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07 de Setembro, o Que Representa?
Uma criança aparentando cerca de 4 anos olha para um soldado. Fica quase estático a sua frente…Quase como um soldado profissional levanta a mão direita e lhe presta continência! Será um filho de um militar? O garoto se volta para a mãe. Fala-lhe algo. A mãe volta quase com os olhos cheio de lágrimas e conversa com o soldado. É perceptível a emoção da mãe. A medida que a mãe fala, o soldado vai mudando de aparência…Antes sorridente, agora com uma triste aparência, quase com os olhos lacrimejados…A mãe chama novamente o filho. O garotinho se posiciona ao lado do soldado, este tira o capacete e coloca no garoto. Numa posição quase marcial ele pede para a mãe tirar-lhe uma foto! Quando acaba o soldado abraça o garoto e se controla para não chorar. O garoto abraça-o como se abraça um pai…Um herói…E naquele segundo o soldado era tudo isso. Eles se despendem…pega na mão da mãe e vão embora. Ela agradece acenando com a cabeça e desaparecem na multidão do 07 de setembro. O soldado não suporta e se afasta chorando! Esse soldado não era um soldado da ativa! Era um VETERANO DA POLÍCIA DO EXÉRCITO, do 4º Batalhão de Polícia do Exército, do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega e estava aguardando para desfilar depois de mais de 20 anos. E passou no palanque RACHANDO O ASFALTO AO MEIO, cravando seu coturno e lembrando o porquê dele está ali! O garoto? Um filho de um Policial Militar morto em ação!
Só isso, valeu a pena todo o esforço para o nosso desfile do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega! Só isso, nos renova e nos fortalece para continuar uma missão que muitos podem achar sem sentido, mas que para aqueles que vivenciam são inesquecíveis e incompensável.
A TODOS ENVOLVIDOS DIRETA OU INDIRETAMENTE NESTE PROJETO, NOSSO MUITO OBRIGADO!!
As Baixas da Polícia do Exército na FEB
Bem, não é de hoje que buscamos pesquisar sobre a origem da Polícia do Exército e sua formação no Brasil. O pesquisador Rigoberto Souza enviou informações importantes que nos levam mais uma vez a refletir sobre o importante papel da MP (Miltary Police) brasileira, futura Polícia do Exército, no Teatro de Operações da Itália. Não por acaso, a postura e a coragem desses soldados iniciaram a tradição que perpetuou a estigma máxima do soldado da Polícia do Exército ser um militar diferenciado. Já na sua estruturação encontramos um militar preparado para desempenhar suas inúmeras funções. Segue abaixo descrição do soldado PE realizada no livro A FEB por um Soldado de Joaquim Xavier. A narrativa expõe a morte de um soldado MP abatido por soldado americano embriagado.
“Quem foi motorista na FEB não esquece a figura dos MP (Military Police, nome inicialmente dado ao Policial do Exército durante os combates na Itália) postados em uma encruzilhada ou na cabeceira de alguma ponte, dando as informações precisas, mandando aguardar ou avançar. Os membros do Pelotão frente de combate ou na retaguarda, com a missão de orientar o tráfego de veículos em comboios, carros de combate e deslocamento de tropas a pé. Essas missões obrigavam a permanecer em seus postos, e muitas vezes sob forte bombardeio inimigo. O Pelotão de Polícia teve algumas baixas, uma delas extremamente dolorosa: um soldado da MP, em serviço na Ponte Veturinna, no dia 10 de fevereiro de 1945, deu voz de prisão a um elemento da tropa aliada, em estado de embriaguez, que não queria obedecer sua instrução. Foi abatido a tiros por esse militar embriagado, que, preso logo em seguida, foi entregue à sua unidade de origem. Esse militar respondeu à Corte Marcial e foi fuzilado. O fato causou constrangimento , mas também surpresa, pela rapidez com que o comando aliado julgou e condenou o responsável à pena máxima, sem apelação ou qualquer mercê.”
Abaixo vamos encontrar a fotografia e as informações sobre o Soldado CLOVIS ROSA DA SILVA, Natural do Estado de São Paulo, Morto quando fazia o Policiamento na Ponte Veturinna na Itália . Também encontramos informações sobre uma segunda baixa, esta em uma acidente de veículo que vitimou outro soldado PE.
Essas informações são extremamente importantes para que possamos trazer à luz a memória daqueles que se sacrificaram no cumprimento do dever.
- PE Clóvis Rosa da Silva
- Paulo Emídio Pereira
Sinto Muito Soldado Kozel!
Hoje publico algo que considero intrigante e ao mesmo tempo pernicioso. Os eventos ocorridos durante o Regime Militar é a consolidação da expressão do filósofo alemão Nietzsche: “Não existe passado, existe interpretação”. A Segunda Guerra Mundial criou um mundo polarizado e essa polarização atingiu o Brasil, tomando forma desde a década de 50, mas só em 64 de fato eclodiu.
Como a Segunda Guerra, não há mocinho nem bandido neste período da história do Brasil, não há uma resistência ao estilo Segunda Guerra contra uma ocupação. O que há são pessoas tentando tomar o poder pelas armas; e um Exército realizando a manutenção desse poder. A ideologia era, e é, o combustível que levou o nosso país a entrar nesta luta incessante por uma identidade histórica. Uma elite pseudo-esclarecida voltada ao socialismo, tentando implantar um sistema de governo sob as bênçãos soviéticas. Há alguma inverdade nisto?
Portanto, atrocidades foram cometidas dos dois lados, do governo militar, por entender que se tratava de uma guerra, portanto operações de guerra foram organizadas e executadas. Mas também do lado da Luta Armada, nas diversas células, os radicais esquerdistas lutaram sua própria guerra. Cometeram atrocidades, sim! Cometeram ataques terroristas, sim! Mataram em nome de seu projeto de país ideal, sim! Ora, alguém pode contar outra história? Que conte para a mãe do Soldado Kosel.
A questão mais difícil de entender são os motivos que levam uma Comissão da Verdade ser Caolha! Ora! Se queremos a verdade, ela deve ser limpa como a mais clara das águas! Ela deve ser sem mácula e colocada em pratos limpos para que todos saibam o que aconteceu, pois o brasileiros, como a própria Comissão da Verdade gosta de falar, precisam conhecer A VERDADE. O mais importante é conhecer A VERDADE e não UMA VERDADE.
Mário Kozel Filho soldado de serviço no QG da 2ª Região Militar morreu em um atentado contra o QG, que estava envolvido? Terroristas! O que eles queriam? O que pretendiam? O Soldado Kosel, conhecido com como Kuka, não queria saber de ideologia, queria cumprir seu serviço e na manhã seguinte ir para casa!
O que é mais revoltante? O país (leia-se o governo atual) autorizou quase R$ 3 BILHÕES EM INDENIZAÇÕES PARA O BOLSA TERRORISMO e PAGA MENSALMENTE 30 MILHÕES EM PENSÕES.
Sabe quanto a família do Soldado, que só queria terminar seu tempo de serviço militar obrigatório e se formar ganha?
Em 20 de agosto de 2003, através da lei federal nº 10.724, os pais de Mário Kozel Filho foram indenizados com uma pensão mensal de R$ 300,00 e depois aumentada para R$ 1.140,00, pela lei federal nº 11.257 de 27 de dezembro de 2005
Atualmente a pensão mensal está em torno de R$ 2.500,00.
O Soldado Alemão – O Melhor do Mundo?
O povo alemão foi considerado por muito tempo um povo cruel e militarizado, graças a campanha disseminada no pós-guerra. A principal característica oriunda dessa mística é disciplina notória dos alemães. Por isso o soldado alemão foi muito tempo considerado o melhor soldado do mundo, disciplinado e combativo. E as batalhas iniciais da Segunda Guerra elevariam essa observação para o seu mais alto nível.
Com o passar da guerra e com a rendição das forças do General Paulus em Stalingrado, o que o mundo viu e os soviéticos não cansavam de repetir, era de que o soldado alemão era tão humano como qualquer outro soldado de qualquer outro exército. Sujeito aos traumas e medos da guerra. Embora ainda senhora de milhões de quilometros quadrados de território, a máscara do soldado invencível caíra com o 6º Exército.
Quando as forças anglo-americanas abriram uma nova frente na França, o que se via era um Exército já bastante debilitado. Soldados com idade avançada ou muito jovens e unidades inteiras de estrangeiros. Claro, ainda contavam com forças extremamente combativas, mas muito longe da mística de invencibilidade do soldado alemão.
No final da guerra pouca coisa sobrou daquele soldado que era considerado quase uma força de outro planeta invadindo a França. O que sobrou eram os maltrapilhos e os doentes integrantes de uma exército derrotado.
Por fim não existem exércitos invencíveis, nem soldados invencíveis, o que realmente existe são homens muito bem treinados e equipados, mas que no final das conta são apenas homens, nada mais. Outros conflitos no pós-guerra iriam provar que exércitos poderosos poderiam ser vencidos, o Vietnã seria o maior exemplo.
Com vocês a galeria com a face do soldado que já fora considerado invencível.
A Hora H do Dia D!
O Dia D ficou consagrado como o dia da decisão, termo militar que foi utilizado como codinome para a Operação Overlord e que acabou sendo sinônimo para um dia importante. Mas dentro do Dia D, o mais longo dos dias, segundo o próprio Rommel, houve para cada soldado participante do conflito a sua própria Hora H. Aquela que determinou a vida ou morte; aquele momento de decisão ou de angustia, de alegria ou de tristeza, um momento importante para qualquer soldado, seja ele americano, inglês ou alemão. A Hora H pode ser um momento de tranquilidade e de paz depois de um inferno.
Como temos nossa série a Hora H aqui no BLOG, resolvemos buscar no acervo fotografias da Hora H do Dia D, que não necessariamente foi no Dia D, mas inclui operações posteriores a Dia D. Resgatamos fotografias da U.S Corps com a qualidade impressionante, que nos orgulhou colocar a disposição de vocês.
Nas próximas remessas vamos abordar o próprio Dia D e a impressão do soldado ao se aproximar a sua Hora H.
Série: A Hora “H” – Parte III
O momento em que o soldado vira herói. O momento da covardia, da derrota ou da vitória. O momento em que a guerra acaba, pelo menos para aqueles que caem em combate. Tudo isso é chamado de HORA ‘H’.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XXI
“Quando nós invadimos a União Soviética nós éramos vistos inicialmente como libertadores e éramos recebidos com pão e sal. Fazendeiros repartiam conosco o pouco que tinham” declarou Hans Hewarth von Bittenfeld, um sub-oficial de infantaria. Tudo isso mudou com o ciclo auto-perpetuado e vicioso composto de atrocidades e ataques de vingança. E os povoados ficavam indefesos no meio. “O desastre aconteceu quando os nazistas conseguiram jogar de volta para os braços de Stalin aqueles que desejavam cooperar conosco” continua von Bittenfeld. A sua opinião é de que “nós perdemos devido ao fato de lidarmos mal com a população soviética.” Os ‘Hiwis’ russos que trabalhavam para a Wehrmacht não eram necessariamente forçados a fazê-lo. Ele explica que “a ideia originou a partir dos soldados e não do oficialato.”
As atrocidades eram uma realidade da vida da qual não havia escapatória. O tenente F. Wilhem Christians também contou que foi ”recebido com grande entusiasmo” na Ucrânia. “Mas logo atrás dos panzers vinham as tropas de segurança da SD” o que era “uma experiência muito cruel e triste.” Christian lembra que em Tarnopol “os judeus foram reunidos com a ajuda, eu devo dizer, dos ucranianos os quais sabiam onde as vitimas viviam. Quando eu reportei isto para o meu general, sua reação foi de tornar terminantemente proibida a participação de qualquer membro de sua divisão em tais atos.”
Havia uma miríade de fatores que fazia com que o soldado alemão participasse ou ignorasse esses excessos. Eles estavam isolados em uma terra estranha, assolados por inúmeros fatores e tinham que, é claro, representar a violência disciplinada que se esperava de um soldado durante uma guerra. Muitos deles nunca antes tinham saído da Alemanha ou mesmo dos distritos onde nasceram. Eles estavam então sujeitos a formarem uma insanidade em grupo. Uma guerra corrompe, independente de qual seja a crença política e um alto nível de cultura não necessariamente é uma garantia da perpetuação dos valores civilizados. O oficial da SS, Peter Neumann da 5ª Divisão ‘Wiking’ lembra como um amigo, de forma fria, executou um grupo de civis russos da ITU (essa era a Administração Central para Treinamento Corretivo – Isspraviteino Turdovnoie Upalvelnnie – responsável pelo envio de pessoas as campos de concentração russos). Ele atirou neles com o seu fuzil Mauser. Neumann observou que:
“Esses tipos não eram de forma alguma santos e provavelmente não hesitariam em enviar um pobre diabo, culpado de um crime menor, para as minas na Sibéria. Mas mesmo assim por um momento eu fiquei paralisado devido ao incrível sangue frio do Karl. A sua mão nem mesmo tremia. Será que era possível que esse era o mesmo rapaz que uma vez eu vi, de calção, jogando bola na areia dos quebra-mares de Aussen-Alster em Hamburgo?”
A maioria dos soldados diria que apenas aqueles que estiveram lá realmente entenderiam tal dilema. Estes mesmos homens poderiam ser também rotulados de “pessoas legais” por seus contemporâneos. O Batalhão Policial 101, responsável por excessos cruéis, era composto por “homens comuns” e sem muito brilho. Depois que um soldado matava pela primeira vez, a próxima vez se tornava proporcionalmente mais fácil. Em cada setor da sociedade existem os tipos criminosos que formam parte do inexplicável lado sombrio que compõe o ser humano. E os soldados não são uma exceção. Na realidade, a violência aceita no campo de batalha apresenta as oportunidades para aqueles emocionalmente suscetíveis a atos destrutivos e malignos. O Obergefreiter da artilharia Heinz Flohr viu mães serem obrigadas a testemunhar a execução dos próprios filhos em Belaja-Zerkow no verão de 1941. Ele contou, visivelmente emocionado: “Eu tive de me perguntar se eram mesmo seres humanos que estavam cometendo tais atos?” Estupros nem sempre eram ideologicamente repulsivos. O Gefreiter Herbert Bütnner impediu que um Feldwebel do corpo médico molestasse uma menina russa, mas mais tarde o mesmo Feldwebel humilhou um grupo de judeus ao cortar metade de suas barbas e cabelos durante um despejo feito à força.
C O N T I N U A
Traduzido Por A.Reguenet
Causos e Contos da Força Expedicionária Brasileira – II
O Amuleto!
Um pracinha do 1º RI, foi escalado para tirar o serviço de sentinela na linha de frente. Quando entrou em forma, o sargento responsável pelo serviço, percebeu que o soldado estava com um sapato feminino pendurado a seu cinto de campanha. Ele chega bem próximo do ouvido do soldado, e começa a falar:
– Que merda é essa no seu cinto soldado? Tá mudando o uniforme de campanha? Ficou louco? – O sargento fala sem alvoroço.
O soldado, meio assustado com a reação do sargento, conta o motivo do objeto feminino estranho a uma soldado na guerra.
– Sargento, esse não é o meu primeiro serviço na linha, e esse sapato é da minha mulher, e me salvou a vida – falando já suspirando.
O sargento com cara de surpresa, arregala os olhos.
– Salvou sua vida? Como? – pergunta o sargento.
– É que quando eu sai do Brasil, não houve tempo de me despedir da minha mulher, já que ninguém sabia quando era o embarque, e sempre vinha aqueles cansativos treinamentos de embarque e desembarque, até que entramos no navio e chegamos aqui. Só que como eu moro próximo da Estação do trem que passamos para o porto, consegui ver minha mulher no caminho e ela me viu. Claro, a gente só se viu a distância, então ela pegou esse sapato e jogou e mim, gritando para que eu levasse o sapato comigo o tempo todo, para lembra dela. E eu sempre fiz isso. No meu último serviço na linha, eu estava guardando uma estrada, protegido por sacos de areia em cima de um pequeno morro. A noite, peguei o sapato para matar um pouquinho a saudade. Só que o sapato escorregou da minha mão e caiu no sopé do morro, fiquei com medo de ir buscá-lo, mas resolvi descer, não podia perder a única lembrança da minha mulher, e se eu voltar para o Brasil sem isso, vai dar merda pro meu lado. Assim que desci, e peguei o sapato, explodiu um granada de artilharia no meu posto, tudo foi pelos ares! Se não fosse o sapato eu não estaria aqui hoje, tinha explodido no meu posto. Portanto, o senhor pode me prender, mas esse sapato vai ficar exatamente onde está! – Fala decididamente
O sargento não pergunta mais nada, bate no ombro do soldado e leva o grupamento para o serviço na linha.
O brasileiro amigo da artilharia inimiga
O Sargento Rigoberto contou que certa vez, que a sua companhia estava sofrendo uma barragem de artilharia e todos estavam abrigados. Quando ouvia um dos pracinhas gritando cada vez que um projétil de artilharia passava por suas cabeças.
“Alta demais…baixa a Alça!” – quando o projétil passava muito alto.
E quando o projétil explodia à frente da Companhia ele reclamava com o inimigo.
– “Foi muito…aumenta a merda da Alça!!”
A cada tiro, o brasileiro tentava guiar a artilharia alemã. Até que o capitão, comandante da Companhia, resolveu tomar uma decisão:
– Tirar esse desgraçado da linha, antes que algum alemão que fale português entenda o que ele está falando. – E o soldado foi retirado da linha
O soldado corajoso para guerra, mas com alguns medos.
Certa vez, uma patrulha do 6º RI , comandado por um sargento, estava atuando próxima a uma pequena vila, quase abandonada. Quando resolveram descansar em uma casa mais afastada de dois andares. Eles resolveram ficar no segundo andar para poder observar o território. O sargento deu ordens para um soldado ficar de sentinela, enquanto o resto do grupamento descansava. A sentinela ficou próxima a uma janela, observando o movimento. Só que a casa tinha um caminho a sua retaguarda, e uma porta que dava acesso direto ao interior da casa. Quando o sargento percebeu, a casa estava com praticamente um pelotão de alemães alojados. Ficar ali, no segundo andar, era perigoso demais, qualquer barulho, chamaria a atenção do pelotão. Então o sargento observou um poste próximo a uma das grandes janelas da casa, e ordenou que os homens pulassem da janela para o poste, e descessem. Já no chão, poderiam se afastar e pedir apoio da nossa artilharia que não estava longe, tudo isso tinha que ser feito sem chamar a atenção do inimigo. Então, todos começaram a pular, um por um, até que ficou apenas o sargento com o soldado Inácio. Soldado considerado um dos mais combativos do regimento, voluntário para patrulhas. O sargento, mandou o Inácio pular, e o bravo soldado ficou estático e só balançava a cabeça – O que foi Inácio? Desce logo essa merda! – xinga o sargento.
– Não posso sargento, tenho medo de altura! – fala o corajoso guerreiro
– Como assim medo de altura? Você tá na merda, tá vendo o inimigo lá embaixo não? Pula logo, antes que empurre você pela janela!
Inácio, se prepara, chega até a janela e volta com lágrimas nos olhos!
– Sargento, consigo não! Tô quase me mijando de medo dessa altura! – fala já com lágrimas no olhos.
– Inácio, se tu num pular de vez, eu vou pular e deixar você resolver com os tedescos lá de baixo – ameaça o sargento
Outra tentativa, desta vez Inácio quase escorrega, e se agarra com o sargento, e chora! Já desesperado, os outros soldados gesticulavam para o sargento. Então ele olha pra baixo:
– O que é? – Pergunta o desesperado sargento
Um soldado que conhece o Inácio desde os tempos de escola, diz que Inácio tem mais medo de injeção do que de altura. Então é a solução! O enfermeiro que estava acompanhando a patrulha, jogou o seu estojo e dentro o sargento tirou uma injeção de penicilina, e já falando para o Inácio:
– O seguinte soldado, você vai pular dessa janela agora, se você voltar aplico essa merda em você – Aponta a seringa para o pobre soldado
Inácio, respira fundo, corre e se joga no poste. A técnica era se jogar com o pé batendo no poste de forma que pudesse cair girando no poste, afim de minimizar o impacto da queda, mas o guerreiro se jogou de pernas abertas! E o poste maltratou profundamente suas partes mais sensíveis, praticamente ficou estatalado, abraçado com o poste alguns segundos, até cair completamente no chão.
E todos ficaram felizes em ver o pobre Inácio gemendo no chão! Mesmo com todas as dificuldades a patrulha se afasta e aciona a artilharia brasileira, passando as coordenadas da casa com os inimigos.
- Fig. 1 – Soldado Francisco de Paula
- Integrantes do 9º BE
- Patrulha da FEB na região entre Montese e Fanano antes do ataque final
- Fig. 2 – Guarnição de artilharia da FEB. O soldado Francisco de Paula aparece ao fundo, o terceiro da esquerda para a direita, de frente para a foto, já ocupando a posição padrão do C3 – Sd carregador da peça
- Desfile da Vitória
- Patrulha Brasileira – Ao Fundo a Cidade de Montese
- Militares brasileiros fazem varredura em Montese após combate
- Patrulha do Tenente Iporan sob fogo inimigo
- 2º Pelotão à frente da 8ª do 11º RI deixando Montese após vitória contra os alemães
- Montese – Igreja e Torre detruídas após bombardeio de 1945
- Vista parcial de Montese após ataque
- Montese destruída pela fogo alemão e aliado
Na Guerra, Um Cigarro Era Tudo!
Na preparação para o Dia D, todos os soldados receberam um maço de cigarros para consumo durante a Operação Overlord. Quando estava na fila para receber o seu material individual que acompanhava o tal maço, um dos soldados não quis receber seu maço.
– Desculpe Sargento, mas eu não fumo – disse o soldado
O veterano Sargento da campanha da África, disse:
– Filho, pegue o cigarro e leve com você, quando chegar do outro lado do Canal você estará fumando!
O Soldado da 116 Ranges iria desembarcar no setor Dog Red na praia de Omaha.
Ao final daquele dia 06 de junho, o Soldado já tinha praticamente fumado todo o seu maço.
O cigarro e o cachimbo entrou para Rol das necessidades básicas do soldado na Segunda Guerra Mundial. Diferentemente de outros conflitos posteriores, tais como o Vietnã, onde o consumo de maconha era muito alto, na Segunda Guerra Mundial o cigarro era o único instrumento que visava relaxar o controle emocional para o soldado em campanha. Usado não apenas dos Aliados mais de todos os países envolvidos.
Foi a guerra do Lucky Strike
* Os malefícios do cigarro não eram totalmente conhecidos, pelo contrário, o cigarro era considerado agente que tranquilizava e relaxava os fumantes. Felizmente hoje sabemos da ação devastadora do uso do cigarro.
Wehrmacht : Da Glória da Vitória a Humilhação da Derrota
Em 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, o mundo estava prestes a testemunhar uma força militar jamais vista até aquele momento. As Forças Armadas da Alemanha estavam preparadas para confirmar uma teoria de combate que permitira vitórias esmagadoras sobre nações, que ainda tinham o pensamento combativo fincado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.
A Wehrmacht foi uma máquina de guerra incomparável até 1943, quando Stalingrado provou que não existe Exército invencível. Depois desta batalha, a Alemanha jamais tomou a ofensiva.
Em 1945 o Exército do III Reich não era nem sobre do que fora anos antes. Milhões de vidas foram perdidas, excelentes soldados tinham perecidos nas campanhas e a Wehrmacht contava com garotos de 12 e 13 anos de idade em suas fileiras.
Quando derrotado, o soldado alemã mantinha a disciplina, marchava em forma sem qualquer tipo de rebeldia. Eles estavam cansados, eles só queriam voltar pra casa.
Cão Pastor Alemão: O Mais Empregado da Segunda Guerra
Propagandeados como mensageiros, batedores e carregadores, serviram ao exército alemão na Primeira Guerra Mundial, chamando a atenção dos exércitos inimigos, que levaram alguns exemplares consigo ao fim da guerra.
Apesar do nome esse valente cão atuou em todos os exércitos da Segunda Guerra Mundial e em diversas missões, desde arma antitanque até soldado da Polícia do Exército. Essa raça proveniente do noroeste da Alemanha é também conhecida como lobo-da-alsácia.
Fontes:
pt.wikipedia.org/wiki/Pastor-alem%C3%A3o
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte IX
A escuta das transmissões dos rádios russos bem como a captura de documentos fornecem uma ampla diversidade de razões para a eliminação dos prisioneiros de guerra alemães. Aqueles soldados inimigos que lutavam ao invés de se renderem bem como os prisioneiros problemáticos eram, na maioria das vezes, sumariamente executados. O desenrolar de situações táticas não previstas e/ou a falta de transporte para os prisioneiros poderiam contribuir para selar o seu destino. Execuções sumárias durante o interrogatório poderiam acontecer como resultado diante da recusa de fornecer informações militares ou para encorajar que outros falassem. Em resumo, os excessos praticados pelos alemães sofriam uma resposta paga na mesma moeda. Alimentação sempre era escassa e, sendo assim, não disponível prontamente para os prisioneiros. Recompensas também eram oferecidas para aqueles que provocassem o maior número de baixas entre o inimigo. A execução dos oficiais alemães e dos nazistas também acontecia, manifestando uma indignação por parte dos soviéticos e que era expressa através da matança do tipo “olho por olho”. De qualquer maneira, o enfrentamento contra o soldado alemão deveria ser levado até o fim. Um documento do 5º Exército Soviético datado de 30 junho revelou:
“Tem acontecido freqüentemente o fato de soldados do Exército Vermelho e seus comandantes, afetados pela crueza dos porcos fascistas (…) não fazerem nenhum soldado alemão ou oficial prisioneiro, mas sim o executarem ali mesmo no local.”.
Tal prática era criticada devido à perda de informações para o serviço de inteligência bem como pelo fato de desencorajar a deserção por parte do inimigo. O major general Potapov, comandando o 5º Exército Soviético, ordenou que seus comandados explicassem aos soldados de que matar os prisioneiros de guerra “é prejudicial aos nossos interesses.”. Ele enfatizava que os prisioneiros deveriam ser tratados adequadamente. Ele ordenou: “Eu categoricamente proíbo qualquer iniciativa individual de fuzilamento.”. Outro documento capturado e proveniente do 31º Corpo Soviético, assinado pelo Comissário Chefe do departamento de propaganda e datado de 14 de julho de 1941, revelava que “prisioneiros tem sido enforcados e esfaqueados até a morte.”. Tal ordem argumentava que “tais comportamentos para com os prisioneiros de guerra são um prejuízo político para o Exército Vermelho e apenas aumentam a vontade do inimigo em lutar (…) O soldado alemão, quando capturado, deixa de ser um inimigo.”. O objetivo era de “fazer tudo o que for necessário para capturar soldados e, especialmente, oficiais.”.
Porém, a realidade em nível de tropa era de que o soldado russo – da mesma maneira que o seu adversário – tinha sido igualmente e rapidamente brutalizado pela natureza de uma luta ideológica e impiedosa. Os interrogatórios dos prisioneiros de guerra soviéticos conduzidos pelos alemães em Krzemieniec no mês de julho de 1941 descobriu que:
“Nenhuma ordem definitiva havia sido dada para que se executasse todos os oficiais, sub-oficiais e soldados alemães quando da sua captura. Os oficiais, comissários e médicos soviéticos capturados explicam que os fuzilamentos e as torturas até a morte dos militares alemães são oriundos de iniciativas individuais ou por ordens especiais. Estas eram repassadas por oficiais, comissários ou ambos. Um comissário afirmou que tais ordens, na sua maioria, são dadas pelos comandantes de regimentos e de batalhões e por quem os comissários são responsáveis.”.
C O N T I N U A
Segunda Guerra Mundial: Perguntas Complicadas & Suas Respostas – Parte II
Continuação das respostas para a pergunta do Paulo Roberto de Oliveira:
Nada se fala dos soldados soviéticos que também em sua grande maioria eram simples aldeões, e fizeram o mesmo percurso na contra ofensiva e ou soldados norte americanos que se embrenhavam nas florestas da Ásia na luta contra o exercito japonês?
Chico Miranda: Na verdade são contextos e situações diferentes.
Os Soviéticos:
O soldado soviético viu seu território ser invadido e respondeu ao chamado desesperado para defender sua pátria, em contrapartida o soldado alemão, em dado momento, já não acreditava na motivação da guerra.
Uma das características do Exército soviético foram seus abundantes recursos humanos, e isso é facilmente comprovado pelo número de baixas sofridas no conflito, 17 milhões. Diferentemente do Exército alemão, o soviético possuía uma massa de homens para recomposição de suas unidades.
Mesmo com pouco material e treinamento quase inexistente, o Exército soviético supria com jovens enviados de trens de todo o território das repúblicas comunistas, enquanto que a Wermarcht já não conseguia realizar a reposição de seus efetivos com a mesma eficiência do início da guerra.
Os americanos:
O contingente americano utilizado no Teatro de Operações da Europa, a partir da Operação Overlord, por exemplo, era quase totalmente formado por novas Unidades, exceto a 116 Rangers e a 82 Airborne, com renovado efetivo, que participaram das operações na África do Norte, todas as demais unidades entravam em combate a primeira vez. Enquanto que os fuzileiros, com pequeno apoio do US Army, foram predominantes no Teatro do Pacífico.
Portanto não podemos comparar o esforço de um ou outro exército, pois foram circunstâncias diferentes para contextos e cenários diferentes.
Se houve problemas de logístico devido a “Lama” nos pós invernos de 41/42, para a Wehrmacht também não aconteceu o mesmo com o exercito vermelho, mesmo com a enorme quantidade de material bélico fornecido pelos americanos?
Chico Miranda: Sim, mas o Exército Vermelho lutava nestas condições já há alguns anos, para não dizer séculos, se levarmos em consideração a campanha de Napoleão contra a Rússia. O problema nesse caso é que a Alemanha esperava uma vitória aos moldes da Campanha da França, rápida e conclusiva. O que não aconteceu. Eles não se preocupavam com o general inverno, pois acreditavam em uma vitória muito antes disso.
Um outro fator a ser observado é que as linhas de transportes do Exército Vermelho foram mantidas, que era basicamente linhas férreas. Em nenhum momento da guerra a Alemanha conseguiu interromper o fluxo de transporte dentro da URSS, portanto a manutenção de deslocamentos e de linhas de abastecimento sempre estiveram ativas.
Me dá impressão que só temos fatos do ponto de vista dos aliados, será que a superioridade tecnológica e a melhor qualidade de treinamento militar Alemão (nos primeiros anos do conflito) não deveria ser mais divulgada atualmente?
Chico Miranda: Claro! Estudos indicam que em 1939 o Exército Alemão estava tecnologicamente cerca de 5 anos à frente de seus opositores. E esse desenvolvimento prosseguiu em várias áreas da pesquisa bélica desde mísseis balísticos continentais até o enriquecimento de urânio. Basta lembrar a disputa pelos cientistas nazistas quando a Alemanha caiu e a transferência e utilização dessas tecnologias no pós-guerra.
Acredito sinceramente que estamos na fase do revisionismo histórico responsável, entendendo que a história não deve e não pode ser contada pelos Vencedores, mas pela análise dos FATOS, independente dos seus agentes.
Obrigado Paulo!
Galeria de Fotos que mostram Tropas Americanas no Dia D – Demonstra tropas novas, treinadas para o primeiro combate na Operação Overlord
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte V
As condições físicas iam ao encontro dos rigores da campanha. Soldados acostumados aos alojamentos bem equipados na Alemanha ficavam cada vez mais deprimidos com a continuação das operações que superavam a duração e os desconfortos de todas as campanhas anteriores juntas. Um soldado escreveu: “Essas planícies imensas, enormes florestas com alguns barracos aqui e ali, tudo causa uma impressão desoladora.” Era tudo “desinteressante ao olho” com “cabanas de madeira com um aspecto melancólico, florestas e pântanos.” Ele continua: “Tudo parecia estar perdido nessas extensões infindáveis.”
Da mesma maneira que os avanços continuavam, também continuavam os receios. “Se orientar na Rússia é tão difícil quanto no deserto” lembra um soldado. “Se você não olhar para o horizonte – você está perdido.” Outro comentou:
“O imenso espaço era tão vasto que muitos soldados ficaram melancólicos. Vales planos, pequenas colinas – vales planos, pequenas colinas, intermináveis, intermináveis. Não havia limite. Nós não conseguíamos ver um fim e era tudo tão desolador.”
“Onde será que essa guerra sem fim irá nos levar?” perguntou Günther Von Soheven de 33 anos, lutando no fronte Sul.
“Não há nenhum objetivo identificável em termos de espaço através desses campos que se estendem cada vez mais longe. Mais deprimente é o inimigo que se torna cada vez mais numeroso mesmo depois de termos feito enormes sacrifícios.”
Os soldados começavam a sentir saudades de casa. “As distâncias crescem incomensuravelmente,” concluiu van Soheven “mas nossos corações se mantém próximos.”
Porém, a determinação em terminar logo a guerra era igualada pela insistência russa em continuar lutando. Não era difícil desumanizar um inimigo em uma terra estranha e que, longe de qualquer razão lógica, preferia resistir fanaticamente apesar de sua derrota certa. A propaganda nacional socialista disseminou a falsa semente que encontrou guarida nas mentes receptivas dos soldados já expostos às doutrinas racistas. O Unteroffizier Wilhelm Prüller, um soldado de infantaria da 9º Divisão, escreveu em 4 de julho: “nós ouvimos as coisas mais terríveis sobre o que os russos estão fazendo com os prisioneiros (alemães).” A 8ª Companhia do seu 11º Regimento Schütze foi seriamente castigada em uma emboscada russa e perdeu 80 homens. “Os Kameraden feridos receberam um tratamento pelos canos das armas russas até que estivessem todos mortos.” Os comentários anti-semitas de Prüller despersonalizaram o inimigo. Tal qual vários soldados alemães, ele ficou surpreso em encontrar mulheres russas de uniforme. Dentro de um bolsão de resistência russa ele se deparou com “mulheres, completamente nuas e carbonizadas” que “estavam deitadas sobre ou ao lado de um tanque (soviético destruído). Horrível.” Ele conclui indignado: “Aqui nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra animais.” Da mesma maneira, os soldados americanos desumanizaram os seus adversários japoneses no Teatro do Pacífico e, mais tarde, os vietcongs no Vietnã nas décadas de 1960 e 1970; ou seja, essa é uma reação não necessariamente vinculada às sociedades puramente totalitárias. Prüller mais adiante observa: “entre os mortos russos há vários rostos asiáticos os quais tem uma aparência nojenta com aqueles olhos puxados.” Ele tinha ficado impressionado com toda aquela situação estranha. Em um parque na cidade de Kirovograd, alguns soldados se banhavam em um pequeno lago. “É curioso ver, bem à nossa frente, mulheres russas tirando a roupa sem vergonha alguma e caminhando peladas.” Ele continua: “Algumas delas até que valem a pena, especialmente com relação aos seios (…) A maioria de nós teria vontade de… mas então você repara nas mais sujas e te dá vontade de vomitar. Não há moral nenhuma por aqui! Revoltante!”
C O N T I N U A
- Coluna de infantaria em marcha, Letônia.
- Foi dado ordens para guardar nossas posições e com o inverno russo encontramos outro inimigo
- A temperatura começa a baixar e soldados da companhia de comando do 506 tomam óleo de peixe
- Chudovo estação ferroviária
- Casas de veraneio perto Petrodvoretz, a oeste de Leningrado. Em 08 de setembro de 1941 Petrodvoretz foi tomada por nossas tropas. Toda a Divisão agora está se reunindo. Sabemos que nosso objetivo será Leningrado.
- Narva última cidade da Estônia, na fronteira russa. Sabemos que vamos avançar ainda mais.
- Ficamos impressionados quanto a aparelhamento militar do inimigo com armas puxadas com carroças
- Carruagens russa deixadas na floresta perto de Riga de 1941.
- Carregado com material e armamento, nosso comandante está preocupado em manter nosso linha de suprimento.
- As ferrovias passam a ser cruciais para o transporte de reforços, armamentos e suprimentos.
- Arma de apoio a Infantaria na posição de tiro perto do rio Narva, agosto de 1941. Estamos avançando e o inverno passa a ser uma preocupação de todos.
- Estamos na floresta de Luga, encontramos um tanque russo KV-I destruídos por outro regimento.
- Nosso objetivo a Fortaleza no rio Narva.
- Depois da conquista de Riga conseguimos captura armas antitanque de 4,7cm, e isso não parece que deixou nosso comandante aliviado.
- …E contabilizamos baixas
- A resistência russa que estava em Riga retraiu para a floresta adjacente aonde houve confrontos com nossas unidades avançadas, sabemos que teremos que expulsá-los de lá, mas ainda não temos informações sobre o tamanho da força do inimigo.
- Destruição de edifícios em Riga, 1941.
- O comandante do Regimento deus ordens para que os oficiais se aproximassem da população local para ouvi-los. Os nossos tradutores trabalharam bastante nesse dia. Vamos guardar nossas posições na Letônia até recebermos as ordens para avançar.
- Enquanto as ordens de avanço não chegam o pessoal da cavalaria do regimento se exercita na praia em Pernau, Estônia.
- Enquanto o grupo avançado recebe ordens de construção de uma ponte sobre o rio Purtse, o inverno de 1941 se aproxima.
- Estamos em Riga, podemos ver um monumento pela liberdade
- Companheiros do Pelotão de Cavalaria
- Missão reparar a estrada para os veículos do regimento
- fotos fazem os soldados sorrirem.
- Comandante do Batalhão Krauze do III/506 (no centro), Voigtlander capitão (à direita) e Tenente Meinel (à esquerda) discutem plano de ações, julho de 1941.
- De artilharia de apoio na marcha, na Letônia
- Descanso e alimento para os motociclistas do regimento.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte IV
Essa era a maior pressão sobre cada um dos soldados. Não apenas em morrer, mas em se tornar uma estatística oficial que logo seria esquecida. Zeiser explica:
“Isso acontece quando você depara com os horrores e, depois disso, existe sempre o pesadelo; ele nunca, mas nunca para; o medo real de ser varrido da face da terra, o medo da impiedosa inexistência, o medo de pensar que, a qualquer momento, você pode ser um daqueles que nunca foram criaturas.”
Medo de se tornar uma baixa era acentuado pela “estranheza” da própria terra que a Wehrmacht tinha invadido. As famílias alemãs no seus lares não tinham ideia de onde era e de como era a terra na qual seus familiares morriam. O correspondente de guerra, Felix Lützkendrof, servindo em uma unidade da SS, escreveu:
“Esta terra não tem fim, sob um céu infinito e com estradas se espalhando numa distância incalculável. Cada vila e cidade parecem iguais àquelas que as precederam. Todas elas tem as mesmas mulheres e crianças, de pé em silêncio ao longo das estradas, os mesmos poços de água, as mesmas fazendas… Se uma coluna sai de uma estrada e se desloca pelos campos através das leituras das bússolas, nós mais parecemos circunavegadores de um mundo perdido à procura de novas costas para além desse oceano.”
Para muitos soldados alemães cujo o conhecimento do mundo se restringia a ir andando ou de bicicleta para a cidade vizinha mais próxima, a guerra se transformou em um tipo de pseudo-turismo. Um soldado descreveu as suas experiências na campanha da França em 1940 como sendo de uma viagem de “Força através do Prazer”, comparável aos passeios promovidos pelo partido nazista antes da guerra. Outro soldado, escrevendo de uma área de agrupamento antes do início da campanha na Rússia, descreveu como a sua “longa viagem até o limiar da fronteira russa” tinha permitido que ele conhecesse metade da Europa sem ter de se esforçar e nem gastar dinheiro. Porém a Rússia oferecia pouquíssimas atrações. Em três semanas de campanha, um Gefreiter reclamou: “Aqui não é como na França. Lá nós tínhamos tudo o que queríamos; aqui há praticamente nada.” Outro soldado observou enigmaticamente que eles tinham trocado os anteriores “barracões polacos (poloneses) por canis russos.”
“Ontem nós mudamos de nossos bonitos alojamentos e agora estamos jogados em um barraco nojento e desgraçado, mais sujo do que qualquer outra coisa.”
C O N T I N U A
- Tinhamos posições de comunicações avançadas
- Começamos a capturar prisioneiros russo na investida.
- Os pântanos de Volchov são quase inespugnáveis.
- Nosso acampamento das imediações de nossas posições
- Área defendida por um unidade russa. Foram os primeiros combates para tomada da região e consolidação da posição.
- Na área havia defesas russas preparadas com comunicação
- A divisão enviou outra unidade Panzer para apoiar a operação
- Nossos oficiais entraram em contato direto com o líder para informar as posições inimigas conhecidas
- Quando iniciou a operação logo percebemos que na floresta também havia civis refugiados. Eles passaram semanas dentro dos pântanos russos
- Chegou a hora de avançar. Ficamos mais tranquilos com o apoio dos tanques.
- Posicionamos nossas metralhadores em várioas pontos próximos a floresta.
- As operações na linha férrea continuam até Kamenka. Patrulhas constantes são designadas.
- Chegou a missão de limparmos as áreas próximas a floresta na preparação para uma incursão mais profunda
- Uma das missões da unidade e manter a linha Tosno-Kamenka operacional.
- Tenente Miller discute as operações que serão lançadas no bolsão de Volchov. 1942
- Recebemos ordens para nos posicionarmos próximo a floresta de Volchov. O que chegou até nós são que as forças inimigas se abrigaram na floresta e estão preparando um contra-ataque.
- O avanço da tropa praticamente inexiste.
- Estação Central do Trem da Unidades
- Isso preocupa a todos, por causa das nossas linhas de suprimentos, pois os veículos não mais poderão ser usados.
- Com o fim do inverno a lama transforma qualquer deslocamento em um exercício quase insuportável. Só à cavalo é possível se deslocar.
- Feridos em batalha na cidade de Volchov são transportados para o hospital de campanha.
- Local de agrupamento de tropas inimigas durante o inverno na área Volchov. 1942.
- O inverno se foi, mas o problema agora é a lama causada pela neve derretida. Um tanque russo capturado será reaproveitado pelo regimento.
- A tomada da cidade de Chudovo foi custosa para o regimento, pela primeira vez tivemos que construir um cemitério para os nossos mortos. O inverno e as baixas começam a deixar-nos abatidos e nesse momento o moral não está bom.
- Mesmo assim, há ataques do inimigo.
- Feldfebel Krauze entrega de correio a partir de casa. É o melhor momento do dia.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte II
PARTE 2
“Ficou claro para mim que eles tinham a convicção de lutar até o fim. Se isso não era heroísmo, então o que era? Os comissários comunistas os forçaram a lutar até a morte? Eu não gostava disso. Eu não tinha visto nenhum comissário morto.”
Logo o soldado alemão percebeu que o combatente russo era infinitamente superior se comparado com aquele que os seus oficiais o fizeram acreditar. “Com este entendimento,” admitiu Adamczyk, “o meu sonho de voltar para casa logo retrocedeu.” O soldado alemão Benno Zeiser também foi surpreendido ao avistar os primeiros russos mortos. Ele refeltiu: “Há apenas pouco tempo atrás, ele era um ser humano vivo.” “Eu pensei que, depois disso, nunca iria me livrar deste pensamento.” O Kriegsmaler (artista/pintor oficial de guerra) Theo Scharf, avançando junto com a 97ª Divisão do Grupo de Exército Sul, passou “por um soldado do Exército Vermelho, aparentemente dormindo em uma vala ao lado da estrada, mas coberto no rosto e por todo o corpo por uma grossa camada de poeira.” Era o primeiro de vários corpos que ele encontraria.
Com o passar do tempo, tal familiaridade fez crescer um tipo de indiferença. Benno Zeiser via cada vez mais corpos de russos mortos. “E rapidamente eu me acostumei a encarar como relevos do solo que pertenciam à própria terra onde estavam e que provavelmente estavam ali há muito tempo.” Era bem menos perturbador vê-los como se “praticamente nunca tiveram vida.”
C O N T I N U A
- A resistência russa que estava em Riga retraiu para a floresta adjacente aonde houve confrontos com nossas unidades avançadas, sabemos que teremos que expulsá-los de lá, mas ainda não temos informações sobre o tamanho da força do inimigo.
- Carruagens russa deixadas na floresta perto de Riga de 1941.
- Narva última cidade da Estônia, na fronteira russa. Sabemos que vamos avançar ainda mais.
Expressão da Miséria Humana: Prisioneiros de Guerra
Condição indesejada de qualquer combatente, cair nas mãos do inimigo. Um Prisioneiro de Guerra (POW) é algo que os Exércitos tiveram que conviver em grande escala na Segunda Guerra Mundial, e até os dias de hoje geram criticas pela política adota por algumas nações em relação às condições que esse soldado ficou prisioneiro. Não por acaso, desde a Grande Guerra, já havia extrema preocupação com a condição de POW, tanto que a Terceira Convenção de Genebra, realizada em 1929, deliberou especificamente sobre o tratamento dispensado a Prisioneiros de Guerra. O direito a uma condição mínima, com uma alimentação mínima, foram algumas das decisões da Convenção.
Nada disso impediu que Prisioneiros de Guerra fossem mortos, humilhados ou colocando em uma situação de miséria total. E engana-se quem acredita que os alemães foram os únicos a praticarem atrocidades contra seus prisioneiros. Os russos e os americanos deixaram muito a deseja no quesito humanidade em relação aos inimigos capturados, sendo que o primeiro executaram milhares de alemães durante a campanha contra Berlim.
Mas nada se compara ao Teatro de Operações do Pacífico, apesar de menor em termos de operações, produziu bizarrices incomparáveis, tais como a norma da U.S. Navy, que proibiu a coleção de partes de corpos de inimigos, prática corriqueira entre os integrantes da Marinha americana. Em contrapartida, os japoneses foram acusados, nas Filipinas, de marchas forçadas de mais de 100 km sem qualquer alimentação, a chamada Marcha da Morte. Isso, sem falar das atrocidades cometidas contra os chineses.
No final das contas, o tratamento aos Prisioneiros de Guerra, nada mais é do que a mais perfeita expressão do que a Segunda Guerra representou para a humanidade, desprezo pela vida e decadência de valores básicos para a paz.
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Foto Estranha…Soldado Estranho…Não Necessariamente Nessa Ordem!
Quando a gente analisa algumas fotografias de soldados da Segunda Guerra, percebe que soldado sempre será o mesmo. Nas horas de descanso, gosta de dormir, tirar onda dos companheiros e às vezes, tirar onda dele mesmo! Segue alguns exemplos para comprovar:
- Tropa de Elite?
- Planejando Férias!
- Ensopado!
- O cara tá escutando MP3?
- O que é isso na bunda desse cara?
- O jeito certo de embarcar em uma viatura!
- Esses caras atrás estão meio carinhosos uns com os outros!
- Circo?
- Depois do almoço…Sabe como é!
- Exame de próstata?
- Jantar Garantido!
- Soldado bagunçado!
- O que é isso?
- Casamento? De quem?
- Cansei dessas fotos! Tem umas quinhentas aqui no BLOG!
- O Exército me ensinou que a namorada do soldado é o fuzil…Esse levou à sério!
- Sem comentários…
- Putz!
- Número 02?
O Modelo Alemão de Formar Soldado Combatente
Um dos pontos mais claros do Tratado de Versalhes era a referência ao tamanho do Exército Alemão, que deixava de ser um Exército e passava a ser uma força de defesa, chamado de Reichswehr. O Tratado previa uma força de 100 mil homens, sendo que 96 mil praças e 4 mil oficiais. Nesse contexto, o então comandante da Força Nacional, General von Seeckt passou a conceber uma doutrina de uma força profissional que fosse a base de um novo Exército. Esses militares seriam instrutores e formadores de combatentes em um futuro próximo.
Quando Hitler assume, já nos primeiros anos de governo, ele desconsiderou todas as imposições do Tratado e partiu para requalificar e transformar a Alemanha em potência militar, e inicia o processo de alistamento obrigatório e começa a criar as unidades militares que seriam a ponto de lança da visão expansionista do nazismo.
O treinamento desse recém formado Exército é digno de nota. Estabeleceu parâmetros e metas para a formação do soldado combatente. Cidades inteiras foram evacuadas para se transformarem em campo de instrução. A mobilização militar da Alemanha transformou um Exército de 100 mil homens para 2 milhões em pouco mais de 5 anos.
Esses centros de instruções funcionaram quase até o final da guerra, formando todo tipo de combatente. Já quando a demanda por homens treinados era evidente para a Alemanha, os centros receberam crianças, velhos e soldados não-combatentes das forças aérea e naval. Quando não havia mais o que fazer, e o fim era previsível, restava praticamente os civis lutando uniformizados, pelo menos, aqueles que ainda acreditavam em alguma coisa.























































































































































































































































































































































































































