de família na Rua da Concórdia, quem poderia imagina que esse pernambucano iria morrer em combate, lutando em solo italiano em 12 de dezembro de 1944? Jovens que independente da ideologia ou posição social lutaram pelo seu país, em defesa da democracia que eles mesmos não tinham acesso, mas todos tinham a consciência do papel a desempenha, todos queriam entrar na guerra pelo seu país, pelas suas famílias. Mesmo que muitos brasileiros abastados tenham utilizado recursos para evitar sua incorporação ao efetivo que iria lutar na Segunda Guerra, outros foram voluntariamente, e embasados na desigualdade social latente em nosso país, esses jovens vestiram seus uniformes e foram à luta, era o melhor que nosso país poderia oferecer naquele momento, longe de qualquer discussão política, a alma do povo brasileiro estava presentes naqueles soldados, com suas virtudes e defeitos. Soldados subnutridos? Sim! Pois o nordestino passava fome. Sem instrução? Sim! Nosso país possuía um alto índice de analfabetismo, então como esperar que a Força Expedicionária estivesse acima das expectativas do Povo Brasileiro, se a FEB era o próprio POVO BRASILEIRO; O EXÉRCITO ERA O POVO BRASILEIRO.
Coragem e abnegação sempre foram referências que seguiram a Força Expedicionária Brasileira desde sua saída até a sua desmobilização, nesse aspecto, eram atributos do povo brasileiro espelhados no Exército ali representado e que, em última instância era a representação do próprio povo brasileiro; eram seus valores identificados na raiz de nossa raça. Nosso povo, o mesmo que expulsou holandeses de Pernambuco; o mesmo que buscou a liberdade nas Revoluções de 1818 e 1824; o mesmo que proclamou a Farroupilha, lutou a Balaiada, Praieira, Cabanagem e tantas outras revoltas que tiveram a participação do povo brasileiro que, independente das causas ou objetivos, são as provas cabais que nosso povo é um povo guerreiro, e que, a célebre frase de Euclides da Cunha, no clássico Sertões: “O sertanejo é antes de tudo, um Forte!”, é extensível para o nosso povo de uma forma geral, sendo a FEB um exemplo da dinâmica na declaração do escritor, pois tenha a certeza que se ele tivesse presenciado, como presenciou em Canudos, nossos soldados lutando contra as excelentes posições alemães em Monte Castello, teria lembrando dessa frase e se orgulhado dos filhos de nossa pátria, sertanejos, sulistas, paulistas e cariocas, que lutaram e morreram em solo estrangeiro.
O nosso soldado, o soldado febiano, não precisou de sorte para desempenhar seu papel, provou seu valor pelo sangue derramado de quase 500 filhos caídos; provando seu valor não apenas pelas vitórias conquistadas, ou pelos números de tropas e equipamentos inimigos capturados, mas principalmente pela bravura, chegando ao Teatro de Operações com a fama de mal preparado, mal equipado e pouco combativo, e no final da guerra, comparada a outras Divisões de mesmo porte, se destacou dentro do Corpo de Exército que se integrou. O Soldado brasileiro mostrou seu valor na Itália, e o soldado brasileiro da FEB será, em última instância, a representação fidedigna do próprio POVO BRASILEIRO.
Uma Viagem no Tempo: A Segunda Guerra Ontem e Hoje – Parte II
Mais uma sequência de imagens do designer Max3 com montagem de fotos da Segunda Guerra. Um excelente trabalho.
O Teatro do Pacífico em Quadrinhos
Uma edição americana contando as operações do Teatro do Pacífico. Muito interessante.
Memorial Day – NO BRASIL JÁ!
Hoje nos Estados Unidos comemora-se o Memorial Day, é um feriado onde se referencia a memória daqueles que morreram por seu país. Essa é uma cultura que, infelizmente, não temos e, muito provavelmente, nunca teremos. Nosso país, diferentemente dos Estados Unidos, não se envolve em guerras. Contudo, como aconteceu lá nas terras de Tio Sam, aqui pátrios também perderam a vida em solo estrangeiro, lutando pelo seu país. Pelo menos os que morreram achavam que estavam morrendo por isso.
Não me venham com falácias sobre a participação pífia do Brasil na Segunda Guerra ou, até mesmo, sobre os conchavos políticos de Vargas, isso não vale, pois quem derramou seu sangue pelo seu país no ataque a Montese, em abril de 1945, e foi morto lutando à frente de seu pelotão, foi o Aspirante e Herói brasileiro Francisco Mega, ele morreu lutando pelo seu Brasil, diferentemente dos inúmeros políticos corruptos da atualidade, ele deu o que tinha de mais valioso, sua vida. E o que o Brasil lhe deu em troca? Esquecimento! Se o Sargento Max Wolf pudesse ver o futuro, será que ele teria se arriscado tanto? Será que ele abdicaria do convívio de sua filha Hilda, se soubesse que o mesmo país que o enviou, também o esqueceria? E que os jovens brasileiros de gerações posteriores acolheriam como heróis jogadores de futebol com milhões de dólares em suas contas e nenhum amor pelo Brasil, e não saberia quem foi Max Wolf? Ou qualquer outro brasileiro que lutou e morreu na Segunda Guerra? Ora, meu povo brasileiro, de tantos ídolos e alegres músicas, como podes esquecer, ignorar, menosprezar e até xingar homens corajosos que deixaram sua juventude para lutar por uma causa, que bem ou mal, era a Tua Causa? Como jovens podem amar o que é estrangeiro, idolatrar grandes personalidades de outras nações, enquanto há um desconhecimento geral de quase 500 corpos brasileiros sepultados no Rio de Janeiro. Onde? No Rio de Janeiro! Quantos cariocas sabem que existem no Aterro do Flamengo esses heróis sepultados? E Pernambuco? Apenas 12 mortos na Itália! Apenas? Quantos monumentos há para lembrar? Nenhum! Ou melhor, UM! Onde? Parque 13 de Maio, centro do Recife! Isso mesmo! Mas como alguém pode saber? Não há qualquer placa, apenas um velho monumento inominado, sem indicação, sem uma plaquinha que seja. Esse é nosso país. Esse é nosso Estado. E a Paraíba? E Minas Gerais? E São Paulo? Quantas mães, mulheres, filhos e filhas choraram seus entes queridos, levados pela guerra e esquecidos pelo tempo?
Ficamos na esperança de que nosso país mude, como a mesma expectativa quando tantos compatriotas se juntaram em outra geração para gritar por Diretas Já, para que também possa, essa geração, gritar por mais reconhecimento histórico, não apenas pelos esquerdistas, comunistas e guerrilheiros que morreram por esse ideal, mas para todos os Filhos da Terra Tupiniquim que já derramaram seu sangue, independente se usavam farda ou não. Sigam o exemplo de West Point, Academia Militar Americana, onde há uma placa com o nome de todos os oficiais formados que lutaram e morreram na Guerra Civil Americana, pois eram todos irmãos, independente se Confederados ou da União, eram todos americanos e mereciam serem homenageados. Portanto, nesse ponto, temos muito que aprender com os capitalistas, mas honrados norte-americanos.

Essa foto é de soldado que morreu no Dia D, e um velho veterano francês da Primeira Guerra que se compadece com a perda de um jovem.
- Essa foto é de soldado que morreu no Dia D, e um velho veterano da Primeira Guerra que se compadece com a perda de um jovem.
A História em Quadrinhos na Segunda Guerra – Comics
A Segunda Guerra foi um terrível evento na história da humanidade, contudo não podemos desconsiderar os parâmetros que surgiram para consolidar ideias, pensamento e tecnologias que seriam utilizando através nos anos posteriores da guerra.
A História em Quadrinhos passou a ser utilizada como instrumento de propaganda dos países envolvidos, não por acaso, personagens nacionalistas ou estereotipados passaram a fazer parte dos Comics americanos, ingleses, alemães e da maioria dos países envolvidos no conflito. Grandes Heróis como Capitão América e Super-Homem nascem para a Segunda Guerra ou ganham novas características para enfrentar a nova ordem mundial. Sem qualquer cerimônia esses novos instrumentos são utilizados de forma indiscriminada para o esforço de guerra. Isso traz esperança para os povos envolvidos, permitindo que o moral do povo no front doméstico possa estar sempre elevado. Eis alguns exemplos, americanizados é verdade, mas importantes para a História da Guerra:
Charges e Cartoons Políticos da Segunda Guerra – Parte 02
Uma visão, em sua maioria americana, de Hitler que circulou na imprensa antes e durante o envolvimento dos Estado Unidos na Segunda Guerra.

Interessante Cartoon que exemplifca o momento vivido na America do Sul nos anos anteriores a Declaração de Guerra com os EUA. O Brasil e os demais países tinham uma forte influência nazista.
- Interessante Cartoon que exemplifca o momento vivido na America do Sul nos anos anteriores a Declaração de Guerra com os EUA. O Brasil e os demais países tinham uma forte influência nazista
- O início do desmoronamento nazi.
- A Boa e Velha Coca-Cola Alemã
O Pai da Blitzkrieg? Uma Visão dos Blindados
Hans von Seeckt foi nomeado para o cargo de chefe do Reichwehr da República do Weimar, que era o Exército de Defesa da Alemanha, segundo o Tratado de Paz de Versalhes. Esse Exército estava reduzido a um efetivo de 100 mil homens, sendo 4000 oficiais e 96 mil praças e constituía a única força autorizada a manter a defesa do território alemão após 1919.
Seeckt realizou uma prodigiosa mudança no comportamento e na qualificação da tropa, realizando um treinamento profissional desse efetivo, mesmo sob as severas imposições do Tratado. Ele foi um dos primeiros generais a lançar as bases para a Blitzkrieg, defendendo a especialização de unidades relativamente pequenas, mas empregada com grande mobilidade nos campos de batalhas contra grandes efetivos de tropas inexperientes e mal formadas. Esse pensamento revolucionário deixava de lado o conceito de guerra estática e tornava evidente a criação de uma nova metodologia de combate. Para ele, os grandes efetivos de conscritos eram um enfardo desastroso para as futuras batalhas, pois os jovens seriam mais bem utilizados para os fins da guerra, trabalhando na indústria e fornecendo material bélico de primeira linha para os soldados profissionais. Outro efetivo, menos experiente, poderia ser utilizado como tropa de ocupação e reservas, buscando um aprimoramento e adquirindo a experiência necessária para entrar na linha de frente.
Contudo dois elementos importantes ficaram de fora da análise de emprego de tropas, segundo os conceitos que seriam empregados pelos alemães durante a Segunda Guerra, a utilização da aviação contra tropas inimigas, o que, para Seeckt, a Força Aérea deveria ser empregada especificamente para neutralizar a aviação inimiga e não na ofensiva contra tropas em solo. Um segundo conceito era a utilização de blindados para alcançar a mobilidade necessária nos campos de batalha. Nesse último caso, coube ao general Heinz Guderian a consolidação e aperfeiçoamento das técnicas de emprego de blindados na composição de uma guerra ofensiva de alta mobilidade que ficou consagrada como “Guerra Relâmpago”.
Portanto vamos verificar nas fotos abaixo alguns blindados que foram criados para alcançar a mobilidade ignorada por Seeckt e aperfeiçoada por Guderian, cujo o resultado já é notório para a História.
Fonte: O outro lado da Colina – Liddell Hart
A Série – Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Guerra – O Retorno
Mais uma série das mais loucas da Segunda Guerra.
- um lanchinho
- a elite…
- que merda é essa?
- chega meu meu filho
- o bebo
- preparando o gagau
- um sonho
O Turismo Militar Durante a Segunda Guerra: Integração Cultural
Antes mesmo de falar em globalização a Segunda Guerra proporcionou uma integração cultural inimaginável. Houve um deslocamento forçado de milhões de soldados de diversos países que enfrentam o flagelo da guerra ou que participaram diretamente do conflito, tais como o Brasil e Estados Unidos. Nesse aspecto, cidades italianas, francesas, belgas, polonesas, tchecas, holandesas e tantas outras que foram ocupadas pelos alemães e, posteriormente, libertadas pelos Aliados, tiveram a chance de respirar economicamente oferecendo serviços e depois faturando com o turismo de guerra. Exemplo desse tipo de atividade econômica eram os “Passes Livres”, que eram oferecidos aos soldados para um breve descanso em cidades como Paris e Veneza. Outro aspecto importante foi o envolvimento entre os militares e as mulheres dos países locais, fenômeno também verificado por ocasião da ocupação alemã. Não foram poucos os casos de italianas que deixaram seu país para se casarem no Brasil. Na França há casos de americanos que não retornaram mais para a América. Já a relação entre as forças de ocupação e os homens locais nem sempre eram amistosas, na verdade, entre as diversas tropas de países diferentes sempre houve brigas e quebra-quebra. Essa integração, inimaginável antes da guerra, tornou a Segunda Guerra um dos primeiros eventos da História a permitir a integração de culturas.
Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra – Parte Final
Em poucos momentos na História a mulher demonstrou tão bravura em combate e tanta coragem quanta as Snipes soviéticas. Observando o número de baixas causadas por elas e os atos de bravura individuais chega a ser assustador. Segue alguns exemplos:
Como um franco-atirador, Olga Vasilyeva atacou pela primeira vez em 1943 e matou 185 alemães no total. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, ela voltou para Voronezh, condecorada com a Ordem da Guerra Patriótica e a Ordem da Estrela Vermelha.
Natalia Kovshova nasceu em Ufa em 1920 e juntou-se à frente, em outubro de 1941.
No dia 14 de agosto de 1942, o regimento de Natália estava combatendo perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na região de Novgorod. Dois Franco-atiradores resistiram à ofensiva alemã nas trincheiras. Os soldados russos foram mortos um após o outro. Natalya era um dos poucos que permaneceu viva, ela foi ferida. Então decidiu puxar o pino da granada, e esperar para explodir os soldados alemães quando chegaram à trincheira.
Quando os alemães finalmente chegaram à trincheira, Natalya detonou as granadas, matando-se juntamente com muitos soldados alemães. Ela recebeu postumamente o Herói da União Soviética, em reconhecimento do seu sacrifício.
Maria Polivanova nasceu em uma aldeia na região de Tula, em 1922. Ela estava juntamente com Natália Kovshova quando detonaram as granadas na luta perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na Região Novgorod em 14 de agosto de 1942. As duas morreram levando vários soldados alemães.
Inna Mudretsova matou 138 alemães, sendo seu primeiro alvo morto em 1943. Ela teve seu braço esquerdo amputado após um grave ferimento. Ela morreu pouco antes do 55º aniversário da Grande Vitória.
Nina Petrova nasceu em 1893, e no período da Segunda Guerra Mundial ela tinha 48 anos e não precisava lutar. No entanto, se juntou ao exército e matou 122 alemães. Ela morreu em um acidente de carro em 01 de maio de 1945.
Snipers Catherine Golovakha (à esquerda) e Nina Kovalenko (à direita).
Elizabeth Mironova matou 100 inimigos. Ela morreu em 1943 na defesa de Novorossiysk
Nina Lobkovskaya matou 89 inimigos
Maria Koshkina (Tkalich) matou 85 ocupantes fascistas começando como instrutora médica e, em seguida, se tornou sniper. Quando ela foi ferida na perna, continuou atuando como instrutora de médicos e socorrista. Ela nunca usava qualquer uma de suas medalhas e ordens de condecoração quando ela estava em casa na região de Leningrado, porque “recebeu por matar pessoas”.
Lyubov Makarova matou 84 alemães. Após o fim da guerra, voltou para Perm, sua cidade natal.
Alexandra Vinogradova matou 83 alemães
Julia Belousova matou 80 inimigos
Roza Shanina matou 75 inimigos. Ela insistiu em entrar para o exército, embora tivesse apenas 16 anos. Ela teve aulas e começou nas funções em 1944. Ela morreu em uma batalha em 28 de janeiro de 1945.
Yevgenia Makeeva matou 68 inimigos
Visão e consequências da liderança mundial antes de 1945 e pós 1945
Em outras oportunidades sempre frisei o nível dos frequentadores desse espaço virtual. Entre muitas publicações, sempre tive o prazer de ler comentários de exímios pesquisadores que aumentaram a abrangência e os detalhes dos posts do blog. Alguns desses comentaristas tive o prazer de começar uma amizade, dentre os quais o Chico Bendl e o Mauro Moryarty. O primeiro já escreveu um artigo para o blog, mostrando sua capacidade intelectual e de pesquisa. E hoje, tenho o prazer de publicar um artigo do amigo Mauro. Um dos comentaristas mais capacidade da internet sobre a Segunda Guerra, e um ávido pesquisador. O Artigo mostra, com excelência, uma análise metódica, mas com uma linguagem simples e direta, abordando a visão e os atos de líderes mundiais no pré-guerra e as consequências no mundo pós-guerra.
Sinto-me lisonjeado de ter nesse humilde espaço o apoio sapiente de pessoas tão capacitadas.
Visão e consequências da liderança mundial antes de 1945 e pós 1945
Nas comemorações dos 50 anos de Hitler, é de se supor que a Alemanha estivesse tomada mesmo por júbilo e comemorações do natalício de Hitler, apenas seis anos passados da sua ascensão ao poder, parecia que a Alemanha havia recuperado o seu orgulho nacional, e a posição que lhe cabia no cenário geopolítico continental e internacional, Hitler recuperara politicamente quase tudo o que a Alemanha havia perdido na Europa, após a derrota na primeira Guerra Mundial e a desastrosa paz imposta por Versalhes, mas apenas seis meses depois deflagraria uma segunda guerra mundial, por erro de calculo político, finalmente os aliados reagiram a suas iniciativas de anexar o que fora perdido antes, o mundo lhes cobrava, e a Polônia foi seu limite moral estabelecido.
Como podemos considerar Hitler? Certamente não pela imagem forjada pelos seus inimigos vencedores, é preciso cuidado ao se tentar construir uma ideia mais imparcial e o caminho mais seguro e encarar os fatos de sua vida e afastando as interpretações tendenciosas desses fatos oferecermos nos mesmos nossas próprias interpretações algo perfeitamente licito mesmo que não sejamos nenhuma autoridade com obra publicada, eles geralmente abordam um dos muitos motivos prováveis e apenas tão bons quanto os outros para as suas explicações. Portanto nossas opiniões desde que responsáveis (E por isso entendo o conseguir estabelecer uma relação de causa e efeito que se sustente por si mesmo) podem ser apreciadas como licitas.
Portanto podemos dizer da pessoa do ditador alemão ser ele dotado de uma inteligência invulgar e inquieta, laboriosa e em muitos aspectos original, mas não infalível, aos estudiosos de sua biografia saltam a vista os erros de sua personalidade. Na politica um mestre no oportunismo que sabia como ninguém aproveitar-se de uma ocasião para explorar uma demonstração de fraqueza de um possível adversário e submete-lo a sua vontade, foi assim no começo, na sua campanha politica quanto ao povo Alemão que lhe elegeu, no trato com os comandantes da Wermacht e depois com as lideranças Inglesa e Francesa. Como comandante militar foi em muitos aspectos um visionário foi ele que ao tomar contato pela primeira vez com os conceitos da Blitzkrieg, lhes reconheceu as potencialidades e incentivou as mentes mais originais que o advogavam, permitiu a Guderian que implantasse e disseminasse a nova tática no exercito Alemão tornando-o eficaz e eficiente como o conhecemos. No planejamento militar reconheceu a necessidade de afastar-se do antigo plano Schlieffen de invasão da França, determinado pelos militares conservadores como único viável num conflito com aquele país, e assumir a necessidade de originalidade no trato com a questão, dessa forma prestigiando a iniciativa heterodoxa de Manstein de atacar com panzers pelas Ardenas, podemos também lhe atribuir o feito de ter salvado o exercito Alemão na primeira ofensiva de inverno do exercito vermelho contra a Wermacht, enquanto a Wermacht insistia na retirada (Que poderia ter se transformado em debandada com perda importante de equipamento e possivelmente incapacidade de estabelecer nova linha que contivesse os soviéticos), ele apegou-se a necessidade de resistir a todo custo, o que se revelou a decisão mais acertada.
Contudo é preciso que se diga que embora reconhecendo quaisquer qualidades pessoais e mérito no líder Germânico, ele não inventou a Alemanha nem as qualidades inequívocas e inerentes ao povo Alemão, à Alemanha já existia antes de Hitler e continuou existindo, ela foi grande antes dele, foi à Alemanha dos Kaisers, primeiro unificada e conduzida a grandeza pela antiga Prússia, dirigida por sem dúvida um estadista muito melhor do que ele o Chanceler Otto Von Bismarck, em cujos méritos estão: Bater os principais inimigos da Alemanha na Europa conseguindo a unificação, fazer da Alemanha a maior potencia do mundo na sua época, estabelecer uma ordem Europeia sob a liderança Germânica, e evitar habilmente qualquer tentativa de hostilidade a Alemanha através da influência política que soube exercer como ninguém. E quanto à era pós Hitler, o seu legado? A Alemanha teve que lidar com todas as dificuldades da ocupação, depois o desmembramento, recuperação econômica e prudência politica no trato com a guerra fria, tudo o Alemão suportou e suporta até hoje, mas nunca deixou de acreditar e empreender, conseguindo a sua recuperação econômica e finalmente a tão esperada unificação em 1989, abrindo expectativas de mais grandeza futura.
Mesmo se pretendermos atribuir a Hitler a grandeza da Alemanha em 1939, isso soaria duvidoso, o mais provável e que a Alemanha encontraria um caminho próprio, mas se não podemos atribuir a Hitler a grandeza sem desmerecer em parte as virtudes do povo Alemão, com certeza podemos atribuir ao ditador Alemão grande parte da culpa por tudo o que a Alemanha enfrentaria a partir de 1945, ou seja, tudo que de mal foi descrito acima, e que ela teve de enfrentar no caminho da recuperação, com um terrível agravante, a contribuição pessoal do ditador, o estigma de pais agressor e genocida, que os vencedores trataram de explorar amplamente, prejudicando em muito a imagem da Alemanha e seu povo ao resto do mundo, a propaganda que tomou ares de educação histórica associou tudo o que é Alemão com o nazismo e Hitler.
As raízes da primeira guerra e da segunda a meu ver devem sua origem a um pensamento que Hitler compartilhou em comum acordo com a maioria da liderança mundial do seu tempo, o pensamento imperialista colonialista, que já estava em decadência após a primeira guerra mundial, mas que permaneceu forte e influente até o inicio da segunda guerra, essa maneira de pensar afetava mais alguns do que outros, por exemplo, Winston Churchill era obsessivo na defesa da manutenção da sua decadente Inglaterra, sempre foi inimigo da Alemanha não pelas falsas razões que ele e os outros que escreveram sobre ele evocaram, nunca foi o herói que lutou para libertar o mundo da tirania nazista como disse e disseram dele, mas um imperialista egoísta e ganancioso determinado a envolver o mundo inteiro numa guerra apenas para destruir um competidor de mesma orientação imperialista (A Alemanha) que ameaçava ultrapassar seu império condenado, foi às pressões que fez em Chamberlain que o fizeram enviar o ultimato à Alemanha afirmando que declararia guerra a fim de defender o estado criado por Versalhes e garantido pela Inglaterra, Chamberlain ao aceitar o conselho perdeu sua cadeira de primeiro ministro, pois seu ultimato provocou a guerra com a Alemanha, e o povo inglês não estava disposto a pegar em armas para defender uma irrelevante Polônia. Mas a consequência da tramoia logo veio à tona Churchill assumiu o seu lugar na câmara aproveitando-se das consequências do erro que ele induziu em Chamberlain e quando a URSS invadiu a Polônia junto com a Alemanha ele foi desmascarado, pois se havia aconselhado a entrar em guerra para defender a integridade e soberania da Polônia conforme foi prometido a ela em tratado caso fosse atacada, porque não declarou guerra a URSS quando esta invadiu a mesma Polônia, Stalin após o fim das operações contra a Polônia não criou um estado Polonês soberano, mas anexou a parte invadida a URSS, o que derruba a teoria de uma invasão para manter pelo menos a integridade de parte de uma Polônia soberana, dessa maneira Churchill deixou bem claro sua animosidade pessoal e intenções contra a Alemanha de Hitler, e repeliu todas as ofertas de paz da Alemanha, estava decidido a destruir o rival imperialista Europeu e garantir a manutenção dos privilégios ao seu império moribundo.
Quanto a Hitler estava impregnado desta visão de economia colonialista, ele desenvolveu sua visão dentro de uma mistura de teoria evolucionista com economia colonialista (Lenbesraum ou Espaço vital), seu Mein Kampf estava impregnado da necessidade de que o forte prevalecesse sobre o fraco, e de que a Alemanha precisava de terras afim de comportar a sua crescente população com a necessidade cada vez maior de recursos naturais, na visão dele os mais fortes eram claro os Alemães e os mais fracos os povos e os territórios Orientais Europeus que tornaram-se foco de sua visão distorcida de sistema econômico e desculpa para corrida armamentista, na sua opinião se a Alemanha não lança-se mão o mais cedo possível dessas terras, o excedente populacional Alemão teria de imigrar, a indústria para continuar a se expandir seria cada vez mais dependente da compra de matérias-primas do mercado exterior, e segundo ele uma grande Alemanha só seria possível reunindo todos os povos de língua Alemã sob a proteção da pátria Alemã. O problema enfrentado pela Alemanha e outros principalmente o Japão quanto à dependência de matérias-primas, era a falta de organismos internacionais que normalizassem o comercio entre as nações, essa lacuna permitia a prática de todas as formas de especulação em relação às nações dependentes, incluindo a ameaça de pressão de embargo no fornecimento como forma de coação, e a escolha pela agressão armada para tentar minimiza-los tornou-se constante, caso da Itália com a Abissínia, Alemanha na Tchecoslováquia e Japão na Manchúria, quanto aos produtos exportados por essas nações, sofriam todo tipo de protecionismo e eram sobretaxados trazendo grandes prejuízos para suas economias, às preocupações de Hitler tinham um fundo lógico pelo menos, mas uma abordagem sua duvidosa quanto à solução.
A sua solução de arriscar-se a uma guerra mundial a fim de prevenir a Alemanha de uma situação desvantajosa que ele supunha duraria por todo o futuro Alemão revelou-se desvantajosa e desnecessária, o sistema político e econômico ao qual tentou se ajustar e que não teria futuro em longo prazo já ruía, um país com a posse de muitas colônias e recursos, mas inferiorizado tecnologicamente como cada vez mais a Inglaterra se mostrava, via a desvalorização da matéria-prima em proveito dos produtos manufaturados com qualidade tecnológica superior e a custos inferiores, portanto era na tecnologia e pesquisa cientifica que estava o futuro do sucesso econômico-comercial de uma nação e não na facilidade de obtenção de recursos naturais, no futuro, cada vez mais esses recursos naturais seriam vendidos a preços desvalorizados, só para serem comprados de volta na forma de manufaturados supervalorizados, uma colônia geradora de recursos naturais para a metrópole se tornaria mais um ônus administrativo que uma vantagem, também a ideia de explosão demográfica favorável perdeu-se, a tecnologia permitiu o cultivo de cada vez mais terras com cada vez menos trabalho humano, a Alemanha com uma população confinada e sob controle espontâneo de natalidade pode se entregar a politicas benéficas de educação e melhoria de qualidade de vida, facilitada em muito por está isenta dos gastos militares dos quais foi proibida, e com que outros países oneram seus povos sem retorno social benéfico para seu desenvolvimento e qualidade social.
Portanto a conclusão logica de tudo isso é que se lutaram duas guerras mundiais na defesa de conceitos econômicos, políticos e sociais ultrapassados, Churchill desesperadamente tentando defender os que a Inglaterra havia herdado do seu imperialismo criminoso e decadente, e Hitler atacando na tentativa de conseguir remediar os males de uma revolução industrial tardia, que fizera a Alemanha chegar atrasada na conquista imperialista por colônias que supostamente forneceriam os recursos para sua florescente indústria.
O mundo novo que se forjou a partir de 1945 é fruto direto da prova de todos esses erros, porque inclina-se a ser totalmente o oposto, a guerra só acelerou a transição definitiva da mudança de um mundo Colonialista para o que chamamos hoje globalizado, com a criação da ONU principal organização internacional que coordena um grande numero de outras cuja finalidade e a de arbitrar e administrar os negócios internacionais, tentando resolver o máximo através da diplomacia, tem conseguido evitar ou ao menos confinar conflitos armados, evitando o perigo de uma quarta guerra mundial, mas resquícios do mundo antigo não faltam, como quando a Inglaterra envia uma frota para atacar a Argentina em defesa de uma colônia sua do outro lado do mundo para ela, e que fica na sala de estar da Argentina, mas essas iniciativas ficam cada vez mais suspeitas aos olhos do mundo e ultrapassadas para aqueles que entendem os caminhos da paz e prosperidade mundial.
Soldados do Reich – A Arte.
A fotografia já estava presente desde o século XIX, mas durante a Segunda Guerra ainda era bastante popular entre as tropas o desenho artístico e a pintura de quadros, não obstante os principais líderes pousavam horas para que profissionais retratassem a galhardia de seus uniformes e o esplendor de seu poder.
- Capitão Zierach das tropas de assalto
- Sargento Mueller
- Tenente Comandante Erdmenger, líder do campo de concentração William Heidcamp
- Tenente Schacht, chefe da patrulha
- coronel-general Dietl
- Walther, comandante de um batalhão de pára-quedistas
- Um marinheiro do cruzador pesado “Blucher”
- Transportadora Eichenlaub Sargento Schlee
- Tenente Endrass, Prien
- Chefe de máquinas de um submarino
- Dr. Stabsartz Hunter
- Soldado de Primeira Classe Brinkforth, a Cruz de Cavaleiro
- Major Wid
- Kradschuze
- Stukastaffelführer Capitão Hozzel
- Helmut Arpke
- Hubert Brinkforth
- Bruno Bräuer
- Egon Delica
- Fritz Frauenheim
Cortesy: KS
A Série – Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Guerra – Edição Extra
Mais uma publicação das fotos mais engraçadas e sem noção da Segunda Guerra Mundial.
- Uma Imitação Proibida…
- …Dele! Goebbels!
- Um profundo olhar sobre a Segunda Guerra
- Mussoline não parece satisfeito
Os Uniformes e Soldados Mais Estranhos da Grande Guerra – Parte III
Assim como se repetiu durante a Segunda Guerra, várias nações da África e do Oriente se engajaram na luta juntamente com as nações europeias. Levando em consideração que no início do século XX o colonialismo ainda era bastante presente no cenário geopolítico, muitas dessas colônias foram forçadas a enviar unidades para combater nas frentes de batalha, da mesma forma que grupos políticos que faziam oposição à ocupação do seu país, como é o caso da Índia, enviou contingente para lutar contra o Reino Unido.
Segue abaixo uma continuação da série de “Os Uniformes e Soldados mais estranho da Grande Guerra”.
- Senegales
Hitler – 1939: 50 anos o Auge de Sua Vida
Em 20 de abril de 1939, Adolf Hitler comemorou 50 anos, ou melhor, a Alemanha comemorou os 50 anos de seu Fürher. E tinha o que comemorar. Observando do ponto de vista do passado recente, exatamente as décadas de 20 e 30, o povo alemão recuperou toda a autoestima destruída desde o fim da Grande Guerra e a assinatura do Tratado que humilhou a Alemanha.
Mesmo não ganhando nenhuma eleição e assumindo a Chancelaria do Reich através de acordo políticos, tornou-se o líder que unificou os ideais de recuperação nacional depois da morte do Presidente Hindenburg. Desde então, Hitler abandonou qualquer tipo de política de aproximação com as nações ocidentais, implementando, mesmo que de forma velada, uma economia de guerra. A Alemanha estava ressurgindo como potência econômica e militar.
Em 1939 o mundo já se preparava para o pior. O ensaio da Guerra Civil Espanhola tinha contado com o apoio de tropas e da Força Aérea germânica; as Conferências de Paz não mais estavam dando resultado, Neville Chamberlain e outros líderes mundiais, não nutriam mais esperanças nas promessas vazias de Hitler, contudo não realizam qualquer ação concreta quanto às pretensões territoriais de anexação das nações vizinhas pelo governo nazista e sua política expansionista, o chamado “espaço vital”. O Mundo caminhava a passos largos para uma inconsequente, duradoura e custosa guerra. A máxima usada pela impressa ocidental quando no término da Primeira Guerra, parecia soar como uma Utopia desvairada: “Uma Guerra para acabar com todas as Guerras”, isso nunca se tornou realidade, nem mesmo depois da Segunda Guerra.
Curiosidades Reveladoras Sobre Hitler III
Hitler era um informante da polícia?
Segundo Jean Amsler (Hitler, ob. cit.) Hitler, já em Viena e depois em Munique e durante a guerra, foi informante da polícia. As provas seriam: sua necessidade de dinheiro e o fato de ter vivido praticamente sem trabalhar, depois do primeiro contato com a polícia; as poucas simpatias encontradas entre os colegas de trabalho quanto com os camaradas de guerra; o diminuto zelo por parte da polícia em localizá-lo no momento do serviço militar, e, mais tarde, a particular benevolência da junta médica ao exonera-lo do mesmo serviço; durante a guerra, o encargo de portar ordens, o não bem definitivo curso de aperfeiçoamento na retaguarda, a sucessiva condecoração sem motivação oficial, enfim a estranha licença de 20 dias, em Berlim, em setembro de 1918.
Os bolsos cheios de caramelos
“Hitler come doces como os homens normais fumam. Tem uma paixão infantil por balas e chocolates. Sempre tem um pacote no bolso. Um dia ouvi-o dizendo a Goebbels: “Isto me dá a energia para as minhas grandes tarefas”.” (p. Kohler, Diário da Camareira de Hitler, Donatello De Luigi, Roma).
Não era pintor de paredes: falsificava quadros
Já quase todos os biógrafos concordam com o fato de que Hitler nunca foi pintor de paredes, como sustentaram os críticos do regime nos anos 30. “Trabalhava como aquarelista e pintor em geral”, escreve Hitler no Mein Kampf, e o amigo Hanisch confirma, com um detalhe: “Precisava dar o que fazer para juntar um pouco de dinheiro; assim Hitler me disse que havia um sistema: falsificar quadros. Pintava pequenas paisagens a óleo e depois colocava-as em um forno a fim de escurece-las, para fazê-las parecer obras antigas.” (R. Olden, Hitler the Pawn, Londres, 1936).
A Guerra, que horror!
“Com o passar dos meses e dos anos, a excitação romântica pela guerra foi substituída, pouco a pouco, pelo horror. A exaltação deixava lugar ao medo da morte, e houve para todos – para mim também – o momento em que o instinto de preservação contrastava com a noção de dever… Nesses meses me dei conta de quanto o destino possa ser pérfido: obrigando-me a permanecer ali na primeira linha, em um lugar onde a bala disparava por um negro anônimo podia matar-me de prestar à pátria serviços bem mais altos…” (Mein Kampf).
O soldado Adolf na lembrança dos camaradas
Hans Mend, soldado do regimento List: “Era um tipo estranho. Ficava sentado num canto com a cabeça entre as mãos, em atitude de pura contemplação. Depois, de repente, punha-se de pé, e andava à nossa volta com passos furiosos, falando dos inimigos, invisíveis do povo que nos teriam privado da vitória, amaldiçoando marxistas e judeus. Outras vezes estava tão concentrado em seus pensamentos que ninguém conseguia abalá-lo.(R. Olden, ob. cit.). Fritz Wiedermann, capitão do List: “Era muito corajoso. Frequentemente era obrigado a travessar as linhas. Jamais recebia pacotes nem cartas, jamais se queixava. Uma vez me disse: o regimento é a minha casa, minha mãe.” Josef Hryc, sargento do List: “Quando Hitler subiu ao poder, em 1933, logo o reconheci pelas fotografias publicadas. Não poderia acreditar que o cabo-de-esquadra cruel e pávido tivesse se tornado Chanceler” (de “Express Wieczorny”, Varsóvia, fevereiro 1971) ”.
Segue abaixo uma pequena amostra dos resultados da Segunda Guerra:
- Um das obras que mais retrata o siginificado da Guerra: Cansaço e saudade
O prosseguimento da “Ofensiva da Primavera”
Texto enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza.
A conquista da cidade de Montese selou com sangue a participação da Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália, particularmente na Região dos Apeninos.
De agora em diante iria começar a corrida para a calha do Vale do Pó e, para os primeiros degraus dos Alpes. Tudo transcorria para a derrota do Exército Alemão, restando apenas algumas esporádicas posições de resistência, que infelizmente ainda nos custaram mais de vinte mortos.
Apesar da cidadela de Montese estar em poder da FEB, ainda faltava a conquista da base do maciço triangular formado pela Cota 888 e Montello. Reconhecimentos feitos por patrulhas no fim da jornada do dia 19 de Abril de 1945, nos informavam que o inimigo retraíra em toda a frente, e apresentava resistência apenas na localidade de Zocca.
Devido a isto, a Ordem Geral de Operações de 21 de Abril, deu como ideia de manobra, o seguinte:
“Atacar a Região de Zocca – Il Monte e simultaneamente progredir no eixo Manzone – San Michelle – Montalbana e, em seguida investir na direção geral de Monte Orsello, fazendo face ao mesmo tempo, ao Rio Panaro”.
A ação principal ficou a cargo do 6º R.I., ficando o 11º R.I. Com missão de cooperação. Montada a operação, a cidade de Zocca foi tomada sem resistência no dia 21 de Abril.
Agora começava a corrida do inimigo que, durante meses lutava para não ceder as posições conquistadas e agora fugia desesperadamente para o Norte, tentando aumentar a distância em relação às tropas brasileiras, semeando indiscriminadamente minas e abundante destruição por onde passava. Comentários de pilotos da FEB dão conta que vista de cima, a Itália parecia que havia sido tomada de uma gigantesca ebulição de vulcão que arrasou todo o país.
O avanço era tão rápido e, em tais proporções no espaço e tempo que os observadores aéreos não conseguiam distinguir se determinada tropa era ou não inimiga, parecia que a mola aliada que se comprimira por tanto tempo que agora ao se distender seguia em velocidade alucinante pela planície do Vale do Pó.
Às 11:10 hs do dia 21 de Abril o Comandante do Exército baixou diretivas para comandante de Corpos e Divisões, determinando uma rigorosa perseguição e a utilização máximas dos meios de transporte disponíveis. Os carros de combate e caminhões da Artilharia deveriam transportar a Infantaria como carga extra e, as viaturas deviam ser carregadas até o limite de suas possibilidades.
Quando aparecesse qualquer oportunidade de prosseguir ou esmagar o inimigo, os comandantes de Unidades deviam utilizar todos os meios ao seu alcance para lançar à luta o máximo de armas, pessoal e munições(General Crittenberg).
Seria difícil enumerar as diferentes linhas atingidas pelas tropas brasileiras dada a diluição da frente e a rapidez da progressão.
No dia 22 de Abril foi conquistada Gignhola sem nenhum tipo de resistência, o que na prática demonstrava que o fim da guerra estava próximo. Cercado em toda parte, as manobras do inimigo estavam tão reduzidas que já não havia para onde ir. Restava a rendição ou a morte nas posições onde estavam.




































































































































































































































































































































































































































































































































































































































