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Rommel e o Dia D – Preparação
Não há como negar. Uma dos principais motivos de preocupação para o Comando Supremo Aliado para o Dia D atendia pelo nome de Erwin Rommel. A designação de Rommel para cuidar da defesas estáticas alemãs na França foi determinante para as dificuldades que os Aliados encontrariam a partir de 06 de junho de 1944. Diga-se de passagem, que as coisas não ficaram pior pelo simples fato de Rommel não ter o pleno domínio das unidades diretamente empregadas no litoral normando. Evidentemente acrescenta-se a divergência dele e Rundstedt discordarem de tipo de estratégia que seria utilizada assim que a invasão iniciasse. Sendo que ele apostava tudo na defesa das praias, com as unidades panzers contra-atacando imediatamente antes que a cabeça-de-praia inimiga fosse formada, enquanto que Rundstedt acreditava que o melhor era preservar as unidades blindadas no litoral, longe da artilharia marítima aliada.
Em fevereiro de 1944 Rommel começou a inspecionar a Fortaleza Europa. Como resultado de sua inspeção, o aumento significativo das fortificações, minas, obstáculos e do poderio bélico nas regiões mais desguarnecidas, teoricamente menos provável para um desembarque, mas no local onde ele aconteceria quatro meses depois. Empregou além de tropas a população civil da França. Estava decidido a cumprir sua missão, mesmo que ele mesmo não mais acreditasse nela.
O Dia D – Defensores e Atacantes
Em 1943 a única certeza que o Alto Comando Alemão tinha era que a invasão a Europa era iminente. Portanto era imperativa a manutenção das conquistas alemãs fossem defendidas a todo custo, principalmente a região norueguesa de Narvik, grande centro de produção de minério de ferro e a própria França e Bélgica principais entradas para a conquista da Alemanha.
No segundo semestre de 1944 iniciou-se a construção do que a propaganda alemã vendeu como sendo a Fortaleza Europa, um conjunto de fortificações que tinham como objetivo expurgar qualquer tentativa de invasão oriunda do mar, revivendo assim a malfadada tentativa em DIEPPE que frustrou um desembarque em 19 de agosto de 1942 e tornou-se célebre na Segunda Guerra.
Contudo o Fortaleza Europa era extensa e o desconhecimento completo do local dos desembarques forçava o amplo e custoso aparato de fortificações. Os locais mais prováveis foram os prioritariamente defendidos, sendo o mais importante o Passo do Calais, trecho mais estreito do Canal e a região da base de lançamento dos mísseis V1 e V2.
Para a região da Normandia, o General Erwin Rommel organizou assumiu parte da defesa e organizou uma considerável melhoria nas defesas, aumentando a quantidade de minas terrestres, obstáculos e inundando regiões. Mas a cadeia de comando da Wermartch em 1944 não ajudava a Raposa do Deserto. Ele não tinha o comando das Divisões Panzers da Região, inclusive a 21ª Divisão Panzer, que seria utilizada na região da Normandia para repelir um ataque em alta escala.
O General Gerd von Rundstedt, o mais velho dos generais no Teatro de Operações, mas também o mais respeitado, divergia de Rommel sobre as táticas da doutrina defensiva que deveria ser emprega. Rundstedt achava que o emprego dos blindados deveria ser realizado a partir do interior, longe do fogo da artilharia naval, de forma que um contra-ataque em grande escala tomaria as cabeças-de-praia dos aliados antes do avanço sobre o interior. Rommel acredita que os Aliados deveriam ser expulsos no desembarque, sem conquistarem qualquer avanço no terreno. No final das contas o que prevaleceu foi o fracasso de ambos. As defesas costeiras não foram suficientemente capazes de repelir o desembarque, exceto em Omaha, onde a imposição durou todo o Dia D. E o contra-ataque esperado pelos americanos não teve o ímpeto desejado pelo velho general.
Espalhados aos Quatro Ventos – O Desperdício de Paraquedistas Aliados.
Vamos publicar uma série oriunda da tradução do livro The Guinness Book of Air Force Blunders do autor Geoffrey Regan. Os créditos da tradução são de A. Raguenet, um exímio tradutor e participante do WebKits que é um verdadeiro celeiro de especialistas da Segunda Guerra Mundial.
Desde já agradeço imensamente a autorização para publicação da tradução.
As tropas pára-quedistas sempre estiveram entre a elite dos exércitos modernos. Elas são frequentemente convocadas a arriscar as suas vidas antes mesmo de encontrar o inimigo, pulando de um avião e caindo – talvez em uma escuridão absoluta – por milhares de pés (metros) até o chão, balançando sob os velames sem poder reagir por minutos e à mercê de um inimigo que pode escolher a melhor hora para acabar com elas. Tais homens merecem, pelo menos, a certeza de que, caso venham a encarar a morte de forma prematura, pelo menos ela não virá a partir da mãos dos seus próprios companheiros. Porém, as operações aero-transportadas aliadas na Sicília em julho de 1943 privaram a milhares destes soldados de elite até mesmo deste consolo. Um grande número deles foi desperdiçado pelos próprios colegas, pelos próprios pilotos e pelos seus aliados. Seu triste e sombrio final remete a um dos mais vergonhosos exemplos de fogo amigo nos céus. Seus assassinos – já que nenhuma outra palavra descreve de forma mais apropriada o que aconteceu durante esta operação aero-transportada – eram muitos. A histeria em massa que lhes custou as vidas colocou em questão o profissionalismo dos militares americanos – de todas as patentes.
Durante a preparação para a Operação Husky – a invasão anglo-americana da Sicília a partir do norte da África comandada por Patton e Montgomery – os planejadores conceberam quatro ataques em separado feitos por tropas aero-transportadas saltando sobre a Sicília à noite tanto por pára-quedas quanto pousando com planadores. A primeira leva ia ser liderada pela 1ª Brigada Aérea Britânica sob o comando do Brigadeiro Hicks a qual iria pousar na Sicília com planadores Waco e Horsa rebocados na sua maioria absoluta por transportes C-47 ‘Dakota’ americanos. Uma vez em terra, eles deveriam ocupar uma ponte estratégica e manter a posição até que as tropas do exército britânico pudessem se deslocar de suas cabeças de praia. Em seguida, pára-quedistas americanos do 505º Regimento do Coronel James Gavin seriam transportados por 266 C-47 e lançados em 4 zonas ao norte de Gela. Sua função seria de conter qualquer contra-ataque alemão que se desenrolasse contra as cabeças de praia do 7º Exército do General Patton. Na noite seguinte a terceira e quarta investida seriam feitas. Primeiro, mais C-47 trariam o 504º Regimento do Coronel Reuben Tucker de modo a reforçar as tropas de Gavin em Gela enquanto que a leva final seria composta da parte mais experiente das tropas aerotransportadas, a 1ª Brigada de Pára-quedistas Britânica comandada pelo Brigadeiro Lathbury cuja função seria de capturar a importante ponte Primasole.
Crédito: A. Raguenet
C O N T I N U A…
Dia D – Análise, Fatos e Fotos
A Operação Overlord sem dúvida entrou para história das guerras não apenas pelos seus números de homens e equipamentos, mas por alguns outros motivos que gostaria de analisar nesta publicação. Muita gente gosta de entender o Dia D segundo uma concepção americana, como uma operação americana, mas outras nações lutaram e perderam seus filhos no Dia D, e merecem o crédito pelo sucesso e pelos fracassos dessa batalha que devolveu a Europa Continental para seus povos.
É importante entender que os franceses se sentiam humilhados desde sua rendição em 1940, sendo tratados como colônia alemã, com boa parte de seus recursos sendo enviados para o esforço de guerra alemão, observando uma queda no potencial econômico, tendo que pagar um altíssimo espólio de guerra. Evidentemente todos queriam a liberdade.
Na preparação para o Dia D, já se verificava a estimava as baixas civis e a destruição de cidades francesas, principalmente as mais próximas do litoral. Esse era o preço a se pagar pela liberdade da França. Um exemplo que podemos tomar como base, foi à situação da cidade de Caen, previsto por Montgomery para ser tomada ainda no Dia D. Passados semanas, ainda continuava em poder dos alemães. Foi nesse momento que ficou decidido que a cidade inteira seria destruída por um maciço bombardeio aéreo. Sobrou muito pouco da secular Caen para contar a História. Infelizmente esse tipo de procedimento não foi uma exceção no Dia D e nas semanas subsequentes cidades inteiras foram destruídas, seja pelo ardor do combate local da infantaria, seja pelo fogo da artilharia ou pelo poder aéreo.
Temos que pensar que a libertação da França era crucial para todo o esforço de guerra, certo? Claro, mas toda uma guerra política estava se desenhando. Os Aliados sabiam que Stálin tinha intenções expansionistas tão agressivas quanto à própria Alemanha de Hitler, se contar o fato de que em 1940, quando a França caiu nas mãos da Wermarcht, os soviéticos e alemães eram parceiros. Então o Dia D foi uma jogada política? Isso também é verdade, mas o Dia D foi muito mais que isso. Marca a retomada do brio Inglês, expulso e quase destruído quando na queda da França, o velho Churchill reaviva a coragem e determinação do seu povo, com a retomada a ofensiva no continente.
Num composição ainda mais prática das dificuldades do Dia D, a falta de entendimento e até mesmo o desdém entre as tropas americanas e inglesas, que não se entendiam ou se suportavam. Era como se juntássemos em um mesmo Exército brasileiros e argentinos, com certeza lutariam juntos, mas com muita briga e birra. E essas desavenças aconteciam em toda a cadeia de comando, do alto escalão ao soldado mais recruta. Quem não sabe da eterna disputa entre Patton e Montgomery? O próprio Eisenhower trocava suas farpas com o Monty e outros comandantes. Contudo foi o próprio General Ike que conseguiu alinhar os objetivos e juntar soldados tão diferentes.
Um último aspecto foi o tipo de tropa utilizada no Dia D. Do lado dos Aliados, a maioria esmagadora eram de soldados com muito treinamento, mas nenhuma experiência em combate, estando pela primeira vez na linha de frente. Isso é determinante quando levamos em conta que o soldado experimentado tem receios latentes, pois já viu ou conviveu com a morte de perto, enquanto o soldado bem treinado, mas sem ter participado da guerra, tem ainda a mente livre para combater sem complexos ou fobias. Do lado alemão boa parte de suas tropas formadas dos Batalhões Ost, estrangeiros que lutavam para defender suas vidas, geralmente com um alemão experiente apontando sua arma para eles lutarem até à morte. Evidentemente havia tropas preparadas na região, como é o caso da Divisão Paraquedista Alemã, que estava presente nas defesas do Dia D.
No final foi uma operação dura para qualquer tropa e suas consequências, sejam elas políticas ou locais, serviram para moldar o mundo como o conhecemos hoje.
Análise Histórica e Fotográfica da Segunda Guerra – Parte VII
A superioridade aérea é algo completamente necessário para uma ofensiva em larga dimensão. Não por acaso, Hitler só tentaria uma invasão a Inglaterra quando a superioridade aérea fosse da Luftwaffe, o que jamais se concretizou. Depois de perder o poderio sobre os céus da Inglaterra e, posteriormente perder presença nos céus da França, a Luftwaffe estava longe de ser a mesma que participou ativamente da Blitzkrieg nas primeiras fases da Segunda Guerra. Em 1944 e 1945 se resumiu a defesa de seu próprio país. Seus bombardeiros e caças não mais eram temidos e jaziam abatidos nos rincões dos chãos dos países outrora conquistados.
Muito se fala nos paraquedistas americanos da 89ª e 101ª Divisão Aerotransportadas, mas a Divisão mais castigada na tomada da Europa foi sem dúvida a 1ª Divisão Britânica Aerotransportada. Essa Divisão de Elite foi praticamente massacrada durante a execução da Operação Market Garden, perdendo 7500 paraquedistas.
Os Red Devils tiveram pouca sorte desde o princípio da operação, pois a região de Arnhem era defendida ferozmente por baterias antiaéreas alemães, fazendo com que as tropas saltassem muito longe de seus objetivos. A Divisão foi quase totalmente massacrada durante a contraofensiva para defender a Ponte do Rio Reno.
A utilização de planadores entrou para a História das Guerras no Dia D, já que fora usado largamente para o desembarque das tropas aerotransportadas. Esse tipo de transporte, extremamente silencioso, mas mortal quando pousava em terreno acidentado ou em árvores de grande parte, causou enormes baixas. Inclusive o General Pratt, único oficial General que morreu durante a Operação Overlord, por está “protegida” demais, ou seja, chapas de aço colocados abaixo do seu jeep impediram que o Planador da classe CG-4A , caiu violentamente contra o solo, mesmo com todos os esforços do seu piloto, o Tenente-Coronel C. Michael “Mike” Murphy que não pôde evitar que o General Pratt quebrasse o pescoço na descida.
Na há registros da noite do dia 05 de junho de 1944, quando iniciou o plano de invasão da Europa com as chega nos céus da Normandia das Divisões Aerotransportadas. Uma coisa é certa, todas as lembranças que são registradas falam sobre a grande quantidade de fogo antiaéreo que foi despejado contras os C-47 com as tropas paraquedistas, não por acaso, muitas semanas depois do Dia D eram possível ainda ver as chamas dos aviões que foram abatidos no inferno da noite do dia 05.
Uma informação importante para qualquer pessoa que estuda a Operação Overlord é saber o que pensavam os defensores sobre como e onde seria a inevitável Invasão da Europa. Rundstedt e Rommel eram os chefes diretos encarregados da Defesa, mas mesmo eles não concordavam como proceder no caso da invasão. Rommel acreditava piamente que os ataques deveriam ser repelidos ainda nos primeiras horas da invasão, evitando que qualquer cabeço-de-praia fosse estabelecida de forma definitiva, para tanto era necessário trazer as Divisões Panzers disponíveis para mais próximo do litoral. Rundstedt, por sua vez, achava que o ataque deveria ser repelido a partir de um forte contra-ataque vindo do interior, para tanto os carros de combate estariam pronto para o emprego, mas bem mais afastados no interior, longe dos bombardeios da Marinha Aliada. No final das contas nenhum das opções foram efetivamente executadas.
- O Planador
Dia D – É HOJE! 06 de Junho 1944 – O início do Fim da Guerra na Europa
Há 68 anos o mundo prendia a respiração. A maior ofensiva de desembarque da Segunda Guerra estava iniciando. Nas primeiras horas do dia 06 de junho de 1944 centenas de embarcações chegavam a costa da Normandia para abrir novamente a frente ocidental, era o começo do fim. Vamos realizar hoje uma série de publicações sobre o Dia D e novamente republicar as fotos e os posts que já passaram pelo blog. Acompanhem!
O Que Sobrou do Dia D? Cidades Destruídas
Durante o processo de preparação para Operação Overlord já era do conhecimento de todos que as cidades costeiras próximas aos desembarques, como Vierville, seriam severamente castigadas com os bombardeios aéreos e da artilharia naval, portanto já se considerava a contingência das baixas civis. No entanto, outras cidades a qual houve resistências dos alemães, como o caso de Caen, Caretan e Aromanches, os bombardeios aéreos e da artilharia praticamente destruíram todas essas cidades, não apenas limitando-se a pontos específicos de resistência inimiga, mas a cidade inteira era severamente castigada, sendo esse o principal motivo de critica das ações dos Aliados naquele ano 1944. Caen foi uma das mais sacrificadas, já que as forças alemãs enviadas para a cidade tinham ordens resistir a todo custo, e os combates duraram semanas, e no final pouco sobrou da cidade, sendo estimado, à época, 98% de todas as edificações de Caen estando parcial, ou totalmente destruídas.
A França temeu e segurou a respiração, pois todos temiam que uma força atacante com esse histórico pudesse entrar e destruir Paris, a Cidade da Luz, completamente antes de expulsar os invasores, o que, felizmente, não foi concretizado. Mas não podemos deixar de lembrar que o Dia D para libertar a França, teve um custo, um preço elevado para muitos que pouco tinham tão pouco. O que podemos cogitar é se isso foi necessário ou não. Mas para a História, é fato consumado.
Os Civis No Dia D e depois do Dia D!
Quando as primeiras ondas de paraquedistas saltaram sobre a Normandia na madrugada do dia 05 para o dia 06 de junho de 1944 é evidente que os moradores daquela região imaginam que os dias que julgo nazista estava chegando ao fim, e que o sofrimento e as perseguições que a França estava passando desde 1940 se transformavam em esperança de um país livre e independente novamente.
Embora a primeira impressão tenha sido de libertação, o sentimento começa a se desfazer quando as primeiras bombas caem sobre a população civil, e esse talvez tenha sido o maior preço pago pela França. Em todos os momentos da invasão Aliada e nas operações que sucederam ao Dia D, estava no fogo cruzado uma população inteira de franceses que perderam tudo, exceto a vida. Diferentemente dos italianos que, nos combates em suas cidades, refugiavam-se nas montanhas em busca de proteção, os franceses permaneciam em suas casas. Não foram poucos os casos de soldados ao invadirem casas, encontrarem famílias inteiras refugiadas em regiões de intensos combates. Enquanto as operações aconteciam, o número de baixas aumentava entre os civis aumentava e, posteriormente o que se observa era a total precariedade da população que necessitou dos Exércitos Aliados para conseguirem se alimentar e terem uma estrutura mínima de subsistência por um longo período.
O grande diferencial da Segunda Guerra que afasta ela de suas antecessoras é que a Segunda Guerra teve consequências calamitosas para a população civil nunca antes registradas, e passou a contabilizar a triste estatística de baixas mais numerosos de Grande Guerra.
O Dia D, depois do Dia D!
O dia 06 de junho de 1944 entrou para história como sendo a maior operação anfíbia que o mundo jamais vira. Apesar do comando da operação está nas mãos dos americanos, a invasão a Muralha do Atlântico teria a participação de vários países. Mas não vamos nos prender ao Dia D, tendo em vista que um assunto bastante estudado, e sim nas operações posteriores ao Dia D que foram tão duras quanto o desembarque nas praias da Normandia, e causaram perda de pessoal e material tão importante quando as verificadas nessas praias. Monty, sustentava a ideia de que, ainda no Dia D, as tropas britânicas tomariam Caen, mas a forte resistência alemã só permitiu a tomada quase três meses depois do dia 06 de junho, e essa não foi uma exceção, cidades como Cherbourg e Argentan, só foram retomadas depois que os Aliados utilizaram artilharia e expulsaram os focos de resistência alemã dentro das cidades. Nos campos próximos as batalhas foram ainda mais sangrentas, elevando assim o número de baixas e perda de material. Para acelerar o capitulação alemã na França, foi chamado de volta a General Patton, que fora afastado das operações de campo, sendo dado o comando da Operação Cobra que tinha por objetivo o avanço rápido no território francês.
Para concluir podemos afirmar que o Dia D não foi o apenas no dia 06 junho 1944, mas o conjunto dos dias que culminaram com a liberação da Europa Ocidental. Se que o Dia D realmente aconteceu na Europa Ocidental.
Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte II
Estamos contato a Segunda Guerra através das fotografias do Centro Histórico Alemão (Bundesarchiv). Nessa postagem estaremos “contando” a invasão da Polônia, que foi o primeiro grande evento oficial da Segunda Guerra em 01 de setembro de 1939. A campanha contra a Polônia foi desencadeada pelo Alemanha com a conivência e posterior apoio russo, estando inclusive previsto em cláusula secreta no Tratado de Não-Agressão germano-soviético. Esse fato até hoje é motivo de controvérsias. Também há registros da invasão Alemã aos países baixos e a surpreendente capitulação francesa, onde a cerimônia de rendição teve o cerimonialismo dos vencedores imposta por Hitler.
Prisioneiros de Guerra – Normandia
Falar em Convenção de Genebra durante a Segunda Guerra Mundial é complicado, se vislumbramos todos os acontecimentos nos campos de concentração e de prisioneiros mantidos por todos os países beligerantes. Contudo vamos publicar algumas fotos dos Prisioneiros de Guerra alemães capturados no Dia D ou nas operações subsequentes.
É importante observar que tanto os Aliados quanto as nações do Eixo cometeram graves descumprimentos da Convenção. Dos nazistas podemos dar exemplos até mais do que gostaríamos, os japoneses eram conhecidos pelas marchas monstruosas por territórios ocupados, enquanto os americanos tinham campos de prisioneiros com pouca ração, pouca água e poucas condições de higiene; estima-se que 200 mil homens tenham perecido nos campos de detenção americanos a céu aberto. Pior que isso, claro qualquer exército era a ordem de não fazer prisioneiros.
Evidente que houveram bons exemplos com os Prisioneiros de Guerra, inclusive com relatos de ambos os lados de bons tratos, boa alimentação e cordialidade. Vamos ver os bons exemplos então.
Dia D – Visto por Outro Ângulo
O que pensou um soldado ferido no na praia de Omaha? Primeiro: posso me locomover? Não! Então é ficar parado e rezar para que não seja atingido novamente. Muitos foram! Se a resposta é Sim, posso me locomover, vem um dilema: procurar abrigo na linha de frente? A única proteção das primeiras levas era uma barreira de seixos a 50 metros da praia, isso implica em ir percorrer toda a praia correndo o risco de ser atingido novamente. Não existia uma opção cem por cento segura para as primeiras levas em Omaha.
Outros conseguiram serem resgatados ainda no mar ou por embarcações que retornavam levando os feridos, outros eram tratados ali mesmo na praia. Não foram poucos os casos de soldados feridos e atingidos enquanto ainda recebiam os primeiros socorros. Segue uma pequena amostra do que aconteceu.
Lembro que os resgates efetivos começaram quando os americanos começaram a ter o controle do setores de omaha.
A vista dessa vez do Dia D recairá sobre o resgate dos soldados feridos durante os desembarques.
Mensagem do Gal. Eisenhower sobre as áreas de desembarque em D+2
CONFIDENCIAL
DE: POSTO DE COMANDO DO SHAEF, Comandante Supremo.
PARA: AGWAR
DATA: 8 de Junho de 1944
Acompanhado do Almirante Ramsay ontem eu fiz um tour completo de Destróier nas áreas de desembarque, começando pela direita.
Os desembarques na península Cotentin ocorreram aparentemente tão bem quanto esperado com a 101ª Divisão Aerotransportada executando suas missões de uma boa forma. Informações sobre a 82ª Aerotransportada são poucas, mas o General Bradley me informou que o Sétimo Corpo fez contato com ela. Na praia a oposição ao Quinto Corpo foi fortemente inesperada devido à presença de uma divisão inteira alemã nas praias, que estava manobrando. As baixas foram consideráveis nessa força e os desembarques foram mais difíceis devido à proteção das praia por artilharia inimiga. Além disso, uma grande parte dos tanques afundaram no caminho da praia. Devido ao tempo ruim essa decisão foi tomada em outras praias. Os tanques foram descarregados diretamente nas praias a partir dos LCT’s que os carregavam.
À tarde no dia 7 de Junho, General Bradley percebeu que as condições estavam melhorando em Omaha Beach e alguns passos estavam sendo tomados para substituir a artilharia que foi perdida no desembarque devido a fogo de artilharia e o afundamento de barcaças. Por causa da formação do terreno nessa área em particular, a pontaria para o fogo naval foi particularmente difícil e assim que os problemas surgiram em terra, particularmente de baterias fixas, tanto o bombardeio aéreo quanto os tiros navais foram relativamente ineficientes em apoiar o desembarque.
Em todo o front americano o plano tático imediato foi alterado com o objetivo agora dos dois corpos executarem em breve uma corrida para Carentan para se unir, depois disso as concepções originais serão seguidas.
No fronte da 15ª Divisão Britânica o avanço foi muito bom embora, como nos outros lugares, o desembarque foi afetado pelo tempo ruim. Da mesma forma nas frentes da 3ª Britânica e da 3ª Canadense o avanço foi satisfatório embora o tempo ruim forçou o Comandante da Força Naval a ordenar a secagem completa dos LSTs porque as barcaças ‘Rhino’ não funcionavam. Nessa frente em particular as praias estavam planas e duras e acredita-se que não houve nenhum dano aos LSTs.
Por todo o fronte nos perdemos um numero considerável de pequenas barcaças de desembarque, tanto pelo tempo ruim quanto pelas minas. Essas eram minas Teller que abriram buracos consideráveis nas barcaças de desembarque, mas um grande numero delas pode ser consertada assim que os grupos de manutenção chegarem em terra e começarem a trabalhar. A perda dessas embarcações, somadas ao tempo ruim, atrasou o desembarque de todos os suprimentos e na tarde do dia D+1 nós estávamos aproximadamente 24 horas atrás de nossa agenda de descarga planejada. O tempo melhorou acentuadamente na noite do dia D+1. Se esse intervalo de tempo bom se prolongar por alguns dias faremos muito em direção ao nosso objetivo.
Ao longo do dia eu falei com o General Montgomery e o General Bradley e com os Almirantes Kirk, Cian, Douglas Pennant e Oliver. Todos estavam desapontados com as condições de desembarque desfavoráveis e todos acham que a melhora do tempo teria uma correspondente melhora de nossa posição.
No retorno do Almirante Ramsay e eu aos Quartéis Avançados às 10 p.m. nós nos informamos que aparentemente capturamos Bayeux.
Hoje de manhã eu fui informado que um contra-ataque alemão por parte de duas divisões Panzer está ocorrendo na direita do setor Britânico e teve algum progresso. No entanto, ontem à tarde enquanto eu estava presente naquelas praias a 7ª Divisão Blindada estava ocupada descarregando e essa ameaça inimiga deve ser efetivamente retaliada.
Nas praias americanas a 2ª e a 19ª Divisões estavam para desembarcar ontem à noite e, apesar de eu não ter nenhum relatório essa manhã, eu acredito que o bom tempo ontem a noite permitiu o desembarque de consideráveis reforços naquelas regiões.
Devido à natureza flexível da batalha, está sendo extremamente difícil dar alvos lógicos à maioria de nossas forças aéreas, mas eu estou certo que se o tempo permitir nós iremos intervir por ar efetivamente em qualquer tentativa de contra-ataque do inimigo.
Fim da mensagem.
CONFIDENCIAL
O Dia D – Visto por um ângulo Diferente
Dossiê – A Morte do General Pratt no Dia D – Parte I
A partir de hoje vamos postar uma série que relata o acidente e as investigações posteriores sobre a morte do General de Brigada Don F. Pratt, o comandante-auxiliar da 101ª Divisão Aerotransportada estava a bordo de um planador da classe CG-4A e caiu no Dia D na Normandia. Foi o oficial de mais alta patente que perdeu a vida durante a Operação Overlord. Esse fato foi registrado no filme “O Resgate do Soldado Ryan”, contudo o dossiê que é a base das publicações foi compilado pelo Major Leon B. Spencer da Força Aérea Americana trás mais informações do que simplesmente a imagem do filme. Acompanhem e BOA LEITURA:
A morte do General DON PRATT F.
Um acidente de planador no Dia D – Compilado pelo Major Leon B. Spencer, USAF.
O acidente trágico de planador que tirou a vida do brigadeiro-general Don Forester Pratt, no Dia D, 06 de junho de 1944, foi um duro golpe para os planos da 101ª Divisão Aerotransportada durante a invasão. Como Assistente do Comandante da Divisão sua liderança era extremamente necessária naquele dia. Os acontecimentos que levaram à sua queda, na Normandia, desde há muito se tornou suspeito. Pelo menos há uma dúzia de estudo e teorias sobre a morte do general, a maioria deles cheio de imprecisões. No verão de 1995 eu me propus a tentar descobrir a verdade. Após meses de pesquisas e entrevistas em primeira mão com aqueles que estavam lá naquele dia. A história começa na Inglaterra, em Aldermaston (AAF Estação 467), um aeródromo Inglês a oeste de Londres, em Berkshire, foi o cenário da atividade frenética em 4 e 5 de junho de 1944. Todas as folgas foram canceladas e os funcionários americanos estavam restritos à base. Operação Overlord, a invasão aliada ao longo da subjugada França estava prestes a começar, e os elementos da americana 101 e 82 divisões aerotransportadas estavam a caminho. O pessoal da 434ª Grupo de Transporte de Tropas e os da 101ª estavam ocupados preparando os primeiro planadores de série, codinome “Chicago”, programada para a madrugada de 06 de junho. Cinqüenta e dois Douglas C-47 Skytrain rebocariam os aviões a um número similar de planadores Waco CG-4 iriam para participar desta série. Grande parte pátio era gasto com os planadores e estacionamento em cada lado da pista em longas filas. Os planos de reboque foram alinhados na pista, de tal forma que o plano-piloto poderia retirar o seu planador a partir da linha do lado esquerdo, a segunda a partir da linha à direita até o último planador descer a na pista de atrás do avião de reboque. Não haveria tempo perdido no lançamento da aeronave.
Uma bandeira branca com listras alternadas e duas listras pretas, a cada dois metros de largura, tinham sido pintada às pressas nas asas e fuselagem dos aviões e planadores de reboque para identificá-los com a Aliado por terra, mar e as forças aéreas. Tudo estava em preparação várias horas antes da partida programada. Ao longo de toda a longa fila de aviões pequenos grupos de homens conversavam. Outros grupos leigos deitado sob as asas da aeronave, alguns com os olhos fechados, dormiam ou a fingiam dormir. A ordem de embarque aconteceu à meia-noite. Como as tropas embarcando nos planadores com o céu escuro e nublado, e houve períodos de chuvas intermitentes. Pouco depois tomaram suas posições nos respectivos aviões. As tropas receberam comprimidos “Dramine” como precaução contra enjôo. Era esperado que o vôo tortuoso de duas horas “iria ficar muito instável” ao longo do Canal Inglês. Eles também receberam um botão luminoso no pino sob a lapela de seus casacos para fins de identificação e um grilo metal a ser utilizado como meio de sinalização outros membros do seu grupo na escuridão. Um clique do grilo era para ser respondido por dois cliques.
Precisamente às 0119, a aeronave levantou na pista rebocando o planador do Geral Pratt, “The Fighting Falcon”. Um grande branco “01” foi pintado em cada lado da seção do nariz. Com o símbolo, “Screaming Eagle”, insígnia da 101ª, também foi pintado atrás da seção de nariz no lado do piloto e uma bandeira americana pintada no lado do co-piloto. Na sequência após o Falcon na pista, em intervalos de 30 segundos foram cinqüenta e um rebocadores e outras combinações de planador. Quarenta e quatro dos planadores realizaram transporte do pessoal da 81º Batalhão Airborne Antiaérea e Anticarro e outros 17 planadores transportavam armas antitanque de 57mm. Estas armas de campo seriam usadas para apoiar os regimentos de infantaria pára-quedas com armas leves, que saltariam na Normandia um pouco antes. Dois planadores com engenheiros da 326 Airborne Companhia de Engenharia e um trator pequeno. Equipamento da 101ª e pessoal da base profissional, transportavam equipamentos e suprimentos médicos. Além General Pratt, o planador levava o tenente L. John , ajudante do, e o jipe pessoal do general. A carga combinada da série planador “Chicago” foi composta por 148 tropas aerotransportadas e seus equipamentos, 16 canhões, 25 veículos, um trator de pequeno porte, 2 ½ toneladas de munição, e 11 toneladas de equipamentos e diversos acessórios. Pouco depois da decolagem uma asa se soltou de um dos planadores de reboque que caiu a quatro milhas da base. Infelizmente, o planador estava carregando equipamentos de rádio controle que era necessária para parte das tropas aerotransportadas. O planador foi recuperado e posteriormente, chegou à Normandia, embora um pouco tarde.
Sentado no planador de Comando o General Pratt era um tipo irlandês imperturbável, o Tenente-Coronel C. Michael “Mike” Murphy, um nativo de Lafayette, Indiana, era o piloto da planador.
Murphy foi veio para a Inglaterra em um serviço temporário para fiscalizar a formação final dos pilotos de planadores para a invasão da Normandia. Sua base principal foi Stout Camp, Indianapolis, Indiana, onde foi designado para a Divisão de Operações da Base, a primeira tropa. Ele não estava originalmente programado para participar na missão da Normandia no Dia D, mas falou o general Paul Williams, Comandante Geral do Transporte de Tropa, para deixá-lo voar no planador General Pratt. Murphy queria dar uma olhada em primeira mão no desempenho dos pilotos de planadores em combate. Antes de ser chamado ao dever ativo, operou seu próprio serviço de vôo em Findlay, Ohio, também era qualificado como piloto de exibição. Freqüentemente, ele participou de shows aéreos, emocionando multidões na pré-guerra com acrobacias espetaculares. Uma vez ele construiu um avião com trem de pouso na parte superior e inferior da fuselagem, e foi o primeiro piloto a decolar e pousar de cabeça para baixo.
No assento do co-piloto ao lado de Murphy estava o segundo-tenente John M. Butler. Amarradas para baixo por trás deles estava o jeep Genetal Pratt. O veículo transportava o equipamento de rádio-Geral de comando e várias latas extras de 5 litros de gasolina. Pratt estava sentado no banco do passageiro na frente de seu jipe realizando leitura das últimas posições com uma lanterna. Ele estava usando o seu pára-quedas, M. West e colete salva-vidas e capacete de metal. Ele havia sido originalmente programado para levar elementos da divisão na Normandia por via marítima, mas tinha convencido o general Maxwell Taylor, Comandante da 101ª Divisão Aerotransportada, a deixá-lo voar por planador para que ele pudesse entrar na batalha mais cedo. Ele teria preferido ter saltado de pára-quedas com o primeiro soldado, mas não foi qualificado, então ele tinha escolhido ir de planador. O Departamento de Guerra no Relatório de Morte, datado de 24 de junho de 1944, confirma que a Pratt não estava com status de vôo. O assessor do General estava sentado em pequeno banco do planador trás do jipe. Ele estava segurando no colo uma maleta cheia de documentos ultra-secretos e mapas, e estava fortemente armado com uma metralhadora calibre .30 e um M1A1 Thompson calibre .45 e Colt M1911A1 automática.
O piloto do planador do nº 2 da série “Chicago”, primeiro-tenente Victor B. “Vic” Warriner, um nativo de Deansboro, Nova York, assistiu o planador Pratt, uma vez que foi rebocado até a pista, e se perguntou por que demorou tanto tempo para levantar vôo. Naquela noite, o luar era brilhante, apesar rajadas de chuva ocasionais. Depois de uma eternidade o planador Pratt subiu lentamente no ar. Warriner, um membro da 72, não estava ciente de que o pessoal do General, temendo por sua segurança, tinha ordenado a instalação de blindagem debaixo do jipe do general, e sob assentos do piloto e co-piloto para a proteção contra a artilharia antiaérea inimiga. Murphy não sabia sobre a blindagem até pouco antes da decolagem. Com este peso extra considerável, mais o peso adicional das rádios jipe e a gasolina extra, a aeronave, provavelmente, estava no limite de carga segura, mas o maior problema foi o fato do centro de gravidade tinha sido alterada significativamente. Murphy diz que o aparelho estava sobrecarregado por 1.000 libras, era como um trem de carga.
No planador Warriner estava o Capitão (Dr.) Charles O. Van Gorder, um cirurgião membro da 1ª Equipa Médica Cirúrgica Auxiliar, da 101ª Divisão Aerotransportada. A equipe de oito homens era composta por três cirurgiões, um anestesista, e quatro técnicos recrutados. Acompanhando o capitão Van Gorder estava três das quatro praças técnicos de cirurgia, o sargento. Ray Allen E., o sargento. Francis J. Muska e o sargento. Ernest Burgess. Como medida de segurança os cirurgiões restantes foram transportados separadamente em outros planadores. O 3º Grupo Cirúrgico Auxiliar foi criado como um experimento na II Guerra Mundial para ver se haveria alguma vantagem em ter uma equipe cirúrgica anexado a uma força de combate, para que os soldados feridos poderiam ser tratados direto no campo de batalha, ao invés de ter de ser transportado para a retaguarda para os hospitais de evacuação. Em consonância com este novo conceito um hospital de campanha da linha de frente seria criado na Normandia.
Além do pessoal médico, planador Warriner também carregava um reboque jeep de duas rodas preenchido com bastantes suprimentos estéril médicos para setenta e cinco procedimentos cirúrgicos, além de 5 ou 6 latas de cinco galões de gasolina Jerry amarrado para os lados do reboque. Estes seriam usados para abastecer o jipe . Eu levantei com os membros da corporação daquela época, que o oficial-em-comando da equipe cirúrgica, o Major (Dr.) Albert J. Crandall, estava em Chalk planador n º 10 e o outro técnico cirúrgico, Emil K. Natalle, estava em Giz N º 4 planador. O n º s Giz “dos planadores que transportou o Capitão (Dr.) Saul Dworkin, um cirurgião, e Capitão (Dr.) João S. Rodda, um anestesista, não são conhecidos.
A asa principal, “The Fighting Falcon” (que transportava o General Pratt), destinado a se tornar o planador mais famosas da Segunda Guerra Mundial, foi construído pelo Electric Gibson Companhia Frigorífica de Greenville, Michigan, sob contrato com o Exército e a Força Aérea dos EUA. A empresa interrompeu sua produção de frigoríficos elétricos e começou a construir planadores CG-4A carga logo após a guerra começar. Foi uma das várias empresas que não tinham experiência, mas antes da Segunda Guerra Mundial a Gibson iria construir planadores 1078 CG-4A, e se tornar o quinto maior fornecedor deste tipo de ofício. No início de 1943, as crianças de escolas públicas de Greenville decidiram que queria ajudar com o esforço de guerra. Eles concordaram em vender Apólices da Guerra e selos para que eles pudessem adquirir um dos planadores Gibson e doá-lo para a Força Aérea. Durante a sua campanha de vendas logo do mês de abril de 1943 venderam US $ 72.000 em bônus de guerra e os selos, o suficiente para comprar não um, mas quatro planadores Gibson. No entanto, apenas um seria nomeado. Por sua contribuição para o esforço de guerra as crianças foram premiadas com Service Award dos EUA, este prêmio nunca tinha sido dada a um grupo de crianças.
O Falcon foi batizado e entregue para o Exército e a Força Aérea dos EUA em 19 de maio de 1943, após uma cerimônia muito divulgada em Black Field, em Greenville, na presença dos membros do governo local e funcionários. Foi posteriormente desmontado, embalado em cinco grandes caixas de madeira, e carregado em dois vagões. Cerca de 2 de junho, duas semanas após a sua dedicação, ela deixou Greenville Tobyhanna indo para o depósito do Exército, na Pensilvânia, onde era armazenado até que e uma série de planadores outros foram levados de trem para um porto meio do Atlântico para o trânsito de navio para a Inglaterra. A data exata de sua chegada em solo Inglês é desconhecida, mas sabemos que a partir de registros existentes em abril de 1944 foram as caixas abertas e montadas por equipes de trabalho do 26º Esquadrão Móvel Recuperação e Reparação (Pesada) em Crookham Comum (AAF Estação 429) , Berkshire, Inglaterra. A equipe de montagem foi surpreendida quando viu a pintura e a carta de doação do lado da fuselagem. Depois de descobrir o Fighting Falcon e sua história única, Paul Williams comandante do transporte de tropas decretou que iria levar o planador na invasão do Dia D na Normandia em reconhecimento ao espírito patriótico das crianças da escola de Greenville.
Em 03 de junho de 1944, três dias antes do Dia D, o coronel Murphy decidiu substituir a Falcon original com um CG-4A equipados com o dispositivo de colisão frontal de proteção, o nariz Griswold. Depois de toda a publicidade, fotografias foram tiradas do Falcon original Gibson construído e outro Falcon foi colocado na posição nº 45 planador da série “Chicago”. Murphy então ordenou uma pintura sobre a asa de reposição para torná-lo parecido com o Falcon original. O Oficial de Vôo Robert (NMI) Butler5, um piloto de planador da Battle Creek, Michigan, foi selecionado para levar o Falcon original. Estranhamente, e por coincidência, haveria um piloto de planador com o sobrenome “Butler” no cockpit dos dois Falcon, o original e o substituto. Robert Butler e seu co-piloto, Flight Officer EH “Tim” Hohmann, ambos eram membros da 74. Sua carga de planador era uma arma 57 milímetros anti-tanque, além de sua tripulação de três homens.
O Falcon original pousou com segurança na Normandia no Dia-D. Robert Butler disse que se tinha implantado o pára-quedas de desaceleração mesmo antes que as rodas tocassem no chão, o que atrasou o planador alguns minutos. Robert Butler e Tim Hohmann ambos sobreviveram à guerra. Eu enviei questionários para eles em 1997, buscando informações em primeira mão sobre sua fuga na Normandia no Dia-D. Ambos responderam e me disseram que não houve danos na asa. Tim Hohmann viveu em Glenview, Illinois, por muitos anos. Ele faleceu em 26 de Março de 1998, aos 79 anos. Em agosto de 2006, com 90 anos, Robert Butler estava morando em Palm Desert, Califórnia, e estava bem de saúde. Ele ainda se lembra de muita coisa sobre a invasão da Normandia.
Uma vez no ar, o avião reboque com o planador circulava pelo aeroporto enquanto os grupos de quatro eram formados, escalão para a direita, e alinhando-se. Quando a última combinação havia decolado e formaram, a aeronave, virada para o Canal Inglês e se dirigiu para a Normandia. Segundo o coronel William B. Whitacre, comandante da Tropa 434 e piloto da C-47 rebocar do Falcon, o luar era então brilhante o suficiente para ver o contorno das árvores e dos campos abaixo.
EM BREVE – PARTE II
Omaha – Dia D – General Cota – O Comandante no Setor DOG WHITE
Lembram-se da cena de abertura de “O Resgate do Soldado Ryan”, onde o Capitão Miller assume a fuga da praia?
Isso realmente aconteceu…só que o Comandante em questão era o General de Brigada Norm Cota.
Na Segunda Guerra Mundial, o então coronel Cota esteve envolvido na invasão bem-sucedida do Norte Africano, a Operação Tocha. Em seguida, ele foi fundamental para o planejamento para a Operação Husky, a invasão aliada da Sicília. Promovido a General de Brigada, serviu como conselheiro dos Estados Unidos para as operações combinadas no Reino Unido observando e supervisionando os preparativos para a invasão à França, a Operação Overlord.
Durante a fase de planejamento, Cota era inflexivelmente contra desembarques à luz do dia, acreditando que os desembarques noturnos teriam uma chance maior de sucesso. Assumindo sub-comando da 29ª Divisão de Infantaria, programado para desembarcar em Omaha Beach, Cota defendeu um ataque noturno, mas não convenceu. Apesar de seus protestos, e com o passar do tempo, o alto comando Aliado tinha pouca escolha.
A maioria dos comandantes do Dia D assegurava aos seus homens que os alemães seriam aniquilados pelo bombardeamento dos Aliados no pré- ataque, e que os defensores estavam em desvantagem numérica, inexperientes e desmoralizados. Todas essas avaliações foram revoltantes e imprecisas. Na tarde de 05 de junho Cota deu uma das poucas estimativas precisas para os soldados da 29ª Divisão de Infantaria:
“… As poucas discrepâncias que a gente tentou corrigir (em treino anfíbio) vão ser ampliadas e vão dar lugar a incidentes que vocês podem, à primeira vista verem como caótica. Os bombardeios aéreos, navais e com o apoio de artilharia são tranquilizadores . Mas vocês estão indo encontrar a confusão e o caos. Os desembarques não estão acontecendo na programação esperada e os homens estão desembarcado no lugar errado. O inimigo de alguma forma tentará impedir a nossa conquista. Mas temos que improvisar, sigam em frente, não podemos perder nossas cabeças. “
Apesar de sua previsão original, até Cota subestimou a carnificina total que aguardava o V Corpo (Divisões de Infantaria 29 e 1) na praia de Omaha na manhã de 6 de junho de 1944.
Sangue em Omaha
Cota desembarcou com parte do Regimento de Infantaria 116 ª da 29ª Divisão, na segunda onda, aproximadamente uma hora após a hora-H, no setor conhecido como Omaha DOG- WHITE. Seu barco se aproximou sob fogo pesado de metralhadoras e morteiros, quando a rampa desceu três soldados foram mortos imediatamente.
Cota foi um dos mais altos oficiais na praia naquele dia. Ele é famoso por comandar pessoalmente o ataque, motivando os soldados em estado de choque e sobreviventes para fixarem na ação, e abrir uma das saídas para os primeiros veículos saírem da praia. Duas citações famosas são atribuídas a ele:
O encontro com Max Schneider, comandante do 5º Batalhão Ranger, Cota perguntou: “Que roupa é essa?” Alguém gritou “5º Rangers!” Cota respondeu: “Bem, diabos, então, Rangers, liderem o caminho!”.
– Cota morreu em 1971 e está enterrado no Cemitério em West Point.
- Agora toda a extensão da Operação Overlord é atração turística
- As baixos em Omaha foram pesadas
- Esse é um Monumento que retrata o desesperado momento do abrigo
- O Desespero
- Esse Rascunho foi transcrito por Eisenhower como uma declaração a Imprensa caso os desembarques falhassem…Essa carta foi jogada no lixo depois do sucesso dos desembarques, mas recuperada posteriormente pelo secretário do general
- Morto em Ação
- Jornal New York Times do Dia 06 de Junho 1944
- Norman Cota – Um dos Comandantes que fez a diferença no Dia D
- Uma embarcação ambulância no Dia D
E o Brasil, Como Viu o Dia D?
No Brasil, não houve grande propaganda das operações que estavam sendo realizadas na Normandia, o que se publicou no Brasil foram as notícias vindas das agências internacionais que declaravam que a Invasão à Europa teria começado, contudo a ênfase maior era a libertação de Roma. No dia 07 de Junho as agências de notícias internacionais começam a repassar a dimensão da invasão e com determinar que a nova frente aberta seria o fim do jugo nazista na Europa. Segue abaixo uma série de recortagem do Jornais do Brasil que circularam nos dias 06 e 07 de Junho de 1944. Recomendamos seguir a ordem de cada imagem para o entendimento dos artigos:
- 01
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- 06
- 07
- 08
- 09
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- 11
- 12






















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































