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O Papa Pio XII e o Regime Nazista!
Engraçado como a História se repete de forma quase subliminar. O mundo inteiro acompanhou a eleição do Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco (particularmente uma excelente escolha). Logo que iniciou o seu papado, o Bispo de Roma passou a receber criticas sobre sua conivência em relação ao regime militar que governou a Argentina de 1966 até 1983. Como líder da congregação jesuíta, o então padre Bergoglio não fez oposição à repressão militar que se acentuava naquele período.
Essa não é a primeira vez na história que um Papa é criticado por sua atuação perante um regime totalitário. Claro, em aspectos e circunstâncias diferentes, mas que no final das contas, objetivam analisar a posição de um dos símbolos de referência moral do cristianismo, o Papa.
Pio XII foi nomeado para seu pontificado em abril de 1939. O então secretário do Vaticano, o Cardeal Pacelli, nome do futuro Papa Pio XII, era um diplomata e negociador. Durante o período da guerra e após o conflito foi duramente criticado por sua postura em relação ao Nacional Socialismo, quando passou a ser taxado de o “Papa de Hitler”. Pacelli não é acusado apenas de omissão, mas de se envolver diretamente com os objetivos alemães na Europa, já que ele declarava que o comunismo ateísta era inimigo da igreja, portanto o nazismo Alemão, que inicialmente era inimigo declarado das terras de Stálin, surgiu possível aliada da Santa Sé. Uma dessas acusações feitas contra o Papa fora a deportação de judeus para campos de concentração na Eslováquia, que era governado por um Padre Católico. Em 1943 judeus italianos foram também deportados na “janela do papa”, sem que este proferisse qualquer defesa, mesmo com o incentivo do embaixador alemão. Essas são apenas algumas de tantas outras acusações que foram feitas ao Papa Pio XII, por alguns pesquisadores, entre eles o católico John Cornwell.
Mas é necessário critério na composição de uma visão distorcida do Papa Pio XII. Nenhum registro consolidar a existência de qualquer apoio do Bispo de Roma com Hitler, pelo contrário, sempre houve oposição velada ao regime. Por que velada? As declarações do Papa tinham um grande peso e, por isso, podiam surgir represarias contra católicos nos territórios ocupados. Chegou um momento da guerra que o próprio Pio XII se tornou refém de Hitler. Trava-se de um Chefe de Estado sem um Exército, como a máxima do ateu Stálin: “O Papa? Quantas Divisões ele comanda?”.
O mundo passava por uma crise de valores e tudo era relativo, inclusive a fé! Neste período o que realmente importava era o poder bélico. Portanto, por mais atributos morais que revestem a figura de um Papa, nada é válido perante o poder e ganância das conquistas das nações.
Assim como o Papa Francisco, Pio XXI deve ser julgado com parcimônia e através de uma justa análise histórica, sem qualquer predisposição em uma possível condenação.
Série: A Hora “H” – Parte II
O hora “H”! Aquele momento decisivo! Na guerra esta hora é o momento do clímax entre a vida e a morte; o momento do desfecho ou de uma situação melancólica. A fotografia, diferentemente do vídeo, pára exatamente no HORA ‘H’. O vídeo é algo dinâmico enquanto que a fotografia pode capturar e congelar esse momento que decidiu a vida de uma pessoa ou mostrou o seu fim.
Essas publicações da Hora H têm por objetivo mostrar e refletir sobre esse momento.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XXII
Desumanizar o inimigo fornecia algo como um salvo-conduto emocional. Se o inimigo não era gente e sim Untermenschen (sub-humano), então o que acontecia com eles não tinha tanta importância. Soldados à deriva em um mar de violência dentro de um ambiente letal apenas respondiam aos comandantes de suas unidades, aos responsáveis que se encontravam por perto e a mais ninguém. Talvez seja pouco realista exigir que tropas de combate façam escolhas morais. Diante de dilemas humanos impossíveis, é bem mais fácil obedecer ordens. Aqueles incapazes de reconhecer que havia uma escolha eram ideologicamente e frequentemente absolvidos de forma oficial da sua responsabilidade.
O doutro Paul Linke, um oficial e médico da infantaria, sempre acreditou que executar os comissários russos era boato de caserna até que o comandante do batalhão ordenou que um amigo próximo, tenente Otto Fuchs, executasse um. Fuchs, um advogado na vida civil, teve o seu protesto gaguejante interrompido pelo seu oficial superior. Este disse: “Tenente Fuchs, eu não quero ouvir mais nenhuma palavra. Saia e cumpra a ordem!” O médico, com um pensamento rápido, ofereceu-se para acompanhar o seu infeliz amigo na sua sombria obrigação e prontamente o levou ao corpo de um soldado russo que havia previamente descoberto em uma vala próxima. O comissário russo foi incentivado a trocar o uniforme e enterrar o corpo agora com o uniforme de comissário. Depois foi solto para que pudesse voltar às linhas russas. Dois tiros de pistola contra o chão disfarçaram a encenação. Linke “esperava que tinha ficado bem claro para o comissário que ambos seríamos executados se o truque viesse a ser descoberto.” O russo, agradecido, sumiu na noite. O jovem médico, “percebia que valia a pena manter sua honra como oficial – nós não executamos prisioneiros indefesos” disse ele. Fuchs teve de se apresentar ao comandante do batalhão e confirmar que a ordem de execução tinha sido executada. Este admitiu: “Me desculpe Fuchs. Eu também não queria fazê-lo. Em uma análise final, eu deleguei a responsabilidade desta ordem para você.” A integridade em comum era, em última instância, uma questão de escolha pessoal. Alguns soldados na verdade tinham apreço pela violência mas, para a maioria, o principal fator que os unia era a solidariedade do grupo no qual eles viviam. Sobrevivência dependia do companheiro. Certo ou errado não era a questão. Na realidade, havia variações dentro do “errado”.
O tenente Peter Bamm, outro oficial médico do Grupo de Exército Sul, observou que os massacres de judeus depois da tomada da cidade de Nikolaev não eram aprovados pelos soldados da linha de frente. Estes achavam que suas vitórias “ganhas após uma batalha cruel e prolongada” estavam sendo usadas pelos “outros” – a SS e a SD. “Mas não era uma indignação que vinha do coração.” Depois de sete anos de domínio pela SS e pela SD, a corrupção moral “já tinha feito muito progresso, mesmo entre aqueles que a teriam negado veementemente.” Tais protestos poderiam ser silenciados através de ações contra as famílias que estavam na Alemanha como foi o caso de um Oberst na sua divisão. As atrocidades russas também tiveram um impacto sobre a perpetuação de sua integridade moral. Os soldados faziam qualquer coisa necessária para sobreviver. “Não havia uma indignação feroz” admitiu o tenente Bamm. “O vírus já estava inoculado há muito tempo.” Neste momento, não havia como voltar. Caso o inimigo conseguisse alcançar o Reich, o ajuste de contas deveria ser feito diretamente com o diabo.
C O N T I N U A
A Política de Repressão da Alemanha nos Territórios Ocupados
Quando se analisa os motivos da Alemanha perder a guerra sempre observamos várias teorias e motivações. Argumentos que explicam a partir da perspectiva estratégica militar, das decisões políticas do regime e até mesmo dos erros pessoais de Hitler. Pouco ou quase nenhum valor é dado para a política de ocupação implementada pela Alemanha nazista. Cada território ocupado havia uma máquina repressão que se instalava, e isso era extremamente custoso para os dominadores. Não por acaso, vários Polizeibattaillon foram criados para ordenar a nação ocupada.
Países como Bélgica, Holanda e França, foram obrigados a manter um governo militar alemão instalado, e mesmo que a França tivesse no sul um Estado sob a administração francesa, na prática era subordinada ao governo militar central e pouca autonomia era dado a administração local. Em muitas regiões da União Soviética os alemães foram recebidos como libertadores, mas a apatia não durou muito. Assim que a repressão iniciou e os movimentos de libertação iniciaram (partisans), os alemães responderam com mais violência. E isso não há como negar, historicamente não há margem para discussões, pois a política externa sob as nações ocupadas era tipicamente de julgo.
Nações como a Polônia estavam sob uma ocupação policial constante. Grande contingentes policiais identificavam, monitoravam e prendiam qualquer um, em qualquer lugar do dia e da noite. Não apenas judeus e outras minorias, mas qualquer um que demonstrasse qualquer ação suspeita.
Mas tudo tem o seu preço. A Alemanha mobilizou milhões de soldados para manter sua máquina repressiva em atividade nos territórios ocupados. Não permitiam que nada não passasse pelo crivo do governo alemão.
No final da contas, Hitler utilizou a guerra para dominar nações, e não soube mantê-las a não ser pelo uso dos mesmos métodos. E isso deve ser observando também para avaliar os motivos da sua queda.
Segue abaixo, uma sequência de fotos que mostrar exatamente o registro de uma ação policial repressiva da SS. Tudo muito bem documentado…
Série: A Hora “H” – Parte I
Vamos publicar a partir de hoje uma nova série: A Hora H. A pretensão é publicar fotografias onde o autor da foto é parte de integrante da ação. Testemunha dos acontecimentos, presente em um momento de combate ou imediatamente após ele. Nosso objetivo é que as pessoas possam refletir sobre a fotografia. Por isso, o BLOG prefere o destaque fotográfico ao invés do vídeo. A fotografia leva a reflexão, pois a imagem está estática, naquele momento, tudo pára.
Aviões: Inferno no Céu
Em um romantismo quase inocente, quando muitos jovens pensam em aviões da Segunda Guerra, a primeira imagem que vem em suas mentes, são lindos bombardeios cruzando os céus, aviões de combates americanos, ingleses, japoneses ou alemães, todos altivos e combativos. Mas a realidade também contempla a destruição e a morte nos céus. Muitos aviões foram massacrados em pleno voo, e suas equipes e pilotos, tiveram mortes horríveis, pois nada podiam fazer quando seus bombardeiros caíam de grandes altitudes e ninguém conseguia sair do avião. Os pilotos de aviões de combate, estavam sujeitos a uma morte instantânea ou dolorosa quando atingido. Portanto, não se enganem aqueles que enxergam apenas a beleza do material bélico. Sempre que a humanidade coloco-os em ação, seu emprego real, é seguido por morte e destruição.
Série: Antes e Depois. Contando a História de Forma Diferente
Quando se vai para um local onde se sabe que houve combates duros, às vezes, e difícil interpretar um cenário tão caótico no meio da paz do cotidiano desses locais. Mesmo tendo a convicção que naqueles locais a morte passeava entre as tropas, por muito não conseguimos enxergar essa calamidade.
Com certeza as fotos que se seguem nos dão uma ideia de como era a guerra de ontem em meio à paz de hoje. É por isso que gosto de buscar essas fotos comparativas e montagens, elas refletem exatamente isso o passado com visão do presente. Uma verdadeira visão do passado aos olhos de hoje.
Claro, não poderia ser diferente, o artista é o Max3
Almirante Graf Spee: O Nome De Uma Curiosidade Histórica!
Muitas vezes a história é repleta de curiosidades que até assustam. Interessante observar como fatos da história se relacionam de tal maneira que nos deixam perplexos diante das circunstâncias.
Em 1914, morreu o Almirante da Marinha imperial alemã Maximilian Johannes Maria Hubert Reichsgraf von Spee. Ele destruiu uma esquadra da Marinha Britânica no costa do Chile em 01 de novembro de 1914. Essa vitória alemã causou impacto no moral da Marinha de Sua Majestade. Para esquecer essa vexatória derrota, foi organizada uma força para atacar e destruir a frota do Almirante Spee. O confronto aconteceu no dia 08 de dezembro próximo das Ilhas Folksland ou Malvinas. A Batalha das Malvinas (marítima), terminou com a derrota da Alemanha e a morte do Almirante, juntamente com seus dois filhos, oficias sob seu comando.
Quase 30 anos depois, em 30 de junho de 1934, foi lançado no mar o encouraçado Almirante Graf Spee, em homenagem ao herói da Grande Guerra.
Em 13 de dezembro de 1939, iniciava uma nova aventura do nome Spee pelo mesmo Atlântico Sul que perpetuou seu dignitário. O encouraçado Gref Spee , comandado pelo jovem capitão Hans Langsdorff, lutou bravamente contra três navios ingleses, HMS Ajax, HMNZS Achilles e HMS Exeter. Depois de horas de combates duros e confusos, o encouraçado alemão danificado, buscou refúgio no Porto Montevidéu.
O comandante Langsdorff foi intimado pelo governo uruguaio a deixar o porto, porém os três navios ingleses aguardavam o Graf Spee para um combate final. Em inferioridade numérica, com o navio danificado e com ordens de Adolf Hitler de não o deixar ser capturado pelos ingleses, Langsdorff desembarcou sua tripulação e fez com que o couraçado fosse pelos ares e afundasse completamente, isso sob olhares da imprensa local e estrangeira que registrou o fato. Após isso, o comandante Langsdorff suicidou-se alguns dias depois envolto na bandeira de combate alemã.
Terminava assim mais uma estranha e curiosa História do nome “Spee” no Atlântico Sul.
A Cavalaria do Brasil na 2ª guerra Mundial
Segue publicação enviada pelo pesquisador Rigoberto Souza – Vice-presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco.
Um modesto Esquadrão de Reconhecimento teve a honra de representar a Cavalaria de Osório nos combates enfrentados pela Força Expedicionária Brasileira no teatro de Operações da Itália. Seu pequeno efetivo, e seus reduzidos meios de combate não conseguiram ofuscar a bravura que os nossos cavalarianos tem demonstrado, desde as primeiras guerras, onde começou a florescer o espírito de nacionalidade do povo brasileiro.
A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve no 1º Esquadrão de Reconhecimento, uma unidade à altura de suas responsabilidades, sendo equipado com carros blindados M-8, de fabricação americana e, que pesavam cerca de 8 toneladas, armados com um canhão de 37 mm e duas metralhadoras, sendo uma anti aérea e, tripulados por 4 homens.
A nossa Cavalaria atuou nas operações desenvolvidas ao longo do Rio Reno, do Rio Panaro e, ao longo do Vale do Pó, cujo curso transpôs até atingir o sopé dos Alpes, onde ligou-se às Forças Francesas do General Dellatre de Tassigny, que operavam a noroeste da cidade de Turim.
Entre os mais importantes feitos, destaca-se a tomada da cidade de Montese, que localizava-se nas margens do Rio Panaro, que culminou com a libertação das cidades de Rannocchio, Salto e Berttocchio, além dos combates em Murano-Sul-Panaro, que transcorreram em campos minados e, repletos de armadilhas deixados pelo Exército Alemão. Continuou a sua saga, no ataque à vanguarda inimiga na região de Fornovo-Di-Taro, atingindo seu ápice com a rendição da 148ª Divisão Panzer Alemã e, aos remanescentes da 90ª Divisão Bersaglieri Italiana em Colecchio-Fornovo.
Seria injusto deixar de vincular a atuação desta Unidade ao seu comando, que foi organizada e levada à guerra pelo Capitão Flávio Franco, ferido logo ao início da Operações, sendo substituído pelo subcomandante 1º tenente Bellarmino Jayme Ribeiro de Mendonça, que foi substituído pelo recém-promovido Capitão Plínio Pitaluga, detentor de uma excepcional inteligência, que soube unir a valentia e liderança.
Conduziu seus carros de combate pelo difícil e montanhoso terreno italiano e, levou aos seus comandados o seu espírito blindado, que não dava conselhos ao receio e, fez de cada soldado um eterno amigo. Devemos realçar o comportamento e sacrifício do Tenente Amaro Felicíssimo da Silva, subalterno do Esquadrão de Reconhecimento e, primeiro Herói da Arma Blindada do Brasil. Foi enviado em missão delicada e difícil onde, nela encontrou a morte. Em homenagem a este ato de heroísmo, o Exército Brasileiro decidiu colocar o seu nome entre os de Tiradentes e Sampaio, passando esta Unidade a chamar-se Esquadrão Tenente Amaro.
O General Mascarenhas de Morais, Comandante da FEB, ao citar o Esquadrão de reconhecimento, expressou a suas considerações ao escrever:
“ O 1º Esquadrão de Reconhecimento, confirmou nos campos de batalha da Itália, o acerto e sua escolha como participante da Força Expedicionária Brasileira e, as esplêndidas qualidades do Cavalariano Brasileiro, dirigido por quadros capazes e um Comando eficiente, enérgico e ousado.
Concorreu assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria, fosse reservado um lugar de destaque entre as nações que velarão pela paz vindoura e a futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”
Este post é dedicado ao Cel Pedro Anórbio de Medeiros( PAM ) e ao seu filho Cel Pedro Arnóbio de Medeiros Júnior, exemplo para a nossa Cavalaria.
- Montese – Igreja e Torre detruídas após bombardeio de 1945
- Militares brasileiros fazem varredura em Montese após combate
- Vista parcial de Montese após ataque
- Montese – vista panorâmica – anos 70
- Montese destruída pela fogo alemão e aliado
- Montese em meados do século passado
- Patrulha da FEB na região entre Montese e Fanano antes do ataque final
Ação: Teatro do Pacífico
Resolvemos selecionar algumas fotos para mostrar a dureza das ações no Pacífico. Estamos realizando algumas seleções especiais para compor os vários Teatros de Operações, incluindo alguns menos conhecidos e operações e guerras isoladas, como a Guerra Civil Espanhola, Guerra de Inverno e a Guerra das Coreias. Aguardem.
Tropas de Montanha da Alemanha – Tropa de Elite
Quando se fala em tropa de elite a primeira coisa que vem a cabeça são as tropas paraquedistas. No Exército Alemão, as tropas aerotransportadas foram utilizadas em operações na Polônia, Paises Baixos, França e, principalmente, na invasão de Creta. Mas outra tropa de Elite no Exército Alemão que foi muito mais utilizada, era a 1ª Divisão de Montanha. Criada em 9 de abril de 1938, chamada de 1ª Gebirgsjäger-Division. Participou efetivamente de todos as linhas ofensivas da Alemanha até ser derrotada na região do Cáucaso.
Uma divisão extremamente combativa e altamente capacitada em relevos acidentados. Trouxe técnicas de alpinismo profissional voltadas para o combate.
Infelizmente essa tropa participou de uma série de represálias contra civis durante a guerra, principalmente na União Soviética, onde houve perseguição a partisans em cidades locais.
Dia Internacional da Mulher: Especial Mulheres na Segunda Guerra
Um especial com todos os posts e publicações da participação do sexo feminino na Segunda Guerra Mundial.
As mulheres lutaram, sofreram, foram perseguidas, mortas, mas foram guerreiras e, acreditem, foram decisivas para o resultado da guerra.
Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra
Mulheres na Seguda Guerra – O fim do Sexo Frágil – Parte I
Mulheres na Seguda Guerra – O Fim do Sexo Frágil – Parte II
Após A Libertação – A Vingança
Lebensborn – A Fábrica de Crianças Arianas do III Reich
Final de 1944: Hitler Acreditava em Vitória Militar?
No final de 1944, a Alemanha não tinha nem mesmo a sombra das forças que tivera três anos antes. Neste período, a Wehrmacht tinha passado de uma guerra ofensiva para um dispositivo estático defensivo em todos os fronts. Em dezembro de 44, as forças alemães se preparavam para última ação ofensiva da guerra para eles. A Unternehmen Wacht am Rhein (“Vigília sobre o Reno”). A questão é: o que Hitler queria afinal?
Esquecendo a formação estratégica dessa operação, mas tentando entender o que uma ofensiva no ocidente iria proporcionar para a Alemanha naquela fase da guerra, levando em consideração que os soviéticos já avançavam sobre território alemão.
Uma pista interessante que pode lançar uma luz a mentalidade do Führer é a argumentação do autor Lev Bezymenski (1968). Sua análise é embasada nos contatos que alta cúpula nazista, com o aval de Hitler, mantiveram com empresários suíços para realizarem um elo com altos funcionários do governo inglês para uma paz negociada. Segundo o autor, os contatos foram realizadas no segundo semestre de 1944 e nos termos da paz, proposto pela Alemanha, o governo alemão ratificava a permanência do sistema de governo atual, inclusive com a manutenção de Hitler no poder. Esse era o principal medo da União Soviética, uma paz negociada dos ocidentais em separado. Embora cogitada, os anglo-americanos não admitiam a manutenção do governo nazista na Alemanha, nem tão pouco a permanência do líder alemão. Hitler ao saber da completa rejeição dos ocidentais afirma: “Eles vão saber que não podem realizar a paz sem mim!”.
Portanto, levando em consideração a análise de Bezymenski, a Ofensiva das Ardenas foi uma tentativa de provar aos ingleses e americanos que a Alemanha ainda tinha condições de resistir e abrir ofensivas contra os Aliados, forçando uma saída negociada, pelo menos no ocidente, para então, se concentrar na luta contra os soviéticos.
Hitler jogou, apostou e perdeu. Sua atitude enfraqueceu o leste, e desperdiçou excelentes tropas; tropas que seriam imprescindíveis na contenção dos exércitos soviéticos. Tudo que ele queria aquele momento era parar o avanço sobre a Alemanha, cessando bombardeios e, se possível, jogar os americanos e ingleses contra os soviéticos.
Mas, no final das contas, nem mesmo ele acreditava em uma vitória militar.
Causos e Contos da Força Expedicionária Brasileira – IV
O “Nabisco”
O jantar que serviam no navio de transporte de tropas que levava a FEB à Europa era tipicamente brasileiro mas, o almoço era genuinamente americano, cheio de produtos que a maioria dos nossos pracinhas nunca haviam visto ou provado o sabor. No primeiro almoço a bordo, nos serviram um certo “Nabisco Shereddee Wheat”, uma espécie de biscoito de farinha de trigo, que se apresentava sob a forma de um fio enrolado sobre si mesmo, muito seco e duro, parecendo com a forma de palha de aço. Logo surgiram os comentários,não só quanto ao nome “Nabisco”(iniciais da National Biscuit Company), que ficou célebre, tanto com relação ao gosto, como apresentação e o modo de ser comido.
O Doutor Sá Nogueira( 1º Tenente Médico do Batalhão de Saúde), que era médico em São Paulo, atrapalhou-se seriamente com o famoso “Nabisco”. Ao abrir o pacote, deu com o rolo de palha seca e, não teve dúvida, salpicou açúcar e provou. Não gostou. Então, experimentou outra porção com manteiga e sal. Também não aprovou o sabor. Tentou comê-lo puro, enfiando um bocado na boca. Cada vez pior. Quando já estava por desistir de comer esta iguaria, o Capitão Médico Dr. Álvaro Pais,que já havia estado nos EUA, explicou-lhe que aquele produto deveria ser embebido em leite, que se transformaria em uma papa saborosa.
“A passagem da linha do Equador”
Embora a FEB viajasse em um transporte de guerra, um acontecimento foi bastante comemorado por nossos soldados, a passagem pela linha do Equador, que rendeu homenagens ao Rei Netuno, que veio a bordo batizar os seus súditos.
Passava das 2 horas da tarde do dia 27 de Setembro de 1944, quando foi anunciado pelos alto falantes da presença do Rei Netuno e sua corte e, a frente seguia o embaixador de sua majestade( o Capitão de Corveta Paulo Antônio T. Bardy, vestido de pirata) abrindo alas para que os Rei dos Mares, que era outro senão o próprio Comandante Raul Reis. O Major Saldanha da Gama e o Capitão Amador Cisneiros, envoltos nas cortinas dos camarotes dos oficiais e usando perucas feitas de cordas desfiadas, eram o advogado de defesa e o promotor da corte, respectivamente. O Major Médico era o médico de sua Majestade,enquanto o Capelão de bordo era também o sacerdote, além de vários outros oficiais, marinheiros e soldados compunham o restante da corte.
Após os cumprimentos do General Cordeiro de Farias e das “altas autoridades”, houve uma ligeira confusão e, o Rei Netuno se aborreceu e mandou prender várias pessoas, que de imediato foram levados a julgamento, que ao final acabou por absolver todos réus.
Prosseguindo às brincadeiras, vários soldados foram batizados e, em homenagem aos fatos o Comandante do navio mandou distribuir dez maços de cigarro a cada soldado e, aos oficiais foram entregues diplomas, pelos quais adquiriam o direito de serem respeitados por baleias, serpente do mar, golfinhos, tubarões, lagostas e caranguejos, que eles guardaram como recordação desta histórica travessia.
O General Falconiére, que viajava no outro navio, telegrafou ao General Cordeiro de Farias nos seguintes termos: “Cumprimentando pela passagem do Equador, comunico situação e disciplina tropa ótima. Somente os artilheiros de bordo tiveram que ser amarrados em suas camas, com receio de grande choque de encontro à linha do Equador”.
No dia anterior o Comandante Raul Reis havia anunciado que daria um prêmio de cem dólares ao soldado que primeiro avistasse a linha do Equador.
Para mostrar o espírito esportivo que os soldados americanos possuíam em relação à nossa tropa, pode-se citar o boletim de bordo, documento oficial, assinado pelo Comandante e Imediato, que publicou o seguinte:
“Item 2 – Passagem do Equador – avisamos à tropa em geral que amanhã o navio atravessará a linha do Equador. Devem ser tomadas precauções especiais, pois muitas vezes se sente um choque muito violento, podendo até mesmo a hélice embaraçar-se na referida linha, se a passagem não for feita com muito cuidado”.
Texto extraído do Livro “A Epopéia dos Apeninos” de José de Oliveira Ramos
Causos e Contos da Força Expedicionária Brasileira – III
Alguns Causos enviados pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.
O 2º Escalão da FEB embarcou no dia 22 de Setembro de 1944, às 12:15 hs, rumo à saída da barra, de onde podia-se vislumbrar sem binóculo o relógio da Central de Brasil. As lembranças dos entes queridos que ficavam para trás daqueles montes, nos vinham nítidas à memória. Quando voltaríamos a rever essas praias saudosas? Quando voltaríamos a transpor essa barra, de regresso à nossa Pátria querida?
Vários causos podem ser lembrados nesta travessia do Atlântico rumo ao Teatro de Operações da Europa, que relatamos agora:
“Lá vem peixe – Lá vem tu-tu-tu”
O que chama a atenção no início do trajeto a bordo do General Mann, eram as ordens transmitidas a todo o navio, pelos inúmeros alto falantes, em inglês, para os americanos e, em português para os brasileiros. Estas ordens sempre eram precedidas por um agudo silvo, e os soldados logo aprenderam que depois do apito viria uma novidade, e gritavam: “Lá vem peixe, lá vem peixe!”
Uma das ordens mais comuns era para este ou aquele oficial ou marinheiro telefonar para o telefone 222, terminando as ordens pelo infalível “two, two, two”. Nossa rapaziada achava graça naquela história e gritava: “Lá vem o tu, tu, tu! Olha o tu, tu, tu!”
“Lixo, lixo!”
Muitos soldados se divertiam na popa do navio, formando duas alas, entre as quais passavam os marinheiros, encarregados de levar o lixo para o depósito. Os pracinhas gritavam: Lixo, lixo! Dizendo outras palavras inventadas, fingindo que falavam inglês.
Os americanos achavam graça e, pensavam que lixo queria dizer; “Abram passagem”, ou coisa parecida. Na volta os próprios americanos vinham gritando também: “lixo, lixo!”
“Confusões”
Muitas confusões interessantes ocorreram entre brasileiros que não sabiam falar bem o inglês e americanos que não sabiam falar bem o português.
O dentista do Q.G., o Ten Paulino de Melo, estava comendo um bombom perto de uma americano e, querendo ser educado perguntou-lhe assim: “Want you a good-good?” Ao que o americano lhe respondeu em ótimo português: “Não, obrigado, não gosto de bombom”.
Uma outra foi com o Sgt Enfermeiro Menésio dos Santos, que desejava visitar a enfermaria de bordo. Dirigiu-se à sentinela, com a frase já engatilhada: “Permit I visit the enfermar?” Respondeu-lhe a sentinela, que havia passado vários meses no Rio de Janeiro: “Não pode ser, cai fora!”
Extraído do Livro “A Epopéia dos Apeninos” de José de Oliveira Ramos
- Patrulha da FEB na região entre Montese e Fanano antes do ataque final
Berlim, A Última Fronteira – Parte II
Sempre que penso na Batalha de Berlim, em abril de 1945, não consigo deixar de analisar duas perspectivas.
Primeiro, a da população civil. O que fazer? O que se ouvia da Besta Vermelha que destruía e matava tudo e todos no leste, causava um medo terrível, um desespero. Por isso, muitos migraram para sul com o objetivo de se entregar a forças ocidentais. E levavam o que podiam, o que tinham condições de carregar em carroças e animais de tração, afinal, combustível era um luxo impensado. Essa mesma população de Berlim estava exaurida pelo bombardeios sistemáticos, pelo desabastecimento, pela falta de estruturas públicas básicas. Claro, em comparação com outras cidades destruídas e ocupadas, nada de extraordinário. Há muito ninguém mais acreditava naquela guerra, quase todos os berlinenses perderam parentes nos diversos fronts que a nação alemã lutou. A Lebensraum (Espaço Vital), tanto difundida nas doutrinas nazistas, para uma população alemã pura, se tornou um paradoxo a partir do 21 de abril, quando as forças soviéticas chegam a cidade e nenhum alemão sairia da cidade até tudo ter acabado.
A segunda foram os soldados restantes que defenderam Berlim e lutaram até o fim. Sem nominar unidades militares ou comandantes, mas pontuando apenas soldados inexperientes recrutados entre crianças que nunca tiveram formação militar ou veteranos mutilados com velhos soldados da Primeira Guerra. Muitos, obrigados a lutar ou a morrerem enforcados. E não foram os poucos que foram dependurados em postes para intimidar aqueles que ousassem não defender o último bastião nazista.
E assim. milhares de homens, mulheres e crianças tiveram que conviver por anos, não apenas com a derrota, mas com as consequências do resultado de uma guerra que, na sua maioria, eles não entendiam e não participaram.
- Agora, mais do que nunca:Heil Hitler!
- você quer Berlim – mas Moscou recebe você
- Um Povo, Uma Nação, Um Líder
- Um Povo, Uma Nação, Um Líder
- Viva o Führer!
- Idem
- Protejam nossas crianças e mulheres …(quem quiser ajudar nessa tradução)
- Façamos: A Vitória Total!
- Ouvintes Inimigos e Propagadores de Boatos da traição nacional encontram a morte (melhor tradução)
- Luta ou Caos!
- Lutar e Vencer, apesar do Terror!
- Vamos vencer, acreditamos em Adolf Hitler e no Reich Alemão
- Para o Povo
- Viva Nosso Líder, Viva a Alemanha
- Berlim ainda é Alemão
- Nós nunca nos renderemos!
- Rendição? Não!
- Führer, vamos continuar seguindo você
- Uma Povo, Uma Nação, Uma Líder
- Vitoriosos apesar do Terror
- 1918? Jamais Novamente!
A FEB Em Quadrinhos. Muito Legal!
Achei essa raridade. Muito legal. Isso nos passa a sensação do quanto os pracinhas foram cotejados como heróis. Histórias em quadrinhos que narram a epopeia da Força Expedicionária Brasileira.
Em tempo: Chega uma explicação do pesquisador Mário Messias:
Estampas foram editadas a partir da década de 20, valendo citar as famosas como Estampas Liebig e Eucalol, da Perfumaria Myrta do Brasil do Rio de janeiro.(exemplos anexos). Houve uma série de Estampas Eucalol que retratava A História da FEB. As estampas da FEB eram do Sabonete Eucalol, três sabonetes em cada caixa com três estampas – e o Creme Dental Eucalol – uma estampa por tubo.
Foram desenhadas por Willy von Paraski e impressas pela Gráfica F. Lanzarra – São Paulo -, Litográfica Rebizzi e Gráfica Mauá, ambas do Rio de Janeiro, e algumas outras menores. Assim, não se editou quadrinhos sobre a FEB, mas sim estampas.
Fonte: http://www.brasilcult.pro.br/historia/feb/hist01.htm
- 9 – VIII – 1943 Força Expedicionaria Brasileira Declarada a guerra, ao Eixo, tornou-se necessário enviar forças militares para combater o inimigo, na Europa. Então Ministro da Guerra, Gal. Eurico Dutra coube organizar a Força Expedicionária Brasileira, tropa selecionada do nosso Exército e que se tornou mundialmente famosa como”FEB”.
- 2 – VII – 1944 – “General Mann” transatlantico armado em transporte de guerra – A bordo do transatlântico “General Mann” armado em transporte de guerra norte-americano, os nossos pracinhas que partiam para os campos da Itália, receberam a visita do Presidente Getulio Vargas.
- 16 – VII – 1944 – Chega a Nápoles (Itália), o 1º escalão da FEB – Depois de uma viagem sem dificuldades, graças a escolta dos nossos vasos de guerra em colaboração com unidades americanas e inglesas, chegou a Napoles o 1º escalão da FEB, precedendo ao 2º, 3º e 4º escalões, num total de 25.334 homens para lutar contra os Alemães, na Itália.
- Hasteada em 19 de julho de 1944 a bandeira em solo Europeu – A 19 de julho de 1944, presidida pelo General Mascarenhas de Morais, Comandante em Chefe da FEB, foi hasteada com indisivel patriotismo a Bandeira do Brasil em território Europeu, pela primeira vez em toda a nossa História.
- Incorporação da FEB ao 5º Exercito dos EE.UU. – A 5 de agosto de 1944, com as formalidades regulamentares, o 1º escalão da FEB foi incorporado ao 5º Exercito dos EE.UU., tropa de escol sob o comando do general Mark Clarck e que já obtivera grandes vitórias na África. (brasilcult)
- 19 – VIII – 1944 Winston Churchill visita Mascarenhas de Morais A gravura focaliza o momento em que o Gal. Mascarenhas de Morais, recebia em Tarquinia, a visita de Winston Churchill, 1º Ministro inglês e uma das mais destacadas personalidades da Historia Contemporânea. (brasilcult)
- 16 – IX – 1944 – Pracinhas brasileiros entram na cidade de Massarosa, na Itália – A gravura representa a entrada de pracinhas brasileiros na cidade de Massarosa, na Itália. Esta foi a primeira localidade capturada pela FEB graças a uma arriscada ação da 2ª Cia. do 6 º Regimento de Infantaria, sob o comando do Capitão Alberto Tavares da Silva.
- 24 – IX – 1944 O Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra visita a FEB – A FEB recebeu também a visita do Ministro Eurico Dutra. A gravura mostra o momento em que o Ministro da Guerra aprovava o distintivo da “cobra fumando”. Numa homenagem ao Brasil, os Generais dos Exércitos das Nações Unidas entregaram-lhe o comando geral das operações, durante a sua estadia.
- “Zé Carioca” o jornal dos pracinhas – Para maior contentamento dos nossos pracinhas, foi fundado no acampamento da FEB um pequeno jornal, mimiografado, com noticiário o mais variado possível. Tal jornal chamava-se “Zé Carioca”.
- A Religião – Católica na FEB Atendendo a que a maioria da população brasileira é Católica, a FEB possuía também um perfeito serviço religioso para maior conforto espiritual dos pracinhas católicos.
- Montese, Castelnuovo e Monte Castelo, tomadas pela FEB – O mapa, do verso, dá uma idéia da região onde atuaram os soldados brasileiros. Distinguem-se, entre outras, as localidades de Montese, Castelnuovo e Monte Castelo, tomadas pela FEB. Vê-se assinalada a região onde foi aprisionada pela FEB a 148ª Divisão de Infantaria Alemã.
- A tomada de Monte Castelo A gravura mostra alguns pracinhas descançando antes da subida para a tomada de Monte Castelo, glorioso feito de nossas armas, na Itália, em terreno difícil e montanhoso, contra um inimigo poderoso e bem localisado.
- Aviões atiram alimentos em caixinhas para a sentinela avançada A sentinela avançada, por sua localização distante e perigosa, recebia os alimentos em caixinhas como a que se vê na gravura, as quais eram jogadas por aviões.
- Serviço de transmissões da FEB O serviço de Transmissões, da FEB, manteve impecável ligação entre os diversos escalões da tropa. A gravura nos mostra um posto de radio, em campanha, em pleno funcionamento. (brasilcult)
- O problema de Suprimento – – Em qualquer campanha o problema de Suprimento é de capital importância. Dotada de uma organização modelar em todos os sentidos, a FEB nada deixou a desejar, embora fosse a 1ª vez que nossas forças lutavam fora do continente.
- Defesa anti-aerea da FEB em ação Em virtude do progresso da arma aérea, nesta guerra, todas as forças em operações deveriam possuir recursos indispensáveis e uma perfeita segurança contra raids aéreos. Vemos no verso, uma peça anti-aerea da FEB, em ação.
- Serviço de Saúde da Força Expedicionária Brasileira O serviço de Saúde, da Força Expedicionária Brasileira, se fez presente em todos os Hospitais da linha de frente, em colaboração com o serviço de Saúde das Nações Unidas.
- 19 – VIII – 1944 Na Hora do “rancho” A hora do “rancho”, como são conhecidos os momentos das refeições, entre os soldados, é sempre recebida com prazer. Em plena campanha, mesmo com “a cobra fumando”, os nossos pracinhas recebiam com satisfação as suas refeições, graças ao impecável serviço da FEB.
- O General Inverno Um dos maiores inimigos dos nossos pracinhas, foi o frio. Os nossos soldados se referiam à ele, chamando-o General Inverno. Mesmo assim, com neve e um frio jamais imaginado, os nossos soldados se conduziram com o ardor que sempre caraterizou nossos militares. A gravura mostra alguns oficiais brasileiros treinando Sky.
- 8 – XI – 1944 Sir Alexander, Gal. Inglez, Comandante do XV Grupo de Exércitos A FEB recebeu a visita honrosa de Sir Alexander, Gal. Inglez, Comandante do XV Grupo de Exércitos. Teve ocasião de ser homenageado com um almoço, pela FEB, debaixo de violento bombardeio alemão. O Gal. Alexander, teceu os maiores elogios a bravura dos comandados do Gal. Mascarenhas.
- Desfile de soldados americanos e brasileiros A gravura mostra um desfile de soldados americanos e brasileiros assistido pelos seus comandantes: Gal. Mark Clarck e Gal. Mascarenhas de Morais, famosos cabos de guerra que passarão a historia, como um exemplo de patriotismo a ser seguido pelas gerações futuras. (brasilcult)
- A coragem, e o sangue frio dos brasileiros Enfrentando os mais poderosos e modernos engenhos de guerra, por ocasião da tomada de Monte Castelo, os nossos pracinhas mostraram ao Mundo a coragem, o sangue frio e o patriotismo tão peculiares aos brasileiros e que nos foram legados por Caxias, Barroso e “outros heróis que honram a nossa historia”.
- Um “ninho” de metralhadoras, dos nossos pracinhas A gravura mostra um “ninho” de metralhadoras, dos nossos pracinhas, em plena campanha, levando ao inimigo, na certeza de suas pontarias, a prova mais eloqüente de que há um povo viril nesta parte do Atlântico.
- Força Aérea Brasileira na vigilância aos comboios Seria injusto deixar de mencionar o papel preponderante que teve a Força Aérea Brasileira, quer na vigilância aos comboios quer nos ataques diretos às tropas e às posições inimigas.
- Ação da Engenharia Brasileira A engenharia militar brasileira teve atuação destacada, em campanha. A ponte de Sila, nas proximidades de Monte Castelo, tinha de ser reparada diariamente, pois os alemães a mantinham sob permanente fogo de seus canhões para impedir o avanço da FEB.
- As minas como engenhos de guerra Um dos engenhos de guerra que maior porcentagem de baixas causou na Itália, foram, as Minas. Os Jeeps, quando atingidos, iam pelos ares, destroçados. Aos poucos, a pratica foi ensinando que um dos recursos mais eficazes era o da colocação de sacos de areia, no fundo dos veículos, para amortecer o choque causado pela explosão.
- A tomada de Monte Castelo o maior feito da campanha da Itália A resistência tremenda de Monte Castelo realça ainda mais a vitória final da FEB. Repelidos duas vezes, os nossos pracinhas na terceira tentativa conseguiram dominar a praça, alcançando uma vitória que se transformou num dos maiores feitos da campanha da Itália e, também, das armas brasileiras.
- Uma patrulha Brasileira aprisionada pelos alemães Houve uma patrulha brasileira que, aprisionada dentro das linhas alemães, reagiu, conseguiu criar uma situação de pânico para o inimigo e ainda trazer dois prisionairos, de volta. Essa patrulha foi condecorada por ato de bravura. Col: Raimundo Pereira Paulo Bodmer
- Os nossos pracinhas e os ataques aéreos alemães Os nossos pracinhas eram castigados duramente pelos ataques aéreos alemães. A gravura nos deixa ver alguns soldados da FEB atirando-se ao solo, considerando que esse ainda é uma dos recursos mais eficientes contra o ataque aéreo. (brasilcult)
- 21 – II – 1945 A gloriosa Bandeira Brasileira nos cumes de Monte Castelo A gloriosa Bandeira Brasileira, desfraldada ao vento nos cumes de Monte Castelo, foi para todos os brasileiros o desagravo que desejávamos contra o impiedoso sacrifício de nossos patrícios quando do torpedeamento de nosso barcos mercantes. (brasilcult)
- 30 – IV – 1945 Prisioneiro o Gal. Alemão Otto Fretter Pico Ao comando da FEB, na Itália, foi apresentado como prisioneiro de guerra o Gal. Alemão Otto Fretter Pico, comandante da 148ª D.I. e do restante de uma D.I. Italiana. O gal. Pico fez-se acompanhar por 31 oficiais do seu Estado Maior e rendeu-se por julgar inútil resistir ao ímpeto avassalador de nossas forças.
- A FEB na campanha da Itália fez 20.573 prisioneiros de guerra A Força Expedicionária Brasileira, na campanha da Itália, fez 20.573 prisioneiros de guerra, num total quase igual ao que enviamos à Europa, o que demonstra cabalmente o valor de nossos soldados. Também farto material bélico aprisionado ao inimigo. COL: brasilcult
- Em Fornovo a FEB aprisionou os remanescentes do “Afrika Corps” Na área de Fornovo a FEB aprisionou os remanescentes do “Afrika Corps” tropa de elite alemã que serviu sob o comando do famoso general Von Rommel, cujas rápidas avançadas e retiradas em solo africano valeram-lhe o apelido de “a raposa do deserto”.
- A FEB apreendeu ao inimigo 1.000 veiculos e 4.000 cavalos A FEB conseguiu apreender ao inimigo copioso material bélico. Nos dezenove dias de ofensiva, na primavera, foram capturados 1.000 veiculos, 4.000 cavalos além de abundante material de saúde e intendência.
- Utilisado pelos heróis da FEB este novo engenho de guerra A Bazooka foi um dos engenhos de guerra de grande poder mortífero mais utilizados nesta guerra. A gravura nos dá uma nítida idea de seu funcionamento, vendo-se dois pracinhas da FEB utilizando-a contra um objetivo.
- Padioleiros transportando um ferido em combate O serviço de saúde da FEB merece uma referencia especial. Todo o seu pessoal foi de uma dedicação à toda a prova e portou-se com um heroísmo inexcedível. Vemos no verso, um grupo de padioleiros transportando um companheiro ferido em combate.
- Em Pistoia, na Itália, descançam alguns heróis brasileiros Na localidade de Pistoia, na Itália, descançam alguns heróis da Força Expedicionária Brasileira, bravos patrícios que lutaram e morreram para que a Liberdade – maior bem do homem – pudesse continuar entre os povos de boa vontade.
- 18 – VII – 1945 Os pracinhas cheios de glorias voltam ao Brasil A maior manifestação publica já registrada no País, teve lugar quando os nossos pracinhas voltaram da Europa. Massa compacta de povo acudiu as ruas centrais da cidade para dar as boas vindas aos heróis que regressavam vitoriosos, inscrevendo outro episodio glorioso, na já gloriosa “Historia do Brasil”. (brasilcult)
- Em 29 de outubro de 1945 foi deposto o Presidente Vargas Para evitar que perdurasse a situação em que se encontrava o País, as forças armadas, irmanadas, no dia 29 de outubro de 1945, depuzeram o Presidente Getulio Vargas que foi substituído pelo Dr. José Linhares, Presidente do Supremo Tribunal Federal.
- O grande pleito de 2 de dezembro de 1945 No dia 2 de dezembro de 1945, foram realizadas as eleições para Presidente da Republica. A elas concorreram como principais candidatos o Brigadeiro do Ar Eduardo Gomes, um dos “18 do Forte” e o general Eurico Gaspar Dutra, que foi eleito em sensacional pleito.
- Eleito Presidente da República o general Eurico Gaspar Dutra Eleito em 1945, o general Dutra deverá governar o país até 1950. Col: Raimundo Pereira Paulo Bodmer
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XXI
“Quando nós invadimos a União Soviética nós éramos vistos inicialmente como libertadores e éramos recebidos com pão e sal. Fazendeiros repartiam conosco o pouco que tinham” declarou Hans Hewarth von Bittenfeld, um sub-oficial de infantaria. Tudo isso mudou com o ciclo auto-perpetuado e vicioso composto de atrocidades e ataques de vingança. E os povoados ficavam indefesos no meio. “O desastre aconteceu quando os nazistas conseguiram jogar de volta para os braços de Stalin aqueles que desejavam cooperar conosco” continua von Bittenfeld. A sua opinião é de que “nós perdemos devido ao fato de lidarmos mal com a população soviética.” Os ‘Hiwis’ russos que trabalhavam para a Wehrmacht não eram necessariamente forçados a fazê-lo. Ele explica que “a ideia originou a partir dos soldados e não do oficialato.”
As atrocidades eram uma realidade da vida da qual não havia escapatória. O tenente F. Wilhem Christians também contou que foi ”recebido com grande entusiasmo” na Ucrânia. “Mas logo atrás dos panzers vinham as tropas de segurança da SD” o que era “uma experiência muito cruel e triste.” Christian lembra que em Tarnopol “os judeus foram reunidos com a ajuda, eu devo dizer, dos ucranianos os quais sabiam onde as vitimas viviam. Quando eu reportei isto para o meu general, sua reação foi de tornar terminantemente proibida a participação de qualquer membro de sua divisão em tais atos.”
Havia uma miríade de fatores que fazia com que o soldado alemão participasse ou ignorasse esses excessos. Eles estavam isolados em uma terra estranha, assolados por inúmeros fatores e tinham que, é claro, representar a violência disciplinada que se esperava de um soldado durante uma guerra. Muitos deles nunca antes tinham saído da Alemanha ou mesmo dos distritos onde nasceram. Eles estavam então sujeitos a formarem uma insanidade em grupo. Uma guerra corrompe, independente de qual seja a crença política e um alto nível de cultura não necessariamente é uma garantia da perpetuação dos valores civilizados. O oficial da SS, Peter Neumann da 5ª Divisão ‘Wiking’ lembra como um amigo, de forma fria, executou um grupo de civis russos da ITU (essa era a Administração Central para Treinamento Corretivo – Isspraviteino Turdovnoie Upalvelnnie – responsável pelo envio de pessoas as campos de concentração russos). Ele atirou neles com o seu fuzil Mauser. Neumann observou que:
“Esses tipos não eram de forma alguma santos e provavelmente não hesitariam em enviar um pobre diabo, culpado de um crime menor, para as minas na Sibéria. Mas mesmo assim por um momento eu fiquei paralisado devido ao incrível sangue frio do Karl. A sua mão nem mesmo tremia. Será que era possível que esse era o mesmo rapaz que uma vez eu vi, de calção, jogando bola na areia dos quebra-mares de Aussen-Alster em Hamburgo?”
A maioria dos soldados diria que apenas aqueles que estiveram lá realmente entenderiam tal dilema. Estes mesmos homens poderiam ser também rotulados de “pessoas legais” por seus contemporâneos. O Batalhão Policial 101, responsável por excessos cruéis, era composto por “homens comuns” e sem muito brilho. Depois que um soldado matava pela primeira vez, a próxima vez se tornava proporcionalmente mais fácil. Em cada setor da sociedade existem os tipos criminosos que formam parte do inexplicável lado sombrio que compõe o ser humano. E os soldados não são uma exceção. Na realidade, a violência aceita no campo de batalha apresenta as oportunidades para aqueles emocionalmente suscetíveis a atos destrutivos e malignos. O Obergefreiter da artilharia Heinz Flohr viu mães serem obrigadas a testemunhar a execução dos próprios filhos em Belaja-Zerkow no verão de 1941. Ele contou, visivelmente emocionado: “Eu tive de me perguntar se eram mesmo seres humanos que estavam cometendo tais atos?” Estupros nem sempre eram ideologicamente repulsivos. O Gefreiter Herbert Bütnner impediu que um Feldwebel do corpo médico molestasse uma menina russa, mas mais tarde o mesmo Feldwebel humilhou um grupo de judeus ao cortar metade de suas barbas e cabelos durante um despejo feito à força.
C O N T I N U A
Traduzido Por A.Reguenet
Major John Buyers Visita a ANVFEB-PE
A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco recebeu a visita do Major Jonh W. Buyers. O veterano da Força Aérea Americana, integrante do 350th Fighter Group, no Teatro de Operações do Mediterrâneo foi o Oficial de Ligação do 1º Grupo de Caça Brasileiro – Senta Pua!
Foi uma honra para os Veteranos e colaboradores da ANVFEB-PE, receber uma lenda viva da trajetória da Força Aérea Brasileira nos campos de Batalha da Itália, sendo testemunha da coragem do aviador brasileiro. Integrante da USFA falou das dificuldades da guerra e de suas experiências pessoais, sempre conversando com os mais jovens, nos agraciou com informações preciosas que não constam em livros, mas apenas nos testemunhos daqueles que fizeram parte desse conflito. Confidenciou que teve o privilégio de conhecer pessoalmente dois grandes brasileiros, o Comandante da Força Expedicionária Brasileira, Marechal Mascarenhas de Morais, e o “Pai da Aviação”, Santos Dumont. Ao contar como conheceu nosso Santos Dumont , se emocionou, e com os olhos cheios de lágrimas, declarou: “Tenho muito orgulho de ter conhecido esse homem!”.
O Major Buyers criou raízes profundas com nosso país, estando neste momento de passagem por Pernambuco. Por isso, a oportunidade de encontra-lo é motivo de orgulho, pois a memória e a bravura de uma geração não podem ser largada ao esquecimento.








































































































































































































































































































































































































































