Archive

Archive for abril, 2013

Série: A Hora H – Parte IV

Continuando a série de fotos que mostra um momento da decisão. A HORA H. Ou pelo menos bem próximo dela.

Categories: A Hora H

Eu Sou a Poderosa Artilharia!

A poderosa Artilharia foi exponencialmente desenvolvida na Segunda Guerra Mundial. Canhões de calibres cada vez maiores foram utilizadas não apenas contra tropas militares como também para destruições de cidades, a exemplo do canhão Gustav com seus estratosféricos 1344 toneladas que abriu fogo contra a cidade de Sebastopol.  Esse canhão é considerado o maior já construído. Esse monstro tinha 6 metros de altura e 43 metros de comprimento. Uma equipe de 500 homens, comandada por um Major-General, precisava que quase três dias inteiros para montar e preparar para atirar.

A artilharia sempre foi o terror das tropas inimigas, pelo menos isso é que registra os médicos que trataram os traumas de guerra. A imagem de um bombardeio total com corpos de companheiros mutilados e mortos chocava o combatente.

Por esses e outros motivos a canção da Artilharia brasileira inicia com a afirmação idiomática: “EU SOU A PODEROSA ARTILHARIA!”

Os Alemães e o Dia D.

Quando no início de 1944 Rommel resolve realizar uma inspeção na inexpugnável Muralha de Atlântico. Observou que o “inexpugnável” só fazia sentido para a propaganda do “doutor” Goebbels. Uma análise da Raposa do Deserto constatou que para se deter uma investida aliada era necessário deter o inimigo antes que ele tivesse a chance de conquistar uma “cabeça-de-praia”, então formula a célebre frase: “o mais longo dos dias”. Como providências para esse pensamento, os reforços bélicos foram aumentados consideravelmente, com aumentando as defesas fixas na região na Península de Contentin, alagamento de grandes áreas e proteção contra desembarques aerotransportados, além de uma quantidade absurda de obstáculos nas praias e extensas áreas minadas.

Todos os especialistas do Dia D são unânimes em afirmar que a designação de Rommel para Teatro de Operações na Europa aumentou de modo exponencial as baixas dos aliados na incursão pela França. Ele queria deter qualquer tentativa de avanço sobre o território francês. Contava com divisões panzers para um contra-ataque rápido de feroz no mesmo dia dos desembarques. Nesse momento entra a ordem absurda de Hitler de que qualquer deslocamento de panzers deveria ser realizada apenas sob suas ordens, e  ele estava dormindo até duas horas da tarde do Dia D. A ordem só chegou no final do Dia D e com ressalvas de tropas, tornando o deslocamento complicado naquele momento.

Depois de perder o ímpeto combativo, os defensores, apesar de enormes baixas causadas na praia de codinome Omaha, cedeu terreno e acabaram retraindo para o interior. As principais defesas foram concentradas na cidade de Caen, onde a resistência alemã lutou por meses. A cidade foi totalmente destruida por bombardeios aéreos, mas mesmo assim ainda, havia duros combates até a conquista total.

Argentan, Caretan e a região de Contentin foram cenários de duros combates. Mas nesse momento a capitulação da Alemanha em terras francesas era uma questão de tempo.

Abaixo um conjunto de fotografias que visa mostrar as tropas alemães antes e depois do Dia D.

A Hora H do Dia D – Parte II

 Confesso que o conjunto de fotos que iremos publicar me empolgou, não apenas pela qualidade, mas principalmente pela quantidade dos registros. A convicção que as forças aliadas tinham de registrar do desembarque ao avanço das tropas. Fotografias até certo ponto difíceis de ver, principalmente os que registram corpos dos soldados mortos ou feridos gravemente. O interessante é que as fotografias não foram publicadas durante o conflito e permaneceu assim por décadas até ser liberado, no final das contas transformou-se em uma trabalho para posterioridade. Determinadas fotografias publicadas na imprensa nesse período iria ter um impacto semelhante, creio eu, a propaganda da guerra do Vietnã.

 Então vamos a elas:

 

 

Os Diversos Estrangeiros Esquecidos da Segunda Guerra

Ingleses, alemães, americanos, franceses, poloneses, italianos, soviéticos foram alguns dos principais adjetivos pátrios que protagonizam a Segunda Guerra Mundial, mas houveram dezenas de outras nações que estiveram envolvidas no conflito, lutando por  um ou outro lado. Os mais diversos e estranhos estrangeiros incorporaram a espírito dos países que defenderam, desde das colônias britânicas e francesas até os unidades OSTs alemães e seus voluntários espalhados pelo continentes do mundo.

Segue uma pequena amostra desses guerreiros, começamos a relacionar suas nações, mas não arriscaria de todos.

Que tal vocês tentarem identificar a nacionalidade desses soldados?

A Hora H do Dia D!

O Dia D ficou consagrado como o dia da decisão, termo militar que foi utilizado como codinome para a Operação Overlord e que acabou sendo sinônimo para um dia importante. Mas dentro do Dia D, o mais longo dos dias, segundo o próprio Rommel, houve para cada soldado participante do conflito a sua própria Hora H. Aquela que determinou a vida ou morte; aquele momento de decisão ou de angustia, de alegria ou de tristeza, um momento importante para qualquer soldado, seja ele americano, inglês ou alemão. A Hora H pode ser um momento de tranquilidade e de paz depois de um inferno.

Como temos nossa série a Hora H aqui no BLOG, resolvemos buscar no acervo fotografias da Hora H do Dia D, que não necessariamente foi no Dia D, mas inclui operações posteriores a Dia D. Resgatamos fotografias da U.S Corps com a qualidade impressionante, que nos orgulhou colocar a disposição de vocês.

Nas próximas remessas vamos abordar o próprio Dia D e a impressão do soldado ao se aproximar a sua Hora H.

Veículos Militares da Alemanha na Segunda Guerra

Quando se fala em blindados alemães a primeira coisa que lembramos são os panzes blindados consagrados pela Blitzkrieg, com isso deixamos de lado o excelente legado de veículos militares produzidos pela Alemanha no período da guerra, inclusive norteando a tecnologia para o pós-guerra. Portanto, vamos apresentar alguns dos veículos militares, blindados ou não, que foram utilizados largamente nas campanhas da Segunda Guerra pela Alemanha.

Mulheres e Crianças Primeiro? Na Segunda Guerra Nem pensar!

Enganou-se quem acreditava que a máxima “mulheres e crianças primeiro…” seria levado à cabo durante a Segunda Guerra Mundial como ordem de  salvação para a morte certa. Não demorou muito para que essa frase nada significasse para o conflito. Pelo contrário, as mulheres e crianças estiveram sim envolvidas diretamente no conflito, seja como um combatente regular, partisans  ou no mínimo uma vitima da guerra que atingiu a todos os habitante da Europa. Não por acaso, essa retórica ainda não é válida até hoje. Nos conflitos pós-Segunda Guerra a mulheres e crianças sempre encabeçavam as listas nos mesmos moldes já descritos.

O que podemos tirar como lição? Não aprendemos como nossos erros. Aqueles que devemos proteger são primeiros a padecer quando a insanidade é generalizada.

Ficam os registros fotográficos dos exemplos do passado, sejam eles bons ou ruins:

O Dia D – IN LOCO

Há alguns meses atrás estava em uma das mais tradicionais livrarias aqui em Pernambuco, procurando uma boa revista e encontrei e não pude deixar de ouvir um comentário de um senhor que foleava uma revista sobre o Dia D: “ninguém merece! Mais uma matéria sobre o Dia D, parece que só teve isso na Segunda Guerra”. É fato que a Operação Overlord foi atípica no contexto da guerra, mas é fato também que o assunto é muito exaurido, mas vamos falar um pouco mais. Em relação a outras batalhas da Segunda Guerra, o Dia D não foi nem de perto a maior. Contudo, não podemos deixar de estudar o assunto por algumas razões que enumero abaixo:

  • Invasão da Europa – o contexto de que em 1943/1944 a Alemanha declarava em sua propaganda que a Muralha do Atlântico era inexpugnável selou uma área de interesse pela Invasão da Europa que permaneceu até depois da guerra. Tanto que o seu comandante se transformou em Presidente dos Estados Unidos;

  • Liberdade da França – Os franceses que eram parte integrante da balança do poder na Europa durante século estava sob o julgo de nação inimiga a quase quatro anos, e seu povo vivia a expectativa da liberdade.

  • Baixas Civis – Ponto questionado a muito, qual o preço da liberdade da França? Um bombardeio de proporções épicas atingiu todas as cidades da Normandia deixando um rastro de mortos civis e destruição generalizada de construções e plantações.

  • Baixa de soldados – Apesar de importantes objetivos sendo alcançados no primeiro dia a um alto custo de vidas de soldados, principalmente em Omaha, onde centenas de milhares de soldados morreram antes mesmo de disparar um único tiro. E não demorou muito para que os alemães lutassem contra os avanços. Caen por exemplo, resistiu por meses.

  • Operações Aerotransportadas – A utilização de paraquedistas no Dia D menos um, tornou a operação possível em diversos níveis, desnorteando as forças de defesa, além de executarem a maior operação aerotransportada da história.

Esses foram apenas alguns motivos que levaram a Operação Overlord, o Dia D, a ser a mais famosa operação militar da História, mesmo que ela não tenha sido a maior.

Portanto vamos verificar nas fotografias cada área desta abordagem. Nas melhores fotos do Dia D.

Apresentando a Luftwaffe em sua melhor forma!

 Em 1932 a Alemanha estava proibida graças a Tratado de Versalhes a manter uma Força Aérea. A Luftwaffe praticamente renasceu depois de 1935 e se desenvolveu muito rapidamente. E o teste de campanha dos novos aviões de mergulho, aviões de transporte e bombardeios e caça foi exatamente o Guerra Civil Espanhola.

Quando  a Segunda Guerra estourou, e uma nova doutrina militar avançava pelas terras europeias, a aviação passou a atuar diretamente com elementos em terra, proporcionando segurança para a infantaria e a cavalaria que se seguia.

Mas quando o ultimato para Inglaterra foi esboçado, a estratégia colocada em prática por Hermann Göring encerrou o brilhantismo da Força Aérea Alemã. Ela jamais recuperaria neste conflito o ímpeto ofensivo.

Com vocês a aviação alemã:

Montese: Há 68 Anos Brasileiros Perdiam a Vida Por Esta Cidade!

Sabe que dia é hoje? Não é dia de Futebol! Pelo menos para História do Brasil! Tem ideia de quantos brasileiros foram mortos ou feridos há exatos 68 anos atrás? Mais de 400!! E sabe quem foram eles? Pois é!!

Montese, a mais dura das batalhas para os brasileiros!

A AGO (Ordem Geral de Operações) nº 15, de 12 de abril de 1945, do IV Corpo, determinada à 1ª DIE a seguinte missão: cobrir permanentemente o flanco esquerdo (ocidental) da 10º Divisão de Montanhas, conquistar Montese, explorando o êxito até o corte do Rio Panaro, e ficar em condições de progredir na direção Rocca-Vignola. A conquista de Montese se impunha para permitir o franco avançado da 10º Divisão de Montanha para o norte. A ação teve início às 10h15 de 15 de abril, pelo lançamento de fortes patrulhas sobre objetivos delimitados. Às 13h30 desencadeia-se o ataque propriamente dito. E às 15h o 1º/11 RI (Batalhão Major Lisboa) entrava em Montese apoiado pela 2ª Companhia do 9º Batalhão da Engenharia de Combate. Houve grande e tenaz resistência dos alemães, que à 18h ainda se mantinham em pontos de resistência dentro da cidade. A reação inimiga foi extraordinária. A limpeza total da cidade e a conquista das elevações que a dominavam foram outras verdadeiras ações de combate, que se prolongaram pelos dias 15 e 16 de abril. Para se uma ideia do que foi o combate em Montese, basta cita que sobre aquela cidade somente no dia 15 caíram 3200 granadas de vários calibres da artilharia alemã e que sobre as posições inimigas lá existentes a nossa artilharia fez 9660 disparos. A ação sobre Montese foi exclusivamente brasileira e nela tivemos 426 baixas. A partir de 19 de abril entrava a 1ª DIE francamente na exploração do êxito rumo ao vale do Rio Panaro e por ele a planície do vale do Rio Pó em extraordinário lances diários que chegaram a alcançar 80km.

Relato do Tenente Iporan

Eram 12 horas e estávamos bastante preocupados com a possibilidade de recebermos tiros pela retaguarda vindos de Montaurigola. Saímos para o ataque. Mal o pelotão transpôs em linha a crista, partiram de Montese foguetes de sinalização com estrelas vermelhas, denunciando nosso ataque.

A tropa ultrapassou os pontos mais elevados com grande rapidez, facilitada em muito pelo terreno íngreme. Após o pelotão ter vencido um terço da elevação, sua retaguarda foi batida por densa e compacta barragem de artilharia, que cortou o fio telefônico em vários ponto e colocou fora de combate um soldado da equipe de minas e outro da Saúde. No terço inferior da elevação, aproveitando-se de uma estrada carroçável, que oferecia boa proteção, o pelotão reajustou o sei dispositivo e lançou à frente o 3º Grupo de Combate (Sargento Celso Racioppi); os outros GCs apoiaram o avanço trocando tiros dispersos com as primeiras resistências inimigas, mal definidas no terreno.

O 3º Grupo, após um pequeno deslocamento, para e assinala a existência de minas. O comandante do pelotão, ao chegar no ponto assinalado pelo sargento, constatou, com satisfação, que não se tratava de um campo minado e sim de boody-trap (armadilhas) ligadas a minas antipessoais. Neutralizamos as minas, pois conhecíamos o manuseio daqueles artefatos. Mandamos o 3º G.C. continuar a progressão, ao mesmo tempo em que determinamos o avanço do 2º G.C. (Sargento José Matias Júnior), passando a marchar com este.

O grupo mais avançado começou a galgar as elevações de Montese, favorecido pelo terreno, que assemelhava-se a grandes escadas; ao chegar ao topo, o grupo foi detido por fogos oriundos das residências colocadas na frente de uma casa de grande porte. Juntamo-nos ao grupo para estudarmos a situação e constatamos que as posições inimigas estavam a cerca de 150 metros e o espaço que nos separava era formado por uma espécie de bacia, com encostas suaves e vegetação rasteira. Determinamos então ao comandante do G.C manter a posição após o avanço do 2º G.C., que seria empregado à esquerda, enquanto o primeiro G.C. (Sargento Rubens) foi puxado para a frente. Naquela oportunidade, o pelotão tinha perdido toda a ligação com a companhia e o rádio deixou de transmitir devido à distância e ondulações do terreno, e ainda não havíamos conseguido estabelecer nenhuma ligação com o pelotão de Ary Ranen, que deveria estar atuando à direita. Preocupados com a falta de comunicação, enviamos um mensageiro ao comandante da companhia dando ciência de nossa posição e da situação.

O 2º G.C. teve seu avanço sustado por fogos vindos do flanco direito da casa e de duas outras colocadas à esquerda. Sua situação era análoga ao do outro, ou seja, no topo das escadas, separados do inimigo por curtas distâncias, tendo de permeio um terreno limpo. Competia ao comandante do pelotão empregar o último grupamento, mas achamos melhor conservá-lo, pois isso poderia levar à vitória.

Depois de estudarmos detalhadamente o terreno e o inimigo, chegamos à conclusão de que atuando pela esquerda seria melhor, porque os degraus seguiam quase juntos às casas da esquerda. Depois disso, mandamos que o sargento Rubens avançasse como o último G.C.. Para ficarmos com as nossas atenções inteiramente voltadas para a ofensiva deste grupo, determinamos que o segundo-sargento auxiliar Nestor comandasse o apoio de fogos dos detidos em proveito do atacante. Inicialmente a progressão foi feita com relativa facilidade, mas, à proporção que se aproximava as casas, diminuía o seu ímpeto; constatamos, em dado momento, que o ataque estava parado. Resolvemos então impulsioná-lo; deslocamo-nos pra a frente, passando a atuar tal qual um comandante de grupo. O sargento ponderou, achando que o tenente estava fazendo “loucuras”, mas passou a atuar com mais energia e denodo, e avançamos ouvindo o pipocar das granadas de mão dos alemães, que explodiam nas proximidades.

O grupo, com o tenente à frente, quando se aproximava do topo das escadarias do terreno, a cerva de 40 metros das casas, e se preparava para tomar o dispositivo para o ataque recebeu denso bombardeio da nossa Artilharia, que envolveu juntamente com o inimigo. Num relance verificamos que não havia nenhuma baixa e bradamos “Avante às casas!!”.

O grupo atingiu as posições inimigas enquanto não havia se dissipado a fumaça da artilharia. Os alemães permaneceram no fundo de seus abrigos quando as nossas ultrapassavam as suas posições camufladas. Tentaram então reagir, mas foram postos fora de combate. O comandante de pelotão procurou imediatamente reconhecer o terreno em frente e, quando o fazia, foi metralhado de um das janelas laterais da casa grande. Não foi atingido, mas teve a calça chamuscada. Procurou então refúgio no interior da casa. Logo conseguimos restabelecer as ligações pelo rádio com o comandante da companhia, que foi informado que havíamos introduzido uma cunha na defesa adversária, porém, precisávamos de ajuda para manter a posição e que suspendessem o bombardeio que começara momentos antes.

Um úlitmo mensageiro foi enviado pelo Tenente Iporan informava o seu comandante de companhia que havia atingido o seu primeiro objetivo Montese.

Fonte:

Diário de Paisano na Segunda Guerra Mundial – Rudemar Marconi Ramos

Montese, Marco Glorioso de uma Trajetória  – Coronel Adhemar Rivermar de Almeida

Pernambuco: Sua História Em Fotos

O povo atinge um alto grau de civilidade quando ele embasa suas ações nas experiências de sua história. Diferentemente, ainda há povos que não respeitam sua própria história, não se dignificam com o sacrifício de seus antepassados, e não vislumbram honrar a memória daqueles que forjaram a nação.

O Brasil ainda não atingiu esse grau de civilidade, ainda não deu provas cabais de que realmente se importa com seu passado, ainda não aprendeu com seus erros.

Pernambuco nasceu a partir da experiência das Capitanias Hereditárias e permeou a História do Brasil em todas as suas fases. Foi invadida no século XVII e sua insurreição deu origem ao Exército Brasileiro, na pragmática Batalha dos Guararapes, em 17 de abril de 19 de abril de 1648, e foi partícipe de todas as demais sublevações do Brasil colônia a república.

Contudo, muitos dos seus habitantes não reconhecem o peso histórico do seu Estado, não reconhecem o importante papel de suas cidades, da “Veneza Brasileira”, se é que alguém sabe o que é a “Veneza Brasileira”.

Mas isso não é apenas culpa dessa geração, isso já vem sendo enraizado na cultura política e cultural dos pernambucanos há década e décadas. Monumentos históricos foram destruídos, casas centenárias são derrubadas, cenários históricos são invadidas ou saqueadas. Portal de Santo Antônio, Arco da Conceição e tantos outros monumentos foram, simplesmente, derrubados, para a construção de uma cidade moderna, se é que para ser moderna é preciso esquecer seu passado.

Crédito: Gustavo Arruda

Então vamos imagina um pouco de Pernambuco à antiga:

Série: A Hora “H” – Parte III

O momento em que o soldado vira herói. O momento da covardia, da derrota ou da vitória. O momento em que a guerra acaba, pelo menos para aqueles que caem em combate. Tudo isso é chamado de HORA ‘H’.

Londres: A Voraz Resistência!

Não adianta negar ou diminuir a abnegação dos ingleses na fase mais difícil da guerra. Quando a França caiu e a Alemanha era senhora de quase toda a Europa Continental as ilhas de sua majestade se preparavam para uma invasão certa. Civis eram treinados para resistirem e fortificações eram consolidadas na costa para o primeiro ato de desespero. Contudo, nada era tão massacrante para os londrinos quanto o bombardeios que a Luftwaffen realizava quase que religiosamente. Os londrinos passavam a se abrigar e a vivia nos subsolos da cidade. Famílias inteiras habitavam os esconderijos, metros e qualquer buraco onde pudessem resistir as bombas despejadas quase toda noite.

E assim a Inglaterra resistiu a fase mais negra para Londres. Dizem as más línguas, que Churchil vibrou com os ataques a Pearl Harbor, que serviu “Tábua da Salvação” para uma Inglaterra cambaleante.

Policiais do Exército: Quem São Vocês?

Somos oriundos dos MP’s da Força Expedicionária Brasileira, nascidos para atuar no Teatro de Operações da Itália, com missões específicas para escoltar, proteger e realizar o policiamento em áreas de conflito, das muitas missões que os nossos pioneiros Policiais do Exército exerceram, estavam os severos bombardeios da artilharia inimiga durante os deslocamentos de comboios, enquanto o antigo PE realizava o balizamento.

Somos oriundos desses valorosos febianos que iniciaram a tradição do Braçal PE, mesmo inscrito MP, já denotavam que se tratava de uma tropa cujo os valores e a postura não deveria ser melhor, nem pior do que ninguém, deveria ser diferente.

A guerra acabou na Itália, mas a experiência brasileira com esta tropa especial foi sentida. Fato percebido por um dos grandes generais desse nosso Exército, Comandante da Infantaria Divisionária, General Zenóbio da Costa, o mesmo que tomou Monte Castelo, Colleccio, Fornovo e Montese. Percebeu a necessidade de se formar uma Tropa de Elite de Polícia do Exército em tempos de paz. Em 1946, nasce a 1ª Companhia de Polícia do Exército – Rio de Janeiro. Logo novos pelotões, companhias e Batalhões surgiram, haja vista a utilização destas tropas em operações da garantia da Lei e da Ordem. Além do Rio de Janeiro, em 1949 São Paulo, 1950 Pernambuco e Rio Grande do Sul e Brasília em 1960, estavam lançados à formação dos cinco Batalhões de Polícia do Exército do Brasil, encerrando este ciclo com a criação 8º BPE em Paraíso, São Paulo.

No decorrer destas décadas os integrantes destas Unidades de Polícia do Exército foram sendo recrutados de Estados como Santa Catarina e Paraná, dando origem a uma tradição “os lendários catarinas”, por seu porte físico e extrema disciplina. Esses efetivos percussores dos nossos Batalhões, continuaram a tradição de disciplina, postura, respeito, honra, dignidade e principalmente amor pelo Braçal PE e tudo que ele representa para o Brasil.

A Polícia do Exército se mantém firme nas suas convicções e na sua importância para manter os Poderes Constituídos da Nação brasileira sob qualquer circunstância.

Seus Veteranos, brasileiros que adquiriram e foram forjados nos valores da Polícia do Exército durante anos, estão, agora, se reunindo em um grande movimento nacional, associações de Brasília, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão se alinhando para traçar objetivos nacionais. O Brasil precisa disto, de pessoas valorosas para disseminar ações de resgate do amor pelo nosso país; ações práticas que visem engrandecer o Brasil.

Isso nos anima, pois é uma contraposição de uma sociedade que se organiza para mostrar aos parasitas que ainda há cidadãos brasileiros, munidos de valores pátrios e prontos para lutarem pela bandeira verde-amarela.

 ENCONTRO NACIONAL DOS VETERANOS DA POLÍCIA DO EXÉRCITO

ENVEPEx

RECIFE/2013

ONDE?

4º BATALHÃO DE POLÍCIA DO EXÉRCITO

(PERNAMBUCO)

QUANDO?

20 a 22 de Setembro de 2013

INSCRIÇÕES A PARTIR DE 30 DE ABRIL DE 2013.

VETERANO PE – AGUARDE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!!

logo

Tanques: A Ponta de Lança da Alemanha na Segunda Guerra

Durante a Grande Guerra os Tanques de Guerra eram grotescos e bizarros, com pouca mobilidade e nada confiável. Mas durante o período entre guerras, com avanço da tecnologia bélica, os tanques de combates passam a ser a ponta de lança de uma nova doutrina de guerra que tomava forma. Nenhum Exército poderia ignorar isso, pelo menos não deveria.

Através de alemães como Von Seeckt e Guderian que iniciaram a introdução e a doutrina de utilização de Tanques em conjunto com a infantaria, a Alemanha assombrou os especialistas militares à época. Enquanto a França importava cavalos e se vangloriava de ter os melhores “Pombos-Correios” da Europa, a Cavalaria Mecanizada tomava forma e se estabelecia como principal arma bélica das conquistas da Alemanha no início da Segunda Guerra Mundial.

 Segue a galeria de Tanques que lutaram nos diversos Fronts da Segunda Guerra Mundial, dos mais conhecidos aos mais estranhos.

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XXIII

 É pessoal, chegamos ao fim desta série traduzida pelo linguista ARaquenet, publicado inicialmente na WebKits e gentilmente cedido para o BLOG Chico Miranda. Portanto apreciem a última publicação da fidelidade dos fatos no Front Russo.

Parte 23

Uma forte desintegração ética era o resultado das atrocidades as quais causavam um impacto negativo sobre o componente moral do poder de luta no front leste. Ideais, mesmo aqueles voltados para os fins ideológicos do Nacional Socialismo estavam comprometidos. O exército cristão que invadiu a Rússia estava se comportando da mesma maneira que os Cavaleiros Teutônicos do século XIII, retratados no filme Alexander Nevsky do diretor Einsenstein. Este causou uma forte impressão nas platéias dos cinemas de uma nação soviética ameaçada e oprimida. Paradoxalmente, tal comportamento diluía o poder de luta uma vez que a brutalidade apoiada oficialmente pelo Estado promovia o questionamento sobre a natureza fundamental e solidária do ser humano que, por sua vez, levava ao questionamento sobre os motivos. E isto tudo afetava a força de vontade. Ao mesmo tempo, o componente moral do inimigo ficava fortalecido. Tais indignações aumentavam massivamente a resolução em resistir. E o soldado alemão começou a perceber que, com a falta de um sucesso garantido, pela primeira vez nesta guerra sua própria sobrevivência estava em jogo. Ao mesmo tempo, o soldado russo sabia que ele não tinha outro recurso a não ser lutar até o fim. Era um beco sem saída.

O Unteroffizier Harald Dommerotsky, servindo em uma unidade da Luftwaffe perto de Toropez, era uma testemunha das “execuções quase que diárias de partisans por enforcamento pelos serviços de segurança da SS.” Enormes multidões – predominante russas – se juntavam. Ele comentou: “Pode ser uma característica humana esta predileção de sempre estar presente quando um de nós é apagado.” Ele continua ao afirmar que não fazia diferença “se fosse inimigo ou algum deles.” Enforcamentos públicos em Zhitmonir na maioria das vezes acabavam em aplausos quando os caminhões aceleravam e deixavam as vítimas pateticamente penduradas no meio da praça central. Uma testemunha descreveu como mulheres ucranianas, com roupas típicas, seguravam suas crianças acima das cabeças para que pudessem ver enquanto que espectadores da Wehrmacht berravam ‘devagar, devagar!” de modo que pudessem tirar as melhores fotos.

Em Toropez uma enorme forca foi construída. Caminhões se aproximavam, cada um com quatro partisans em pé na parte de trás. Os laços eram colocados em volta dos seus pescoços e os caminhões arrancavam. Dommerotsky se lembra de uma ocasião em que apenas três dos quatro corpos ficaram balançando na ponta das cordas. Uma vítima estava esparramado no chão devido à corda arrebentada. “Isso não faz diferença” comentou um sargento da Luftwaffe enquanto que a vítima foi recolocada no caminhão e empurrada de novo. A mesma coisa aconteceu. Insistentes, seus carrascos repetiram o processo macabro e mesmo assim a vítima caiu no chão, ainda viva.

“Meu amigo, ao meu lado, comentou: ‘É julgamento de Deus’. Eu também não conseguia entender e apenas respondi: ‘Agora eles provavelmente vão deixá-lo ir’.”

Eles não deixaram. Na quarta vez o caminhão acelerou e a corda se manteve esticada em volta do pescoço da vítima. Ele mexia as pernas enquanto que a fumaça do escapamento se dispersava. “Não houve nenhuma lamentação nem lamúria” lembrou-se Dommerotsky. “Estava um silêncio sinistro.”

Essa que era a Kein Blumenkrieg – uma guerra sem louros (O que o autor expressa aqui é o fato de que nos primeiros conflitos da Segunda Guerra Mundial, as vitórias alemãs – Polônia e França – eram comemoradas com o desfile da tropa vitoriosa com o consequente arremessar de flores e louros pela multidão simbolizando as conquistas – N. do T.).

F I M