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O Moral das Tropas e Seus Traumas Determinam a Guerra.
Quando perguntado a um determinado especialista sobre os motivos do sucesso das tropas durante a Operação Overlord , o Dia D, ele foi enfático: “Os soldados americanos tinham visto pouco a guerra”. Tirando um pequeno contingente da 116 Ranger e da 82 Airborne que participaram de operações semelhantes na África e na Itália. O grosso das tropas foram enviadas e preparadas para desembarcar na Normandia e lá viriam à primeira vez a guerra. Não havia soldado traumatizado, pouco tinha noção do que um tiro certeiro de 88 alemã poderia fazer a um corpo humano; poucos viram seus companheiros serem dilacerados ou partidos ao meio pela cadência de uma metralhadora inimiga. Esse foi um dos motivos do sucesso no Dia D.
Enquanto que do lado alemão muitos tinha sido transferidos da frente Oriental direto para a França, inclusive muitos mutilados parcialmente ou com problemas de saúde ou de idade muito avançada, veteranos de muitas batalhas. Também havia adolescentes no contingente e os estrangeiros dos Batalhões OSTs, praticamente lutando sem entender os motivos. Segue abaixo o relato de um prisioneiro alemão capturado pelos brasileiros da FEB na Itália que reflete exatamente o que os soldados da Alemanha pensavam:
“[…] Estou nessa guerra a mais de 04 anos, estou há seis meses sem receber notícia de minha família, estou cansado dessa guerra…Estou feliz porque agora ela acabou para mim…”
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O Que Esperava o Soldado Alemão na Campanha da Rússia?
O que soldado alemão esperava com invasão da URSS? Uma operação rápida e um retorno ainda mais rápido. Sempre que analisamos a Segunda Guerra, em especial as grandes operações, deixamos de lado muitas vezes a visão do soldado, daquele que realmente fez a guerra. Mas essa talvez seja a mais importante e detalhada de todas as visões.
O perfil do soldado alemão que enfrentou as primeiras campanhas era diferente daquele que iniciou a Operação Barbarossa, e isso faz toda a diferença. Muitas unidades foram formadas para atingir o contingente necessário mínimo para eclodir a invasão. Soldados ainda sem experiência de combate se misturavam com os veteranos das campanhas da Polônia, Bélgica e Holanda e França. Outro fator importante era a visão que os soldados tinham do inimigo russo. Boatos surgiam que os russos eram brutais, já que havia relatos de assassinatos em massa praticados pelo regime comunista. E que a vastidão do território iria engolir qualquer tropa inimiga. Isso influenciava no moral da tropa. Foi necessário que os comandantes das pequenas frações e companhias se desdobrassem para explicar todo o material envolvido na campanha e realizar promessas de que eles retornariam ao solo pátrio em algumas semanas.
Quando é eclodida e invasão e as unidades avançam rapidamente dentro do território soviético, o moral aumenta com a velocidade do avanço. Mas as semanas passam e o ímpeto diminui, enquanto se encontra cada vez mais resistência soviética em todos os fronts. A logística começa a ser o grande pesadelo dos soldados que, com o cair do primeiro inverno de 1941, começa a entender os riscos da imensidão branca e assassina do território soviético. Mas ainda assim o avanço persiste durante todo o ano de 1942, até o isolamento no inverno gelado de Stalingrado, a partir dali o único pensamento dos militares envolvidos na campanha da Rússia era sobreviver! Mesmo com os esboços de reação alemã, depois da rendição do 6º Exército Alemão, o soldado da Wermatch nunca mais seria o mesmo.
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Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D
Nas últimas palavras antes do início da Operação Overlord os comandantes de pelotão falavam abertamente para os soldados não se preocuparem, pois os bombardeios previstos para as praias desencadeados pela Marinha e Força Aérea aliada iria destruir qualquer coisa que se movesse no litoral onde aconteceriam os desembarques. Observem as torres das igrejas, não restará uma só em pé – diziam os oficiais. Também não deveriam se preocupar com os abrigos e fortificações nas praias, isso seria um monte de escombros assim que o primeiro soldado colocasse o pé na praia.
É certo que o bombardeio foi poderoso, contudo impreciso! Principalmente onde os americanos mais precisavam, no funil chamado Vierville Sur Mer, a praia de codinome Omaha. Mesmo com todo o impacto naval e aéreo as fortificações estavam lá, firmes e fortes, com canhões 88 e ninhos de metralhadoras apontadas destruidoramente para as embarcações da primeira leva. Era o início de um massacre.
A Festa Longe do Front! Era uma FESTA!
Uma coisa muito interessante na Segunda Guerra Mundial era o tratamento que era dispensado aos soldados que tiravam licenças para sair do front. Os Exércitos Aliados criaram uma doutrina até então completamente diferente de tudo que se poderia imagina. Com a ideia de que eram necessários pelo menos 20 anos para formar um bom soldado, os serviços de assistências se desdobravam para dispensar aos militares, toda a sorte de serviços para que o mesmo pudesse esquecer, pelo menos por algumas horas ou dias, os horrores dos combates. Para tanto ofereciam Bailes, Festas recheadas de bebidas e mulheres, estadias em hotéis e outros entretenimentos. Não por acaso, vários pracinhas da Força Expedicionária Brasileira relatam os dias felizes que tiveram em suas folgas pelas cidades da Itália. Evidentemente tudo controlado dentro dos padrões americanos de observância da lei e da ordem, mas que, depois de algumas garrafas de uma boa bebida, sempre havia confusão. Por isso a Miliry Police (MP) era uma figura sempre presente nos animados locais de diversão. Não por acaso, a MP brasileira também desempenhou a função da Itália. De tanto necessária, o general Zenóbio da Costa resolve implantar, em tempo de paz, uma tropa que se especializasse em trazer disciplina, onde os ânimos se exaltavam, era a Polícia do Exército dando seus primeiros passos no Rio de Janeiro no pós-guerra.
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- Olha a PE americana!
- Ferrou, tudo!
- Epa!!
Fotos: David Scherman
Urso Wojtek, O Soldado Urso!
A Segunda Guerra produziu figuras que jamais serão esquecidas. Um desses personagens lendário para história da guerra foi o Urso Wojtek, um urso sírio, encontrado no Irã e adotado pela 22ª Companhia de abastecimento de Artilharia do II Corpo Polonês, que atuou nas campanhas da África e Itália. Durante uma das mais importantes batalhas na Itália, Monte Cassino, Wojtek ajudou no abastecimento e transporte de munição de artilharia, o que lhe foi conferido à honra de ser o primeiro SOLDADO URSO da guerra.
Oficialmente o urso era um Soldado Oficialmente alistado na Companhia e com o reconhecimento de que nunca deixou cair uma de caixa de munição. Vivia com os demais soldados nas barracas do acampamento. O Comando da Companhia criou um emblema do Urso carregando as caixas de munição, como símbolo oficial da 22 Companhia.
Depois da Guerra, o Veterano soldado Wojtek foi transportado para a Escócia e se tornou celebridade, por muitos anos permaneceu sendo atração para políticos, jornalistas e pela população, atraindo a curiosidade de todos, passou os seus dias na cidade de Edinburgh, onde morreu em 1963 no Zoológico local.
Fallschirmjäger-Os Páraquedistas do 3º Reich
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Exército Alemão abriu caminho para muitos avanços tecnológicos em guerra, inclusive aeronaves a jato, mísseis teleguiados, e foguetes de longo alcance. Porém, entre os avanços mais efetivos prematuramente na guerra estava no uso tático da Luftwaffe alemã com forças Aerotransportadas. A ideia de jogar um soldado em batalha atrás das linhas inimigas não era nova. Era, entretanto, a Wehrmacht que levaria esta ideia a um novo nível. No dia 11 de maio de 1936, o Major Bruno Oswald Brauer fez o primeiro salto de paraquedas da asa de uma aeronave esportiva Klemm KL25 e se tornou o primeiro Fallschirmjäger alemão (traduzido livremente, paraquedista-caçador) a ser dado um Fallschirmschutzenschein (Licença de Paraquedismo). No dia 5 de novembro de 1936, o Fallschirmjäger seria premiado com o Fallschirmschutzenabzeichen (insígnia de paraquedista que caracteriza uma águia de ouro que agarra as letras FJ).
Foram utilizados Fallschirmjägers no ataque e conquista de Dinamarca, Noruega, Bélgica, e Holanda. A primeira real operação de paraquedas da guerra foi levada a cabo por tropas alemãs do 1º Batalhão, Fallschirmjäger Regiment 1, que capturou aeródromos e pontes durante as invasões da Noruega e Dinamarca. Durante a ofensiva no oeste em 1940, pousou um contingente pequeno de engenheiros paraquedistas em planadores e capturou o forte belga de Eben Emael, que se pensava ser indestrutível e inconquistável. Um Grande forte que contém mais de 1.200 soldados, protegido por armas pesadas, artilharia, e artilharia antiaérea foi tomado por 68 paraquedistas alemãs.
A Operação Mercúrio seria a primeira operação da 2ª Guerra administrada completamente por via aérea. O objetivo era a ilha de Creta. Em Maio de 1941, Fallschirmjäger alemães atacaram a ilha ambos por paraquedas e planadores. Depois, reforços foram enviados, incluindo tropas de montanha alemãs, eram pousados nos aeródromos capturados pelos paraquedistas. Depois de 10 dias de luta feroz e grande perda, foi assegurada a ilha. Como a guerra progrediu e a superioridade aérea estava perdida, o Fallschirmjäger alemão nunca seria novamente usado em amplas operações no ar. Eles acharam que eles por tempos e tempos eram usados nas posições como um soldado raso comum novamente, apesar de que eles eram altamente treinados, altamente incentivados, e verdadeiramente eram uma força de elite em paridade com os Commandos britânicos e os Rangers americanos. Eles participaram em dúzias de operações no ar em pequena escala em Norte da África em 1942, na Sicília e Itália durante o ano de 1943, e na Rússia de 1942 a 1945. As ações pós-Creta deles culminaram em uma batalha que ganhou um lugar proeminente nos anais da história militar, como também um apelido. Aquela batalha estava dentro e ao redor de uma cidade no topo de uma colina italiana chamada Cassino. Monte Cassino, uma montanha a oeste da cidade, foi frequentemente apontada por uma das sentinelas na estrada para Roma. E durante 2ª Guerra ninguém entendeu aquilo melhor então do que os alemães. O Marechal-de-Campo Albert Kesselring, comandante supremo das unidades alemãs na Itália em 1944, utilizou Monte Maio e Monte Cassino como pontos fortes na defesa dele contra as forças Aliadas que avançam para cima, rumo ao norte da Itália. Se os Aliados fossem penetrar o Vale Liri, um desses bastiões teria que ser eliminado. Cassino foi o escolhido. Monte Cassino, com uma abadia de 400 anos no seu topo, não era mais um estranho para a guerra. Tinha sido saqueado em duas outras ocasiões, e seus habitantes, monges Beneditinos, agora estavam prontos para um terceiro assalto. E é bem que eles fizeram, para a Batalha de Cassino que começou em 17 de Janeiro de 1944 numa violenta batalha que duraria quase quatro meses e resultaria em 175.000 vítimas (115.000 Aliados, 60.000 alemães). Os Fallschirmjäger alemães em Cassino escreveram uma página especial para eles nos anais da história militar, embaixo da categoria da tenacidade. A 1ª Divisão de Fallschirmjäger, em particular, impressionava seus adversários cavando dentro da terra, e suportando pancadas inexoráveis através de artilharia e bombardeio, e emergindo então da cobertura para atrasar o Assalto Aliado um após o outro. Ao término da batalha, a 1ª Companhia do 1º Batalhão do 3º Regimento de Fallschirmjäger havia perdido um Oficial, um Oficial-Comandante, e um soldado do exército. Por causa do desempenho deles durante a campanha de Cassino, os Aliados os intitularam “Os Diabos Verdes.” eles também estiveram em ação durante a Campanha da Normandia, em Junho de 1944 e durante a ofensiva das Ardenas em dezembro de 1944.
As Melhores Fotos da Segunda Guerra – Extra
Particularmente creio que a fotografia expressa um sentimento tão importante que é análise temporal de uma determinada cena. Isso fascina qualquer estudioso de um período. Imagine se pudéssemos ter fotografias dos principais fatos históricos da humanidade.
A Segunda Guerra é o primeiro evento que conseguimos capturar imagens que, há 70 anos transformaram o mundo no que ele é hoje. Nas fotografias podemos perceber o sofrimento do ferido, o cansaço da marcha, o avanço do destemido…A morte do soldado! Analisamos aquela imagem que podem dizer muito mais do que apenas a própria imagem, podem contar a história da humanidade pela óptica de quem esteve lá, de quem foi fotografado! E isso será de suma importância para que os eventos desse sofrimento não se repitam, pelo menos com essa abrangência.
- Paraquedista americano
O Conquistador Solitário de Monte Castello – O Bravo Soldado Brasileiro!
A mistura racial que forjou nosso país ao longo dos séculos, também enriqueceu nosso espírito de sobrevivência e nossa alma de guerreiro, basta para tanto observar nossa história para contemplar o quanto o povo brasileiro é guerreiro. Para vislumbrar as revoltas armadas nas capitanias hereditárias, nas províncias imperiais e em qualquer tipo de acontecimento que exigisse do brasileiro às armas, ele lá estava! Não somos um povo covarde!
A Força Expedicionária Brasileira é um exemplo exato dessa condição. Foi uma cópia sociológica fiel do seu povo, com suas virtudes e suas insuficiências. O soldado da FEB foi considerado em grande número abaixo do padrão em comparação a outros exércitos, por sua desnutrição, baixa instrução e outros problemas que, no contexto geral, eram a tipificação do Povo Brasileiro, pois o Exército Brasileiro é o espelho de seu povo.
Contudo o raquítico e desnutrido soldado brasileiro no combate se agigantou. Mostrou de forma inequívoca a bravura de seu povo.
Citando apenas um, entre tantos exemplos de bravura que foram demonstrados nos campos de batalha da Itália, contamos a História de um Herói, João Ferreira da Silva que, como não poderia deixar de ser um “JOÃO” e um “DA SILVA”, representou o melhor de sua Pátria. João Ferreira da Silva foi considerado o CONQUISTADOR SOLITÁRIO DE MONTE CASTELLO. Nas operações de 12 de dezembro de 1944, mesmo com ordem de retrair o I Batalhão do I Regimento de Infantaria, sua unidade, o soldado do Estado de Sergipe continuou a subir o Monte. Não se teve notícias do mesmo e ele foi considerado como “Desaparecido em Combate”, mas quando a Tomada de Monte Castello foi concretizada em fevereiro de 1945, o corpo do Soldado João Ferreira da Silva foi encontrado muito além das linhas brasileiras de 12 de dezembro. Abatido com um tiro, ao seu redor corpos de inimigos mortos. Ninguém saberá como aconteceu a guerra solitária desse herói brasileiro, com quantos ele lutou para chegar atrás das linhas inimigas. Seu corpo foi conservado pelo rigoroso inverno italiano, e permitiu que o tempo parasse no exato instante do sacrifício, para que servisse de testemunha o sacrifício pelo seu país.
Temos que divulgar o quanto João Ferreira da Silva é importante para a história de nosso país. Sabe o motivo? Essa geração só tem notícia de imoralidade pública e desrespeito com povo brasileiro e o com o próprio Brasil.
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Segue abaixo dois Artigos sobre o João Ferreira da Silva. O primeiro é do autor Joaquim Xavier da Silveira e o segundo é do seu comandante o então Major Olívio Gondim de Uzêda em uma belíssima crônica a seu comandado, vale a pena sentir o orgulho do Comandante de um dos Heróis mais valentes da Força Expedicionária Brasileira.
“Perto do Monte Castello, foi encontrado o corpo de um soldado solitário morto por um tiro e que estava bem distante dos pontos mais avançados que a trapa brasileira atingira nos ataques do dia 12 de dezembro. Em sua arrancada, ele transpôs as linhas inimigas até ser abatido. Que impulso moveu este soldado, que atos de coragem e heroísmo praticou? Não se poderá saber nunca sua história, porque em sua volta só restaram mortos. A neve que conservou o corpo na posição exata em que tombou à frente do inimigo, quis resgatar o silêncio sem história esse exemplo sacrifício e da coragem do infante brasileiro. Identificado como José F. da Silva, da 3ª Companhia do I Batalhão do Regimento Sampaio, ele bem mereceu o título que lhe deram posteriormente: Conquistador Solitário de Monte Castello.” – A FEB por um Soldado – Joaquim Xavier da Silveira
PARA O SOLDADO JOÃO FERREIRA DA SILVA
Dizem que o céu é o lugar dos bons e dos justos. Deve ser também dos heróis, dos que sabem morrer como você, com galhardia e com bravura, na defesa de sua Pátria. É lá, pois, que você merece e deve estar.
Para você essa última homenagem do seu comandante de Batalhão. Que ela chegue ao seu destino.
O nosso Batalhão não conseguiu lhe acompanhar. Por uma série de fatores adversos, ficamos a meio caminho e tivemos que recuar para onde partimos. Por medo, por covardia? Não! Você sabe que não! Você viu quantos dos seus companheiros tombaram no meio da jornada; você não os viu recuar.
Eles não o abandonaram! Eles recuaram, depois, por ordem. Recuaram para depois voltar. E voltaram para se encontrar com você aí, no alto deste Monte, onde você teve suprema glória de ser o primeiro soldados brasileiro a chegar.
Encontramos seu corpo ainda intacto sob o manto protetor da neve. Como que você sabia que voltaríamos, e todos nós gostamos que você testemunhasse que voltássemos; que voltássemos para buscar você, que voltássemos para com você darmos à nossa Pátria a glória de tão soberba vitória: A CONQUISTA DO MONTE CASTELLO.
- Patrulha Brasileira
- Monte Castello ao fundo
Cel. Uzêda
Um Soldado de Infantaria – SEMPRE!
Particularmente não poderia deixar de publicar a inestimável contribuição desse SOLDADO DE INFANTARIA DA POLÍCIA DO EXÉRCITO, PE Bendl, diga-se de passagem 07-29 (Quem é PE SABE!), enviou o comentário sobre o Dia da Infantaria e, mesmo que alguns não entendem o verdadeiro valor da Infantaria, essa tem por premissa honrar o sangue derramado dos nossos antepassados na defesa da terra e dos nossos valores. Essa é a INFANTARIA!
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Imensa formação de brancas cruzes, Desfile mortuário de fantasmas, Exótico mercado de miasmas, Exposição de ossadas e de urzes… Calado e mudo queda-se o canhão, Apenas trevas cobrem a amplidão, Que outrora foi um campo batalha… Calada e muda queda-se a metralha, É morta na garganta a voz do obus, O sabre traiçoeiro não reluz Dilacerando, ensangüentado a terra… A paz voltou, é terminada a guerra. Os heróis tombaram das alturas, Os covardes e os bravos olvidados, Seus feitos aos livros relegados, Nada mais resta, apenas sepulturas. E eu? Quem sou? Perguntam eu quem sou? Pois bem, eu lhes direi: sou um soldado, Igual a qualquer outro que avançou, combateu, foi derrubado. Cruzes iguais… Terrivelmente iguais… Exército que cresce mais e mais, No festim diabólico da morte. Aqui jaz o covarde. Ali o forte. Aqui dorme um estranho. Ali estou eu… Mas ninguém sabe como ele morreu… Não se lembram do campo de batalha, Nunca ouviram o riso da metralha… Não sentiram tremer o corpo inteiro Ante o rugido brutal de um morteiro… Não viram a cor dos olhos do inimigo. Não sentiram o medo do perigo, Que vos faz desejar a morte breve. Nunca sonharam. Nunca, nem de leve. Mas… Nem todos se esqueceram do soldado Que está longe, bem longe sepultado… Mamãe, minha boa mãe, se tu soubesses Que tua imagem adornei com flores, Que tuas flores foram minhas preces, Preces colhidas no jardim das dores… Minha querida mãe, se te contasse O medo que senti sem teu carinho, Um medo horrível de morrer sozinho. Medo mesmo que o medo me matasse… Mas deixei meu abrigo e avancei Julgando ver a morte a cada passo Ao ouvir o sibilar de um estilhaço… Parei… Pensei em ti… Continuei… Minha querida mãe se te dissesse Que quando derrubou-me uma granada Atirando-me na terra enlameada, Foi por ti que chamei desesperado. Por um momento deixei de ser soldado E fui novamente uma criança Sentindo na morte a esperança De ainda adormecer no teu regaço. Mamãe. Matou-me um estilhaço… Minha querida noiva, por que choras? Relembras por certo as boas horas Que passamos juntos. Só nós dois… Íamos casar. Lembra-te ? E depois… E depois uma casa retirada. Cortinas nas janelas enfeitadas, Tu me esperando… eu vindo do quartel… A nossa casa um pequenino céu, Aberto a vinda de um herdeiro… Meu sonho, meu sonho derradeiro, Foi de beijar-te antes de morrer. Mas ao golpe frio da granada, Beijei apenas a terra ensangüentada. Mamãe, minha noiva, aqui se encerra Uma história de sangue, esta é a guerra. Não chorem. Tudo é terminado Rápido como coisa de soldado… Mas mamãe… Se novamente a pobre humanidade Mais uma vez em busca da verdade Rufar seus tambores sobre a Terra Anunciando mais sangue e outra guerra, Se outro filho a Pátria te exigir, Sem lágrimas mamãe, deixe-o ir… Embora te destrua o coração, Ainda que te alquebre a agonia Faça-me um favor mamãe, Peça a esse irmão, Para que seja também da INFANTARIA !

Exemplo dos Valores da Infantaria Sargento Rigoberto Souza – 11º Regimento de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira
- PE Bendl e PE Cassal
- Exemplo dos Valores da Infantaria Sargento Rigoberto Souza – 11º Regimento de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira
24 de Maio – Dia da Infantaria – A Rainha de Todas as Armas
Ontem, dia 24, o Exército Brasileiro comemorou o Dia da Infantaria, que é considerada a Rainha das Armas. A infantaria é muito mais do que uma concepção militar da guerra; ela é a consolidação das virtudes que devem forjar um guerreiro, já que para a infantaria não há meio termo, pois cabe ao infante a coragem, a determinação, a superioridade sobre a adversidade e o cumprimento da missão sob quaisquer circunstâncias, mesmo que para tanto, seja necessário perder a vida, e essa última instância faz parte da atividade da infantaria.
A TODOS OS ABNEGADOS SOLDADOS DE INFANTARIA QUE, INDEPENDENTEMENTE DE POSTO OU GRADUAÇÃO, SÃO OS EXEMPLOS DE VIRTUDE E CORAGEM NO GRAU MAIS ELEVADO! PARABÉNS!
- Infantaria Brasileira no 14º Batalhão de Infantaria
- Um grande exemplo de soldado da infantaria brasileira
Os Uniformes e Soldados Mais Estranhos da Grande Guerra – Parte IV
Essa Primeira Guerra foi bastante estranha, pois projetou a tecnologia que seria desenvolvida ao longo do século XX, mas também deixou evidente equipamentos, uniformes e armas que foram utilizadas nos séculos anteriores. No final das contas é um grande divisor de águas em tecnologia militar. Vamos apreciar esses estranhos e, porque não dizer, hilários exemplos:

Fico pensando o cara combater com esse negócio, deveria ter uns50 kilos. Acho que houve cavaleiro medieval bem mais flexível para o combate
- Frente e Verso!! KKKKKKKKK
- O que é isso? Super-homem da Primeira Guerra? Homem de Ferro?
- Fico pensando o cara combater com esse negócio, deveria ter uma 50 kilos. Acho que houve cavaleiro medieval bem mais flexível para o combate
- Eu Juro, tem um soldado ai dentro!
Os Uniformes e Soldados Mais Estranhos da Grande Guerra – Parte II
A pedidos… O retorno dos Uniformes e Soldados mais estranho da Grande Guerra! É muito soldado e uniformes estranhos em um post só…
10 de Abril – Dia da Engenharia Militar do Exército Brasileiro
Com muito orgulho publicamos o artigo enviado pelo Engenheiro Militar, Administrador, Pesquisador da História da FEB e Tenente-Coronel do Exército André Monteiro. Pessoa amiga, cujo valor e a simplicidade só perdem para sua dedicação e serviço a memória da Força Expedicionária Brasileira.
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10 de Abril – Dia da Engenharia Militar do Exército Brasileiro
Permitam-me nesse 10 de abril, dia da Arma de Engenharia do Exército Brasileiro, referenciar os valorosos pracinhas herdeiros de Villagran Cabrita.
O Comandante da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, Marechal Mascarenhas de Moraes, concedeu o seguinte elogio à Engenharia da FEB, publicado no Boletim do dia 4 de fevereiro de 1945:
“A Engenharia da FEB não descansa. São múltiplas suas missões. A construção ou reparação de estradas, muita vez sob o fogo inimigo, que tem cobrado o tributo do generoso sangue brasileiro no soldado da Arma de Engenharia; na organização de zonas minadas, precedendo as posições da Infantaria, portanto sob eficaz alcance das armas inimigas; na limpeza dos eixos de progressão de carros de assalto; na construção de instalações para a tropa ou na organização dos meios de defesa das Armas e do Comando, a Engenharia Brasileira se tem distinguido como essencialmente combatente.
E no seu trabalho diuturno, silencioso e produtivo, sem o menor temor às reações do adversário, por isso que sabe ser indispensável ao desempenho das missões das outras armas, tem uma grande e única preocupação: fazê-lo rápido e perfeito.
Sabe a Engenharia que a rapidez e perfeição se completam, como inseparáveis, para o bom êxito das missões de combate. Sabe a Engenharia que esse bom êxito, que a tem acompanhado desde o início de sua atuação neste Continente e que a acompanhará até o fim, é o resultado da vontade de ser eficiente no conjunto da FEB. É o resultado da feliz atuação de seus comandantes.
Sabe, finalmente, que a vontade, só a vontade, servida por um material moderno e bem manejado, é o elemento essencial à consecução da Vitória do Brasil sobre os usurpadores da Liberdade, cujos clarões alvissareiros já se anunciam ao Mundo, para apontar-lhe o reto caminho da Paz dignificante, da Paz igualitária, da Paz tão ansiosamente aguardada. Soldados da magnífica Engenharia do Brasil, que bem trilhais os belos exemplos de vosso valoroso Patrono – o Gen. Villagran Cabrita! Continuai a produzir como o tendes feito até hoje e a vossa Pátria vos recompensará, com os agradecimentos pela vossa ação!”
A Engenharia do exército Brasileiro sempre conservou seu espírito pioneiro, indômito e desbravador que revelou-se nos brilhantes feitos do 9º Batalhão de Engenharia de Combate na 2ª Guerra Mundial, quando teve a oportunidade de ter sido a 1ª tropa brasileira a ser engajada contra o inimigo. A primeira tropa brasileira a cumprir missão de combate em território italiano foi a 1ª Companhia do 9º Batalhão de Engenharia, comandada pelo Capitão Floriano Möller. Essa companhia, desde o dia 6 de setembro de 1944, vinha operando, ativa e eficientemente, numa das pontes do Rio Arno, às ordens do IV Corpo de Exército.
A Engenharia da Força Expedicionária Brasileira foi incansável na tarefa de deixar abertas ao tráfego as estradas vitais para o desenvolvimento das operações, além de lançar pontes e limpar campos de minas traiçoeiros, dentre outras inúmeras missões.
A Engenharia satisfez plenamente a tudo que lhe foi exigido, indo além de suas possibilidades normais. Imbuídos de grande espírito patriótico, os engenheiros deixavam transparecer seu amor ao Brasil em todos seus atos, como por exemplo o de dar nomes às pontes que construíram: 7 de setembro, Entre Rios, Carioca, Lages, Lagoa Vermelha, Itajubá, Aquidauana, Cachoeira, Curitiba e outros.
André Gustavo de Pinho Monteiro – Tenente-Coronel de Engenharia
Fotos Engraçadas e Sem Noção da Guerra – Parte III
A sequência da série mais sem noção da Segunda Guerra. Quando você pensa que já viu de tudo nessa guerra está completamente enganado, pois tinha muito soldado louco e sem noção em todos os fronts.
- O que esse cara do lado esquerdo tá fazendo?
- Crianças na guerra tudo bem, mas não vamos exagerar…
- Soldado se ferra
- O Poder, a atenção e Força e a…Preguiça do soldado alemão.
- Nem lava-jato resolve
- Ele precisa disso sem está no avião?
- Caramba esse apoio da metralhadora é muito bom!
Continuem votando:
Promoção dos 500 mil acessos – ABRIL ESPECIAL
O Cemitério Militar Brasileiro
Os brasileiros mortos na Campanha da Itália, até Dezembro de 1944 eram sepultados nos Cemitérios de Tarquínia, Felônica e Vada. A partir de Janeiro de 1945, foram todos reunidos no Cemitério Militar Brasileiro numa área adquirida pelo nosso governo, na localidade de Pistóia.
Juntamente com os valorosos expedicionários do Brasil, jaziam até alguns anos atrás os despojos de 40 militares alemães, recolhidos na zona de combate pelo Pelotão de Sepultamento da FEB.
Os números dos brasileiros vitimados na Campanha da Itália são os seguintes:
Feridos em ação……………………………………………………………………………. 1.577
Mortos em ação, incluindo os desaparecidos……………………………………. 401
Mortos em acidentes diversos(veículos,minas,arma de fogo, afogamento) 60
Mortos por doença………………………………………………………………………… 4
Morto por assassinato……………………………………………………………………. 1
Morto por suicídio………………………………………………………………………… 1
Observação: dos 467 mortos, 13 eram Oficiais do Exército, 8 oficiais da FAB e 442 Sargentos e Soldados do Exército.
Posteriormente, os restos mortais foram trasladados para o Brasil e estão no Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, que foi erguido na cidade do Rio de Janeiro e inaugurado em 24 de Janeiro de 1960, que foi idealizado pelo Gen Mascarenhas de Morais, e fica localizado no Aterro do Flamengo.
Houve um único caso de deserção, o soldado B.L., que não mais foi incluído na FEB por ter cometido suicídio no acampamento de Lucky Strike, em Saint Valery – França onde foi sepultado.
No local foi construído o Monumento Votivo Brasileiro, mantido até hoje sob os cuidados de Mário Pereira, filho do Veterano Miguel Pereira ex-combatente da FEB, que após a guerra permaneceu em solo italiano, para cuidar daquele pedaço de terra brasileira, cravada na Região da Toscana.
- Soldado não identificado
As Mulheres do Exército Vermelho.
Evidentemente não é possível desprezar a força combativa de mulheres soviética frente a Grande Guerra Patriótica. O valor das mulheres dessa nação, em todas as áreas de atuação das forças soviéticas, desde o soldado de infantaria até a marinha de guerra soviética há a presença contundente da mulher soviética.
- Uma Infiltrada…Alemã…Vemos considerar um Bônus! 🙂
Citações de Combate da Força Expedicionária Brasileira – Parte II
Soldado João Martins da Silva, do I Regimento de Infantaria – IG – 224.132. Estado do Rio de Janeiro.
Em 23-2-1945:
Eis outro episódio que, na sua simplicidade, reflete as belas virtudes do soldado brasileiro.
Durante o bombardeio do seu posto em BELAVISTA, foi atingido por três estilhaços de granada o soldado MARTINS. Assim ferido, deixou-se ficar no mesmo lugar sem uma queixa sequer. E ali permaneceu cerca de oito horas. Sabedor do fato pelos companheiros do soldado ferido, o Comandante do Pelotão determinou sua evacuação. No posto de socorro, interrogado pelo médico, porque resolvera calar sobre seu estado de saúde, respondeu-lhe simplesmente que, ciente de que os alemães iram lançar contra-ataques, decidira não se afastar do posto para ajudar a repeli-los uma vez que o Pelotão se encontrava desfalcado e ainda se sentia forte. Possuía, realmente, o soldado MARTINS, a tempera do verdadeiro combatente. O seu exemplo, pela sua grandeza e pelo estoicismo envaidece a tropa brasileira.
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Soldado ROMEU SIQUEIRA MACEDO, do I Regimento de Infantaria – 1G – 266.733. Estado do Rio de Janeiro.
Em 23-2-45
O seu Pelotão atacara e se apossara de LA SERRA, e agora se esforçava para manter o terreno conquistado, eliminando as resistências alemãs que ainda perduravam o cumprimento integral da missão. No curso da ação já se havia distinguido o Soldado Romeu. Agora, como esclarecedor de uma patrulha, devia reconhecer uma posição inimiga que se revelara poucos momentos antes. Avizinhando-se dessa posição, ele ouve rumores partidos do interior do abrigo. À porta do citado abrigo, surge-lhe inesperadamente, um adversário: o soldado Romeu logo tomara a iniciativa e o faz prisioneiro, e a resistência foi reduzida.
O desassombro, a decisão inflexível e rápida, a vontade forte do Soldado Romeu, são belos exemplos que tenho o prazer de apontar à tropa brasileira.
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Soldado ISINO NEUMAN, do I Regimento de Infantaria – 2G – I26.883. Estado de Santa Catarina.
Em 23-2-45
Pertencia ao Grupo de Comando da 6ª CIA. Esta subunidade se empenhava com raro vigor, na conquista da linha LA SERRA COTA 958.
Partira ela, ao ataque, na noite de 23 e, para cumprir a missão, necessitava que funcionassem sem interrupção seus variados meios de transmissão. O sargento e o soldado de transmissão haviam baixado ao hospital. Entretanto a presença do soldado ISINO era uma garantia para que as transmissões não falhassem: tomou sob a sua responsabilidade exclusiva a integridade das ligações de rádio S.C.R 300 com o batalhão, S.C.R. 536 com os pelotões, e telefônicas com 6 pelotões de fuzileiros e petrechos. Toda vez que os bombardeios lançavam a procura de ponto de ruptura dessas linhas e imediatamente fazia as reparações indispensáveis. O desejo ardente de servir à causa de seu país superava toda a dificuldade e guiava as ações no ataque.
A iniciativa, o ânimo forte brasileiro, o destemor, a noção perfeita do cumprimento do dever, a capacidade profissional, do soldado ISINO são exemplos de realce, que deve apontar a todos os quantos combatem neste setor da FEB.

























































































































































































































































































































































































































































































































































































